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domingo, 29 de setembro de 2019

A necessidade de avivamento


A Bíblia refere várias vezes a necessidade do povo de Deus reavivar-se, e relata as coisas maravilhosas que aconteceram com o avivamento do povo de Deus. Hoje, a necessidade de avivamento é muitas referida nas igrejas; mas não é percetível para muitos o motivo da necessidade do avivamento. Ao longo das Escrituras vemos motivos para a necessidade de avivamento.

No Antigo Testamento, como lemos a seguir, vemos o profeta Davi, no seu salmo 51 clamar a Deus pedindo uma renovação na sua vida. “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. (…) Torna a dar-me a alegria da salvação e sustem-me com um espírito voluntário.” Sl 51: 10,12. O principal motivo dessa necessidade era o pecado que existiu na vida do salmista e que fazia com que ele se sentisse afastado de Deus e sem a alegria da salvação. Podemos dizer que a renovação espiritual que o salmista pedia era sinónimo de avivamento.

O avivamento é uma ação de Deus que provoca despertamento espiritual da Igreja e o arrependimento dos maus caminhos. Para que aconteça um avivamento é necessário que a Igreja busque a Deus, através da oração e da meditação da Palavra. Ao buscarem a Deus e a sua Palavra, com humildade, os crentes apercebem-se dos seus pecados e arrependem-se e deixam os seus maus caminhos. Em resumo é necessário seguir a recomendação do versículo seguinte, para que aconteça um avivamento: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, sararei a sua terra 2 Cr 7:14-16

Com isso, passa a haver uma maior firmeza na fé que se traduz, na obediência a Palavra de Deus e na busca de Deus sem interesse. O avivamento traduz-se no ressuscitar da fé de crentes, que apesar de uma rotina religiosa, não têm amor a Deus, e não agradam a Deus nas suas atitudes. A igreja de Sardes é um exemplo de uma igreja que precisava de avivamento porque aparentemente estava viva para Deus, mas que na realidade não estava. “(...) Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto. Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E se não vigiares, virei a ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.” Ap 3:1-3

Com o arrependimento do povo de Deus, é possível haver transformação do homem interior e a produção do Fruto do Espírito. A transformação do homem interior é essencial para a entrada no céu e por isso é o principal motivo da necessidade de um avivamento. O fruto do Espírito é descrito em Gálatas como vemos no versículo a seguir: “Mas o fruto do Espírito É: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” Gl 5:22

Por isso o avivamento, não se resume em dons do Espírito Santo como muitas vezes somos julgados a pensar, mas sobretudo na renovação do homem interior, como foi visto no apóstolo Pedro, que se tornou num homem que amava mais a Deus do que a sua própria vida. No versículo a seguir vemos como o apóstolo Pedro e os outros apóstolos, mudaram a sua forma de encarar a vida e as ameaças dos principais sacerdotes, e com isso, colocaram em primeiro lugar a vontade de Deus: “Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: mais importa obedecer a Deus do que aos homens. At 5:28-29

Vemos com o exemplo do apóstolo Pedro que a mudança interior reflete-se numa nova forma de pensar. Deus transforma o homem interior, no avivamento, e este último deixa de moldar-se a mentalidade do mundo a sua volta. Para o homem manter-se avivado, é necessário uma busca constante de uma nova mentalidade e não deixar que a sua mente se molde a mentalidade do mundo. Vemos a recomendação do apóstolo Paulo no versículo a seguir: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:2

Por tudo isso, o avivamento não é apenas necessário para que haja dons espirituais na Igreja, como o falar de línguas estranhas, a profecia, entre outras coisas. É sobretudo para que haja vida espiritual no meio da Igreja, para que as pessoas despertem, abandonem os seus pecados e para que voltem a amar a Deus, não vivendo apenas uma mera religiosidade.

domingo, 22 de setembro de 2019

As veredas de Deus


Deus, como criador da humanidade, dos céus e da terra conhece a natureza do homem e da sua facilidade em se distanciar dos seus caminhos, deseja ser o guia pessoal de cada homem, para evitar que os que creem no Senhor Jesus se percam do caminho. Para isso, o nosso Senhor Deus usa o seu Espírito Santo, a sua Palavra e também a sua voz.

O nosso Senhor Jesus, antes de ser entregue pelos pecados da humanidade, disse aos seus discípulos que nãos os deixaria sós, mas que enviaria o seu Espírito Santo que iria ficar aos lado deles para conduzi-los em todos os caminhos que o Senhor os tinha ensinado. Vemos isso a seguir: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” Jo 14:16-18.

O Espírito Santo é aquele que está connosco para nos ajudar a caminhar segundo tudo o que o nosso Mestre ensinou. A cada dia Deus requer de nós que saibamos administrar o nosso tempo, e que usemos o nosso tempo para tomar atitudes retas. Isso porque se quisermos viver para Deus temos de fazer o lhe agrada. Sabemos, como nos diz o versículo seguinte, que Deus não se agrada da iniquidade e com Ele o mal não subsiste, logo, para Lhe agradarmos temos de nos afastar na iniquidade, e da injustiça. “Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal.” Sl 5:4.

Aqueles que trilham caminhos retos agradam ao Senhor e são considerados por Deus bem-aventurados os que guardam a sua Palavra. “Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do Senhor. Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o coração. E não praticam iniquidade, mas andam em seus caminhos.” Sl 119:1-3

Devemos ter como bússola para os nossos caminhos a Palavra do Senhor e deixar espaço para que o Espírito Santo nos dirija nas retas veredas do Senhor Deus. Se formos obedientes, e submissos a Deus, Ele poderá nos instruirá a cada dia e ensinar-nos o caminho em que devemos seguir a cada dia, como nos diz o versículo seguinte do salmos 32: “Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei como os meus olhos.” Sl 32: 8

Para isso, Deus aconselha-nos a meditar-nos na sua Palavra de dia e de noite, para termos o cuidados de fazer conforme tudo o que nela está escrito. A vinda do Senhor Jesus está perto e precisamos de vigiar para não nos desviarmos nem para esquerda nem para a direita daquilo que o Senhor Jesus nos ensinou para que possamos estar em condições de irmos com o Senhor Jesus.

sábado, 14 de setembro de 2019

Acima de tudo


A Bíblia ensina-nos que prioridades devemos dar a nossa vida, e ajuda-nos colocar cada área da nossa vida numa hierarquia de prioridades que agrade a Deus. Hoje em dia o cristão tem o desafio de conciliar a sua vida espiritual, com a sua vida profissional, familiar, e outras coisas determinantes na nossa vida. Deus través da sua Palavra diz-nos que devemos colocar acima de tudo a nossa vida espiritual.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus diz-nos através dos evangelhos que devemos colocar a nossa vida espiritual acima de tudo na nossa vida, buscando em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” Mt 6:33.

O Reino de Deus é regido por regras diferentes das que encontramos no mundo, e a figura central do Reino de Deus é Jesus Cristo e a sua vontade. Por isso, ao buscarmos o Reino de Deus buscamos a Jesus Cristo e ao Pai Celeste, e colocamos como prioridade a sua vontade. A obediência a vontade do Pai Celeste é um dos requisitos para após a nossa morte termos lugar no reino de Deus, como vemos no versículo a seguir: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Mt 7:21.

Ao longo do seu dia a dia, o cristão tem, portanto, como prioridade obedecer a vontade do Pai, em todas as áreas da sua vida. Na sua obediência a Palavra de Deus, o cristão demonstra a sua obediência ao primeiro mandamento dado por Deus, que é o de amar a Deus acima de tudo. “Respondeu Jesus: O principal é: Ouve ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” Mc 12:29-30.

Enquanto o cristão se dedica em obedecer a vontade do Pai Celeste, acaba por amar ao seu próximo e por obedecer ao mandamento dado pelo Senhor Jesus. Nesse mandamento o nosso Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos que se amassem uns aos outros da mesma forma com Ele tinha os tinha amado. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34.

No amor ao Pai Celeste e ao próximo, o cristão coloca em segundo lugar os seus interesses pessoais, e coloca em primeiro lugar a justiça e o amor ensinado pelo nosso Mestre. Essa prioridade, faz com que a maior realização pessoal do cristão seja a obediência a vontade do Pai Celeste.

A alegria pela aprovação do Pai Celeste passa a ser maior do que a alegria conseguida na vida profissional, familiar, entre outras coisas. Essa satisfação pela aprovação de Deus deve motivar também ao cristão a buscar aquilo que é agradável a Deus e a ter prazer naquilo que dá alegria ao Pai Celeste. “provando sempre o que é agradável ao Senhor.” Ef 5:10.

O nosso Mestre o Senhor Jesus, como Filho de Deus, nos ensinou como deveríamos honrar a Deus, e agir como seus filhos. O nosso Mestre mostrou-nos como é glorioso ouvir do nosso Pai Celeste a sua aprovação do Pai Celeste e o convite para entrarmos no gozo eterno. Por isso como filhos e como servos que somos podemos ter a esperança de ouvir: “Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” Mt 25:23.

domingo, 25 de agosto de 2019

A si mesmo se esvaziou

O nosso Mestre, o Senhor Jesus é aquele que permitiu que qualquer homem pudesse ter acesso ao Reino Celestial, ao entregar-se em sacrifício vicário por nós na Cruz do Calvário. Para além de ser o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo é também o nosso exemplo de como devemos caminhar de forma a que possamos viver em obediência ao Pai Celeste.

Sabemos que o nosso Senhor Jesus é o Filho de Deus, e que Deus deseja que nós nos tornemos semelhantes a Ele no nosso carácter e na forma como nos relacionamos com Ele. O apóstolo Paulo diz-nos, no versículo a seguir, que os cristãos foram projetados para serem semelhantes a Jesus Cristo: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos.” Rm 8:30

No Novo Testamento vemos que Jesus era manso e humilde de coração e que a obediência a vontade de Deus Pai era o motivo da sua vinda a terra. “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.” Jo 6:38. Como Mestre, Jesus ensina-nos a emita-Lo e recomenda-nos que também tenhamos como objetivo de vida fazer a vontade do Pai Celeste e a obedece-Lo em tudo.

Sabemos que a obediência exige uma renuncia da própria vontade, e que isso é algo difícil de fazer. Isso exige que nos esvaziemos a nós mesmos, e que coloquemos em primeiro lugar a vontade do Pai Celeste. No dia a dia, tudo a nossa volta incentivam-nos a sermos orgulhos e a colocarmos a nossa vontade a cima de tudo. Por isso, Deus recomenda aos cristãos que sigam o exemplo de Jesus Cristo, que sendo Filho de Deus, entronizado entre querubins e cheio de glória, veio a terra na forma de homem, e morreu a mais vergonhosa morte da sua época.

Vemos a recomendação do Espírito Santo a seguir: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Fp 2: 2-8

Para esvaziar-nos da nossa própria visão da vida precisamos de reconhecer que Deus é Omnisciente, aquele que tudo sabe; e que tudo o que Ele nos diz através da sua Palavra é a Verdade. Quando reconhecemos que a Palavra é a verdade, colocamos de lado as nossas próprias ideias, e nos obrigamos a obedecer a Palavra. “Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo.” 2 Co 10:4-5.

Para além de renunciarmos os pensamentos contrários a Palavra de Deus devemos cultivar pensamentos que sejam bons, como por exemplo devemos pensar em coisas que sejam verdadeiras segundo a Palavra de Deus, e também tudo o que possa ser justo, puro e amável, como vemos no versículo a seguir: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Fp 4:8

Quando nos esvaziamos de tudo aquilo que é contrário a vontade de Deus como o ódio, a inveja, o rancor, a ira, damos lugar ao Espírito Santo, para que Ele possa nos encher e nos capacitar a obedecer a vontade de Deus. Quanto mais nos vaziarmos de nós mesmos, mais poderemos receber do Espírito Deus; e seremos melhores servos de Deus. Por isso, devemos nos estimular a seguir o exemplo de Jesus Cristo, na sua humildade e na sua obediência a Deus.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Inimizade contra Deus

O homem depois de encontrar-se com Deus e conhecer a Jesus como o seu Senhor e Salvador, pode continuar a ter um comportamento fora dos padrões da Palavra de Deus. Ao homem com este comportamento a Bíblia chama de homem carnal. O homem carnal tem algumas características que devem ser conhecidas de forma a evitar esses comportamentos.

As principais características relacionam-se com a forma como o homem encara o seu próximo: ele  vê o próximo com inveja e maldade ; e deixa-se envolver por contendas e outras coisas que desagradam a Deus. O apóstolo Paulo refere na epístola aos coríntios que os cristãos manifestam um comportamento carnal quando se deixam envolver por ciúmes e contendas. “Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. (…) Porquanto havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo os homem?” 1Co 3:1,3

A carnalidade opõe-se a espiritualidade que Deus deseja para os cristãos. A carnalidade demonstra-se nos ciúmes, na soberba, nos comportamentos inconvenientes. A carnalidade manifesta-se quando o cristão, nas suas decisões, direciona-se mais para os seus próprios interesses, do que para os interesses de Deus. O cristão carnal, coloca de lado o mandamento de Jesus, de nos amaremos uns aos outros, e põe os seus interesses em primeiro lugar. Por isso, coloca o seu eu no centro da sua vida e não Jesus Cristo e a sua Palavra.

A maldade, que se traduz no desejo de ver o próximo mal, numa situação difícil, faz com que o cristão carnal, alegre-se com as injustiças sofridas pelo seu próximo. Sabemos que Deus é benigno e misericordioso, e que deseja que os seus filhos, sejam também benignos e misericordiosos. Quando não existe no coração do cristão benignidade, mas maldade, ele coloca-se numa posição contrária a vontade de Deus. Como vemos a seguir, Deus deseja que andemos em amor: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, (…) não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;” 1Co 3: 4,6.

Deus é Amor, e quando o homem conduz-se no ódio e na maldade, pensa de uma forma, que se opõe a vontade de Deus para os homens. Por isso, quando o homem está na carne não pode agradar a Deus, e ainda faz-se inimigo de Deus, porque rebela-se contra o senhorio de Deus na sua vida e deseja combater a obra de Deus na vida dos outros. Se deixar-nos levar pelas coisas da carne andamos no sentido contrário à direção do céu. “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeita à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Porquanto os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Rm 8:7-8

Para podermos ser amigos de Deus temos de ser submissos à sua vontade, e caminharmos na direção apontada por Deus. A Bíblia, diz-nos que Abraão o nosso pai na fé foi considerado amigo de Deus, porque colocou a sua fé em Deus, e foi obediente em tudo. “Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou, e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e Foi chamado amigo de Deus.” Tg 2:22-23.

O Espírito Santo deseja conduzir-nos de forma a que nos torne-mos graduadamente mais amigos de Deus e mais próximo do exemplo do nosso Senhor Jesus. Ele deseja produzir em nós o seu Fruto, e capacitar-nos a deixarmos ser usados por Deus nos seus assuntos. Podemos ver na epístola aos gálatas os componentes do Fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.

A amizade com Deus é um privilégio que os homens têm e que deve ser preservada. Deus é Senhor, e deve governar as nossas vidas. Pela criação de Deus que está a nossa, e pela salvação que o Pai Celeste nos concedeu, através do seu Filho Amado, devemos temer a Deus, e ser-Lhe obedientes; Deus merece todo o nosso amor e devoção.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

A obediência e os milagres


Os milagres de Deus são atos maravilhosos que contrariam as leis da natureza e que satisfazem necessidades dos homens. Esses acontecimentos são desejados por todos os cristãos, em várias áreas das suas vidas. Contudo, vemos geralmente mais do que conceder milagres que satisfaçam necessidades materiais, de saúde entre outras, Deus deseja satisfazer a maior necessidade do homem que é a salvação.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus aconselha-nos a desejar em primeiro lugar o Reino dos Céus, e consequentemente em preocupar-nos em manter-nos no caminho da salvação, porque a maior necessidades do homem não é a comida, o vestuário, e todas as necessidades relacionadas com o corpo, mas sim a salvação, a vida eterna ao lado do Pai Celeste.

Nos versículos a seguir vemos as palavras do nosso Senhor Jesus: “Por isso vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as aves? (…) Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai Celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o reino e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6:25, 32-33.

Apesar do homem ser um ser vivo e de precisar, por isso, de alimento, vestuário e de abrigo, ele também é um ser espiritual, dotado de uma alma que o faz diferente de todas as outras espécies animais. A alma humana é eterna e quando o homem morre, ela apenas tem dois distintos possíveis: ou fica eternamente com Deus ou fica eternamente afastada com Deus. Só Deus Pai pode ter ação sobre o destino da alma do homem, como vemos no versículo seguir: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” Mt 10:28.

A salvação é fruto de uma decisão de aceitar a Graça de Deus na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Essa aceitação tem de ser acompanhada de arrependimento dos antigos pecados e da obediência aos ensinos do Senhor Jesus. Por isso, o nosso Mestre afirma, no versículo a seguir, que aqueles que ouvirem a Sua Palavra, e crerem no Pai Celeste, que O enviou, têm a vida eterna. “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” Jo 5:24

Ouvir a Palavra do Senhor Jesus, é dar ouvidos aos seus ensinos; reconhecer que os seus ensinos são a Verdade e obedecer a Palavra do nosso Mestre. Quando as pessoas ouvem a palavra do Senhor Jesus, mas não obedecem aquilo que o Senhor Jesus manda, ou agem sem ter em conta os ensinamentos do Mestre, elas não estão a ouvir ao Mestre.

À essas pessoas o Senhor Jesus diz o seguinte: “Porque me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? (…)Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa. Lc 6:46,49

Para manter-nos no caminho da salvação, com o objetivo de alcançar o maior dos milagres que é a vida eterna, é necessário obediência aos ensinos do Mestre. Sem obediência, não nos separamos do pecado que rodeia tenazmente o homem, nem nos aproximamos da purificação que Deus deseja para as nossas almas. A obediência é por isso o caminho para alcançarmos a promessa da vida eterna.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

O cumprimento da Grande Comissão

Antes de voltar ao céu o nosso Senhor Jesus deixou aos seus discípulos a ordem de que fossem por todo o mundo e que fizessem discípulos de todas as nações, e que ensinassem a guardar tudo o que o que tinha ensinado. Esta ordem tem sido válida para todos os cristãos de todos as gerações. Para ajudar a cumprir essa missão o Senhor Jesus ajuda, a cada cristão, através do seu Espírito Santo.

Nos versículos a seguir vemos a Grande Comissão dada pelo nosso Senhor Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.” Mt 28: 19-20

O nosso Mestre desejava que os seus discípulos fizessem outros discípulos e que os ensinassem a guardar tudo o que havia ensinado. Um discípulo é portanto, um seguidor de Jesus Cristo. É aquele que queixa de viver segundo a sua vontade, e segundo a sua sabedoria, para seguir exclusivamente os ensinos no Mestre.

Nos evangelhos vemos que o nosso Senhor Jesus deixou como requisito para aqueles que quisessem ser seus seguidores, que negassem-se a si mesmos e tomassem a sua cruz e O seguissem. “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me;” Mt 16:24. Seguir a Jesus é fazer aquilo que Ele nos manda na sua Palavra e imitar o seu comportamento e consequentemente o seu carácter.

Os discípulos precisam então de comprometerem-se com o Mestre e assim deixar de lado o seu eu, o que aprenderam do mundo, e recusarem-se a deixarem-se influenciar por Satanás. Este compromisso tem de ser diário, porque a cada dia precisarão de deixar o seu eu, e as suas opiniões, juntamente com toda a influencia do mundo para seguir a Jesus Cristo.

A obediência aos ensinamentos do Mestre é de extrema importância para o discípulos, sob pena, de ele enganar-se a si mesmo que conhece o Senhor Jesus, apenas porque ouviu a sua Palavra. Por isso o nosso Mestre avisa que nem todo aquele que clama o seu nome, dizendo Senhor, Senhor, entrará no reino de Deus, mas sim aquele que faz a vontade do Pai Celeste.

Vemos nos versículos a seguir a palavras do Mestre: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” Mt 7:22-23

Os cristãos devem preocupar-se em cumprir a Grande Comissão mas devem preocupar-se sobretudo em serem verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, em observar ou cumprir tudo o que o Senhor Jesus nos ensinou, pois caso contrário estarão edificando a sua vida sobre a areia. “E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia;” Mt 7:26

Ouvir pregações é importante, a leitura da Palavra também, mas mais do que ouvir, Deus deseja que obedeçamos o que lê-mos na sua Palavra. Por isso é importante praticar tudo o que ouvimos da Palavra de Deus. Da mesma forma, para cumprir a Grande Comissão, devemos também obedecer aquilo que ouvimos sobre a Palavra em todas as áreas da nossa vida.

Deus não deseja apenas que sejamos religiosos, que tenhamos hábitos de ir a igreja, de orar, de ler a Bíblia, mas sobretudo, que o aceitemos como Senhor da nossa vida e que obedeçamos tudo o que Ele nos ensinou. Enquanto, seguimos o Mestre podemos participar na Grande Comissão. Apenas a nossa obediência a Palavra de Deus e o nosso relacionamento com Deus importará para entrarmos no céu.

sábado, 13 de abril de 2019

Eu faço sempre o que lhe agrada

O relacionamento humano com Deus é o relacionamento mais importante na vida do homem. Como qualquer relacionamento é necessário investir tempo para estar com Deus e para conhecer aquilo que lhe agrada, e o que Ele deseja que façamos na vida que nos concedeu. Para sabermos como agir no nosso relacionamento com Deus Pai, temos como exemplo o relacionamento do Senhor Jesus, o Filho de Deus, com o Pai Celeste.

Sabemos que o Senhor Jesus foi enviado a terra por Deus o nosso Pai Celeste e que durante a sua vida teve um relacionamento muito próximo com Deus. O relacionamento de Jesus Cristo é o melhor exemplo de um relacionamento perfeito entre o homem e Deus. No evangelho segundo João vemos que uma das particularidades do relacionamento de Jesus com Deus era o facto de fazer sempre o que agradava ao nosso Pai Celeste.

No versículo seguinte do evangelho de João vemos as palavras do Senhor Jesus sobre a forma como agia ao longo da sua vida e do seu ministério: “E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.” Jo 8: 29 Jesus em toda a sua vida, seguiu os mandamentos do Pai Celeste e fez apenas o que agradava a Deus.

Sabemos que Deus tem, como os homens, sentimentos e emoções e que, ao ver o comportamento dos seus filhos, pode agradar-se ou ficar triste. Ao ver a vida de seu Filho Amado o Pai Celeste alegrava-se sempre e por isso, em duas ocasiões, Deus comunicou a alegria que tinha no do seu Filho Jesus. Vemos isso nos versículos a seguir: “E eis que uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Mt 3:17 “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.” Mt 17:5

O segredo para alimentar a relação com qualquer pessoa é fazer o que ela aprecia; isto porque para haver comunhão entre duas pessoas elas têm de ter a mesma visão e os mesmos ideais de vida. Na nossa relação com Deus quando fazemos o que Lhe agrada nos aproximamos de Deus e a nossa comunhão com Ele é aumentada porque pensamos e agimos da mesma forma que Deus.

Se quisermos imitar o exemplo do Senhor Jesus e agir de forma a que agrada ao Pai Celeste temos que fazer da obediência aos mandamentos de Deus, o nosso alimento diário, da mesma forma como o Senhor Jesus. No versículo a seguir o nosso Mestre diz-nos que fazer a vontade do Pai Celeste era aquilo que alimentava a sua vida, o seu alimento: “ Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”Jo 4:34

Muitos séculos antes, o profeta Isaías foi utilizado para anunciar a pessoa do Messias, e descreveu que o Messias era aquele em quem Deus se agradaria e aquele sobre o qual o Espírito de Deus repousaria e capacitando-o a anunciar o juízo de Deus e a agir de forma mansa e humilde. O Messias seria aquele que não oprimiria os aflitos e magoados pela sociedade, pelo contrário iria em socorro deles. O Messias seria aquele em quem os gentios esperariam.

O autor do evangelho de Mateus descreve a profecia sobre Jesus: “para que se cumprisse o que foi dito por intermédio do profeta Isaías: Eis o meu servo, que escolhi, o meu amado em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios. Não contenderá, nem gritará, nem alguém ouvirá nas praças a sua voz. Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo. E, no seu nome, esperarão os gentios.” Mt 12:17-21.

Sabemos que o homem tem uma inclinação para o pecado e que sozinho não consegue agradar a Deus e imitar o Senhor Jesus. Por isso o homem que segue a Jesus precisa de buscar o Espírito Santo para ser capacitado a fazer aquilo que agrada ao Pai Celeste, e para realizar a sua obra da mesma forma que o Senhor Jesus, que completou a obra de Deus enquanto esteve na terra. Sem o Espírito Santo o homem nada pode fazer.

sexta-feira, 22 de março de 2019

O talento escondido


Na Bíblia, desde o Antigo Testamento até ao Novo Testamento, vemos várias vezes a descrição dos pecados de ação, que são aqueles cometidos quando o homem desobedece a ordem de Deus, ou infringe alguma lei/mandamento divino. O primeiro exemplo mencionado na Bíblia foi a queda de Adão e Eva, quando desobedeceram a Deus e comeram o fruto da árvore,do conhecimento do bem e do mal.

Podemos ver a seguir a descrição da queda do homem no livro de Gênesis e as suas consequências: “Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então disse o homem: a mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. (…) E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias da tua vida” Gn 3:11-13,17.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus, refere outro tipo de pecado, que pode igualmente afastar o cristão da presença de Deus. Este pecado é o pecado da omissão. Ao longo dos seus ensinos, que podem ser observados nos evangelhos, Jesus Cristo ensina-nos a praticarmos o bem e recomenda-nos a sermos diligentes nos assuntos de Deus Pai. Isto é possível quando fazemos a vontade do Pai Celeste e colocamos em prática os ensinos do nosso Mestre: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu pai, que está nos céus.(...)Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.”Mt 7:21,24.

Para falar da necessidade do cristão ser diligente nos assuntos do reino de Deus, Jesus conta-nos a parábola dos talentos. Nesta parábola vemos que um senhor distribui aos seu servos talentos, e que um deles não se preocupou em multiplicar aquilo que tinha recebido e enterrou-o na terra. “Pois será como um homem que, ausentando-se do pais, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. (…) Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.” Mt 25:14,18.

O que Deus deseja dos cristãos é que eles dediquem a sua vida aos seus assuntos e que utilizem os dons que Deus os deu para serviço e edificação da sua Igreja. Se o cristão fizer o mesmo que o servo que escondeu o seu talento, está a deixar de abençoar os outros e a cometer um pecado por omissão.

Por isso, o senhor do servo quando vê que este não se preocupou em negociar os seus talentos, repreende-o como vemos nos versículos a seguir: “Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu ao voltar, receberia com juros o que é meu.

O nosso Senhor Jesus diz-nos que a atitude daqueles que deixam de fazer o bem em favor do próximo, por amor a Deus, é tão reprovável que afasta eternamente estes servos da presença de Deus. Para falar sobre isso, o Mestre usa não só a parábola dos talentos como também descreve o destino final destes servos no grande julgamento.

Vemos as palavras do Mestre a seguir: “Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. (…) E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes. (…) Então o Rei dirá também aos que estiverem a sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedaste; estando nu, não me vestistes: achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.” Mt 25:28,30, 41-43.

Quando o cristão, apesar de não praticar os pecados mencionados nos dez mandamentos, não se preocupa em fazer o bem ao seu próximo que Deus nos ensina, ele é reprovável para Deus, como os cristãos descritos na igreja da Laodiceia. “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!(...)pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” Ap 3:15,17.

Tudo o que Deus concede aos cristãos deve ser colocado ao serviço de Deus e do seu Reino. A vida, os recursos financeiros, a energia para o dia a dia e inclusive os dons espirituais que Deus concede a cada cristão, devem ser colocados aos serviço de Deus e do seu Reino com nos ensina o nosso Mestre. Deus deseja não só que os seus filhos evitem o mal e o pecado mas também que eles pratiquem o bem em favor do seu próximo, por amor ao seu Filho Jesus, que nos comprou para Deus através do seu sangue.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

O que separa o homem de Deus

Todos os dias quando os cristãos refletem a sua relação com Deus desejam muitas vezes ter uma relação mais íntima com Deus e agrada-Lo em tudo o que fazem. Este desejo para ser realizado exige a consciência do quê que afasta o homem de Deus. Na Palavra de Deus vemos recomendações que ajudam o cristão a aproximar-se de Deus e ter uma relação mais íntima com Ele.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus deu-nos mandamentos e disse que se as suas Palavras estivessem a ser colocadas em prática no nosso dia a dia, permaneceríamos no Pai Celeste e o Pai Celeste permaneceria em nós. Uma das recomendações que Jesus disse que deveria estar na nossa vida diária é o de amarmos o nosso próximo. "O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei." Jo 15:12

Através das palavras do Senhor Jesus, no versículo seguinte, vemos que a relação do cristão com Deus Pai, Deus Filho e com Deus Espírito Santo depende da sua obediência à Palavra de Deus. "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." Mt 7:21

A nossa comunhão com Deus, e uma relação progressivamente mais íntima com Deus depende da nossa capacidade de obedecer a Deus em todas as nossas atitudes diárias. Sabemos que quando o homem não obedece a Deus peca, e que existem vários tipos de pecado: os pecados cometidos por desobediência direta a Deus, e os pecados cometidos por deixar de fazer o bem aos outros.

Os mandamentos de Deus dados ao povo de Israel mostra-nos o que não devemos fazer. “E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como ati mesmo.” Mt 19:18-19. Esses mandamentos proíbem-nos de praticar coisas de agridem a santidade de Deus.

O mandamento de Jesus aos seus discípulos, de amarem-se uns aos outros, diz-nos que devemos fazer bem aos outros para seguir o exemplo de Jesus e assim mostrar que temos o mesmo coração que Ele. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Jo 13:34-35

Nas pregações nas igrejas, fala-se mais do pecado de comissão, como por exemplo o adulterar, mentir, odiar etc, e geralmente são estes pecados que as pessoas lembram-se mais. Contudo, lembrar do pecado de omissão, aquele em que deixamos de praticar o amor de Deus com o nosso próximo, também é muito importante.

Isto, porque Deus deseja usar-nos para abençoar os outros e quando não o fazemos entristecemos o Espírito Santo, e deixamos de mostrar o coração amoroso de Deus aos outros. Por isso o apóstolo Tiago diz-nos no versículo seguinte que é pecado deixar de fazer o bem. “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” Tg 4:17

Todos os pecados separam o homem de Deus, tanto os de omissão como os de comissão, como nos avisa o Espírito Santo no versículo seguinte: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não nos ouça.” Is 59:2 Por isso, a Bíblia recomenda-nos de lembrar-nos dos nossos pecados e colocarmos neles a culpa das más situações da nossa vida, e inclusive da nossa má relação com Deus: “Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.” Lm 3: 39

Para termos uma relação mais próxima com Deus devemos analisar a nossa vida, e todas as atitudes que temos no nosso dia a dia e arrepender-nos daquelas que desagradam a Deus. “Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor.” Lm 3:40. Deus não despreza um coração contrito e arrependido; se voltar-nos para Ele e deixarmos aquilo que Ele desaprova para trás, teremos então uma relação mais próxima com Ele.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Coragem

O medo é uma emoção forte que surge quando enfrentamos alguma coisa que nos ameaça ou algo incerto. Contudo, o nosso Mestre, o Senhor Jesus ensinou-nos que não deveríamos deixar controlar pelo medo, mas deixar que os seus ensinamentos e os seu Santo Espírito nos controlasse. Na Bíblia vemos que através da fé no Senhor Jesus podemos enfrentar o medo e seguir a diante sem deixar que ele nos domine.

Pela fé no facto de que Jesus venceu o mundo, cumprindo toda a vontade do Pai Celeste, também podemos prosseguir na nossa caminhada cristã sem esmorecer, confiando que, da mesma forma como o Senhor Jesus venceu o mundo, podemos vencer porque o seu Santo Espírito está em nós.

No versículo a seguir vemos a exortação do Senhor Jesus, para que tenhamos bom ânimo, para que não nos deixemos esmorecer, por Ele venceu o mundo: “Estas coisas vos tenho dito, para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” Jo 16:33.

Quando colocamos a nossa fé nas Escrituras e confiamos que Deus nos capacitará a ganhar o pão de cada dia e que nunca dos deixará faltar nada, ganhamos coragem para enfrentar o dia a dia. “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.”Is 41:10.

Mesmo que a incerteza tente bater a porta do nosso coração podemos confiar de que Deus abençoa-nos se formos justos, retos em tudo o que fazemos. “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão. É sempre compassivo e empresta, e a sua descendência será uma bênção (…) Pois o Senhor ama a justiça e não desampara os seus santos; serão preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será exterminada.” Sl 37:25-26, 28.

O mundo por vezes rejeita aqueles que lutam para seguir ao Senhor Jesus, mas a fé nas bênçãos espirituais que estão reservadas para aqueles que obedecem a vontade de Deus faz-nos continuar olhando apenas para Jesus, autor e consumador da nossa fé, da mesma forma como Daniel e seus companheiros, que mesmo sabendo que poderiam perder as suas vida, continuaram a adorar a Deus.

Os próprios apóstolos pela fé em Deus aguardaram a promessa do Senhor Jesus, foram cheios do Espírito Santo e puderam enfrentar com coragem as ameaças dos sacerdotes para que eles deixassem de pregar o nome do Senhor Jesus. “Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. Depois, ameaçando-os mais ainda, os soltaram, não tendo achado como os castigar, por causa do povo, porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera.” At 4:19-21.

Na galeria da fé vemos muitos outros homens e mulheres que tiveram coragem graças a fé que tinham em Deus. Assim pela fé, Abraão enfrentou a incerteza do futuro e foi para um lugar que desconhecia; pela fé Moisés enfrentou a pressão causada pela perseguição do exército egípcio e atravessou o mar vermelho aberto por Deus. Outros enfrentaram torturas, açoites, e levaram o evangelho para lugares onde o nome de Jesus não era conhecido.

Com tudo isso, podemos dizer que a única forma de sermos corajosos é tendo fé no Senhor Jesus Cristo e nas suas promessas. O nosso Senhor Jesus Cristo, prometeu estar todos os dias connosco até a consumação dos tempos. A presença do Mestre traz paz, gozo, alegria, consolo, direção, consolação e milagres para as nossas vidas.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O próprio exemplo

Josué foi o líder que Deus escolheu para substituir a Moisés quando este último morreu. O critério da escolha foi o coração obediente e fiel de Josué. Mesmos nos piores momentos da história de Moisés, quando o povo se revoltava contra Moisés, Josué nunca desistiu do  plano dado por Deus de conquistar a terra de Cannaã.

No versículo a seguir vemos a reação de Josué quando o povo de Israel se revoltou contra Moisés por causa da descrição dos espias sobre os habitantes da terra de Canaã. “E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dentre os que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes e falaram a toda congregação dos filhos de Israel dizendo: A terra pelo meio do qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa. Se o Senhor se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel.” Nm 14:6-8.

José acreditava que, o que faria o povo de Israel conquistar a terra de Canaã era obediência a Deus e se o povo mostrasse um coração rebelde isso desagradaria a Deus. Josué acreditava que não deveriam preocuparem-se com a força dos ocupantes da terra de Canaã porque Deus iria capacita-los a derrotar os cananeus. “Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor e não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o Senhor é connosco; não os temais.” Nm 14:9.

Ao longo da vida de Josué ele sempre teve fé em Deus e trabalha ativamente para ver realizado o plano da conquista da terra de Canaã. Por exemplo, quando houve a necessidade de lutarem contra os amalequitas Jousé liderou a batalha levando homens escolhidos por si para Refidim. “Com isso, ordenou Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, e peleja contra Amaleque; amanhã estarei eu no cimo do outeiro, e o bordão de Deus estará nas minha mão.” Nm 17:9

Enquanto Moisés intercedia pelo povo,  Josué cumpria a parte prática do plano de Deus lutando contra os amalequitas. Assim, Josué foi colaborando ativamente com Moisés para o cumprimento do plano de Deus. Era possível isso porque Josué tinha o seu coração voltado para o Senhor e depositava a sua confiança no amor de Deus.

Quando Moisés sentiu que estava próximo a sua partida nomeou a Josué como seu sucessor, perante toda o povo isrealita como vemos a seguir: "Chamou Moisés a Josué e lhe disse na presença de todo o povo, entrarás na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a teus pais; e tu os farás herdá-la. O Senhor é quem vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te atemorizes.” Dt 31:7-8.

Depois da morte de Moisés, Deus voltou a falar com Josué e a recomenda-lo que fosse forte e que obedecesse fielmente toda a lei que Deus havia dado a Moisés, não se desviando dela nem para a direita nem para a esquerda, como vemos a seguir: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés de te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido.” Js 1:7-8

Vemos na Bíblia que Josué sempre foi bem sucedido em tudo o que fez e conseguiu conduzir o povo de Israel para a terra prometida. Esse sucesso mostra que Josué obedeceu a Deus, seguindo os mandamentos a risca bem como todas as orientações que Deus lhe dava para a conquista das cidades.

Depois da conquistas das várias cidades de Canaã, quando já era de idade avançada, Josué exortou ao povo a servir a Deus com integridade e com fidelidade. Ele tinha demonstrado com o seu exemplo como é servir a Deus com fidelidade. Depois de relembrar que Deus é poderoso e Santo, Josué referiu que deveriam escolher entre os ídolos e Deus e que independentemente da decisão do povo, ele e a sua família iriam servir a Deus como já tinham feito ao longo da sua vida.

Vemos com a vida de Josué que o sucesso de um projeto dado por Deus depende da nossa obediência fiel aos mandamentos e as ordens dadas por Deus. Sem meditação diária da Palavra e sem temor ao nome do Senhor Deus não é possível alcançar os planos dados por Deus a nossa vida.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

A revelação de Deus

Muitas vezes o homem questiona-se como terá surgido o Universo e quem é o Criador e Governador de tudo o que vemos na natureza. Por vezes o homem anseia que o Deus Criador, que está por detrás de tudo o que acontece se revele a ele. Contudo, Este milagre já aconteceu! Deus já se revelou a humanidade quando enviou o seu Filho Amado o Senhor Jesus.

Toda a essência de Deus, o seu inteiro coração foi-nos revelado através do Senhor Jesus Cristo, pois Ele é a imagem exata do ser de Deus, como diz o versículo seguinte: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criação;” Cl 1:15. Jesus Cristo representou na terra o Pai Celeste e transmitiu exatamente o que o Pai pensava.

O ensino do Senhor Jesus aos seus discípulos e a toda a multidão que se dirigia a Ele para ouvi-Lo baseava-se no que Jesus ouvia de seu Pai, como vemos a seguir: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” Jo 15:15

Assim, podemos ter a consciência de que as palavras de Jesus não vinham de si mesmo mas do Pai como nos diz o Senhor Jesus nos versículo a seguir: “Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.” Jo 14:10. A relação intima que Jesus tinha com o Pai Celeste manteve-se enquanto esteve na terra, e o Pai continuava Nele e Ele no Pai.

Naquele tempo, quem tinha o privilégio de ver a Jesus via também o Pai Celeste que se manifestava Nele. “Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto. (...)Disse-lhe Jesus: Filipe, há quanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”Jo 14:7,9.

O Pai Celeste manifestava-se através de Jesus, fazendo com que Jesus fizesse as mesmas obras que o Pai Celeste. Na noite em que Jesus celebrou a Páscoa com os seus discípulos Ele mostrou o que o Pai desejava no relacionamento dos discípulos uns com os outros. Jesus fez isso levantando-se da ceia, tirando a sua vestimenta e lavando os pés aos seus discípulos.

Depois de ter lavado os pés aos discípulos, Jesus perguntou-lhes se eles sabiam o significado que Ele lhes tinha feito e então disse-lhes: “ Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu fiz, façais vós também.” Jo 13:13-15.

Deus Pai deseja que tenhamos uma relação de amor uns para com os outros, da mesma forma como Ele tinha uma relação de amor com o Seu Filho. Jesus enquanto este na terra amou-nos da mesma forma como foi amado pelo seu Pai. “Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor;” Jo 15:9 Nós hoje, devemos amar-nos uns aos outros da mesma forma como Jesus nos amou.

O amor de Jesus mostra-nos o coração amoroso do Pai Celeste e se quisermos permanecer no amor de Jesus temos de obedecer ao mandamento do Senhor Jesus, que é amar-nos da mesma forma como Ele nos amou. “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” Jo 15:12.

O amor de Jesus é insuperável, pois não há maior demonstração de amor do que dar a vida por nós pecadores. O Pai também tem por nós um amor insuperável porque deu o seu próprio Filho para que os nossos pecados pudessem ser pagos e assim ficássemos livres da condenação eterna. Vemos assim que o Pai tem um coração amoroso e que a sua maior lei é a lei do amor. Quando colocamos em pratica a sua lei do amor, perdoamos, amparamos, socorremos e amamos ao nosso próximo e dedicamos também a nossa vida a Deus por amor.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Sem fé é impossível agradar a Deus

A Bíblia mostra ao longo de todo o Antigo Testamento e de todos os evangelhos que apenas agradamos a Deus quando confiamos Nele e demonstramos fé no seu poder. Todos os grandes homens da Bíblia que agradaram a Deus mostraram ter fé em Deus. Hoje, da mesma forma, apenas podemos agradar a Deus com as nossas atitudes, quando mostramos fé em Deus.

No Antigo Testamento temos o caso de Daniel que agradou sempre a Deus, ao longo da sua vida, pela fé que ele demonstrava em Deus. No livro de Daniel vemos que o jovem Daniel quando chegou a Babilónia, agradou a Deus, não contaminando-se com os manjares da mesa do rei. Por outras palavras, Daniel preferia ter uma refeição simples, a base de legumes, do que comer comidas sacrificadas a deuses estranhos.

Para além disso, Daniel preferiu ser lançado numa fornalha ardente do que adorar a um deus estranho, que Nabuconosor tinha erigido. A obediência ao mandamento de Deus era mais importante do que a sua própria vida. E ele acreditava também que Deus tinha o poder para salva-lo da fornalha caso fosse essa a Sua vontade.

Podemos esses dois episódios da vida de Daniel nos versículos a seguir: “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se.” Dn 1:8 “Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.” Dn 3:17-18.

Deus agradou-se da atitude de fé de Daniel de de seus companheiros e mandou um anjo livra-los da fornalha de fogo ardente, ficando todos sem nenhum dano. Todos puderam contemplar a salvação que Deus deu a Daniel e os seus companheiros e o rei Nabucudonosor admirou-se como podemos ver nos versículos a seguir: “Então o rei Nabucudonosor se espantou, e se levantou depressa, e disse aos seus conselheiros: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei. Tornou ele e disse: Eu, porém vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspeto do quarto é semelhante a um filho dos deuses.” Dn 3:24-26.

Abraão também agradou a Deus pela fé que demonstrou e isso torna-o um exemplo a ser seguido. Abraão não negou a Deus o seu próprio filho; o filho através do qual Deus iria criar uma grande nação. Isto porque Abraão, acreditava em Deus e tinha fé no seu poder de ressuscitar a Isaque dos mortos. O autor da epístola aos Hebreus diz-nos isso a seguir: “Pela fé, Abraão, quando posto a prova ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu filho unigénito aquele que acolheu alegremente as promessas, a quem foi dito: Em Isaque será chamada a tua descendência;” Hb 11:17-18.

Por isso o autor da epístola aos Hebreus diz-nos que sem fé é impossível agradar a Deus, como vemos a seguir: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele exista e que se torna galardoador dos que o buscam.” Hb 11:8.

Jesus, enquanto esteve na terra, também agradava-se daqueles que tinham fé Nele e no seu poder salvador. Muitos foram curados quando tiveram fé em Jesus: desde a mulher do fluxo de sangue, passando pelo centurião que tinha o seu servo doente, até um dos dez leprosos que voltou atrás para agradecer a Jesus. Todos esses tiveram fé em Jesus e foram salvos. Se quisermos hoje, agradar a Jesus e ao Pai Celeste, precisamos também de ter fé em Deus e demonstrar isso em atitudes concretas de obediência.

A fé apenas pode ser expressa pela obediência, como vemos no caso de Abraão que tinha fé em Deus e que por isso obedeceu a ordem de Deus e esteve pronto a sacrificar o seu filho Isaque. Se quisermos demonstrar fé em Deus temos também de obedecer a sua Palavra e seguir a direção do seu Santo Espírito.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Tenha fé em Deus


A fé cristã hoje está espalhada por todo o mundo, contudo as gerações mais novas têm um conceito errado de fé e pensam que a fé é apenas acreditar que Deus existe. Contudo, ao longo da Bíblia podemos ver que a fé é algo muito mais profundo, que envolve uma crença inabalável em Deus e que é independente das circunstâncias.


A fé cristã como podemos ver pelo testemunho dos primeiros apóstolos de Jesus Cristo é acreditar que Jesus Cristo é o Filho do Deus vivo que deu a sua vida para perdão dos pecados da humanidade. A fé cristã condicionou todas as atitudes dos apóstolos, pois por acreditarem em Deus, tiveram temor ao Seu nome e viveram para obedece-Lo e para agrada-Lo.


A fé leva aos cristãos prostrarem-se perante Deus, em reconhecimento que a vida já não é deles mas sim de Deus Pai, porque Jesus Cristo os comprou com o seu sangue. O apóstolo Paulo, por exemplo, pela sua fé em Jesus Cristo, dedicou toda a sua vida a propagar o evangelho da Graça, e amar a Deus.


A fé de Paulo demonstrava-se em obras, não era uma emoção que vacilava consoante as circunstâncias fossem boas ou más. A fé de Paulo, ou seja o seu ato de acreditar e de confiar em Deus, fazia com que Ele não se preocupasse com a sua vida, mas sim em cumprir o ministério que recebera de Jesus Cristo. Vemos isso no versículo a seguir: “Porém em nada considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.” At 20:24.


Outro exemplo de um homem que tinha fé em Deus era Abraão, como nos relembra o autor da epístola aos hebreus. Abraão é considerado ao pai da fé, pois foi aquele que ouvindo a voz de Deus e a promessa de receber uma terra, por herança, que mana leite e mel, obedeceu a Deus, deixando a casa da sua parentela e foi para um lugar que não conhecia, apenas confiando na voz de Deus.


Vemos isso no versículo a seguir: “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber onde ia.” Hb 11:8. Vemos que a fé que Abraão tinha traduziu-se na sua atitude de confiança e obediência a Deus. A fé quando não é exteriorizada, expressa em atitudes, está adormecida, como que morta e tem de ser despertada.


O apóstolo Tiago diz-nos isso na sua epístola como vemos a seguir: “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas se não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salva-lo?(...) Queres, pois ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante? Não foi por obras, que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque? Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou,” Tg 2:14,20-22.


A fé leva-nos a ter um relacionamento com Deus, de Pai-filho e ao mesmo tempo, Senhor- servo. Por um lado sentimos o seu amor e cuidado de Pai e vivemos para obedece-Lo porque nos sentimos seguros nos seus braços; por outro lado, apercebemos que Somos propriedade de Deus e que a nossa existência tem como objetivo adora-Lo e servi-Lo.


Em tudo o que fazemos, demonstramos a nossa fé no fato de Deus ser o nosso Pai, e que como Pai, cuida de nós e nos ama. Por isso sem acreditar em Deus, sem ter confiança em Deus, as nossas atitudes já não têm o mesmo aroma suave de adoração. Por isso, sem fé é impossível agradar a Deus, como vemos no versículo a seguir: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” Hb 11:6.


Como filhos de Deus, podemos também crescer em estatura, em maturidade em direção a semelhança com Cristo Jesus. Por isso, podemos crescer na fé, na confiança em Deus. O Espírito Santo é aquele quem nos ajuda a crer e a confiar em Jesus Cristo e no Pai Celeste, e por isso podemos procurar o seu auxílio em oração e nas nossas atitudes no dia a dia. Por outro lado, a fé aumenta quando ouvimos e meditamos na Palavra de Deus. Podemos voluntariamente procurar crescer na fé, e ao mesmo tempo contar com a ajuda do Espírito Santo para que esse crescimento se dê.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

As mulharas de Jericó


As muralhas da cidade de Jericó, ficaram na história da Bíblia, como um obstáculo para os crentes a concretização dos planos de Deus, pois eram grandes fortes e tornavam a cidade protegida contra a investida de inimigos. Contudo, vemos que o impossível para o homem é possível para Deus e pelo poder do Senhor dos Exércitos Israel consegui conquistar a cidade.


No livro de Josué, vemos que uma mulher não acreditava que as altas muralhas de Jericó fosse um impedimento para o Deus dos Israelitas e por isso, escondeu os espias enviados por Josué para observar a cidade. Esta mulher chamava-se Raabe. Ela era uma pecadora, um prostituta que tinha a sua casa sobre as muralhas de Jericó.


Josué foi o líder escolhido por Deus para conquistar a terra prometida e no livro de Josué vemos como Josué, enviou os espias para observarem a cidade, e os dirigentes da cidade souberam e os buscaram para prende-los; mas Raabe os escondeu no telhado da sua casa. Raabe, apesar de pecadora, protegeu os espias israelitas, e contribuiu para a execução do plano de Deus.


Vemos isso no versículo seguinte: “De Sitim enviou Josué, filho de Num, dois homens, secretamente como espias, dizendo: Andai e observai a terra de Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e pousaram ali.(...) A mulher, porém, havia tomado e escondido os dois homens; e disse: É verdade que os dois homens vieram a mim, porém eu não sabia de onde eram.” Js 2:1,4

 
Os próprios israelitas apenas pela fé podiam acreditar que conseguiriam entrar nesta cidade, mas Raabe por ter ouvido sobre as maravilhas de Deus, como tinha aberto o mar Vermelho e feito os israelitas passarem, também sobre a forma como tinham conseguido derrotar os reis dos cananeus Seom e Ogue, não duvidou que eles conseguiriam conquistar a cidade.


Podemos ver isso nos versículos a seguir: “Antes que os espias se deitassem foi ela ter com eles ao eirado e lhes disse: Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor que infundis caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desmaiados. Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito; e também o que fizestes aos dois reis dos amorreus, Seom e Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes.

 
A cidade era difícil de conquistar mas Deus enviou o seu príncipe do exército para anunciar a Josué que iriam conseguir conquistar a cidade, bastava seguir as instruções que Deus lhe dava. “Respondeu ele: Não; sou o príncipe do exército do Senhor e acabo de chegar. Então Josué se prostrou com o rosto em terra, e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo?(...) Então, disse o Senhor a Josué: Olha, entreguei na tua mão Jericó, o seu rei e seus valentes.” Js 5:14; 6:2.

 
Vemos que Deus apenas requereu fé do povo de Israel para conquistarem a cidade; eles precisavam de cumprir uma simples ordem, rodear a cidade durante seis dias. Ao sétimo dia, deveriam rodear a cidade sete vezes e os sacerdotes tocariam as trombetas. O autor da epístola aos Hebreus diz-nos também que as muralhas ruiram pela fé: “ Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias.” Hb 11:30.


Quando o povo obedeceu a ordem de Deus, viram o poder do Todo Poderoso e as muralhas da cidade caíram. “Gritou, pois o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas. Tendo ouvido o povo o sonido da trombeta e levantando grande grito, ruíram as muralhas, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e a tomaram.


A fé de Raabe fez com que ela e a sua família fossem salvos, quando os israelitas conquistaram a cidade, como vemos a seguir: “Então, entraram os jovens, os espias, e tiraram Raabe, e seu pai, e sua mãe, e seus irmãos, e tudo quanto tinha; tiraram também toda a sua parentela e os acamparam fora do arraial de Israel.” Js 6:23. Para além disso, a sua obediência fez com que ela se convertesse dos seus maus caminhos e tivesse a honra de entrar na genealogia de Jesus. Hoje ela é recordada na galeria da fé.


Deus requer de nós apenas fé, para cumprir os seus planos na nossa vida, pois Ele é Todo Poderoso e capacita e seu povo; envia anjos a frente que destroem exércitos. No nosso dia a dia, apenas precisamos de nos mover na fé na Palavra do Senhor Jesus, e na suas promessas para vermos o poder de Deus da mesma forma que os israelitas viram, quando caíram as muralhas de Jericó.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Quem é o Espírito Santo?


O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade e foi enviado ao mundo desde que Jesus morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus, mais exatamente no dia de Pentecostes. O Espírito Santo substitui Jesus na Igreja, pois está pessoalmente na terra, dentro de cada cristão. Assim o Espírito Santo é o administrador e dirigente da Igreja.


O Espírito Santo, é Deus, e por isso é eterno, onipresente, onisciente, e onipotente. Ele é uma pessoa, como o Senhor Jesus e por isso sente emoções, ama a humanidade na mesma forma que o Senhor Jesus, e comunica-se connosco. Para além disso, o Espírito Santo pensa, toma decisões e orienta os crentes a nível dos assuntos da Igreja e a também a nível pessoal para obedecermos a grande comissão de Jesus e a todos os ensinamentos que o nosso Mestre nos deu.


Ao longo do livro de Atos vemos que, foi o Espírito Santo quem dirigiu e capacitou os cristãos a anunciar o evangelho. Vemos que foi o Espírito Santo quem decidiu sobre a primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé, e ordenou a Igreja que separasse a Paulo a Barnabé para fazerem a obra a que tinham sido chamados a fazer.


Vemos isso no versículo seguinte: “E servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram.” At 13:2-3. Ainda hoje, o Espírito Santo deseja orientar a Igreja sobre a obediência a grande comissão do Senhor Jesus; apenas é necessário dar o espaço necessário ao Espírito Santo, através da nossa obediência.

 
Nas questões relacionadas sobre a obediência ou não da lei de Moisés pelos gentios convertidos ao cristianismo, o Espírito Santo orientou a Igreja sobre que medidas deviam ser impostas ao gentios, com vista a santificação deles. Nos versículos a seguir vemos a decisão do Espírito Santo, nesta questão: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas, destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde.” At 15: 28-29.

 
O Espírito Santo também dirige os cristãos sobre que locais devem ir pregar o evangelho, e a quem devem falar. No livro de Atos vemos também, como Filipe, um diácono da Igreja primitiva, depois de fugir de Jerusalém por causa da perseguição, foi ordenado por um anjo do Senhor a sair de Samaria e a ir, para o caminho que desce de Jerusalém para Gaza.


Filipe obedeceu a ordem dada por Deus através do anjo, e levantou-se e foi ao caminho que desce de Jerusalém a Gaza. Filipe dispôs-se e percorreu a distância necessária para estar no lugar indicado por Deus. A Bíblia não nos diz quanto tempo Filipe demorou de Samaria a referida estrada, mas provavelmente teve de caminhar bastante, debaixo do Sol exposto ao calor.

 
A obediência de Filipe abriu portas para que fosse orientado pelo Espírito Santo, e ao ver o carro por onde ia o alto oficial de Candace, o Espírito Santo orientou-lhe sobre o que deveria fazer, como vemos a seguir: “Então disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o.” At 8:29. O Espírito Santo já conhecia o alto oficial de Candace, do seu amor a Deus e escolheu e Filipe para anunciar o nome de Jesus.

Filipe depois de anunciar o nome de Jesus ao alto oficial de Candace e de batiza-lo viveu uma experiência que poucos da Bíblia tiveram a oportunidade de viver: foi arrebatado, e achou-se depois em Azoto, passando a evangelizar todas as cidades até chegar a Cesareia.

 
Vemos então, que o Espírito Santo para além de dirigir a Igreja na sua missão evangelizadora, também dirige pessoalmente cada cristão. Ele é o nosso Mestre, e é Ele que revela a Palavra de Deus aos cristãos, e os capacita a cumpri-la. Mas para isso tempos de honrar o Espírito Santo, ter em conta que Ele é uma pessoa e como tal desagrada-se de certas coisas, sobretudo do pecado, da maldade e do egoísmo. Devemos honra-lo e obedecê-lo para que Ele possa orientar-nos e encher-nos com a sua presença.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Não há escolha quando Deus envia


Nós humanos fomos feitos a imagem e semelhança de Deus e por isso temos a possibilidade de escolha. Contudo, no que se refere as ordens dadas por Deus, o homem não tem escolha, pois tudo o que Deus nos ordena é o melhor para nós. Por esse motivo só nos sentimos realizados quando obedecemos a voz de Deus


Jonas foi um profeta que pensou que tinha possibilidade de escolha sobre se obedeceria ou não uma ordem dada por Deus. Ele achou que poderia fugir da vontade de Deus, e deixar de ir pregar ao povo de Nínive sobre as transgressões que eles cometiam e sobre a decisão de Deus destruir a cidade num pequeno prazo de tempo.


Nos seguintes versículos vemos a ordem de Deus a Jonas, para que ele fosse aos habitantes da Nínive e proclamasse o descontentamento de Deus com a maldade dos seus habitantes. “Veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Dispõe-te, vai a grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.”Jn 1:1-2.


Ao ouvir a ordem de Deus Jonas dispôs-se mas para fugir da presença do Senhor, como vemos no versículo seguinte: “ Jonas dispôs, mas para fugir da presença do Senhor, para Tarsis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Tarsis; pagou, pois a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Tarsis, para longe da presença do Senhor.” Jn 1:3


Por isso Jonas, fugiu apanhando um navio para outra cidade longe de Nínive, a cidade de Tarsis. Contudo, enquanto Jonas viajava no navio, o nosso Deus, fez vir uma tempestade muito grande que colocou em risco de vida todos os ocupantes do navio. Os homens que estavam no navio acharam que alguém presente no meio deles tinha feito alguma ofensa a Deus e que por isso lhe tinha sobrevindo aquela tempestade.

 

Vemos isso no versículo a seguir: “E diziam uns aos outros: Vinde, e lancemos sortes, para que saibamos por causa de quem nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. “ Jn 1:7. Quando a sorte caiu sobre Jonas ele teve de confessar que era hebreu temente a Deus, e que estava a fugir da presença de Senhor.


A solução que eles encontraram, em concordância com o próprio Jonas, foi lançar Jonas no mar para que a tempestade se acalmasse. Quando Jonas foi atirado ao mar a tempestade se acalmou e Deus fez com que um grande peixe engolisse a Jonas. Dentro do peixe Jonas pôde cair em si arrepender-se de ter tentado fugir da vontade de Deus.


Assim, Jonas orou a Deus arrependido e Deus ordenou ao peixe que o vomitasse em terra. Nos versículos seguintes vemos a oração de Jonas: “Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao Senhor, seu Deus, e disse: na minha angústia, clamei ao Senhor, e ele me respondeu, do ventre do abismo, gritei, e tu me ouviste a voz.(...) Quando dentro de mim, desfalecia a minha alma, eu me lembrei do Senhor; e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo.” Jn 2:1-2,7.


Deus é totalmente soberano. Ele tem controle e domínio sobre tudo, tanto nos céus como na terra, e nós somos obras das suas mãos. Por isso devemos ser humildes e reconhecer que nada podemos controlar e que tudo está nas mãos de Deus. O nosso Deus está acima de todo o poder e autoridade. Por isso devemos aceitar a vontade de Deus para nossa vida e obedecer-lhe. Nada somos sem Deus e apenas quando estamos nas suas mãos a nossa vida tem valor. Louvemos e adoremos a Deus pois Ele é digno que toda a nossa honra, e louvor.