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sábado, 13 de abril de 2019

Eu faço sempre o que lhe agrada

O relacionamento humano com Deus é o relacionamento mais importante na vida do homem. Como qualquer relacionamento é necessário investir tempo para estar com Deus e para conhecer aquilo que lhe agrada, e o que Ele deseja que façamos na vida que nos concedeu. Para sabermos como agir no nosso relacionamento com Deus Pai, temos como exemplo o relacionamento do Senhor Jesus, o Filho de Deus, com o Pai Celeste.

Sabemos que o Senhor Jesus foi enviado a terra por Deus o nosso Pai Celeste e que durante a sua vida teve um relacionamento muito próximo com Deus. O relacionamento de Jesus Cristo é o melhor exemplo de um relacionamento perfeito entre o homem e Deus. No evangelho segundo João vemos que uma das particularidades do relacionamento de Jesus com Deus era o facto de fazer sempre o que agradava ao nosso Pai Celeste.

No versículo seguinte do evangelho de João vemos as palavras do Senhor Jesus sobre a forma como agia ao longo da sua vida e do seu ministério: “E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.” Jo 8: 29 Jesus em toda a sua vida, seguiu os mandamentos do Pai Celeste e fez apenas o que agradava a Deus.

Sabemos que Deus tem, como os homens, sentimentos e emoções e que, ao ver o comportamento dos seus filhos, pode agradar-se ou ficar triste. Ao ver a vida de seu Filho Amado o Pai Celeste alegrava-se sempre e por isso, em duas ocasiões, Deus comunicou a alegria que tinha no do seu Filho Jesus. Vemos isso nos versículos a seguir: “E eis que uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Mt 3:17 “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.” Mt 17:5

O segredo para alimentar a relação com qualquer pessoa é fazer o que ela aprecia; isto porque para haver comunhão entre duas pessoas elas têm de ter a mesma visão e os mesmos ideais de vida. Na nossa relação com Deus quando fazemos o que Lhe agrada nos aproximamos de Deus e a nossa comunhão com Ele é aumentada porque pensamos e agimos da mesma forma que Deus.

Se quisermos imitar o exemplo do Senhor Jesus e agir de forma a que agrada ao Pai Celeste temos que fazer da obediência aos mandamentos de Deus, o nosso alimento diário, da mesma forma como o Senhor Jesus. No versículo a seguir o nosso Mestre diz-nos que fazer a vontade do Pai Celeste era aquilo que alimentava a sua vida, o seu alimento: “ Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”Jo 4:34

Muitos séculos antes, o profeta Isaías foi utilizado para anunciar a pessoa do Messias, e descreveu que o Messias era aquele em quem Deus se agradaria e aquele sobre o qual o Espírito de Deus repousaria e capacitando-o a anunciar o juízo de Deus e a agir de forma mansa e humilde. O Messias seria aquele que não oprimiria os aflitos e magoados pela sociedade, pelo contrário iria em socorro deles. O Messias seria aquele em quem os gentios esperariam.

O autor do evangelho de Mateus descreve a profecia sobre Jesus: “para que se cumprisse o que foi dito por intermédio do profeta Isaías: Eis o meu servo, que escolhi, o meu amado em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios. Não contenderá, nem gritará, nem alguém ouvirá nas praças a sua voz. Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo. E, no seu nome, esperarão os gentios.” Mt 12:17-21.

Sabemos que o homem tem uma inclinação para o pecado e que sozinho não consegue agradar a Deus e imitar o Senhor Jesus. Por isso o homem que segue a Jesus precisa de buscar o Espírito Santo para ser capacitado a fazer aquilo que agrada ao Pai Celeste, e para realizar a sua obra da mesma forma que o Senhor Jesus, que completou a obra de Deus enquanto esteve na terra. Sem o Espírito Santo o homem nada pode fazer.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Uma vida moralmente estável

Ao longo de toda a infância até a vida adulta fomos nos apercebendo sobre as metas de vida das pessoas a nossa volta. Facilmente notamos que uma das principais metas de todos os que nos rodeiam é ter uma vida financeiramente estável. Apesar da vida financeira ter uma implicação importante na qualidade de vida que as pessoas usufruem existe um outro fator que influencia a nossa vida espiritual, familiar e social e que determina a nossa existência por toda a eternidade. Esse fator é nossa moralidade, ou por outras palavras os nossos princípios de vida.

A Bíblia ensina-nos que devemos firmar-nos nos princípios morais ensinados por Deus por toda a nossa vida e em qualquer situação financeira. Por outras palavras quer haja uma boa vida financeira quer não, a Bíblia ensina-nos a manter a obediência aos princípios morais ensinados por Deus. Esses princípios morais podem ser observados   num dos sermões mais conhecidos de Jesus Cristo chamado Sermão da Montanha.

O primeiro princípio que Jesus nos ensina a obedecer é a dependência a Deus ou a consciência de que nada somos sem Ele. É um sentimento de humildade perante o poder de Deus e de reconhecimento de tudo o que Ele faz por nós. Esse sentimento traduz-se numa dependência de Deus em todas as áreas da vida. O nosso Mestre fala-nos disso no versículo a seguir: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” Mt 5:3

O segundo princípio é o da sensibilidade pela dor de Deus e das pessoas ao nosso redor. Essa sensibilidade é também, principalmente,  a capacidade de compreender aquilo que ofende a santidade de Deus; ou seja aquilo que representa pecado na nossa vida pessoal e ou na vidas das pessoas a nossa volta. Esta sensibilidade leva a sentir tristeza quando ocorre pecado e a evitar o pecado. Deus através do seu Santo Espírito consola aqueles que se entristecem e arrependem-se dos seus pecados. Vemos isso no versículo a seguir: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” Mt 5:4.

Outro princípio que deve ser seguido ao longo de toda a vida é o princípio da mansidão. Jesus Cristo é aquele que nos convida a aprender com Ele a ser manso de coração. Essa mansidão leva-nos a não nos exaltarmos nas situações de contrariedade e a evitar sermos impulsivos e irritar-nos com os outros. Por outro lado, leva também a submeter-nos a Deus e a não nos rebelar-nos sobretudo quando não pudemos fazer a vontade da nossa carne. O nosso Mestre diz-nos isso a seguir: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” Mt 5:5.

Para que a nossa vida com Deus seja boa e para que possamos crescer espiritualmente é necessário também que haja sempre fome e sede de justiça. A justiça é explanada na Palavra de Deus e praticada através da obediência aos ensinamentos morais do nosso Senhor Jesus. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” Mt 5:6. Tudo o que é justo e correto está de acordo com a Palavra de Deus. A injustiça pelo contrário contraria o amor e misericórdia ensinados por Deus.

Outro princípio que deve fazer parte das nossas vida em qualquer circunstância é a misericórdia. A misericórdia é a capacidade de agir em direção as necessidades das pessoas que estão a sofrer. É também a capacidade de renegar o desejo de vingança e oferecer o perdão. Deus é misericordioso e deseja que sejamos também misericordiosos. O nosso Mestre fala-nos a seguir da necessidade de sermos misericordiosos: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” Mt 5:7.

Outro princípio que não deve ser descurado é a busca pela santidade. A santidade não se resume apenas no facto de não cometermos pecados visíveis pela sociedade mas também em termos uma atitude mental e pensamentos agradáveis a Deus. Implica também termos um coração limpo do ódio, da inveja, do ressentimento, do orgulho e da soberba. Vemos esse princípio a seguir: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.” Mt 5:8.

Esses princípios são fundamentais para termos uma vida moralmente estável e também para termos um bom relacionamento com Deus. É determinante nos nossos relacionamentos e também para obtermos a vida eterna que é o mais importante da nossa vida. Por isso, o objetivo da nossa vida não deve ser apenas ter uma vida financeira estável mas sobretudo, uma vida moralmente estável para que possamos viver eternamente com Deus.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Santidade, um requisito para o relacionamento com Deus


A relação com Deus exige alguns requisitos. Contudo, o primeiro passo já foi dado pelo Senhor Jesus quando morreu na Cruz do Calvário para que os nossos pecados fossem perdoados e o nosso relacionamento com Deus fosse então possível. Os outros requisitos, são da responsabilidade do homem, embora possam ter ajuda do Espírito Santo.


Esses requisitos estão relacionados com a santidade. Isto porque Deus é luz e Nele não há trevas algumas. Quem quiser aproximar-se de Deus tem de deixar as trevas e as sua obras. O apóstolo João diz-nos isso na sua segunda epístola, como vemos a seguir: “Ora, esta é a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.” 1João 1:5


Para além disso, não pode haver comunhão entre a luz e a trevas, porque elas são opostas, da mesma forma que o bem é oposto ao mal. A comunhão significa ter algo em comum, é a partilha de ideias e objetivos. Deus não pode ter comunhão com pessoas que estão nas trevas, porque essas pessoas pensam de forma oposta ao pensar de Deus.


O apóstolo Paulo explica-nos este fato referindo que não é possível haver sociedade entre a justiça e a injustiça, nem entre a luz e as trevas. Vemos isso a seguir: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” 2Co 6:14-15.


Os princípios de Deus são totalmente opostos aos princípios do reino das trevas. Por isso se alguém quiser crescer na sua comunhão com Deus tem de se santificar, ou seja tem se se dedicar a aquilo que agrada a Deus e afastar-se das obras da carne e das trevas. Isso, traduz-se numa obediência sucessivamente maior a Palavra de Deus e aos seus mandamentos.


Nós somos o templo de Deus, pois temos em nós o seu Santo Espírito. Se quisermos adora-Lo e louva-Lo com as nossas obras temos de adotar a forma de pensar e de viver do seu Filho, o Senhor Jesus. O Senhor, deseja que nos aproximemos Dele, da sua santidade e diz-nos isso no versículo a seguir: “Eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo.” Lv 11:45.


Deus deseja ser o nosso Deus, e para que possamos deixa-Lo reinar em nossas vidas temos ser santos da mesma forma que Ele é Santo. Os humanos têm uma natureza pecaminosa e por isso, é difícil assemelharmos totalmente a santidade do nosso Mestre Jesus. Contudo, quando pecamos podemos contar com o perdão de Deus e com a sua ajuda para superamos o pecado. O apóstolo João diz-nos isso a seguir: “Se confessarmos os nosso pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” 1Jo 1:9.


O nosso Deus ama-nos e deseja dar-nos uma vida eterna ao seu lado. Por isso, devemos dedicar-nos a Ele com todo o nosso amor e afastar-nos das impurezas tanto da carne como do espírito; e aperfeiçoar a nossa santidade no temor de Deus como nos aconselha Paulo no versículo a seguir: “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” 2 Co 7:1.


A santidade, é uma busca por todas as atitudes e obras que agradam a Deus; e é uma forma de nos aproximar-nos de Deus, não só para termos comunhão com Ele mas também para adquirirmos o mesmo caráter que o Senhor Jesus, o nosso exemplo de amor e de obediência ao Pai Celeste. Quanto mais a buscamos mais nos tornaremos semelhantes a Jesus Cristo e mais agradaremos o nosso Pai Celeste.