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domingo, 29 de setembro de 2019

A necessidade de avivamento


A Bíblia refere várias vezes a necessidade do povo de Deus reavivar-se, e relata as coisas maravilhosas que aconteceram com o avivamento do povo de Deus. Hoje, a necessidade de avivamento é muitas referida nas igrejas; mas não é percetível para muitos o motivo da necessidade do avivamento. Ao longo das Escrituras vemos motivos para a necessidade de avivamento.

No Antigo Testamento, como lemos a seguir, vemos o profeta Davi, no seu salmo 51 clamar a Deus pedindo uma renovação na sua vida. “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. (…) Torna a dar-me a alegria da salvação e sustem-me com um espírito voluntário.” Sl 51: 10,12. O principal motivo dessa necessidade era o pecado que existiu na vida do salmista e que fazia com que ele se sentisse afastado de Deus e sem a alegria da salvação. Podemos dizer que a renovação espiritual que o salmista pedia era sinónimo de avivamento.

O avivamento é uma ação de Deus que provoca despertamento espiritual da Igreja e o arrependimento dos maus caminhos. Para que aconteça um avivamento é necessário que a Igreja busque a Deus, através da oração e da meditação da Palavra. Ao buscarem a Deus e a sua Palavra, com humildade, os crentes apercebem-se dos seus pecados e arrependem-se e deixam os seus maus caminhos. Em resumo é necessário seguir a recomendação do versículo seguinte, para que aconteça um avivamento: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, sararei a sua terra 2 Cr 7:14-16

Com isso, passa a haver uma maior firmeza na fé que se traduz, na obediência a Palavra de Deus e na busca de Deus sem interesse. O avivamento traduz-se no ressuscitar da fé de crentes, que apesar de uma rotina religiosa, não têm amor a Deus, e não agradam a Deus nas suas atitudes. A igreja de Sardes é um exemplo de uma igreja que precisava de avivamento porque aparentemente estava viva para Deus, mas que na realidade não estava. “(...) Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto. Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E se não vigiares, virei a ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.” Ap 3:1-3

Com o arrependimento do povo de Deus, é possível haver transformação do homem interior e a produção do Fruto do Espírito. A transformação do homem interior é essencial para a entrada no céu e por isso é o principal motivo da necessidade de um avivamento. O fruto do Espírito é descrito em Gálatas como vemos no versículo a seguir: “Mas o fruto do Espírito É: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” Gl 5:22

Por isso o avivamento, não se resume em dons do Espírito Santo como muitas vezes somos julgados a pensar, mas sobretudo na renovação do homem interior, como foi visto no apóstolo Pedro, que se tornou num homem que amava mais a Deus do que a sua própria vida. No versículo a seguir vemos como o apóstolo Pedro e os outros apóstolos, mudaram a sua forma de encarar a vida e as ameaças dos principais sacerdotes, e com isso, colocaram em primeiro lugar a vontade de Deus: “Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: mais importa obedecer a Deus do que aos homens. At 5:28-29

Vemos com o exemplo do apóstolo Pedro que a mudança interior reflete-se numa nova forma de pensar. Deus transforma o homem interior, no avivamento, e este último deixa de moldar-se a mentalidade do mundo a sua volta. Para o homem manter-se avivado, é necessário uma busca constante de uma nova mentalidade e não deixar que a sua mente se molde a mentalidade do mundo. Vemos a recomendação do apóstolo Paulo no versículo a seguir: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:2

Por tudo isso, o avivamento não é apenas necessário para que haja dons espirituais na Igreja, como o falar de línguas estranhas, a profecia, entre outras coisas. É sobretudo para que haja vida espiritual no meio da Igreja, para que as pessoas despertem, abandonem os seus pecados e para que voltem a amar a Deus, não vivendo apenas uma mera religiosidade.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Avivamento


Nomento em que Jesus Cristo prepara-se para subir aos céus, Ele recomendou aos seus discípulos que permanecessem unidos e aguardassem o envio e o poder do Espírito Santo, que então os encheria de poder e os capacitaria a testemunha-Lo. A igreja de Jesus da altura, obedeceu ao Mestre e aguardou a descida do Espírito Santo.

Quando o Espírito Santo foi descido sobre os discípulos, eles ficaram cheios de poder, foram batizados com Espírito Santo, e passaram a viver em total entrega ao próximo, testemunhando o Senhor Jesus. Nesse momento a Igreja viveu um avivamento, pois todos viviam sob o mover do Espírito Santo, amavam ao próximo de forma plena, pois entregavam os bens que tinham para que fossem distribuídos segundo as necessidades de cada um, e assim ninguém tinha falta de nada.

Os discípulos, cheios de poder do Espírito Santo pregavam a palavra com toda a ousadia, deixando de temer as suas próprias vidas, pois eram perseguidos por causa do Mestre, vivendo apenas para proclamar o nome de Jesus.

Hoje a Igreja pode viver o mesmo avivamento, mas para isso, é necessário um trabalho contínuo, por parte de cada membro da Igreja, que é traduzido em:

1)    Perseverança na Palavra de Deus

É necessário que cada crente a cada dia persevere na Palavra de Deus, nos ensinamentos de Jesus Cristo. O nosso Mestre disse-nos: “ Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” Jo 8:31. Para que possamos viver o avivamento é necessário seguir Jesus Cristo, renegar a nossa carne e segui-lo. Por outras palavras é necessário obedecer a cada momento a Palavra de Deus, e renegar a carne, com as suas invejas, iras, malícias, inimizades, lascívias, ciúmes e prostituição.

2)    Perseverança na comunhão

O nosso Mestre deseja que a Igreja preserve a comunhão entre os membros e a Bíblia exorta-nos na epístola aos hebreus que não deixemos de congregar-nos, mas sim mantenhamos a união porque a vinda do Senhor está próxima: “ Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” Hb 10:25. Para isso, é necessário purificarmos os nossos corações de toda a inimizade, inveja, ciúmes, iras, e malícia que nos possa fazer pensar de forma incorreta do nosso próximo, e assim levar a atitudes contrárias a união que Jesus deseja para a Igreja (Gl 4:19-21).

 

3)    Firmeza na oração

O Senhor Jesus recomendou-nos que orássemos sem sessar, não só pelas nossas decisões e necessidades mas como também pelos membros da Igreja“ Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer:” Lc 18:1. Deus dá importância as nossas orações, o Senhor Jesus em cada momento orava ao Pai, e Este respondia ao Senhor Jesus e também responde as nossas orações.


4)    Dedicação a missões

Jesus ordenou que fossemos e que pregássemos a Palavra, para que pessoas, ao ouvir a pregação possam crer em Jesus como Senhor e Salvador das suas vidas: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” Mc 16:15. O poder do Espírito Santo habita em todo o crente para pregar o evangelho e para ser testemunha: “ mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” At 1:8. A missão da Igreja é levar o nome de Jesus a outras vidas que não conhecem Jesus, para que em todo o mundo Ele seja conhecido.

 

5)    Ação social

Todo o avivamento faz mover cada vida em direção as necessidades físicas e emocionais do próximo, o que se traduz em obras sociais. Isto porque o segundo principal mandamento do Senhor Jesus é que amemos ao nosso próximo como a nós mesmos, e isso implica cuidar dos desabrigados, das viúvas, dos órfãos e defender os estrangeiros “ Assim diz o Senhor: Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido do opressor; não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem a viúva; não façais violência nem derrameis sangue inocente neste lugar” Jr 22:3. O Espírito Santo move-se para que as necessidades dos mais necessitados sejam supridas como aconteceu na Igreja primitiva: “Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam haveres ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade” At 4: 34-35.

 

6)    Vigilância constante

O Senhor Jesus, é Senhor das nossas vidas e pode vir a qualquer momento buscar a Igreja. Como ninguém sabe o dia e a hora em que o Senhor virá a não ser o Pai, temos de vigiar, temos de ter cuidado em fazer a vontade do Senhor, em multiplicar os talentos que Ele nos deu, e de estar prontos para prestar contas quando estivermos perante o Mestre. “ Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o nosso Senhor” Mt 24: 42. Isto porque somos também servos do Senhor, mordomos da vida e dos talentos que Ele nos deu.

Nós, membros da Igreja de hoje, para vivermos o avivamento, precisamos de perseverar a cada dia na palavra do Senhor, e de renegar a nossa carne para que possamos amá-lo acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. O Espírito Santo ao encher o crente capacita-o com poder para perseverar na Palavra, na comunhão, na oração, a pregar a palavra, a testemunhar o Senhor Jesus e a fazer projetos sociais. Por isso é essencial o Espírito Santo na vida do crente e para que ele viva em avivamento.