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quarta-feira, 17 de julho de 2019

A obediência e os milagres


Os milagres de Deus são atos maravilhosos que contrariam as leis da natureza e que satisfazem necessidades dos homens. Esses acontecimentos são desejados por todos os cristãos, em várias áreas das suas vidas. Contudo, vemos geralmente mais do que conceder milagres que satisfaçam necessidades materiais, de saúde entre outras, Deus deseja satisfazer a maior necessidade do homem que é a salvação.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus aconselha-nos a desejar em primeiro lugar o Reino dos Céus, e consequentemente em preocupar-nos em manter-nos no caminho da salvação, porque a maior necessidades do homem não é a comida, o vestuário, e todas as necessidades relacionadas com o corpo, mas sim a salvação, a vida eterna ao lado do Pai Celeste.

Nos versículos a seguir vemos as palavras do nosso Senhor Jesus: “Por isso vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as aves? (…) Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai Celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o reino e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6:25, 32-33.

Apesar do homem ser um ser vivo e de precisar, por isso, de alimento, vestuário e de abrigo, ele também é um ser espiritual, dotado de uma alma que o faz diferente de todas as outras espécies animais. A alma humana é eterna e quando o homem morre, ela apenas tem dois distintos possíveis: ou fica eternamente com Deus ou fica eternamente afastada com Deus. Só Deus Pai pode ter ação sobre o destino da alma do homem, como vemos no versículo seguir: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” Mt 10:28.

A salvação é fruto de uma decisão de aceitar a Graça de Deus na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Essa aceitação tem de ser acompanhada de arrependimento dos antigos pecados e da obediência aos ensinos do Senhor Jesus. Por isso, o nosso Mestre afirma, no versículo a seguir, que aqueles que ouvirem a Sua Palavra, e crerem no Pai Celeste, que O enviou, têm a vida eterna. “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” Jo 5:24

Ouvir a Palavra do Senhor Jesus, é dar ouvidos aos seus ensinos; reconhecer que os seus ensinos são a Verdade e obedecer a Palavra do nosso Mestre. Quando as pessoas ouvem a palavra do Senhor Jesus, mas não obedecem aquilo que o Senhor Jesus manda, ou agem sem ter em conta os ensinamentos do Mestre, elas não estão a ouvir ao Mestre.

À essas pessoas o Senhor Jesus diz o seguinte: “Porque me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? (…)Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa. Lc 6:46,49

Para manter-nos no caminho da salvação, com o objetivo de alcançar o maior dos milagres que é a vida eterna, é necessário obediência aos ensinos do Mestre. Sem obediência, não nos separamos do pecado que rodeia tenazmente o homem, nem nos aproximamos da purificação que Deus deseja para as nossas almas. A obediência é por isso o caminho para alcançarmos a promessa da vida eterna.

sábado, 6 de julho de 2019

Para que creiais

O nosso Senhor Jesus enquanto esteve na terra teve como prioridade a proclamação do Evangelho, e por isso, percorria as cidades para falar da vontade do Pai Celeste. A medida que ia-se encontrando com pessoas necessitadas de ajuda, ia operando milagres, impulsionado pela misericórdia que sentia pelas pessoas. Os evangelhos, descrevem a vida e o ministério do Senhor Jesus, e foram escritos por vários apóstolos: João, Marcos, Lucas e Mateus.

Com exceção de Lucas, e Marcos, estes apóstolos estiveram lado a lado com o Senhor Jesus, e viram pessoalmente os milagres do Senhor Jesus. Eles seguiram ao Mestre pela fé, e creram que o Mestre era o Messias, pelos grandes milagres que operava. Um dos primeiros milagres que o Senhor Jesus operou perante os discípulos foi a pesca maravilhosa, que aconteceu quando Jesus indicou aos pescadores, Pedro, João, Tiago, que lançassem as redes para o lado direito do barco.

Vemos no versículo a seguir como o milagre sucedeu: “Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes.” Lc 5:4-6

A reação dos apóstolos ao ver a grandeza do milagre de Jesus, foi de fé em Jesus. O milagre fez-lhes crer que Jesus era o Filho de Deus, o Messias prometido a Israel. Vemos no versículo a seguir que Pedro ao ver o milagre, compreendeu a divindade de Jesus e sentiu-se pecador, indigno de estar na presença do Filho de Deus. “Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. Pois a vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, bem como a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens.” Lc 5: 8-11.

Após ter-prostrado aos pés de Jesus e compreendido que Jesus era o Filho de Deus e que ele apenas um pecador, Jesus chama a Pedro para ser pescador de homens. Da mesma forma como Pedro reconheceu que Jesus era o Filho de Deus, outras pessoas que viram os milagres e o poder de Jesus Cristo, e reconheceram que Jesus era o Filho de Deus.

A mulher samaritana, enquanto conversava com Jesus apercebeu-se que havia algo de especial em Jesus e que ele deveria ser profeta. Mas, quando Jesus fala acerca da sua vida e de quantos homens já havia tido ela apercebe-se da divindade de Jesus. Com explicação de Jesus que Ele era o Messias que havia sido prometido à Israel ela crê que Jesus era o Messias. (...) ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta.(...)Quanto a mulher, deixou o seu cântaro, foi à e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura o Cristo?!” Jo 4:17-19; 28-29.

Hoje o Espírito Santo utiliza os evangelhos para mostrar aos homens que Jesus é o Filho de Deus, o Messias que Deus havia prometido a Israel. Os sinais e milagres descritos nos evangelhos estão escritos para que, nós aos lermos tenhamos fé em Jesus Cristo e creiamos no Filho de Deus. O apóstolo João refere essa intenção do evangelho no versículo a seguir: “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais vida em seu nome” Jo 20:31

Os milagres de Jesus abençoam aqueles que os receberam e suprem alguma necessidade física ou material. Contudo, mais do que abençoar os homens o nosso Senhor Jesus deseja que ao apercebermos do poder milagroso que existe Nele possamos crer que Ele é o Filho de Deus, e ao cremos tenhamos vida eterna, que é a maior bênção que o homem pode ter.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Perseverança

A fé cristã é uma corrida que tem como alvo diário permanecer firme nos ensinos do Senhor Jesus perante as várias situações diárias que tentam desmotivar o cristão em seguir o Mestre. Esta corrida apenas termina com a nossa morte ou com a vinda do Senhor Jesus para buscar a sua Igreja.

Temos uma promessa dada pelo nosso Senhor Jesus, de vida eterna com Deus no céu. “Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai. E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna.” 1Jo 2:24-25. Para alcançar esta promessa precisamos de permanecer firmes naquilo que nos tem sido ensinado pelo Espírito Santo, como o Senhor nos avisa no versículo seguinte: “Aquele porém que perseverar até ao fim será salvo” Mt 24:13.

Esta promessa gloriosa, a principal bênção que Deus tem para as nossa vidas, exige perseverança diária, para podermos chegar ao fim da nossa carreira e dizer como Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” 2Tm 4:7. Sabemos que a salvação, para além de uma condição, é como que um caminho que nos leva a vida eterna, e que quando saímos do caminho da salvação nos  afastamos do nosso destino eterno.

Por isso devemos perseverar a cada dia em fazer a nossa semeadura no Espírito e não na carne; quando semeamos na carne apenas colhemos corrupção, mas se semearmos nos Espírito colheremos vida eterna. Mesmo que surjam situações que nos queiram desanimar, não devemos nos cansar de fazer o bem pois Deus nos recompensará em vida ou no céu.

O apóstolo Paulo adverte-nos sobre isso a seguir: “Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” Gl 6:8-9. O Espírito Santo está em nós e devemos fazer aquilo que lhe agrada e afastar-nos daquilo que Ele não gosta.

É importante perseverar na fé e na prática do amor e das boas obras durante as provações. A provação é um meio de confirmação da nossa fé. Por isso devemos alegrar-nos porque durante a provação, a perseverança e a integridade são aperfeiçoadas. O carácter do cristão também é aperfeiçoado durante a tribulação, quando este persevera em praticar os ensinamentos do Mestre.

Por tudo isto, o apóstolo Tiago exorta-nos a alegrar-nos durante a provação, como vemos a seguir:” Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a cora da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.” Tg 1:12 Deus alegra-se quando prosseguimos firmes na fé apesar das tribulações.

O apóstolo Paulo fala-nos também da provação e dos benefícios que esta traz na fé do cristão quando este persevera. “E não somente isto, mas nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.”Rm 5:3-5.

A perseverança diária na fé é a única forma de caminharmos em direção a Pátria Celestial e para as promessas que Deus tem para as nossas vida. Quando perseveramos somos aprovados por Deus e a nossa experiência com Deus aumenta. Por isso perseveremos em Deus.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Aproveitar a vida


Muitas pessoas defendem que na juventude deve-se aproveitar a vida e experimentar todos os tipo de prazeres que a sociedade pode oferecer. A Bíblia oferece-nos uma perspetiva de como aproveitar a vida, a cada dia, tendo como objetivo o alcance da vida eterna com Deus.

Vemos no livro de Eclesiastes que Deus aconselha-nos a aproveitar os dias da mocidade para servir a Deus e para aproximar-nos o mais possível Dele porque quando começamos a envelhecer a força e o vigor vão desvanecendo e podemos não ter a mesma capacidade física para servir a Deus e amar ao próximo. “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer.” Ec 12:1

Além de devermos aproveitar o vigor do nosso corpo para servir a Deus, a cada dia devemos aproveitar as hipóteses que temos para preparar-nos para enfrentar épocas futuras em que possa haver outras dificuldades. Por exemplo, a Bíblia dá-nos o exemplo de um rei que no tempo de paz com os povos que estavam a sua volta aproveitou para reconstruir a cidade e levantar os muros que os protegiam das invasões.

Vemos a atitude do rei Asa nos versículos seguintes: “Edificou cidades fortificadas em Judá, pois havia paz na terra, e não houve guerra contra ele naqueles anos, porquanto o Senhor lhe dera repouso. Disse, pois a Judá: Edifiquemos estas cidades, cerquemo-las de murros e torres, portas e ferrolhos, enquanto a terra ainda está em paz diante de nós, pois temos buscado ao Senhor, nosso Deus; temo-lo buscado e ele nos deu repouso de todos os lados.” 2Cr 14: 6-7.

Podemos ainda hoje aplicar a mesma diligência do rei Asa nas nossas vidas empenhando-nos para edificar a nossa vida espiritual, e para reparar os danos causados pelo pecado nas nossas vidas. O diabo o nosso adversário, quer atingir a nossa vida. Quando restauramos a nossa comunhão com Deus e nos afastamos do pecado estamos levantando murros, portas e criamos ferrolhos contra as investidas do nosso inimigo.

Através da vida de oração, jejum e leitura da Palavra de Deus construímos torres de vigia que nos permitem estar atentos e preparados contra qualquer aproximação do inimigo.”Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a prepraçao do evangelho da paz; embrançando sempre o escudo da fé, com o qual poderesi apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; com toda a oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito e para isto vigiando com toda a perseverança e súplica por todos os santos.” Ef 6:14-18.

O rei Asa antes da reconstrução física da cidade preocupou-se em reconstruir a comunhão com Deus, pois ordenou ao povo que se afastasse da idolatria e aboliu todos os altares aos deuses estranhos e também ordenou que o povo buscasse ao Senhor Deus como vemos a seguir: “Porque aboliu os altares dos deuses estranhos e o culto nos altos, quebrou as colunas e cortou os postes-ídolos. Ordenou a Judá que buscasse ao Senhor, Deus dos seus pais, e que observasse a lei e o mandamento.” 2Cr 14:3-4.

Cada dia que Deus nos concede é uma oportunidade para aproximar-nos Dele, para abandonar-nos o pecado da falta de amor ao próximo. Por isso a Palavra de Deus aconselha-nos a não endurecer o nosso coração se ouvirmos a voz de Deus falando connosco. “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação no dia da tentação no deserto, onde os vossos pais me tentaram, pondo-me a prova, e viram as minhas obras por quarenta anos.” Hb 3:7-8.

A vida é uma bênção de Deus a qual devemos ser gratos. Deus deseja que usufruamos das coisas que Ele preparou para nós na terra; mas a cima de tudo Deus deseja que possamos garantir a nossa vida eterna com Ele enquanto estamos vivos. Por isso devemos aproveitar a cada dia as nossas vidas tendo em conta as maiores bênçãos que Deus deseja nos dar e caminhar para elas.


terça-feira, 1 de maio de 2018

A parábola do rico insensato

A Bíblia e a história da humanidade mostram-nos que e em todas as épocas tem havido uma tendência para acreditar que a felicidade é conseguida através das riquezas. Jesus Cristo, é a imagem do Pai Celeste, e enquanto esteve na terra demonstrou de várias formas que as riquezas não consistem no melhor bem que o homem pode possuir.

Em certa ocasião Jesus ensinou a multidão que o seguia, que nem a vida de uma homem nem o seu sucesso são traduzidos pela quantidade de bens que possui. Este ensino foi feito foram porque um homem recebeu uma herança e não quis repartir a mesma com o seu irmão. O irmão que sentiu-se prejudicado pediu a Jesus ajuda para que Jesus dissesse ao irmão que lhe desse a parte da herança que teria direito.

Nos versículos a seguir vemos a descrição da situação: “Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou repartidor entre vós? Lc 12:13-14.

O irmão que não quis repartir a herança mostrou avareza. Amou de tal forma aquilo que tinha herdado que não queria deixar-se convencer por ninguém a dar ao seu irmão uma parte da herança. Esse seu gesto mostrou que dava grande importância as riquezas e que que colocava nelas a sua esperança de felicidade. Jesus vendo essa situação recomendou: “Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que possui.” Lc 12:15

Tem existido sempre a tendência de acreditar que quanto mais se possui mais feliz se será na terra. Esse pensamento leva não só a cobiça como também a avareza. Por um lado, as pessoas cobiçam aquilo que os outros possuem pensando que se tivessem o mesmo seriam felizes. Por outro lado, outras pessoas não querem compartilhar aquilo que têm porque acham que se partilharem serão menos felizes.

Para explicar a insignificância para Deus, da quantidade de bens que um homem pode possuir, Jesus contou a parábola do rico insensato. Esta parábola pode ser lida nos versículos a seguir: “E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstituí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então direi a minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” Lc 12: 16-20.

Deus não avalia as pessoas pela quantidade de bens que elas possuem mas sim pelos seus corações. O homem rico da parábola demonstrou avareza; demonstrou amar as riquezas e colocar nelas a sua esperança de felicidade. O amor ao dinheiro impediu-o de amar as pessoas a sua volta e fez dele um homem pobre para Deus. A pobreza de um homem para Deus é quando alguém possui recursos mas não partilha o que tem com os outros e só se preocupa consigo.

Para além de outras coisas, se uma pessoa é avarenta não tem lugar no céu. O amor ao dinheiro é uma desobediência aos mandamentos de Deus; entre outras coisas é uma forma de idolatria. Por isso é uma insensatez para um homem preocupar-se em ajuntar riquezas e não preocupar-se com o destino da sua alma. Por isso Jesus nos diz: “Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.”Lc 12: 21.

A vida eterna é o mais importante na vida do homem. O que pode valer a um homem ter o mundo inteiro mas não ter a vida eterna? Deus ensina-nos a pedir-Lhe e a trabalhar para o pão de cada dia. Deus ensina-nos a não nos preocupar-nos em acumular riquezas mas a buscar o que precisamos para cada dia. A preocupação em acumular de riquezas faz com que o homem ame os bens que possui e que deixe-se de preocupar com Deus e com o seu próximo. Por isso devemos ouvir ao nosso Mestre e fugir de toda e qualquer cobiça ou avareza.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O justo viverá pela fé


O movimento da Reforma começou quando um monge, de nome Martinho Lutero descobriu que o homem para alcançar a vida eterna e para se apresentar a Deus como justo, apenas precisava de ter fé em Jesus Cristo. Esta verdade transformou a vida deste monge, e incentivou-o a contestar a forma como era comprada a salvação na época, através das indulgências.

O apóstolo Paulo explica ao longo das suas cartas aos Romanos, Gálatas e Efésios que a salvação oferecida por Deus, pela sua Graça, podia ser alcançada, por qualquer homem, apenas pela fé. Num dos versículos das mesmas cartas, como vemos a seguir, vemos que o Evangelho, possui o poder de salvar a qualquer homem, tanto os judeus como os gentios.

É no evangelho que é revelado a forma como Deus justificou os pecados dos homens através do sacrifício de Jesus Cristo. Para tomarmos posse dessa justificação apenas precisamos de crer no Evangelho. “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” Rm 1:16-17.

A vida eterna só é alcançada pela fé no Senhor Jesus e no seu sacrifício por nós. A justificação que Deus nos concede é gratuita, não precisamos de comprar, como defendiam na época de Martinho Lutero. Qualquer homem, de qualquer lugar do mundo, sendo pobre ou rico, pode ter os seus pecados justificados pelo sangue de Jesus. Deus, nos ama de tal forma que escolheu o seu próprio Filho para pagar o preço dos nossos pecados.

No versículo a seguir, vemos o que o apóstolo Paulo diz sobre isso ainda na carta aos romanos: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;” Rm 3:24-25.

O homem sendo intrinsecamente pecador não merecia o favor de Deus, mas Deus é Amor e Ele nos ama apesar de nós não merecermos. Deus, manifestou a sua Graça, e deu-nos uma forma de termos acesso ao perdão dos nossos pecados e a salvação. Nada que o homem pudesse fazer iria apagar os seus pecados e torna-lo justo perante Deus. As boas obras não podem salvar o homem, apesar de se serem uma forma de louvor a Deus e de amar ao próximo.

O apóstolo Paulo sublinha este este facto na sua epístola aos Efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Ef 2:8-9. É importante todos os cristãos lembrarem-se disso para não se gloriarem das boas obras que fazem e para não julgarem que são merecedores da salvação que receberam.

Não há nenhum homem que merecesse a salvação e estar eternamente com Deus. É Deus pela sua Graça quem nos concede essa grande bênção. Por isso, devemos ser humildes, perante Deus e perante os homens, porque não somos melhores do que aqueles que não foram alcançados pela salvação. Para além disso, aquilo que os cristãos fazem de bom apenas o fazem pela Graça de Deus que nos capacita com o seu Espírito Santo.

domingo, 23 de abril de 2017

A melhor profissão


A nossa sociedade, para existir, precisa de vários tipos de profissionais para assegurar a resposta às várias necessidades do homem. Por isso, é necessário profissionais que cuidem na nossa saúde, profissionais que cuidem das finanças das empresas, profissionais que se dediquem a agricultura e de tudo o que está envolvido na nossa alimentação, entre outras coisas. Contudo, a única profissão que pode ajudar o homem a encontrar a vida eterna é a do pregador e a do missionário.

A vida eterna é algo precioso, pois corresponde a salvação, a uma existência eterna com Deus. Só é possível ter acesso a vida eterna pela fé no nome do Senhor Jesus; e isso apenas acontece se alguém pregar sobre a salvação que existe no nome do Senhor Jesus. Como nos diz a Palavra de Deus só é possível as pessoas crerem no nome do Senhor se houver quem pregue o evangelho.
Na epístola aos Romanos vemos a necessidade de existirem pessoas que preguem o evangelho: "Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?" Rm 10:14. A fé vem como resposta da pregação do evangelho do Senhor Jesus.
O exercício desta profissão de fé pode ser desempenhado por todos os crentes. Todos podem ser pregadores nas suas famílias, junto dos seus amigos,  vizinhos, etc. Todos podem ser missionários no seu trabalho, no seu bairro ou onde quer que forem. Inclusive o grande comissão é para todos os crentes. O nosso Senhor disse-nos: “(...) Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura.” Mc 16:15.

Jesus Cristo, sendo o Filho de Deus se manifestou na terra para nos revelar os ensinamentos do Pai Celeste e para cumprir todas as profecias sobre o Messias, descritas nas Escrituras. Assim temos hoje o Evangelho; a mensagem da salvação da humanidade através do sacrifício de Jesus Cristo. Não há nada com mais poder no mundo, do que o evangelho.
No versículo seguinte vemos as palavras do apóstolo Paulo sobre a importância do Evangelho: "Pois não me vergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu, e também do grego; visto que a justiça de Deus, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá pela fé." Rm 1:16-17.

Qualquer homem pode receber a salvação desde que ouça o Evangelho e creia no Senhor Jesus. Por este motivo o evangelho é de grande valor. Tanto pessoas do continente asiático, como do continente americano, africano e europeu podem ter acesso a vida eterna como também experimentar na terra uma vida transformada, livre da escravidão do pecado.

A libertação que a Palavra de Deus nos confere, é através, não só, do poder do Espírito Santo que passa a operar nas nossas vidas quando aceitamos pela fé Jesus como Senhor e Salvador, como também pela transformação da nossa mente. Passamos a ser pessoas que assemelham-se ao nosso bondoso Mestre, não só nas nossas atitudes como também na nossa forma de pensar os outros.

O apóstolo Paulo diz-nos na sua epístola a Timóteo que: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que todo o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra.” 2Tm 3:16-17. A Palavra de Deus ensina-nos a fazer tudo o que é bom e agradável para Deus.
 
Por este motivo, e pelo próprio poder do Espírito Santo sobre a vida daqueles que meditam na Palavra de Deus e a cumprem, o Evangelho tem um poder transformador imenso na nossa sociedade; inclusive a nível das famílias, porque ensina a viver uma nova dimensão de amor. A profissão de fé, praticada na forma de pregador ou missionário tem assim grande valor.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O Temor ao Senhor Deus


A sabedoria é algo determinante na vida cristã. Contudo, a sabedoria cristã é muito diferente da sabedoria que se obtém do mundo. O principal motivo da grande diferença entre as duas sabedorias é o fato da sabedoria cristã estar baseada no temor a Deus.
 
O temor a Deus é o princípio da sabedoria para os que seguem a Deus como nos diz a Bíblia no livro dos Provérbios. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do santo é a prudência.” Pv 9:10. O princípio, ou o fundamento da sabedoria cristã é então o temor a Deus.

Ter temor a Deus permite que amemos aquilo que Deus ama, e que não gostemos daquilo que Deus não gosta. Por isso o temor a Deus influencia as nossas a atitudes, fazendo com que pratiquemos aquilo que Deus aprecia, e que não gostemos do pecado. Por outras palavras, faz-nos amar a bondade, a mansidão, a longanimidade e detestar a malícia, a maldade e outras atitudes negativas contra o nosso próximo.

 
No livro de provérbios, como vemos no versículo seguinte, o Espírito Santo fala-nos precisamente que o temor do Senhor é não gostar do mal e consequentemente de todas as formas de pecado: “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal; a soberba, arrogância , o mau caminho e a boca perversa eu os aborreço.” Pv 8:13.
 
Deus é Santo, totalmente puro e não se agrado do pecado, nem da maldade nos corações dos homens. Exatamente por isso, quando queremos alcançar a pátria Celestial temos que adquirir sabedoria. Aprender o que agrada a Deus e o que não O agrada e aplicar esse conhecimento no nosso dia, evitando o mal e a prática do pecado.
 
O nosso Senhor Jesus, sendo Filho de Deus viveu cheio do Espírito Santo; e foi o único homem com a plenitude do Espírito de Conhecimento e temor a Deus como vemos no livro de Isaías. “Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.” Is 11:2.
 
Enquanto viveu na terra o Senhor Jesus permitiu-nos a conhecer o coração do Pai Celeste e ensinou-nos a fazer o que é reto perante Deus. Para além de ser o nosso Mestre, o nosso Senhor Jesus é também o nosso modelo de temor ao Pai Celeste porque Ele nunca pecou e na sua boca nunca se achou nenhuma espécie de engano.
 
Como somos humanos, somos sujeitos ao pecado e por isso devemos ser prudentes para não cairmos em situações que nos levem ao pecado. A pratica do temor a Deus é uma atitude prudente, que nos ajuda a percecionar e a julgar a realidade a nossa volta corretamente. O salmista diz-nos isso no versículo seguinte: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanece para sempre.” Sl 111:10.
 
A pratica do temor a Deus tem várias vantagens para a nossa vida e a principal vantagem é o fato de nos ajudar a caminhar rumo a Pátria Celestial. Outra vantagem é que ao temermos a Deus conseguimos mais facilmente seguir os passos do Senhor Jesus que é totalmente Santo. Por isso devemos pedir ao Espírito Santo que nos encha do seu Espírito de Conhecimento de temor a Deus para podermos viver vidas agradáveis a Deus.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Crer em Jesus como uma criança

O nosso Senhor Jesus afirma-nos que devemos receber o reino de Deus como uma criança para sermos salvos e entrarmos no reino dos Céus. Para ser como uma criança temos de nos tornar crédulos quanto aquilo que o Senhor Jesus nos diz, sem colocar questionamentos sobre Ele e sobre a sua Palavra.

As crianças são naturalmente crédulas, e não necessitam de comprovação para crerem em alguma coisa. Por isso elas facilmente acreditam em contos fantásticos, seres sobrenaturais e em tudo o que veem e ouvem na televisão. Essa credulidade deve fazer parte nos nossos corações para podermos entrar no reino dos Céus.

No evangelho segundo São Lucas podemos ver as palavras do Senhor Jesus sobre a nossa necessidade de sermos crédulos como as crianças: “Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele.” Lc18:17. Quando recebemos o reino de Deus com o coração aberto, cremos que o Senhor Jesus é o Filho do Deus Altíssimo e não questionamos a Deus.

No reino de Deus a pessoa mais importante é o Senhor Jesus, pois Ele é o nosso Salvador, Rei dos reis e Senhor dos Senhores. Quando cremos como uma criança, sem reservas, que o Senhor Jesus é o Filho do Deus Altíssimo e confiamos em tudo o que Ele nos diz obtemos a salvação e entramos no reino dos Céus. Assim o Senhor Jesus torna-se o nosso Senhor e nós seus servos e filhos do Deus Altíssimo.
 
No evangelho segundo João podemos ver a necessidade de crer no Senhor Jesus para ser salvo e para entrar no reino de Deus: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” Jo 3:36

O nosso Senhor Jesus enquanto esteve na terra ministrando, servindo as pessoas, ele operou maravilhosos sinais e milagres, falou sobre a vontade do Pai e todos viram os seus sinais e maravilhas. Contudo, muitos duvidaram do Senhor Jesus e não creram que Ele era o Messias que havia sido prometido ao povo de Israel.

Por várias vezes, como vemos a seguir, o Senhor Jesus exortou para que cressem nele de forma a que, mesmo que morressem fisicamente tivessem a vida eterna, a salvação para as suas almas. “Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim , ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” Jo 11:25-26

O maior de todos os sinais que forma operados pelo Senhor Jesus foi a sua morte e ressurreição dos mortos, cheia de acontecimentos extraordinários, como terramotos e ressurreições (Mt 27:51-53). Devido a sua morte e ressurreição todos os que creem no Senhor Jesus, ainda que morram fisicamente continuarão vivos espiritualmente e gozarão a vida eterna.
 
Este sinal até os dias de hoje é suficiente para que todos os povos creiam que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Salvador das nossas almas. Deus deseja que creiamos como crianças que o Senhor Jesus é o nosso Salvador e que o seu sangue derramado na Cruz do Calvário paga o preço dos nossos pecados e nos dá a vida eterna.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O compromisso na Santa Ceia


A Santa ceia é uma cerimónia, uma ordenança, instituída pelo Senhor Jesus antes de ser crucificado. O Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos que tomassem esta ceia como simbolismo de tudo o que iria fazer na cruz do Calvário, dando a sua carne e o seu sangue por amor da humanidade.
 
Esta ceia simboliza portanto, a apropriação não só dos benefícios da crucificação mas como também simboliza a aceitação da vontade do Senhor Jesus, a proclamação que o Senhor Jesus deu a sua vida pelos nossos pecados e que por isso temos uma nova vida, com o benéfico de podermos ter comunhão com Deus Pai e a vida eterna. Portanto, a santa ceia é um testemunho de Jesus Cristo e uma confissão pública de que a nossa esperança está no Senhor Jesus e na vida eterna que Ele nos dá.

A Santa Ceia é também uma cerimónia que celebra a comunhão entre a cabeça da Igreja, que é o Senhor Jesus, e o corpo que são aqueles que aceitaram o sacrifício vicário de Jesus Cristo. A comunhão entre os cristãos e a cabeça da Igreja, que é o nosso Mestre implica uma concordância entre os ensinamentos de Jesus Cristo e a vivência em obediência dos mesmos.

A comunhão com Jesus Cristo requer também dos cristãos um compromisso com Ele, com os seus valores e com a sua Palavra. Este compromisso requer portanto que a pessoa decida seguir a Jesus Cristo durante toda a sua vida, mesmo perante dificuldades. Geralmente, este compromisso com o Senhor Jesus, é realizado ou assumido durante o batismo dos cristãos.

A Santa ceia é portanto, um anuncio público de que a nossa esperança está em Jesus Cristo e que cremos que Ele voltará para buscar a Igreja, como nos diz o apóstolo Paulo nos seguintes versículos da primeira carta aos coríntios: “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.”1Co 11:26.

Pela necessidade de discernimento do corpo de Cristo, e sobretudo o discernimento da vontade da Cabeça, que é Jesus Cristo, para a vida dos cristãos, é necessário que os cristãos antes de tomar a Santa Ceia estejam comprometidos com o Senhor Jesus e em segui-lo a cada dia. Caso contrário o verdadeiro simbolismo da Santa Ceia, e o testemunho de que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados, para termos uma nova vida livre do pecado torna-se incoerente.

O discernimento do corpo de Cristo, e dos ensinamentos da Cabeça que é Cristo, traduz-se numa persistência diária em seguir o nosso Senhor Jesus Cristo. Caso não haja discernimento sobre o corpo de Cristo, o cristão come e bebe juízo para si como vemos a seguir. "pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.” 1Co 11:29. Por isso é aconselhável que o cristão esteja de fato comprometido com o Senhor Jesus antes de tomar a Santa Ceia.

Para além da vida eterna, uma das maiores alegrias do cristão é poder viver uma nova vida, estando já mortos para o pecado, e vivos para andar nas obras de justiça ensinadas pelo Senhor Jesus. Podemos ver o fato de que com a morte de Cristo estarmos mortos para os pecados no versículo seguinte: “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.” 1Pe 2:24. Por isso a santa ceia é uma celebração de grande alegria.

domingo, 2 de agosto de 2015

A morte não é o fim

Muitas pessoas pensam que a vida humana acaba com a morte mas a Bíblia mostra claramente qua a morte não é o fim da vida do Homem, mas sim um fenómeno que permite a passagem para uma vida eterna. Depois da morte o nosso corpo cessa de funcionar mas a nossa alma, com todas as suas recordações e capacidades continuam a existir mas separa-se do corpo.

A Bíblia descreve que após a morte um homem pobre chamado Lázaro, que vivia miseravelmente, coberto de chagas, na porta de um rico, depois de morto foi levado por anjos para o seio de Abrão. “ Aconteceu morrer o mendigo ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado” Lc 16: 22.

Da mesma forma que Lázaro, depois de o nosso corpo morrer, seremos levados por anjos ou para o céu ou para o inferno. O que fizermos em vida determinará o lugar onde passaremos a nossa eternidade. Aqui, o rico, dono da casa onde Lázaro deixava-se ficar a porta, decidiu, sem saber, o lugar onde passaria a sua eternidade, pois não deu ouvidos a Deus, ou seja, não ouviu a lei de Moisés e dos profetas. ”No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.” Lc 16:23.
 
 
Como tinha ido para o inferno, e não desejava que os seus irmãos fossem para o mesmo lugar que ele, pediu a Abrão que mandasse a Lázaro de volta a terra para avisa-los que precisavam mudar de vida. Mas “Abraão, porém respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” Lc 16: 31.
O nosso Mestre Jesus Cristo afirmou que Ele é a ressurreição e a vida e que aqueles que Nele cressem mesmo depois de mortos continuariam vivos.” Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim não morrerá, eternamente (…)” Jo 11: 25-26.

Quando o homem aceita Jesus como Senhor e Salvador da sua vida, torna-se espiritualmente vivo, e mesmo que morra continuará vivo na pátria celeste. É o Espírito Santo quem vivifica o homem, e passa a fazer morada nele quando se converte.

Os que aceitaram a Jesus Cristo como Senhor e Salvador devem ter a consciência que a nossa pátria está nos céus e que somos apenas forasteiros neste mundo e que devemos viver esta vida, alegrando-nos com a esperança da pátria celestial e abstendo-nos das concupiscências que combatem contra a nossa alma. “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma.” 1Pe 2.11.

Através da morte e ressurreição de Jesus Cristo, todos os homens têm a hipótese de ter a vida eterna ou seja, têm a oportunidade de viver toda a eternidade no céu, com o nosso Senhor Jesus Cristo. Apenas têm de aceitar a Jesus como Senhor e Salvador e viver uma nova vida de acordo com os mandamentos do Mestre.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Para que alvo corremos?

Existem principalmente duas corridas segundo a Palavra de Deus: uma em direção a vida eterna para alcançar uma coroa incorruptível e outra corrida em direção ao sucesso financeiro, sucesso no trabalho, ou seja, em direção ao materialismo e ao consumismo.

Os cristãos são exortados a correr a carreira que Jesus Cristo nos propôs para alcançarmos a vida eterna; por outras palavras, aconselha-nos a percorremos um caminho mutas vezes estreito, renegando toda a concupiscência dos olhos, da carne e também a soberba da vida; colocando em primeiro lugar os interesses do Pai Celestial e amando o próximo como a nós mesmos.

O apóstolo Paulo aconselhar-nos na sua primeira carta aos coríntios, a correr de forma a alcançarmos o prémio, ou seja de forma a alcançarmos a vida eterna. ”Todo o atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma cora incorruptível; nós, porém, a incorruptível” 1Co 9:25. Por isso devemos deixar todo o pecado que nos pesa, como a falta de perdão, a mágoa, o ódio, a ira, prática da vingança e ignorar todas as inclinações da carne.

A nossa corrida deve ter como princípio diário renegarmos a nossa própria carne, carregarmos a nossa cruz e seguir o Mestre. Essa corrida diária deve ser feita com perseverança, pois muitas coisas colocam-se no caminho dos crentes para desviar os passos deles para outro caminho.

Devemos ignorar tudo o que nos possa distrair do nosso objetivo, como a filosofia materialista e consumista do mundo, a nossa própria carne e as distrações do diabo. Devemos desviar o nosso olhar do nosso próprio eu, e dos nossos prazeres, para ver as necessidades do nosso próximo e dispor-nos para fazer a vontade de Deus.

A Bíblia relata vários testemunhos de vidas que acabaram a sua carreira e guardaram a sua fé, sempre em obediência a Deus. Entre estes testemunhos de vida temos, Abraão, Israel, José, Moisés, Rute, Davi, Daniel, João Batista, os apóstolos, como por exemplo, Pedro, João, Paulo entre outros.

Por isso, o autor da epístola aos Hebreus aconselha-nos a olhar para a tão grande nuvem de testemunhas que nos rodeia, e a desembaraçar-nos de todo o peso e pecado que nos assedia, e a corrermos com perseverança a carreira que nos está proposta. “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo o peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança a carreira que nos está proposta” Hb 12:1.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus é o nosso exemplo maior da caminhada cristão Ele sendo Deus se fez homem, e viveu na terra como um filho de carpinteiro, dando-nos o exemplo de humildade, de amor ao Pai, de serviço e amor ao próximo. Jesus Cristo foi obediente ao Pai, e cumpriu o plano de salvação para a humanidade, apesar de toda a posição que sofreu, de todo o escarnio, zombaria dos homens que o convidavam a descer da cruz e desistir do sacrifício.

Por isso a nossa caminhada deve ser feita olhando firmemente para Jesus, o autor e consumador da nossa fé, o nosso exemplo de vida, o nosso sustentador a cada dia como nos aconselha o autor da epístola aos Hebreus: ”olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado á destra do trono de Deus.” Hb 12:2.

O nosso Mestre não fez caso da vergonha que iria sofrer na cruz do Calvário e caminhou até ao fim no plano da salvação, e hoje está assentado a destra de Deus. Da mesma forma não devemos fazer caso quando o mundo goza de nós, ou quando somos vistos como loucos por seguir ao nosso Mestre. Devemos olhar para Jesus e seguir persistentemente rumo a nosso alvo, a vida eterna.

Devemos refletir que caminho estamos a correr e desviar os nossos pés de tudo o que nos afasta do nosso alvo principal, ou que nos faz percorrer caminhos condenadas pelo Mestre; e ao mesmo tempo revestir-nos de toda a humildade, mansidão, longanimidade, para obedecermos ao Mestre, amarmos ao nosso próximo e seguir a carreira que Jesus nos propôs até ao fim.

 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Rio da vida: águas que salvam e purificam

No livro do profeta Ezequiel é representado o fluir do Espírito Santo como um rio que sai do limiar do templo de Jerusalém. Este livro descreve que profeta Ezequiel foi levado em espírito a porta do templo e viu águas correndo do lado direito do templo.
 
O mensageiro de Deus, depois de medir as águas, fez Ezequiel passar por elas e estas davam a Ezequiel pelos tornozelos. Novamente o mensageiro de Deus mediu as águas, desta vez numa profundidade maior, com mais mil côvados que as águas anteriores, e fez Ezequiel passar pelas águas, e elas lhe davam pelos joelhos.
Depois de medir uma zona de água mais profunda, com mais mil côvados, o profeta foi convidado a passar pelas águas, e estas davam-lhe pelos lombos. O mensageiro de Deus mediu águas com mais mil côvados que as águas anteriores e o profeta já não podia atravessa-las mas sim nadar, porque as águas eram um rio (Ez 47:1-5) e submergiam-no.
Esse rio é o Espírito Santo que flui do Pai e foi permitida pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Aqueles que creem em Jesus como Senhor e Salvador das suas vidas são o templo do Espírito Santo, que faz morada neles no momento da conversão.
O nosso Mestre afirmou que aquele que Nele cresse, do seu interior fluiriam rios de águas vivas, ou seja, do seu interior fluiria o Espírito Santo a todas as vidas que estivessem em seu redor “Quem crer em mim, como diz as Escrituras, do seu interior fluirão rios de água viva” Jo 7: 38.
Quando o crente vive em obediência a Palavra e não entristece o Espírito Santo, que vive em seu interior, com amarguras, iras, malícia, ou ódio (Ef 4:30-31), o Espírito Santo, pode fluir do seu interior como rio de água viva para alcançar todos os tipos de pessoas, como é o plano de Deus.
Por outro lado, quando o crente aceita Jesus com Senhor e Salvador, e inicia a sua caminhada ele experimenta o fluir do Espírito Santo, da mesma forma como Ezequiel atravessou o rio e as águas molham os tornozelos. A medida que o crente vai caminhando com Jesus, obedecendo ao Mestre ele vai sucessivamente ser envolvido pelo fluir do Espírito Santo e viver experiências mais profundas.
Assim o crente vais experimentando mais do Espírito Santo como Ezequiel que andava nas águas e estas chegavam-lhe, aos joelhos e depois aos lombos e depois experimentou ficar totalmente submerso, só sendo possível mover-se nas águas a nado.
 
Na última fase, em que o crente move-se nas águas do Espírito Santo a nado, o crente é totalmente dominado pelo Espírito Santo e o seu próprio eu é menos visível, devido a submersão da sua carne pelo poder do Espírito Santo.
A vontade do nosso Deus é que o Espírito Santo possa fluir em cada vida da Igreja para converter almas, curar corações feridos e chegar a todas as almas sedentas de Jesus, como é descrito no livro de Ezequiel: “ Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem até a campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis. Toda a criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe esse rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá a onde quer que passe esse rio.”Ez 47: 8-9.
Cada vida que faz parte da Igreja deve lutar para não entristecer o Espírito Santo; deve lutar para ser benigno e compassivo, perdoando ao seu próximo como Jesus nos perdoou. Isto para que o Espírito Santo possa fluir das nossas vidas para curar os corações feridos e dar vida eterna aqueles que não conhecem Jesus Cristo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A morte de Cristo: a maior dádiva de Deus a humanidade


Um dos maiores planos de Deus para humanidade, desde a fundação do mundo, foi a libertação do homem do pecado através do sacrifício vicário do Messias.

Com a queda de Adão e Eva no jardim do Éden, viu-se a natureza pecaminosa do homem e Deus afirmou então a serpente que induzira Eva ao pecado, que enviaria uma Messias que esmagasse o seu poder na terra, ou seja a sua cabeça:” Então, o Senhor Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gn 3:14-15.

Nos Salmos, o salmista inspirado pelo Espírito santo profetiza a vinda do Messias a terra, e o seu sofrimento vicário para salvar a humanidade dos seus pecados. ” Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste? Porque se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido” Sl 22:2.

O nosso Senhor Jesus Cristo tomou sobre si os nossos pecados, os meus, os seus, e de toda humanidade, enquanto estava pendurado na cruz do Calvário. Neste momento, em que a presença do pecado estava em Jesus Cristo, Deus afastou-se Dele e Jesus Cristo sentiu-se só, sem a presença do Pai Celeste.

O salmista também retrata a ressurreição de Jesus Cristo, a sua alegria pela obra redentora que realizou por toda a humanidade. “a meus irmãos declararei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da congregação” Sl 22:22.

O profeta Isaías também profetizou a vinda do Messias, o nosso Senhor Jesus, à terra para a nossa redenção. Através da inspiração do Espírito Santo o profeta Isaías descreve o Messias como um homem de dores que sabia o que era padecer: “ Era desprezado e o mais rejeitado ente os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso” Is 53:3.

O sacrifício de Jesus Cristo era necessário para a nossa reconciliação com Deus Pai e por isso o profeta Isaías declara: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” Is 53:4.

Os nossos pecados foram punidos na cruz do Calvário, enquanto Jesus Cristo padecia um horrível sofrimento, por ter sido chicoteado, pregado na cruz e ultrajado. O castigo necessário para que tivéssemos Paz com Deus foi sofrido por Jesus Cristo: “Mas ele foi trespassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” Is 53.5.

O nosso Salvador e Mestre, voluntariamente deu-se em sacrifício pelos nossos pecados: “assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas minhas ovelhas (…) Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para entregar e também para reavê-la. Este mandamento recebi de meu Pai” Jo 10:15,18. O grande amor de Jesus Cristo motivou-o a entregar-se por nós como sacrifício vicário, para que pudéssemos ter a vida eterna.

A necessidade de um sacrifício que expiasse os pecados do povo foi tipificado no Antigo Testamento, pela lei de Moisés, onde uma cabra ou uma cordeira sem defeito era morta em sacrifício pelos pecados cometidos, prefigurando a morte de Cristo pelos nossos pecados. “ Se qualquer pessoa do povo da terra pecar por ignorância, por fazer alguma das coisas que o Senhor ordenou se não fizessem, e se tornar culapada; ou se o pecado em que ela caiu lhe for notificado, trará por sua oferta uma cabra sem defeito, pelo pecado que cometeu. (…) Mas, se pela sua oferta trouxer uma cordeira como oferta pelo pecado, fêmea sem defeito a trará. E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará por oferta pelo pecado, no lugar onde se imola o holocausto” LV 4: 27-28, 32-33.

Estes sacríficos de animais tinham um aroma suave a Deus mas, o sacrifício de Jesus, foi ainda mais agradável a Deus, pois foi o sacrifício feito por um homem Santo, um homem que era o próprio Filho de Deus. O sacrifício de Jesus Cristo pois fim a necessidade de sacrificarem-se animais pelos pecados do homem; Jesus Cristo foi o último sacrifício pelos pecados: “ não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” Hb 9:12.

O Senhor Jesus Cristo é a maior dádiva de Deus a humanidade, é a dádiva das dádivas, pois através Dele a humanidade pode ter os seus pecados perdoados: “ Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3:16.