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sábado, 14 de setembro de 2019

Acima de tudo


A Bíblia ensina-nos que prioridades devemos dar a nossa vida, e ajuda-nos colocar cada área da nossa vida numa hierarquia de prioridades que agrade a Deus. Hoje em dia o cristão tem o desafio de conciliar a sua vida espiritual, com a sua vida profissional, familiar, e outras coisas determinantes na nossa vida. Deus través da sua Palavra diz-nos que devemos colocar acima de tudo a nossa vida espiritual.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus diz-nos através dos evangelhos que devemos colocar a nossa vida espiritual acima de tudo na nossa vida, buscando em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” Mt 6:33.

O Reino de Deus é regido por regras diferentes das que encontramos no mundo, e a figura central do Reino de Deus é Jesus Cristo e a sua vontade. Por isso, ao buscarmos o Reino de Deus buscamos a Jesus Cristo e ao Pai Celeste, e colocamos como prioridade a sua vontade. A obediência a vontade do Pai Celeste é um dos requisitos para após a nossa morte termos lugar no reino de Deus, como vemos no versículo a seguir: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Mt 7:21.

Ao longo do seu dia a dia, o cristão tem, portanto, como prioridade obedecer a vontade do Pai, em todas as áreas da sua vida. Na sua obediência a Palavra de Deus, o cristão demonstra a sua obediência ao primeiro mandamento dado por Deus, que é o de amar a Deus acima de tudo. “Respondeu Jesus: O principal é: Ouve ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” Mc 12:29-30.

Enquanto o cristão se dedica em obedecer a vontade do Pai Celeste, acaba por amar ao seu próximo e por obedecer ao mandamento dado pelo Senhor Jesus. Nesse mandamento o nosso Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos que se amassem uns aos outros da mesma forma com Ele tinha os tinha amado. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34.

No amor ao Pai Celeste e ao próximo, o cristão coloca em segundo lugar os seus interesses pessoais, e coloca em primeiro lugar a justiça e o amor ensinado pelo nosso Mestre. Essa prioridade, faz com que a maior realização pessoal do cristão seja a obediência a vontade do Pai Celeste.

A alegria pela aprovação do Pai Celeste passa a ser maior do que a alegria conseguida na vida profissional, familiar, entre outras coisas. Essa satisfação pela aprovação de Deus deve motivar também ao cristão a buscar aquilo que é agradável a Deus e a ter prazer naquilo que dá alegria ao Pai Celeste. “provando sempre o que é agradável ao Senhor.” Ef 5:10.

O nosso Mestre o Senhor Jesus, como Filho de Deus, nos ensinou como deveríamos honrar a Deus, e agir como seus filhos. O nosso Mestre mostrou-nos como é glorioso ouvir do nosso Pai Celeste a sua aprovação do Pai Celeste e o convite para entrarmos no gozo eterno. Por isso como filhos e como servos que somos podemos ter a esperança de ouvir: “Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” Mt 25:23.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

O objetivo da vida cristã

Por vezes, homens e mulheres cristãos veem-se em situações onde não sabem como reagir. Nessas situações surgem muitas hipóteses de ação, algumas mais bíblicas, outras mais carnais. Mas a única ação aceite por Deus é aquele em que assumimos quem somos e qual é o propósito de Deus para as nossas vidas.



Deus Pai tem uma relação com os cristãos na qual Ele é ao mesmo tempo o Senhor das nossas vidas e ao mesmo tempo é o nosso Pai Celeste. Como nosso Senhor Deus exige de nós que façamos o que Ele nos ordena em prol dos seus negócios na terra. Como Pai, Deus deseja que tenhamos o mesmo coração que Ele e que nos comportemos, mostrando um coração semelhante ao Dele, ou seja, um coração cheio de amor pelo homem.



Como servos de Deus, assumimos que o Senhor Jesus comprou a nossa vida e que passamos a ser Dele para dedicar a nossa vida a vontade de Deus e não a nossa vontade. Com isto a nossa obrigação na terra é fazer a vontade de Deus e imitar a forma como Jesus viveu na terra como servo. “Então, Jesus, chamando-os disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que maiores exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20:25-28.



Por outras Palavras devemos dedicar a servir à Deus, servindo aos outros que fazem parte da Igreja de Cristo e também aqueles que não fazem parte. Esse serviço deve ser feito com amor, e com humildade pois o Mestre ensinou-nos servir imitando o seu coração que era manso e humilde. O apóstolo Paulo recomendou a Timóteo algumas qualidades que deveriam acompanhar o seu serviço a Igreja. “Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente,” 2Tm 2:24.



As qualidade que o apóstolo Paulo recomenda a Timóteo são aquelas que deveriam nortear o seu comportamento com as outras pessoas. Sabemos que existem situações em que as opiniões podem divergir, e outras em que podemos sentir-nos injustiçados e donos da razão. Mas o Espírito Santo recomenda-nos através do apóstolo Paulo a não vivermos a contender, mas a sermos brandos, amáveis com todos e também pacientes. Esta última qualidade, a paciência, leva a que suportemos os defeitos dos outros e as circunstâncias difíceis com paciência.



Estas características também refletem o caráter do coração do nosso Mestre que era manso de humilde; e Ele que nos convida a aprender a ser como Ele. O nosso Mestre, com o seu carácter e com o seu Poder constituiu a expressão exata do ser do Pai Celeste, como nos diz os versículos seguintes: “nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as cosas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,” Hb 1:2-3.



Como filhos de Deus, devemos refletir o amor de Deus pelos homens, amando aqueles que estão a nossa volta. Isso significa que, da mesma forma como Deus nos ama e mostra isso de formas concretas devemos também viver para abençoar e amar o nosso próximo. Deus recomendou isso, ao nossa patriarca da fé Abraão, como vemos a seguir: "de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção bênção!" Gn 12:2



Tudo o que fuja da ação de abençoar e amar aqueles que estão a nossa volta foge da vontade de Deus para a nossa vida. Deus planeou-nos para que nos assemelhe-mos ao seu Filho Jesus vivendo como servos e ao mesmo tempo deseja que a sua natureza de amor e santidade seja implantada em nós e transmitida a todos aqueles que estão a nossa volta.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Quem será exaltado

Desde cedo, o homem aprende a gostar de ser exaltado. Em criança, aprende gostar de ser acarinhado por todos. Depois de começar a ir a escola aprende a gostar de ser o melhor da turma, a ser elogiado pelas suas capacidades mentais e físicas. Quando o homem começa a relacionar-se com Deus verifica que a exaltação de Deus é diferente daquela que as pessoas fazem: Deus exalta aqueles se se humilham perante Ele e o homem exalta aqueles que têm comportamentos notáveis.

Sendo assim, o homem não pode esperar que Deus o exalte, pelas suas qualidades morais e por causa daquilo que fez, mas sim pela sua humildade. Jesus descreveu numa parábola um certo homem que esperava que Deus o exaltasse por tudo o que ele fazia: ele jejuava duas vezes por semana, dava o dízimo de tudo o que possuía e não tinha comportamentos condenáveis pela sociedade. Por exemplo, ele não roubava, não adulterava e não ganhava o seu dinheiro de forma ilícita como os publicanos.

Contudo, o coração deste homem estava cheio de soberba e não reconhecia que também era pecador e que precisava do perdão e da misericórdia de Deus. Por achar-se perfeito ele já nem orava a Deus mas falava consigo próprio. Vemos isso a seguir: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou dízimo de tudo quanto ganho.” Lc 18:11-12.

A soberba do fariseu afastava-o de Deus e por isso não foi ouvido na sua oração. Deus prefere um pecador que se humilha e que pede o Seu auxílio do que um homem que se acha perfeito, e que não precisa do favor de Deus. O nosso Mestre fala-nos disso na mesma parábola, dizendo-nos que um homem de má fama, um publicano, por se humilhar perante Deus, reconhecendo que era pecador e pedindo a ajuda de Deus, teve os seus pecados perdoados enquanto que o fariseu não.

Nos seguintes versículos podemos ver isso: “O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para a sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” Lc 18:13-18.

A Bíblia mostra que a nossa relação com Deus deve ser alimentada com humildade e que quando nos chegamos a sua presença para orar não podemos estar cheios de soberba. Precisamos de reconhecer que somos pecadores e que nada somos sem Deus. A Bíblia descreve a história de homens que humilharam-se perante Deus e que foram ajudados.

Por exemplo, na história dos reis de Israel houve um rei chamado Manassés que praticou o que era mau para Deus: adorou ídolos, construiu altares para os baalis, colocou ídolos no santuário de Deus em Jerusalém e sacrificou os próprios filhos para deuses. Ele foi um rei que fez tudo o que Deus condenava.

Podemos ver nos versículos seguintes as abominações que Manassés praticava: “Fez o que era mau perante o Senhor, segundo as abominações dos gentios que o Senhor expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. Pois tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, havia derribado, levantou altares aos baalins, e fez postes-ídolos, e se prostrou diante de todo o exército dos céus, e o serviu. Edificou altares na Casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém, porei o meu nome para sempre.” 2Cr 33:2-4.

Quando Manassés foi castigado por Deus sendo levado preso para a Babilónia pelos príncipes da Assíria, ele humilhou-se muito perante Deus e suplicou o favor de Deus, Deus tornou-se favorável a ele e libertou-o da prisão em que se encontrava. Vemos isso a seguir: “Ele, angustiado, suplicou deveras ao Senhor, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais; e fez-lhe oração, e Deus se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então reconheceu Manassés que o Senhor era Deus.” 2 Cr 33:12-13.

Para além da história de Manassés, podemos ver muitas mais pessoas que se humilharam perante Deus e foram ajudadas. Por isso, conhecendo a Deus e sabendo o que devemos fazer para sermos aceites por Deus o apóstolo Pedro aconselha-nos: “Rogo igualmente aos jovens sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns para com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça. Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte,” 1Pe 5:5-6.

Por isso, devemos seguir o conselho do apóstolo Pedro e sermos humildes nos nossos relacionamentos e humilhar-nos sobre a potente mão de Deus. A Bíblia mostra-nos que Deus não se agrada da soberba mas sim da humildade e se seguirmos a sua vontade, Ele a seu tempo nos exaltará.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Agindo Deus quem impedirá?

A Bíblia por várias vezes demonstra que Deus é Todo-Poderoso e que controla a vida de todos os homens, seja dos poderosos, seja dos pobres e desconhecidos. Por várias vezes, Deus agiu em favor dos filhos de Israel e não houve nada que o homem pudesse fazer para impedir o seu agir.

Deus é eterno, e os céus e a terra foram criados pelo poder da sua palavra. O próprio homem foi criado por Deus e como vemos, no versículo a seguir, quando Deus age ninguém o pode impedir: “Ainda que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” Is 43:13.

Moisés e o povo de Israel foram testemunhas do poder salvador de Deus. Agindo Deus em favor da nação de Israel nem o poderoso Faraó que governava o Egipto naquela altura, pode impedir a saída do povo de Israel do Egito. Deus convenceu o Faraó e o povo egípcio que a melhor opção era deixar ir o povo de Israel. Isto aconteceu com as várias pragas que Deus fez cair sobre os egípcios.

Apesar do poderoso exercito que acompanhava o Faraó, com o objetivo de alcançar o povo e de o trazer o povo de volta, ele não conseguiu apanhar os israelitas para traze-los de volta a escravidão. Deus agiu em favor de Israel e abriu o mar vermelho para que eles passassem e depois, Deus fechou o mar vermelho para que o exercito egípcio fosse impedido de passar também pelo meio do mar vermelho.

Podemos ver isso nos versículos a seguir: “Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas lhes foram qual muro à sua direita e a sua esquerda. Os egípcios que os perseguiam entraram atrás deles, todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavalarianos, até ao meio do mar. (...)Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da manhã, retomou a sua força; os egípcios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar.” Ex 14: 22-23, 27.

A salvação de Deus não se limita aos assuntos desta vida. Deus também salva a humanidade da condenação eterna no inferno, através do seu Filho Jesus Cristo. Sabemos que o homem é pecador e que nada pode fazer para que se torne digno de estar na presença de Deus. Por isso, Deus pela sua enorme Graça deu-nos uma forma de os nosso pecados serem perdoados e de pudermos ter um lugar no céu ao seu lado.

O nosso Deus diz-nos isso no versículo seguinte do livro do profeta Isaías: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.” Is 43:25. Deus voluntariamente apagou as nossas transgressões quando deu o seu Filho, o Senhor Jesus, na cruz do Calvário, para que pagasse o preço dos pecados de toda a humanidade.

Qualquer pecador, por mais grave que tenha sido os seus pecados, pode ser alvo da salvação de Deus. Isto porque Deus é misericordioso, e apenas Ele tem nas suas mãos o poder de salvar a alma do homem. Como nos diz os versículos a seguir, nada nem ninguém nos pode separar do amor e da salvação que Deus nos oferece. “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” Rm 8:31-33.

Nada neste mundo pode separar-nos do amor de Cristo, e das bênçãos que Deus tem para nós; nem a tribulação, perseguição, fome nem nudez. “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angustia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo ou espada? Rm 8:35. Deus é Todo-Poderoso e ninguém nos pode arrancar das sua mãos.

Devemos a cada dia confiar em Deus e focar-nos na sua vontade porque se andarmos nos seus caminhos Ele cuidará de nós, nos protegerá e além disso se Deus agir em nosso favor nada pode impedir a sua ação nas nossas vidas. Podemos descansar pois Ele deseja o melhor para nós e sabe qual é o melhor caminho em que devemos andar.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Superficialidade

O nosso Senhor Jesus Cristo é o modelo de realização pessoal para as cristãos. Ao longo do Novo Testamento vemos que a realização pessoal do nosso Senhor Jesus Cristo assentava-se não em conquistas pessoais, como a sua vida profissional, financeira entre outras coisas, mas sim na obediência da vontade do Pai Celeste, e consequentemente no amor a todos aqueles que necessitavam de ajuda física e espiritual.

Por isso, o culminar na realização pessoal de Jesus Cristo, foi quando Ele se entregou na Cruz do Calvário, para a salvação de toda a humanidade da condenação eterna. A obediência de Jesus Cristo enquanto esteve na terra, custou-lhe abnegação de toda a sua glória celestial, para viver como um homem humilde e no fim custou-lhe a sua própria vida.

No evangelho segundo Lucas, vemos que o nosso Senhor prevendo todo o sofrimento que iria passar, disse ao Pai que se quisesse, que passasse dele aquele cálice, mas contudo, que fosse feita não a Sua vontade mas a vontade do Pai. Vemos isso no versículo seguinte: “dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.” Lc 22:42.
 
No mundo atual desde cedo, habituamos a ideia de que a realização pessoal está relacionada com conquistas de títulos académicos, bens materiais, peso ideal, sucesso amoroso. Contudo, a Bíblia mostra-nos que a realização pessoal está relacionada com a obediência a vontade de Deus e ao plano de Deus para alcançar outras vidas através de nós.
 
A semelhança de Jesus, quando obedecemos ao nosso Deus e cooperamos com o plano de Deus para nós, de forma abençoar outras vidas, tanto a nível espiritual como físico, nesse momento estamos a ser bem sucedidos. Por isso ser bem sucedido, segundo a Bíblia está relacionado com a disposição de viver para os outros e para Deus.

O mundo, defende uma realização pessoal baseada no ter e por isso, defende uma perspetiva muito superficial de realização pessoal. Quando os cristãos caminham na vida com os mesmos objetivos que tinham antes da conversão, como por exemplo, serem os melhores das suas áreas profissionais, enriquecerem, de ter um corpo “perfeito”, e outras coisas a nível pessoal, acabam por estar afastados dos planos de Deus para as suas vidas.

O nosso Mestre ensinou-nos a viver a vida, não de uma forma egoísta, com o coração centrado em nós mesmos, mas sim a viver para Deus e para o próximo. Na epístola do apóstolo Paulo aos Filipenses vemos a definição de pessoas, cristãs com uma vida supérflua: “Pois todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus.” Fp 2:21.

Na busca constante do dia a dia, com o peso ideal, com o ser um bom profissional, de bens materiais, de sucesso amoroso, fica pouco espaço para buscar o interesses de Deus e do próximo. Deus é o nosso Deus e deseja que o amemos, e que o sirvamos cuidando dos seus interesses na terra.

Quando vivemos apenas para tentar satisfazer os nossos interesses pessoais acabamos por ter uma vida superficial, longe da profundidade de amor que Deus deseja que vivamos. Deus é amor e deseja que nós amemos também a Ele a ao nosso próximo como Ele nos ama; e isso significa preocupar-nos com aqueles que sofrem e com aqueles que não receberam a graça da salvação.

Na caminhada em direção a pátria celestial, o nosso Mestre convida-nos a deixar a superficialidade do mundo, com os seus objetivos egoístas e a viver para Deus e para o próximo, aplicando os mandamentos de Deus e servindo a aqueles que têm necessidades, físicas e espirituais.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Andar no espírito: um estilo de vida


Na nossa vida cristã somos a cada dia confrontados com desafios/lutas cujas soluções apontam basicamente para duas direções: o Espírito (Deus) ou carne. Nas decisões que tomamos ou louvamos a Deus, obedecendo a sua Palavra, ou exaltamos a nossa carne obedecendo aos seus impulsos e vontades. Embora existam para além do homem e de Deus as forças demónicas, considero que quando exaltamos a nossa carne, acabamos por agradar aos demónios, pois o único desejo do inimigo das nossas almas é de levar-nos a não honrar ao nosso Deus, como fez a serpente contra Eva no jardim do Edem, instigando Eva, fazendo-a duvidar da palavra de Deus e aliciando-a a satisfazer a concupiscência da sua carne. “ Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse a mulher: é assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? (…) Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. “ Gn 3:1,3.

Quando, aceitamos Jesus Cristo Jesus Cristo como Senhor e Salvados das nossas vidas, reconhecemos que somos pecadores e que precisamos Dele, o Espírito Santo regenera-nos e passa a fazer morada em nós ”Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,” 1Pe 1:3. Então, passamos a ser filhos de Deus e a viver no Espírito Santo. A salvação é dada pela graça, gratuitamente por Deus ao crente enão depende das obras que o crente praticar “ Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Ef 2:8-9.Portanto, se somos habitados e vivemos no Espírito Santo devemos também andar no Espírito como nos aconselha o apóstolo Paulo “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” Gl 5:25

O andar no espírito é um estilo de vida, no qual optamos conscientemente por viver para satisfazer a vontade de Deus, sustidos pela fé na graça de Deus e dependentes da orientação do Espírito Santo. Por outras palavras o andar no Espírito Santo traduz-se na prática diária da palavra de Deus: falar, pensar e agir segundo a vontade de Deus, no temor do Senhor segundo a direção do Espírito Santo, pois somos filhos de Deus “ Pois todos os que são guiados pelo Espírito Santo são filhos de Deus”. Rm 8:14.

Como modelo da nossa caminhada temos O nosso Mestre, o Senhor Jesus, aquele que nos deu exemplo de mansidão, de humildade e serviço lavando os pés aos seus discípulos “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” Jo13: 14-15. O nosso Mestre é também o nosso caminho para chegarmos a céu, reconciliando-nos através do seu sangue com o Pai “Respondeu-lhe Jesus: eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Jo 14:6.

Neste caminho de novidade de vida devemos andar em amor “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.”Rm 13:10. Este caminho de amor traduz-se em imitarmos a Jesus Cristo que se entregou a si mesmo por amor a nós, em sacrifício suave “ Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados, e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” Ef 5:1-2.

O caminho do Mestre é um caminho de luz, pois Ele é a “Luz do Mundo” (Jo 8:12) e põe-se as trevas e a própria carne: “ Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facões, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas (…)” Gl 5:19-21.Neste caminho de  amor, indicado pelo nosso Mestre, devemos amar a Deus a cima de todas as coisas e amar ao nosso próximo como a nós mesmos. Esse amor traduz-se em obediência a palavra de Deus, aos seus mandamentos e praticar boas obras em favor do próximo e da Igreja “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Ef 2:10.

O andar no Espírito é um estilo devida, uma opção, tomada por amor ao nosso Salvador, motivado pelo nosso desejo de agradar ao nosso Mestre e de fazer a sua vontade. Não é uma condição para a salvação, é uma consequência da graça salvadora de Jesus Cristo na nossas vidas, que nos leva a ama-lo, pois como diz o Mestre “ Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” Jo 14:15.