Mostrar mensagens com a etiqueta Espírito Santo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espírito Santo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de setembro de 2019

As veredas de Deus


Deus, como criador da humanidade, dos céus e da terra conhece a natureza do homem e da sua facilidade em se distanciar dos seus caminhos, deseja ser o guia pessoal de cada homem, para evitar que os que creem no Senhor Jesus se percam do caminho. Para isso, o nosso Senhor Deus usa o seu Espírito Santo, a sua Palavra e também a sua voz.

O nosso Senhor Jesus, antes de ser entregue pelos pecados da humanidade, disse aos seus discípulos que nãos os deixaria sós, mas que enviaria o seu Espírito Santo que iria ficar aos lado deles para conduzi-los em todos os caminhos que o Senhor os tinha ensinado. Vemos isso a seguir: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” Jo 14:16-18.

O Espírito Santo é aquele que está connosco para nos ajudar a caminhar segundo tudo o que o nosso Mestre ensinou. A cada dia Deus requer de nós que saibamos administrar o nosso tempo, e que usemos o nosso tempo para tomar atitudes retas. Isso porque se quisermos viver para Deus temos de fazer o lhe agrada. Sabemos, como nos diz o versículo seguinte, que Deus não se agrada da iniquidade e com Ele o mal não subsiste, logo, para Lhe agradarmos temos de nos afastar na iniquidade, e da injustiça. “Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal.” Sl 5:4.

Aqueles que trilham caminhos retos agradam ao Senhor e são considerados por Deus bem-aventurados os que guardam a sua Palavra. “Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do Senhor. Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o coração. E não praticam iniquidade, mas andam em seus caminhos.” Sl 119:1-3

Devemos ter como bússola para os nossos caminhos a Palavra do Senhor e deixar espaço para que o Espírito Santo nos dirija nas retas veredas do Senhor Deus. Se formos obedientes, e submissos a Deus, Ele poderá nos instruirá a cada dia e ensinar-nos o caminho em que devemos seguir a cada dia, como nos diz o versículo seguinte do salmos 32: “Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei como os meus olhos.” Sl 32: 8

Para isso, Deus aconselha-nos a meditar-nos na sua Palavra de dia e de noite, para termos o cuidados de fazer conforme tudo o que nela está escrito. A vinda do Senhor Jesus está perto e precisamos de vigiar para não nos desviarmos nem para esquerda nem para a direita daquilo que o Senhor Jesus nos ensinou para que possamos estar em condições de irmos com o Senhor Jesus.

domingo, 25 de agosto de 2019

A si mesmo se esvaziou

O nosso Mestre, o Senhor Jesus é aquele que permitiu que qualquer homem pudesse ter acesso ao Reino Celestial, ao entregar-se em sacrifício vicário por nós na Cruz do Calvário. Para além de ser o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo é também o nosso exemplo de como devemos caminhar de forma a que possamos viver em obediência ao Pai Celeste.

Sabemos que o nosso Senhor Jesus é o Filho de Deus, e que Deus deseja que nós nos tornemos semelhantes a Ele no nosso carácter e na forma como nos relacionamos com Ele. O apóstolo Paulo diz-nos, no versículo a seguir, que os cristãos foram projetados para serem semelhantes a Jesus Cristo: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos.” Rm 8:30

No Novo Testamento vemos que Jesus era manso e humilde de coração e que a obediência a vontade de Deus Pai era o motivo da sua vinda a terra. “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.” Jo 6:38. Como Mestre, Jesus ensina-nos a emita-Lo e recomenda-nos que também tenhamos como objetivo de vida fazer a vontade do Pai Celeste e a obedece-Lo em tudo.

Sabemos que a obediência exige uma renuncia da própria vontade, e que isso é algo difícil de fazer. Isso exige que nos esvaziemos a nós mesmos, e que coloquemos em primeiro lugar a vontade do Pai Celeste. No dia a dia, tudo a nossa volta incentivam-nos a sermos orgulhos e a colocarmos a nossa vontade a cima de tudo. Por isso, Deus recomenda aos cristãos que sigam o exemplo de Jesus Cristo, que sendo Filho de Deus, entronizado entre querubins e cheio de glória, veio a terra na forma de homem, e morreu a mais vergonhosa morte da sua época.

Vemos a recomendação do Espírito Santo a seguir: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Fp 2: 2-8

Para esvaziar-nos da nossa própria visão da vida precisamos de reconhecer que Deus é Omnisciente, aquele que tudo sabe; e que tudo o que Ele nos diz através da sua Palavra é a Verdade. Quando reconhecemos que a Palavra é a verdade, colocamos de lado as nossas próprias ideias, e nos obrigamos a obedecer a Palavra. “Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo.” 2 Co 10:4-5.

Para além de renunciarmos os pensamentos contrários a Palavra de Deus devemos cultivar pensamentos que sejam bons, como por exemplo devemos pensar em coisas que sejam verdadeiras segundo a Palavra de Deus, e também tudo o que possa ser justo, puro e amável, como vemos no versículo a seguir: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Fp 4:8

Quando nos esvaziamos de tudo aquilo que é contrário a vontade de Deus como o ódio, a inveja, o rancor, a ira, damos lugar ao Espírito Santo, para que Ele possa nos encher e nos capacitar a obedecer a vontade de Deus. Quanto mais nos vaziarmos de nós mesmos, mais poderemos receber do Espírito Deus; e seremos melhores servos de Deus. Por isso, devemos nos estimular a seguir o exemplo de Jesus Cristo, na sua humildade e na sua obediência a Deus.

quarta-feira, 27 de março de 2019

A casa de oração

A casa de oração é um lugar único para a vida diária da Igreja de Cristo, pois é o lugar onde o Espírito Santo se move e Deus manifesta a sua presença. O trono da glória de Deus desce no meio da Igreja e todos os cristãos em conjunto podem magnificar e louvar a Glória de Deus. No meio da Igreja, o nosso Senhor Jesus se faz presente, observa cada cristão e opera nas vidas daqueles que necessitam.

Jesus Cristo depois de ressuscitar e de assentar-se a dextra de Deus Pai, está com a Igreja através do seu Espírito Santo. Mas para além disso, quando a Igreja se reúne para Cultua-Lo Ele faz-se presente, e os cristãos podem gozar do privilégio de estarem na Presença do Senhor Jesus. No versículo seguimos vemos que o nosso Mestre diz-nos sobre a sua presença no meio da Igreja: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” Mt18:20.

Em qualquer lugar onde os cristãos se reúnam regularmente Jesus se faz presente. Nesta casa de oração os cristãos podem contemplar a Glória do nosso Senhor e adora-Lo. Como nos diz o profeta Jeremias o trono da glória do nosso Deus está enaltecido no santuário de Deus, no lugar dedicado a oração e ao louvor da sua Glória. “Trono de glória enaltecido desde o princípio é o lugar do nosso santuário.” Jr 17:12.

A Igreja de Jesus é um corpo, um conjunto de pessoas compradas com o sangue de Jesus Cristo, e Deus deseja que a sua Igreja O louve como corpo. Por isso é importante que os cristãos se reúnam para adorar a Deus e para meditarem nas Sagradas Escrituras. O Espírito Santo nos alerta a congregar-nos fielmente na nossa igreja através do versículo seguinte: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” Hb 10:25.

Existem muitas coisas que fazem parte do dia a dia do cristão, mas é importante separar tempo para estar na igreja e para adorar a Deus com o corpo de Cristo, como o Espírito Santo nos ensina. O nosso Mestre virá buscar a sua Igreja, ou seja, todos os cristãos que estão focados na sua vontade e que vivem para adora-Lo. O dia da Sua vinda se aproxima e devemos prepara-nos para estarmos em condições de ir com Ele.

Na casa de oração, na comunhão com os outros cristãos, o cristão recebe alento, e a unção do Espírito Santo para crescer espiritualmente. Como diz o
salmista, na casa de oração o cristão floresce como uma oliveira. Vemos isso no versículo a seguir: “Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante, na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para todo o sempre.” Sl 52:8

As bênçãos que o cristão recebe na casa de oração são tão grandes que pode-se dizer como o salmista, que é preferível um dia na casa de oração gozando da presença do Senhor Jesus, do que mil dias em outros lugares. “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.” Sl84:10

Deus nos dá como exemplo de Igreja, a igreja que se formou no dia de pentecostes, descrita ao longo do livro de Atos e deseja que nós sigamos o seu exemplo. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada um havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.” At2:42-44.

Esta Igreja, era sustida pelo Espírito Santo e eles, apesar das perseguições que sofriam, perseveravam em congregar-se juntos, para meditar na Palavra e para a oração. No dia a dia dos cristãos, era visível a prática da doutrina dos apóstolos e as pessoas a volta deles simpatizavam com eles. “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” At 2:46-47.

A casa de oração é um lugar que deve ter um lugar no dia a dia do cristão, e que não deve ser colocada em segundo lugar. Neste local, a presença de Jesus se manifesta e Ele pela sua graça abençoa cada cristão, consoante as suas necessidades. No meio congregação dos cristãos, o Espírito Santo é derramado e a vida dos cristãos é abençoada espiritualmente.



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A importância do ser

Deus através das Sagradas Escrituras ensina-nos o que devemos fazer para agrada-Lo. Os dez mandamentos são, por exemplo, coisas que devemos fazer para amarmos a Deus e ao nosso próximo. Contudo, o Espírito Santo diz-nos através do Novo Testamento que Deus Pai tem como objetivo principal, não apenas fazer-nos obedecer aos seus mandamentos, mas transformar o nosso ser à imagem do Filho de Deus, o Senhor Jesus.

Deus revelou-se ao mundo através do seu Filho, o Senhor Jesus; e pudemos ver que o seu Filho tem um carácter amoroso, manso e humilde. Apesar de ser Filho de Deus, autor e consumador da criação, Ele fez-se igual a sua criatura e viveu na terra como homem humilde, e morreu pelos nossos pecados na cruz do Calvário. O apóstolo Paulo fala-nos isso a seguir: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Fp 2:5-8

Como Pai, Deus deseja que os seus filhos sejam iguais a si, e por conseguinte iguais ao seu Filho Amado, pois Ele é a expressão exata do seu ser como podemos ver no versículo a seguir: “Havendo Deus, outrora, falado, de muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,” Hb 1:1-3.

Como Deus tem como alvo a nossa vida eterna na sua presença, o que Ele deseja fazer ao longo da nossa vida é transformar o nosso carácter até a máxima semelhança possível com o seu Filho Amado, o Senhor Jesus. Isso para constituirmos um reino de filhos semelhantes a Jesus Cristo e por conseguinte com um coração que agrade a Deus Pai. Na epístola de Paulo aos Romanos vemos que os cristãos foram predestinados a serem como o Filho de Deus, para que o nosso Senhor Jesus fosse o primogénito entre muitos irmãos. “Porquanto aos que de antemão conheceu, também predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos.” Rm 8:29.

Para que possamos desenvolveu o carácter de Jesus Cristo, Deus colocou em nós o seu Espírito que deseja moldar diariamente o nosso carácter. A transformação que o Espírito Santo provoca no carácter do cristão é chamado também de Fruto do Espírito. Esse fruto, é um conjunto de características que cooperam entre si para que em todas as situações possamos ser e agir conforme o exemplo do Filho de Deus. Essas características são as que pudemos ver no versículo seguinte: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gl 5:22-23.

Essa transformação de carácter é possível se deixarmos que o Espírito Santo molde a nossa vida. Se dermos ouvidos a sua voz, e formos obedientes a Palavra de Deus, o Espírito Santo vai transformando o nosso carácter; mas se não cooperarmos com o Espírito Santo e não dermos liberdade à Ele no nosso coração Ele não poderá transformar o nosso carácter. O desenvolvimento de um carácter cristão é da escolha diária do cristão, a medida que ele vai sendo confrontado com as diversas situações do dia a dia. O Espírito Santo é manso e suave e não nos obriga a darmos-lhe ouvidos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O potencial de uma semente

Uma semente é algo que, em si mesmo, contém a capacidade de gerar a mesma espécie que lhe deu origem. Isto porque a semente contém toda a informação necessária para que um organismo se desenvolva, se encontrar as condições adequadas. A palavra de Deus é comparada pelo nosso Mestre Jesus com uma semente, pois ela tem a capacidade de gerar, não só a vida eterna pela fé, como também comportamentos semelhantes ao do nosso Senhor Jesus.

Como a Palavra, quando cai no coração humano, tem a capacidade de enraizar-se e gerar fé em Jesus (a fé leva a salvação) é necessário que toda a humanidade tenha a oportunidade de ouvir a Palavra de Deus e de ser salva. “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” Jo 5:24.

Para além de operar a fé em Jesus, que leva a salvação, a Palavra também é capaz de gerar uma mudança de vida tal que a pessoa passa a assemelhar-se no seu comportamento ao Senhor Jesus e ao Pai Celestial. Essa mudança é operada através do controlo do Espírito Santo das atitudes diárias do cristão.

O Espírito Santo origina frutos na vida do cristão, fazendo com que ocorra uma transformação progressiva no carácter da homem. Essa transformação conduzida pelo Espírito Santo é chamado de Fruto do Espírito Santo que e é composta por vários componentes como vemos a seguir: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas cisas não há lei.” Gl 5:22-23. Quando o Espírito Santo tem liberdade para controlar a nossa vida, acabamos por desenvolver a longanimidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio entre outras coisas.

Quanto mais espaço dermos ao Espírito Santo, mais o nosso coração fica em boas condições para deixar crescer a semente da palavra de Deus nas nossa vidas e de gerar tudo o que Deus planeou para nós. Isto porque Deus dá-nos o livre arbítrio de dar ouvidos ou não a voz seu Espírito.

Assim, consoante o espaço que o Espírito Santo tem na nossa vida, o nosso coração pode estar de várias maneiras quando ouvimos a Palavra de Deus; e isso afeta o resultado da Palavra nas nossas vidas como nos ilustrou o Senhor Jesus na parábola do semeador.

“E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o lavrador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vindo as aves, a comeram. Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um” Mt 13: 3-8.

Dependendo do estado coração do cristão, a semente pode gerar diferentes quantidades de frutos. Em outros casos a semente pode não dar fruto por causa da má condição do coração. Por isso a cada dia devemos vigiar o nosso coração e pedir a Deus que limpe de nós tudo o que lhe desagrada para que a sua Palavra possa encontrar espaço no nosso coração e dar frutos em abundância.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Direção do Espírito Santo


O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade que veio ficar com a Igreja, depois da ascensão de Jesus Cristo. O Espírito Santo é fundamental para a vida da Igreja pois dirige os crentes nos caminhos do Senhor Jesus. Para além disso o Espírito Santo capacita os crentes a testemunharem a pessoa de Jesus Cristo.


Na vida diária os cristãos necessitam de uma direção sobre os diversos assuntos da vida, sobretudo nos relacionamentos e assuntos relacionados com a prática da Palavra de Deus. O Espírito Santo é Deus e por isso dirige os cristãos nos caminhos ensinados por Jesus Cristo. Quando um cristão pede a direção do Espírito Santo não pode esperar que Ele lhe aconselhe coisas que não estejam na Bíblia ou atitudes que desagradam a Deus como discussões, vinganças, maldades entre outras coisas.


O Espírito Santo conduz os cristãos em caminhos de Paz: paz com Deus, respeitando a vontade de Deus para o homem, e paz com o próximo, aquele a quem o Senhor Jesus nos ordenou que amassemos da mesma forma que Ele nos amou. Tudo o que o cristão pode esperar do Espírito Santo são orientações que vão de encontro aos ensinamentos do Senhor Jesus.


Antes de morrer pelos nossos pecados o Senhor Jesus afirmou aos seus discípulos que o Espírito Santo viria sobre eles e que Ele os iria guiar em toda a verdade que lhes foi ensinada enquanto estiveram com o Mestre. Vemos isso a seguir: “quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.” Jo 16:13.


O nosso Senhor Jesus ordenou-nos que amássemos a Deus a cima de todas as coisas e que amassemos aos nosso próximo da mesma forma como Ele nos amou a nós. O amor ao Mestre e ao Pai Celeste só pode ser demonstrado pela obediência aos mandamentos de Deus como vemos a seguir: “ Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e o meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos morada.” Jo 14: 23.


Da mesma forma quando não obedecemos aos mandamentos de Deus mostramos pouco amor por Ele: “Quem não me ama não guarda da minha palavra; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.” Jo 14:24. O Espírito Santo como Deus que é, vai dirigir os cristãos na obediência aos mandamentos de Deus e na prática do amor ao próximo.


Quando nos recusamos amar ao próximo estamos a desobedecer aos nosso Senhor Jesus que nos deixou como mandamento que nos amassemos uns aos outros na mesma forma como Ele nos amou a nós. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34.


Nessa situação estamos a pecar e a negarmos, mesmo sem saber, a receber a direção do Espírito Santo. Isto porque o Espírito Santo vai conduzir aos cristãos em tudo o que esteja de acordo com a ordem de Jesus de nos amarmos uns aos outros da mesma forma como Ele nos amou. Se estivermos interessados em vingar-nos de alguém, discutir ou ofender a alguém já estamos a mostrar ao Espírito Santo que não queremos a sua direção.

 
O Espírito Santo deseja levar-nos aos caminhos do perdão, da bondade, da fidelidade, da mansidão e da temperança. Se nos deixarmos orientar pelo Espírito Santo praticaremos ações, de acordo com o carater do Senhor Jesus, que é bondoso, misericordioso e humilde. O Espírito Santo também deseja transformar o nosso coração de forma a que o nosso coração se assemelhe ao coração do Senhor Jesus.


Por isso ao praticarmos ações de acordo com os mandamentos do Senhor Jesus e ao pensarmos no próximo de forma misericordiosa e benigna , damos espaço para a direção do Espírito Santo e Ele fará brotar em nós o seu Fruto, que é indicado no versículo a seguir: “Mas o fruto Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5:22. Desta forma caminharemos nos caminhos de Deus e nos tornaremos gradativamente mais semelhantes ao Senhor Jesus.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Quem é o Espírito Santo?


O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade e foi enviado ao mundo desde que Jesus morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus, mais exatamente no dia de Pentecostes. O Espírito Santo substitui Jesus na Igreja, pois está pessoalmente na terra, dentro de cada cristão. Assim o Espírito Santo é o administrador e dirigente da Igreja.


O Espírito Santo, é Deus, e por isso é eterno, onipresente, onisciente, e onipotente. Ele é uma pessoa, como o Senhor Jesus e por isso sente emoções, ama a humanidade na mesma forma que o Senhor Jesus, e comunica-se connosco. Para além disso, o Espírito Santo pensa, toma decisões e orienta os crentes a nível dos assuntos da Igreja e a também a nível pessoal para obedecermos a grande comissão de Jesus e a todos os ensinamentos que o nosso Mestre nos deu.


Ao longo do livro de Atos vemos que, foi o Espírito Santo quem dirigiu e capacitou os cristãos a anunciar o evangelho. Vemos que foi o Espírito Santo quem decidiu sobre a primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé, e ordenou a Igreja que separasse a Paulo a Barnabé para fazerem a obra a que tinham sido chamados a fazer.


Vemos isso no versículo seguinte: “E servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram.” At 13:2-3. Ainda hoje, o Espírito Santo deseja orientar a Igreja sobre a obediência a grande comissão do Senhor Jesus; apenas é necessário dar o espaço necessário ao Espírito Santo, através da nossa obediência.

 
Nas questões relacionadas sobre a obediência ou não da lei de Moisés pelos gentios convertidos ao cristianismo, o Espírito Santo orientou a Igreja sobre que medidas deviam ser impostas ao gentios, com vista a santificação deles. Nos versículos a seguir vemos a decisão do Espírito Santo, nesta questão: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas, destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde.” At 15: 28-29.

 
O Espírito Santo também dirige os cristãos sobre que locais devem ir pregar o evangelho, e a quem devem falar. No livro de Atos vemos também, como Filipe, um diácono da Igreja primitiva, depois de fugir de Jerusalém por causa da perseguição, foi ordenado por um anjo do Senhor a sair de Samaria e a ir, para o caminho que desce de Jerusalém para Gaza.


Filipe obedeceu a ordem dada por Deus através do anjo, e levantou-se e foi ao caminho que desce de Jerusalém a Gaza. Filipe dispôs-se e percorreu a distância necessária para estar no lugar indicado por Deus. A Bíblia não nos diz quanto tempo Filipe demorou de Samaria a referida estrada, mas provavelmente teve de caminhar bastante, debaixo do Sol exposto ao calor.

 
A obediência de Filipe abriu portas para que fosse orientado pelo Espírito Santo, e ao ver o carro por onde ia o alto oficial de Candace, o Espírito Santo orientou-lhe sobre o que deveria fazer, como vemos a seguir: “Então disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o.” At 8:29. O Espírito Santo já conhecia o alto oficial de Candace, do seu amor a Deus e escolheu e Filipe para anunciar o nome de Jesus.

Filipe depois de anunciar o nome de Jesus ao alto oficial de Candace e de batiza-lo viveu uma experiência que poucos da Bíblia tiveram a oportunidade de viver: foi arrebatado, e achou-se depois em Azoto, passando a evangelizar todas as cidades até chegar a Cesareia.

 
Vemos então, que o Espírito Santo para além de dirigir a Igreja na sua missão evangelizadora, também dirige pessoalmente cada cristão. Ele é o nosso Mestre, e é Ele que revela a Palavra de Deus aos cristãos, e os capacita a cumpri-la. Mas para isso tempos de honrar o Espírito Santo, ter em conta que Ele é uma pessoa e como tal desagrada-se de certas coisas, sobretudo do pecado, da maldade e do egoísmo. Devemos honra-lo e obedecê-lo para que Ele possa orientar-nos e encher-nos com a sua presença.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Como devemos cuidar do solo do nossos corações

O nosso coração é comparado na Bíblia a um solo. Como solo, o nosso coração tem de ser lavrado, adubado, e regado para que a semente, que é a Palavra de Deus possa germinar, crescer a dar frutos. Quando somos salvos um dos objetivos de Deus para a nossa vida é que possamos dar frutos. Por isso, devemos preparar bem o terreno do nosso coração para que a frutificação seja abundante.
 
 
O nosso Senhor Jesus comparou ao nosso coração a um solo, referindo que é no nosso coração que a Palavra de Deus é semeada. O nosso Mestre frisou as várias atitudes que podemos ter depois de ouvir a sua Palavra. As nossas reações dependem do estado do nosso coração: se ele está duro, se ele está com muitos espinhos, ou se está lavrado.
 
 
Quando o nosso coração está duro, a semente, que é a Palavra tem dificuldade em germinar e morre rapidamente e não faz diferença na nossa vida. Por isso devemos preparar o nosso coração para receber a Palavra lavrando-o.
 
Quando se lavra a terra revolve-se a terra com um arado de forma a que a superfície e outras camadas mais profundas da terra fiquem soltas, descompactadas, para que seja mais fácil a infiltração da água, do ar no solo, e também o crescimento das raízes. Lavrar a terra é uma etapa essencial para que a semeadura tenha sucesso.

 
Podemos lavrar ou arar a terra do nosso coração analisando o que não está bem nos nossos relacionamentos e sobretudo, no nosso relacionando com o Pai Celeste. Ao remover-mos as coisas que não estão bem nos nossos comportamentos e corrigindo as coisas que nos impedem de viver de cordo com os ensinamentos de Jesus estamos nos arrependendo e preparando o nosso coração para receber a Palavra de Deus e para pratica-la.

 
O nosso Jesus afirmou que as pessoas do seu tempo tinham os seus corações duros e os seus ouvidos fechados para a Palavra de Deus porque já tinham ouvido a admoestação de Deus de que deviam arrepender-se, mas não davam ouvidos.
 
No versículo a seguir podemos ver as palavras de Jesus sobre a dureza de coração de muitas pessoas na sua época: "Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração e sejam por mim curados.” Mt 13:15
 
Para além de falar que muitas pessoas tinham os seus corações endurecidos, o nosso Senhor Jesus disse também que muitas pessoas depois de ouvir a Palavra de Deus reagiam como uma semente que caía num solo cheio de espinhos, ou seja, por terem os corações cheios de espinhos não deixavam a Palavra crescer nas suas vidas e dar frutos.
 
Vemos isso no versículo a seguir: “E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o semeador saiu a semear. (...) Outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. (...) O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a Palavra, e fica infrutífera.” Mt 13:3,7,22.
 
Muitas coisas na nossa vida funcionam como espinhos no nosso coração. Como exemplo temos as preocupações com as coisas necessárias para o dia a dia (como o comer, beber, e vestir). Da mesma forma, o amor as riquezas, e o desejo de adquirir as coisas bonitas que vemos disponíveis nas lojas, também funcionam como espinhos sufocando a palavra, por ocupar totalmente o nosso pensamento sem deixar espaço para pensarmos na Palavra de Deus e para a praticarmos.
 
O Espirito Santo tem um papel muito importante na preparação dos nossos corações, pois Ele nos convence do pecado que existe na nossa vida e da necessidade de abandonarmos o pecado. Para além disso, o Espirito Santo age como chuva regando o nosso coração e fazendo com que a semente que é a Palavra cresça em nossos corações. Tudo o que o crente faz em obediência a Palavra de Deus é através da capacitação do Espírito Santo.
 
 
Em várias passagens da Bíblia, o Espírito Santo é referido como chuva que rega a terra, como vemos a seguir: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” Os 6:3.
 
A água é um dos elementos essenciais para o desenvolvimento das sementes e o crescimento das plantas. Sem água as plantas morrem secas. Da mesma forma, precisamos do Espírito Santo para que possa haver crescimento da semente, que é a Palavra de Deus em nossas vidas e para que posamos dar fruto. Devemos ficar firmes no Senhor Jesus, para que possa haver água viva em abundância nas nossas vidas.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Filho meu, dá-me o teu coração


O nosso Senhor Jesus ensinou-nos que o coração tem uma importância fundamental para a nossa vida porque é dos corações que saem todos os desígnios do homem, tanto os bons como os maus. Por isso o nosso Pai Celeste diz-nos: “Filho meu dá-me o teu coração”, para que os nossos passos possam ser dirigidos e possamos ser mais semelhantes ao seu Filho Jesus.

Vemos a seguir o convite do Pai Celeste para que lhe dê-mos o nosso coração: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.” Pv 23:26. Deus deseja o nosso coração e também que nós gostemos dos caminhos que Ele tem para a nossa vida. Os caminhos de Deus são caminhos retos, de paz e de alegria. Contudo a nossa velha natureza pode desejar outras coisas e outros caminhos diferentes da vontade do Pai.

Quando o cristão chega ao conhecimento de Jesus Cristo e aceita-o como Senhor e Salvador da sua vida, geralmente chega com muitos sonhos e planos para a sua vida. Muitos sonhos que o cristão tem pode não estar de acordo com os sonhos que Deus tem para a sua vida. A medida que o cristão vai conhecendo a Deus, vai sabendo dos sonhos que Deus tem para a sua vida.

Os sonhos de Deus para a vida do cristão são sonhos belos, que estão relacionados com a vontade de Deus para todos os seus filhos e também com a nossa frutificação numa determinada área da vida da Igreja, dependendo dos dons e talentos que Deus concedeu a nossa vida.

Na primeira epístola aos  coríntios, o apóstolo Paulo fala dos diversos dons que o Espírito Santo concede aos cristãos para a edificação da Igreja, como vemos nos versículos a seguir: “Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um variedade de língua; e a outro, capacidade para interpretá-las.” 1Co 12:8-10. Assim os sonhos de Deus podem estar relacionados com o desenvolvimento de um destes dons.

Esses sonhos devem ser recebidos pela fé em Cristo Jesus e confiando que Deus em tudo pode capacitar-nos para a concretização desse sonhos. Deus é aquele em quem devemos confiar e não em nós mesmos para a realização de qualquer coisa, como nos diz o versículo seguinte: “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja a Esperança é o Senhor.” Jr 17:7.

Deus na sua infinita misericórdia, pode também ajudar-nos a realizar outros sonhos concernetes a nossa vida terrena, porque se buscarmos a sua vontade e o seu reino Ele promete nos acrescentar todas as coisas de que necessitamos. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acescentadas.” Mt 6:33.

Contudo, a nossa vida só terá significado e valor se cumprimos os sonhos de Deus para a nossa vida. Deus diz-nos: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” Jr 29:11. Isto porque Deus é quem sabe o que necessitamos para sermos verdadeiramente felizes.

Devemos por isso entregar o nosso coração ao Senhor juntamente com os nossos sonhos e planos e descançar Nele. Deus então poderá contolar a nossa vida, com o seu Santo Espírito e dar-nos um novo coração, com novos sonhos. Essa é a promessa de Deus para aqueles que lhe dão o seu coração (Ez 36:26-27).

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Aumentar a comunhão com o Pai Celeste

Os cristãos desde o dia em que se tornam cristãos, aceitando Jesus como Senhor e Salvador, até ao fim das sua vidas, têm o desafio de se tornarem mais íntimos do Pai Celeste. Por isso o nosso Pai Celeste convida-nos através da pessoa do Senhor Jesus a termos uma nova mentalidade, a abandonar-mos o pecado que nos cerca e a aproximar-nos mais de Jesus Cristo e d'Ele.

Nós humanos somos pecadores e crescemos numa sociedade com uma mentalidade corrompida pela maldade e pelo pecado. A meta diária do cristão é renovar a sua mentalidade trocando ao forma mundana de ver a vida, pela visão do nosso Senhor Jesus Cristo. Essa renovação só possível através da meditação na Palavra e aceitando que a Palavra é a verdade que nos permite pensar e viver de forma agradável a Deus.
 
A cerca disso o apóstolo Paulo convida-nos a renovar a mente como vemos no versículo seguinte: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:2.
 
A comunhão com Deus é algo que deve ser objeto de um investimento por parte dos cristãos. Esse investimento envolve toda o nosso tempo, todas as nossas faculdades. Isto porque para aumentarmos a comunhão com Deus temos de abandonar os pecados que o Espírito Santo vai nos revelando ao longo nas nossa vida. Para além disso, temos também de investir tempo a meditar na Palavra para conhecer o coração de Deus e dedicar as nossas forças a aplicar aquilo que aprendemos na Bíblia.
 
O nosso Senhor Jesus adverte-nos que não é suficiente sabermos a sua vontade e orarmos; é preciso que mostremos perseverança em praticar aquilo que aprendemos, sobretudo nas circunstâncias mais adversas. Quando praticamos o que nos diz a Palavra crescemos espiritualmente e a nossa fé é progressivamente mais fortalecida como uma casa construída na rocha.

Nos versículos seguintes vemos as Palavras do Senhor Jesus sobre a importância de fazermos aquilo que o Pai nos recomenda: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. (…) Todo aquele, pois que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha;” Mt 7:21,24.

Para além de termos de praticar a Palavra de Deus temos também de viver e pensar de forma agradável ao Espírito Santo que habita em nós. Devemos afastar dos nossos pensamentos todas as ideias de rancor, ódio e de inveja contra o nosso próximo porque Deus e o seu Santo Espírito não se agradam dessas ideias. Devemos ter cuidado de não proferir palavras que desagradem a Deus e que demonstrem maldade, malícia, ciúmes, lascívia entre outras coisas.

Deus é Santo e o Espírito Santo que está em nós não se agrada das obras da carne, das coisas que são cultivadas no reino das trevas. Portanto, devemos aproximar-nos de Deus, da sua forma bondosa e misericordiosa de ver os homens e fazer as obras ensinadas pelo Senhor Jesus para aproximar-nos do Pai Celeste.

Deus é totalmente Santo, totalmente puro, e por isso quanto mais nos afastar-nos das trevas e do pecado, mais nos aproximamos do Reino da Luz no qual o Pai Celeste habita.
Não hã comunhão entre as trevas e a luz, porque são opostos. Por isso diariamente temos de nos decidir entre as coisas do reino da luz e do reino das trevas. Deus apesar nos de amar a nós, homens pecadores, não gosta do pecado. Por isso para termos maior comunhão com Deus temos nos afastar do pecado.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O viticultor


O nosso Senhor Jesus diz-nos através do evangelho segundo São João que o nosso Pai é o viticultor do Reino de Deus, ou seja o agricultor que cuida da videira e dos seus frutos. Como viticultor, o Pai Celeste cuida da vinha e enxerta cuidadosamente ramos na videira verdadeira que é o Senhor Jesus. Cada ramo da videira são cuidados pelo Pai Celeste, que acompanha o crescimento das folhas e dos frutos.

Quando é plantada uma videira tem-se como objetivo recolher frutos, que no caso da videira são as uvas. No Reino Celestial os ramos enxertados na videira dão frutos, que nada mais são que as obras e o caráter ensinado pelo Senhor Jesus. Quando somos enxertados na videira, o Pai Celeste espera que produzamos frutos de acordo com a Videira verdadeira, em que estamos enxertados, que é o nosso Senhor Jesus.

 
No evangelho segundo  São João vemos as Palavras do Senhor Jesus sobre o fato de Ele ser a Videira verdadeira e o Pai Celeste o agricultor. “ Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo o ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo aquele que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda.” Jo 15:1-2.


Para que possamos dar fruto o nosso Senhor Jesus recomenda-nos que permaneçamos nele, na sua Palavra e consequentemente, que nos amemos uns aos outros, e que nos mantenhamos em comunhão uns com os outros, porque somos o corpo de Cristo. Podemos frisar a necessidade de nos amarmos uns aos outros por ter sido este o mandamento que o Senhor Jesus nos deixou como vemos a seguir: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” Jo 15:12.


Como ramos não somos nada se não estivermos na videira porque precisamos do alimento que circula na videira, a seiva, para nos mantermos vivos, se não secamos e morremos. No Reino Celestial a seiva da videira é o Espírito do Senhor Jesus ou seja, o Espírito Santo. Sem o Espírito Santo é impossível dar os frutos que o Senhor Jesus nos ensina. Por outras Palavras sem o Senhor Jesus e o seu Espírito Santo nada podemos fazer para glorificar o Pai Celeste.


O nosso Senhor Jesus diz-nos isso no versículo a seguir: “Eu sou a videira verdadeira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” Jo 15:5. Jesus Cristo está em cada cristão através do seu Santo Espírito e se ouvirmos a sua voz e formos obedientes daremos os frutos que o Pai Celeste espera de nós.


Os frutos que o Pai Celeste espera de nós são obras de justiça, ou seja, obras feitas em favor daqueles que têm necessidade de pão, de abrigo, de roupa e de carinho. Deus deseja que façamos justiça, ou seja, que defendamos a causa do pobre e do necessitado, que nada mais são do que os mudos na nossa sociedades, aqueles que não podem fazer ouvir a sua voz porque não são pessoas importantes na sociedade.

 
Vemos a recomendação de defendermos a causa do necessitado no versículo seguinte:” Abre a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados.” Pv 31:8-9.


Para além das boas obras o Pai Celeste deseja também que produzamos os frutos do Espírito santo que são: o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio, como vemos na epístola aos Gálatas no capítulo 5.

 
Se não produzirmos frutos, o Pai Celeste terá que purificar as nossas vidas, cortando tudo que nos faz gastar a nossa energia de forma inútil através da poda. Este processo por vezes pode ser doloroso. Por isso é preferível voluntariamente analisarmos as nossas vidas e tirarmos o que nos impede frutificar em determinadas áreas. Assim, pouparemos tempo, e colaboraremos com o Pai Celeste no seu objetivo de darmos fruto.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O Temor ao Senhor Deus


A sabedoria é algo determinante na vida cristã. Contudo, a sabedoria cristã é muito diferente da sabedoria que se obtém do mundo. O principal motivo da grande diferença entre as duas sabedorias é o fato da sabedoria cristã estar baseada no temor a Deus.
 
O temor a Deus é o princípio da sabedoria para os que seguem a Deus como nos diz a Bíblia no livro dos Provérbios. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do santo é a prudência.” Pv 9:10. O princípio, ou o fundamento da sabedoria cristã é então o temor a Deus.

Ter temor a Deus permite que amemos aquilo que Deus ama, e que não gostemos daquilo que Deus não gosta. Por isso o temor a Deus influencia as nossas a atitudes, fazendo com que pratiquemos aquilo que Deus aprecia, e que não gostemos do pecado. Por outras palavras, faz-nos amar a bondade, a mansidão, a longanimidade e detestar a malícia, a maldade e outras atitudes negativas contra o nosso próximo.

 
No livro de provérbios, como vemos no versículo seguinte, o Espírito Santo fala-nos precisamente que o temor do Senhor é não gostar do mal e consequentemente de todas as formas de pecado: “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal; a soberba, arrogância , o mau caminho e a boca perversa eu os aborreço.” Pv 8:13.
 
Deus é Santo, totalmente puro e não se agrado do pecado, nem da maldade nos corações dos homens. Exatamente por isso, quando queremos alcançar a pátria Celestial temos que adquirir sabedoria. Aprender o que agrada a Deus e o que não O agrada e aplicar esse conhecimento no nosso dia, evitando o mal e a prática do pecado.
 
O nosso Senhor Jesus, sendo Filho de Deus viveu cheio do Espírito Santo; e foi o único homem com a plenitude do Espírito de Conhecimento e temor a Deus como vemos no livro de Isaías. “Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.” Is 11:2.
 
Enquanto viveu na terra o Senhor Jesus permitiu-nos a conhecer o coração do Pai Celeste e ensinou-nos a fazer o que é reto perante Deus. Para além de ser o nosso Mestre, o nosso Senhor Jesus é também o nosso modelo de temor ao Pai Celeste porque Ele nunca pecou e na sua boca nunca se achou nenhuma espécie de engano.
 
Como somos humanos, somos sujeitos ao pecado e por isso devemos ser prudentes para não cairmos em situações que nos levem ao pecado. A pratica do temor a Deus é uma atitude prudente, que nos ajuda a percecionar e a julgar a realidade a nossa volta corretamente. O salmista diz-nos isso no versículo seguinte: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanece para sempre.” Sl 111:10.
 
A pratica do temor a Deus tem várias vantagens para a nossa vida e a principal vantagem é o fato de nos ajudar a caminhar rumo a Pátria Celestial. Outra vantagem é que ao temermos a Deus conseguimos mais facilmente seguir os passos do Senhor Jesus que é totalmente Santo. Por isso devemos pedir ao Espírito Santo que nos encha do seu Espírito de Conhecimento de temor a Deus para podermos viver vidas agradáveis a Deus.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Chamados para ser santos

A Bíblia mostra que, quando Deus chama um homem, não o chama apenas para a salvação mas, também para a santidade. Por isso todos os cristãos, a cada dia, são chamados, por parte do Senhor Jesus para serem santos. O apóstolo Paulo afirma-o claramente no versículo seguinte: "A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para ser santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo". Rm 1:7. 
 
O nosso Senhor Jesus, é Deus e é totalmente Santo, pois nele não existe nenhum tipo de maldade ou impureza. O reino do nosso Senhor é um reino de Luz, onde a maldade, o pecado já não dominam. Por isso quando o cristão é chamado a salvação recebe também o convite para ser santo, de forma a relacionar-se de forma progressivamente mais íntima com o Senhor Jesus.  
 
O nosso Mestre apesar de amar o pecador não suporta o pecado e por isso quando O aceitamos como Senhor e salvador das nossas vida, já não podemos conduzir-nos pelas paixões que existiam antes da nossa conversão. Pelo contrário, devemos conduzir-nos pelos ensinamentos do nosso Mestre e seguir os seus passos, de forma a que, da mesma forma como Ele é santo, possamos também tornar-nos santos em todo os nossos procedimentos. 
 
É precisamente este o conselho do apóstolo Pedro na sua primeira carta como podemos ver a seguir: "Como filhos da obediência, não vos moldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo." 1Pe 1:14-16. 
 
Por este mesmo motivo O Espírito Santo através da carta de Paulo aos romanos aconselha-nos a não deixarmos o pecado reinar no nosso corpo, de maneira tal que ainda obedeçamos as paixões da carne; muito menos devemos oferecer o nosso corpo como instrumento de iniquidade para servir ao reino das trevas (Rm 6:12-13). 
 
No mesmo texto O Espírito Santo avisa-nos de que aquele a quem obedecemos como servos, é esse de quem somos servos. Portanto ou fazemo-nos servos de Deus e obedecemos apenas a sua vontade, ou fazemo-nos servos do reino das trevas obedecendo as concupiscências da carne e andando em pecado. Vemos estas palavras do apóstolo Paulo no versículo seguinte: "Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?" Rm 6:16. 
 
Como servos de um dos reinos, das trevas ou de Deus, podemos ter um padrão característico de comportamentos internos e externos. Por isso, quando o homem deseja tornar-se progressivamente mais santo e aproximar-se também progressivamente de Jesus Cristo, deve praticar cada vez mais as obras do reino celestial e despojar-se progressivamente mais das coisas do reino das trevas. 
 
Para aproximar-nos cada vez mais do nosso Senhor Jesus, devemos portanto, fazer as obras que o Senhor nos recomendou, bem como tudo aquilo que envolve a nossa vida, com humildade, bondade, benignidade, misericórdia, paciência e sobretudo perdoando sempre as ofensas cometidas contra nós.  
 
Enquanto caminhamos nesta vida temos comunhão com o Senhor Jesus através do seu Santo Espírito, que habita em nós; e para agrada-Lo devemos evitar todas as obras das trevas, que entristecem o Espírito Santo e O afasta de nós. Por isso devemos evitar toda a amargura, e cólera, e ira, e blasfémias, bem como toda a malícia e obras feitas por maldade.  
 
O apóstolo Paulo diz-nos isto na sua carta aos efésios: "E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para a dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfémias, e bem assim toda malícia." Ef 4:30-31. Ao evitar-mos essas atitudes do reino das trevas também progredimos em santidade. 
 
Em resumo, em tudo o que fizermos, seja em pensamento ou em ações devemos fazê-lo de forma a glorificar a Deus, ou seja, segundo os princípios do reino celestial, que são as ordens dadas pelo Senhor Jesus Cristo. Foi este o importante conselho dado pelo apóstolo Paulo aos coríntios na sua primeira carta: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus." 1Co 10:31.