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sábado, 14 de setembro de 2019

Acima de tudo


A Bíblia ensina-nos que prioridades devemos dar a nossa vida, e ajuda-nos colocar cada área da nossa vida numa hierarquia de prioridades que agrade a Deus. Hoje em dia o cristão tem o desafio de conciliar a sua vida espiritual, com a sua vida profissional, familiar, e outras coisas determinantes na nossa vida. Deus través da sua Palavra diz-nos que devemos colocar acima de tudo a nossa vida espiritual.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus diz-nos através dos evangelhos que devemos colocar a nossa vida espiritual acima de tudo na nossa vida, buscando em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” Mt 6:33.

O Reino de Deus é regido por regras diferentes das que encontramos no mundo, e a figura central do Reino de Deus é Jesus Cristo e a sua vontade. Por isso, ao buscarmos o Reino de Deus buscamos a Jesus Cristo e ao Pai Celeste, e colocamos como prioridade a sua vontade. A obediência a vontade do Pai Celeste é um dos requisitos para após a nossa morte termos lugar no reino de Deus, como vemos no versículo a seguir: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Mt 7:21.

Ao longo do seu dia a dia, o cristão tem, portanto, como prioridade obedecer a vontade do Pai, em todas as áreas da sua vida. Na sua obediência a Palavra de Deus, o cristão demonstra a sua obediência ao primeiro mandamento dado por Deus, que é o de amar a Deus acima de tudo. “Respondeu Jesus: O principal é: Ouve ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” Mc 12:29-30.

Enquanto o cristão se dedica em obedecer a vontade do Pai Celeste, acaba por amar ao seu próximo e por obedecer ao mandamento dado pelo Senhor Jesus. Nesse mandamento o nosso Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos que se amassem uns aos outros da mesma forma com Ele tinha os tinha amado. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34.

No amor ao Pai Celeste e ao próximo, o cristão coloca em segundo lugar os seus interesses pessoais, e coloca em primeiro lugar a justiça e o amor ensinado pelo nosso Mestre. Essa prioridade, faz com que a maior realização pessoal do cristão seja a obediência a vontade do Pai Celeste.

A alegria pela aprovação do Pai Celeste passa a ser maior do que a alegria conseguida na vida profissional, familiar, entre outras coisas. Essa satisfação pela aprovação de Deus deve motivar também ao cristão a buscar aquilo que é agradável a Deus e a ter prazer naquilo que dá alegria ao Pai Celeste. “provando sempre o que é agradável ao Senhor.” Ef 5:10.

O nosso Mestre o Senhor Jesus, como Filho de Deus, nos ensinou como deveríamos honrar a Deus, e agir como seus filhos. O nosso Mestre mostrou-nos como é glorioso ouvir do nosso Pai Celeste a sua aprovação do Pai Celeste e o convite para entrarmos no gozo eterno. Por isso como filhos e como servos que somos podemos ter a esperança de ouvir: “Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” Mt 25:23.

domingo, 30 de junho de 2019

O elo da perfeição


Ao longo do Novo Testamento O Espírito Santo utiliza as várias palavras dos apóstolos para advertir-nos a revestir-nos no nosso homem interior de várias virtudes para que possamos caminhar de forma digna da vocação cristã. As principais virtudes com que nos devemos revestir são aquelas que fazem com que o nosso carácter se assemelhe ao carácter do nosso Mestre e Senhor, Jesus Cristo.

Uma das epístolas onde vemos sobre as virtudes com que o cristão deve revestir-se é a epístola aos colossenses escrita pelo apóstolo Paulo. Nesta epístola o apóstolo Paulo dá recomendações para que o cristão possa viver unido a Jesus Cristo. Sabemos que existem coisas que separam o cristão de Jesus Cristo, e para que o cristão possa aproximar-se mais de Deus deve evitar essas coisas.

Em primeiro lugar, o cristão deve fazer morrer a sua natureza terra; ou por outras palavras deve evitar a todo custo alimentar a sua natureza terrena. O nosso velho homem é inclinado a coisas que desagradam a Deus por isso devemos fazê-lo morrer. No versículo seguir vemos o tipo de pensamentos, sentimentos e atitudes que devemos evitar: “Fazei pois morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria.” Cl 3:5

Lemos no capítulo 3 desta epístola que estes pensamentos e atitudes fazem com que Deus se sinta irado contra o cristão. Deus desagrada-se de qualquer desejo maligno que exista no pensamento do homem, bem como a impureza, nas suas manifestações interiores e exteriores. Para além das atitudes indicadas no versículo 5, o Espírito Santo, através das palavras do apóstolo Paulo, aconselha-nos a evitar também outras situações que vemos a seguir: “ Agora, porém, despojai-vos igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.” Cl 3:8

Com o novo nascimento o cristão adquire uma nova natureza interior e deve buscar a transformação da sua mente de forma que na sua vida possa refletir a imagem de Deus. Para adquirir essa nova forma de pensar o cristão precisa de pensar de forma misericordiosa, bondosa, humilde, mansa e longânima. Essa nova forma de pensar permite que o cristão possa agir também de forma misericordiosa, bondosa, humilde, mansa e longânima. O apóstolo recomenda-nos sobre a necessidade de revestir-nos com as qualidade do novo homem no versículo a seguir: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.” Cl 3:12

Para além da misericordiosa, da bondade, da humildade, da mansidão, e da longanimidade, o Espírito Santo aconselha-nos a revestir-nos com o amor, porque ele é o vínculo, a ligação com a perfeição. Vemos isso no versículo a seguir: “acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vinculo da perfeição.” Cl 3:14

O amor é a definição de Deus e os principais mandamentos que o Senhor Jesus nos deixou estão relacionados com o amor: o amor a Deus e amor ao nosso próximo. No sua primeira epístola o apóstolo João refere que Deus é amor e que, quem não ama não conhece a Deus. “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” 1Jo 4:7-8

O amor é o elemento que nos faz mais perfeitos no nossa vida cristã, para além da pratica da misericórdia, da bondade, da humildade, da mansidão e da longanimidade. Deus deseja que as nossas vidas reflitam o Deus de amor que Ele; é e que ao mesmo tempo reflitamos a carácter manso e humilde do seu Filho amado, Jesus Cristo.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

O fim desta exortação


O apóstolo Paulo foi um doa apóstolos do Senhor Jesus e teve um papel importante na difusão do evangelho. No seu trabalho evangelístico fundou várias igrejas e incentivou vários discípulos a usar o dom dado por Deus para cuidar das ovelhas de Cristo. Uma desses discípulos foi Timóteo a quem o apóstolo Paulo escreveu duas cartas.

Como pai da fé de Timóteo, o apóstolo Paulo tinha intenção de instruir a Timóteo, em vários aspetos para que pudesse orientar a Igreja de Cristo, e também conduzir-se a si próprio corretamente para alcançar a salvação que Deus lhe tinha prometido. Na primeira carta do apóstolo Paulo, no primeiro capítulo, vemos que o principal objetivo da sua carta, ou o elemento básico que Paulo gostaria que Timóteo retivesse era a necessidade de haver nele amor, que saísse de um coração puro.

Para além do amor, que saísse de um coração puro, o apóstolo Paulo desejava que Timóteo, tivesse uma boa consciência e uma fé sincera, ou por outras palavras, uma fé sem fingimento. Vemos as palavras do apóstolo Paulo a seguir: “Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de um coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia.” 1 Tm 1:5.

O nosso Senhor Jesus, deixou-nos como mandamento principal que nos amassemos uns aos outros, como vemos a seguir: “Novo mandamento vos dou. Que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34 Contudo, o amor que devemos ter pelos os que estão a nossa volta, deve sair de um coração em determinadas condições, ou seja, deve sair de um coração puro.

Um coração puro, é aquele que não possui coisas que nos afastam de Deus como inveja, ódio, amargura, etc. É importante que o coração esteja puro para que as ações de amor possam ser condizentes com aquilo que a pessoa pensa acerca dos que estão a sua volta. Um coração puro, consequentemente pensa de forma correta, sobre os assuntos do dia a dia; por outras palavras, um coração puro, pensa de acordo com os ensinos do nosso Mestre, descritos na Palavra de Deus.

Por isso, em outra carta, o apóstolo Paulo recomenda que se leve cativos os pensamentos a obediência a Palavra de Deus de forma a que o que pensarmos estejam de acordo com a Palavra de Deus. “e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo,” 2Co 10:5

Para que o objetivo de Paulo com a sua carta tivesse sucesso, Timóteo teria de ter uma boa consciência, uma correta forma de avaliar as coisas a sua volta, ou por outras palavras, um correta perceção do que é certo e do que é errado, segundo a Palavra de Deus. Ao manter um boa consciência moral, Timóteo iria evitar o caminho tomado por alguns cristãos, que ao perderem a boa consciência moral, perderam-se em contendas vãs ou desviaram-se da fé.

Para além de desejar que Timóteo, tivesse amor que saísse de um coração puro, e uma boa consciência sobre o que é certo e o que é errado para Deus, o apóstolo Paulo desejava também que Timóteo tivesse uma fé sem fingimento. É frequente as pessoas declararem ter certos princípios, mas agirem de forma contrária a esses mesmos princípios.

Essa atitude de hipocrisia, faz com que o cristão viva uma fé fingida, tentando parecer algo que não é. Por isso, em vários versículos da Bíblia o Espírito Santo aconselha-nos amar sem hipocrisia, sem fingimento. “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente,” 1Pe 1:22.

O grande objetivo de Deus e do seu Espírito Santo é trabalhar em nós para que possamos amar ao próximo como o Senhor Jesus nos ensina, sem fingimento. O amor é o que Deus deseja que haja nossos corações, mas deseja que esse amor seja praticado sem fingimento. Deus Pai é Amor e o seu Filho, ensinou-nos que deveríamos amar uns aos outros, como Ele nos amou. A prática do amor é o cumprimento de toda a lei que nos foi dada por Deus.

Por isso, no início da carta a Timóteo o apóstolo Paulo refere que o objetivo da sua carta é que existisse na vida de Timóteo amor, que saísse de um coração puro, e que Timóteo tivesse uma boa consciência, ou uma forma correta de pensar, para que tudo o que fizesse na sua vida com Deus fosse sincero ou sem fingimento.

Hoje, Deus deseja também que na vida dos cristãos haja um amor, que saia de um coração puro; que tenhamos uma consciência acerca do bem e do mal correta, e que não tenhamos uma fé fingida, ou que não vivamos a nossa fé com hipocrisia. Deus deseja transformar o nosso coração para que seja um coração amoroso; e também deseja transformar a nossa maneira de pensar para que pensemos de acordo com a Palavra de Deus.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

O reino eterno de Jesus

A história é marcada por vários impérios e reinos, que tiveram um início, um apogeu e um fim. Nestes reinos, a autoridade máxima sobre tudo o que existia era um rei. Eles governavam a nação e o povo devotava-lhes submissão total. Existe um reino eterno, onde é Deus que governa e dirige tudo. Este é o reino de Deus. Sabemos que Deus é o criador do universo e por isso dono e sustentador de tudo o que existe.

Antes que existisse a terra Deus já era Deus e pelo seu poder todas coisas foram criadas, nos céus e na terra. “Reina o Senhor. Revestiu-se de majestade; de poder se revestiu o Senhor e se cingiu. Firmou o mundo, que não vacila. Desde a antiguidade, está firme o teu trono; tu és desde a antiguidade.” Sl 93:1-2.

A base do governo de Deus é a justiça e a equidade. Deus sempre trata a todos com bondade e defende os necessitados. Todos na terra têm motivos para se alegrarem porque Deus governa a terra. “Reina o Senhor. Regozije-se a terra, alegrem-se as muitas ilhas. Nuvens e escuridão o rodeiam, justiça e juízo são a base do seu trono. Adiante dele vai um fogo que lhe consome os inimigos em redor.” Sl 97: 1-3.

Deus é cheio de majestade e glória e diante dele os povos estremecem. “Derretem-se como cera os montes, na presença do Senhor, na presença do Senhor de toda a terra. Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos veem a sua glória.” Sl 97:5-6. A glória do Senhor cobre toda a terra.

O reino de Deus é um reino baseado no amor, na equidade e na justiça e Deus deseja que todos obedeçam a sua vontade e vivam de acordo com os seus mandamentos. Por isso, Deus enviou o seu Filho, Jesus Cristo ao mundo para que pudesse transmitir a vontade de Deus aos homens e assim passassem a viver no Reino de Deus.

Jesus Cristo anunciou a chegada do reino de Deus e aconselhou os homens a arrependerem-se e a crerem no Evangelho. “Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galileia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.” Mr 1: 14-15.

O reino de Deus está entre nós e se quisermos podemos viver nele. Apenas precisamos de reconhecer que Jesus é o Senhor absoluto do céu e da terra e viver de acordo com as suas orientações. Com isto, o homem passa a ser cidadão do reino de Deus, com uma nova forma de viver, de falar e com novos objetivos.

Assim, o amor passa a motivar as ações do homem. Por um lado o amor à Deus, por gratidão de tudo o que Deus fez por nós quando deixou que o seu Filho Amado pagasse o preço dos nossos pecados. Essa gratidão, reflete-se na forma de falar e de agir. O homem deixa de lado as murmurações, e as reclamações sobre o que está a sua volta e mostra, quando fala, agradecimento a Deus pelas coisas boas que Deus lhe concede.

Anteriormente no reino das trevas, a ira e a vingança eram fomentadas; mas agora no reino de Deus, o homem abandona a ira e mostra misericórdia para com as falhas dos outros. No fundo o homem passa a amar ao seu próximo em obediência ao mandamento do Senhor Jesus: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Jo 13:34-35.

Embora o reino de Deus na terra esteja hoje nos corações das pessoas que creem e servem o Senhor Jesus, um dia o Reino de Deus será visível porque os primeiros céus e a primeira terra passarão e o Senhor Jesus reinará pelos séculos dos séculos: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.” Ap 11:15.

A maior alegria que um homem pode ter é de pertencer ao reino de Deus e gozar eternamente com Jesus no seu Reino Celestial. Por isso, devemos seguir o conselho do nosso Mestre, o Senhor Jesus, e buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, pois o Senhor nos ajudará a buscar as outras coisas que necessitamos.

domingo, 30 de setembro de 2018

Toda lei se cumpre no amor


Quando olhamos pela primeira vez nas leis e mandamentos de Deus achamos que são muitas coisas, mas na verdade os mandamentos não são muitos. Eles apenas são uma aplicação prática das várias formas como podemos mostrar amor ao próximo. Como vemos de seguida as lei têm como objetivo indicar-nos como amar a Deus e ao próximo preservando a sua integridade física, a sua reputação e os seus bens.

Por exemplo, nos versículos seguintes vemos alguns mandamentos que têm como objetivo preservar as relações entre os filhos e os seus pais, e também preservar a integridade física, a reputação das pessoas bem como preservar o casamento. “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus te dá. Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçaras a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” Ex 20:12-17.

Deus sendo amor deseja que os homens sigam o exemplo do seu Filho Jesus e vivam também na pratica do amor. Jesus Cristo viveu na terra numa relação de grande amor com Pai Celeste, visível pela sua obediência e também amando o próximo. Tudo o que o nosso Senhor Jesus fazia era motivado pela compaixão pelos outros. Esse grande amor levou a Jesus a entregar-se voluntariamente por nós na cruz do Calvário, para que os nossos pecados pudessem ser perdoados.

Por isso o Espírito Santo nos aconselha através do versículo seguinte a vivermos a nossa fé olhando firmemente para Jesus, o autor e consumador da nossa fé. “Portanto, também nós visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedeia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” Hb 12:1-2.

Jesus Cristo é o nosso Mestre e hoje está entre nós através do seu Santo Espírito para nos guiar e capacitar a fazer a sua vontade. Com a obra de Jesus Cristo já não podemos ser condenados se não cumprirmos toda a a lei de Deus, porque as nossas transgressões já estão pagas. Apenas precisamos de pedir perdão a Deus quando falhamos e buscar a capacitação do seu Espírito Santo para não pecarmos mais.

Contudo, as lei são uma forma de lembrar-nos o que Deus deseja que façamos e que tipo de comportamento desagrada ao coração de Deus. Por exemplo, Deus declarou que não deveriamos furtar, nem mentir, nem sermos falsos com o nossos próximo como vemos no versículo a seguir. “Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo; não jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus. Eu sou o Senhor. Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã.”

Apesar de a lei não servir para nos condenar, devemos a mesma obedecer ao que está escrito sobre a vontade de Deus nos nossos relacionamentos. Assim estaremos agradando a Deus com o nosso comportamento e dando espaço na nossa vida para que o seu Santo Espírito possa nos dirigir.

terça-feira, 24 de julho de 2018

A família de Deus

Ao longo do tempo que Jesus Cristo esteve a ministrar às pessoas em Israel sempre mostrou que a relação que tinha com o Pai Celeste era uma relação do tipo Pai e Filho. O nosso Senhor Jesus também nos ensinou a aproximar-nos de Deus tendo em consideração que Ele é o nosso Pai Celeste. O facto de Deus ser o nosso Pai Celeste e não apenas o nosso Deus e Criador modifica a forma como devemos nos relacionar com Ele.

A relação entre pai e filho é uma relação de amor e respeito e tudo o que se faz tem como objetivo fortalecer a relação de amizade. Por isso o nosso Mestre ensina-nos a dirigir-nos em oração a Deus como Pai Celeste. Vemos isso no versículo seguinte: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás no céus, santificado seja o teu nome;” Mt 6:9 Esta é uma forma de reconhecer que sabemos que Deus nos ama e que nos dará o que precisamos não porque nos deve alguma coisa mas porque nos ama.

Quando nos aproximamos de Deus temos de considerar também, que Ele tem outros filhos, a quem ama igualmente; e logo, uma forma que agradar a Deus é tratando bem aqueles a quem ama. Ao amarmos e honrarmos ao Senhor Jesus estamos a agradar ao Pai. Da mesma forma se amarmos aqueles que fazem parte do Corpo de Cristo também fazemos feliz o coração do Pai.

A semelhança dos relacionamentos humanos, no nosso relacionamento com o nosso Pai Celeste e com o seu Filho, não podemos apenas buscar a satisfação dos nossos interesses mas sim os interesses dos Pai e da Família de Deus “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.” Fp 2:4

Quando Jesus se deu na Cruz do Calvário por nós e depois ressuscitou ao terceiro dia, Ele passou a ser o Filho Primogénito do Pai e nós filhos de Deus por adoção. O apóstolo Paulo fala-nos sobre o plano de Deus de nos tornar semelhantes a Jesus Cristo, o primogénito de toda a igreja: “Porquanto os que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos.” Rm 8:29.

Jesus, é a cabeça da Igreja, o primogénito da família de Deus e o nosso modelo de ação. Por isso da mesma forma como Jesus não pensou apenas em si quando se entregou na Cruz do Calvário, não devemos pensar apenas nos nossos interesses, mas também nas necessidade do Corpo de Cristo. O Espírito Santo diz-nos isso no versículo a seguir: “Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para a edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim.” Rm 15:2-3

Portanto, quando pensamos também nas necessidades do corpo de Cristo estamos também a contribuir para que a vontade de Deus se cumpra na vida das pessoas à nossa volta. Então expressamos de forma prática o que dizemos na oração do Pai nosso: “venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” Mt 6:10.

O Pai Celeste planeou que o nome de Jesus Cristo fosse o nome acima de todo nome e que toda a língua confessasse que Jesus é Senhor. Contudo, o Pai Celeste não planeou que a nossa relação com Jesus fosse apenas servo/Senhor mas uma relação de amizade e amor. Por outras palavras, como nos diz o versículo a seguir, Deus chama-nos para uma comunhão com o seu Filho e também com Ele: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” 1 Co 1:9

O objetivo do Pai Celeste é através da chamada à salvação de todas as pessoas, formar uma família onde Jesus é o Senhor e o Primogénito e as pessoas salvas, filhos por adoção. Como família de Deus todas as relações devem ser permeadas de amor e as ações tornarem-se a expressão do amor.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

A revelação de Deus

Muitas vezes o homem questiona-se como terá surgido o Universo e quem é o Criador e Governador de tudo o que vemos na natureza. Por vezes o homem anseia que o Deus Criador, que está por detrás de tudo o que acontece se revele a ele. Contudo, Este milagre já aconteceu! Deus já se revelou a humanidade quando enviou o seu Filho Amado o Senhor Jesus.

Toda a essência de Deus, o seu inteiro coração foi-nos revelado através do Senhor Jesus Cristo, pois Ele é a imagem exata do ser de Deus, como diz o versículo seguinte: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criação;” Cl 1:15. Jesus Cristo representou na terra o Pai Celeste e transmitiu exatamente o que o Pai pensava.

O ensino do Senhor Jesus aos seus discípulos e a toda a multidão que se dirigia a Ele para ouvi-Lo baseava-se no que Jesus ouvia de seu Pai, como vemos a seguir: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” Jo 15:15

Assim, podemos ter a consciência de que as palavras de Jesus não vinham de si mesmo mas do Pai como nos diz o Senhor Jesus nos versículo a seguir: “Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.” Jo 14:10. A relação intima que Jesus tinha com o Pai Celeste manteve-se enquanto esteve na terra, e o Pai continuava Nele e Ele no Pai.

Naquele tempo, quem tinha o privilégio de ver a Jesus via também o Pai Celeste que se manifestava Nele. “Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto. (...)Disse-lhe Jesus: Filipe, há quanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”Jo 14:7,9.

O Pai Celeste manifestava-se através de Jesus, fazendo com que Jesus fizesse as mesmas obras que o Pai Celeste. Na noite em que Jesus celebrou a Páscoa com os seus discípulos Ele mostrou o que o Pai desejava no relacionamento dos discípulos uns com os outros. Jesus fez isso levantando-se da ceia, tirando a sua vestimenta e lavando os pés aos seus discípulos.

Depois de ter lavado os pés aos discípulos, Jesus perguntou-lhes se eles sabiam o significado que Ele lhes tinha feito e então disse-lhes: “ Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu fiz, façais vós também.” Jo 13:13-15.

Deus Pai deseja que tenhamos uma relação de amor uns para com os outros, da mesma forma como Ele tinha uma relação de amor com o Seu Filho. Jesus enquanto este na terra amou-nos da mesma forma como foi amado pelo seu Pai. “Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor;” Jo 15:9 Nós hoje, devemos amar-nos uns aos outros da mesma forma como Jesus nos amou.

O amor de Jesus mostra-nos o coração amoroso do Pai Celeste e se quisermos permanecer no amor de Jesus temos de obedecer ao mandamento do Senhor Jesus, que é amar-nos da mesma forma como Ele nos amou. “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” Jo 15:12.

O amor de Jesus é insuperável, pois não há maior demonstração de amor do que dar a vida por nós pecadores. O Pai também tem por nós um amor insuperável porque deu o seu próprio Filho para que os nossos pecados pudessem ser pagos e assim ficássemos livres da condenação eterna. Vemos assim que o Pai tem um coração amoroso e que a sua maior lei é a lei do amor. Quando colocamos em pratica a sua lei do amor, perdoamos, amparamos, socorremos e amamos ao nosso próximo e dedicamos também a nossa vida a Deus por amor.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

As vestes do novo homem

O novo homem, é aquele que nasce não da vontade da carne mas pelo poder do Espírito e passa a fazer parte do reino de Deus. Esse novo homem, passa a ser filho de Deus e pertencente ao reino da luz. Por isso, a forma de se comportar do novo homem tem de ser diferente da forma como se comportam as pessoas que vivem nas trevas. O comportamento é a parte visível do homem e deve ser agradável a Deus da mesma forma como é agradável aos homens ver alguém elegantemente vestido.

As vestes do novo homem são compreendidas por peças básicas que devem estar sempre presentes quando estamos com os outros, para que estejamoa com a dignidade devida de um filho de Deus. Estas peças são: misericórdia, bondade, humildade, mansidão, longanimidade, perdão, amor. Estas peças em conjunto tornam o cristão decente a onde quer que esteja.

Por isso o apóstolo Paulo recomenda-nos que nos revistamos dessas peças, como vemos no versículo a seguir: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós, também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.” Cl 3:12-14.

O nosso Senhor Jesus ao longo do seu ministério vestiu-se sempre de misericórdia. Ele sempre tinha misericórdia dos que sofriam por enfermidade e por exclusão social. Jesus inclusive, mostrava e profundo amor, por todos os homens que levou com que perdoasse todas as ofensas sofridas, mesmo enquanto esteve na cruz do Calvário.

Por tudo isso, o Senhor Jesus é o nosso exemplo de misericórdia a quem devemos imitar. No versículo temos um demonstração da misericórdia de Jesus Cristo. "Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes." Lc 23:34.

A bondade é fundamental no dia a dia dos cristãos, para que eles possam se assemelhar ao Pai Celeste que é bom para todos, tanto com os bons como para os maus. A bondade é a capacidade de fazer o bem aos outros; é uma atitude de amor que pode ser traduzida em gestos de ajuda, compreensão e de boas palavras perante o sofrimento e várias outras situações da vida das pessoas.

O Pai Celeste é bom e ao enviar o seu Filho Amado para pagar os nossos pecados, mostrou grande bondade para com a humanidade. A bondade de Deus é motivo para O louvarmos com toda a nossa gratidão e também para sermos bondosos para com os que estão a nossa volta, da mesma forma como Ele é bondoso connosco. O salmista diz-nos: “Aleluia! Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre.” Sl 106:1.

O nosso Mestre, enquanto esteve na terra deixou-nos exemplo de humildade, que é um elemento que deve sempre estar presente, tanto nas nossas atitudes para com os outros a nossa volta, como para com o nosso Deus. O oposto da humildade é a soberba, o orgulho que se traduzem muitas vezes por uma vontade de ser tratado como superior pelas outras pessoas.


O nosso Senhor Jesus, pelo contrário do que o mundo ensina, demonstrou como é importante ser humilde, pois Ele não se colocava em primeiro lugar, como o mais importante. Mas era aquele que sendo Deus, se fez homem e vivia para servir os outros. Na última Páscoa que o Senhor festejou com os discípulos Ele deu exemplo de como ser humilde lavando os pés aos seus discípulos.

Para além de ter lavado os pés aos discípulos o Senhor Jesus afirmou que imitassem o seu exemplo, porque o Senhor não veio para ser servido mas para servir os outros. Quem quisesse ser o maior, deveria por isso ser servo de todos, como podemos ver a seguir: “e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.” Mt 20:27-28.

A mansidão é importante, num mundo onde as pessoas estão sempre agressivas e prontas para atacar verbalmente ou por gestos. Isto porque o nosso Mestre deixou-nos a incumbência de sermos sal e luz neste mundo. A forma que temos de o ser é imitando a mansidão do Senhor Jesus.

O nosso Mestre era de fácil trato, todos podiam aproximar-se dele. Mesmo perante a oposição e agressividade dos sacerdotes o Senhor Jesus comportava-se calmamente, respondendo sabiamente aos seus opositores. Perante pessoas marginalizadas e rejeitadas o nosso Senhor mostrava-se meigo, delicado, como vemos pela forma como tratou a mulher adultera que estava na eminência de ser apedrejada.


Vemos isso nos versículos a seguir: “Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.” Jo 8:10-11.

O nosso Mestre não é apenas o nosso exemplo de misericórdia, bondade, humildade, mansidão, mas como também é o nosso exemplo de longanimidade, perdão e amor. Deus é longânimo, tardio em irar-se mostra-nos isso pela sua paciência para connosco, homens pecadores, dando-nos a cada dia a hipótese de nos arrependermos dos nossos pecados e de fazer aquilo que nos ordena.

A capacidade de perdão e de amor por nós vai muito além do que possamos alcançar levando o nosso Deus a entregar o seu Filho unigénito para que a nossa relação como Ele pudesse ser restabelecida e os nossos pecados perdoados, como nos diz o versículo seguinte: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Jo 3:16.

Se imitarmos o nosso Senhor Jesus e o Pai Celeste estaremos nos comportando de forma digna para o nosso Mestre e estaremos honrando o seu nome. As nossas vestes devem ser sempre compreendidas por: misericórdia, bondade, humildade, mansidão, longanimidade, perdão e amor. Deus é amor e deseja que amemos aos nosso próximo como a nós mesmos e para isso é necessário estas vestes.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Jesus amava constantemente


O nosso Senhor Jesus é a pessoa principal da fé cristã, aquele que é o motivo da existência da Igreja. Ao mesmo tempo é aquele que nos dá o exemplo de como devemos proceder. Jesus Cristo teve um ministério intenso, e antes de ser entregue a morte pelos nosso pecados, Ele orou pelos seus discípulos; aqueles a quem Deus Pai o tinha dado e a quem Jesus amou até ao fim.


Vemos as palavras de Jesus na sua oração ao Pai Celeste no versículo seguinte: “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra.(...) Quando eu estava com eles guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.” Jo 17:6,12.


Aqueles a quem Deus Pai tinha dado a Jesus, foram protegidos e amados até ao fim, como nos diz o versículo seguinte: “Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” Jo 13:1.


Jesus Cristo amava constantemente: aqueles que o seguiam e a todos os que se encontravam com Ele eram alvo da bondade e do favor de Jesus. Os homens têm a tendência de amarem quando lhes é conveniente, ou quando lhes é fácil, mas Jesus não! Jesus amava constantemente, independentemente das circunstâncias. Mesmo quando estava na cruz do Calvário, cheio de dores, e numa situação humilhante, Jesus não deixou de amar aqueles que estavam a sua volta.


Enquanto estava na cruz, Jesus rogou ao Pai Celeste que perdoasse aqueles que o tinham ofendido e maltratado, como nos mostra o versículo seguinte: “Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” Lc 23:34. O amor que Jesus demonstrou, foi um amor que perdoa, até as maiores ofensas.


No evangelho de Mateus vemos os ensinamentos de Jesus sobre como deveríamos amar. Jesus nos ensina que não deveríamos amar apenas aqueles que nos amam, que desejam o nosso bem, mas também aos nossos inimigos e aqueles que nos maldizem.

 
Nos versículos seguintes vemos isso: “Eu porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; (…) Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo?” Mt 5:44, 46-47.

 
Os homens têm a tendência de amar apenas quando têm a hipótese de terem o retorno desse amor, ou seja quando têm alguma vantagem. O Senhor Jesus nos ensinou que devemos segui-Lo, emita-Lo nas suas atitudes para se possamos ter um comportamento agradável ao Pai Celeste.


A nossa carne, ou velha natureza diz-nos que devemos tratar mal a quem nos trata mal, e amar a quem nos ama. A nossa velha natureza, aconselha-nos a fazer o bem quando temos vantagens, ou por outras palavras, aconselha-nos a não fazer o bem quando não ganhamos nada com essa boa atitude.


Mas, devemos negar a nossa carne, e seguir ao nosso Senhor Jesus, como nos diz o versículo seguinte: “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á: e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” Mt 16:24-26.


Devemos seguir o Senhor Jesus e amar constantemente como Ele amava, independentemente das circunstâncias em que nos encontremos, como o nosso Senhor que amou até quando estava na Cruz do Calvário. Todos os que estão a nossa volta devem ser alvos dos nossos atos de amor, da mesma forma como todos os homens são alvos do amor de Deus; porque Deus ama tanto os bons como os maus.

sábado, 16 de julho de 2016

A falta de amor de Jonas

Jonas foi um profeta de Deus, um homem usado para anunciar a necessidade de conversão dos habitantes da cidade de Nívive. Contudo, o profeta mostrou-se relutante em obedecer a Deus e ficou conhecido na história da Bíblia por ter ficado dentro do ventre de um grande peixe. Contudo, mesmo depois de obedecer a Deus, o profeta demonstrou que não compartilhava do amor que Deus sentia pelos ninivitas e que preferia que eles tivessem sido condenados.

Jonas obedeceu a Deus porque não teve escolha; depois de tentar fugir e de ver que Deus podia alcança-lo a onde quer que estivesse, Jonas curvou-se perante o poder de Deus, pediu misericórdia e por fim dispôs-se a ir a cidade de Nínive. Contudo, vemos que o fato de ter ido, não correspondeu a uma mudança de pensamento sobre os ninivitas.


Jonas continuou a achar que os ninivitas eram tão maus que não eram dignos do amor e da misericórdia de Deus. A opinião de Jonas era muito diferente da opinião de Deus que enviou a Jonas para avisar aos ninivitas que eles tinham uma má conduta e que precisavam de arrepender-se dos seus pecados e mudar de vida. Caso eles não mudassem Deus iria julgar aquela cidade.

A reação do povo desta cidade foi inesperada para Jonas, e ao invés de rejeitarem a Palavra de Deus dita pela boca de Jonas, eles lamentaram-se com prantos e jejuns pelos seus erros, e a nível nacional decidiram mudar de conduta. “E fez-se proclamar e divulgar em Nínive: Por mandado do rei e seus grandes, nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem os levem ao pasto, nem bebam água; mas sejam cobertos de pano de saco, tanto os homens como animais, e clamarão fortemente a Deus; e se converterão, cada um do seu mau caminho e da violência que há em suas mãos.” Jn 3: 7-8.

Deus vendo que eles se arrependeram dos seus pecados, por ser misericordioso, perdoou os ninivitas e não destruiu mais a cidade. Como podemos ver a seguir: “Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não fez” Jn 3: 10.

Quando Jonas soube que Deus havia perdoado os ninivitas ficou desgostado e extremamente irado e não quis mais viver. Apesar de ter proclamado que Deus tencionava destruir a cidade caso não se arrependessem, ele não estava desejando que eles se convertessem, nem pedindo a Deus que tivesse misericórdia deles como outros homens de Deus fizeram perante o pecado de uma cidade.
 
Jonas demonstrou falta de amor pela população para a qual pregou com tanto custo, pois a cidade demorava um dia a ser percorrida. Jonas não demonstrou ter um coração bondoso e misericordioso e perante a misericórdia de Deus para com um povo pecador, Jonas ficou revoltado e pediu a Deus que lhe tirasse a vida, com as seguintes palavras: “Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver.” Jn 4:3.

Devemos servir a Deus com todo o nosso coração, não só com as nossas atitudes mas também concordando com aquilo que Deus nos manda fazer. Devemos reconhecer que Deus é um Deus que sabe todas as coisas e que tem julgamentos muito mais perfeitos e retos que os dos homens e por isso aceitar a vontade de Deus e obedece-la também.

Deus, é misericordioso, e apesar de não gostar que façamos as coisas contrariados e sem concordar em nosso coração, Ele nos perdoa e da mesma forma como fez com Jonas tenta mostrar-nos o porquê do seu grande amor pelos pecadores como vemos no versículo a seguir:” e não hei de ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” Jn 4:11.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ministério


O ministério é algo que nos foi ensinado pelo Senhor Jesus, como algo executado em favor dos outros com toda a humildade e amor. Contudo, que nos últimos tempos a palavra ministério tem ganhado uma outra conotação totalmente diferente. Hoje ministério é sinónimo de estatuto e projeção social dentro das igrejas e por isso uma forma de ter poder sobre outras vidas.

Com a ideia de estatuto e projeção social então associados ao ministério uma atitude de soberba e altivez, contrárias aos ensinamentos do Mestre. O nosso Senhor Jesus ensinou e mostrou-nos como deveria ser exercido o ministério. Em todos os tempos, sempre existiu a ideia de que o maior, ou o líder era aquele que mandava e que por isso era aquele que era servido.

O nosso Mestre diz-nos que na sua Igreja, ou no seu Reino, não seria como no mundo. Por outras palavras aquele que dirigia, ou o maior era aquele que servia a todos, tomando o lugar mais humilde entre todos. Vemos isso no versículo seguinte: “Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós, pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo;” Mt 20:25-27.

O nosso Mestre inclusive demonstrou que o maior era aquele que tomava o papel de escravo e que desempenhava as funções menos honrosas como por exemplo lavar os pés, como vemos no versículos seguinte: “Ora, se eu, sendo Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Jo 13:14-16.

O nosso Senhor Jesus é a maior figura do Cristianismo, a pessoa mais importante. Contudo, apesar de ser o mais importante, o nosso Mestre tomou o papel de servo, e viveu servindo os outros, aliviando as necessidades de cura física e espiritual daqueles com quem se encontrava. O nosso Senhor Jesus diz-nos isso no versículo seguinte: “tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20:28.

A motivação do serviço do nosso Senhor aos outros era sempre o amor, pelas pessoas com quem se encontrava ou que iam até Ele pedindo socorro. A motivação do serviço deve ser como foi a do Senhor Jesus: o amor pelo próximo e não uma procura de projeção social dentro das igrejas.

Aquele que executa um ministério, ou seja, o ministro, deve ter a consciência de que ele é apenas um servo, executando um serviço pelo seu Senhor Jesus Cristo. O ministro gere os negócios do seu Senhor, e nada do que gere é seu e por isso tem de ser responsável em tudo o que faz e prestar contas ao seu Senhor. Como é apenas um servo, o ministro deve procurar fazer mais a vontade do seu Senhor Jesus do que fazer a sua vontade, inclusive no seu ministério.

O ministro ou servo ao ministrar aos outros, coloca em pratica o amor por Deus Pai e o seu amor pelos outros. O nosso Jesus preparou para aqueles que o aceitassem como Senhor e salvador das suas vidas, um caminho com a prática de boas obras, nas quais se inclui a ministração ao próximo na Igreja. O Espírito Santo deseja que os cristãos sirvam ao nosso Senhor Jesus e para que o possamos fazer O Espírito Santo reveste os cristão com o seu poder que os capacita a servir com amor e total entrega.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Deus é amor


A melhor definição que temos para o nosso Deus é o amor. Deus é amor, e tudo o que criou tanto nos céus como na terra refletem o seu imenso amor. Na Sua relação com o homem Deus também é motivado pelo amor e por isso deseja que nós no nosso relacionamento com Ele sejamos também motivados pelo amor.


O nosso Deus Pai amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigénito para que todo aquele que nele crê não sofra a morte eterna, mas tenha comunhão com Deus e a vida eterna. Podemos ver isso no versículo seguinte: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha avida eterna.” Jo 3:16.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus, ensinou aos seus discípulos a andarem em amor, a seguirem os seus mandamentos de forma a permanecerem no Seu amor como vemos a seguir: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço Jo 15:10. 
 
No conjunto, os mandamentos do Senhor Jesus traduzem o amor que devemos ter pelo nosso Deus e pelo nosso próximo. Por outras palavras, o amor não faz mal ao próximo pelo contrário, o amor, ampara, cuida, honra, perdoa e consola. Como vemos nos versículo seguinte:” O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor. Rm 13:10

O apóstolo Paulo resume as características do amor na sua primeira epístola aos coríntios, como vemos a seguir: "O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozijar-se com a verdade;” 1Co 13:4-6.

Nestes versículos vemos que o amor é benigno, ou seja, o amor de deseja o bem dos outros, e julga também com misericórdia. O amor, também não inveja, não se sente amargurado com o bem estar dos outros nem deseja o mal daqueles que estão prósperos.

Mas, o amor também não se vangloria, não se ensoberbece, ou seja, não se coloca a cima dos outros, nem se exibe de forma a parecer superior aos outros. O amor também não é inconveniente, tenta ser discreto, evitando causar embaraços.

O amor não busca apenas o seu próprios interesses porque o amor preocupa-se com os outros e tenta trazer resposta para os interesses do outros. No relacionamento com os outros o amor não se irrita, não se exaspera com os outros porque é tolerante com as falhas e as debilidades dos outros.
O amor, não se ressente do mal, porque perdoa, estende a sua misericórdia e olha para o ofensor com benignidade. O amor também não suspeita mal, porque confia no próximo e tem bons pensamentos em relação as outras pessoas.

O amor não se regozija com a injustiça, com a infelicidade na vida dos outros mas sim, regozijar-se com a verdade, com aquilo que é bom e com a felicidade dos outros. O amor é a prática de todos os mandamentos de Deus.
 
O nosso Senhor Jesus ordena-nos que amemos a Deus acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Deus deseja que vivamos para Ele, por gratidão, não só por nos ter salvo da condenação eterna, mas também porque Ele é o nosso criador e o nosso Pai. Deus deseja que como filhos, nos submetamos a Ele como demonstração de amor, que o obedeçamos, e nos deixemos conduzir por Ele a cada dia porque Ele nos ama e sabe o que é o melhor para nós.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Sede benignos uns para com os outros


O Espírito Santo diz-nos hoje através das Sagradas Escrituras que devemos ser benignos uns para com os outros. O que nós pensamos das pessoas e das coisas a nossa volta determinam o nosso comportamento. Por isso para que possamos ter relacionamentos, cheios de amor, paciência, respeito, como o nosso Senhor Jesus nos recomenda, devemos ser benignos.

A benignidade está relacionada com a capacidade de pensar bem dos outros; não só na nossa forma de julgar o comportamento dos outros, mas também, na capacidade desejar o bem aos outros. Por isso a benignidade está relacionada com os pensamentos e sentimentos que nos motivam a praticar o bem.
 
Ao pensarmos o bem dos outros e ao desejarmos o bem daqueles que estão a nossa volta é mais fácil praticar atos de bondade em favor do nosso próximo ou daqueles que estão a passar necessidade. O Espírito Santo aconselha-nos a ser benignos através da carta do apóstolo Paulo aos efésios, como vemos s seguir: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” Ef 4: 32.

Por vezes as pessoas fazem coisas que nos ofendem e que nos levam a olhar para elas com olhar acusador, com desejo de as ver a sofrer ou serem condenadas pelo que nos fizeram. Mas o nosso Senhor Jesus nos recomenda que perdoemos as ofensas cometidas contra nós; que abdiquemos do direito de ver essas pessoas punidas. Isto porque o nosso Deus perdoou as nossas faltas; perdoou o fato de sermos pecadores e nos deu a vida eterna mesmo sem merecermos.

Se fomos perdoados de uma dívida tão grande que nos tornava merecedores na morte eterna, devemos também perdoar as faltas que cometem contra nós. O nosso Senhor Jesus deseja que sejamos perdoadores da mesma forma como Ele é perdoador. Na oração do Pai nosso o nosso Senhor relembra-nos do dever de perdoar os outros, como vemos a seguir: “e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nosso devedores.” Mt 6:12.
 
Para além disso, o nosso Senhor recomenda-nos a não sermos duros nos nossos julgamentos sobre o comportamento do nosso próximo, e também recomenda-nos a não condenar ninguém nas nossas mentes. Vemos isso no seguinte versículo do evangelho segundo Lucas: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados;” Lc 6: 37.

A condenação implica a posição de juiz, uma posição mais elevada do que os outros; e muitas vezes traduz-se na aplicação de uma pena que pode ser a indiferença, o desprezo, ou outras atitudes. Como somos todos pecadores, devemos deixar o julgamento para o único que é totalmente santo e puro, ou seja, para o nosso Senhor Jesus. A condenação é algo totalmente diferente da correção que é motivada pelo amor, com o intuito de ajudar o outro a andar com Deus.
 
Nos nossos relacionamentos devemos ser benignos; devemos pensar sempre com misericórdia nas faltas que os outros cometeram contra nós ou contra uma terceira pessoa. Devemos também relembrar da Bondade e Graça de Deus que distribui dons e talentos conforme a sua bondade e por isso não devemos invejar os outros: nem os talentos que os outros possuem, nem os bens que adquiriram.
Devemos ser gratos a Deus pelos dons a talentos que Ele nos deu a nós, e às vidas que estão a nossa volta. Os pensamentos de inveja e de amargura pelo o que os outros possuem devem ser retirados das nossas mentes. Deus é bondoso e da mesma forma como pensa com benignidade acerca das nossas vidas deseja também que sejamos benignos uns com os outros.

Quando não somos benignos nos nosso pensamentos, podemos ser malignos. A malignidade, é capacidade de desejar o mal dos outros; é o ato de elaborar planos, na nossa mente, contra as outras vidas. Deus não se agrada quando pensamos mal do nosso próximo, nem quando planeamos mal contra outras pessoas, mesmo que essas pessoas sejam nossas inimigas.

Pelo contrário Deus deseja que oremos, peçamos o bem pelos que nos perseguem como nos diz o nosso Senhor Jesus no evangelho segundo São Mateus: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;” Mt 5:44. O nosso Senhor Jesus deseja que sejamos benignos com todos: tanto para com aqueles que são bons para nós como para com aqueles que são maus para nós.
 
O livro do profeta Isaías vemos que a malignidade ou iniquidade do homem se revela nos seus pensamentos contra o seu próximo: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar.” Is 55:7. Depois de aceitarmos o Senhor Jesus temos de nos relembrar que o nosso Senhor não deseja que tenhamos pensamentos malignos contra ninguém, pois muitas vezes nos esquecemos disso.
 
Deus é um Deus cheio de benignidade, que ama tanto aos bons como aos maus. O nosso Deus nos salvou, através do sangue precioso do nosso Senhor Jesus, tornou-nos seus filhos por adoção, e deseja que sejamos benignos, como Ele é benigno, para que possamos também amar a todos os que estão a nossa volta, quer sejam nosso amigos, inimigos ou estranhos.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Seguindo as pegadas do Mestre

O nosso Mestre, o Senhor Jesus é o exemplo dos crentes da caminhada cristã. Todos aqueles que aceitam Jesus como Senhor e Salvador são convidados a seguir as pegas do Mestre: a andar como Ele andou, a amar como ele amou e a pensar como Ele pensou.
 
O nosso Mestre andou sempre em amor e ensinou os seus discípulos a amarem-se uns aos outros, a amarem os seus inimigos, e amarem todos aqueles que tivessem em necessidade, como os órfãos, viúvas, estrangeiros. O apóstolo Paulo aconselha-nos a sermos imitadores de Deus, e andar em amor como Jesus Cristo nos amou:” Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” Ef 5:1-2.
O nosso Mestre em sua vida andou em pureza, pois nunca pecou. No seu coração não havia malícia, hipocrisia, inveja, desejo de vingança, ódio, pelo contrário era manso e humilde; quando era ultrajado, não ameaçava. O nosso Mestre para além de perdoar aqueles que o ultrajaram entregou-se a si mesmo para perdão dos nossos pecados, como nos diz o apóstolo Pedro na sua primeira epístola ”o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado não revidava com ultraje; quando maltratado não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente,” 1Pe 2:22-23.
Outro exemplo importante que o Mestre nos deixou foi de humildade. Mesmo sendo Deus, criador do céu e da terra, o Deus eterno, esvaziou-se da sua glória e fez-se homem, como nós, e viveu de forma humilde, como filho de um carpinteiro, e entregou-se por todos nós, através da morte mais humilhante da sua época, a morte de cruz.
O exemplo de humildade dado por Jesus Cristo é-nos descrito pelo apóstolo Paulo na sua epístola aos Filipenses ”Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo, Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte a morte de cruz.” Fp 2 5-5.
Jesus Cristo deu-nos também o exemplo de vida de oração. O nosso Mestre estava sempre em oração, falando com o Pai Celestial e ensinou aos discípulos a orarem sempre sem nuca esmorecer. ”Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade,” Hb 5:7.
O nosso Mestre também é para nós exemplo do que é padecer com paciência. Apesar de sofrer tão grande oposição o nosso Mestre nunca desistiu de obedecer a vontade do Pai, e seguiu o plano para nossa salvação até ao fim. Por isso o autor da epístola aos Hebreus aconselha-nos atentar para Jesus Cristo: ”olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” Hb 12:3.
Jesus Cristo deu-nos o exemplo de resistência a tentação pois apesar de tentado nunca cedeu a tentação. O nosso Mestre foi tentado por Satanás que utilizou as mesmas concupiscências que utilizou para tentar Adão e Eva: a concupiscência da carne, pois tentou Jesus a transforar pedras em pães para matar a sua fome (Mt 4:3-4); a soberba da vida, porque quis que o Mestre se exaltasse a si mesmo e mostrasse que era Filho de Deus, atirando-se de um pináculo (Mt 4:5-7); e a concupiscência dos olhos, mostrando ao Mestre todos os reinos do mundo e a glória deles e indicando uma maneira fácil de ser Rei: adorando-o. Contudo, o Mestre não cedeu a tentação e continuou a sua caminhada em obediência ao Pai.
Como Jesus Cristo devemos ser firmes perante as tentações e não ceder as hipóteses oferecidas pelo tentador. O diabo oferece atalhos, onde a nossa pureza ou integridade ficam manchadas e por isso devem ser rejeitados. Não se pode usar meios errados para atingir coisas certas. Nada é bom quando viola as Escrituras.