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segunda-feira, 10 de junho de 2019

O fim desta exortação


O apóstolo Paulo foi um doa apóstolos do Senhor Jesus e teve um papel importante na difusão do evangelho. No seu trabalho evangelístico fundou várias igrejas e incentivou vários discípulos a usar o dom dado por Deus para cuidar das ovelhas de Cristo. Uma desses discípulos foi Timóteo a quem o apóstolo Paulo escreveu duas cartas.

Como pai da fé de Timóteo, o apóstolo Paulo tinha intenção de instruir a Timóteo, em vários aspetos para que pudesse orientar a Igreja de Cristo, e também conduzir-se a si próprio corretamente para alcançar a salvação que Deus lhe tinha prometido. Na primeira carta do apóstolo Paulo, no primeiro capítulo, vemos que o principal objetivo da sua carta, ou o elemento básico que Paulo gostaria que Timóteo retivesse era a necessidade de haver nele amor, que saísse de um coração puro.

Para além do amor, que saísse de um coração puro, o apóstolo Paulo desejava que Timóteo, tivesse uma boa consciência e uma fé sincera, ou por outras palavras, uma fé sem fingimento. Vemos as palavras do apóstolo Paulo a seguir: “Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de um coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia.” 1 Tm 1:5.

O nosso Senhor Jesus, deixou-nos como mandamento principal que nos amassemos uns aos outros, como vemos a seguir: “Novo mandamento vos dou. Que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34 Contudo, o amor que devemos ter pelos os que estão a nossa volta, deve sair de um coração em determinadas condições, ou seja, deve sair de um coração puro.

Um coração puro, é aquele que não possui coisas que nos afastam de Deus como inveja, ódio, amargura, etc. É importante que o coração esteja puro para que as ações de amor possam ser condizentes com aquilo que a pessoa pensa acerca dos que estão a sua volta. Um coração puro, consequentemente pensa de forma correta, sobre os assuntos do dia a dia; por outras palavras, um coração puro, pensa de acordo com os ensinos do nosso Mestre, descritos na Palavra de Deus.

Por isso, em outra carta, o apóstolo Paulo recomenda que se leve cativos os pensamentos a obediência a Palavra de Deus de forma a que o que pensarmos estejam de acordo com a Palavra de Deus. “e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo,” 2Co 10:5

Para que o objetivo de Paulo com a sua carta tivesse sucesso, Timóteo teria de ter uma boa consciência, uma correta forma de avaliar as coisas a sua volta, ou por outras palavras, um correta perceção do que é certo e do que é errado, segundo a Palavra de Deus. Ao manter um boa consciência moral, Timóteo iria evitar o caminho tomado por alguns cristãos, que ao perderem a boa consciência moral, perderam-se em contendas vãs ou desviaram-se da fé.

Para além de desejar que Timóteo, tivesse amor que saísse de um coração puro, e uma boa consciência sobre o que é certo e o que é errado para Deus, o apóstolo Paulo desejava também que Timóteo tivesse uma fé sem fingimento. É frequente as pessoas declararem ter certos princípios, mas agirem de forma contrária a esses mesmos princípios.

Essa atitude de hipocrisia, faz com que o cristão viva uma fé fingida, tentando parecer algo que não é. Por isso, em vários versículos da Bíblia o Espírito Santo aconselha-nos amar sem hipocrisia, sem fingimento. “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente,” 1Pe 1:22.

O grande objetivo de Deus e do seu Espírito Santo é trabalhar em nós para que possamos amar ao próximo como o Senhor Jesus nos ensina, sem fingimento. O amor é o que Deus deseja que haja nossos corações, mas deseja que esse amor seja praticado sem fingimento. Deus Pai é Amor e o seu Filho, ensinou-nos que deveríamos amar uns aos outros, como Ele nos amou. A prática do amor é o cumprimento de toda a lei que nos foi dada por Deus.

Por isso, no início da carta a Timóteo o apóstolo Paulo refere que o objetivo da sua carta é que existisse na vida de Timóteo amor, que saísse de um coração puro, e que Timóteo tivesse uma boa consciência, ou uma forma correta de pensar, para que tudo o que fizesse na sua vida com Deus fosse sincero ou sem fingimento.

Hoje, Deus deseja também que na vida dos cristãos haja um amor, que saia de um coração puro; que tenhamos uma consciência acerca do bem e do mal correta, e que não tenhamos uma fé fingida, ou que não vivamos a nossa fé com hipocrisia. Deus deseja transformar o nosso coração para que seja um coração amoroso; e também deseja transformar a nossa maneira de pensar para que pensemos de acordo com a Palavra de Deus.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

A revelação de Deus

Muitas vezes o homem questiona-se como terá surgido o Universo e quem é o Criador e Governador de tudo o que vemos na natureza. Por vezes o homem anseia que o Deus Criador, que está por detrás de tudo o que acontece se revele a ele. Contudo, Este milagre já aconteceu! Deus já se revelou a humanidade quando enviou o seu Filho Amado o Senhor Jesus.

Toda a essência de Deus, o seu inteiro coração foi-nos revelado através do Senhor Jesus Cristo, pois Ele é a imagem exata do ser de Deus, como diz o versículo seguinte: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criação;” Cl 1:15. Jesus Cristo representou na terra o Pai Celeste e transmitiu exatamente o que o Pai pensava.

O ensino do Senhor Jesus aos seus discípulos e a toda a multidão que se dirigia a Ele para ouvi-Lo baseava-se no que Jesus ouvia de seu Pai, como vemos a seguir: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” Jo 15:15

Assim, podemos ter a consciência de que as palavras de Jesus não vinham de si mesmo mas do Pai como nos diz o Senhor Jesus nos versículo a seguir: “Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.” Jo 14:10. A relação intima que Jesus tinha com o Pai Celeste manteve-se enquanto esteve na terra, e o Pai continuava Nele e Ele no Pai.

Naquele tempo, quem tinha o privilégio de ver a Jesus via também o Pai Celeste que se manifestava Nele. “Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto. (...)Disse-lhe Jesus: Filipe, há quanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”Jo 14:7,9.

O Pai Celeste manifestava-se através de Jesus, fazendo com que Jesus fizesse as mesmas obras que o Pai Celeste. Na noite em que Jesus celebrou a Páscoa com os seus discípulos Ele mostrou o que o Pai desejava no relacionamento dos discípulos uns com os outros. Jesus fez isso levantando-se da ceia, tirando a sua vestimenta e lavando os pés aos seus discípulos.

Depois de ter lavado os pés aos discípulos, Jesus perguntou-lhes se eles sabiam o significado que Ele lhes tinha feito e então disse-lhes: “ Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu fiz, façais vós também.” Jo 13:13-15.

Deus Pai deseja que tenhamos uma relação de amor uns para com os outros, da mesma forma como Ele tinha uma relação de amor com o Seu Filho. Jesus enquanto este na terra amou-nos da mesma forma como foi amado pelo seu Pai. “Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor;” Jo 15:9 Nós hoje, devemos amar-nos uns aos outros da mesma forma como Jesus nos amou.

O amor de Jesus mostra-nos o coração amoroso do Pai Celeste e se quisermos permanecer no amor de Jesus temos de obedecer ao mandamento do Senhor Jesus, que é amar-nos da mesma forma como Ele nos amou. “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” Jo 15:12.

O amor de Jesus é insuperável, pois não há maior demonstração de amor do que dar a vida por nós pecadores. O Pai também tem por nós um amor insuperável porque deu o seu próprio Filho para que os nossos pecados pudessem ser pagos e assim ficássemos livres da condenação eterna. Vemos assim que o Pai tem um coração amoroso e que a sua maior lei é a lei do amor. Quando colocamos em pratica a sua lei do amor, perdoamos, amparamos, socorremos e amamos ao nosso próximo e dedicamos também a nossa vida a Deus por amor.

sábado, 26 de novembro de 2016

O mesmo sentir uns para com os outros


Jesus Cristo ao morrer e ressuscitar tornou possível a existência de uma só da Igreja, que nada mais é do que o corpo do próprio Senhor Jesus Cristo. Como corpo de Cristo, todos os cristãos formam a Igreja eleita que o Senhor virá buscar um dia. Por isso em cada congregação é importante a vivência como Corpo; e é importante que em cada coração haja o mesmo sentir uns para com os outros.

O apóstolo Paulo afirma ainda hoje para a Igreja de Jesus Cristo: “Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir uns para com os outros, segundo Cristo Jesus.” Rm 15:5. Esse desejo é o desejo do Espírito Santo para a Igreja de Cristo, para que possa haver unidade.

O mesmo sentir uns para com os outros é importante para que haja concordância e harmonia. Cada cristão deve amar, respeitar e desejar o bem aos seus irmãos e esse sentimento deve ser recíproco no meio da Igreja para que todos possam lutar uns pelos outros e crescer em conjunto.

Na Igreja primitiva, essa unidade era notória, e o discípulos ficaram conhecidos pelo amor que tinham uns pelos outros, como o próprio Senhor Jesus dissera. Todos os que criam em Jesus eram um coração e alma. O amor que sentiam uns pelos outros levava-os a partilhar tudo o que tinham de forma que não havia necessitados entre eles.

Podemos ver no versículo seguinte o que Jesus disse sobre o fato de os discípulos serem conhecidos pelo amor que tivessem uns aos outros. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Jo 13:34. Em atos vemos como os cristãos eram uma só alma e um só coração. “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo porém, lhes era comum.” At 4:32.

Da mesma forma que os cristãos da Igreja primitiva é importante que todos dentro de uma congregação desejem o bem dos seus irmãos, não só a nível espiritual mas também a nível físico e material. Esse sentimento é importante para que possam ajudar os irmãos de coração, sem falsidade ou hipocrisia. É também importante para que as nossas orações pelos nossos irmãos estejam em concordância sobre o que pensamos e desejamos para eles.

Deus deseja que nós cresçamos em maturidade espiritual com todos os nossos irmãos, mas como vivemos ainda na terra precisamos também de outras coisas como crescer na nossa vida material e a nível da saúde. Para podermos crescer plenamente como cristãos temos de ter um amor fraterno sincero uns pelos outros, para assim ajudar-nos uns aos outros a crescer, suportando-nos uns aos outros e considerar-nos uns aos outros.

Devido a grande importância de nos amarmos uns aos outros o nosso Senhor Jesus deixou-nos como mandamento que nos amássemos uns aos outros como Ele próprio nos amou. Vemos esse mandamento do Senhor Jesus no versículo seguinte: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei.” Jo 15:12. O nosso Senhor nos amou de tal forma que deu-se para que tivéssemos a vida eterna.

Para que possamos viver um relacionamento cristão uns com os outros temos de ter o mesmo sentimento de amor uns para com os outros, porque é impossível haver a unidade que o Espírito Santo deseja se uns amarem os outros e outros pelo contrário odiarem. O apóstolo Pedro diz-nos que o objetivo da purificação da nossa alma e da obediência à verdade é um amor fraternal não fingido pelos nossos irmãos.

Podemos ver as palavras do apóstolo Pedro no versículo seguinte: “Tendo purificado a vossa alma, pela obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente, pois fostes regenerado não de semente corruptível mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.” 1Pe 1:22-23.

A unidade em coração e alma que o Espírito Santo deseja que vivamos em cada congregação requer o mesmo sentimento de amor uns pelos outros. Isto para que possamos ajudar-nos uns aos outros, intercedermos em oração uns pelos outros e assim,  todos crescermos juntos. O próprio Espírito Santo dá a cada cristão amor fraternal pelos outros e por isso podemos clamar ao Espírito Santo para que Ele opere o seu amor em nós.