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domingo, 1 de outubro de 2017

O fundamento dos apóstolos

A Igreja de Cristo foi edificada desde o primeiro século sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas. Esse fundamento é o que sustenta a Igreja e permite que ela cresça em número e em maturidade. Para que hoje possa continuar a haver crescimento da Igreja em todo o mundo é necessário que esses fundamentos se mantenham.


Na epístola de Paulo aos efésios vemos a importância da edificação da Igreja sobre esse fundamento. “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra fundamental.” Ef 2:20. A Igreja apenas existe porque está solidamente fundamentada.

Ao longo do Novo Testamento vemos que todos os apóstolos proclamaram que o Messias que Israel espera para a salvação do mundo já tinha chegado na pessoa de Jesus Cristo. Todos aqueles que creem em seu nome, têm o perdão dos seus pecados e a salvação das suas almas. Eles proclamavam também que Jesus Cristo tinha sido morto, como um cordeiro, numa cruz do Calvário mas que ressuscitou ao terceiro dia, vencendo a morte e o inferno, e desde então está assentado a destra de Deus Pai, como o Rei dos reis e Senhor dos Senhores.


Este é o fundamento no qual Paulo edificou as igrejas que fundou ao longo das suas viagens missionárias. Vemos isso a seguir: “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.” 1Co 3:10-11.


O fundamento da Igreja é a pessoa da Cristo e tudo o que Ele fez por nós para que hoje pudéssemos ser salvos e membros de um só corpo. O seu nome é o essencial na pregação e ensino nas Igrejas em todo o mundo. Não se pode pregar outro nome, outro assunto, com risco de desviar perigosamente a mensagem central do evangelho.


No livro de Atos, Pedro proclamou cheio de ousadia, o nome do Senhor Jesus, e afirmou que não há salvação em outro nome para além de Jesus Cristo, e por isso é sobre Ele que as pessoas devem meditar, e é a Ele que as pessoas devem buscar conhecer. “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” At 4:11.
 
Os profetas, inspirados pelo Espírito Santo, anunciaram o envio a terra pelo Pai Celeste, do Messias, a pedra fundamental aprovada, no qual quem cresse estaria seguro. “Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já aprovada, pedra preciosa, angular solidamente assentada; aquele que nele crer não foge.” Is 28:16.

Tudo o que fazemos no nosso dia a dia, e também as atividades nas igrejas, deve estar fundamentado sobre essa verdade, que Jesus veio a terra para se dar por nós pecadores, para que os nossos pecados fossem perdoados, e para que fizéssemos parte do reino Celestial.
 
Por gratidão e amor louvamos o nome de Cristo nas Igrejas e no nosso dia a dia. Por confiança no seu poder salvador, e no seu amor, oramos a Deus, pedindo socorro para as nossa dificuldades e para as dificuldades dos outros. Por consciência do grande tesouro que é a salvação, homens e mulheres dedicam-se a pregação, nas suas igrejas ou em locais distantes.

Por temor ao nome do Senhor somos advertidos a fugirmos do pecado e a buscarmos o que é agradável a Deus, cumprindo o mandamentos do Senhor Jesus e ouvindo a voz do Espírito Santo. Por causa da salvação que Jesus nos deu, povos de todas as raças língua e nações fazem hoje parte de um só corpo e podem ter comunhão entre si.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

A Igreja


A Igreja de Cristo a uma realidade extraordinariamente maravilhosa. Ela inclui todos aqueles que creem em Jesus Cristo e o aceitaram como Senhor e Salvador da suas vidas, independentemente da língua, nação e raça. Todos os cristão são um só corpo e têm maravilhosos privilégios, entre os quais o acesso a comunhão com Deus Pai e uma morada no reino Celestial.
 
Jesus Cristo depois de morrer e ressuscitar recomendou aos discípulos que aguardassem em Jerusalém a descida do Espírito Santo, para que fossem revestidos de poder, como vemos a seguir: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.” Lc 24:49. No dia de Pentecostes, a promessa do derramamento do Espírito Santo foi cumprida e assim nasceu a Igreja.

 
Hoje, os cristãos ainda têm o privilégio de se reunirem para adorar juntos a Deus e terem comunhão uns com os outros. Esse espírito de comunhão era muito grande na Igreja Primitiva, e deve se imitado pelos cristãos hoje. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.” At 2:42-45.

 
 
A Igreja como corpo de Cristo é a representação do Senhor Jesus na terra, dos seus princípios e do seu amor que marcou todos os seus atos enquanto esteve na terra. Por isso, a Igreja tem como função adorar a Deus Pai de forma coletiva. Na adoração a Igreja reverência e louva a Deus pelo o que Ele é, e pelo que Ele faz através do Senhor Jesus.

O salmista declarava no salmo 95 a necessidade de os remidos do Senhor louvarem a Deus com júbilo, porque Ele é a Rocha da nossa salvação a quem devemos honrar com ações de graças. “Vinde, cantemos ao Senhor, com Júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação. Saiamos ao seu encontro com ações de graças, vitoriemo-lo com salmos” Sl 95:1-3.

Como organismo vivo que é o Corpo de Cristo a Igreja precisa de crescer em conhecimento sobre Deus e sobre o seu amor. Deus providencia o crescimento da Igreja através do Espírito Santo que dirige e capacita homens e mulheres na Igreja para ensinar os cristãos de forma a que a Igreja seja edificada.
 
O apóstolo Paulo refere-se a dádiva de Deus de várias pessoas com diferentes papeis, que contribuem para que a Igreja seja edificada e cresça. “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vista ao aperfeiçoamento dos santos para desempenho do seu serviço, para edificação do corpo de Cristo.” Ef 4:11-12.

 
O ensino é de grande importância para o crescimento do Igreja e o nosso Mestre, o Senhor Jesus, recomendou com os apóstolos fossem por todo o mundo e fizessem discípulos de todo o mundo, batizando-os e então ensinassem aos novos discípulos a obedecer ou guardar todas as coisas que o Senhor Jesus nos ordenou. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século." Mt 28:19-20.

 
Os homens de depois de aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador das suas vidas carecem de conhecimento sobre a vontade de Deus, sobre o que agrada ou não ao nosso Deus. A Igreja tem como função oferecer esse conhecimento aos discípulos para que possam crescer espiritualmente e atingir graus sucessivamente maiores de maturidade espiritual.
 
Deus Pai, deu a Igreja como exemplo e modelo de conduta o seu Filho Amado, o Senhor Jesus. Por isso, a Igreja tem como dever crescer tendo como modelo o Senhor Jesus, até atingir a plenitude, como vemos no versículo a seguir: “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” Ef 4:13.

Para além de ter como função edificar-se a si mesma a Igreja tem como função no mundo, anunciar a Jesus Cristo as pessoas que não o conhecem pelo mundo fora. Jesus deu a Igreja a ordem de anunciar o seu Nome através da Grande comissão. O reconhecimento de que a salvação foi concedida pela Graça de Deus, pois o homem é imerecedor  do amor de Deus, deve levar a Igreja a proclamar a salvação que há em Jesus Cristo.
 
A Igreja é ao mesmo tempo um organismo vivo e um representante de Jesus na terra. Como um organismo a Igreja tem o privilégio de crescer em conhecimento sobre o amor de Jesus Cristo e assemelhar-se gradativamente em maturidade ao Senhor Jesus. Como representante de Jesus na terra, a Igreja deve imitar tudo o que Senhor Jesus fazia, inclusive imitar o grande amor e obediência que Jesus tinha ao Pai Celeste e amar o mundo carente da Graça de Deus na mesma forma como o Mestre amou.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Quem é o Espírito Santo?


O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade e foi enviado ao mundo desde que Jesus morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus, mais exatamente no dia de Pentecostes. O Espírito Santo substitui Jesus na Igreja, pois está pessoalmente na terra, dentro de cada cristão. Assim o Espírito Santo é o administrador e dirigente da Igreja.


O Espírito Santo, é Deus, e por isso é eterno, onipresente, onisciente, e onipotente. Ele é uma pessoa, como o Senhor Jesus e por isso sente emoções, ama a humanidade na mesma forma que o Senhor Jesus, e comunica-se connosco. Para além disso, o Espírito Santo pensa, toma decisões e orienta os crentes a nível dos assuntos da Igreja e a também a nível pessoal para obedecermos a grande comissão de Jesus e a todos os ensinamentos que o nosso Mestre nos deu.


Ao longo do livro de Atos vemos que, foi o Espírito Santo quem dirigiu e capacitou os cristãos a anunciar o evangelho. Vemos que foi o Espírito Santo quem decidiu sobre a primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé, e ordenou a Igreja que separasse a Paulo a Barnabé para fazerem a obra a que tinham sido chamados a fazer.


Vemos isso no versículo seguinte: “E servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram.” At 13:2-3. Ainda hoje, o Espírito Santo deseja orientar a Igreja sobre a obediência a grande comissão do Senhor Jesus; apenas é necessário dar o espaço necessário ao Espírito Santo, através da nossa obediência.

 
Nas questões relacionadas sobre a obediência ou não da lei de Moisés pelos gentios convertidos ao cristianismo, o Espírito Santo orientou a Igreja sobre que medidas deviam ser impostas ao gentios, com vista a santificação deles. Nos versículos a seguir vemos a decisão do Espírito Santo, nesta questão: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas, destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde.” At 15: 28-29.

 
O Espírito Santo também dirige os cristãos sobre que locais devem ir pregar o evangelho, e a quem devem falar. No livro de Atos vemos também, como Filipe, um diácono da Igreja primitiva, depois de fugir de Jerusalém por causa da perseguição, foi ordenado por um anjo do Senhor a sair de Samaria e a ir, para o caminho que desce de Jerusalém para Gaza.


Filipe obedeceu a ordem dada por Deus através do anjo, e levantou-se e foi ao caminho que desce de Jerusalém a Gaza. Filipe dispôs-se e percorreu a distância necessária para estar no lugar indicado por Deus. A Bíblia não nos diz quanto tempo Filipe demorou de Samaria a referida estrada, mas provavelmente teve de caminhar bastante, debaixo do Sol exposto ao calor.

 
A obediência de Filipe abriu portas para que fosse orientado pelo Espírito Santo, e ao ver o carro por onde ia o alto oficial de Candace, o Espírito Santo orientou-lhe sobre o que deveria fazer, como vemos a seguir: “Então disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o.” At 8:29. O Espírito Santo já conhecia o alto oficial de Candace, do seu amor a Deus e escolheu e Filipe para anunciar o nome de Jesus.

Filipe depois de anunciar o nome de Jesus ao alto oficial de Candace e de batiza-lo viveu uma experiência que poucos da Bíblia tiveram a oportunidade de viver: foi arrebatado, e achou-se depois em Azoto, passando a evangelizar todas as cidades até chegar a Cesareia.

 
Vemos então, que o Espírito Santo para além de dirigir a Igreja na sua missão evangelizadora, também dirige pessoalmente cada cristão. Ele é o nosso Mestre, e é Ele que revela a Palavra de Deus aos cristãos, e os capacita a cumpri-la. Mas para isso tempos de honrar o Espírito Santo, ter em conta que Ele é uma pessoa e como tal desagrada-se de certas coisas, sobretudo do pecado, da maldade e do egoísmo. Devemos honra-lo e obedecê-lo para que Ele possa orientar-nos e encher-nos com a sua presença.

domingo, 1 de novembro de 2015

O Espírito da Graça

O nosso Senhor Jesus veio ao mundo cheio de graça e de verdade e por sua maravilhosa graça ofereceu a salvação a todos os que desejam recebe-la. O nosso Senhor Jesus ao voltar para o Pai prometeu que enviaria aos discípulos o Espírito Santo para que testemunhassem a salvação e o poder que existe no Cordeiro de Deus.
Jesus Cristo cumpriu a sua promessa e enviou sobre os discípulos o seu Espírito Santo no dia de Pentecostes. Com os Espírito Santo, os discípulos puderem seguir os passos do Senhor Jesus e fazer os mesmos prodígios que o Senhor realizara.
Tudo o que os discípulos fizeram, mais concretamente o seu testemunho e realização de sinais era pela graça de Jesus e essa graça atuava neles através do Espírito Santo, o Espírito da Graça.
O apóstolo Pedro sofreu uma grande transformação depois de receber o Espírito Santo, pois quando Jesus Cristo foi preso, Pedro temeu pela sua vida e para além de seguir Jesus de longe negou que conhecesse o Mestre (Lc 22:54-62). Contudo, depois de receber o Espírito Santo Pedro mesmo sobre a ameaça de ser espancado continuou a pregar o nome de Jesus.
Podemos ver isso nos atos dos apóstolos; depois de ser ameaçados, Pedro e João contaram aos restantes apóstolos a forma como foram ameaçados e oraram a Deus pedindo ousadia para pregar o nome de Jesus, como podemos ver nos seguintes versículos: “agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do nome do teu Servo Jesus. At 4:29-30.
Avida cristã só é possível graças ao Espírito Santo. É pela ação do Espírito Santo que o homem se convence dos seus pecados e na necessidade da salvação. Sem a ação do Espírito Santo ninguém é convencido do pecado da justiça e do juízo. E é também o Espírito Santo que capacita o homem a entender a Palavra de Deus e a pô-la em prática.
Por isso quando Deus concebeu o plano da salvação do homem, planeou derramar o seu Espírito Santo para que o homem pudesse viver de uma forma totalmente contrária a tendência pecaminosa do homem, através do seguimento dos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo, o nosso Mestre e Pastor.
Deus declarou através do profeta Zacarias que derramaria o Espírito da Graça, que permitiria que o povo de Jerusalém comtemplasse, a Jesus Cristo, aquele a quem o povo de Jerusalém tinha trespassado. “E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem trespassaram; pranteá-lo-ão como que pranteia por um unigénito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogénito” Zc 12: 10.
Essa promessa foi cumprida e Deus derramou, sobre todos aqueles que creem no Senhor Jesus e que O aceitam como Senhor e Salvador das suas vidas, o Espírito Santo. É através do Espírito Santo que a graça de Deus opera nas Igreja, concedendo a capacidade de reconhecer a necessidade de salvação e também a capacidade para seguir os ensinamentos do Mestre. O Espírito Santo é o Espírito da Graça.

sábado, 10 de outubro de 2015

Jesus, a pedra angular

 
O salmista Davi profetizou o aparecimento à terra de um Messias que seria a pedra angular, a pedra aprovada, preciosa e solidamente assentada  da Igreja (Sl 118:22). Essa pedra seria a pedra angular, a pedra de esquina, que teria como papel alinhar toda a construção da Igreja. O profeta Isaías profetizou também o aparecimento da pedra angular da Igreja, ou seja, do nosso Senhor Jesus.
O profeta Isaías usa as palavras: “Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada; aquele que crer não foge.” Is 28:16. Jesus Cristo é a pedra angular da Igreja, aquele que pelo seu sacrifício permite a entrada dos homens no reino de Deus e que pelo seu exemplo e também pelo seu Espírito, alinha a vida dos crentes, permitindo que a Igreja cresça em número e em maturidade em direção a sua própria imagem.
Jesus Cristo é a pedra angular provada por Deus, pela sua vida na terra, pela santidade com que viveu mesmo quando tentado; e é precioso por ter salvado toda a humanidade com o seu sacrifício vicário. Aqueles que creem em Jesus Cristo não fogem do seu Senhor. Pelo contrário são atraídos pelo Senhor e o seguem, como ovelhas ao seu pastor.
Os cristãos são pedras vivas deste santuário que é a Igreja, e são ajuntados e firmados no fundamento dos profetas e dos apóstolos; e juntos, são um templo, uma casa espiritual para serem, ao mesmo tempo, sacerdócio santo, a fim de oferecerem sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.
O apóstolo Pedro utiliza o nome, pedra angular para referir-se de Jesus Cristo e chama os cristãos de pedras que vivem nos seguintes versículos: “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.” 1Pe 2:4-5.
O povo de Deus, os cristãos são, portanto, um edifício, as pedras de um santuário, cuja a pedra angular, a pedra principal é o nosso Senhor Jesus Cristo. Apesar de rejeitado pelos homens da sua época, Jesus Cristo foi aprovado por Deus, para ser o Cordeiro de Deus e para julgar toda a humanidade. Jesus Cristo mostrou na terra através de prodígios, milagres e da sua ressurreição, que era o Messias que iria reinar eternamente. “A pedra que os construtores rejeitaram essa veio a ser a principal pedra, angular;” Sl 118:22.
Os cristãos por fazerem parte do mesmo edifício que Jesus Cristo, a pedra angular, têm de ter as mesmas qualidades que a pedra principal, para que o edifício esteja sempre adequado a oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus. Por isso os cristãos devem viver em santidade, por outras palavras de uma maneira distinta da maneira do mundo viver.
O apóstolo Pedro refere: “ Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” 1Pe 2:9. Se fomos chamados para a maravilhosa luz de nosso Senhor Jesus já não podemos ser participantes com as obras das trevas.
Por isso o apóstolo Paulo questiona, no versículo a seguir, se pode haver alguma sociedade entre a justiça e a iniquidade ou que comunhão pode haver entre a luz e as trevas. O apóstolo questiona ainda se pode haver alguma harmonia entre Cristo e o Maligno, que são de reinos opostos. “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” 2Co 6:14-15. Por isso os crentes devem, viver de forma diferente do mundo, como cidadãos do reino da luz, para serem semelhantes a Jesus, a pedra angular da Igreja.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Rio da vida: águas que salvam e purificam

No livro do profeta Ezequiel é representado o fluir do Espírito Santo como um rio que sai do limiar do templo de Jerusalém. Este livro descreve que profeta Ezequiel foi levado em espírito a porta do templo e viu águas correndo do lado direito do templo.
 
O mensageiro de Deus, depois de medir as águas, fez Ezequiel passar por elas e estas davam a Ezequiel pelos tornozelos. Novamente o mensageiro de Deus mediu as águas, desta vez numa profundidade maior, com mais mil côvados que as águas anteriores, e fez Ezequiel passar pelas águas, e elas lhe davam pelos joelhos.
Depois de medir uma zona de água mais profunda, com mais mil côvados, o profeta foi convidado a passar pelas águas, e estas davam-lhe pelos lombos. O mensageiro de Deus mediu águas com mais mil côvados que as águas anteriores e o profeta já não podia atravessa-las mas sim nadar, porque as águas eram um rio (Ez 47:1-5) e submergiam-no.
Esse rio é o Espírito Santo que flui do Pai e foi permitida pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Aqueles que creem em Jesus como Senhor e Salvador das suas vidas são o templo do Espírito Santo, que faz morada neles no momento da conversão.
O nosso Mestre afirmou que aquele que Nele cresse, do seu interior fluiriam rios de águas vivas, ou seja, do seu interior fluiria o Espírito Santo a todas as vidas que estivessem em seu redor “Quem crer em mim, como diz as Escrituras, do seu interior fluirão rios de água viva” Jo 7: 38.
Quando o crente vive em obediência a Palavra e não entristece o Espírito Santo, que vive em seu interior, com amarguras, iras, malícia, ou ódio (Ef 4:30-31), o Espírito Santo, pode fluir do seu interior como rio de água viva para alcançar todos os tipos de pessoas, como é o plano de Deus.
Por outro lado, quando o crente aceita Jesus com Senhor e Salvador, e inicia a sua caminhada ele experimenta o fluir do Espírito Santo, da mesma forma como Ezequiel atravessou o rio e as águas molham os tornozelos. A medida que o crente vai caminhando com Jesus, obedecendo ao Mestre ele vai sucessivamente ser envolvido pelo fluir do Espírito Santo e viver experiências mais profundas.
Assim o crente vais experimentando mais do Espírito Santo como Ezequiel que andava nas águas e estas chegavam-lhe, aos joelhos e depois aos lombos e depois experimentou ficar totalmente submerso, só sendo possível mover-se nas águas a nado.
 
Na última fase, em que o crente move-se nas águas do Espírito Santo a nado, o crente é totalmente dominado pelo Espírito Santo e o seu próprio eu é menos visível, devido a submersão da sua carne pelo poder do Espírito Santo.
A vontade do nosso Deus é que o Espírito Santo possa fluir em cada vida da Igreja para converter almas, curar corações feridos e chegar a todas as almas sedentas de Jesus, como é descrito no livro de Ezequiel: “ Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem até a campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis. Toda a criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe esse rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá a onde quer que passe esse rio.”Ez 47: 8-9.
Cada vida que faz parte da Igreja deve lutar para não entristecer o Espírito Santo; deve lutar para ser benigno e compassivo, perdoando ao seu próximo como Jesus nos perdoou. Isto para que o Espírito Santo possa fluir das nossas vidas para curar os corações feridos e dar vida eterna aqueles que não conhecem Jesus Cristo.