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sábado, 14 de setembro de 2019

Acima de tudo


A Bíblia ensina-nos que prioridades devemos dar a nossa vida, e ajuda-nos colocar cada área da nossa vida numa hierarquia de prioridades que agrade a Deus. Hoje em dia o cristão tem o desafio de conciliar a sua vida espiritual, com a sua vida profissional, familiar, e outras coisas determinantes na nossa vida. Deus través da sua Palavra diz-nos que devemos colocar acima de tudo a nossa vida espiritual.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus diz-nos através dos evangelhos que devemos colocar a nossa vida espiritual acima de tudo na nossa vida, buscando em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” Mt 6:33.

O Reino de Deus é regido por regras diferentes das que encontramos no mundo, e a figura central do Reino de Deus é Jesus Cristo e a sua vontade. Por isso, ao buscarmos o Reino de Deus buscamos a Jesus Cristo e ao Pai Celeste, e colocamos como prioridade a sua vontade. A obediência a vontade do Pai Celeste é um dos requisitos para após a nossa morte termos lugar no reino de Deus, como vemos no versículo a seguir: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Mt 7:21.

Ao longo do seu dia a dia, o cristão tem, portanto, como prioridade obedecer a vontade do Pai, em todas as áreas da sua vida. Na sua obediência a Palavra de Deus, o cristão demonstra a sua obediência ao primeiro mandamento dado por Deus, que é o de amar a Deus acima de tudo. “Respondeu Jesus: O principal é: Ouve ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” Mc 12:29-30.

Enquanto o cristão se dedica em obedecer a vontade do Pai Celeste, acaba por amar ao seu próximo e por obedecer ao mandamento dado pelo Senhor Jesus. Nesse mandamento o nosso Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos que se amassem uns aos outros da mesma forma com Ele tinha os tinha amado. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34.

No amor ao Pai Celeste e ao próximo, o cristão coloca em segundo lugar os seus interesses pessoais, e coloca em primeiro lugar a justiça e o amor ensinado pelo nosso Mestre. Essa prioridade, faz com que a maior realização pessoal do cristão seja a obediência a vontade do Pai Celeste.

A alegria pela aprovação do Pai Celeste passa a ser maior do que a alegria conseguida na vida profissional, familiar, entre outras coisas. Essa satisfação pela aprovação de Deus deve motivar também ao cristão a buscar aquilo que é agradável a Deus e a ter prazer naquilo que dá alegria ao Pai Celeste. “provando sempre o que é agradável ao Senhor.” Ef 5:10.

O nosso Mestre o Senhor Jesus, como Filho de Deus, nos ensinou como deveríamos honrar a Deus, e agir como seus filhos. O nosso Mestre mostrou-nos como é glorioso ouvir do nosso Pai Celeste a sua aprovação do Pai Celeste e o convite para entrarmos no gozo eterno. Por isso como filhos e como servos que somos podemos ter a esperança de ouvir: “Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” Mt 25:23.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

O que semeamos a cada dia


A cada dia o cristão tem desafios e questões para resolver que podem ser resolvidos de diversas maneiras, utilizando diversos valores morais. As decisões tomadas podem ter impacto no presente, no futuro e na vida eterna do cristão. Por isso, a Bíblia alerta aos cristãos a não tomarem as suas decisões com base apenas nas suas necessidades, e vontades, mas sobretudo a basearem-se nos princípios da Palavra.

O nosso Mestre, ao longo dos evangelhos dá-nos várias orientações sobre como devemos decidir no nosso dia a dia. Isso, para que não caiamos no erro de tomar decisões que tenham impacto negativo na nossa vida eterna. “buscai em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6:33

Embora, as necessidades do dia a dia sejam importantes, elas não devem ser colocadas como prioridade na nossa vida, nem acima os valores do reino dos céus. Por isso, o nosso Mestre diz-nos que os gentios, é que se deixam levar pelas ansiedade causada pelas necessidades diárias, como comer, beber e vestir. Os cristãos para agradarem a Deus devem preocupar-se em primeiro lugar em cumprir a justiça de Deus e obedecer a sua Palavra.

É uma loucura buscar apenas a resolução das necessidades básicas da vida, através do entesouramento de bens materiais, e deixar de lado a necessidade de investir do Reino de Deus, e de sermos ricos para Deus. Isso porque a nossa vida é breve, em comparação com vida eterna, que é exatamente eterna. O nosso Mestre, avisa-nos isso através da parábola do rico insensato: “Então direi a minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.” Lc 12:19-21.

Deus, pede contas das nossas vidas, diariamente e por isso temos de administra-la a cada dia lembrando do amor que Deus deseja que tenhamos pelo nosso próximo, e das necessidades das pessoas que nos rodeiam. Quando nos centramos apenas nas nossas necessidades, esquecemos das pessoas que estão a nossa volta e das suas necessidades. Por isso, o rico da parábola foi insensato porque esqueceu-se que existiam pessoas a sua volta que precisavam de ajuda, e não usou corretamente os seus bens. Ao morrer, tudo aquilo que ele tinha armazenado não tinha mais valor, porque não iriam beneficia-lo na vida após a morte.

O Espírito Santo recomenda-nos a investirmos a nossa vida de forma a que os princípios de Deus, sejam colocados em primeiro lugar. Vemos isso no versículo a seguir: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para ao sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.” Gl 6:7-9.

O investimento que fazemos é comparado com uma semeadura; por outras palavras, as nossas atitudes são como sementes que colocamos num terreno para que cresçam; se tivermos atitudes corretas semeamos corretamente, se tivermos atitudes incorretas semeamos erradamente para a nossa carne. Tudo o que dispomos, podem ser vistos como sementes que vamos usar para plantar num terreno.

O nosso tempo, os nossos talentos, as finanças que dispomos, são como sementes que podemos usar para fazer crescer coisas boas ou coisas que não vão de encontro as necessidades do Reino de Deus. Por isso devemos usar tudo de forma a que o nosso Senhor Jesus veja utilidade em nós, e para o seu Reino. Mesmo que não sejamos recompensados imediatamente, no céu receberemos recompensas de tudo o que fizermos de bem.

Por isso o Espírito Santo diz-nos que não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos. “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” Gl 6: 9-10.

Da mesma forma como um administrador gere os bens de outra pessoa, os cristãos gerem uma vida que não é deles mas sim de Deus: tudo o que o cristão tem não é dele, mas sim de Deus e por isso ele deve gerir o seu dia a dia de forma a que o nosso Senhor Jesus se do que ele faz.

sexta-feira, 22 de março de 2019

O talento escondido


Na Bíblia, desde o Antigo Testamento até ao Novo Testamento, vemos várias vezes a descrição dos pecados de ação, que são aqueles cometidos quando o homem desobedece a ordem de Deus, ou infringe alguma lei/mandamento divino. O primeiro exemplo mencionado na Bíblia foi a queda de Adão e Eva, quando desobedeceram a Deus e comeram o fruto da árvore,do conhecimento do bem e do mal.

Podemos ver a seguir a descrição da queda do homem no livro de Gênesis e as suas consequências: “Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então disse o homem: a mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. (…) E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias da tua vida” Gn 3:11-13,17.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus, refere outro tipo de pecado, que pode igualmente afastar o cristão da presença de Deus. Este pecado é o pecado da omissão. Ao longo dos seus ensinos, que podem ser observados nos evangelhos, Jesus Cristo ensina-nos a praticarmos o bem e recomenda-nos a sermos diligentes nos assuntos de Deus Pai. Isto é possível quando fazemos a vontade do Pai Celeste e colocamos em prática os ensinos do nosso Mestre: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu pai, que está nos céus.(...)Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.”Mt 7:21,24.

Para falar da necessidade do cristão ser diligente nos assuntos do reino de Deus, Jesus conta-nos a parábola dos talentos. Nesta parábola vemos que um senhor distribui aos seu servos talentos, e que um deles não se preocupou em multiplicar aquilo que tinha recebido e enterrou-o na terra. “Pois será como um homem que, ausentando-se do pais, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. (…) Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.” Mt 25:14,18.

O que Deus deseja dos cristãos é que eles dediquem a sua vida aos seus assuntos e que utilizem os dons que Deus os deu para serviço e edificação da sua Igreja. Se o cristão fizer o mesmo que o servo que escondeu o seu talento, está a deixar de abençoar os outros e a cometer um pecado por omissão.

Por isso, o senhor do servo quando vê que este não se preocupou em negociar os seus talentos, repreende-o como vemos nos versículos a seguir: “Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu ao voltar, receberia com juros o que é meu.

O nosso Senhor Jesus diz-nos que a atitude daqueles que deixam de fazer o bem em favor do próximo, por amor a Deus, é tão reprovável que afasta eternamente estes servos da presença de Deus. Para falar sobre isso, o Mestre usa não só a parábola dos talentos como também descreve o destino final destes servos no grande julgamento.

Vemos as palavras do Mestre a seguir: “Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. (…) E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes. (…) Então o Rei dirá também aos que estiverem a sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedaste; estando nu, não me vestistes: achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.” Mt 25:28,30, 41-43.

Quando o cristão, apesar de não praticar os pecados mencionados nos dez mandamentos, não se preocupa em fazer o bem ao seu próximo que Deus nos ensina, ele é reprovável para Deus, como os cristãos descritos na igreja da Laodiceia. “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!(...)pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” Ap 3:15,17.

Tudo o que Deus concede aos cristãos deve ser colocado ao serviço de Deus e do seu Reino. A vida, os recursos financeiros, a energia para o dia a dia e inclusive os dons espirituais que Deus concede a cada cristão, devem ser colocados aos serviço de Deus e do seu Reino com nos ensina o nosso Mestre. Deus deseja não só que os seus filhos evitem o mal e o pecado mas também que eles pratiquem o bem em favor do seu próximo, por amor ao seu Filho Jesus, que nos comprou para Deus através do seu sangue.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

O reino eterno de Jesus

A história é marcada por vários impérios e reinos, que tiveram um início, um apogeu e um fim. Nestes reinos, a autoridade máxima sobre tudo o que existia era um rei. Eles governavam a nação e o povo devotava-lhes submissão total. Existe um reino eterno, onde é Deus que governa e dirige tudo. Este é o reino de Deus. Sabemos que Deus é o criador do universo e por isso dono e sustentador de tudo o que existe.

Antes que existisse a terra Deus já era Deus e pelo seu poder todas coisas foram criadas, nos céus e na terra. “Reina o Senhor. Revestiu-se de majestade; de poder se revestiu o Senhor e se cingiu. Firmou o mundo, que não vacila. Desde a antiguidade, está firme o teu trono; tu és desde a antiguidade.” Sl 93:1-2.

A base do governo de Deus é a justiça e a equidade. Deus sempre trata a todos com bondade e defende os necessitados. Todos na terra têm motivos para se alegrarem porque Deus governa a terra. “Reina o Senhor. Regozije-se a terra, alegrem-se as muitas ilhas. Nuvens e escuridão o rodeiam, justiça e juízo são a base do seu trono. Adiante dele vai um fogo que lhe consome os inimigos em redor.” Sl 97: 1-3.

Deus é cheio de majestade e glória e diante dele os povos estremecem. “Derretem-se como cera os montes, na presença do Senhor, na presença do Senhor de toda a terra. Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos veem a sua glória.” Sl 97:5-6. A glória do Senhor cobre toda a terra.

O reino de Deus é um reino baseado no amor, na equidade e na justiça e Deus deseja que todos obedeçam a sua vontade e vivam de acordo com os seus mandamentos. Por isso, Deus enviou o seu Filho, Jesus Cristo ao mundo para que pudesse transmitir a vontade de Deus aos homens e assim passassem a viver no Reino de Deus.

Jesus Cristo anunciou a chegada do reino de Deus e aconselhou os homens a arrependerem-se e a crerem no Evangelho. “Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galileia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.” Mr 1: 14-15.

O reino de Deus está entre nós e se quisermos podemos viver nele. Apenas precisamos de reconhecer que Jesus é o Senhor absoluto do céu e da terra e viver de acordo com as suas orientações. Com isto, o homem passa a ser cidadão do reino de Deus, com uma nova forma de viver, de falar e com novos objetivos.

Assim, o amor passa a motivar as ações do homem. Por um lado o amor à Deus, por gratidão de tudo o que Deus fez por nós quando deixou que o seu Filho Amado pagasse o preço dos nossos pecados. Essa gratidão, reflete-se na forma de falar e de agir. O homem deixa de lado as murmurações, e as reclamações sobre o que está a sua volta e mostra, quando fala, agradecimento a Deus pelas coisas boas que Deus lhe concede.

Anteriormente no reino das trevas, a ira e a vingança eram fomentadas; mas agora no reino de Deus, o homem abandona a ira e mostra misericórdia para com as falhas dos outros. No fundo o homem passa a amar ao seu próximo em obediência ao mandamento do Senhor Jesus: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Jo 13:34-35.

Embora o reino de Deus na terra esteja hoje nos corações das pessoas que creem e servem o Senhor Jesus, um dia o Reino de Deus será visível porque os primeiros céus e a primeira terra passarão e o Senhor Jesus reinará pelos séculos dos séculos: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.” Ap 11:15.

A maior alegria que um homem pode ter é de pertencer ao reino de Deus e gozar eternamente com Jesus no seu Reino Celestial. Por isso, devemos seguir o conselho do nosso Mestre, o Senhor Jesus, e buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, pois o Senhor nos ajudará a buscar as outras coisas que necessitamos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O mistério da vontade de Deus


Deus criou os céus, a terra e também o homem; e colocou a disposição do homem uma belo espaço onde poderia viver e multiplicar-se. O homem não soube viver em obediência a Deus, pecou e deixou de usufruir da comunhão que tinha com Deus. Contudo, o pecado do homem não foi uma surpresa para Deus e mesmo assim, Deus ofereceu ao homem uma forma de conseguir novamente a comunhão com Ele, através do seu Filho Jesus Cristo.

Através de Jesus Cristo, Deus perdoa os pecados de todo o homem que aceita a Jesus como Senhor e Salvador. Então, cancelado e pecado e a condenação que o mesmo acarreta, o homem está livre para aproximar-se de Deus e viver então segundo a vontade do Pai Celeste. Aqueles que aceitam a Jesus Cristo passam a ser filhos de Deus e cidadãos do seu reino.

Deus Pai sendo Todo-Poderoso decidiu antes da fundação do mundo colocar o seu Filho como Senhor do céu e na terra e deu ao homem a oportunidade de conhecer o seu Filho no tempo oportuno. “Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra;” Ef 1:9-10.

O Filho de Deus, Jesus Cristo é a expressão exata do ser do Pai Celeste e é o primogénito, e a cabeça da família de Deus. “o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e do domínio, e de todo o nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu a igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.” Ef 1:20-23.

Todos os que fazem parte do reino de Deus, um dia ressuscitarão da mesma forma como Jesus ressuscitou dos mortos. A dádiva da vida eterna de Deus é motivada apenas pelo seu grande amor por nós. “Ele vos deu vida, estando vós, mortos nos vossos delitos e pecados (...)e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, -pela graça sois salvos, e juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” Ef 2: 1, 5-6.

Nenhum homem é merecedor da salvação de Deus, porque o homem é pecador. Mas Jesus reconciliou-nos com Deus Pai, apesar de estarmos longe do seu amor, mortos em nossos delitos e pecados. “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.” Ef 2:14-16.

Jesus Cristo, fez de todos o que creem Nele um só povo, uma só nação. É maravilhoso pessoas diferentes poderem estar unidas através do sangue de Cristo e serem cidadãs do reino de Deus. Esse mistério Deus nos revelou para que pudéssemos alegrar com todos aqueles que aceitam a Jesus Cristo como Senhor e viver sempre a louva-Lo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Os outros gentios

O povo de Israel foi o povo escolhido por Deus para conhecer e obedecer a Deus; e foi o meio através do qual Deus alcançou todos os povos do mundo. Desta nação nasceu o Senhor Jesus que através do seu sacrifício vicário comprou para Deus povos de todos as tribos, raças e nações. Jesus formou uma só nação, que hoje é o seu corpo. Assim todos os que antes eram gentios na fé puderam fazer parte da nação eleita.

Hoje, todos aqueles que creem no Senhor Jesus, deixam também de ser gentios e passam a fazer parte da nação santa, do corpo de Cristo. Depois de passar a fazer parte desta nação, os crentes continuam cercados por pessoas que são gentios na fé com hábitos e costumes diferentes das pessoas do reino de Deus.

Por isso o Espírito Santo recomenda-nos, nos versículos seguintes, a não seguir o modo de vida dos gentios na fé que estão à nossa volta: “Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,” Ef 4:17-18.

Quando aceitamos pela fé o sacrifício de Jesus Cristo pelos nossos pecados, passamos a fazer parte do Reino de Deus e a ter como Senhor e Mestre a Jesus Cristo. É o nosso Senhor Jesus quem nos ensina como devemos viver; e as coisas que os gentios a nossa volta praticam não estão de acordo com os ensinamentos do nosso Mestre.

O que Deus nos ensina é a viver uma nova vida em Cristo. Logo, as coisas do nossos passado devem ficar para trás. Isso inclui os nossos antigos hábitos e a forma de nos comportar-nos. Deus deseja que deixemos o nosso velho homem para trás e que nos revistemos do seu Espírito Santo como vemos a seguir: “no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupisciências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.” Ef 4:22-24.

Os nossos antigos modelos de comportamento devem ser esquecidos e devemos ter como modelo de comportamento unicamente o Senhor Jesus, o Filho do Deus Altíssimo. Nós somos filhos por adoção do Pai Celeste e por isso devemos procurar agrada-Lo imitando o modo de agir do Senhor Jesus, ou seja andando em por amor. “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” Ef 5: 1-2.

O amor são todos atos que são agradáveis a Deus e que se traduzem em bondade para com os outros. Como forma de agradecimento por tudo o que Deus fez por nós devemos usar as nossas palavras de forma construtiva e para dar graças a Deus. Andar em amor é andar na luz, imitando o Senhor Jesus na sua obediência ao Pai Celeste e o seu amor pelos homens.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Os acontecimentos miraculosos vividos por Pedro


O apóstolo Pedro, foi um dos pilares da Igreja Primitiva e foi grandemente utilizado pelo Espírito Santo como instrumento de milagres e maravilhas. Em certa altura Pedro viveu experiências maravilhosas e pôde ver sucessivamente, Deus a utiliza-lo para curar, ressuscitar e para pregar. Pedro viveu um ambiente espiritual muito forte, onde as pessoas estavam cheias de temor a Deus e o Espírito Santo acrescentava o número daqueles que iam sendo salvos.

O livro de Atos conta que Pedro percorreu toda a parte onde existia a igrejas de Jesus Cristo. Enquanto visitava as Igrejas, Pedro desceu também a cidade de Lida. Lá, Pedro encontrou a Eneias, um homem que estava paralítico a oito anos e por isso jazia numa cama. Quando Pedro encontrou a Eneias, proclamou que Jesus Cristo lhe curava, cheio de fé no poder de Deus. Ao dizer isto, o Espírito Santo operou sobre Eneias e ele imediatamente ficou curado e levantou-se do seu leito.

Nos versículos seguintes, vemos como o milagre se operou: “Passando Pedro por toda a parte, desceu também aos santos que habitavam em Lida. Encontrou ali certo homem, chamado Eneias, que havia oito anos jazia de cama, pois era paralítico. Disse-lhe Pedro: Eneias, Jesus Cristo te cura! Levanta-te e arruma o teu leito. Ele, imediatamente, se levantou. Viram-no todos os habitantes de Lida e Sarona, os quais se converteram ao Senhor.” At 9:32-35.

De seguida, Pedro foi utilizado por Deus para operar outro milagre. Desta vez para ressuscitar uma discípula de Jesus chamada Tabita, cujo nome traduzido é Dorcas. Esta discípula era dedicada as boas obras e a esmolas; todos lamentavam a sua morte, depois de uma súbita doença. Depois de lavarem o seu corpo colocaram-na num cenáculo. Como a cidade de Jope, em que ela estava era perto de Lida mandaram chamar a Pedro, através de dois homens.

Vemos isso nos versículos seguintes: “Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, nome este, que, traduzido, quer dizer Dorcas; era ela notável pelas boas obras e esmolas que fazia. Ora, aconteceu, naqueles dias, que ela adoeceu e veio a morreu; e, depois de a lavarem, puseram-na no cenáculo. Como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, enviaram-lhe dois homens que lhe pedissem: Não demores em vir ter conosco.” At 9:36-38.

Pedro quando chegou a Jope, foi conduzido ao cenáculo onde estava Dorcas e foi cercado de mulheres que lamentavam a morte dela e mostravam as túnicas e vestidos que ela tinha feito enquanto viva. Pedro então mandou-as sair e a todos os que estavam no cenáculo e pôs-se de joelhos e orou. Depois de orar voltou-se para o corpo e ordenou a Tabita que se levantasse. Imediatamente Deus ressuscitou a Tabita e ela abriu os olhos e sentou-se.

Nos versículos a seguir vemos a descrição deste milagre: “Mas Pedro tendo feito sair a todos, pondo-se de joelhos, orou; e voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levata-te! Ela abriu os olhos e, vendo a Pedro sentou-se.(...) Isto se tornou conhecido por toda a Jope, e muitos creram no Senhor. Pedro ficou em Jope muitos dias, em casa de um curtidor chamado Simão.” At 9:40,42-43. Atavés deste milagre muitos se conveceram que Jesus Cristo era o Messias prometido a Israel e se converteram ao Senhor.

Pedro, então ficou em Jope, na casa de Simão, o curtidor. Enquanto estava hospedado na casa deste homem Deus chama a Pedro para pregar para os gentios. Para isso Deus primeiro convence a Pedro de que todos aqueles a quem Deus purificava passavam a fazer parte também da Igreja e que por isso deveriam ser aceites como discípulos. Deus faz isso através de uma visão onde Pedro vê um lençol a ser abaixado a terra, como que segurado pelas quatro pontas. Dentro do lençol Pedro vê todo o tipo de quadrúpedes, répteis e aves.

Enquanto Pedro observava os animais Deus disse-lhe que se levantasse e que matasse um dos animais e comesse. Pedro negou comer os animais porque nunca tinha comido nada impuro ou comum. Deus respondeu-lhe que não achasse comum aquilo que Deus tinha purificado. Este convite para que Pedro comesse o que via no lençol repetiu-se por três vezes até que o lençol foi recolhido ao céu.

Vemos isso a seguir: “Estando com fome, quis comer; mas, enquanto lhe preparavam comida, sobreveio-lhe um êxtase; então, viu o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas, com toda a sorte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: Levanta-te Pedro! Mata e come. Mas Pedro replicou: De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda. Segunda vez, a voz lhe falou: Ao que Deus purificou não consideres comum.” At 10:9-15.

Enquanto Pedro tinha essa visão aproximavam-se os homens enviados por um centurião chamado Cornélio, a quem Deus tinha dito através de um anjo que fosse mandar chamar a Pedro para ouvir o que ele tinha a dizer. “Então disseram: O centurião Cornélio, homem reto e temente a Deus e tendo bom testemunho de toda a nação judaica, foi instruído por um santo anjo para chamar-te a sua casa para ouvir as tuas palavras.” At 10:22.

Pedro foi então até Cesareia, ter com Cornélio. Lá Pedro reconheceu que Deus não faz aceção de pessoas e que todos que O temem e que fazem o que é justo Lhe é aceitável. Ali Pedro prega o nome do Senhor Jesus e conta como Jesus morreu na cruz e ressuscitou dos mortos; e que todos aqueles que creem em Jesus têm a remissão de pecados. Enquanto Pedro falava o Espírito Santo desceu sobre todos os que estava na casa de Cornélio e foram todos batizados com o Espírito Santo.

Vendo o poder de Deus, confirmando que Deus tinha aceite a Cornélio e a sua família, Pedro dispõe-se a batiza-los. “Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias” At 10:47-48.

Deus usou a Pedro para atos extraordinários que serviram para propagar o nome do Senhor Jesus e fazer com que mais pessoas cressem no Seu nome. Deus usou a Pedro, porque ele estava em condições de ser usado, em termos de fé e de enchimento do Espírito Santo. Hoje, se quisermos ser usados da mesma forma que Pedro temos que nos entregar totalmente a Deus e deixar-nos ser cheios do Espírito Santo, da mesma forma como Pedro estava. Então poderemos ser bons instrumentos para a glória de Deus.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

As prioridades no reino de Deus


No sermão da montanha o nosso Senhor Jesus ensina-nos que os cidadãos do reino de Deus devem ter uma prioridade diferente das pessoas do mundo. O nosso Mestre ensina-nos que os cristãos devem procurar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça. Por outras palavras o cidadão do reino vive não para satisfazer as suas necessidades básicas e sociais mas para fazer a vontade do Pai Celeste.

No versículo a seguir vemos as palavras do Senhor Jesus: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6:33. A justiça de Deus, são as atitudes que Deus aprova e que demonstram amor ao próximo e a Deus, como o Senhor Jesus nos ensina. Nas nossas decisões devemos por isso, procurar a cima de tudo cumprir os mandamentos do Senhor Jesus.

No evangelho segundo João vemos um dos mandamentos que o Senhor Jesus nos ensinou: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” Jo 15:12. Deus deseja que amemos mais a Ele do que a nós próprios e que nos preocupemos mais com Ele e com sua vontade do que com aquilo que necessitamos para viver. Deus sabe de todas as coisas que precisamos, pois Ele é omnisciente. Por isso, sabe que precisamos de comer, de beber, de nos vestir e de dinheiro para pagarmos as contas relacionadas com as despesas quotidianas.

Contudo, Deus é Deus; Ele é Todo poderoso, e deseja que confiemos Nele, que descansemos o nosso coração nas suas promessas; que acreditemos que Ele nos ajudará a conseguir o que precisamos para satisfazer as nossas necessidades básicas. O nosso Mestre aconselha-nos a não ficarmos ansiosos, por causa das necessidades que precisamos para viver.

Por isso o nosso Senhor Jesus nos diz: “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? (...) Portanto, não vos inquieteis dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas;” Mt 6:31-32.

Deus Pai ao enviar o seu Filho Amado para salvar-nos tinha como objetivo que não vivêssemos para nós mesmos, nem para agradar aos homens, mas sim para Jesus Cristo e para fazer a sua vontade. “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” 2Co 5:15.

Alguns cristãos, são tentados a buscar a Deus com objetivo de conseguir bens materiais. Apesar de Deus na sua misericórdia responder aos nossos pedidos, Deus deseja que tenhamos amor a Ele, e que não o vejamos como uma fonte de satisfação dos nossos desejos pessoais. Deus deseja que o busquemos para realizar os seus desejos, tanto para a nossa vida como para a vida dos que estão a nossa volta.

Se tivermos mais amor as riquezas ou a nós mesmos acabamos por ficar como o nosso coração dividido e Deus deseja que o amemos com todo o nosso coração. O nosso Mestre ensina-nos que não podemos amar a Deus e as riquezas, porque ou colocamos a Deus em primeiro lugar e as riquezas em segundo ou então colocamos as riquezas em primeiro lugar e Deus em segundo. As duas coisas em simultâneo não podemos fazer.

No versículo seguinte vemos isso: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podemos servir a Deus e as riquezas.” Mt 6:24.

Tendo em conta que a maior bênção que o homem pode ter é a vida eterna e que Deus merece toda a nossa adoração e amor, devemos ter como prioridade a Vontade de Deus, e os seus princípios. Devemos confiar na ajuda de Deus para conseguir o que precisamos para o nosso dia a dia e não ficar ansiosos, pois Deus está connosco e Ele é Todo Poderoso.

domingo, 26 de novembro de 2017

Deus chamou-nos para vencer

Deus chama a todos os homens para o seu reino através do Senhor Jesus, que veio a terra em forma de homem, pregou o Evangelho e entregou-se para perdão dos nosso pecados. Depois de aceitarmos o sacrifício de Jesus em nosso favor, entramos no Reino de Deus. Então passamos a ter como Mestre o Senhor Jesus e o seu Santo Espírito.

Quando entramos no Reino e começamos a nossa caminhada cristã muitas coisas tentam fazer-nos desistir de seguir a Jesus Cristo e por vezes vem o desânimo por várias coisas que acontecem nas nossas vidas. Por isso, o nosso Senhor Jesus diz-nos que tenhamos bom ânimo, pois Ele venceu o mundo e abriu para nós o caminho para o céu e para a comunhão com Deus.

Vemos as palavras de Jesus no versículo seguinte: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Jo 16:33. Jesus venceu o mundo e a morte para que nós vencêssemos também tivéssemos uma nova vida livre do pecado na terra e um lugar no céu.

Devemos alegrar-nos porque Deus chamou-nos para a vitória contra o pecado, contra a carne e contra as forças do mal. O pecado e as obras da carne, são opostas a vontade de Deus, pois não estão sujeitas a lei de Deus, como nos diz o apóstolo Paulo a seguir: “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita a lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” Rm 8:7.

Deus deseja libertar-nos das trevas, fazer-nos seus servos e dar-nos a grande vitória final que é a vida eterna. Todos os cristãos são convidados a não se deixarem vencer pelo mal, e pelo reino das trevas, mas sim a vencer o mal com o bem, como vemos nos versículo seguinte: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Rm 12:21.

Podemos vencer o mal, com o bem, quando não reagimos com vingança e ódio às ofensas cometidas contra nós; mas pelo contrário, perdoamos e abençoamos aqueles que nos ofenderam, como nos aconselha o Espírito Santo no versículo a seguir: “A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. (...) Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar a ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.” Rm 12:17,19-20.

Aqueles que podem aliciar-nos ao pecado e a derrota não são apenas os nossos inimigos, e as forças do mal; a nossa carne também pode inclinar-nos para as coisas que nos afastam de Deus. Por isso devemos lutar contra a influência da nossa carne, como nos diz o versículo seguinte: “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra; a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupisciência e a avareza, que é a idolatria; (…) Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.” Cl 3:5,8.

Podemos negar-nos a ouvir as nossas inclinações carnais e também de ceder as tentações do diabo. Deus diz-nos que se resistirmos ao diabo ele fugirá e nós. “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tg 4:7.Por isso não devemos temer, mas sim  animar-nos, pois Deus chamou-nos para vencer a carne, o mundo, o diabo e por fim para vencermos a morte da mesma forma como o nosso Senhor Jesus, que morreu e ressuscitou e hoje vive para sempre.

Deus já nos deu a maior vitória que as nossas almas podiam alguma vez sonhar, pois já nos deu um lugar no céu, perto Dele e de Jesus. Devemos alegrar-nos e confiar em Deus pois nada pode nos separar no amor de Deus, em Cristo Jesus, nem tirar aquilo que Ele prometeu dar-nos.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Através de muitas tribulações


O livro de Actos nos relata como um discípulo pode permanecer firme no seu propósito de pregar o evangelho de Cisto, não obstante as atitudes de hostilidade, verbais e físicas das pessoas a sua volta. Um exemplo disso, foi o apóstolo Paulo, que em diversas vezes sofreu grandes tribulações, mas não desanimou e assim que recuperava as forças, partia para outra cidade para proclamar o evangelho.


Uma dessas situações foi na cidade de Listra. Paulo foi usado de forma extraordinária para curar um homem aleijado, paralítico desde de nascença e que nunca pudera andar. As multidões quando viram o que Deus fizera através de Paulo aclamaram-no como se fosse um deus e tentaram oferecer sacrifícios para ele.


Vemos isso nos versículos seguintes: “Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava. Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós.” At 14: 8-11.


Após esta manifestação de alegria do povo, um grupo de judeus de Antioquia e Icônio instigaram as multidões contra Paulo e apedrejaram-no fora da cidade a ponto de o darem como morto. O versículo seguinte descreve-nos este acontecimento. “Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e Icônio e, instigando as multidões e apedrejando a Paulo, arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto.” At 14:19.


Os discípulos, porém, rodearam a Paulo e ele levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, Paulo partiu com Barnabé para Derbe com o objetivo de anunciar o evangelho. “Rodeando-o, porém, os discípulos, levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu, com Barnabé, para Derbe.” At 14:20.


Paulo, não ficou desanimado, queixando-se do mal que lhe fizeram, nem fez-se de injustiçado. Pelo contrário, Paulo entrou na cidade, recuperou as forças e no dia seguinte, continuou o seu propósito de pregar o Evangelho de Jesus Cristo aos gentios, partindo para a cidade de Derbe. Neste cidade, Paulo pregou e Evangelho e fez muitos discípulos.


Paulo depois, ensinou aos discípulos, que por meio de muitos sofrimentos e tribulações, importa cumprir a vontade de Deus e entrar no reino celestial. “E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia, fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” At 14:22.


Os sofrimentos e injustiças que Paulo sofrera, foram encarados por ele, como situações que faziam parte da vida daqueles que desejam servir a Cristo. Por isso, não se lamentou das injustiças e sofrimentos vividos, mas pela experiência que tinha, exortou aos discípulos a permanecerem firmes na fé, pois os sofrimentos faziam parte da caminhada rumo ao reino celestial.


Devemos seguir o exemplo de Paulo e nas tribulações, e nas situações de hostilidade verbal e física de pessoas a nossa volta, permanecer firmes na fé com o propósito de seguir o Senhor Jesus e de proclamar o seu Evangelho. As tribulações são leves e momentâneas comparadas com a glória que será quando vivermos para sempre ao lado do Pai Celeste e do Senhor Jesus.

terça-feira, 14 de março de 2017

Deus não faz aceção de pessoas

Ao longo do Novo Testamento temos a confirmação que Deus não faz aceção de pessoas. Qualquer pessoa independentemente da raça ou do pecado que tenha cometido foi aceite no reino de Deus e ainda hoje podemos ver que qualquer pessoa que se arrependa dos seus pecados e que aceite que Jesus Cristo pagou o preço dos seus pecados na Cruz do Calvário pode entrar no reino dos céus.


Enquanto Jesus Cristo esteve na terra perdoou os pecados de várias pessoas e muitos desses pecadores tornaram-se seguidores dedicados de Jesus. Temos o exemplo do caso do apóstolo Mateus, descrito no livro de Marcos, que era um publicano, portanto um pecador desprezado pela sociedade por cobrar impostos para os romanos, roubando muitas vezes os seus próprios compatriotas.


Jesus Cristo, viu Mateus a cobrar impostos e o convidou a segui-Lo e Mateus imediatamente abandonou a mesa da coletoria e seguiu o Mestre. No versículo a seguir vemos a forma como Jesus se interessa pelo pecador Levi e o convida para segui-Lo. "Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.” Mc 2:14.


Da mesma forma como Jesus chamou a Mateus, na altura chamado Levi, Jesus chama a cada um de nós para irmos até Ele e aprender a vontade o Pai Celeste, seguindo-O.  a Todos os homens o Mestre faz o seguinte convite: “Vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meus jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e achareis descanso para a vossa alma.


Jesus Cristo atraiu multidões pelos seus milagres e pela sua pregação cheia de autoridade e poder. Muitos ficaram maravilhados com Jesus e passaram a segui-Lo. Contudo, sobre aqueles que o desejavam seguir, o Mestre disse: “Então disse aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” Mt 16:24.

 

Hoje, o Mestre diz-nos a mesma coisa, pois quem quiser poupar a sua vida deixando de seguir a Jesus a perderá; e quem perder a sua vida para seguir a Jesus a ganhará, pois alcançará a vida eterna. “Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?”Mt16:25-26.


Jesus Cristo perdoou os pecados da mulher adúltera e convidou-a a uma nova vida, afirmando que fosse e que não pecasse mais. A mulher adúltera perante a sociedade era merecedora de uma condenação a morte, mas Jesus não a excluiu da sua graça e não a condenou. Vemos isso no versículo a seguir “Erguendo-se Jesus e não vendo ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno, vai e não peques mais.” Jo 8:10-11.


O nosso Senhor Jesus afirmou no evangelho que Ele não veio para condenar mas sim para salvar, para perdoar os pecados e permitir a entrada no reino de Deus. Para além de ter perdoado uma mulher pecadora, o Senhor Jesus planeou o o encontro com uma mulher samaritana, de má fama, porque já tinha tido vários maridos e ofereceu-lhe a salvação, a água viva que jorra para a vida eterna.


No versículo a seguir vemos as palavras de Jesus a mulher samaritana: “Afirmou-lhe Jesus: Quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.” Jo 4:13-14. Jesus Cristo alcançou vários tipos de pecadores e depois da sua ascensão, o nosso Senhor através do seu Santo Espírito continuou aceitando vários tipos de pessoas de todas as raças, e nações para fazer parte do seu reino.


Ainda hoje, Jesus Cristo, continua a salvar todo o tipo de pessoas, de todas as partes do mundo e as palavras do apóstolo Pedro, que vemos no versículo a seguir continuam a ser muito atuais: “Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz aceção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que lhe é justo lhe é aceitável.” At 10:34-35.


O nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo permite o acesso ao reino de Deus a qualquer pessoa que se arrependa dos seus pecados e aceite o seu sacrifício vicário. Deus não seleciona pessoas, para entrar no seu reino, nem pela sua raça nem pelos tipos de pecados que anteriormente cometia. Deus aceita qualquer pessoa que O teme e que faz o que lhe é agradável.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O pedido de Salomão: um pedido que agrada a Deus


Salomão foi constituído rei na velhice de Davi, e após a morte de seu pai, Deus apareceu-lhe, de noite, em sonhos e ordenou-lhe que pedisse o queria que Deus lhe desse. A resposta de Salomão foi de muita humildade.

Salomão confessa a Deus que não sabe como conduzir-se, e que precisava da capacitação de Deus para saber como distinguir entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas e para saber viver de forma que gradasse a Deus. “(…) não sei como conduzir-me (…) Dá pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?” 1Rs 3:7,9.

O pedido de Salomão agradou a Deus, e o facto de ter confessado que ele era dependente de Deus, da Sua sabedoria para viver, e para reinar honrou e louvou a Deus. Isto porque, é da vontade de Deus que O busquemos e a sua justiça em primeiro lugar, para que possamos viver abundantemente.” buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6:33.

O reino de Deus, está acessível a todos, pois consiste numa forma de vida, com determinados valores, ensinados pelo Mestre e alcançável quando aceitamos o Senhor Jesus como Senhor e Salvador das nossas vidas.

A vivência no reino traduz-se na obediência aos mandamentos de Deus, na rejeição dos valores do mundo e no seguimento das orientações da Palavra de Deus. A vivência neste reino requer portanto, uma sabedoria, dada por Deus que capacita o crente a discernir entre o bem e o mal, a comparar as opções de escolha e a julgar as alternativas. A sabedoria é uma capacidade de fazer escolhas de acordo com os propósitos Deus e os seus desejos para a nossa vida.

O crente mostra que é sábio ou que tem sabedoria, quando nas suas atitudes reflete pureza, paz, mansidão, um espírito dador, misericórdia e bons frutos sem fingimento. “ Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras.(…) A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.” Tg 3: 13, 17.

Deus dá sabedoria a todos que a pedem, como fez a Salomão, o rei mais sábio de toda a história de Israel; apenas precisamos de pedir com fé, de reconhecer que precisamos Dele para viver e da Sua sabedoria. O apóstolo Tiago diz-nos na sua epístola: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. “ Tg 1: 5-6.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O caracter dos cidadãos do reino de Deus


O nosso Mestre Jesus Cristo indicou-nos no seu sermão do monte a forma como os seus discípulos, os verdadeiros cidadãos do reino, deveriam viver a partir do momento em que fossem salvos, e por isso integrantes no grande povo do Reino de Deus.

No evangelho segundo Mateus, no capítulo 5, encontra-se então as bem-aventuranças para todos os seguidores de Cristo, que apontam-nos para as qualidades do caracter do cristão. Estas bem-aventuranças são descritas a seguir.



1.    “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.”Mt5:3


Nós, os cristãos devemos manter a consciência da nossa natureza pecaminosa, depois de obteremos a salvação e desenvolver, a medida que caminhamos com o Mestre, a humildade, uma consciência da grandeza de Deus e da incapacidade de viveremos sem o seu Salvador e o poder do Espírito Santo. Sem a graça e o poder de Deus é impossível ao homem servir a Jesus Cristo e viver de forma que O agrade. Essa dependência deve fazer-nos olhar com amor os pecadores a nossa volta e provocar em nós o desejo de que outros possam ser alcançados também pela graça salvadora.

O nosso coração deve ser portanto, compungido e contrito como é descrito pelo salmista: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus.”Sl 51:17

Sem dúvida alguma, um coração compungido e contrito nunca é desprezado por Deus como nos é descrito pelo nosso Mestre com a parábola do publicano:” O publicano estando de pé, longe não ousava nem ainda levantar os olhos aos céus, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus sê propício a mim pecador! Digo-vos que este desceu justificado e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado. Lc 18: 13-14. Humilhemo-nos, pois, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno nos exalte (1Pe 5:6).

Por isso, devemos-mos lembrar sempre de que somos pecadores, que pesava sobre nós uma condenação eterna que foi revogada devido ao sacrifício vicário de nosso Senhor Jesus Cristo. Por muito bondosos que fossemos, ou por muitas obras que praticássemos nada seria suficiente para pagar o preço da salvação. Apenas o sacrifício do Filho de Deus nos trouxe a salvação e a reconciliação como Pai celeste. Jesus Cristo, pelo seu imenso amor aceita-nos como pecadores que somos, nos consola e purifica: “ Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.” SL 34:18

 

2.    “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” Mt 5:4

Para além de não nos devermos esquecer que somos pecadores, devemos quando pecamos, chorara pelos nossos pecados «Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação; que a ninguém traz pesar […]» 2Co 7:10. Devemos também chorar pelos pecados dos que estão a nossa volta, como fez Neemias perante os pecados do seu povo (Ne 1:4,6) ou como como fazia o salmista:” Torrentes de água nascem dos meus olhos, porque os homens não guardam a lei.” Sl 119: 136. Esta atitude é muito apreciada pelo nosso Senhor, que vê as nossas lagrimas e responde as nossas súplicas. Quando temos essa atitude mostramos sensibilidade em relação ao nosso pecado e aos pecados dos nossos irmãos.



3.    “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.”Mt 5:5

O nosso Senhor Jesus Cristo é o exemplo de mansidão para todos os cristãos por isso Ele nos aconselha:” Tomais sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.” Mt 11:29

O apóstolo Paulo recomenda-nos a andar de modo digno da vocação a que fomos chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-nos uns aos outros em amor ( Ef 4:1-2). Mansidão é uma atitude de submissão, humildade e obediência perante a voz de Deus que é oposta ao orgulho. É uma força que é submetida a Deus e canalizada para o serviço dos outros.

 

4.    Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.”Mt 5:6

Para além da humildade, da sensibilidade em relação aos pecados, e da mansidão devemos ter fome e sede da palavra de Deus, pois como diz o salmista os mandamentos de Deus são a justiça e por isso “ A minha língua celebra a tua lei, pois todos os teus mandamentos são justiça.” Sl 119:172.

Esse amor pela palavra de Deus deve fazer como que cada um de nós obedeça a ordem do Mestre: “ buscai pois em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6:33. É importante que amemos a Deusa cima de tudo e por isso obedeçamos a Sua Palavra.

 

5.    Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” Mt 5:7

O nosso Deus é um Deus misericordioso e Ele quer que sejamos também misericordiosos com aqueles que estão a nossa volta: “ Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.” Os 6:6. Por diversas vezes o Senhor adverte-nos nas Escrituras a Sua vontade: “ Ele te declarou ó homem, o que é bom e o que é que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.” Mq 6:8.

O amor ao próximo deve traduzir-se em atos de misericórdia por aquele que se encontra aflito ou caído como fez o bom samaritano: “ Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando-se pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sob o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele.” Lc 10:33-34.

Devemos também nos lembrar a cada ofensa cometida pelo nosso irmão que o Senhor Jesus, perdoou-nos todas as nossas dívidas, e que pagou com o seu sangue a nossa salvação; e por isso, devemos perdoar também as ofensas cometidas pelo nosso próximo, como nos descreve o nosso Mestre com a parábola do credor incompassivo (Mt 18:23-35). O Senhor não se agrada quando não perdoamos, pois isso demonstra ingratidão.

 

6.    Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.” Mt 5:8

A pureza é essencial para o nosso relacionamento com o nosso próximo, para nossa batalha espiritual, e acima de tudo, para o nosso relacionamento com Deus. O salmista refere que permanece na presença de Deus “ O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente.” Sl 24:4

Em outro salmo, o salmista refere ainda que habitará no tabernáculo de Deus «O que vive com integridade, e pratica a justiça, e de coração, fala a verdade; o que não difama com a língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; ao que a seus olhos, tem por desprezível o réprobo […]» Sl 15:2-4.

Assim, a pureza tem como essência estarmos livres de duplicidade, falsidade, hipocrisia ou máscara. Por outras palavras, a pureza é estar coma a mente única e sem culpa. O santo Tiago recomenda-nos na sua epístola: “ Chegai-vos a Deus e Ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.” Tg 4:8.

Para purificarmos os nossos corações contamos com o sangue purificador do nosso Senhor Jesus Cristo e com a certeza de que “Se confessarmos os nossos pecados ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda a injustiça.” 1Jo 1:9.

Na nossa caminhada, para mantermos o coração puro devemos alimentar o nosso coração com a Palavra de Deus, para não termos a mentalidade do mundo, e devemos pensar apenas nas coisas que são agradáveis ao nosso Mestre: “ Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe isso é o que ocupe o vosso pensamento.” Fp 4:8.

 

7.    Bem- aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”Mt 5:9

Deus chama-nos para vivermos em paz com todos; portanto, “ se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.”Rm 12:18.

Deus também convida-nos a sermos embaixadores de Cristo e portadores do ministério da reconciliação dos homens com Deus.” Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação. «[…] De sorte que que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio.[…]» 2Co 5:18,20.

Por isso devemos sempre exercitar o perdão a cada ofensa sofrida para que possamos agradar a Jesus Cristo e sermos canais de bênção para o que nos tiver ofendido: “ Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também, Deus, em Cristo, vos perdoou.” Ef 4:32. O nosso Mestre aconselha-nos a paciência em vez de retaliação, o perdão das injustiças e a restauração do relacionamento com o próximo e com Deus.

 

8.    Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.” Mt 5:10

Sobre a perseguição, o apóstolo Paulo avisa-nos na sua segunda epístola a Timóteo que «[…] todos os que querem viver piedosamente em Cristo serão perseguidos.» 2Tm 3:12. Contudo, devemos alegrar-nos por sermos participantes do sofrimento de Cristo e lembrar-nos do aviso do Mestre “ Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim.”Jo 15:18. Por isso, devemos buscar o revestimento do Espírito Santo para termos uma lealdade ao nosso Mestre firme e inabalável perante as perseguições.

 

9.    Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.”Mt 5:11

O apóstolo Pedro avisa-nos também “ Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus”. 1Pe 4:14. O apóstolo diz mais “Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois. Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados;” 1Pe 3:14 Devemos estar disponíveis para sofremos pela Palavra de Deus e pelo nome do nosso Senhor Jesus Cristo.