Mostrar mensagens com a etiqueta humildade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta humildade. Mostrar todas as mensagens

domingo, 29 de setembro de 2019

A necessidade de avivamento


A Bíblia refere várias vezes a necessidade do povo de Deus reavivar-se, e relata as coisas maravilhosas que aconteceram com o avivamento do povo de Deus. Hoje, a necessidade de avivamento é muitas referida nas igrejas; mas não é percetível para muitos o motivo da necessidade do avivamento. Ao longo das Escrituras vemos motivos para a necessidade de avivamento.

No Antigo Testamento, como lemos a seguir, vemos o profeta Davi, no seu salmo 51 clamar a Deus pedindo uma renovação na sua vida. “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. (…) Torna a dar-me a alegria da salvação e sustem-me com um espírito voluntário.” Sl 51: 10,12. O principal motivo dessa necessidade era o pecado que existiu na vida do salmista e que fazia com que ele se sentisse afastado de Deus e sem a alegria da salvação. Podemos dizer que a renovação espiritual que o salmista pedia era sinónimo de avivamento.

O avivamento é uma ação de Deus que provoca despertamento espiritual da Igreja e o arrependimento dos maus caminhos. Para que aconteça um avivamento é necessário que a Igreja busque a Deus, através da oração e da meditação da Palavra. Ao buscarem a Deus e a sua Palavra, com humildade, os crentes apercebem-se dos seus pecados e arrependem-se e deixam os seus maus caminhos. Em resumo é necessário seguir a recomendação do versículo seguinte, para que aconteça um avivamento: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, sararei a sua terra 2 Cr 7:14-16

Com isso, passa a haver uma maior firmeza na fé que se traduz, na obediência a Palavra de Deus e na busca de Deus sem interesse. O avivamento traduz-se no ressuscitar da fé de crentes, que apesar de uma rotina religiosa, não têm amor a Deus, e não agradam a Deus nas suas atitudes. A igreja de Sardes é um exemplo de uma igreja que precisava de avivamento porque aparentemente estava viva para Deus, mas que na realidade não estava. “(...) Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto. Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E se não vigiares, virei a ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.” Ap 3:1-3

Com o arrependimento do povo de Deus, é possível haver transformação do homem interior e a produção do Fruto do Espírito. A transformação do homem interior é essencial para a entrada no céu e por isso é o principal motivo da necessidade de um avivamento. O fruto do Espírito é descrito em Gálatas como vemos no versículo a seguir: “Mas o fruto do Espírito É: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” Gl 5:22

Por isso o avivamento, não se resume em dons do Espírito Santo como muitas vezes somos julgados a pensar, mas sobretudo na renovação do homem interior, como foi visto no apóstolo Pedro, que se tornou num homem que amava mais a Deus do que a sua própria vida. No versículo a seguir vemos como o apóstolo Pedro e os outros apóstolos, mudaram a sua forma de encarar a vida e as ameaças dos principais sacerdotes, e com isso, colocaram em primeiro lugar a vontade de Deus: “Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: mais importa obedecer a Deus do que aos homens. At 5:28-29

Vemos com o exemplo do apóstolo Pedro que a mudança interior reflete-se numa nova forma de pensar. Deus transforma o homem interior, no avivamento, e este último deixa de moldar-se a mentalidade do mundo a sua volta. Para o homem manter-se avivado, é necessário uma busca constante de uma nova mentalidade e não deixar que a sua mente se molde a mentalidade do mundo. Vemos a recomendação do apóstolo Paulo no versículo a seguir: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:2

Por tudo isso, o avivamento não é apenas necessário para que haja dons espirituais na Igreja, como o falar de línguas estranhas, a profecia, entre outras coisas. É sobretudo para que haja vida espiritual no meio da Igreja, para que as pessoas despertem, abandonem os seus pecados e para que voltem a amar a Deus, não vivendo apenas uma mera religiosidade.

domingo, 30 de junho de 2019

O elo da perfeição


Ao longo do Novo Testamento O Espírito Santo utiliza as várias palavras dos apóstolos para advertir-nos a revestir-nos no nosso homem interior de várias virtudes para que possamos caminhar de forma digna da vocação cristã. As principais virtudes com que nos devemos revestir são aquelas que fazem com que o nosso carácter se assemelhe ao carácter do nosso Mestre e Senhor, Jesus Cristo.

Uma das epístolas onde vemos sobre as virtudes com que o cristão deve revestir-se é a epístola aos colossenses escrita pelo apóstolo Paulo. Nesta epístola o apóstolo Paulo dá recomendações para que o cristão possa viver unido a Jesus Cristo. Sabemos que existem coisas que separam o cristão de Jesus Cristo, e para que o cristão possa aproximar-se mais de Deus deve evitar essas coisas.

Em primeiro lugar, o cristão deve fazer morrer a sua natureza terra; ou por outras palavras deve evitar a todo custo alimentar a sua natureza terrena. O nosso velho homem é inclinado a coisas que desagradam a Deus por isso devemos fazê-lo morrer. No versículo seguir vemos o tipo de pensamentos, sentimentos e atitudes que devemos evitar: “Fazei pois morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria.” Cl 3:5

Lemos no capítulo 3 desta epístola que estes pensamentos e atitudes fazem com que Deus se sinta irado contra o cristão. Deus desagrada-se de qualquer desejo maligno que exista no pensamento do homem, bem como a impureza, nas suas manifestações interiores e exteriores. Para além das atitudes indicadas no versículo 5, o Espírito Santo, através das palavras do apóstolo Paulo, aconselha-nos a evitar também outras situações que vemos a seguir: “ Agora, porém, despojai-vos igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.” Cl 3:8

Com o novo nascimento o cristão adquire uma nova natureza interior e deve buscar a transformação da sua mente de forma que na sua vida possa refletir a imagem de Deus. Para adquirir essa nova forma de pensar o cristão precisa de pensar de forma misericordiosa, bondosa, humilde, mansa e longânima. Essa nova forma de pensar permite que o cristão possa agir também de forma misericordiosa, bondosa, humilde, mansa e longânima. O apóstolo recomenda-nos sobre a necessidade de revestir-nos com as qualidade do novo homem no versículo a seguir: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.” Cl 3:12

Para além da misericordiosa, da bondade, da humildade, da mansidão, e da longanimidade, o Espírito Santo aconselha-nos a revestir-nos com o amor, porque ele é o vínculo, a ligação com a perfeição. Vemos isso no versículo a seguir: “acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vinculo da perfeição.” Cl 3:14

O amor é a definição de Deus e os principais mandamentos que o Senhor Jesus nos deixou estão relacionados com o amor: o amor a Deus e amor ao nosso próximo. No sua primeira epístola o apóstolo João refere que Deus é amor e que, quem não ama não conhece a Deus. “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” 1Jo 4:7-8

O amor é o elemento que nos faz mais perfeitos no nossa vida cristã, para além da pratica da misericórdia, da bondade, da humildade, da mansidão e da longanimidade. Deus deseja que as nossas vidas reflitam o Deus de amor que Ele; é e que ao mesmo tempo reflitamos a carácter manso e humilde do seu Filho amado, Jesus Cristo.

domingo, 26 de maio de 2019

Inteligência espiritual

A Bíblia refere no Novo Testamento que existe a necessidade do cristão crescer na sua inteligência espiritual. A inteligência define-se na capacidade de escolha acertada perante várias hipóteses que nos apresentem. Para que o cristão possa escolher acertadamente precisa de analisar todas as vantagens e desvantagens das hipóteses, o que exige dele uma capacidade de raciocinar, pensar, e compreender.

O apóstolo Paulo refere sobre a necessidade dos cristãos possuírem inteligência espiritual na sua carta aos colossenses. “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual;” Cl 1:9. A inteligência espiritual reflete a capacidade de conhecer a Deus, compreender a sua vontade, e na capacidade de pensar e interpretar a realidade a sua volta com base nesse conhecimento de Deus.

Para desenvolver a inteligência espiritual, o cristão pode socorrer-se em Deus e pedir que a dê, como nos aconselha o apóstolo Tiago, no versículo a seguir: “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.” Tg 1:5 Deus é aquele que com o seu Espírito Santo pode dar ao cristão a capacidade de agir com bom senso, de forma reta, e de praticar bons atos.

Para além de buscar a inteligência espiritual na oração, o cristão, pode também meditar na Palavra de Deus, pois Nela temos a compreensão daquilo que agrada a Deus e das formas corretas de resolver as várias questões do dia a dia. O nosso Pai Celeste aconselha-nos a buscar o entendimento correto sobre a vida através da meditação na Palavra, como podemos ler no versículo seguinte: “Não se aparte a tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.” Js 1:8

O objetivo da inteligência espiritual é que o cristão saiba andar dignamente diante de Deus, agradando-O em tudo como nos diz o versículo a seguir: “para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra e crescendo no conhecimento de Deus.” Cl 1:10 Um andar que agrada a Deus é um andar de acordo com o carácter e mandamentos do Senhor Jesus, praticando toda a boa obra que o nosso Deus preparou para o cristão.

Na sua carta aos efésios o apóstolo Paulo demonstra que o andar que agrada a Deus, é caracterizado por ser um andar que revela o carácter de Cristo: “Rogo-vos, pois, eu o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz;” Ef 4:1-2

Para além de refletir o carácter do nosso Mestre, o Senhor Jesus, o andar que agrada a Deus, contribui para a harmonia do corpo de Cristo e para a paz com os outros. “procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz: há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação.” Ef 4:3-4. Isto porque, é uma forma de andar que evita as contendas e todos os sentimentos carnais que possam contribuir para alimentar os desentendimentos como invejas, ciúmes, ódios, etc. “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito,” Ef 5:18.

A inteligência espiritual também permite ao cristão andar de forma vitoriosa contra o pecado, contra as hostes espirituais da maldade. O nosso Pai Celeste, deu-nos como exemplo o seu Filho, aquele que venceu o mundo, o pecado, e o inferno; Deus deseja que como o seu Filho venceu possamos vencer também.

Assim, podemos ver que a inteligência espiritual permite a prática da Palavra de Deus, nas várias situações da vida e com isso possibilita que o cristão ande de modo digno da vocação dada por Deus, vencendo a carne, o pecado e a Satanás.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Conhecer a Jesus Cristo


A vida eterna é algo que todos os homens desejam e as vezes existem dúvidas sobre o que se pode fazer para alcançar a vida eterna com Deus. O nosso Mestre o Senhor Jesus, diz-nos que a vida eterna é conhecer a Deus Pai e conhecer ao seu Filho, a quem Ele enviou, como vemos a seguir: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Jo 17:3.

Depois de saber que a vida eterna é conhecer ao Pai e aos seu Filho Jesus, fica a questão o que é conhecer a Jesus Cristo? Conhecer a Jesus Cristo é conhecer ao seu coração, saber o que Ele pensa, e também conhecer o seu carácter. Para se adquirir esse conhecimento é necessário intimidade com o nosso Mestre, através da oração e da meditação da Palavra de Deus.

Quanto mais conhecemos a Deus mais vemos da sua majestade e nos sujeitamos a Deus através da obediência aos seus mandamentos. Por isso o apóstolo João refere que aprova de que conhecemos a Deus é o facto de guardarmos os seus mandamentos. “ Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seu mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seu mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. ” 1 Jo 2:3-4

Todos os mandamentos do nosso Senhor Jesus refletem o seu carácter, e o carácter de Deus Pai. Vemos que ao longo do seu ministério Jesus demonstrou que tinha o mesmo coração Amoroso que o Pai. Como Deus Pai e Deus Filho são Amor, todos os mandamentos de Jesus estavam permeados de amor. Todos os milagres e curas que Jesus Cristo realizou eram fruto do seu grande amor pelo aflito e necessitado.

O nosso Mestre nos recomendou que fossemos humildes, e deixou-nos o seu próprio exemplo para seguirmos. Jesus Cristo, apesar de ser Filho de Deus cheio de glória e de majestade, por amor a nós pecadores, esvaziou-se da sua majestade e veio viver na terra como homem humilde. Vemos isso a seguir: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele subsistindo em forma de Deus, não julgou por usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz ” Fp 2: 5-8

Para agradarmos a Deus Pai, Jesus Cristo recomenda-nos então a mesma humildade que Ele tinha. Ser humilde para com Deus é reconhecer que nada podemos fazer sem Ele, e por isso submeter-nos totalmente aos seus mandamentos e a sua vontade. Para além de devermos ser humildes para com Deus, devemos também ser humildes uns para com os outros. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” Fp 2:3

Para além de ser humilde Jesus também era manso; por isso o nosso Mestre recomenda-nos a mansidão. Ser manso é ter a capacidade de ser delicado com todos, e de ter domínio próprio para controlar as emoções para agir em amor, mesmo sofrendo injustiças e assim obedecer a Deus. Para sermos mansos, devemos também não buscar a vingança, nem retornar o mal com o mal.

Nos versículos a seguir vemos as recomendações do apóstolo Paulo para sermos mansos, quando sofrermos injustiças. “Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmo, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” Rm 12: 17-19, 21.

Deus é Todo-Poderoso, e governa tudo na terra e deseja que os cristão confiem no seu puder de julgar e retribuir as ações dos homens. Por isso o nosso Senhor Jesus recomenda-nos diretamente que não pratiquemos a vingança, mas que pelo contrário abramos o nosso coração para amar aqueles que nos ofenderem. Vemos isso a seguir: “Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vosso inimigos e orai pelos que vos perseguem” Mt 5: 43-44.

O nosso Mestre para além de amar aqueles que tinham necessidade de socorro, Ele vivia para fazer a vontade de Deus. Por isso, o nosso Mestre ensina-nos que Deus deseja que vivamos para praticar aquilo que é justo para Deus e que lutemos para fazer crescer o Reino de Deus. No evangelho de Mateus vemos a recomendação do nosso Mestre para que tenhamos sede e fome da justiça. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” Mt 5:6,

Por tudo isso, a cada dia temos de lutar para conhecer mais a Jesus Cristo, e buscar ao seu Espírito Santo para que possamos então demonstrar que conhecemos a Deus através das nossas atitudes diárias e através da nossa obediência aos mandamentos de Deus. Quando cumprirmos os mandamentos de Deus estamos também a amar a Deus e deixar que o Espírito Santo encontre lugar na nossa vida para usar-nos como desejar.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Requesito da humildade

Jesus Cristo é o fundador da Igreja e é também o Senhor e Mestre de todos os que desejam segui-Lo. Para fazer aquilo que o nosso Mestre ensinou é necessário também aprender a ser como era o nosso Mestre. O nosso Senhor Jesus, sendo o Criador e Senhor de tudo, era manso e humilde de coração.

O forma abnegada com que o Senhor viveu mostra a sua humildade. Ele não veio a terra como um homem rico mas sim como alguém humilde filho de um carpinteiro, que também tornou-se carpinteiro de profissão. O nosso Senhor poderia vir a terra como alguém poderoso e rico mas preferiu vir como homem humilde para mostrar o valor que Deus Pai dá a um coração manso e humilde, que está mais preocupado em servir do que ser servido.

O Espírito Santo fala-nos da necessidade de seguirmos o exemplo de humildade de Jesus Cristo no versículo a seguir: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, pois ele subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Fp 2:5-8

Os poderosos da terra vivem de forma luxuosa e muitos homens deixam-se dominar pela soberba e desejam todas as manifestações sociais que possam mostrar que são superiores aos outros homens. Na humanidade vemos que isto é feito de muitas formas: através de bens materiais (roupas, carros e casas) como também através de servos, ou pessoas que façam tudo o que a pessoa deseja.

Por isso o nosso Senhor, ao ensinar-nos sobre o carácter que devemos ter enquanto seus discípulos referiu que não devemos preocupar-nos em sermos servidos como fazem os poderosos que vivem cercados de criados; mas devemos ser como o Senhor Jesus que veio a terra não para ser servido mas para servir.

Vemos o ensino do nosso Mestre nos versículos a seguir: “Então, Jesus, chamando-os disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20:25-28.

Desta forma o discípulo do Senhor deve também ser humilde e estar sempre pronto para partilhar a sua vida com os outros e também os recursos financeiros que dispuser. A humildade do discípulo é o oposto da soberba que o mundo cultiva. A soberba, necessita de mais bens materiais para sentir-se melhor do que os outros e para realizar-se. A humildade que nos ensina o Senhor Jesus, é aquela que coloca os outros acima de si mesmo e que compartilha aquilo que tem para suprir as necessidades dos outros.

O nosso Mestre faz-nos o convite seguinte: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomais sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” Mt 11:28-3o.

O convite do Senhor Jesus é irrecusável pois apenas com Ele podemos ter descanso para as nossas almas e propósito para as nossas vidas. Apenas precisamos de deixar para trás toda a soberba e egoísmo que o mundo nos ensina e seguir humildemente o nosso Mestre em direção a nossa Pátria Celestial.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Quem será exaltado

Desde cedo, o homem aprende a gostar de ser exaltado. Em criança, aprende gostar de ser acarinhado por todos. Depois de começar a ir a escola aprende a gostar de ser o melhor da turma, a ser elogiado pelas suas capacidades mentais e físicas. Quando o homem começa a relacionar-se com Deus verifica que a exaltação de Deus é diferente daquela que as pessoas fazem: Deus exalta aqueles se se humilham perante Ele e o homem exalta aqueles que têm comportamentos notáveis.

Sendo assim, o homem não pode esperar que Deus o exalte, pelas suas qualidades morais e por causa daquilo que fez, mas sim pela sua humildade. Jesus descreveu numa parábola um certo homem que esperava que Deus o exaltasse por tudo o que ele fazia: ele jejuava duas vezes por semana, dava o dízimo de tudo o que possuía e não tinha comportamentos condenáveis pela sociedade. Por exemplo, ele não roubava, não adulterava e não ganhava o seu dinheiro de forma ilícita como os publicanos.

Contudo, o coração deste homem estava cheio de soberba e não reconhecia que também era pecador e que precisava do perdão e da misericórdia de Deus. Por achar-se perfeito ele já nem orava a Deus mas falava consigo próprio. Vemos isso a seguir: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou dízimo de tudo quanto ganho.” Lc 18:11-12.

A soberba do fariseu afastava-o de Deus e por isso não foi ouvido na sua oração. Deus prefere um pecador que se humilha e que pede o Seu auxílio do que um homem que se acha perfeito, e que não precisa do favor de Deus. O nosso Mestre fala-nos disso na mesma parábola, dizendo-nos que um homem de má fama, um publicano, por se humilhar perante Deus, reconhecendo que era pecador e pedindo a ajuda de Deus, teve os seus pecados perdoados enquanto que o fariseu não.

Nos seguintes versículos podemos ver isso: “O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para a sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” Lc 18:13-18.

A Bíblia mostra que a nossa relação com Deus deve ser alimentada com humildade e que quando nos chegamos a sua presença para orar não podemos estar cheios de soberba. Precisamos de reconhecer que somos pecadores e que nada somos sem Deus. A Bíblia descreve a história de homens que humilharam-se perante Deus e que foram ajudados.

Por exemplo, na história dos reis de Israel houve um rei chamado Manassés que praticou o que era mau para Deus: adorou ídolos, construiu altares para os baalis, colocou ídolos no santuário de Deus em Jerusalém e sacrificou os próprios filhos para deuses. Ele foi um rei que fez tudo o que Deus condenava.

Podemos ver nos versículos seguintes as abominações que Manassés praticava: “Fez o que era mau perante o Senhor, segundo as abominações dos gentios que o Senhor expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. Pois tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, havia derribado, levantou altares aos baalins, e fez postes-ídolos, e se prostrou diante de todo o exército dos céus, e o serviu. Edificou altares na Casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém, porei o meu nome para sempre.” 2Cr 33:2-4.

Quando Manassés foi castigado por Deus sendo levado preso para a Babilónia pelos príncipes da Assíria, ele humilhou-se muito perante Deus e suplicou o favor de Deus, Deus tornou-se favorável a ele e libertou-o da prisão em que se encontrava. Vemos isso a seguir: “Ele, angustiado, suplicou deveras ao Senhor, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais; e fez-lhe oração, e Deus se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então reconheceu Manassés que o Senhor era Deus.” 2 Cr 33:12-13.

Para além da história de Manassés, podemos ver muitas mais pessoas que se humilharam perante Deus e foram ajudadas. Por isso, conhecendo a Deus e sabendo o que devemos fazer para sermos aceites por Deus o apóstolo Pedro aconselha-nos: “Rogo igualmente aos jovens sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns para com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça. Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte,” 1Pe 5:5-6.

Por isso, devemos seguir o conselho do apóstolo Pedro e sermos humildes nos nossos relacionamentos e humilhar-nos sobre a potente mão de Deus. A Bíblia mostra-nos que Deus não se agrada da soberba mas sim da humildade e se seguirmos a sua vontade, Ele a seu tempo nos exaltará.

quarta-feira, 14 de março de 2018

O início da caminhada de Saul

O rei Saul é muito conhecido na história do povo de Israel por ter sido o primeiro rei de Israel. Deus escolheu-lhe para este cargo e colocou nele o seu Espírito para que pudesse governar a Israel e defender o povo dos povos que os oprimiam como os filisteus e os amalequitas. A Bíblia mostra que na altura em que Saul foi escolhido para ser rei ele possuía virtudes de carácter que devemos buscar também para nós ,como  por exemplo,a humildade.

No primeiro livro de Samuel vemos que Saul demonstrava-se humilde e tinha temor a Deus. Para quem ocupa cargos de liderança cristã a humildade é extremamente importante, para que a pessoa não tente projetar-se acima dos outros nem ver os outros como inferiores a si mesmo. Neste livro de Samuel podemos ver que apesar de Saul ser um homem jovem e bonito, ele não achava-se com mérito para ser rei de Israel.

Vemos isso no versículo seguinte: “Então, respondeu Saul e disse: porventura, não sou benjamita, da menor das tribos de Israel? E a minha família, a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas com tais palavras? 1Sm 9:21 Saul achava-se um homem humilde, que não merecia grandes honras, porque a sua família era a mais pequena da tribo de Benjamim.

Hoje, com a vastidão dos meios de comunicação, as pessoas tem acesso a histórias verdadeiras e fictícias de grandes homens e mulheres que fizeram grandes feitos e acabam por achar que merecem também um grande lugar de destaque na sociedade; e muitas vezes acabam por achar-se superior aos outros. Essa falta de humildade também afeta muitos cristãos, que acham-se melhores do que os outros, pelas suas capacidades intelectuais ou mesmo pela sua posição em Cristo.

É preciso humildade para caminharmos com Deus, e vermos que nada somos e que, o que temos, tanto as nossas capacidades intelectuais como a salvação que usufruímos é apenas pela Graça de Deus e não porque somos melhores do que os outros. O Espírito Santo aconselha-nos a admitir como Paulo, que somos o que somos pela Graça de Deus: “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.” 1Co 15:10.

Depois de pouco tempo, um ano depois do seu reinado, Saul tornou-se um homem diferente, ele passou a preocupar-se mais com a sua glória e com o seu reconhecimento como rei e preocupar-se menos em obedecer a Deus. Quando os filisteus reuniram-se para lutar contra Israel, todo o povo de Israel temeu pela sua vida e muitos fugiram do exercito de Saul para não lutarem contra os filisteus.

Deus tinha ordenado, através de Samuel, que Saul aguardasse por sete dias a chegada de Samuel para que ele oferecesse sacrifícios a Deus e recebesse a bênção do Senhor. Após os sete dias, Saul impacientou-se e não quis esperar por Samuel e resolveu oferecer sacrifícios a Deus para que o seu exército não se fosse embora. Saul pecou contra Deus, porque apenas o sacerdote poderia oferecer sacrifícios, e porque ele não se preocupou com o que Deus iria achar mas apenas preocupou-se com o seu exército, que ia-se embora.

“Esperou Saúl sete dias, segundo o prazo determinado por Samuel; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se foi espalhando dali. Então, disse Saul: trazei-me aqui o holocausto e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto. Mal acabara ele de oferecer o holocausto, eis que chega Samuel; Saul lhe foi ao encontro, para o saudar. Samuel perguntou: Que fizeste? Respondeu Saul: Vendo que o povo se ia espalhando daqui, e que tu não vinhas nos dias aprazados, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, eu disse comigo: Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do Senhor; e forçado pelas circunstâncias, ofereci holocaustos.” 1Sm 13:8-12.

Para além de não submeter-se a Deus e de preocupar-se apenas em resolver os problemas que o incomodava, Saul também exaltou-se a si mesmo erguendo uma coluna ou monumento para si, e não para Deus. “Madrugou Samuel para encontrar a Saul pela manhã; e anunciou-se àquele: Já chegou Saul ao Carmelo, e eis que levantou para si um monumento; e dando volta, passou e desceu a Gilgal.” 1Sm 15:12. A partir desde momento Saul demonstrou estar preocupado apenas com a sua glória e não com Deus. Apesar de ter sido ungido para ser rei, Saul afastou-se de Deus.

A humildade deve ser mantida ao longo da vida do cristão mesmo que ele ocupe cargos de liderança cristã e torne-se conhecido. Se o cristão perder a humildade, não vai conseguir submeter-se a Deus e por isso a sua relação com o Pai Celeste vai-se deteriorar. A soberba é inimiga da comunhão com Deus e por isso devemos vigiar o nosso coração para que ela não cresça em nós. O mais importante na vida do cristão não são os cargos ministeriais que ele ocupa mas sim a sua comunhão com Deus. Por isso, devemos procurar a humildade e a mansidão a cada dia.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

As vestes do novo homem

O novo homem, é aquele que nasce não da vontade da carne mas pelo poder do Espírito e passa a fazer parte do reino de Deus. Esse novo homem, passa a ser filho de Deus e pertencente ao reino da luz. Por isso, a forma de se comportar do novo homem tem de ser diferente da forma como se comportam as pessoas que vivem nas trevas. O comportamento é a parte visível do homem e deve ser agradável a Deus da mesma forma como é agradável aos homens ver alguém elegantemente vestido.

As vestes do novo homem são compreendidas por peças básicas que devem estar sempre presentes quando estamos com os outros, para que estejamoa com a dignidade devida de um filho de Deus. Estas peças são: misericórdia, bondade, humildade, mansidão, longanimidade, perdão, amor. Estas peças em conjunto tornam o cristão decente a onde quer que esteja.

Por isso o apóstolo Paulo recomenda-nos que nos revistamos dessas peças, como vemos no versículo a seguir: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós, também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.” Cl 3:12-14.

O nosso Senhor Jesus ao longo do seu ministério vestiu-se sempre de misericórdia. Ele sempre tinha misericórdia dos que sofriam por enfermidade e por exclusão social. Jesus inclusive, mostrava e profundo amor, por todos os homens que levou com que perdoasse todas as ofensas sofridas, mesmo enquanto esteve na cruz do Calvário.

Por tudo isso, o Senhor Jesus é o nosso exemplo de misericórdia a quem devemos imitar. No versículo temos um demonstração da misericórdia de Jesus Cristo. "Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes." Lc 23:34.

A bondade é fundamental no dia a dia dos cristãos, para que eles possam se assemelhar ao Pai Celeste que é bom para todos, tanto com os bons como para os maus. A bondade é a capacidade de fazer o bem aos outros; é uma atitude de amor que pode ser traduzida em gestos de ajuda, compreensão e de boas palavras perante o sofrimento e várias outras situações da vida das pessoas.

O Pai Celeste é bom e ao enviar o seu Filho Amado para pagar os nossos pecados, mostrou grande bondade para com a humanidade. A bondade de Deus é motivo para O louvarmos com toda a nossa gratidão e também para sermos bondosos para com os que estão a nossa volta, da mesma forma como Ele é bondoso connosco. O salmista diz-nos: “Aleluia! Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre.” Sl 106:1.

O nosso Mestre, enquanto esteve na terra deixou-nos exemplo de humildade, que é um elemento que deve sempre estar presente, tanto nas nossas atitudes para com os outros a nossa volta, como para com o nosso Deus. O oposto da humildade é a soberba, o orgulho que se traduzem muitas vezes por uma vontade de ser tratado como superior pelas outras pessoas.


O nosso Senhor Jesus, pelo contrário do que o mundo ensina, demonstrou como é importante ser humilde, pois Ele não se colocava em primeiro lugar, como o mais importante. Mas era aquele que sendo Deus, se fez homem e vivia para servir os outros. Na última Páscoa que o Senhor festejou com os discípulos Ele deu exemplo de como ser humilde lavando os pés aos seus discípulos.

Para além de ter lavado os pés aos discípulos o Senhor Jesus afirmou que imitassem o seu exemplo, porque o Senhor não veio para ser servido mas para servir os outros. Quem quisesse ser o maior, deveria por isso ser servo de todos, como podemos ver a seguir: “e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.” Mt 20:27-28.

A mansidão é importante, num mundo onde as pessoas estão sempre agressivas e prontas para atacar verbalmente ou por gestos. Isto porque o nosso Mestre deixou-nos a incumbência de sermos sal e luz neste mundo. A forma que temos de o ser é imitando a mansidão do Senhor Jesus.

O nosso Mestre era de fácil trato, todos podiam aproximar-se dele. Mesmo perante a oposição e agressividade dos sacerdotes o Senhor Jesus comportava-se calmamente, respondendo sabiamente aos seus opositores. Perante pessoas marginalizadas e rejeitadas o nosso Senhor mostrava-se meigo, delicado, como vemos pela forma como tratou a mulher adultera que estava na eminência de ser apedrejada.


Vemos isso nos versículos a seguir: “Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.” Jo 8:10-11.

O nosso Mestre não é apenas o nosso exemplo de misericórdia, bondade, humildade, mansidão, mas como também é o nosso exemplo de longanimidade, perdão e amor. Deus é longânimo, tardio em irar-se mostra-nos isso pela sua paciência para connosco, homens pecadores, dando-nos a cada dia a hipótese de nos arrependermos dos nossos pecados e de fazer aquilo que nos ordena.

A capacidade de perdão e de amor por nós vai muito além do que possamos alcançar levando o nosso Deus a entregar o seu Filho unigénito para que a nossa relação como Ele pudesse ser restabelecida e os nossos pecados perdoados, como nos diz o versículo seguinte: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Jo 3:16.

Se imitarmos o nosso Senhor Jesus e o Pai Celeste estaremos nos comportando de forma digna para o nosso Mestre e estaremos honrando o seu nome. As nossas vestes devem ser sempre compreendidas por: misericórdia, bondade, humildade, mansidão, longanimidade, perdão e amor. Deus é amor e deseja que amemos aos nosso próximo como a nós mesmos e para isso é necessário estas vestes.

sábado, 5 de agosto de 2017

Vestes interiores


Hoje em dia, as vestes têm uma função não só utilitária, para cobrir e proteger, mas servem como forma de distinção social. Por isso, existe uma grande preocupação com a roupa, não só por motivos práticos como higiene e proteção, mas também como forma de se assumir um determinado status social.

Perante o nosso Senhor Jesus, as roupas com que nos apresentamos também têm muita importância. Perante Deus, estamos vestidos com as características da nossa alma, do nosso carácter e também com as nossas obras na terra. Quanto mais semelhante for o nosso carácter, com o carácter de Jesus, e quanto melhores forem as nossas obras, mais excelentes serão as nossas vestes perante Deus.

Um cristão pode estar, para Deus, miseravelmente vestido e até nu, devido a natureza das suas obras e do seu caráter também. O nosso Senhor Jesus diz-nos isso nos versículos seguintes: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre cego e nu.” Ap 3:17.


Um cristão cheio de riquezas, mas que vive de forma egoísta sem se preocupar com os outros a sua volta, nem com Deus é uma pessoa espiritualmente pobre e nesta situação o Senhor Jesus aconselha: “Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.” Ap 3:18.

Para além do cristão precisar de fazer boas obras em favor do próximo, precisa também de ter vestes brancas. Estas vestes são conquistadas com a purificação pelo sangue de Jesus Cristo e também pelo desenvolvimento de algumas características que ajudam o cristão a aproximar-se em caráter de Jesus Cristo.

Uma dessas características é a misericórdia. A misericórdia é capacidade de ser generoso com aquele que está sofrido mas também a capacidade de perdoar as ofensas cometidas contra nós. A prática do perdão purifica a alma da amargura, do ódio e do ressentimento. Para além disso, dá-nos um bom relacionamento com o Pai Celeste: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará;” Mt 6:14


A bondade e a humildade também são essenciais para que as vestes do cristão estejam brancas. A bondade é a capacidade de fazer apenas bem aos outros, indo de encontro as necessidades físicas, emocionais daqueles que estão a nossa volta. Essa caraterística aproxima-nos de Deus porque Deus é bom não apenas com aqueles que O amam mas também com os maus.


A humildade, é a capacidade de se sujeitar a vontade de Deus e ao mesmo tempo é a capacidade de agir sem arrogância, orgulho ou altivez. Um, cristão humilde, ouve a voz de Deus, obedecendo as instruções do Mestre, e comporta-se com os outros sem soberba ou orgulho; inclusive veste-se de forma modesta.


Pela grande importância da humildade, bondade, misericórdia, longanimidade, na vida do cristão, o apóstolo Paulo aconselha-nos a revestir-nos sempre destas características, como vemos no versículo a seguir: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.” Cl 3:12.


Nos momentos difíceis onde somos convidados pela carne e pelo mundo a desviar-nos na Palavra de Deus, devemos revestir-nos destas características e comportar-nos de forma que agrada a Deus. Todas as atitudes da carne desagradam a Deus e devem ser evitadas por nós. “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Rm 8:8.


Deus deseja que as nossas vestes sejam alvas em todo o tempo, como vemos a seguir: “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça.” Ec 9:8 Por isso devemos a cada dia preocupar-nos sobre como estão as nossas vestes perante Deus e lutarmos para mantermos as nossas vestes brancas, pois o Espírito Santo com certeza nos ajudara a cada dia a alcançar esse objetivo.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sede meus imitadores


O apóstolo Paulo em várias cartas aconselhou as várias igrejas que fossem seus imitadores na sua fé e na sua vida para Deus. Hoje o apóstolo Paulo continua a ser uma referência para os cristãos pela forma como se entregou a Jesus Cristo e dedicou a sua vida inteiramente a propagação do evangelho.


No versículo a seguir vemos, o conselho de Paulo como pai da fé de muitos cristãos, perante a soberba de alguns cristãos da igreja de Corinto. “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.” 1Co 4:11. Paulo era um discípulo fiel de Cristo, e tinha como referência e modelo de comportamento o próprio Senhor Jesus, que era humilde e manso de coração.


A igreja de Corinto demonstrava pouca espiritualidade no seu comportamento uns com os outros; pois havia ciúmes e contendas entre eles. Eles gloriavam-se nos homens e na sabedoria que tinham a ponto de se ensoberbecerem um em detrimento do outro. Por isso, Paulo relembra-lhes do seu próprio modo de agir, da sua humildade no comportamento com os outros irmãos.


A Igreja de hoje, pode receber também a admoestação de Paulo, e procurar ser imitadora dele, pois ele demonstrou em vários aspetos ser um servo fiel de Deus, dedicado a Igreja de Cristo. Ele era um verdadeiro discípulo, reconhecido por aqueles que tinham andado com Jesus, como Pedro e Tiago, pois o próprio Senhor Jesus lhe aparecera e entregou-lhe o evangelho pessoalmente.


A primeira coisa que podemos salientar do comportamento de Paulo é que ele não fixava a sua atenção nas coisas materiais, que os olhos podem alcançar, mas sim para as coisas celestiais, aquelas que os nossos olhos não conseguem ver porque sabia que as coisas que se veem são temporárias, e as que não se veem são eternas. Vemos isso no versículo a seguir: “não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que não se veem; porque as que se veem são temporais, e as que não se veem são eternas.” 2Co 4: 18.


Paulo sabia que era muito melhor estar no céu do que estar vivo na terra, e considerava que enquanto estava vivo estava ausente do Senhor. Esse conhecimento fazia com que ele tivesse bom ânimo perante as dificuldades que passava, porque ele vivia para estar com Jesus e gozar das coisas celestes. Paulo diz-nos isso no versículo a seguir: “Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; visto que andamos por fé e não pelo que vemos.” 2Co 5:6-7.


Para além de ter bom ânimo, Paulo demonstrava ser um exemplo na pureza, na longanimidade, na bondade para com os outros, e no amor não fingido. Por isso ele recomendava-se a si próprio como podemos ler no versículo a seguir: “Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias(...) na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido.” 2Co 6:4,6. Essas qualidades devem ser cultivadas e buscadas em Deus pelos cristãos de hoje também.


O nosso Mestre, o Senhor Jesus era o dono da vida de Paulo e ele vivia para Deus e esforçava-se para agradar ao Senhor Jesus. Paulo esforçava-se por conquistar todo o tipo de pessoas para Jesus Cristo. Ele não considerava as dores e os sofrimentos por que passava, porque o mais importante da sua vida era Jesus Cristo e o Evangelho.

No versículo a seguir vemos as palavras de Paulo sobre isso: “É por isso, que nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes para lhe sermos agradáveis.” 2Co 5: 9. Tudo o que fizesse por amor a Cristo, seria recompensado quando estivesse perante o tribunal de Cristo.
Paulo tinha a plena consciência de que Jesus Cristo tinha morrido por todos nós para que nós, os cristãos, já não vivêssemos para nós mesmos, mas sim para Jesus Cristo. É de grande importância termos a consciência que já não somos de nós mesmos, que agora somos de Jesus e que devemos viver para Ele, para fazer a sua vontade.
O egoísmo e a soberba, são totalmente condenáveis; os cristãos não podem pensar apenas em si mesmo, mas em Jesus Cristo e no próximo. Vemos isso no versículo a seguir: “Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” 2 Co 5:15.

Ao longo da sua caminhada cristã, Paulo esforçou-se para ser cooperador de Jesus Cristo. Paulo lutava a cada dia para proclamar o evangelho, e anunciar a salvação que há em Jesus Cristo, da mesma forma que o Mestre fez. Ele lutava para fazer crescer a Igreja de Cristo, fazendo viagens missionárias.

A Graça da Salvação e o dom da Presença do Espírito Santo na sua vida não foram recebidos em vão; Paulo esforçou-se para ser um servo diligente e trabalhar muito para o seu Senhor. Por isso ele disse o seguinte a igreja em Corinto: “E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus.” 2Co 6:1

Apesar de ser um pai da igreja e exemplo para outros cristãos, Paulo não considerava que já tinha alcançado a perfeição; mas prosseguia diariamente para conquistar a vida eterna que Jesus Cristo lhe ofereceu. “Não que eu já tenha já recebido ou já tenha obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.” Fp 3:12.

Paulo não fixava o seu olhar no passado, naquilo que tinha feito de bom ou mal. Pelo contrário, ele esquecia-se das coisas que ficavam para trás e avançava para as coisas que tinha diante de si e prosseguia para o alvo, para o prémio da vocação de Deus em Cristo Jesus como vemos a seguir: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Fp 3:13-14.
A Igreja de Cristo era o objeto da dedicação e amor do apóstolo Paulo. Ele cuidava exemplarmente do rebanho que lhe tinha sido confiado por Deus e mesmo ausente cuidava das ovelhas de Cristo, escrevendo cartas para exortar os cristãos a seguirem o modelo do Senhor Jesus, que ele próprio imitava. At 20: 20,27.

A vida de Paulo era totalmente dedicada a Deus e ele vivia para cumprir a sua carreira e o ministério que tinha recebido de Jesus Cristo para testemunhar o evangelho da graça. Vemos isso a seguir: “Em nada considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.” At 20: 24.
Devemos imitar a dedicação de Paulo a Deus e a sua Igreja, preservando para cumprir o ministério que recebemos do Senhor Jesus, sendo testemunhas do Evangelho da Graça.
É importante esforçarmos para desenvolvermos a humildade, a longanimidade, e o amor pelo próximo. Nas nossas mentes devem estar sempre a ideia de que a vida eterna e tudo o que Deus tem para nós é incomparável as coisas desta terra e por isso devemos ter bom ânimo nas aflições pois estaremos para sempre com o Senhor no céu.

sábado, 17 de setembro de 2016

A glória dos homens


Nos últimos anos temos visto na nossa sociedade um aumento do número de pessoas que buscam a fama através de reality shows e programas diversos. A busca da fama e dos aplausos tornou-se um objetivo de vida de muitas pessoas. Contudo essa busca de aplausos e fama não está de acordo com aquilo que o nosso Senhor Jesus nos ensinou.


O nosso Senhor Jesus enquanto caminhou na terra nunca buscou a fama e os aplausos dos homens. Apesar de ser conhecido por multidões, pessoas a quem curava, libertava dos demónios, e pregava o evangelho, o nosso Senhor não queria ser aclamado e retirava-se para orar ao Pai quando pessoas o cercavam para aclamarem-no.

 
Tudo o que o Senhor Jesus fazia era para agradar ao Pai Celeste e nunca para receber a glória dos homens. No livro do Evangelho segundo João o nosso Senhor Jesus diz-nos que não recebia a glória dos homens, e que a glória que recebia vinha do Pai Celestial, como vemos a seguir: “Eu não aceito a glória que vem dos homens;” Jo 5:41. “Respondeu Jesus: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória nada é; quem me glorifica é meu Pai, o qual vós dizeis que é vosso Deus” Jo 8:54.

 
Nos evangelhos vemos por duas vezes o Pai glorificando o seu Filho Jesus, dizendo que o nosso Mestre é o seu Filho em quem Ele se compraz. Estes momentos foram depois do batismo de Jesus Cristo e na sua transfiguração enquanto estava num monte com João, Tiago e Pedro, como nos refere o versículo a seguir: “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” Mt 17:5.

 
Devemos seguir os passos do Senhor Jesus e buscar apenas a glória, o reconhecimento de Deus Pai. O Espírito Santo ensina-nos através da Bíblia a fazer-nos tudo como se estivéssemos a fazer para o Senhor Jesus, pois seremos recompensados no céu. A mentalidade mundana, da busca da fama e dos aplausos dos homens deve ser renegada pelos cristãos. O nosso Senhor Jesus avisa-nos a não praticarmos nenhuma boa obra com o objetivo de sermos vistos.

 
O nosso Mestre diz-nos ainda que se fizermos alguma boa obra com o intuito de sermos vistos e aplaudidos pelos homens, já perdemos o galardão da parte do Pai Celeste. Podemos ver as palavras do nosso Mestre no versículo seguinte: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.” Mt 6:1

 
O nosso Senhor Jesus buscou apenas a glória, o reconhecimento de tudo o que fez junto do Pai Celeste, e por isso o Pai exaltou o seu nome a cima de todo o nome e colocou-o assentado a sua dextra como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

 
Devemos buscar a glória do Pai Celeste e sermos humildes, não só com os que estão a nosso volta, mas sobretudo com Deus Pai pois o Pai Celeste exalta a todos os que são humildes e que buscam diariamente agrada-Lo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Simples como as pombas


O nosso Senhor Jesus ao enviar os seus doze discípulos para pregarem o evangelho, para curarem toda a sorte de enfermidades, e para expelirem espíritos imundos, aconselhou-os a serem simples como as pombas como vemos a seguir: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.” Mt 10:16.

A simplicidade é portanto, fundamental para que os cristãos se assemelhem em carácter ao Senhor Jesus, para fazerem as obras que o nosso Senhor Jesus nos ordena, e para que possam renegar as influências do mundo, como a concupisciência da carne, a concupisciência dos olhos e a soberba na vida.

A simplicidade do cristão está relacionada com a humildade, ausência de soberba e de arrogância. Podemos ver na Bíblia várias passagens que nos alertam a não sermos soberbos. Uma destas passagens é o versículo a seguir: “Ao que as ocultas calunia o próximo, a esse destruirei, o que tem olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei” Sl 101:5.

A soberba é o oposto do carácter do cristão, do carácter no nosso exemplo, o Senhor Jesus Cristo. O nosso Mestre, Jesus Cristo, não era soberbo, pelo contrário era manso e humilde de coração. O nosso Senhor não se exaltava a si mesmo, nem com trajes finos, nem com um olhar altivo para com o próximo.

O nosso Mestre era humilde em todas as áreas da vida e podemos destacar a sua grande humildade nos seus relacionamentos, e na forma humilde como vivia na terra, sem ter inclusive onde reclinar a cabeça. Nos seus relacionamentos, ou seja, na forma como lidava com as outras pessoas o nosso Mestre não demonstrava um olhar altivo para com ninguém: nem para o pecador, nem para o mendigo.

No evangelho segundo João, vemos que o nosso Senhor não olhou com altivez ou com superioridade para a mulher adúltera, como os escribas, os fariseus e todos aqueles que vieram para apedreja-la. Vemos isso nos versículos a seguir: “Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tão pouco te condeno; vai e não peques mais.” Jo 8:10-11.

Como vemos o nosso Senhor não a condenou, como os escribas e fariseus, que eram o modelo, na altura, de conduta e que por isso achavam-se melhores que os outros. Pelo contrário, o Senhor Jesus estendeu-lhe a oportunidade de começar uma nova vida em vez de a condenar a morte. Por isso devemos seguir o exemplo do Senhor Jesus, e não ter um olhar altivo perante o pecador ou o mendigo.
 
Apesar de ser Filho de Deus, Criador dos céus e da terra, de ter poder para multiplicar pães e peixes, transformar água em vinho, o nosso Senhor Jesus não vivia faustosamente na terra; mas sim como toda a humildade, vivendo servindo aos outros em vez de ser servido. Em Filipenses, está referido a forma como o Senhor Jesus esvaziou-se da sua glória e se entregou na cruz do Calvário por amor a nós.

Podemos ver isso a seguir: “antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Fp 2: 7-8. O esvaziamento do Senhor Jesus permitiu que cumprisse obedientemente a vontade do Pai e que se entregasse na cruz do Calvário por nós. Por isso devemos também nos esvaziar, no nosso eu e das nossas prioridades.

Temos a promessa de que Deus exalta a aqueles que se humilham, que se reconhecem como pecadores e que se sujeitam a vontade de Deus Pai sem se acharem superiores ao seu próximo. Deus Pai exaltou ao Senhor Jesus depois de o nosso Senhor ter-se humilhado e de ter-se entregue a morte no Calvário pela humanidade. Por isso o nosso Senhor Jesus hoje está sentado a dextra de Deus Pai e tudo governa.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ministério


O ministério é algo que nos foi ensinado pelo Senhor Jesus, como algo executado em favor dos outros com toda a humildade e amor. Contudo, que nos últimos tempos a palavra ministério tem ganhado uma outra conotação totalmente diferente. Hoje ministério é sinónimo de estatuto e projeção social dentro das igrejas e por isso uma forma de ter poder sobre outras vidas.

Com a ideia de estatuto e projeção social então associados ao ministério uma atitude de soberba e altivez, contrárias aos ensinamentos do Mestre. O nosso Senhor Jesus ensinou e mostrou-nos como deveria ser exercido o ministério. Em todos os tempos, sempre existiu a ideia de que o maior, ou o líder era aquele que mandava e que por isso era aquele que era servido.

O nosso Mestre diz-nos que na sua Igreja, ou no seu Reino, não seria como no mundo. Por outras palavras aquele que dirigia, ou o maior era aquele que servia a todos, tomando o lugar mais humilde entre todos. Vemos isso no versículo seguinte: “Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós, pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo;” Mt 20:25-27.

O nosso Mestre inclusive demonstrou que o maior era aquele que tomava o papel de escravo e que desempenhava as funções menos honrosas como por exemplo lavar os pés, como vemos no versículos seguinte: “Ora, se eu, sendo Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Jo 13:14-16.

O nosso Senhor Jesus é a maior figura do Cristianismo, a pessoa mais importante. Contudo, apesar de ser o mais importante, o nosso Mestre tomou o papel de servo, e viveu servindo os outros, aliviando as necessidades de cura física e espiritual daqueles com quem se encontrava. O nosso Senhor Jesus diz-nos isso no versículo seguinte: “tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20:28.

A motivação do serviço do nosso Senhor aos outros era sempre o amor, pelas pessoas com quem se encontrava ou que iam até Ele pedindo socorro. A motivação do serviço deve ser como foi a do Senhor Jesus: o amor pelo próximo e não uma procura de projeção social dentro das igrejas.

Aquele que executa um ministério, ou seja, o ministro, deve ter a consciência de que ele é apenas um servo, executando um serviço pelo seu Senhor Jesus Cristo. O ministro gere os negócios do seu Senhor, e nada do que gere é seu e por isso tem de ser responsável em tudo o que faz e prestar contas ao seu Senhor. Como é apenas um servo, o ministro deve procurar fazer mais a vontade do seu Senhor Jesus do que fazer a sua vontade, inclusive no seu ministério.

O ministro ou servo ao ministrar aos outros, coloca em pratica o amor por Deus Pai e o seu amor pelos outros. O nosso Jesus preparou para aqueles que o aceitassem como Senhor e salvador das suas vidas, um caminho com a prática de boas obras, nas quais se inclui a ministração ao próximo na Igreja. O Espírito Santo deseja que os cristãos sirvam ao nosso Senhor Jesus e para que o possamos fazer O Espírito Santo reveste os cristão com o seu poder que os capacita a servir com amor e total entrega.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Como eu vos fiz, façais vós também


O nosso Senhor Jesus é o nosso Mestre, aquele que nos ensina como devemos andar ao longo do tempo da nossa peregrinação nesta terra. Mas para além de nosso Mestre, o nosso Senhor Jesus também é o nosso exemplo de conduta de vida; o nosso Mestre nos ensinou como devemos nos comportar com os nossos irmãos e também com o nosso próximo em geral. Na Igreja, todos os cristãos têm por isso como referência de conduta o nosso Senhor Jesus, que era manso e humilde e se entregou a si mesmo por nós.
 
Quando se aproximou o tempo em que o Mestre havia de ser entregue aos principais sacerdotes e anciãos, o nosso Senhor deu-nos o exemplo de como deveria ser o nosso comportamento perante os nossos irmãos. Para isso, o nosso Senhor tomou o papel de escravo e tomou uma bacia e lavou os pés aos discípulos. Naquela época apenas os escravos lavavam os pés às outras pessoas. Esta tarefa, apesar de grande importância naquele tempo, não era muito nobre, pois as pessoas andavam quilómetros em estradas empoeiradas, e consequentemente ficam com os pés suados e sujos.
 
Este ato de serviço humilde foi acompanhado da seguinte advertência: " Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros." Jo 13:13-14. O mais importante desta advertência, é o seguinte: "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também." Jo 13:15.
 
O nosso Senhor Jesus deve ser o nosso exemplo de vida, e por isso devemos imita-Lo não só no serviço cheio de humildade feito para os nossos irmãos, como também no amor que demonstrou para com o próximo e a Sua perseverança, mesmo perante grandes oposições, em seguir firme na obediência ao Pai Celeste, no cumprimento do propósito de Deus para a sua vida.
 
Durante o tempo que esteve ministrando, o Senhor Jesus demonstrou sempre um comportamento de servo, de alguém que estava sempre disposto a servir aos necessitados: nas suas enfermidades, realizando curas milagrosas; satisfazendo a necessidade de alimento, multiplicando pães e peixes; e também servindo aqueles que necessitavam de perdão e salvação, oferecendo o seu perdão e a hipótese de recomeçar uma nova vida. O nosso Senhor doou completamente a sua vida ao ponto de não só viver para responder as necessidades dos outros, como também entregando-se na cruz do Calvário para o resgate de muitos.
 
Desta forma, na sua primeira vinda o nosso Senhor não veio como um homem importante, com muitas pessoas para servi-Lo; mas veio sim, como um homem humilde, pobre e que servia os outros, dando alimento, curando enfermidades e pregando a vontade do nosso Pai Celeste para as nossas vidas. A humildades da pessoa de Jesus pode ser vista no facto de Ele conviver com pessoas desprezadas pela sociedade; ao contrário das pessoas ricas e importantes que só conviviam com pessoas ilustres da sociedade.  Este facto surpreendia muito os escribas e fariseus da altura que comentavam o facto de ele comer e beber com publicanos e pecadores.
 
O nosso Senhor Jesus também advertiu aos seus discípulos que no mundo os governadores e aqueles que exercem autoridade são aqueles que são servidos e que dominam os outros. Mas, no reino de Deus aquele que quiser tornar-se grande é este quem deve ser o servo de todos; da mesma forma que o Senhor Jesus que, sendo Senhor e Mestre, não veio ao mundo para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.
 
Podemos ver as palavras do Senhor Jesus sobre esse assunto nos versículos seguinte: "Então, Jesus, chamando-os disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse que vos sirva ; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua  vida em resgate de muitos." Mt 20: 25-28.
 
O exemplo de vida cristã a ser tomado deve ser a vida do Senhor Jesus; e por isso devemos viver para servir ao nosso próximo e entregar as nossas vidas a Deus e a sua vontade. Devemos ser humildes e tomar a posição de servos perante o nosso próximo, ou seja, de escravos, como o nosso Senhor Jesus que lavou os pés aos discípulos.  Devemos viver imitando ao nosso Senhor Jesus Cristo, que viva amando ao próximo e estendendo a sua mão a todos os desamparados e marginalizados pela sociedade.

domingo, 27 de setembro de 2015

Frutos da restauração


Após a restauração, o povo de Deus tem uma aparência diferente fruto da aceitação do Senhor Jesus como modelo de vida, e do andar nos caminhos do Mestre. O nosso Senhor Jesus era manso e humilde. A sua humildade não só se demonstrava na sua aparência mas na sua posição perante os homens.

Isto porque, sendo Filho de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus e a si mesmo se humilhou e viveu como um homem humilde despojado de tudo o que era considerado luxo na sua época, como os vestuários caros e outros bens matérias que os ricos possuíam.

O nosso Senhor teve como objetivo único da sua vida fazer a vontade do Pai e por isso considerava o ato de fazer a vontade do Pai o alimento da sua vida. Por isso o nosso Senhor confiava unicamente no Pai e não nas suas emoções.

No momento em que Jesus estava no jardim do Getsémani, triste, comtemplando a dor que sofreria enquanto fosse julgado e levado para cruz do Calvário, o nosso Mestre pediu ao Pai que tudo que vivesse fosse segundo a vontade do Pai e não segundo a sua vontade (Mt 26: 39).

Da mesma forma que o nosso Mestre, o povo restaurado é marcado pela modéstia. É um povo que não se rege pelos padrões do mundo e na procura de luxo e de mais bens matérias. É um povo modesto na sua aparência mas também no seu estilo de vida.

Em Sofonias, Deus diz-nos através do seu profeta que depois da restauração da rebelde e manchada Israel, o povo seria modesto e humilde; e que confiaria no nome do Senhor: “Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor” Sf 3:12.

Em vez de confiar nas suas forças e riquezas, o povo confia unicamente no Senhor Jesus e na sua força. A Bíblia mostra a grande importância de confiar no Senhor e não nas riquezas, capacidades de luta, em outros homens ou no próprio coração. O salmista diz: “Israel confia no Senhor; ele é o seu amparo e o seu escudo.” Sl 115:9. Os que confiam no Senhor são comparados na Bíblia com o monte de Sião que não se abala mas permanece firme para sempre (Sl 125:1).

O povo de Deus quando restaurado pratica a justiça, pois é um povo benigno para com o pobre e o aflito; é também misericordioso para com o próximo, perdoando as falhas cometidas contra ele. Para além disso é um povo justo pois anda segundo a vontade de Deus.

Por isso o povo restaurado já não pratica injustiça como fazia quando estava longe de Deus; nem ama a mentira, mas sim a verdade, porque é apascentado pelo Senhor Jesus, pois é o seu rebanho. “Os restantes de Israel não cometerão iniquidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa, porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante.” Sf 3:13.

Este povo viverá seguro, sem medo e rejubilará por toda a sua vida, perante a esperança de viver eternamente com o Senhor. O Senhor Deus afirma por isso através do profeta Sofonias: “Canta, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te e, de todo coração, exulta ó filha de Jerusalém. O Senhor afastou as sentenças que eram contra ti e lançou fora o teu inimigo. O Rei de Israel, o Senhor está no meio de ti; tu já não verás mal algum.” Sf 3:14-15.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Seguindo as pegadas do Mestre

O nosso Mestre, o Senhor Jesus é o exemplo dos crentes da caminhada cristã. Todos aqueles que aceitam Jesus como Senhor e Salvador são convidados a seguir as pegas do Mestre: a andar como Ele andou, a amar como ele amou e a pensar como Ele pensou.
 
O nosso Mestre andou sempre em amor e ensinou os seus discípulos a amarem-se uns aos outros, a amarem os seus inimigos, e amarem todos aqueles que tivessem em necessidade, como os órfãos, viúvas, estrangeiros. O apóstolo Paulo aconselha-nos a sermos imitadores de Deus, e andar em amor como Jesus Cristo nos amou:” Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” Ef 5:1-2.
O nosso Mestre em sua vida andou em pureza, pois nunca pecou. No seu coração não havia malícia, hipocrisia, inveja, desejo de vingança, ódio, pelo contrário era manso e humilde; quando era ultrajado, não ameaçava. O nosso Mestre para além de perdoar aqueles que o ultrajaram entregou-se a si mesmo para perdão dos nossos pecados, como nos diz o apóstolo Pedro na sua primeira epístola ”o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado não revidava com ultraje; quando maltratado não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente,” 1Pe 2:22-23.
Outro exemplo importante que o Mestre nos deixou foi de humildade. Mesmo sendo Deus, criador do céu e da terra, o Deus eterno, esvaziou-se da sua glória e fez-se homem, como nós, e viveu de forma humilde, como filho de um carpinteiro, e entregou-se por todos nós, através da morte mais humilhante da sua época, a morte de cruz.
O exemplo de humildade dado por Jesus Cristo é-nos descrito pelo apóstolo Paulo na sua epístola aos Filipenses ”Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo, Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte a morte de cruz.” Fp 2 5-5.
Jesus Cristo deu-nos também o exemplo de vida de oração. O nosso Mestre estava sempre em oração, falando com o Pai Celestial e ensinou aos discípulos a orarem sempre sem nuca esmorecer. ”Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade,” Hb 5:7.
O nosso Mestre também é para nós exemplo do que é padecer com paciência. Apesar de sofrer tão grande oposição o nosso Mestre nunca desistiu de obedecer a vontade do Pai, e seguiu o plano para nossa salvação até ao fim. Por isso o autor da epístola aos Hebreus aconselha-nos atentar para Jesus Cristo: ”olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” Hb 12:3.
Jesus Cristo deu-nos o exemplo de resistência a tentação pois apesar de tentado nunca cedeu a tentação. O nosso Mestre foi tentado por Satanás que utilizou as mesmas concupiscências que utilizou para tentar Adão e Eva: a concupiscência da carne, pois tentou Jesus a transforar pedras em pães para matar a sua fome (Mt 4:3-4); a soberba da vida, porque quis que o Mestre se exaltasse a si mesmo e mostrasse que era Filho de Deus, atirando-se de um pináculo (Mt 4:5-7); e a concupiscência dos olhos, mostrando ao Mestre todos os reinos do mundo e a glória deles e indicando uma maneira fácil de ser Rei: adorando-o. Contudo, o Mestre não cedeu a tentação e continuou a sua caminhada em obediência ao Pai.
Como Jesus Cristo devemos ser firmes perante as tentações e não ceder as hipóteses oferecidas pelo tentador. O diabo oferece atalhos, onde a nossa pureza ou integridade ficam manchadas e por isso devem ser rejeitados. Não se pode usar meios errados para atingir coisas certas. Nada é bom quando viola as Escrituras.