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sábado, 14 de setembro de 2019

Acima de tudo


A Bíblia ensina-nos que prioridades devemos dar a nossa vida, e ajuda-nos colocar cada área da nossa vida numa hierarquia de prioridades que agrade a Deus. Hoje em dia o cristão tem o desafio de conciliar a sua vida espiritual, com a sua vida profissional, familiar, e outras coisas determinantes na nossa vida. Deus través da sua Palavra diz-nos que devemos colocar acima de tudo a nossa vida espiritual.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus diz-nos através dos evangelhos que devemos colocar a nossa vida espiritual acima de tudo na nossa vida, buscando em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” Mt 6:33.

O Reino de Deus é regido por regras diferentes das que encontramos no mundo, e a figura central do Reino de Deus é Jesus Cristo e a sua vontade. Por isso, ao buscarmos o Reino de Deus buscamos a Jesus Cristo e ao Pai Celeste, e colocamos como prioridade a sua vontade. A obediência a vontade do Pai Celeste é um dos requisitos para após a nossa morte termos lugar no reino de Deus, como vemos no versículo a seguir: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Mt 7:21.

Ao longo do seu dia a dia, o cristão tem, portanto, como prioridade obedecer a vontade do Pai, em todas as áreas da sua vida. Na sua obediência a Palavra de Deus, o cristão demonstra a sua obediência ao primeiro mandamento dado por Deus, que é o de amar a Deus acima de tudo. “Respondeu Jesus: O principal é: Ouve ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” Mc 12:29-30.

Enquanto o cristão se dedica em obedecer a vontade do Pai Celeste, acaba por amar ao seu próximo e por obedecer ao mandamento dado pelo Senhor Jesus. Nesse mandamento o nosso Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos que se amassem uns aos outros da mesma forma com Ele tinha os tinha amado. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34.

No amor ao Pai Celeste e ao próximo, o cristão coloca em segundo lugar os seus interesses pessoais, e coloca em primeiro lugar a justiça e o amor ensinado pelo nosso Mestre. Essa prioridade, faz com que a maior realização pessoal do cristão seja a obediência a vontade do Pai Celeste.

A alegria pela aprovação do Pai Celeste passa a ser maior do que a alegria conseguida na vida profissional, familiar, entre outras coisas. Essa satisfação pela aprovação de Deus deve motivar também ao cristão a buscar aquilo que é agradável a Deus e a ter prazer naquilo que dá alegria ao Pai Celeste. “provando sempre o que é agradável ao Senhor.” Ef 5:10.

O nosso Mestre o Senhor Jesus, como Filho de Deus, nos ensinou como deveríamos honrar a Deus, e agir como seus filhos. O nosso Mestre mostrou-nos como é glorioso ouvir do nosso Pai Celeste a sua aprovação do Pai Celeste e o convite para entrarmos no gozo eterno. Por isso como filhos e como servos que somos podemos ter a esperança de ouvir: “Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” Mt 25:23.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

As características do carácter cristão


Deus ao planear a salvação do homem não desejou apenas que ele tivesse acesso a um lugar no céu, mas que sofresse uma transformação no seu caráter para atingisse a maior semelhança possível com o Senhor Jesus, o Filho de Deus. Esse objetivo de Deus para a vida do cristão deve ser reconhecido, para que se possa deixar que o Espírito Santo trabalhe no nosso seu caráter e faça crescer o Fruto do seu Espírito

No Novo Testamento podemos ver as características que Deus deseja desenvolver nas nossa vidas. O nosso Mestre, o Senhor Jesus, ensinou-nos no seu sermão do monte como deveria ser um cristão. Podemos ler o que o nosso Mestre nos ensinou nos versículos a seguir: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.” Mt 5:3-12

Deus Pai é um Deus de amor; Nele não há ódio, não há maldade; Ele é totalmente Santo, é a definição do Amor. Como nosso Pai, Ele deseja que nós, como seus filhos, sejamos semelhantes a Ele. Por isso, o nosso Mestre diz-nos que amemos o nosso próximo da mesma forma como Deus Pai ama os bons e os maus. “Eu porém, vos digo: amai os vosso inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.” Mt 5:44-45.

A Bíblia dá-nos outro motivo para amarmos ao nosso próximo, que é a gratidão. Se formos gratos a Deus por Ele nos ter salvado através da morte do seu Filho, o Senhor Jesus, ficaremos comprometidos em servi-Lo ao longo da nossa via e em seguir os mandamentos do seu Filho Jesus. O nosso compromisso com Deus mostra-se quando nos negamos a nós próprios e seguimos a vontade do nosso Mestre, comos lemos a seguir: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” Lc 9:23

Por isso, como nos diz o apóstolo João, se amarmos e Deus e formos gratos a Ele, acabaremos por amar ao nosso próximo: “ Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado ao seu Filho unigênito ao mundo para vivermos por meio dele.” 1 Jo 4:7-9

Se quisermos amar a Deus, amando ao nosso próximo temos de dar espaço ao Espírito Santo para que Ele faça brotar em nós o seu fruto, que é composto de características que devem constituir o caracter do cristão: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5:22-23.

O Espírito Santo reforça a necessidade de termos o caráter cristão na primeira epístola do apóstolo Paulo aos corítinos. “Ainda que eu fale aos línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará” 1Co 131-3. Mesmo que façamos muita coisa para Deus e tenhamos todos dons do Espírito Santo, se não tivermos o carácter cristão não seremos nada. O carácter cristão é o ingrediente que torna amoroso o que fazemos para Deus.

Se substituirmos nos versículos seguinte a palavra amor pela palavra cristão vemos as caraterísticas que devem estar presentes no caráter do cristão: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com o a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” 1Co 13:4-7

Isto porque Deus é Amor, e mostrou através do seu Filho que deseja que sejamos mansos e humildes; e que imitemos o nosso Mestre na sua dedicação a Deus e ao próximo. O cristão deve ser paciente, benigno; não deve arder em ciúmes por causa da vida dos outros; não deve se ufanar, nem ser soberbo; não deve se conduzir incovenientemente, nem viver para procurar apenas os seus interesses.

O Cristão não deve se exasperar com as atitudes dos outros; nem se ressentir do mal lhe façam; não deve se alegrar com a injustiça praticada contra os outros; mas deve-se regozijar com a verdade, e com as coisas boas que acontecem na vida do seu próximo. O cristão deve ser paciente e ser capaz de tudo sofrer, e acreditar em todas as promessas de Deus para a sua vida.

E em caso de necessidade deve suportar tudo o que for necessário para que a obediência a Deus seja praticada todos os dias da sua vida. Todos os cristão devem deixar que o Espírito Santo trabalhe nas suas vidas para que eles possam agradar a Deus com o seu carácter.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

A fé que vence o mundo


O nosso Mestre, o Senhor Jesus, é o Filho de Deus que veio ao mundo para ser a propiciação pelos nossos pecados. Ele venceu o mundo e deseja que cada cristão vença também o mundo. Como não é fácil vencer o mundo, o nosso Senhor enviou-nos o seu Espírito Santo para nos capacitar nessa missão diária de sermos vitoriosos sobre o mundo.

Para além do Espírito Santo, o que nos vai permitir vencer o mundo, o que nos faz vencer diariamente o mundo é a nossa fé. “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo a nossa fé.”1 Jo 5:4 O mundo é o sistema contrário a Deus e do qual Deus deseja que nos afastemos.

O apóstolo João diz-nos que aquele que ama ao mundo está afastado da comunhão com Deus e não consegue agrada-Lo. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo, a concupisciência da carne, a concupisciência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas do mundo.” 1 Jo 2:15-6.

O Espírito Santo ensina-nos através das Sagradas Escrituras que a fé é sinónimo de fidelidade a Deus. Na descrição do fruto gerado pelo Espírito Santo, vemos que um dos componentes do mesmo é a fé ou fidelidade. “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,” Gl 5: 22 A palavra fé aparece em várias traduções como fidelidade.

Os autores do Antigo Testamento, utilizaram uma palavra  em hebraico, para falar de fé, que pode ser traduzida como confiança digna, lealdade e fidelidade. No Novo Testamento foi utilizado em grego palavras que podem ser traduzidas como fé, fidelidade, confiança e lealdade. Assim, vemos que para vencermos o mundo precisamos de ser fieis a Deus a cada dia.

A nossa fidelidade a Deus mostra-se com a nossa obediência aos mandamentos de nosso Senhor Jesus. Um dos maiores mandamentos do nosso Senhor Jesus e que nos define enquanto cristãos é aquele que nos diz que devemos amar-nos uns aos outros, da mesma forma como o Senhor Jesus nos amou. “Novo mandamento vou dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Jo 13:34-35.

A nossa vitória sobre mundo, concretiza-se através de atitudes em que aplicamos de forma prática o mandamento do Senhor Jesus de amarmos o nosso próximo. O apóstolo João diz-nos que se virmos alguém a nossa volta a padecer necessidade, devemos mostrar a nossa fé em Deus, não apenas com palavras, mas com atitudes de obediência aos ensinos do Mestre. “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir o seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” 1 Jo3:17

O apóstolo Tiago refere o mesmo e questiona se alguém diz que tem fé, mas não demonstra fidelidade aos mandamentos de Deus, será que tem uma fé que o pode salvar? “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode acaso, semelhante fé salva-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados de alimento cotidiado, e qualquer de vós lhe disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.” Tg 2: 14-17.

A nosso fé, demonstra-se na nossa fidelidade em obedecer a Deus. E se não somos fieis a Deus, a nossa vida espiritual precisa de ser revista e necessitamos de buscar ao Espírito Santo para ajudar-nos a ser fieis a Deus. Existem apenas duas hipóteses na nossa vida espiritual: ou agradamos a Deus e estamos próximos do Seu coração, ou não agradamos a Deus e estamos afastamos dos seus mandamentos e da comunhão com Ele. Se quisermos ter uma fé que vence o mundo precisamos de ser fieis a Deus, agrada-Lo através da obediência aos seus mandamentos nas nossa atitudes diárias. Só assim poderemos ter uma fé que vence o mundo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Prudência

A prudência é algo que Deus nos ensina a praticar, no nosso dia a dia, em todas as nossas atitudes. A prudência é a capacidade de analisar os vários fatos a nossa volta, avaliar as possíveis consequências e tomar a atitude mais correta de acordo com os ensinos de Deus.

O sábio do livro de Eclesiastes ensina-nos que como não sabemos as coisas que podem acontecer amanhã, o mais prudente para o cristão é repartir o que tiver nas mãos com os outros. “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Reparte com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá a terra.” Ec 11:1-3.

Há uma lógica para Deus, ensinada pelo nosso Mestre Jesus, que é contrária aos ensinos do mundo. Essa lógica diz-nos que quando partilhamos com os outros o que temos ficamos mais ricos para Deus e vice-versa. Por isso o nosso Mestre aconselhou-nos a não andarmos ansiosos em acumular riquezas para nós próprios, mas pelo contrário a pedir ao Pai Celeste o pão de cada dia e a partilharmos o que temos com os outros.“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde os ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;” Mt 6: 19-20.

O facto de abençoarmos a vida de outras pessoas com os nossos recursos faz-nos ficar mais ricos para Deus. O nosso Senhor Jesus aconselha-nos por isso, a utilizar os nossos recursos para suprir as necessidades dos outros, pois Deus se agradará de nós e assim acumularemos tesouros nos céus. “Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome,” Lc 12:33-34.

Deus ensina-nos a trabalharmos pelo pão de cada dia, mas aconselha-nos a não vivermos para ajuntar tesouros na terra. O nosso objetivo de vida não deve por isso, ser para ajuntarmos riquezas para nós mesmos. Nos versículos seguintes da oração do Pai nosso, vemos o nosso Senhor Jesus salientando a nossa necessidade de ajuda do Pai para termos o pão nosso de cada dia.“Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; o pão nosso cotidiao dá-nos de dia em dia;” Lc 11: 2-3.

O apóstolo Paulo também diz-nos que é necessário trabalhar, na sua epístola aos efésios; e que cada cristão deve trabalhar para ter com o que repartir com o próximo. “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.” Ef 4:28.

Para além de mostrar prudência, quando partilhamos o que temos com os outros em necessidade também estamos a obedecer ao mandamento do nosso Senhor Jesus e a amar ao nosso próximo. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Jo 13:34-35.

O apóstolo Tiago admoestava-nos a praticar a nossa fé através de obras concretas. “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode acaso, semelhante fé salva-lo? Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” Tg 2:14-16.

A nossa fé manifesta-se também em atitudes práticas de obediência aos mandamentos do Mestre; neste caso, o amor que o irmão deve demostrar para com o outro que está em necessidade é partilhando o que tem de forma a minimizar as suas necessidades. Isto, porque a fé é também sinónimo de fidelidade a pessoa de Jesus e aos seus mandamentos. Quando alguém diz que tem fé em Jesus, diz que acredita que Ele é seu Senhor, Salvador e seu Mestre e por isso, que segue os mandamentos do nosso Mestre. Por isso, é necessário haver concordância entre as nossas atitudes e a nossa afirmação de que cremos e seguimos o nosso Senhor Jesus.

domingo, 16 de abril de 2017

A fé e a fidelidade


A fidelidade é uma expressão que se utiliza em relacionamentos humanos de todos os tipos: matrimoniais, comerciais, empresariais, familiares e outros. No nosso relacionamento com Deus esta expressão revela-se de grande importância pois é uma atitude que reflete a nossa fé em Deus.

O homem ao aproximar-se Deus apercebe-se da Sua Santidade e consequentemente da natureza pecadora que existe no homem. Como nos diz o apóstolo Paulo todos os homens pecaram e estão destituídos da glória de Deus. “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,” Rm 3:23-24.

Por isso a fé é a resposta do homem a revelação de Deus, tanto à revelação da Sua Palavra como do Seu poder. Assim, quando o homem está perante do Deus Todo-Poderoso, prostra-se diante Dele e deposita a sua confiança na Sua Palavra e no Seu poder.

Apesar da fé em Deus estar relacionada com um sentimento, ou com uma decisão, ela expressa-se obrigatoriamente em atitudes. Por isso, a fidelidade é a expressão da fé sentida pelo cristão. A fidelidade à Deus é demonstrada pela obediência constante a Palavra de Deus e pela prática de boas obras em favor do próximo.
 
A fé e a fidelidade na obediência a Deus e na pratica das boas obras, estão tão intimamente relacionadas que o apóstolo Tiago diz-nos que a fé sem obras está morta, como vemos a seguir: "Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode acaso, semelhante fé salva-lo? Tg 2:14.

Como Deus é um ser pessoal que pensa, sente, e ama de forma incondicional, quando queremos nos relacionar com Ele temos de nos purificar de todo o sentimento de interesse e egoísmo, e com humildade e obediência, nos comprometermos com Ele pois Deus é Santo e Fiel. Deus não deseja que nos aproximemos Dele apenas por interesse mas porque o amamos, da mesma forma como nós humanos gostamos de que se aproximem de nós porque gostam de nós e não por interesse.

O apóstolo Paulo diz-nos na epistola a Timóteo, como vemos a seguir, que Deus em todas as circunstâncias se mantém fiel pois não pode negar-se a si mesmo. “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” 2Tm 2:13. O compromisso, e a consequente fidelidade faz parte da essência de Deus e mesmo que não sejamos fieis a Deus, Ele continua fiel.

O homem, por vezes, devido a sua natureza pecaminosa, e também devido as influências das trevas tem motivos para não ser fiel. Mas Deus é totalmente Santo e afastado do pecado do homem e da maldade do reino das trevas e tem um relacionamento connosco de puro amor.

Deus, considerando a nossa natureza pecadora, deseja ajudar-nos a mostrar fidelidade para com Ele e a tornar-nos mais semelhantes em carácter a Jesus Cristo. O Espirito Santo, estando em nós deseja fazer brotar o Seu Fruto. Um dos gomos do fruto do Espirito Santo é a fidelidade, como vemos a seguir: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gl 5:22-23.

O próprio Espírito Santo deseja ajudar-nos a sermos fieis a Deus, controlando as nossa atitudes de forma a que coloquemos o nosso relacionamento com Deus em primeiro lugar, honrando o nosso compromisso com Ele. Tudo isto para que a nossa fé em Deus seja possa ser traduzida em fidelidade e compromisso com Deus.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Débora, um instrumento nas mãos de Deus

No livro dos Juízes vemos o relato da história do povo de Israel depois da conquista da terra de Canaã. Neste período de 265 anos de que relata o livro, vemos as consequências do afastamento do povo de Israel dos mandamentos de Deus, e também a grande misericórdia e graça do nosso Deus que ouvia os israelitas quando eles clamavam por perdão e socorro e assim enviava um juiz para libertar o povo da opressão. Débora, foi um dos juízes usados por Deus para libertar o povo de Israel da opressão dos cananeus e ao mesmo tempo para ensinar o povo a andar segundo a vontade de Deus.
 
Débora era um mulher consagrada a Deus e não deixava-se contaminar pela idolatria dos restantes elementos do povo mas entregou-se a Deus e dedicou-se a ouvir e a falar com Deus. Débora era uma profetiza; ela declarava ao povo a vontade de Deus e convivia com os israelitas de forma humilde, desapegada aos bens matérias. Podemos ver isso na forma como ela atendia ao povo de Israel que subia a ela a juízo: ela atendia-os debaixo de uma palmeira, com toda a simplicidade, sem necessitar de grandes instalações. "Débora, profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo. Ela atendia debaixo da palmeira de Débora, entre Ramá e Betel na região montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ela a juízo." Jz 4:4-5.
 
O povo de Israel naquela altura tinha se afastado de Deus e a idolatria tinha se alastrado entre o povo. Por causa da desobediência, Deus disciplinou-os entregando-os nas mãos dos cananeus, que os oprimiram duramente durante 20 anos, como vemos nos versículos seguintes: " Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau perante o Senhor, depois de falecer Eúde. Entregou-os o Senhor nas mãos de Joabim, rei de Cannã, que reinava em Hazor. Sísera era o comandante do seu exército, o qual, então, habitava em Harosete-Hagoim. Clamaram os filhos de Israel ao Senhor, porquanto Jabim tinha novecentos carros de ferro e, por vinte anos, oprimia duramente durante os filhos de Israel." Jz 4:1-3.
 
A certa altura, Débora transmite ao comandante do exército, a Baraque que Deus tinha ordenado que ele tomasse dez mil homens de Naftali e de Zebulom porque o Senhor entregaria Sísera e os seu exército, nas suas mãos. Podemos ver isso nos versículos seguintes: "Mandou ela chamar a Baraque, filho de Abinoão, de quedes de Naftali, e disse-lhe: Porventura, o Senhor, Deus de Israel, não deu ordem, dizendo: Vai, e leva gente ao monte de Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom? E farei ir a ti para o ribeiro Quisom a Sísera, comandante do exército de Jabim, com os seus carros e as suas tropas; e o darei nas tua mãos." Jz 4:6-7.
 
Contudo, Baraque não demonstrou total confiança em Deus e exigiu que Débora fosse com ele, caso contrário não iria.  Débora, inspirada pelo Espírito Santo, respondeu que iria com ele, mas que a honra de matar a Sísera, Deus entregaria nas mãos de uma mulher.  Podemos ver as palavras de Barque e Débora nos versículos seguintes: "Então lhe disse Baraque: Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo, não irei. Ela respondeu: Certamente, irei contigo, porém não será tua a honra da investida que empreendes; pois ás mãos de uma mulher o Senhor entregará a Sísera. E saiu Débora e se foi com Baraque para Quedes. " Jz 4:8-9.
 
Débora mostrou, ao ir com Baraque, que tinha fé em Deus, e no livramento que Deus tinha prometido, e que não temia pela sua vida por confiar em Deus. Como Deus prometeu, O Senhor derrotou a Sísera  e a todo o seu exército como vemos no versículo a seguir: "E o Senhor derrotou a Sísera e a todos os seus carros, e a todo o seu exército a fio de espada, diante de Baraque; e Sísera saltou do carro e fugiu a pé." Jz 4:15. 
 
Deus, como tinha anunciado a Baraque, entregou a Sísera nas mãos de uma mulher, Jael, que depois de dar guarida a Sísera e de o deixar dormir, matou-o com uma estaca na fronte: "Então Jael, mulher de Héber, tomou uma estaca da tenda, e lançou mão de um martelo, e foi-se mansamente a ele, e lhe cravou a estaca na fonte, de sorte que penetrou na terra, estando ele em profundo sono e mui exausto; e assim morreu." Jz 4:21.
 
Nos dias atuais, onde todos a nossa volta cultivam a ideia de que não é necessário adorar a Deus, nem seguir aos seus mandamentos devemos ser com Débora, que no meio da idolatria do seu povo, manteve-se firme na obediência e adoração a Deus podendo ser usada como instrumento, nas mãos de Deus, para julgar e libertar o povo de Israel.
 
Devemos confiar em Deus mesmo que as circunstâncias seja ameaçadoras e os inimigos sejam fortes como o exército de Sísera. Perante o convite de Deus para irmos enfrentar os nossos inimigos com a Sua ajuda não devemos duvidar como Baraque que impôs condições para enfrentar Sísera. Contudo, apesar de sermos pecadores e de existir no meio da terra muito pecado e várias formas de idolatria, Deus não desiste de nós e pela sua grande Graça e Misericórdia nos protege e abençoa.

sábado, 29 de agosto de 2015

Homens fieis


Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, são exemplos de coragem e de fidelidade a Deus pela forma como viveram na Babilónia e sobretudo pela forma como enfrentaram os problemas que lhes surgiram. Um dos acontecimentos mais marcantes da história destes homens de Deus foi a forma como preferiram enfrentar a morte numa fornalha ardente do que desobedecer a Deus, adorando uma estátua de ouro (Dn 3: 16-18).

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, foram nomeados para altos cargos no reino da Babilónia, e por isso desfrutavam de bens materiais e privilégios que a maioria do povo não desfrutava. No entanto no dia em que o rei Nabucodunosor erigiu uma estátua de ouro e ordenou que todos se curvassem perante a estátua, em adoração, eles recusaram-se a desobedecer a Deus e preferiram enfrentar a morte numa fornalha de fogo.

Assim, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego preferiram, amar a Deus, perder as suas vidas, com todos os seus bens, família e posição social, do que desobedecer a Deus e adorar a um ídolo. Em Deuteronómio Deus afirma: “Não terás outros deuses diante de mim. (…) não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso (…)” Dt 5: 7, 9. Por isso, eles preferiram obedecer a palavra de Deus do que preservar as suas vidas e seus bens.

O rei Nabucudonosor ficou furioso e ordenou aos seus soldados que os atirassem numa fornalha ardente, extremamente quente, que até matou aos soldados que foram encarregados da tarefa de os colocar na fornalha. Mas, Deus salvou a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego da morte, e foi visto com eles um homem “semelhante a um filho dos deuses” que passeava com os três homens dentro da fornalha ardente. Para além de não se queimarem, a roupa deles nem foi chamuscada (Dn 3:25-27).

O grandioso milagre assistido pelo furioso rei Nabucudonosor teve um grande impacto na sua perspetiva sobre o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Ele louvou a Deus e reconheceu o Deus dos hebreus como maior do que qualquer Deus: ”Falou Nabucudonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem ao seu deus, senão ao seu Deus.” Dn 3: 28.

Para aqueles que são fieis a Deus, e que O amam mais do que as suas vidas, bens, familiares, e posição social, Deus promete protege-los do mal, usa-los para a sua glória e fazer pelas suas vidas infinitamente mais do que podemos imaginar. “ Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós.” Ef 3:20.

No dia-a-dia de todos os crentes, pequenos e grandes dilemas exigem que o crente se decida entre obedecer a Deus e a sua Palavra ou obedecer a seus próprios desejos e tentações do mundo. Sobre este assunto o apóstolo Paulo aconselha-nos a levar todo o pensamento cativo a obediência a Cristo com as seguintes palavras: ”Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo,” 2 Co 10:4-5.