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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Inimizade contra Deus

O homem depois de encontrar-se com Deus e conhecer a Jesus como o seu Senhor e Salvador, pode continuar a ter um comportamento fora dos padrões da Palavra de Deus. Ao homem com este comportamento a Bíblia chama de homem carnal. O homem carnal tem algumas características que devem ser conhecidas de forma a evitar esses comportamentos.

As principais características relacionam-se com a forma como o homem encara o seu próximo: ele  vê o próximo com inveja e maldade ; e deixa-se envolver por contendas e outras coisas que desagradam a Deus. O apóstolo Paulo refere na epístola aos coríntios que os cristãos manifestam um comportamento carnal quando se deixam envolver por ciúmes e contendas. “Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. (…) Porquanto havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo os homem?” 1Co 3:1,3

A carnalidade opõe-se a espiritualidade que Deus deseja para os cristãos. A carnalidade demonstra-se nos ciúmes, na soberba, nos comportamentos inconvenientes. A carnalidade manifesta-se quando o cristão, nas suas decisões, direciona-se mais para os seus próprios interesses, do que para os interesses de Deus. O cristão carnal, coloca de lado o mandamento de Jesus, de nos amaremos uns aos outros, e põe os seus interesses em primeiro lugar. Por isso, coloca o seu eu no centro da sua vida e não Jesus Cristo e a sua Palavra.

A maldade, que se traduz no desejo de ver o próximo mal, numa situação difícil, faz com que o cristão carnal, alegre-se com as injustiças sofridas pelo seu próximo. Sabemos que Deus é benigno e misericordioso, e que deseja que os seus filhos, sejam também benignos e misericordiosos. Quando não existe no coração do cristão benignidade, mas maldade, ele coloca-se numa posição contrária a vontade de Deus. Como vemos a seguir, Deus deseja que andemos em amor: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, (…) não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;” 1Co 3: 4,6.

Deus é Amor, e quando o homem conduz-se no ódio e na maldade, pensa de uma forma, que se opõe a vontade de Deus para os homens. Por isso, quando o homem está na carne não pode agradar a Deus, e ainda faz-se inimigo de Deus, porque rebela-se contra o senhorio de Deus na sua vida e deseja combater a obra de Deus na vida dos outros. Se deixar-nos levar pelas coisas da carne andamos no sentido contrário à direção do céu. “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeita à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Porquanto os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Rm 8:7-8

Para podermos ser amigos de Deus temos de ser submissos à sua vontade, e caminharmos na direção apontada por Deus. A Bíblia, diz-nos que Abraão o nosso pai na fé foi considerado amigo de Deus, porque colocou a sua fé em Deus, e foi obediente em tudo. “Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou, e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e Foi chamado amigo de Deus.” Tg 2:22-23.

O Espírito Santo deseja conduzir-nos de forma a que nos torne-mos graduadamente mais amigos de Deus e mais próximo do exemplo do nosso Senhor Jesus. Ele deseja produzir em nós o seu Fruto, e capacitar-nos a deixarmos ser usados por Deus nos seus assuntos. Podemos ver na epístola aos gálatas os componentes do Fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.

A amizade com Deus é um privilégio que os homens têm e que deve ser preservada. Deus é Senhor, e deve governar as nossas vidas. Pela criação de Deus que está a nossa, e pela salvação que o Pai Celeste nos concedeu, através do seu Filho Amado, devemos temer a Deus, e ser-Lhe obedientes; Deus merece todo o nosso amor e devoção.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

As características do carácter cristão


Deus ao planear a salvação do homem não desejou apenas que ele tivesse acesso a um lugar no céu, mas que sofresse uma transformação no seu caráter para atingisse a maior semelhança possível com o Senhor Jesus, o Filho de Deus. Esse objetivo de Deus para a vida do cristão deve ser reconhecido, para que se possa deixar que o Espírito Santo trabalhe no nosso seu caráter e faça crescer o Fruto do seu Espírito

No Novo Testamento podemos ver as características que Deus deseja desenvolver nas nossa vidas. O nosso Mestre, o Senhor Jesus, ensinou-nos no seu sermão do monte como deveria ser um cristão. Podemos ler o que o nosso Mestre nos ensinou nos versículos a seguir: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.” Mt 5:3-12

Deus Pai é um Deus de amor; Nele não há ódio, não há maldade; Ele é totalmente Santo, é a definição do Amor. Como nosso Pai, Ele deseja que nós, como seus filhos, sejamos semelhantes a Ele. Por isso, o nosso Mestre diz-nos que amemos o nosso próximo da mesma forma como Deus Pai ama os bons e os maus. “Eu porém, vos digo: amai os vosso inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.” Mt 5:44-45.

A Bíblia dá-nos outro motivo para amarmos ao nosso próximo, que é a gratidão. Se formos gratos a Deus por Ele nos ter salvado através da morte do seu Filho, o Senhor Jesus, ficaremos comprometidos em servi-Lo ao longo da nossa via e em seguir os mandamentos do seu Filho Jesus. O nosso compromisso com Deus mostra-se quando nos negamos a nós próprios e seguimos a vontade do nosso Mestre, comos lemos a seguir: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” Lc 9:23

Por isso, como nos diz o apóstolo João, se amarmos e Deus e formos gratos a Ele, acabaremos por amar ao nosso próximo: “ Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado ao seu Filho unigênito ao mundo para vivermos por meio dele.” 1 Jo 4:7-9

Se quisermos amar a Deus, amando ao nosso próximo temos de dar espaço ao Espírito Santo para que Ele faça brotar em nós o seu fruto, que é composto de características que devem constituir o caracter do cristão: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5:22-23.

O Espírito Santo reforça a necessidade de termos o caráter cristão na primeira epístola do apóstolo Paulo aos corítinos. “Ainda que eu fale aos línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará” 1Co 131-3. Mesmo que façamos muita coisa para Deus e tenhamos todos dons do Espírito Santo, se não tivermos o carácter cristão não seremos nada. O carácter cristão é o ingrediente que torna amoroso o que fazemos para Deus.

Se substituirmos nos versículos seguinte a palavra amor pela palavra cristão vemos as caraterísticas que devem estar presentes no caráter do cristão: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com o a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” 1Co 13:4-7

Isto porque Deus é Amor, e mostrou através do seu Filho que deseja que sejamos mansos e humildes; e que imitemos o nosso Mestre na sua dedicação a Deus e ao próximo. O cristão deve ser paciente, benigno; não deve arder em ciúmes por causa da vida dos outros; não deve se ufanar, nem ser soberbo; não deve se conduzir incovenientemente, nem viver para procurar apenas os seus interesses.

O Cristão não deve se exasperar com as atitudes dos outros; nem se ressentir do mal lhe façam; não deve se alegrar com a injustiça praticada contra os outros; mas deve-se regozijar com a verdade, e com as coisas boas que acontecem na vida do seu próximo. O cristão deve ser paciente e ser capaz de tudo sofrer, e acreditar em todas as promessas de Deus para a sua vida.

E em caso de necessidade deve suportar tudo o que for necessário para que a obediência a Deus seja praticada todos os dias da sua vida. Todos os cristão devem deixar que o Espírito Santo trabalhe nas suas vidas para que eles possam agradar a Deus com o seu carácter.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Domínio próprio

As emoções são um elemento positivo do ser humano, que permitem que ele desfrute de momentos com sensações positivas como alegria. Contudo, as emoções não podem determinar a forma como vemos as coisas a nossa volta, nem dirigir os nossos passos. A vida cristã exige a prática do domínio próprio, das emoções que surgem em nós para que possamos agir de acordo com a vontade de Deus.

O nosso Senhor Jesus é o nosso exemplo máximo de domínio próprio, pois em todas as situações que de viveu de insultos, ofensas, maltrato físico, nunca reagiu com raiva, nem ofensa e cumpriu humildemente a sua missão até ao fim morrendo voluntariamente na cruz do Calvário por nós. “pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças , mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.” 1Pe 2:23-24.

Na Bíblia vemos outro exemplo de alguém que teve domínio próprio e que por isso, abriu a porta do seu coração para ouvir o que Deus tinha a dizer sobre o assunto que estava a viver. Essa pessoa foi José. Ele estava noivo de Maria e soube que ela estava grávida. Provavelmente José deve ter sentindo-se traído mas mesmo assim, não deixou que a sua deceção controlasse as suas emoções; não reagiu com ira, e tentou poupar a Maria de escândalos. Por isso, José pensou em deixar Maria secretamente.

Sabemos que a vida amorosa é uma área da nossa vida onde as emoções são frequentes e para um jovem saber que a sua noiva estava grávida não era fácil. Mesmo assim, José teve domínio próprio e conseguiu ouvir a voz de Deus, quando um anjo falou que não deixasse Maria. “Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixa-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.” Mt 1:19-20.

Ao longo do nosso dia a adia muitas coisas sucedem a nossa volta; cada uma dessas coisas podem despertar-nos emoções muitos diferentes. Como Deus deu-nos a capacidade de controlar as nossas emoções temos de estar constantemente alertas quanto ao tipo de emoção que surge em nós. Isto porque algumas emoções dão oportunidade para que façamos coisas que não estão de acordo com a Palavra de Deus.

Por exemplo, a ira, que é uma reação de descontentamento em relação a alguma coisa, pode abrir espaço para que o diabo faça coisas más nos nossos relacionamentos, como por exemplo, criar inimizades, ódios e outras coisas más. Por isso devemos vigiar os nossos sentimentos, como nos aconselha o Espírito Santo nos versículos a seguir para que o diabo não ache oportunidade para agir nos nossos relacionamentos. “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.” Ef 4:26-27.

O Espírito Santo deseja controlar a nossa vida e por isso devemos estar a atentos a todas as emoções que podem nos levar a cometer atos que desagradam a Deus. Por exemplo, o mundo ensina que quanto mais temos, mais felizes seremos. Se focarmos a nossa atenção naquilo que os outros têm e nós não temos, acabaremos por ficar com ciúmes, invejas, com ódio e até mais egoístas. A nossa felicidade deve ser focada em Deus e naquilo que Ele nos dá e não nos bens materiais.

A seguir temos algumas ações que desagradam a Deus e que são motivadas por emoções más que enraizaram no coração e que se traduziram em ações. “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já antes vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” Gl 5:19-21.

Os crentes têm um grande privilégio, que é ter relacionamento com Deus e gozar da vida eterna. O diabo e os seus anjos, não têm esse privilégio, por estarem condenados ao inferno. Por isso, ele tenta atingir os crentes, e afasta-los da presença de Deus, tentando chamar a nossa atenção para coisas que não são agradáveis a Deus, e também criando situações onde possa tentar-nos a agir de forma contrária aos ensinamentos de Deus.

Por isso, a cada dia, temos de ser sóbrios, moderados em tudo o que envolva os apetites sensuais, para não sermos tentados a dar mais valor, do que o necessário, à coisas relacionadas como os nossos sentidos como: comer, beber, vestir, o sexo, o possuir objetos entre outras coisas. Devemos também ser contidos nas nossas emoções, serenos e recatados. O Espírito Santo aconselha-nos isso no versículo seguinte: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” 1Pe 5:8

O domínio próprio é algo que deve ser exercitado em todos os instantes da nossa vida, de forma a que as emoções não controlem as nossas ações. Quando lutamos para agradar ao Senhor com as nossas ações o seu Espírito Santo age em nós dando-nos também o domínio próprio sobrenatural, que faz parte do Fruto do seu Espírito.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Paciência do sofrimento

A vida cristã apesar de ser regida por normas e de muita coisa do que acontece ser fruto de alguma atitude nossa, existem muitas coisas que acontecem sem esperarmos, e que não são fruto de nenhum pecado ou falta que tenhamos cometido. Essas situações para nós são imprevisíveis, embora Deus tenha controle sobre elas, e as vezes podem trazer algum sofrimento.

Um exemplo da Bíblia de alguém que sofreu sem ter cometido nenhum pecado, que explicasse tanto sofrimento, foi Jó. Os seus filhos morreram todos, e da mesma forma todo o seu gado e outros bens que possuía. Apesar de todo o sofrimento Jó manteve a sua posição como servo fiel e temente a Deus e nunca se revoltou nem blasfemou.

O apóstolo Tiago fala-nos sobre a paciência de Jó na sua epístola: “Eis que temos por felizes os que perseveram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo.” Tg 5:11. Aqueles que perseveram firmes no temor do Senhor durante o seu sofrimento são bem-aventurados. A estes o Senhor recompensará da mesma forma como recompensou a Jó.

A paciência pode ser definida como uma atitude na qual existe autocontrole ou domínio próprio; é a atitude de calma e concentração perante uma situação desagradável ou de incómodos vários. O antónimo de paciência é irritação, impaciência, agitação. Perante um sofrimento ou agimos com paciência ou agimos com irritação e inconformismo. Devemos procurar ser pacientes pois Deus ensina-nos que devemos fugir da ira, e de toda a irritação.

No versículo a seguir vemos o conselho que o Espírito Santo dá-nos através do seguinte versículo de Salmos: “Descansa no Senhor e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios. Deixa a ira, e abandona o furor; não te impacientes; certamente isso acaba mal.” Sl 37:7-8.

Jó, por exemplo, foi desafiado pela mulher, a mostrar ira contra a situação em que se encontrava. Ela tentou convencer-lhe a blasfemar contra Deus por toda a calamidade que sofreu, mas ele foi paciente mostrando domínio próprio e continuou mostrando fé no Deus a quem tinha servido ao longo da sua vida.

No versículo a seguir vemos as palavras da mulher de Jó e a resposta que ele lhe deu: “Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre. Mas ele respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.” Jó 2:9-10.

O livro de Jó mostra-nos que Deus se agrada que mostremos paciência quando estamos em algum sofrimento. Não devemos irritar-nos, nem ficar desassossegados mas sim exercitar o domínio próprio e perseverar na fé e na obediência a Deus. Devemos seguir o conselho do apóstolo Paulo que vemos a seguir: “regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração perseverantes;” Rm 12:12.

A paciência também é sinónimo de longanimidade, um dos componentes do fruto do Espírito Santo. Deus deseja assemelhar-nos ao seu Filho Jesus Cristo e por isso deseja fazer brotar todas as componentes do fruto do Espírito Santo. Por isso, podemos dizer que o Espírito Santo deseja tornar-nos longânimos da mesma forma como o Senhor Jesus era.

O apóstolo Pedro fala-nos da forma longânima como Jesus reagia perante os sofrimentos, como vemos no versículo a seguir: “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em nosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achava em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente,” 1Pe 2:21-23.

Por tudo isso, todos os cristãos são chamados a seguir o exemplo de Jesus Cristo, a não reagir com irritação e vontade de vingança perante os sofrimentos, mas sim reagir com paciência. Se formos insultados não precisamos de responder com insultos, se formos injustiçados não devemos pensar em vingança. O Espírito Santo deseja fazer nascer em nós a mesma longanimidade que existia no Senhor Jesus e por isso devemos dar espaço para que Ele possa fazer essa obra na nossa vida.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Direção do Espírito Santo


O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade que veio ficar com a Igreja, depois da ascensão de Jesus Cristo. O Espírito Santo é fundamental para a vida da Igreja pois dirige os crentes nos caminhos do Senhor Jesus. Para além disso o Espírito Santo capacita os crentes a testemunharem a pessoa de Jesus Cristo.


Na vida diária os cristãos necessitam de uma direção sobre os diversos assuntos da vida, sobretudo nos relacionamentos e assuntos relacionados com a prática da Palavra de Deus. O Espírito Santo é Deus e por isso dirige os cristãos nos caminhos ensinados por Jesus Cristo. Quando um cristão pede a direção do Espírito Santo não pode esperar que Ele lhe aconselhe coisas que não estejam na Bíblia ou atitudes que desagradam a Deus como discussões, vinganças, maldades entre outras coisas.


O Espírito Santo conduz os cristãos em caminhos de Paz: paz com Deus, respeitando a vontade de Deus para o homem, e paz com o próximo, aquele a quem o Senhor Jesus nos ordenou que amassemos da mesma forma que Ele nos amou. Tudo o que o cristão pode esperar do Espírito Santo são orientações que vão de encontro aos ensinamentos do Senhor Jesus.


Antes de morrer pelos nossos pecados o Senhor Jesus afirmou aos seus discípulos que o Espírito Santo viria sobre eles e que Ele os iria guiar em toda a verdade que lhes foi ensinada enquanto estiveram com o Mestre. Vemos isso a seguir: “quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.” Jo 16:13.


O nosso Senhor Jesus ordenou-nos que amássemos a Deus a cima de todas as coisas e que amassemos aos nosso próximo da mesma forma como Ele nos amou a nós. O amor ao Mestre e ao Pai Celeste só pode ser demonstrado pela obediência aos mandamentos de Deus como vemos a seguir: “ Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e o meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos morada.” Jo 14: 23.


Da mesma forma quando não obedecemos aos mandamentos de Deus mostramos pouco amor por Ele: “Quem não me ama não guarda da minha palavra; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.” Jo 14:24. O Espírito Santo como Deus que é, vai dirigir os cristãos na obediência aos mandamentos de Deus e na prática do amor ao próximo.


Quando nos recusamos amar ao próximo estamos a desobedecer aos nosso Senhor Jesus que nos deixou como mandamento que nos amassemos uns aos outros na mesma forma como Ele nos amou a nós. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34.


Nessa situação estamos a pecar e a negarmos, mesmo sem saber, a receber a direção do Espírito Santo. Isto porque o Espírito Santo vai conduzir aos cristãos em tudo o que esteja de acordo com a ordem de Jesus de nos amarmos uns aos outros da mesma forma como Ele nos amou. Se estivermos interessados em vingar-nos de alguém, discutir ou ofender a alguém já estamos a mostrar ao Espírito Santo que não queremos a sua direção.

 
O Espírito Santo deseja levar-nos aos caminhos do perdão, da bondade, da fidelidade, da mansidão e da temperança. Se nos deixarmos orientar pelo Espírito Santo praticaremos ações, de acordo com o carater do Senhor Jesus, que é bondoso, misericordioso e humilde. O Espírito Santo também deseja transformar o nosso coração de forma a que o nosso coração se assemelhe ao coração do Senhor Jesus.


Por isso ao praticarmos ações de acordo com os mandamentos do Senhor Jesus e ao pensarmos no próximo de forma misericordiosa e benigna , damos espaço para a direção do Espírito Santo e Ele fará brotar em nós o seu Fruto, que é indicado no versículo a seguir: “Mas o fruto Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5:22. Desta forma caminharemos nos caminhos de Deus e nos tornaremos gradativamente mais semelhantes ao Senhor Jesus.

domingo, 16 de abril de 2017

A fé e a fidelidade


A fidelidade é uma expressão que se utiliza em relacionamentos humanos de todos os tipos: matrimoniais, comerciais, empresariais, familiares e outros. No nosso relacionamento com Deus esta expressão revela-se de grande importância pois é uma atitude que reflete a nossa fé em Deus.

O homem ao aproximar-se Deus apercebe-se da Sua Santidade e consequentemente da natureza pecadora que existe no homem. Como nos diz o apóstolo Paulo todos os homens pecaram e estão destituídos da glória de Deus. “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,” Rm 3:23-24.

Por isso a fé é a resposta do homem a revelação de Deus, tanto à revelação da Sua Palavra como do Seu poder. Assim, quando o homem está perante do Deus Todo-Poderoso, prostra-se diante Dele e deposita a sua confiança na Sua Palavra e no Seu poder.

Apesar da fé em Deus estar relacionada com um sentimento, ou com uma decisão, ela expressa-se obrigatoriamente em atitudes. Por isso, a fidelidade é a expressão da fé sentida pelo cristão. A fidelidade à Deus é demonstrada pela obediência constante a Palavra de Deus e pela prática de boas obras em favor do próximo.
 
A fé e a fidelidade na obediência a Deus e na pratica das boas obras, estão tão intimamente relacionadas que o apóstolo Tiago diz-nos que a fé sem obras está morta, como vemos a seguir: "Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode acaso, semelhante fé salva-lo? Tg 2:14.

Como Deus é um ser pessoal que pensa, sente, e ama de forma incondicional, quando queremos nos relacionar com Ele temos de nos purificar de todo o sentimento de interesse e egoísmo, e com humildade e obediência, nos comprometermos com Ele pois Deus é Santo e Fiel. Deus não deseja que nos aproximemos Dele apenas por interesse mas porque o amamos, da mesma forma como nós humanos gostamos de que se aproximem de nós porque gostam de nós e não por interesse.

O apóstolo Paulo diz-nos na epistola a Timóteo, como vemos a seguir, que Deus em todas as circunstâncias se mantém fiel pois não pode negar-se a si mesmo. “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” 2Tm 2:13. O compromisso, e a consequente fidelidade faz parte da essência de Deus e mesmo que não sejamos fieis a Deus, Ele continua fiel.

O homem, por vezes, devido a sua natureza pecaminosa, e também devido as influências das trevas tem motivos para não ser fiel. Mas Deus é totalmente Santo e afastado do pecado do homem e da maldade do reino das trevas e tem um relacionamento connosco de puro amor.

Deus, considerando a nossa natureza pecadora, deseja ajudar-nos a mostrar fidelidade para com Ele e a tornar-nos mais semelhantes em carácter a Jesus Cristo. O Espirito Santo, estando em nós deseja fazer brotar o Seu Fruto. Um dos gomos do fruto do Espirito Santo é a fidelidade, como vemos a seguir: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gl 5:22-23.

O próprio Espírito Santo deseja ajudar-nos a sermos fieis a Deus, controlando as nossa atitudes de forma a que coloquemos o nosso relacionamento com Deus em primeiro lugar, honrando o nosso compromisso com Ele. Tudo isto para que a nossa fé em Deus seja possa ser traduzida em fidelidade e compromisso com Deus.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Jesus, o caminho da paz

Jesus Cristo é o caminho do homem para a paz, não só a paz com Deus, mas como também, a paz com o próximo e com a sua consciência. Jesus Cristo nos reconciliou com o Pai Celeste através da sua morte na Cruz do Calvário e através do seu Sangue purificou as nossas consciências de todo pecado, pois, todas as nossas iniquidades foram punidas na Cruz do Calvário.
Todo o homem sendo pecador, está longe de Deus devido a sua malignidade, não só nos seus pensamentos, mas também nas suas atitudes, e constitui-se inimigo de Deus, contrário aquilo que Deus manda e aprecia. Apenas com o sangue de Jesus Cristo o homem pode ser purificado do pecado e aceitável na presença de Deus.
Por isso o apóstolo Paulo diz-nos acerca de Jesus Cristo: “e que havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. E a vós outros que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte (…)” Cl 1:20-22.
O nosso Mestre é o caminho para uma vivência em paz com o próximo. Através da obediência aos seus ensinamentos, o homem pode andar num caminho de paz com o próximo. Um dos pilares para a paz é o perdão das faltas cometidas pelo próximo. O nosso Mestre recomendou-nos que perdoássemos as faltas cometidas contra nós, como forma de sermos agradecidos pelo perdão que recebemos do Pai pelas nossas faltas (Mt 18:23.25).
Outro segundo pilar é a longanimidade, a capacidade de não se irritar com as atitudes que não vão de encontro com as nossas expectativas e a bondade que faz desprezar as ofensas. O apóstolo Paulo aconselha-nos a revestir-nos de longanimidade para convivermos com o nosso próximo. “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de mansidão, de longanimidade.” Cl 3:12.
A longanimidade também é o caracter da pessoa que suporta as adversidades e que prossegue no seu empenho apesar dos obstáculos. No relacionamento com o próximo, nas diversas metas da vida quotidiana e na vida da cristã, temos de ter a capacidade de suportar as adversidades e prosseguir rumo a paz com o nosso próximo, aos objetivos da nossa vida quotidiana e á nossa meta principal que é atingirmos a pátria celestial com a imagem de Cristo desenvolvida em nós.
Outro terceiro pilar é a capacidade de aceitar as debilidades e fraquezas do próximo e também a diversidade de gostos que o ser humano pode ter. Outro aspeto importante é não deixarmos que a raça e aspetos culturais tornem-se num obstáculo para aceitarmos o nosso próximo. No corpo de Cristo não importa a raça, nem sexo, pois somos todos membros de um só corpo, como nos diz o apóstolo Paulo: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus.”Gl 3:28.
A paz é um fruto do Espírito Santo na vida do crente, a medida que ele caminha em obediência a Jesus Cristo e se submente a sua vontade mesmo quando esta vai contra a sua vontade pessoal. O nosso Mestre deixou-nos o exemplo de obediência, e mostrou-nos que veio a terra, não para fazer a sua vontade mas para fazer a vontade de Pai (Jo 6:38). Devemos imitar o Mestre e caminhar na paz.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Pelos frutos conhecereis a árvore

O nosso Mestre afirma que Ele é a videira verdadeira e que os crentes de todo mundo são os seus ramos. Como ramos da videira, a nossa vocação ou objetivo é darmos frutos para Deus. A capacidade de gerar frutos é o que identifica os discípulos do Senhor. “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.” Jo15:1.
Os frutos produzidos por uma árvore é o que permite identifica-la. Os cristãos também têm um fruto característico, que é o Fruto do Espírito. O fruto do Espírito Santo descrito pelo apóstolo Paulo é também o caracter do cristão desenvolvido pela ação do Espírito Santo ao longo da vida do crente. “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gl 5:22-23.
O nosso Mestre indicou no Sermão da Montanha as características do caracter do cristão, que são: humildade, sensibilidade em relação ao pecado e capacidade de chorar pelos pecados do próximo, mansidão, misericórdia, obediência, ser limpo de coração, ser pacificador, comprometidos com Deus e pacientes (Mt 5: 4-10).
O carácter do cristão indicado pelo Mestre é o mais importante na vida do crente, independentemente do que ele faça para servir a Deus, ou na sua vida secular. O nosso Mestre diz-nos no evangelho de Lucas que o que nenhuma árvore má produz bons frutos, nem nenhuma árvore boa produz frutos maus. Por isso, quem está em Cristo e faz parte da videira produz os frutos próprios da videira, ou seja tem o caracter de Jesus Cristo.
O coração é a peça fundamental do caracter, e é do coração que o homem tira o bem ou o mal: “Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas. O homem bom do bom tesouro tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.” Lc 6:43-45.
Todos aqueles que fazem parte da Videira, ou seja do Corpo de Cristo, são inspecionados pelo Pai Celeste e limpos através de um processo de poda, para que produzam mais frutos e sejamos transformados até a imagem de Jesus Cristo “Todo o ramo que em mim não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto Ele limpa, para que produza mais fruto ainda” Jo15:2.
A poda é o processo de purificação do crente, de tudo aquilo que não agrada a Deus, que tire o foco de Deus, ou que não contribui para que ele dê fruto e pode ser feita através de uma determinada circunstância ou influência de pessoas. Depois da poda, o crente fica preparado para um novo tempo, para uma nova estação, apesar de ficar mais “vazio” com o aspeto de uma árvore sem ramos nem folhas.
O nosso Mestre aconselha-nos a permanecer Nele, na sua Palavra e na sua vontade, para que Ele permaneça em nós, porque, assim como o ramo da videira, não podemos produzir frutos se não permanecermos Nele. Isto porque, sem Jesus nada podemos fazer:” Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” Jo 15:5.