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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Limpos de coração

O nosso Senhor Jesus ao derramar o seu sangue pela humanidade na cruz do Calvário, permitiu que todos os que cressem Nele pudessem ter acesso ao céu. Depois de aceitarmos a Jesus como Senhor e Salvador passamos a ser também do Pai Celeste, pois fomos comprados para Deus através do sangue de Jesus Cristo. Depois de fazermos parte do Reino de Deus a pureza de coração tem de ser cultivada para que possamos nos achegar cada vez mais a Deus.

No Reino de Deus a felicidade passa a ser consequência de coisas diferentes daquelas que nos davam felicidade quando estávamos fora do Reino de Deus. O nosso Mestre diz-nos que são felizes aqueles que são limpos de coração. “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.” Mt 5:8

Muita coisa do mundo e da nossa velha natureza podem sujar o nosso coração, e é necessário que o cristão limpe o seu coração das coisas da velha natureza que antes dominavam os seus pensamentos. “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e avareza, que é idolatria; (…) Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.” Cl 3: 5,8

Enquanto estivermos na terra, Deus Pai deseja transformar progressivamente a nossa vida, para alcançar-mos semelhança com o seu Filho Amado. Uma das característica de Deus e do seu Filho é a sua Pureza, que é uma consequência da sua Santidade. Deus através do seu Santo Espírito e da sua Palavra deseja limpar o nosso coração e transformar-nos a imagem do Senhor Jesus. “e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.” Cl 3:10

Quanto mais puros de coração formos mais podemos conhecer a Deus e agradá-Lo. Um dos requisitos para conhecermos a Deus é haver temor no coração. Quando se teme a Deus, nos afastamos do pecado e de tudo o que lhe possa desagradar. “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.” Pv 1:7 Como a fuga de atos que possam desagradar a Deus contribui para a pureza do coração, o temor a Deus também contribui para que tenhamos um coração puro.

Todos aqueles que ouvem a Palavra de Deus têm a responsabilidade de a porem em prática pois caso contrário, podem cair na mera religiosidade. O apóstolo Tiago admoesta-nos sobre isso nos versículos a seguir: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque se alguém, é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; (…) Mas, aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.” Tg 1:22-23,25

A purificação da alma pode ser obtida através da prática da Palavra de Deus. O Espírito Santo diz-nos isso através do seguinte versículo da primeira epístola de Pedro. “Tendo purificado a vossa alma, pela obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” 1Pe 1:22

Ler a Palavra de Deus e pratica-la é uma forma de buscar o conhecimento de Deus e ajuda-nos a sermos puros e irrepreensíveis para Deus. Por outro lado, preparar-nos para a vinda do nosso Senhor Jesus. O apóstolo Paulo refere isso nos versículos seguintes: “ E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.” Fp 1:9-11

A pureza de coração é assim importante para podermos caminhar de forma agradável a Deus, e pode ser alcançada através da prática da Palavra de Deus e também deixando de lado os maus sentimentos como a ira, o ódio, a inveja, entre outras coisas. A pureza de coração ajuda-nos a ser irrepreensíveis para Deus e a estarmos preparados para a vinda do Senhor Jesus.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A quem damos ouvidos

O nosso Mestre, o Senhor Jesus, avisou-nos de que do nosso coração procederiam todas as veredas da nossa vida. Por este motivo, Deus aconselha-nos a guardar o nosso coração de todos os maus pensamentos e sentimentos que possam querer entrar em nós, no nosso dia a dia.

Se existirem coisas más no nosso coração elas vão se exteriorizar em más ações, como nos diz o nosso Mestre. “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfémia, a soberba, a loucura.” Mc 7:21-22.

Por isso, o Espírito Santo aconselha-nos, no versículo seguinte, a guardar à cima de tudo o nosso coração. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Pv 4:23. Existem pessoas que se preocupam em guardar o seus bens, outras tentam guardar coisas diversas. Mas, o que cima de tudo devemos guardar é o nosso coração.

Para além do nosso coração determinar as nossas ações, aquilo que temos no nosso coração também determina a quem ouvimos: se ouvimos a voz do Espírito Santo, ou se ouvimos a carne e os demónios. Quanto mais limpo o coração do homem estiver, mais facilmente ele dará ouvidos a voz de Deus e Lhe obedecerá. “Ele, porém, respondeu: Antes, bem-aventurados são os que ouvem a voz de Deus e a guardam.” Lc 11:28.

Quando existe inveja no coração, é mais fácil dar ouvidos a voz da carne e do diabo e fazer alguma coisa de mal contra a pessoa a quem se inveja, do que fazer o bem a ela. Pelo contrário, quando existe bondade e misericórdia no coração é mais fácil ouvir a voz do Espírito Santo e fazer o bem a quem nos odeia.

Por exemplo, Davi era um homem que tinha temor a Deus e quando teve a oportunidade de matar a Saúl, não deu ouvidos a opinião dos seus homens que diziam que aquela era a oportunidade dada por Deus para Davi matar a Saúl. Pelo contrário, Davi temeu a Deus e não deixou que os seus homens fizessem algum mal a Saúl.

Vemos isso a seguir: “Então os homens de Davi lhe disseram: Hoje é o dia do qual o Senhor te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que bem te parecer. Levantou-se Davi e, furtivamente, cortou a orla do manto de Saúl. Sucedeu porém que, depois sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saúl; e disse aos seus homens: o Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é ungido do Senhor. Com estas palavras, Davi conteve os seus homens e não lhes permitiu que se levantassem contra Saúl; retirando-se da caverna, prosseguiu o seu caminho.” 1Sm 24:4-7.

Quanto mais coisas más como inveja, soberba, malícia, entre outras coisas, existir no coração mais difícil é ouvir a Deus. Por isso, as pessoas quando estão longe de Deus, têm tendência a fazerem-se surdas para os concelhos de Deus e preferem fazer a vontade da carne. Deus, ao longo dos evangelhos e também em Apocalipse, diz-nos que quem tiver ouvidos para ouvir ouça o que Ele diz: “Quem tem ouvidos, [para ouvir] ouça.” Mt 13: 9

Com isto, podemos perceber que a nossa capacidade de ouvir a Deus pode ser apurada se limparmos do nosso coração tudo aquilo que é mau e que pode desviar-nos da sua vontade. Deus deseja purificar as nossas vidas; se deixarmos a Deus limpar o nosso coração, o seu Espírito Santo nos purificará e nos fará aproximar mais de Deus. Quanto mais próximo estivermos de Deus mais facilmente ouviremos a sua voz e O obedeceremos.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A sabedoria de Deus

A sabedoria de Deus é incomparável a sabedoria dos homens isto porque Deus é aquele quem planeou e criou universo e tudo o que nele existe. Deus é aquele quem formou o homem e que fez dele um ser inteligente dotado de dons e talentos. Deus é omnisciente, e omnipresente. Ele conhece todos os pensamentos dos homens e tudo o que o homem luta diariamente para descobrir através da ciência. A sua sabedoria é o caminho seguro para o homem que deseja viver sabiamente.

Por saber tudo, acerca dos homens e acerca do futuro, Deus sabe o que é melhor para o homem e que tipo de vida lhe pode trazer a paz e alegria que almeja. O modo de Deus pensar acerca da vida é melhor e mais elevada que a dos homem e tem sempre bons frutos, como nos diz o apóstolo Tiago a seguir: “A sabedoria que vem lá do alto é, primeiramente pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.” Tg 3:17

A sabedoria, ou seja, a forma de Deus pensar, não tem malícia, é pura. Deus age sempre com o objetivos pacíficos e deseja que façamos o mesmo. A busca da paz e da pacificação é algo que vai de encontro com a forma de pensar de Deus. Por outro lado, Deus é misericordioso; Ele não nos trata segundo os nossos pecados e deseja por isso que nós sejamos indulgentes, misericordiosos com aqueles com quem convivemos. Como nos diz o versículo anterior, a sabedoria de Deus, valoriza as atitudes em que o homem é manso, humilde e reprova as atitudes em que o homem é intratável e com maus frutos.

Agir com sabedoria de Deus é agir com prudência, evitando o mal e buscando o cumprimento da vontade de Deus. No versículo seguinte podemos ver uma das coisas que a Bíblia diz acerca da sabedoria. “Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos. O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço” Pv 8:12-13.

Para Deus um homem com sabedoria é aquele que foge da soberba, da arrogância, e da perversidade de lábios. Por outras palavras, é um homem que busca um coração igual ao do Senhor Jesus, que foi humilde, benigno e fiel a Deus em toda sua vida. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homem; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Fp 2:5-8

O homem que busca a sabedoria de Deus deve cultivar no seu coração a benignidade e a fidelidade. Isto porque os frutos da benignidade e da fidelidade são excelentes: trazem bênçãos de Deus e permitem um bom relacionamento com os homens. “Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens.” Pv 3:3-4.

A mentalidade humana não conduz o homem a bons caminhos e por isso, Deus aconselha-nos a não estribar-nos no nosso entendimento da vida, mas pelo contrário a confiar naquilo que Deus nos aconselha a fazer. “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” Pv 3:5-6.

Deus é aquele a quem dá sabedoria a aqueles que o pedem e que não duvidam. Por outras palavras Deus dá sabedoria a aqueles que mostram consistentemente vontade de seguir a direção que Deus lhes dá para as suas vidas e que rejeitam com perseverança a forma humana de pensar. Seguindo os conselhos de Deus saberemos agir em todas as circunstância da forma que dê melhores frutos e que traga mais paz.

sábado, 23 de setembro de 2017

Não entrega a sua alma a falsidade


A Bíblia ensina que um dos requisitos para ter um coração puro e estar em comunhão com Deus é não entregar a nossa alma a falsidade. O mundo ensina-nos a praticar a falsidade e vários tipos de circunstâncias aliciam-nos a entregar a nossa alma a falsidade. Contudo, a falsidade é um caminho que nos afasta de Deus e da comunhão com o Espírito Santo.

 
O Espírito Santo inspirou o salmista a escrever sobre as condições para estarmos diante de Deus, como vemos a seguir: “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma a falsidade, nem jura dolosamente.” Sl 24:3-4.

 
A cada dia, podemos ou não, entregar a nossa alma a falsidade. A falsidade é uma atitude que não é verdadeira, ou uma atitude em que há mentira. A falsidade traduz um sentimento que não é verdadeiro, que tenta transformar a realidade para enganar os outros. Deus é omnisciente, e sabe tudo o que pensamos e sentimos sobre Ele, e sobre as pessoas que nos rodeiam.


Tudo o que fazemos um dia será recompensado por Deus, pois Deus julgará todas as nossas atitudes. Deus está sempre presente onde quer que formos e não é possível enganar a Deus. Por consciência da presença a Deus, devemos respeita-Lo em todas as nossas atitudes, e não tentar enganar nem a Deus nem as pessoas que estão à nossa volta.

Deus chamou-nos para o seu reino e recomenda-nos um procedimento diferente do que tínhamos quando estávamos no mundo. Um dos mandamentos principais do nosso Senhor Jesus, é que nos amemos uns aos outros. Contudo, por vezes as circunstâncias em que nos encontramos e o mundo aliciam-nos a mostrar um amor fingido pelas outras pessoas.


Não devemos nos entregar a falsidade, nem tentar enganar os outros, tentando transmitir um sentimento que não temos por elas. O apóstolo Paulo aconselhamos a amar, mas sem fingimento ou sem hipocrisia, como vemos a seguir: “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem.” Rm 12:9.


O coração do cristão deve ser trabalhado, para que ele possa amar sem fingimento aqueles que estão a sua volta. Para isso, é necessário que ele tenha bons pensamentos sobre as pessoas que estão a volta dele. É necessário pensar com misericórdia e bondade para que os atos sejam coincidentes com os pensamentos.


Deus deseja, como vemos a seguir, que nos tratemos uns aos outros com amor, que concedamos honra uns aos outros, com sinceridade. “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” Rm 12:10. Mas isso exige de nós um coração puro e bons sentimentos pelas pessoas a nossa volta.

 
Não podemos desculpar-nos das nossas atitudes de falta de cortesia e amabilidade, dizendo a nós próprios que agimos com sinceridade. Os nossos impulsos carnais, que vão contra o amor que Deus exige de nós, devem ser refreados, e os nossos pensamentos devem ser levados cativos a obediência de Cristo. “ e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo,” 2Co 10:5.

Para além da falsidade estar relacionada com demonstração de sentimento falsos também pode estar relacionada com o falar mentiras sobre os outros, e agir com deslealdade. Esta forma de agir também é totalmente condenada pela Bíblia. Deus não deseja que caluniemos o nosso próximo, nem que prestemos juramentos falsos sobre outras pessoas. Deus aconselha-nos a não usarmos a nossa boca para a falsidade como vemos a seguir: “Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente.” Sl 34:13.


A cada dia podemos escolher que atitude tomar perante as circunstâncias que nos rodeiam. Podemos escolher não entregar a nossa alma a falsidade e escolher a obediência a Palavra de Deus, levando cativos os nossos pensamentos carnais e obrigando-nos a pensar com a bondade e misericórdia sobre os outros. Deus se agrada do nosso empenho em servi-Lo de coração e ajuda-nos com o seu Espírito Santo.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Seguindo as pegadas do Mestre

O nosso Mestre, o Senhor Jesus é o exemplo dos crentes da caminhada cristã. Todos aqueles que aceitam Jesus como Senhor e Salvador são convidados a seguir as pegas do Mestre: a andar como Ele andou, a amar como ele amou e a pensar como Ele pensou.
 
O nosso Mestre andou sempre em amor e ensinou os seus discípulos a amarem-se uns aos outros, a amarem os seus inimigos, e amarem todos aqueles que tivessem em necessidade, como os órfãos, viúvas, estrangeiros. O apóstolo Paulo aconselha-nos a sermos imitadores de Deus, e andar em amor como Jesus Cristo nos amou:” Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” Ef 5:1-2.
O nosso Mestre em sua vida andou em pureza, pois nunca pecou. No seu coração não havia malícia, hipocrisia, inveja, desejo de vingança, ódio, pelo contrário era manso e humilde; quando era ultrajado, não ameaçava. O nosso Mestre para além de perdoar aqueles que o ultrajaram entregou-se a si mesmo para perdão dos nossos pecados, como nos diz o apóstolo Pedro na sua primeira epístola ”o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado não revidava com ultraje; quando maltratado não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente,” 1Pe 2:22-23.
Outro exemplo importante que o Mestre nos deixou foi de humildade. Mesmo sendo Deus, criador do céu e da terra, o Deus eterno, esvaziou-se da sua glória e fez-se homem, como nós, e viveu de forma humilde, como filho de um carpinteiro, e entregou-se por todos nós, através da morte mais humilhante da sua época, a morte de cruz.
O exemplo de humildade dado por Jesus Cristo é-nos descrito pelo apóstolo Paulo na sua epístola aos Filipenses ”Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo, Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte a morte de cruz.” Fp 2 5-5.
Jesus Cristo deu-nos também o exemplo de vida de oração. O nosso Mestre estava sempre em oração, falando com o Pai Celestial e ensinou aos discípulos a orarem sempre sem nuca esmorecer. ”Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade,” Hb 5:7.
O nosso Mestre também é para nós exemplo do que é padecer com paciência. Apesar de sofrer tão grande oposição o nosso Mestre nunca desistiu de obedecer a vontade do Pai, e seguiu o plano para nossa salvação até ao fim. Por isso o autor da epístola aos Hebreus aconselha-nos atentar para Jesus Cristo: ”olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” Hb 12:3.
Jesus Cristo deu-nos o exemplo de resistência a tentação pois apesar de tentado nunca cedeu a tentação. O nosso Mestre foi tentado por Satanás que utilizou as mesmas concupiscências que utilizou para tentar Adão e Eva: a concupiscência da carne, pois tentou Jesus a transforar pedras em pães para matar a sua fome (Mt 4:3-4); a soberba da vida, porque quis que o Mestre se exaltasse a si mesmo e mostrasse que era Filho de Deus, atirando-se de um pináculo (Mt 4:5-7); e a concupiscência dos olhos, mostrando ao Mestre todos os reinos do mundo e a glória deles e indicando uma maneira fácil de ser Rei: adorando-o. Contudo, o Mestre não cedeu a tentação e continuou a sua caminhada em obediência ao Pai.
Como Jesus Cristo devemos ser firmes perante as tentações e não ceder as hipóteses oferecidas pelo tentador. O diabo oferece atalhos, onde a nossa pureza ou integridade ficam manchadas e por isso devem ser rejeitados. Não se pode usar meios errados para atingir coisas certas. Nada é bom quando viola as Escrituras.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Pecados que impedem o crescimento espiritual

Deus chamou-nos para uma vida de santidade e pureza, para convivermos com Ele, que é Santo, para andarmos nos seus caminhos e testemunharmos dele, servindo de canal de bênção para o próximo.

A nossa santidade existe uma separação mental com o mundo, e de tudo o que desagrada a Deus, para que possamos, como o nosso Deus, amarmos ao próximo e servi-lo. Por isso, é fundamental a pureza de coração, a ausência de hipocrisia, e de duplicidade de coração; para que não haja em nós a tendência de praticar obras que desagradam a Deus e prejudiquem o próximo. Para além disso, Deus que habita em nós é Santo, e por isso devemos ser santos também, para que o nosso templo seja do Seu agrado ”Eu sou o Senhor vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo; (…)” Lv 11:44.
 
A pureza de coração permite ao cristão andar em integridade e agradar a Deus, mas exige que ele fuja de toda a aparência do mal de todas as situações dúbias que possam não ser totalmente aprovadas por Deus. A nossa santidade, e a nossa pureza de coração, é um requisito de Deus: “Essa é a vontade de Deus: a vossa santificação (…)” 1Ts 4:3 e é também o propósito da nossa vida, da nossa eleição: “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; em amor Ef 1:4.

Tudo o que possa alimentar, ódios, ressentimentos nos nossos corações devem ser retirados, e diariamente combatidos, para que possamos ser utilizados pelo Espírito Santo e darmos frutos do Espírito Santo, como o amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança (Gl 5:22).

Sentimentos como inveja devem ser retirados do coração do cristão, pois a inveja precede a maldade, e a maldade prejudica o próximo. Devido a inveja, o cristão pode viver angustiado e planejando o mal contra o próximo. A inveja leva a que um cristão, que mesmo sendo generoso em ofertas e fiel no dízimo, a distanciar-se de Deus e a viver em pecado.

A inveja é um duplo pecado, que origina a maldade no coração, e outros comportamentos condenados pela Bíblia. Como fomos enxertados na Videira, temos de crescer e dar frutos depois de iniciarmos a nossa caminhada cristã. Para crescermos espiritualmente, alguns parasitas da nossa vida, como a inveja, a malícia, o engano, a hipocrisia e a maledicência, têm de ser retirados do nosso coração.

A inveja e os outros sentimentos, são como míldio, o mais temível dos parasitas fúngicos que infeta as folhas da videira e pode arruinar a produção de uvas, os frutos da vinha. Para impedir que a capacidade de produção de energia da planta (a capacidade fotossintética) seja diminuída pelo míldio, é necessário tratar a vinha quando ela apresenta os sintomas de infeção, e depois do tratamento, prevenir uma nova infeção.

Por isso se quisermos crescer espiritualmente como o apóstolo Pedro nos recomenda, devemos despojar-nos de toda a maldade, e dolo, e hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências “Portanto, livrando-vos de toda a malignidade e de todo o engano, hipocrisia, inveja e de toda espécie de maledicência, desejai o puro leite espiritual, como crianças recém-nascidas, a fim de crescerdes, por intermédio desse alimento para a Salvação”1Pe 2:1-2 (Bíblia King James Atualizada).

Depois de retiramos esses parasitas na nossa alma, podemos desejar o leite espiritual, a Palavra de Deus, pois ao bebermos dele, o nosso organismo vai aproveitar melhor os nutrientes, e vamos sentir-nos melhor alimentados, pois não existe mais nada a parasitar o nosso organismo, a retirar a sua força, e a sua capacidade de crescer vai aumentar.

A inveja e outros sentimentos geram atitudes contra o nosso próximo, que vão contra a vontade de Deus e entristece o Espírito Santo. A pureza que Deus requer de nós é tirada, e o nosso coração torna-se menos parecido com o coração de Jesus Cristo.

Como ramos enxertados na videira, temos de crescer espiritualmente e de nos tornarmos mais e mais parecidos com Jesus Cristo no nosso caracter. Jesus Cristo é humilde, longânimo, manso. Enquanto esteve na terra o nosso Mestre foi obediente em tudo ao Pai, e é o nosso exemplo de comportamento.

O nosso crescimento espiritual é também o processo de nos conformarmos a imagem de Jesus Cristo “ Porque os que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conforme a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos.” Rm 8:29. O crescimento do cristão é evidenciado, como as uvas na videira, pelos frutos do espírito na vida do cristão “ Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei Gl 5:22-23).
 
O crescimento espiritual é um processo que deve ocorrer durante toda a vida, conforme estudamos a Palavra de Deus, pomos em prática o que aprendemos através de ações e em pensamentos. Como os pensamentos antecedem as nossas ações e atitudes devemos ter o cuidado de controlar os nossos pensamentos, para que sejam agradáveis a Deus e originem atitudes que ajudem a construir o caracter desejado pelo nosso Mestre. Do nosso coração, como nos diz o nosso Mestre, procedem os pecados:” Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfémia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem” Mc 7:21-23.
 
 
O nosso carater deve ser desenvolvido até a imagem de Cristo e para isso é preciso ter em conta que o carater é fruto das ações do dia-a-dia, que fazemos repetidamente até fazerem parte da nossa maneira de viver.
Com a existência da inveja no coração do cristão, ele fica sujeito a ter atitudes contrárias a Deus, que entristecem o Espírito Santo, e que são próprias do diabo, o pai da inveja, que invejou o trono de Deus e foi banido do céu. Por inveja, os cristãos podem perseguir, difamar, odiar, amaldiçoar e até matar.
Como o nosso Deus é amor, devemos caminhar em amor e imitar o nosso Mestre que era manso, humilde, misericordioso, bondoso; por isso não devemos sentir inveja do nosso próximo nem praticar o mal. O nosso Mestre é a Luz do mundo e chamou-nos para sermos luz no meio das trevas.
 
A maldade, indicada trás como um dos parasitas da alma do cristão, afeta o crescimento espiritual e deve ser portanto, afastada da vida do cristão. A maldade consiste em tudo aquilo que é planejado na mente para atingir outras pessoas. A ação, muitas vezes pode ser vestida com uma roupa de bondade, ou de integridade, mas o propósito, a intenção é má. Geralmente, o cristão maldoso é fingido, tem dupla personalidade.
 
A malícia, apesar de ter uma conotação semelhante a da maldade traduz-se numa tendência para julgar, dizer ou agir com maldade. A malícia, é como uma lente, que faz com o homem veja maldade em tudo o que o que vê, ouve ou acontece. A Bíblia recomenda que devemos ser meninos na malícia; nos nossos relacionamentos devemos ser como crianças, sinceros, puros e ingénuos. Devemos confiar nas pessoas e cultivar a confiança nos nossos relacionamentos. Devemos também despojar-nos de todo o acúmulo de malícia que tínhamos antes da conversão. Ao mesmo tempo que o cristão despoja-se destes sentimentos e atitudes, deve revestir-se de Jesus Cristo. “ Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo; e não fiqueis idealizando os desejos da carne” Rm 13:14 (Bíblia King James Atualizada). A malignidade é um sinónimo da palavra maldade e malícia e por isso tem a mesma conotação que as últimas.

A hipocrisia é um outro obstáculo ao crescimento espiritual. O cristão, por situações diversas, acaba por fingir, e exibir atitudes, que apesar de estarem em conformidade com a vontade de Deus, não são sinceras; o cristão toma uma atitude positiva para com o seu próximo, apesar de no seu íntimo sentir o oposto que a ação demonstra, e de pensar ou de ter maus sentimentos pelo próximo.

Por outras palavras, com a hipocrisia o cristão exibe comportamentos religiosos para impressionar as outras pessoas mas no seu interior tem pensamentos impuros e motivações erradas que desagradam a Deus. O perigo da hipocrisia é que o de acabarmos de viver para termos a aprovação dos outros, e de esquecermos que Deus, aquele a quem servimos, vê os nossos corações.

O nosso Mestre comparou os religiosos da sua época, a sepulcros caiados, pois eles serviam Deus com atitudes recomendadas na lei mas no seu coração estavam cheios de maldade, de falta de misericórdia e portanto, longe de Deus “Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.” Mt 23:28.

Nós os cristãos devemos além de limparmos exterior, pondo em pratica as atitudes que a Bíblia recomenda, devemos também limpar o nosso interior, os nossos pensamentos e motivações. Para isso devemos obrigar-nos a ter bons pensamentos, em relação ao próximo, e que estejam de acordo com a Palavra de Deus.
A maledicência é um outro obstáculo ao crescimento espiritual. Para além de denegrir o próximo, e por isso prejudica-lo, leva também a que pequemos e que possamos dar falsos testemunhos de alguém, o que é condenado por Deus nos dez mandamentos. A maldade é também uma ato de maldade contra o próximo, em que o cristão fala numa perspetiva negativa sobre uma atitude, um momento da vida do próximo. A opinião do cristão deve estar sempre fundamentada na Palavra de Deus, sempre com boa intenção, e o comentário deve ser construtivo para a vida daquele que o ouve. Devemos ser sal e luz em todas as situações, e as nossas palavras devem ser temperadas com sal para preservarmos a doutrina cristã no meio em que estamos.

Como filhos da luz devemos bendizer o nosso próximo, e não o contrário; devemos inclusive bendizer aqueles que nos maldizem como nos aconselha o nosso Mestre (“bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam.” Lc 6:28. A maledicência é algo estimulado pelo diabo e pode ser usada para destruir relacionamentos, pessoas, etc. Para evitar a maledicência devemos evitar pensar mal do nosso próximo.

Em conclusão, a vontade de Deus para as nossas vidas é o nosso crescimento espiritual, a nossa conformação a imagem de Jesus Cristo. Por isso, Deus usa a sua Palavra para nos exortar a abandonar hábitos que prejudicam, o nosso crescimento espiritual, e também a nossa caminhada com Deus. Tudo o que pode parasitar a nossa vida espiritual, como a inveja, maldade, hipocrisia, e a maledicência devem ser tiradas na nossa vida para que possamos dar frutos em abundância para o nosso Deus.