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terça-feira, 23 de outubro de 2018

O reino eterno de Jesus

A história é marcada por vários impérios e reinos, que tiveram um início, um apogeu e um fim. Nestes reinos, a autoridade máxima sobre tudo o que existia era um rei. Eles governavam a nação e o povo devotava-lhes submissão total. Existe um reino eterno, onde é Deus que governa e dirige tudo. Este é o reino de Deus. Sabemos que Deus é o criador do universo e por isso dono e sustentador de tudo o que existe.

Antes que existisse a terra Deus já era Deus e pelo seu poder todas coisas foram criadas, nos céus e na terra. “Reina o Senhor. Revestiu-se de majestade; de poder se revestiu o Senhor e se cingiu. Firmou o mundo, que não vacila. Desde a antiguidade, está firme o teu trono; tu és desde a antiguidade.” Sl 93:1-2.

A base do governo de Deus é a justiça e a equidade. Deus sempre trata a todos com bondade e defende os necessitados. Todos na terra têm motivos para se alegrarem porque Deus governa a terra. “Reina o Senhor. Regozije-se a terra, alegrem-se as muitas ilhas. Nuvens e escuridão o rodeiam, justiça e juízo são a base do seu trono. Adiante dele vai um fogo que lhe consome os inimigos em redor.” Sl 97: 1-3.

Deus é cheio de majestade e glória e diante dele os povos estremecem. “Derretem-se como cera os montes, na presença do Senhor, na presença do Senhor de toda a terra. Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos veem a sua glória.” Sl 97:5-6. A glória do Senhor cobre toda a terra.

O reino de Deus é um reino baseado no amor, na equidade e na justiça e Deus deseja que todos obedeçam a sua vontade e vivam de acordo com os seus mandamentos. Por isso, Deus enviou o seu Filho, Jesus Cristo ao mundo para que pudesse transmitir a vontade de Deus aos homens e assim passassem a viver no Reino de Deus.

Jesus Cristo anunciou a chegada do reino de Deus e aconselhou os homens a arrependerem-se e a crerem no Evangelho. “Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galileia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.” Mr 1: 14-15.

O reino de Deus está entre nós e se quisermos podemos viver nele. Apenas precisamos de reconhecer que Jesus é o Senhor absoluto do céu e da terra e viver de acordo com as suas orientações. Com isto, o homem passa a ser cidadão do reino de Deus, com uma nova forma de viver, de falar e com novos objetivos.

Assim, o amor passa a motivar as ações do homem. Por um lado o amor à Deus, por gratidão de tudo o que Deus fez por nós quando deixou que o seu Filho Amado pagasse o preço dos nossos pecados. Essa gratidão, reflete-se na forma de falar e de agir. O homem deixa de lado as murmurações, e as reclamações sobre o que está a sua volta e mostra, quando fala, agradecimento a Deus pelas coisas boas que Deus lhe concede.

Anteriormente no reino das trevas, a ira e a vingança eram fomentadas; mas agora no reino de Deus, o homem abandona a ira e mostra misericórdia para com as falhas dos outros. No fundo o homem passa a amar ao seu próximo em obediência ao mandamento do Senhor Jesus: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Jo 13:34-35.

Embora o reino de Deus na terra esteja hoje nos corações das pessoas que creem e servem o Senhor Jesus, um dia o Reino de Deus será visível porque os primeiros céus e a primeira terra passarão e o Senhor Jesus reinará pelos séculos dos séculos: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.” Ap 11:15.

A maior alegria que um homem pode ter é de pertencer ao reino de Deus e gozar eternamente com Jesus no seu Reino Celestial. Por isso, devemos seguir o conselho do nosso Mestre, o Senhor Jesus, e buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, pois o Senhor nos ajudará a buscar as outras coisas que necessitamos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A motivação certa

Ao longo da nossa vida fomos ensinados que deveríamos fazer coisas boas pelas pessoas a nossa volta, para Deus e por nós próprios. Contudo, Deus avalia a motivação com que fazemos as coisas, o que nos obriga a fazermos tudo com a motivação certa. O Espírito Santo deu-nos recomendações sobre as nossas motivações ao longo do Novo Testamento e teremos a oportunidade de observar alguma delas.

Uma dessa recomendações é que não devemos fazer nada por contenda nem por vanglória como muitas vezes somos tentados a fazer. Isto porque na nossa convivência com os outros por vezes surgem fricções e podemos ser tentados a fazer coisas para mostrar aos outros que somos capazes ou por outras ideias semelhantes. Também pode haver em nós a ideia de que somos muito bons em alguma coisa e por isso fazermos tudo para que as pessoas admirem as nossa faculdades.

Ambas as motivações estão erradas porque a motivação de tudo deve ser Deus: fazer em obediência a sua vontade, por amor ao próximo e a Deus. No versículo seguinte vemos as palavras do apóstolo Paulo sobre a nossa motivação: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” Fp 2:3

O nosso exemplo de motivação e conduta deve ser o nosso Mestre Jesus Cristo, pois Ele não teve por usurpação ser igual a Deus, apesar de o ser, e esvaziou-se da sua glória e veio a terra na forma de homem e entregou-se por todos nós, morrendo por morte de cruz. Apesar de sermos importantes para Deus, porque somos seus filhos, não devemos preocupar-nos em sermos reconhecidos, e devemos servir aos outros como Jesus serviu.

Nos versículos a seguir vemos a recomendação de imitarmos o exemplo de Jesus Cristo. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de de servo, tornando-se em semelhança de homem; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” Fp 2:5-8.

Para além disso, devemos fugir da preocupação sobre quem é o maior, pois essa questão desagrada a Deus. O nosso Mestre ensinou-nos que no mundo as pessoas importantes buscam ser servidas pelos outros mas que nós não deveríamos comportar assim. Jesus ensinou-nos que Ele sendo o maior, fez-se servo de todos e que nós devemos imita-Lo. Quem quiser ser o mais importante deve ser o servo de todos.

Podemos ver isso nos versículos a seguir: “Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós será vosso servo; tal como Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20:25-28.

O nosso Deus deseja ajudar-nos naquilo que fizermos e se fizermos as coisas com a motivação errada o seu Santo Espírito já não pode ajudar-nos. Para buscarmos a ajuda do Espírito Santo temos de ter a motivação correta. Isso implica que quando orarmos, quando praticarmos boas obras não podemos estar a procura de reconhecimento dos homens.

O nosso Senhor Jesus ensinou-nos isso no sermão do monte como vemos a seguir: “Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serem vistos por eles; de outras sorte não tereis recompensa junto de vosso Pai, que está nos céus. (…) para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” Mt 6:1,4

Deus é o único que pode recompensar aquilo que fazemos e por isso devemos colocar a nossa confiança Nele e esperar as boas recompensas que Ele tem para nós. Devemos fazer tudo em obediência a Palavra, para agradar o coração do Pai e imitar o exemplo de conduta do nosso Mestre, o Senhor Jesus, que dedicou-se por completo em fazer a vontade do Pai.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Servir a Deus

O homem tem uma necessidade de Deus, de contactar com o seu Criador e essa necessidade não pode ser substituída por nada. Reconhecer a Deus em todos os caminhos da vida e andar segundo os seus mandamentos é chamado na Bíblia de servir a Deus. Depois de aceitarmos o sacrifício de Jesus Cristo por nós somos convidados a servir a Deus todos os dias da nossa vida, até que Jesus venha ou nos chame para junto de si.

Para servir a Deus dedicando toda a nossa vida aos seus propósitos é necessário que o homem deixe o seu egoísmo intrínseco e passe a preocupar-se com os interesses de Deus e das pessoas que estão a sua volta. Como nos diz o apóstolo Paulo devemos servir a Deus buscando agradar ao próximo naquilo que é bom para a edificação, da mesma forma como Jesus Cristo. “Portanto, cada um de nós agrade o próximo naquilo que é bom para a edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim.” Rm 15:2-3.

Sabemos que o homem tem a tendência para procurar os aplausos das pessoas que estão a sua volta; mas, para servir a Deus não podemos procurar a glória dos homens. Deus aconselha-nos a fazer morrer a nossa tendência carnal de andar na soberba e a sermos humildes considerando os outros superiores a nós mesmos. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” Fp 2:3

Em situações difíceis onde os nossos interesses são colocados em causa devemos a mesma buscar agradar a Deus e não os homens; mesmo que esteja em jogo a nossa vida. “Porventura, procuro eu, agora o favor dos homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.” Gl 2:10

Deus tem nos mostrado o seu poder e a sua santidade e é a Ele que devemos temer e não aos homens. Deus é o único que tem poder sobre a vida e sobre o destino eterno da nossa alma. Devemos seguir, portanto o conselho que o Espírito Santo nos dá no versículo seguinte: “Andareis após o Senhor, vosso Deus, e a ele temereis; guardareis os seus mandamentos, ouvireis a sua voz, a ele servireis e a ele vos achegareis” Dt 13:4

A nossa motivação para o serviço deve ser o amor a Deus e ao próximo. O amor traduz-se em atitudes concretas em favor do próximo e na nossa relação com Deus. Por exemplo o amor faz-nos ser benignos, a não sermos soberbos, a não buscar apenas os nossos interesses, nem sermos invejosos. “O, amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;” 1Co 13:4-5.

Para além de servirmos a Deus devemos ter o nosso coração totalmente consagrado a Deus; por outras palavras o nosso coração não pode estar dividido entre as coisas de Deus e as coisas da carne e do mundo. Por isso o nosso Senhor Jesus diz-nos que não podemos servir a dois Senhores porque ou vamos dedicar-nos a Deus e deixar de lado a carne e o mundo ou vice versa.

Como vemos a seguir não é possível servir aos dois ao mesmo tempo. “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas.” Mt 6:24.

Quando nos dedicamos a servir a Deus de todo o nosso coração obedecendo aos seus mandamentos estamos também a amar a Deus como ele nos ensina que devemos fazer. As nossas vidas apenas têm sentido servindo a Deus ou por outras palavras, quando nos colocamos nas mãos de Deus para que Ele nos utilize como instrumentos para abençoar outras vidas.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

A parábola do servo vigilante

Jesus Cristo é o nosso Mestre, o Filho de Deus; é aquele que foi enviado pelo Pai Celeste para que pagasse o preço dos nossos pecados e nos livrasse da condenação eterna. Da mesma forma como Deus Pai, um dia enviou o seu Filho para cumprir o plano da salvação e para mostrar a sua vontade também enviará o Seu Filho, o Rei nos reis e o Senhor dos Senhores para vir buscar a sua Igreja.

Como apenas Deu Pai sabe o dia e a hora em que Jesus virá a terra buscar a Igreja, o nosso Mestre aconselha-nos a estarmos prontos para a sua vinda e sermos vigilantes para se esse dia não nos apanhe desprevenidos. O nosso Mestre ensinou-nos isso através de uma parábola, conhecida como a parábola do servo vigilante.

Nos versículos a seguir podemos ver a parábola: “Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá.” Lc 12:35-37.

O nosso Mestre fala-nos de que devemos ter a atitude de quem já tem as roupas vestidas e ajustadas para o trabalho, da mesma forma como os homens da época faziam quando se preparavam para fazer alguma coisa importante. Naquela época não havia luz, por isso para a iluminação utilizava-se candeias. Quando se estava a espera de alguém a noite, era necessário acender a candeia para haver luz suficiente para receber a pessoa.

Jesus deseja que estejamos prontos e que tenhamos as nossas candeias acesas. Na vida espiritual do cristão, para que a candeia esteja acesa é necessário que haja o azeite do Espírito Santo em quantidade suficiente para manter a chama da nossa fé acesa. Para isso tempos de buscar o Espírito Santo e fazer aquilo que Lhe agrada para Ele que tenha prazer em estar na nossa vida. É o Espírito Santo quem nos capacita a fazer aquilo que Jesus nos ordena na sua Palavra.

O Espírito Santo é também o Espírito de Cristo e o responsável por tudo o que Jesus fazia na terra, como nos refere o versículo seguinte: “O Espírito Santo Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram” Is 61:1-2

Quando nos aplicamos em vigiar acabamos por nos desviar das coisas que desagradam a Deus e nos consagramos mais ao serviço do Pai Celeste. Por um lado isso vai obrigar-nos a servir ativamente a Deus e por outro a santificar-nos mais. A Palavra de Deus ajuda-nos a caminhar em santidade e por isso devemos moldar o nosso entendimento á Palavra de Deus como nos aconselha o apóstolo Pedro: “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo, (…) pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” 1Pe 1:13,15-16.

Se estivermos atentos a vinda de Jesus acabaremos também por utilizar o nosso tempo de forma mais útil para os propósitos de Deus. Ao vigiarmos seguimos o conselho do apóstolo Paulo e remimos o tempo. “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.” Ef 5:15-16. Os tempos não estão fáceis e tudo tenta desviar os cristãos do propósito de servir a Deus.

Em tudo o que fizermos no nosso dia a dia devemos fazê-lo de forma a agradar a Deus e de forma a sermos achados em condições para irmos com o Senhor Jesus quando Ele vier buscar a sua Igreja. Devemos também buscar a santidade, porque a santidade de Deus exige isso de nós. Quando nos consagramos a Deus ficamos também em condições para fazermos as obras que Deus espera de nós.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Graça inaudita


O Espírito Santo é a dádiva do Pai Celeste e do seu Filho Jesus Cristo a todo crente para que tenhamos capacidade de testemunhar o Senhor Jesus. O Espírito Santo é o Espírito da Graça. Recebemos a salvação e o Espírito Santo não porque somos melhores do que os outros mas porque Deus pela sua infinita Graça nos deu apesar de não sermos merecedores.


Para uma vida cristã frutífera precisamos do Espírito Santo para que faça nascer em nós o fruto do seu Espírito e para que nos dê dons para que possamos servir a Igreja. O fruto do Espírito Santo é essencial para que possamos seguir a Jesus e servir os outros com humildade e dedicação.


O fruto do Espírito Santo não vem de nós, é desenvolvido pelo Espírito Santo que está em nós. Os nove componentes do fruto do Espírito Santo são: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. O apóstolo Paulo refere os componentes do fruto do Espírito Santo no versículo que podemos ver a seguir: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5:22.


Uma vida cristã frutífera depende do Espírito Santo, da sua capacitação e do seu fruto em nós. Inclusive, para que possamos servir a Igreja precisamos dos dons do Espírito Santo. Quando é colocado em nós um dom pelo Espírito Santo, não podemos enterra-lo, pois toda a Igreja sofreria com isso.


Os dons que recebemos do Espírito Santo são para ser usados para a edificação da Igreja, e por isso têm de ser desenvolvidos e multiplicados. O Senhor Jesus fala-nos da necessidade de usar os dons que recebemos do Espírito Santo, na parábola dos talentos. Quer o Senhor Jesus nos dê, através do seu Espírito, cinco, dois ou um talento temos de desenvolve-los e multiplica-los para o benefício da Igreja e do nosso Senhor que deseja o crescimento da Igreja.


Podemos ver a parábola dos talentos, nos versículos a seguir: “O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova escondeu o dinheiro do seu senhor.” Mt 25:16-18.


Devemos nos colocar a disposição do Espírito Santo para obedecer-lo e fazer o que lhe é agradável de forma que Ele tenha liberdade em nós para nos capacitar a servir o Senhor Jesus e a Deus Pai. O apóstolo Paulo, foi um servo dedicado a Deus e que sempre ouviu a voz do Espírito Santo.

 
Ao longo dos atos dos apóstolos e das epístolas vemos o trabalho do apóstolo Paulo em favor da Igreja. Contudo, apesar dos grandes trabalhos missionários desenvolvidos por Paulo ele não considerava que o seu trabalho se devia a ele mesmo, mas sim a Graça do Espírito Santo que o capacitou e conduziu ao longo da seu serviço a Deus.

 
Podemos ver as palavras do apóstolo Paulo no versículo seguinte: “Mas pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.” 1Co 15:10.

 
Devemos ser gratos a Deus por nos ter concedido o seu Espírito Santo. Devemos também agradecer ao Espírito Santo por tudo aquilo que nos capacita a fazer, pois sem Ele nada poderíamos fazer para Deus. Contudo, não devemos sentir-nos melhores do que os outros por causa do que fazemos para Deus, pois tudo é pela inaudita Graça de Deus.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O caminho de Daniel


Daniel foi um grande profeta que destacou-se na história da Bíblia pela sua perseverança, nas mais duras, provações e por ter sido aprovado por Deus. Para além de ser um homem que nos mostra como devemos suportar as provações, Daniel foi um grande profeta que recebeu de Deus a revelação sobre a grande tribulação e o fim dos tempos.


Deus comunicou os acontecimentos futuros a Daniel através de um anjo e frisou como muitos homens seriam purificados dos seus pecados, embranquecidos e provados. Outros homens porém, continuariam a proceder perversamente e não entenderiam as palavras de Deus transmitidas através do anjo.


Apesar de muitas pessoas na altura terem caminhadas diferentes, uns purificando-se do pecado e outros mergulhando-se mais no pecado, o anjo de Deus aconselhou a Daniel a prosseguir o seu caminho até ao fim, e a manter a sua perseverança em servir a Deus mesmo que surgissem outras provas mais duras.


Podemos ver as palavras do anjo a Daniel no versículo seguinte: “Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança.” Dn 12:13. Vemos, assim, que Daniel foi aconselhado a continuar seguindo o caminho que havia começado desde a sua adolescência e a perseverar nele até ao fim da sua vida.


Daniel tinha se dedicado ao serviço a Deus desde sempre e mostrou que amava a Deus mais do que a sua própria vida. Em certa ocasião, sob a ameaça de morte, Daniel preferiu não adorar o ídolo erguido pelo rei Nabucodonosor, e não se preocupou se iria ou não ser salvo por Deus da pena de morte, que era a fornalha ardente.


Daniel e apenas negou-se a adorar ao outro deus. Muitas vezes quando obedecemos a vontade de Deus gostaríamos de ser recompensados e protegidos do mal por causa da nossa obediência. Contudo, Daniel não se importava se Deus iria ou não salva-lo da morte, apenas obedeceu a Deus e descansou na soberania de Deus.


Podemos ver isso no versículo a seguir: “Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.” Dn 3:17-18.


Daniel servia a Deus de forma desinteressada, ao contrário de muitos de nós que muitas vezes somos motivamos pelo benefício que obtemos de Deus quando O servimos. Deus recompensa a fidelidade e o amor dos seus servos. Contudo, Deus muitas vezes prova os nossos corações, para saber se O servimos apenas pela recompensa ou por amor a Ele.


Noutra fase da sua vida, quando Daniel era já avançado de idade, foi confrontado com um decreto lei, que proibia as pessoas de orarem a Deus durante 30 dias, sob pena de morte. Contudo, Daniel perseverou em servir a Deus e preferiu continuar a orar a Deus, três vezes ao dia, e perder a sua vida numa cova de leões.


O apóstolo Tiago, diz-nos na sua epístola o mesmo que o anjo de Deus disse a Daniel: que ele deveria seguir até ao fim o seu caminho de perseverança pois assim ele seria aprovado e no fim dos tempos ele se levantaria para receber a sua herança, a recompensa preparada por Deus para ele.


Podemos ver as palavras do apóstolo Tiago no versículo a seguir: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.” Tg 1:12.

O Espírito Santo diz-nos hoje também que devemos continuar seguindo o nosso caminho, perseverando em servir ao Senhor quando estamos a viver momentos de provação, pois Deus deseja que sejamos aprovados nestas situações e deseja dar-nos a coroa da vida.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Cativar o pensamento à obediência a Cristo

A obediência a Deus é fundamental na vida cristã e por isso o cristão deve ter como seu objetivo diário a obediência aos mandamentos de Deus. Para que haja obediência é necessário, numa primeira fase escutar com atenção a Deus e depois colocar em ação o que foi ordenado. No cérebro, muitos pensamentos contrários a Palavra de Deus surgem quando visualizamos pessoas diversas, e também quando enfrentamos diversas situações. Nestas situações do dia a dia, é importante levarmos nossos pensamentos cativos a obediência a Cristo.

O apóstolo Paulo diz-nos na primeira carta aos Coríntios que devemos levar cativos os nossos pensamentos cativos a obediência a Cristo. “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo,”2Co 10:4-5 Cativar os pensamentos implica não darmos liberdade aos pensamentos, mas sim prendê-los de forma a que não tenham influencia na nossa forma de pensar a vida nem nas nossas atitudes.

Devemos levar cativos os pensamentos que não são de acordo com a Palavra de Deus para que não tenhamos atitudes negativas, atitudes opostas ao amor que o nosso Senhor Jesus manda-nos que tenhamos para com todos os que estão a nossa volta. Por exemplo, pensamentos maldosos sobre pessoas, ou pensamentos de raiva ou ódio devem ser eliminados da nossa mente, para não agirmos com malícia, raiva ou ódio.

Outra situação onde devemos levar cativos os nosso pensamentos são os pensamentos que temos sobre as tarefas que nos cabem no dia a dia; não devemos ter pensamentos que nos levem a agir como se a tarefa fosse aborrecida, ou como se o fizéssemos apenas por obrigação e por isso contrariados. Devemos olhar as tarefas que temos com gratidão, como uma oportunidade de servir ao nosso próximo, e de fazer algo bom para outras pessoas.
 
Devemos levar esses tipo pensamentos cativos a obediência a Deus rapidamente, antes que esses pensamentos ganhem raízes e influenciem as nossas emoções. Fazendo isto, estaremos também a lutar para manter os nosso pensamentos puros, e consequentemente o nosso coração e as nossas atitudes.
 

O apóstolo Paulo recomenda-nos por isso a fazer tudo sem murmurações nem contendas, como vemos a seguir: “Fazei tudo sem murmurações nem contendas,” Fp 2:14. A murmuração pode ser exteriorizada por palavras mas pode também ser uma atitude interior através de pensamentos. Por isso devemos ter cuidado com os nossos pensamentos, pois Deus não se agrada de atitudes como murmuração, que demonstram um coração que não confia no Senhor, nem é grato pelo Seu amor.

A obediência é central na nossa vida como filhos e servos de Deus. Isto porque demonstramos que amamos a Deus obedecendo aos seus mandamentos, como vemos no versículo a seguir: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.”Jo 14:21.

Da mesma forma,  nos tornamos servos de Deus quando obedecemos aos mandamentos de Deus e a vontade Dele para a nossa vida. O apóstolo Paulo diz-nos na sua epístola aos Romanos que somos servos de quem obedecemos: ou obedecemos a Deus e somos seus servos de Deus ou obedecemos ao pecado e somos servos do pecado. Podemos ver isso no versículo seguinte: “Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência , desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?” Rm 6:16.
 
O contrário da obediência a Deus é a rebeldia/rebelião e a independência de Deus. Deus compara a desobediência ou rebelião ao pecado da feitiçaria “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.” 1Sm 15:23. Deus Pai é o nosso Pai; ao não nos submetermos a Ele como um filho se submete a um pai, estamos a ser rebeldes, estamos a nos levantar contra a autoridade legitima do nosso Deus, que é o nosso criador e de tudo o que existe.
 
O nosso exemplo de obediência é o nosso Senhor Jesus Cristo. O nosso Senhor Jesus ao longo da sua caminhada na terra demonstrou sempre um carácter de servo através da obediência que demonstrou à vontade do Pai. O nosso Mestre sempre mostrou que estava na terra não para fazer a sua vontade mas sim a vontade do Pai. Podemos ver essa atitude expressas nas palavras do nosso Mestre quando estava no jardim do Getsémani “Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como ti queres. Mt 26:39.

Devemos ser como o nosso Senhor Jesus e andar mais preocupados em fazer a vontade do nosso Senhor do que satisfazer os nossos próprios desejos e vontades. Devemos também mostrar o nosso amor a Deus através da obediência aos mandamentos do nosso Senhor Jesus.

O Espírito Santo nos ajuda a levarmos cativos os nossos pensamentos, controlando os nosso pensamentos e as nossas emoções; e é também o nosso maior auxiliador na pratica da lei da obediência a Cristo, levando-nos a aproximar-nos gradualmente da Luz que é o nosso Senhor, através que um aumento gradual da obediência ao nosso Deus e aos seus mandamentos. Por isso é o Espírito Santo quem nos capacita a servir e a amar o nosso Senhor Jesus.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Servir a Deus com espírito voluntário

Deus ao longo da Bíblia dá-nos recomendações sobre a forma como o devemos servir; e exorta-nos a amar a Deus acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Servir a Deus implica obediência a sua Palavra; a disposição de fazer apenas o Seu querer  e não a nossa vontade. Apesar de sermos servos de Deus, somos também filhos de Deus e por isso Deus deseja que o sirvamos com um coração voluntário; não por obrigação ou por medo de Deus , mas sim com amor; praticando o que Deus nos ordena de livre e espontânea vontade, sem esperar recompensas.
 
Um espírito voluntário é algo que nós devemos cultivar, mas é também um dom do Espírito Santo. Por isso o salmista no salmo 51, clama a Deus pedindo que o sustente com um espírito voluntário, como podemos ver no versículo a seguir.  "Restitui-me a alegria da  tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário." Sl 51:12. É o Espírito Santo quem capacita ao homem doar-se voluntariamente a Deus, e servir ao próximo sem esperar nada em troca. Podemos ver isso na Igreja primitiva, depois do enchimento dos cristãos com o Espírito, eles eram um coração e uma só alma; e ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía, tudo o que tinham era também dos outros elementos da Igreja (At 4:32).
 
Os apóstolos e todos os membros da Igreja, foram revestidos do Espírito Santo e por isso não só perseveravam na partilha dos seus bens como perseveravam também na oração, no partir do pão, e na doutrina (At 2:42-43). No livro de atos podemos ver a descrição da forma como os cristão partilhavam os seus bens entre si, de forma tal que não havia necessitados entre eles. Voluntariamente os cristão vendiam as suas terras ou casas e o dinheiro que obtinham das vendas colocavam a disposição dos apóstolos para que estes distribuíssem a medida que alguém tivesse necessidade.Podemos ver isso nos versículos a seguir: "Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um a medida que alguém tinha necessidade." At 4:34-35.
 
Servir a Deus com um coração voluntário faz grande diferença na vida cristã e determina se somos sensíveis a voz de Deus e mansos ou se somos cristãos que resistem a voz de Deus e que por isso precisam de ser admoestados e corrigidos. David nos últimos conselhos que deu ao seu filho Salomão exortou-o a servir a Deus de coração íntegro e com alma voluntária. Davi também aconselhou a Salomão a conhecer a Deus ao longo a sua vida, e saber como Deus queria que vivesse a sua vida.
 
Na vida cristã, para servir a Deus  e ao nosso próximo doamos o nosso tempo, os nossos talentos, os nossos recursos financeiros e até o nossa atenção e carinho. Deus deseja que em tudo que doe-mos, que doe-mos sempre com alegria, e não com tristeza por aquilo que doamos não estar mais connosco. Deus  deseja que doemos sem esperar ser recompensados, e não por medo de ser punido por não dar-mos. Por vezes, sabendo que Deus abençoa a aqueles que são fieis, alguns cristãos são aliciados, em alturas de necessidade financeiras, a dar com intenção de receber depois. Deus não se agrada deste tipo de pensamento.
 
O apóstolo Paulo aconselha-nos a contribuir conforme aquilo que tivermos proposto no coração; não com tristeza ou por necessidade porque Deus ama, aprecia aqueles que dão com alegria. Podemos ver isso no versículo seguinte: "Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria." 2Co 9:7. O nosso Senhor Jesus deseja que doemos com alegria e também que doemos aqueles que têm sede, fome, falta de abrigo; a aqueles que estão doentes ou em alguma outras situação difícil.
 
Por vezes dar pode ser difícil e por isso devemos olhar para o exemplo do nosso Senhor Jesus que se dou voluntariamente por nós pecadores e apesar da grande oposição que sofreu dos homens da sua época, não desistiu e foi até ao fim no plano da salvação das nossas vidas. Apesar de todos os cristãos um dia terem publicamente entregue, ou doado a sua vida a Deus, todos os cristãos devem dar diariamente a sua vida a Deus, para que Deus possa fazer o que deseja de nós e nos conduzir no melhor caminho.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Servir a Deus com integridade

No dia a dia, os cristãos são diversas vezes convidados a decidirem se querem ou não seguir a Deus; como por exemplo, quando são confrontados com situações que os colocam perante dois caminhos opostos: a obediência a Deus ou a obediência ao mundo e a carne .Para tomar a decisão de seguir a Deus e de obedecêr-Lo é necessário temer a Deus, decidir ser totalmente integro e fiel a Deus. A integridade é um desafio, pois na vida muitas coisas convidam os cristãos a serem mornos, a não tomarem posições definidas sobre o reino, e a terem comportamentos duplos, amando a Deus e ao mundo.
 
Por isso repetidas vezes a Bíblia exorta aos cristãos, tomarem uma posição definida sobre o reino de Deus, e a escolherem definitivamente se querem servir e obedecer a Deus ou se querem servir ao mundo, a carne e ao reino das trevas. O nosso Senhor Jesus exorta-nos através de uma mensagem do livro de Apocalipse, a decidirmos entre Deus e o mundo; a escolher entre ser frio, amando o mundo e o reino das trevas, ou ser quente, amando exclusivamente a Deus, obedecendo aos mandamentos do Senhor Jesus e servindo apenas aos seus propósitos. Aqueles que são mornos, ou seja, nem frio nem quentes, Deus não se agrada deles e pede-lhes que se decidam para que lado querem servir: a Deus ou ao mundo e a carne.
 
 
Podemos ver as palavras do Senhor Jesus sobre este assunto no livro de Apocalipse: "Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou pronto a vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre cego e nu." Ap 3:15-17. Para se decidirem por Jesus Cristo e pelo seu reino, o nosso Senhor recomenda a purificarem-se de toda a mentalidade que os afasta de Deus, a enriquecerem para Deus, através de boas obras e de amor ao próximo; e também aconselha a humilharem-se e confessarem que apenas de Deus vem a verdade; a aceitarem a visão de Deus sobre o pecado; e consequentemente, aconselha a condenar e a fugir de todo o pecado e iniquidade.
 
No Antigo Testamento num momento importante para o povo de Israel em que Josué sentia que estava próxima a sua partida para a glória, convocou o povo de Israel, e todos os seus cabeças, juízes e oficiais, e convidou-os a renovarem a aliança que fizeram anteriormente com Deus.  Josué aconselhou o povo a temer a Deus e a servi-Lo com integridade e fidelidade; e também aconselhou-os a deitarem fora todos os ídolos que tinham nas suas vidas para que pudessem servir a Deus com integridade. As palavras de Josué podem ser vistas no versículo seguinte: " Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e do Egipto e servi ao Senhor."Js 24:14.
 
Para que o povo de Israel fosse íntegro para com Deus, Josué aconselhou ao povo empenharem-se em guardar as suas almas de tudo o que lhes pudesse contaminar a mente com ideias mundanas e contrárias a Deus; pois só assim conseguiriam amar ao Senhor, nosso Deus, como vemos no versículo seguinte: "Portanto, empenhai-vos em guardar a vossa alma, para amardes o Senhor, vosso Deus" Js 23:11.  Para além disso, Josué aconselhou ao povo a guardarem com diligência os mandamentos do Senhor; a amar ao Senhor com toda a alma; a andar em todos os caminhos do Senhor; e a achegarem-se a Deus.  Se o povo de Israel fizesse isso, conseguiriam servir a Deus de todo o coração e de toda a alma (Js 22:5).
 
O Espírito Santo aconselha-nos, hoje também, a empenhar-nos em guardar a nossa alma para que possamos amar a Deus e servi-Lo com todo o nosso coração e com toda a nossa alma. Isso porque existem muitas ideias difundidas no mundo que podem levar-nos a ser indecisos se queremos ou não servir a Deus, e a tornar-nos mornos,  com uma mentalidade dupla que tenta agradar ao mundo/carne e ao mesmo tempo agradar a Deus. 
 
Por isso os cristãos devem selecionar tudo o que veem, ouvem e leem de forma a não contaminar as suas mentes com ideias contrárias a vontade de Deus. Muitas coisas na televisão e cinema, cheias de violência, palavras obscenas, ou com muito sexo devem ser evitas pelos cristãos. Da mesma forma, muitas músicas com letras contrárias a vontade de Deus devem ser evitas porque a nossa mente assimila com facilidade o que ouvimos e leva-nos a agir de forma contrária a vontade de Deus. A moda muitas vezes também influência comportamentos, por exaltar muito a sensualidade; e por ter, muitas vezes, como único objetivo estimular a líbido do sexo oposto.
 
Deus quer todo o nosso coração, toda a nossa alma, e quer todo o nosso entendimento. O nosso Deus é Santo, totalmente puro, sem iniquidade e por isso o pecado e a impureza não O agradam. Para que o Espírito Santo possa se agradar de nós e ter total liberdade em nossas vidas, para conduzir os nosso pensamentos, vontades e decisões devemos guardar a nossa alma de tudo o que possa desagradar ao Espírito Santo, como por exemplo, filmes, séries e telenovelas com muita violência, sexo ou linguagem obscena. Devemos também evitar todas as ideias que nos possam desviar da obediência ao Senhor ou do serviço a Deus com total integridade e fidelidade.