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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Deus perdoa o pecador

A Bíblia demonstra através dos seus vários livros e evangelhos que Deus é totalmente Santo e Justo. Contudo, apesar da sua Santidade Deus ama o pecador, a ponto de ter planeado uma forma de expiação dos pecados da humanidade. Ao enviar o seu Filho Amado, Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar, Deus deu a humanidade uma forma de ter os seus pecados perdoados. Cabe apenas o homem aceitar o sacrifício vicário de Jesus Cristo.

Na epístola aos romanos vemos que aqueles que creem em Jesus Cristo é-lhes imputada a justiça porque Jesus, nosso Senhor foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou para a nossa justificação. “mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.” Rm 4:24-25.

Vemos então, que Deus perdoa os pecados daqueles que se achegam ao seu Filho Jesus e creem no seu sacrifício. Então, todos os pecados que o homem tenha cometido ficam justificados pelo sangue de Cristo. A fé é o meio para alcançarmos a Graça da Salvação de Deus. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.” Rm 5: 1-2.

O justo recebe a vida eterna pela fé em Cristo Jesus, e não por meio de boas obras, como vemos no versículos a seguir: “E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a lei não procede da fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.” Rm 3:11-14

Depois de recebermos a salvação através da fé em Cristo Jesus, podemos achegar-nos a Deus em busca de perdão, quando tivermos cometido algum pecado. Isto porque Jesus para além de ser propiciador dos nossos pecados, também nos defende perante Deus como Advogado. “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” 1Jo 2:1-2.

Deus não nos abandona, e deseja transformar a nossa vida progressivamente, à semelhança com o seu Filho Amado. Quando pecamos, Deus continua fiel ao seu Amor e ao seu propósito de transformar as nossas vidas. Por isso, Deus nos perdoa quando confessamos os nossos pecados e purifica-nos de toda a injustiça. “ Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos purificar de toda injustiça. “ 1 Jo 1:9

Ao longo dos evangelhos vemos que Jesus perdoou os pecados de muita gente, e que com esse perdão as pessoas usufruíram de uma nova vida com Deus. O paralítico, trazido até Jesus por quatro amigos, teve os seus pecados perdoados, e também cura para a sua paralisia. “E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.(...) Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos disse: porque cogitais o mal no vosso coração? Pois qual é mais fácil? Dizer: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados- disse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para a tua casa.” Mt 9:2,4-6.

Hoje, Jesus Cristo ainda deseja perdoar pecados e restaurar a vida dos que se achegam a Ele. Apenas precisamos, receber pela fé o seu perdão, e deixar que o seu Espírito Santo transforme as nossas vidas para que possamos viver uma vida agradável a Deus Pai.

domingo, 30 de setembro de 2018

Toda lei se cumpre no amor


Quando olhamos pela primeira vez nas leis e mandamentos de Deus achamos que são muitas coisas, mas na verdade os mandamentos não são muitos. Eles apenas são uma aplicação prática das várias formas como podemos mostrar amor ao próximo. Como vemos de seguida as lei têm como objetivo indicar-nos como amar a Deus e ao próximo preservando a sua integridade física, a sua reputação e os seus bens.

Por exemplo, nos versículos seguintes vemos alguns mandamentos que têm como objetivo preservar as relações entre os filhos e os seus pais, e também preservar a integridade física, a reputação das pessoas bem como preservar o casamento. “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus te dá. Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçaras a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” Ex 20:12-17.

Deus sendo amor deseja que os homens sigam o exemplo do seu Filho Jesus e vivam também na pratica do amor. Jesus Cristo viveu na terra numa relação de grande amor com Pai Celeste, visível pela sua obediência e também amando o próximo. Tudo o que o nosso Senhor Jesus fazia era motivado pela compaixão pelos outros. Esse grande amor levou a Jesus a entregar-se voluntariamente por nós na cruz do Calvário, para que os nossos pecados pudessem ser perdoados.

Por isso o Espírito Santo nos aconselha através do versículo seguinte a vivermos a nossa fé olhando firmemente para Jesus, o autor e consumador da nossa fé. “Portanto, também nós visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedeia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” Hb 12:1-2.

Jesus Cristo é o nosso Mestre e hoje está entre nós através do seu Santo Espírito para nos guiar e capacitar a fazer a sua vontade. Com a obra de Jesus Cristo já não podemos ser condenados se não cumprirmos toda a a lei de Deus, porque as nossas transgressões já estão pagas. Apenas precisamos de pedir perdão a Deus quando falhamos e buscar a capacitação do seu Espírito Santo para não pecarmos mais.

Contudo, as lei são uma forma de lembrar-nos o que Deus deseja que façamos e que tipo de comportamento desagrada ao coração de Deus. Por exemplo, Deus declarou que não deveriamos furtar, nem mentir, nem sermos falsos com o nossos próximo como vemos no versículo a seguir. “Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo; não jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus. Eu sou o Senhor. Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã.”

Apesar de a lei não servir para nos condenar, devemos a mesma obedecer ao que está escrito sobre a vontade de Deus nos nossos relacionamentos. Assim estaremos agradando a Deus com o nosso comportamento e dando espaço na nossa vida para que o seu Santo Espírito possa nos dirigir.

quinta-feira, 22 de março de 2018

A Páscoa Cristã

A celebração da Páscoa tem origem na festa judaica da Páscoa onde era comemorado a saída e libertação do povo de Israel da escravidão do Egito. Na grande noite da libertação, Deus enviou um anjo que matou a todos os primogénitos que estavam no Egito. Para que os primogénitos judeus não fossem feridos Deus ordenou que aspergissem no umbral da porta o sangue de um cordeiro. Ex 12:11-13.

Este cordeiro era uma simbologia do verdadeiro Cordeiro Pascal que com os seu sangue tiraria os pecados do mundo e impediria fossemos condenados a morte eterna. Por isso, na Páscoa cristã é comemorado a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o verdadeiro Cordeiro Pascoal, que comprou com seu sangue a todos os que Nele creem, e fez-nos propriedade santa do Pai Celeste.

A Páscoa é uma festa de grande alegria a porque a ressurreição de Jesus Cristo, garante que o nosso Mestre venceu a morte e o inferno e que da mesma forma como Ele ressuscitou dos mortos nós também ressuscitaremos para a vida eterna. A segunda a epístola aos Coríntios diz-nos isso: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um porém, na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.” 1Co 15:20-23.

Nesta comemoração lembramos também do grande amor de Deus Pai que deu o seu Filho por nós. O Espírito Santo diz-nos, através do versículo seguinte que Deus Pai nos amou e por isso deu o seu Filho por nós: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna.”Jo 3:16. Deus deu o seu Filho, Jesus Cristo, para que Ele pagasse o preço dos nossos pecados e para que nós não fossemos condenados a morte eterna, porque nos ama com um amor eterno.

Jesus Cristo nos ama também e se deu voluntariamente como sacrifício em nosso lugar, como nos diz o apóstolo Paulo no versículo seguinte: “graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,” Gl 1:3-4. O nosso Mestre não foi obrigado a entregar-se por nós; Ele deu-se porque nos ama e quer ver a humanidade salva.

O propósito de Jesus não é apenas dar-nos a salvação da morte eterna mas também desarraigar-nos deste mundo perverso mudando a nossa mentalidade, a nossa forma de agir e também a finalidade da nossa vida. Deus deseja transformar-nos gradualmente a semelhança de Jesus, e formar um reino de pessoas transformadas pelo sangue de Cristo. No versículo seguinte da epístola aos romanos vemos isso: “Porque os que de antemão conheceu também os predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos.” Jo 8:29.

Deus planeou meticulosamente a nossa salvação. E por isso antes de enviar o seu Filho Ele avisou os seus profetas que e o Messias iria pagar o preço dos nossos pecados e dar-nos a salvação. Vemos isso nas palavras dadas por Deus a Isaías: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sofre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado do pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.” Is 53:4-6.

A Páscoa é por tudo isso, uma celebração de tudo o que Deus fez por nós através de Jesus Cristo, mas é também uma recordação de tudo o que Jesus sofreu por nós enquanto esteve na Cruz do Calvário. Por outro lado, é uma celebração da salvação que Jesus nos deu e de tudo o que podemos viver como filhos de Deus e servos de Jesus Cristo. Devemos deixar que o Espírito faça arder em nós a alegria da salvação dada por Jesus Cristo no Calvário.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O justo viverá pela fé


O movimento da Reforma começou quando um monge, de nome Martinho Lutero descobriu que o homem para alcançar a vida eterna e para se apresentar a Deus como justo, apenas precisava de ter fé em Jesus Cristo. Esta verdade transformou a vida deste monge, e incentivou-o a contestar a forma como era comprada a salvação na época, através das indulgências.

O apóstolo Paulo explica ao longo das suas cartas aos Romanos, Gálatas e Efésios que a salvação oferecida por Deus, pela sua Graça, podia ser alcançada, por qualquer homem, apenas pela fé. Num dos versículos das mesmas cartas, como vemos a seguir, vemos que o Evangelho, possui o poder de salvar a qualquer homem, tanto os judeus como os gentios.

É no evangelho que é revelado a forma como Deus justificou os pecados dos homens através do sacrifício de Jesus Cristo. Para tomarmos posse dessa justificação apenas precisamos de crer no Evangelho. “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” Rm 1:16-17.

A vida eterna só é alcançada pela fé no Senhor Jesus e no seu sacrifício por nós. A justificação que Deus nos concede é gratuita, não precisamos de comprar, como defendiam na época de Martinho Lutero. Qualquer homem, de qualquer lugar do mundo, sendo pobre ou rico, pode ter os seus pecados justificados pelo sangue de Jesus. Deus, nos ama de tal forma que escolheu o seu próprio Filho para pagar o preço dos nossos pecados.

No versículo a seguir, vemos o que o apóstolo Paulo diz sobre isso ainda na carta aos romanos: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;” Rm 3:24-25.

O homem sendo intrinsecamente pecador não merecia o favor de Deus, mas Deus é Amor e Ele nos ama apesar de nós não merecermos. Deus, manifestou a sua Graça, e deu-nos uma forma de termos acesso ao perdão dos nossos pecados e a salvação. Nada que o homem pudesse fazer iria apagar os seus pecados e torna-lo justo perante Deus. As boas obras não podem salvar o homem, apesar de se serem uma forma de louvor a Deus e de amar ao próximo.

O apóstolo Paulo sublinha este este facto na sua epístola aos Efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Ef 2:8-9. É importante todos os cristãos lembrarem-se disso para não se gloriarem das boas obras que fazem e para não julgarem que são merecedores da salvação que receberam.

Não há nenhum homem que merecesse a salvação e estar eternamente com Deus. É Deus pela sua Graça quem nos concede essa grande bênção. Por isso, devemos ser humildes, perante Deus e perante os homens, porque não somos melhores do que aqueles que não foram alcançados pela salvação. Para além disso, aquilo que os cristãos fazem de bom apenas o fazem pela Graça de Deus que nos capacita com o seu Espírito Santo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Coparticipantes da natureza de Deus

Os cristãos têm o privilégio de serem coparticipantes da natureza de Deus. Isto porque, quando o Espírito Santo vivifica os cristãos e passa a fazer morada neles, os cristãos tornam-se filhos de Deus e ficam prontos para iniciar um processo gradual de santificação, e de semelhança gradual com o Senhor Jesus Cristo, em carácter e em obras.

Deus deseja que a natureza divina seja manifestada em nós enquanto estamos na terra. Deus é bom, é santo, e ama a todos. Com a nova natureza adquirida pelo cristão, ele deve também, com a capacitação do Espírito Santo, ser gradualmente mais, bondoso, mais santo e ter a capacidade de amar a todos, inclusive as pessoas más.
 
O apóstolo Pedro diz-nos na sua segunda epístola: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, e pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção que há no mundo,” 2Pe 1:3-4.

Deus deseja livrar-nos da corrupção que há no mundo, e fazer-nos semelhantes ao seu Filho Jesus Cristo. Devemos desejar que Deus realize essa obra em nós e colaborar com Ele através da meditação da Palavra, para que a nossa mente possa ser renovada. Ao mesmo tempo devemos renegar a nossa velha natureza, levando os nossos pensamentos mundanos cativos a obediência a Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo diz-nos como vemos em seguida, que na nossa luta espiritual temos armas que não são carnais, mas poderosas através do Espírito Santo, que nos ajudam a destruir fortalezas, ou ideias que temos acerca da vida que nos levam a afastar-nos de Deus, e a anular qualquer raciocínio que justifiquem factos que desagradam a Deus.

Vemos as palavras do apóstolo Paulo no versículo a seguir: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda a altivez que levante contra o conhecimento de Deus, e levando todo o pensamento cativo a obediência de Cristo,” 2Co 10:4-5.

O nosso Senhor Jesus, mostra-nos a forma de pensar e de sentir Pai Celeste. Tanto o Pai Celeste como o nosso Mestre não gostam do pecado e inclusive enquanto Jesus esteve na terra nunca pecou apesar de ter sido tentado em todas as coisas como qualquer homem. Deus deseja libertar-nos gradualmente do pecado e fazer-nos afastar dos caminhos pecaminosos que existem na nossa vida.


Como Deus sabe da nossa natureza pecadora entregou o seu Filho amado para que Ele pagasse o preço dos nossos pecados. Assim, somos justificados pelo sangue de Jesus, e Deus não nos considera mais dignos da morte eterna. Com a ajuda do Espírito Santo podemos viver uma nova vida como coparticipantes da natureza de Deus.


Quando a nossa velha natureza quiser comandar os nossos pensamentos podemos descansar em Jesus Cristo, pois somos todos bem aventurados, pois Deus devido ao sacrifício vicário do seu Filho, perdoa as nossas iniquidades e cobre os nossos pecados com o sangue de Jesus Cristo. Hoje temos o privilégio de sermos coparticipantes da natureza de Deus, pois está em nós o seu Santo Espírito.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A letra mata


Deus sempre desejou ter uma relação de amizade íntima com o homem e esse propósito mostrou-se desde a criação do homem no jardim do Éden. Devido a queda do homem e do pecado, Deus para ter comunhão com o povo de Israel estabeleceu uma aliança, um pacto no qual o homem necessitava de cumprir certas leis para estar diante de Deus e ter relacionamento com o Pai Celeste.


A primeira aliança que Deus fez, foi no Monte Sinai, onde escreveu os Dez Mandamentos e o povo de Israel aceitou cumprir a lei de Moisés, e andar nos preceitos do Senhor. Contudo, o povo de Israel rapidamente desviou-se da lei de Moisés e passou a adorar deuses estranhos e a fazer tudo o que Deus condenava.


Por isso, repetidas vezes Deus avisou que faria uma nova aliança com o povo de Israel, e que em vez de escrever as suas lei numa tábua de pedra, as escreveria no próprio coração dos seus servos, como vemos nos versículos seguintes: “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor.” Jr 31:31-32.


Essa promessa foi cumprida com a vinda do Senhor Jesus a terra, e com a sua morte e ressurreição. Nesta aliança, os cristãos já não são justificados pelos seus pecados através da obediência à lei de Moisés, mas sim pelo sangue vicário do Senhor Jesus, como nos diz o apóstolo Paulo nos versículos seguintes: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma a pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne o pecado.” Rm 8:3-4.


O homem tem demonstrado uma natureza pecadora, e mesmo tentando, não consegue ser totalmente isento do pecado. Por isso, nenhum homem, exceto o Senhor Jesus conseguiu viver na terra sem cometer pecado. A lei de Moisés portanto, consistia numa prova contra o homem, pois dizia tudo o que ele deveria fazer, mas não conseguia. 


A lei apesar de boa, acabava por condenar o homem a morte eterna, pois se algum homem cumprisse toda a lei, mas faltasse nalgum ponto, tornava-se arguido da lei e por isso seria condenado. Por este motivo o apóstolo Paulo diz-nos na sua segunda carta aos coríntios que a letra, ou seja a lei de Moisés, mata, condena o homem a morte, pois ele não consegue viver sem pecar.


Contudo, a boa nova, é que o Espírito vivifica o homem, morto nos seus pecados, dando-lhe a vida eterna. O Espírito Santo, só vivifica os homens, desde que o Senhor Jesus morreu e ressuscitou e assim consumou a nova aliança, que nos justifica perante o Pai Celeste. Isto porque, segundo a lei todos os que pecassem deveriam ser condenados a morte, ao afastamento eterno de Deus. Mas Jesus levou sobre si a condenação pelos pecados de toda humanidade.


Da mesma forma como Jesus Cristo morreu e ressuscitou, cada cristão ressuscitou para a vida eterna junto do Deus Pai. A letra, condena-nos a morte eterna, mas o Espírito de Deus, enviado depois do derramamento do sangue de Jesus Cristo vivifica-nos como podemos a seguir: “E por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; (…) o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não de letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” 2Co 3:4,6.


Essa aliança foi confirmada não pela letra de Deus escrita em tábuas de pedra, como em Sinai, mas através do próprio Espírito Santo que passou a habitar em cada cristão depois da ascensão do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, como vemos nos seguintes versículos atos dos apóstolos: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra. Ditas estas palavras, foi Jesus elevado aos alturas, a vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos.” At 1:8-9.


A nova aliança é a solução para a humanidade pecadora, pois agora qualquer um independentemente dos seus pecados, pode ser justificado perante Deus, através do sangue do nosso Senhor Jesus Cristo. Já não é necessário, a lei de Moisés para justificar o homem, pois hoje estamos eternamente justificados pelo sangue do nosso Redentor Jesus Cristo que hoje está assentado a destra do Pai Celeste.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Deus não tem prazer na morte do perverso


Deus não tem prazer na condenação eterna do perverso, mas deseja que todos se salvem. Foi exatamente por isso que o nosso Senhor Jesus Cristo morreu por todos os pecadores e ofereceu seu precioso sangue para pagar todas as nossas dívidas para com Deus, por outras palavras, para pagar todos os nossos pecados.
Para receber a salvação o homem precisa de se converter e aceitar o Senhor Jesus como Senhor e Salvador. Conversão implica um arrependimento de todos os maus caminhos e consequentemente uma mudança de vida.
O nosso Deus diz-nos, através do profeta Ezequiel ,que se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu na sua vida e passar a guardar os mandamentos e estatutos de Deus; e para além disso, aceitar a salvação oferecida na cruz do Calvário e seguir a Jesus Cristo como modelo, terá a vida eterna. “ Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto.” Ez18:21.
O Senhor Deus diz-nos que não se lembrará mais dos pecados cometidos antes da conversão. Lembrar-se-á pelo contrário, do sangue de Jesus  Cristo vertido na cruz do Calvário e das novas obras praticadas pelo crente. ”De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou, viverá.” Ez 18:22.
Deus Pai, não tem prazer na morte do perverso e deseja que o pecador se converta dos seus maus caminhos e viva eternamente. “Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? - diz o Senhor Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva?” Ez 18:23. Por não ter prazer na condenação eterna do perverso, Deus enviou o seu Filho Unigénito ao mundo para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3:16).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A morte de Cristo: a maior dádiva de Deus a humanidade


Um dos maiores planos de Deus para humanidade, desde a fundação do mundo, foi a libertação do homem do pecado através do sacrifício vicário do Messias.

Com a queda de Adão e Eva no jardim do Éden, viu-se a natureza pecaminosa do homem e Deus afirmou então a serpente que induzira Eva ao pecado, que enviaria uma Messias que esmagasse o seu poder na terra, ou seja a sua cabeça:” Então, o Senhor Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gn 3:14-15.

Nos Salmos, o salmista inspirado pelo Espírito santo profetiza a vinda do Messias a terra, e o seu sofrimento vicário para salvar a humanidade dos seus pecados. ” Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste? Porque se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido” Sl 22:2.

O nosso Senhor Jesus Cristo tomou sobre si os nossos pecados, os meus, os seus, e de toda humanidade, enquanto estava pendurado na cruz do Calvário. Neste momento, em que a presença do pecado estava em Jesus Cristo, Deus afastou-se Dele e Jesus Cristo sentiu-se só, sem a presença do Pai Celeste.

O salmista também retrata a ressurreição de Jesus Cristo, a sua alegria pela obra redentora que realizou por toda a humanidade. “a meus irmãos declararei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da congregação” Sl 22:22.

O profeta Isaías também profetizou a vinda do Messias, o nosso Senhor Jesus, à terra para a nossa redenção. Através da inspiração do Espírito Santo o profeta Isaías descreve o Messias como um homem de dores que sabia o que era padecer: “ Era desprezado e o mais rejeitado ente os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso” Is 53:3.

O sacrifício de Jesus Cristo era necessário para a nossa reconciliação com Deus Pai e por isso o profeta Isaías declara: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” Is 53:4.

Os nossos pecados foram punidos na cruz do Calvário, enquanto Jesus Cristo padecia um horrível sofrimento, por ter sido chicoteado, pregado na cruz e ultrajado. O castigo necessário para que tivéssemos Paz com Deus foi sofrido por Jesus Cristo: “Mas ele foi trespassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” Is 53.5.

O nosso Salvador e Mestre, voluntariamente deu-se em sacrifício pelos nossos pecados: “assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas minhas ovelhas (…) Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para entregar e também para reavê-la. Este mandamento recebi de meu Pai” Jo 10:15,18. O grande amor de Jesus Cristo motivou-o a entregar-se por nós como sacrifício vicário, para que pudéssemos ter a vida eterna.

A necessidade de um sacrifício que expiasse os pecados do povo foi tipificado no Antigo Testamento, pela lei de Moisés, onde uma cabra ou uma cordeira sem defeito era morta em sacrifício pelos pecados cometidos, prefigurando a morte de Cristo pelos nossos pecados. “ Se qualquer pessoa do povo da terra pecar por ignorância, por fazer alguma das coisas que o Senhor ordenou se não fizessem, e se tornar culapada; ou se o pecado em que ela caiu lhe for notificado, trará por sua oferta uma cabra sem defeito, pelo pecado que cometeu. (…) Mas, se pela sua oferta trouxer uma cordeira como oferta pelo pecado, fêmea sem defeito a trará. E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará por oferta pelo pecado, no lugar onde se imola o holocausto” LV 4: 27-28, 32-33.

Estes sacríficos de animais tinham um aroma suave a Deus mas, o sacrifício de Jesus, foi ainda mais agradável a Deus, pois foi o sacrifício feito por um homem Santo, um homem que era o próprio Filho de Deus. O sacrifício de Jesus Cristo pois fim a necessidade de sacrificarem-se animais pelos pecados do homem; Jesus Cristo foi o último sacrifício pelos pecados: “ não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” Hb 9:12.

O Senhor Jesus Cristo é a maior dádiva de Deus a humanidade, é a dádiva das dádivas, pois através Dele a humanidade pode ter os seus pecados perdoados: “ Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3:16.