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domingo, 30 de junho de 2019

O elo da perfeição


Ao longo do Novo Testamento O Espírito Santo utiliza as várias palavras dos apóstolos para advertir-nos a revestir-nos no nosso homem interior de várias virtudes para que possamos caminhar de forma digna da vocação cristã. As principais virtudes com que nos devemos revestir são aquelas que fazem com que o nosso carácter se assemelhe ao carácter do nosso Mestre e Senhor, Jesus Cristo.

Uma das epístolas onde vemos sobre as virtudes com que o cristão deve revestir-se é a epístola aos colossenses escrita pelo apóstolo Paulo. Nesta epístola o apóstolo Paulo dá recomendações para que o cristão possa viver unido a Jesus Cristo. Sabemos que existem coisas que separam o cristão de Jesus Cristo, e para que o cristão possa aproximar-se mais de Deus deve evitar essas coisas.

Em primeiro lugar, o cristão deve fazer morrer a sua natureza terra; ou por outras palavras deve evitar a todo custo alimentar a sua natureza terrena. O nosso velho homem é inclinado a coisas que desagradam a Deus por isso devemos fazê-lo morrer. No versículo seguir vemos o tipo de pensamentos, sentimentos e atitudes que devemos evitar: “Fazei pois morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria.” Cl 3:5

Lemos no capítulo 3 desta epístola que estes pensamentos e atitudes fazem com que Deus se sinta irado contra o cristão. Deus desagrada-se de qualquer desejo maligno que exista no pensamento do homem, bem como a impureza, nas suas manifestações interiores e exteriores. Para além das atitudes indicadas no versículo 5, o Espírito Santo, através das palavras do apóstolo Paulo, aconselha-nos a evitar também outras situações que vemos a seguir: “ Agora, porém, despojai-vos igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.” Cl 3:8

Com o novo nascimento o cristão adquire uma nova natureza interior e deve buscar a transformação da sua mente de forma que na sua vida possa refletir a imagem de Deus. Para adquirir essa nova forma de pensar o cristão precisa de pensar de forma misericordiosa, bondosa, humilde, mansa e longânima. Essa nova forma de pensar permite que o cristão possa agir também de forma misericordiosa, bondosa, humilde, mansa e longânima. O apóstolo recomenda-nos sobre a necessidade de revestir-nos com as qualidade do novo homem no versículo a seguir: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.” Cl 3:12

Para além da misericordiosa, da bondade, da humildade, da mansidão, e da longanimidade, o Espírito Santo aconselha-nos a revestir-nos com o amor, porque ele é o vínculo, a ligação com a perfeição. Vemos isso no versículo a seguir: “acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vinculo da perfeição.” Cl 3:14

O amor é a definição de Deus e os principais mandamentos que o Senhor Jesus nos deixou estão relacionados com o amor: o amor a Deus e amor ao nosso próximo. No sua primeira epístola o apóstolo João refere que Deus é amor e que, quem não ama não conhece a Deus. “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” 1Jo 4:7-8

O amor é o elemento que nos faz mais perfeitos no nossa vida cristã, para além da pratica da misericórdia, da bondade, da humildade, da mansidão e da longanimidade. Deus deseja que as nossas vidas reflitam o Deus de amor que Ele; é e que ao mesmo tempo reflitamos a carácter manso e humilde do seu Filho amado, Jesus Cristo.

sábado, 27 de outubro de 2018

As características de Maria

Ao longo de toda a Bíblia vemos que Deus é amigo dos justos e que as grandes personalidades descritas na Bíblia, tinham em comum serem pessoas justas e íntegras no meio da sua geração. Estas pessoas tiveram o privilégio de falar com Deus através de anjos, em sonhos e até mesmo cara a cara.

Maria, uma jovem que teve o privilégio de conceber do Senhor Jesus destacou-se pelo seu carácter das jovens da altura e foi por isso escolhida por Deus para esse tão importante papel. “No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado para uma cidade da Galileia, chamada Nazaré; a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria.” Lc 1:26-27.

Deus agradou-se de Maria e estava com ela, como vemos nos versículos seguintes: “E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: alegra-te muito favorecida! O Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai;” Lc 1:28-32.

A Bíblia diz-nos que Deus revela-se aqueles que são justos; e que eles têm o privilégio de contemplar a face de Deus. Maria foi achada por Deus justa por que Deus apenas se revela aos justos como nos diz o versículo seguinte: “Porque o Senhor é justo, ele ama a justiça; os retos lhe contemplarão a face.” Sl 11:7 Apenas alguns homens como Abraão, Daniel, Zacarias tiveram a honra de receber a visita de anjos.

Para além de justa e reta, Maria também era uma mulher de fé; ela creu quem Deus tinha um bom plano e que iria usa-la. Ela creu no que o anjo lhe disse sobre a sua milagrosa conceção. “Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus." Lc 1:34-35.

Maria não temeu mesmo sabendo que a sua vida ficaria em perigo pelo fato de engravidar sem ter ainda conhecido o seu esposo. Isto mostra a sua fé e confiança em Deus; ela acreditava que a sua vida era para servir os propósitos do Senhor Deus. Ela tinha um coração de serva: “ Então disse Maria: aquí está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela.” Lc 1: 38.

Sabemos que o papel de mãe é muito importante para a educação de uma criança. A moral da mulher e a forma como vê o mundo tem influência na forma como educa uma criança. Por isso, o papel de Maria era muito importante: ela teria o dever de cuidar do menino Jesus e de ensinar o que era certo e o que era errado enquanto Ele aprendia as primeiras palavras e se desenvolvia. Provavelmente Maria deveria ser uma mulher benigna, misericordiosa e justa para poder ensinar coisas boas ao menino Jesus.

No versículo seguinte do livro do profeta Ezequiel vemos algumas características de uma pessoa a quem Deus considera de justo: “Sendo, pois o homem justo e fazendo juízo e justiça, (…) não oprimido a ninguém, tornando ao devedor a coisa penhorada, não roubando, dando o seu pão ao faminto e cobrindo ao nu com vestes; não dando o seu dinheiro à usura, não recebendo juros, desviando a sua mão da injustiça e fazendo verdadeiro juízo entre homem e homem; andando nos meus estatutos, guardando os meus juízos e procedendo retamente, o tal justo, certamente viverá, diz o Senhor Deus.” Ez 18:5, 7-9

Com isso, podemos concluir que Maria certamente era uma mulher bondosa, que ajudava os necessitados, que desviava a sua mão da injustiça, que guardava os estatutos e juízos de Deus andando segundo os mandamentos divinos. Isto porque se Maria agradou a Deus, certamente era uma pessoa justa. Se formos também bondosos, se desviarmos a nossa vida da pratica da injustiça e se andarmos segundo a Palavra de Deus, também alegraremos o coração do Pai com as nossas vidas.

domingo, 14 de outubro de 2018

Fidelidade

A Bíblia aconselha-nos a termos sempre a fidelidade e a benignidade nos nossos corações. Isto porque elas são importantes para praticarmos aquilo que o Senhor nos ensina e para refletirmos o coração amoroso do Pai Celeste. A Bíblia mostra-nos a vida de Rute como exemplo de alguém que seguiu o caminho da fidelidade e da benignidade e que com isso foi capaz ter atitudes de grande altruísmo.

Havia uma mulher de nome Noemi que emigrou para a terra de Moabe com o seu marido e com os seus dois filhos. Noemi e o marido, Elimeleque, saíram de Belém de Judá por causa da fome que existia nesta terra. Na terra de Moabe, os seus filhos casaram-se com mulheres moabitas. Em certa altura, o marido de Noemi, e depois os seus dois filhos, morreram e Noemi e as suas noras ficaram desamparadas.

Podemos ver isso no versículo a seguir: "Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com os seus dois filhos, os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos. Morreram também ambos, Malom e Quilom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido.” Rt 1: 3-5.

Noemi resolveu então regressar para Bejém de Judá porque ouvira que já havia alimento naquela cidade. As suas noras resolveram ir com ela mas Noemi disse-lhes que fossem cada uma para a casa dos seus pais, e que procurassem casar-se de novo. Quando ouviram essa sugestão elas choram e declararam que não iriam embora, como vemos a seguir: "Então, se dispôs ela com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o Senhor se lembrara do seu povo, dando-lhe pão. (…) disse-lhes Noemi: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o Senhor use convosco de benevolência, como vós usastes com os que morreram e comigo. O Senhor vos dê que sejais felizes, cada uma em casa de seu marido. E beijou-as. Elas porém, choraram em alta voz e lhe disseram: Não! Iremos contigo ao teu povo.” Rt 1:6, 8-10

Ao ouvir as noras Noemi recusou a companhia delas e disse-lhes que não tinho como oferecer-lhes marido. Isto porque já era velha demais para ter marido e mesmo que tivesse filhos, elas teriam que esperar que eles crescessem e então casarem-se com eles. Ambas as noras de Noemi sabiam que o certo era ficar ao lado de Noemi que estava velha, sem recursos financeiros e sozinha.

Apesar de saber que o certo era ficar com a Noemi, Orfa, como muitas vezes fazemos, preferiu fazer o que lhe era mais vantajoso e foi-se embora para a casa dos seus parentes e também procurar marido. “Então, de novo, choraram em voz alta; Orfa, com um beijo, se despediu de sua sogra, porém Rute se apegou a ela.” Rt 1:14. Por vezes as circunstâncias a nossa volta desmotivam-nos de fazer aquilo que é certo e ficamos inclinados a fazer aquilo que nos é mais conveniente.

Rute, pelo contrário, estando, na mesma situação que Orfa, ou seja, viúva, sem filhos e desamparada preferiu ficar ao lado da sogra e ir com ela para Belém, como vemos a seguir: “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.” Rt 1:16-17.

Rute, foi então com Noemi para Belém e lá demonstrou ser uma trabalhadora, procurando voluntariamente forma de sustentar a si e a Noemi. Quando Rute encontrou um lugar onde pudesse
apanhar espigas, trabalhou com afinco horas a fio sem descansar. Quando o proprietário do campo perguntou ao seu servo quem era ela, ele a descreveu como uma mulher trabalhadora e falou também que tinha vindo com a sua sogra Noemi.

Boaz, gostou do que ouviu acerca dela e abençoo-a pedindo que Deus retribuísse todo o bem que tinha feito a sua sogra e ofereceu-lhe a mesma refeição que os seus trabalhadores e deu-lhe o direito de recolher espigas sem ser incomodada. “Respondeu Boaz e lhe disse: Bem me contaram tudo quanto fizeste a tua sogra, depois da morte de teu marido, e como deixaste a teu pai, e a tua mãe, e a terra onde nascente e vieste para um povo que dantes não conhecias. O Senhor retribua o teu feito, e seja cumprida a tua recompensa do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas viste buscar refúgio.” Rt 2:11-12.

Vemos, assim que Rute, colou-se em segundo lugar quando preocupou-se mais com a sua sogra do que consigo mesma e com a sua necessidade de encontrar um marido para sobreviver. Por isso, Deus abençoou Rute, dando-lhe resposta para a sua necessidade, fazendo com se se casasse com Boaz, um parente do falecido marido de Noemi e dando-lhe um meio de ajudar também a sua sogra Noemi. Aqueles que andam em fidelidade e benignidade veem a bondade de Deus.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A sabedoria de Deus

A sabedoria de Deus é incomparável a sabedoria dos homens isto porque Deus é aquele quem planeou e criou universo e tudo o que nele existe. Deus é aquele quem formou o homem e que fez dele um ser inteligente dotado de dons e talentos. Deus é omnisciente, e omnipresente. Ele conhece todos os pensamentos dos homens e tudo o que o homem luta diariamente para descobrir através da ciência. A sua sabedoria é o caminho seguro para o homem que deseja viver sabiamente.

Por saber tudo, acerca dos homens e acerca do futuro, Deus sabe o que é melhor para o homem e que tipo de vida lhe pode trazer a paz e alegria que almeja. O modo de Deus pensar acerca da vida é melhor e mais elevada que a dos homem e tem sempre bons frutos, como nos diz o apóstolo Tiago a seguir: “A sabedoria que vem lá do alto é, primeiramente pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.” Tg 3:17

A sabedoria, ou seja, a forma de Deus pensar, não tem malícia, é pura. Deus age sempre com o objetivos pacíficos e deseja que façamos o mesmo. A busca da paz e da pacificação é algo que vai de encontro com a forma de pensar de Deus. Por outro lado, Deus é misericordioso; Ele não nos trata segundo os nossos pecados e deseja por isso que nós sejamos indulgentes, misericordiosos com aqueles com quem convivemos. Como nos diz o versículo anterior, a sabedoria de Deus, valoriza as atitudes em que o homem é manso, humilde e reprova as atitudes em que o homem é intratável e com maus frutos.

Agir com sabedoria de Deus é agir com prudência, evitando o mal e buscando o cumprimento da vontade de Deus. No versículo seguinte podemos ver uma das coisas que a Bíblia diz acerca da sabedoria. “Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos. O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço” Pv 8:12-13.

Para Deus um homem com sabedoria é aquele que foge da soberba, da arrogância, e da perversidade de lábios. Por outras palavras, é um homem que busca um coração igual ao do Senhor Jesus, que foi humilde, benigno e fiel a Deus em toda sua vida. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homem; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Fp 2:5-8

O homem que busca a sabedoria de Deus deve cultivar no seu coração a benignidade e a fidelidade. Isto porque os frutos da benignidade e da fidelidade são excelentes: trazem bênçãos de Deus e permitem um bom relacionamento com os homens. “Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens.” Pv 3:3-4.

A mentalidade humana não conduz o homem a bons caminhos e por isso, Deus aconselha-nos a não estribar-nos no nosso entendimento da vida, mas pelo contrário a confiar naquilo que Deus nos aconselha a fazer. “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” Pv 3:5-6.

Deus é aquele a quem dá sabedoria a aqueles que o pedem e que não duvidam. Por outras palavras Deus dá sabedoria a aqueles que mostram consistentemente vontade de seguir a direção que Deus lhes dá para as suas vidas e que rejeitam com perseverança a forma humana de pensar. Seguindo os conselhos de Deus saberemos agir em todas as circunstância da forma que dê melhores frutos e que traga mais paz.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Sede benignos uns para com os outros


O Espírito Santo diz-nos hoje através das Sagradas Escrituras que devemos ser benignos uns para com os outros. O que nós pensamos das pessoas e das coisas a nossa volta determinam o nosso comportamento. Por isso para que possamos ter relacionamentos, cheios de amor, paciência, respeito, como o nosso Senhor Jesus nos recomenda, devemos ser benignos.

A benignidade está relacionada com a capacidade de pensar bem dos outros; não só na nossa forma de julgar o comportamento dos outros, mas também, na capacidade desejar o bem aos outros. Por isso a benignidade está relacionada com os pensamentos e sentimentos que nos motivam a praticar o bem.
 
Ao pensarmos o bem dos outros e ao desejarmos o bem daqueles que estão a nossa volta é mais fácil praticar atos de bondade em favor do nosso próximo ou daqueles que estão a passar necessidade. O Espírito Santo aconselha-nos a ser benignos através da carta do apóstolo Paulo aos efésios, como vemos s seguir: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” Ef 4: 32.

Por vezes as pessoas fazem coisas que nos ofendem e que nos levam a olhar para elas com olhar acusador, com desejo de as ver a sofrer ou serem condenadas pelo que nos fizeram. Mas o nosso Senhor Jesus nos recomenda que perdoemos as ofensas cometidas contra nós; que abdiquemos do direito de ver essas pessoas punidas. Isto porque o nosso Deus perdoou as nossas faltas; perdoou o fato de sermos pecadores e nos deu a vida eterna mesmo sem merecermos.

Se fomos perdoados de uma dívida tão grande que nos tornava merecedores na morte eterna, devemos também perdoar as faltas que cometem contra nós. O nosso Senhor Jesus deseja que sejamos perdoadores da mesma forma como Ele é perdoador. Na oração do Pai nosso o nosso Senhor relembra-nos do dever de perdoar os outros, como vemos a seguir: “e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nosso devedores.” Mt 6:12.
 
Para além disso, o nosso Senhor recomenda-nos a não sermos duros nos nossos julgamentos sobre o comportamento do nosso próximo, e também recomenda-nos a não condenar ninguém nas nossas mentes. Vemos isso no seguinte versículo do evangelho segundo Lucas: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados;” Lc 6: 37.

A condenação implica a posição de juiz, uma posição mais elevada do que os outros; e muitas vezes traduz-se na aplicação de uma pena que pode ser a indiferença, o desprezo, ou outras atitudes. Como somos todos pecadores, devemos deixar o julgamento para o único que é totalmente santo e puro, ou seja, para o nosso Senhor Jesus. A condenação é algo totalmente diferente da correção que é motivada pelo amor, com o intuito de ajudar o outro a andar com Deus.
 
Nos nossos relacionamentos devemos ser benignos; devemos pensar sempre com misericórdia nas faltas que os outros cometeram contra nós ou contra uma terceira pessoa. Devemos também relembrar da Bondade e Graça de Deus que distribui dons e talentos conforme a sua bondade e por isso não devemos invejar os outros: nem os talentos que os outros possuem, nem os bens que adquiriram.
Devemos ser gratos a Deus pelos dons a talentos que Ele nos deu a nós, e às vidas que estão a nossa volta. Os pensamentos de inveja e de amargura pelo o que os outros possuem devem ser retirados das nossas mentes. Deus é bondoso e da mesma forma como pensa com benignidade acerca das nossas vidas deseja também que sejamos benignos uns com os outros.

Quando não somos benignos nos nosso pensamentos, podemos ser malignos. A malignidade, é capacidade de desejar o mal dos outros; é o ato de elaborar planos, na nossa mente, contra as outras vidas. Deus não se agrada quando pensamos mal do nosso próximo, nem quando planeamos mal contra outras pessoas, mesmo que essas pessoas sejam nossas inimigas.

Pelo contrário Deus deseja que oremos, peçamos o bem pelos que nos perseguem como nos diz o nosso Senhor Jesus no evangelho segundo São Mateus: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;” Mt 5:44. O nosso Senhor Jesus deseja que sejamos benignos com todos: tanto para com aqueles que são bons para nós como para com aqueles que são maus para nós.
 
O livro do profeta Isaías vemos que a malignidade ou iniquidade do homem se revela nos seus pensamentos contra o seu próximo: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar.” Is 55:7. Depois de aceitarmos o Senhor Jesus temos de nos relembrar que o nosso Senhor não deseja que tenhamos pensamentos malignos contra ninguém, pois muitas vezes nos esquecemos disso.
 
Deus é um Deus cheio de benignidade, que ama tanto aos bons como aos maus. O nosso Deus nos salvou, através do sangue precioso do nosso Senhor Jesus, tornou-nos seus filhos por adoção, e deseja que sejamos benignos, como Ele é benigno, para que possamos também amar a todos os que estão a nossa volta, quer sejam nosso amigos, inimigos ou estranhos.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Andar em amor

Os dois principais mandamentos do Senhor Jesus Cristo estão relacionados com o ato de amar: amar a Deus e amar ao próximo. O apóstolo Paulo refere  nas suas cartas, aos coríntios e aos romanos, a importância do cristão andar em amor. 
 
Andar em amor resume todos os ensinamentos de Jesus Cristo e a própria lei de Deus dada a Moisés. Ou seja, andar em amor implica obedecer os mandamentos de Deus e ao mesmo tempo as ordens do nosso Mestre, o Senhor Jesus. 
 
O apóstolo Paulo afirma na carta aos Romanos que: "O amor não pratica o mal contra o próximo de sorte que o cumprimento da lei é o amor." Rm 13:10. O amor que o nosso Senhor Jesus recomendou que tivéssemos pelo nosso próximo implica evitar algumas atitudes indicadas pelo apóstolo Paulo no capítulo treze da primeira carta aos coríntios. 
 
Neste capítulo o apóstolo Paulo ensina-nos que andar em amor é: não andar em ciúmes; não se ufanar; não se ensoberbecer; não se conduzir inconvenientemente; não procurar exclusivamente os seus interesses; não se exasperar; não se ressentir do mal; não se alegrar com a injustiça (1Co 13:4-6). 
 
O nosso Deus recomenda-nos através deste capítulo a não nos deixar-mos arder em ciúmes. Os ciúmes, ou inveja é diversas vezes condenado na Bíblia, porque é um sentimento que traz ira, ódio contra o próximo e por isso acaba por fazer mal a quem sente inveja e a quem é invejado. 
 
Nos dez mandamentos, Deus afirma expressamente que não demos invejar ou cobiçar nada do nosso próximo: nem o cônjuge, nem a casa, nem os animais, ou seja nada. Os ciúmes consistem numa forma de cobiça e trazem o mal a quem é vítima de inveja. Por isso se quisermos andar em amor e amar ao próximo não devemos arder em ciúmes. 
 
Deus deseja que andemos humildemente perante Ele e por isso para amarmos a Deus e ao próximo nãos devemos deixar-nos ufanar ou ensoberbecer. Andar em amor é andar de forma humilde, sujeitando-nos a Deus e não nos ensoberbecendo perante o próximo. 
 
Amar também é respeitar a Deus, temê-Lo e ao mesmo tempo respeitar ao próximo. Por isso não nos devemos conduzir de forma inconveniente, por temor a Deus e por respeito ao próximo. Não nos podemos esquecer que não podemos usar a liberdade que temos para dar ocasião a carne; nem que, apesar de tudo nos ser lícito, nem todas as coisas edificam a nossa vida cristã ou daqueles que estão a nossa volta (1Co 10:23). 
 
O apóstolo Paulo aconselha-nos a não procurar apenas os nosso interesses, mas sobretudo aquilo que é do interesse ou benefício dos outros. Sobre a sua própria vida o apóstolo Paulo afirma: "assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos." 1Co 10:33. 
 
Na convivência com o próximo é muito frequente que as atitudes dos outros não vão de encontro com as nossas expectativas; e por isso há uma tendência para o exaspero. O apóstolo Paulo afirma-nos que andar em amor implica não nos exasperarmos com o próximo, mas sim suporta-lo em amor. 
 
O nosso Senhor Jesus ensinou-nos que devíamos perdoar o nosso próximo como Ele mesmo nos perdoou a nós. Podemos ver isso no evangelho de Mateus: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas." Mt 6:14-15. Como podemos ver, andar em amor, implica também perdoar ao próximo e por isso, não se ressentir do mal. 
 
No mundo é comum a pratica de maldades, de vinganças contra o próximo e de outras situações como indiferença/desprezo perante a pessoas que o têm quem lhes estenda a mão e as ajude nas suas necessidade financeiras. O nosso Senhor ensinou-nos a praticar a justiça, a fazer o bem ao próximo, a ajudar aqueles que se encontram em dificuldades. 
 
Para caminharmos em amor, como deseja o nosso Senhor Jesus, não podemos nos alegrar ao ver situações de maldade contra o próximo, nem alegrar-nos ao ver a situações de pobreza do nosso próximo, mas sim alegrar-nos com os atos de nobres de pessoas que intervêm em favor do próximo ou que renegam a impiedade. 
 
Andar em amor é amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos. Andar em amor é ser paciente, benigno e misericordioso. É seguir os passos do nosso Mestre, e amar ao nosso próximo como Ele nos amou a nós. 
  

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O Justo

O nosso Mestre Jesus Cristo é descrito como o homem mais justo da terra, que agia de forma moralmente reta conforme os mandamentos de Deus. Jesus Cristo, sendo totalmente homem e totalmente Deus sempre agiu sabiamente, executou juízo e a justiça na terra deixando-se morrer na Cruz do Calvário por nós pecadores.
No livro de Isaías, Jesus Cristo é apresentado como o Renovo justo que executaria juízo e justiça: “ Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará juízo e justiça na terra.” Jr 23:5.
O nosso Mestre é o maior exemplo de homem justo descrito pelo salmista no salmo 112: ” Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo” Sl 112:4.O Senhor Jesus apresenta todas as características de um homem justo: Ele é benigno, misericordioso e justo.
Para além disso, como diz salmo 112 sobre o homem justo, o Senhor Jesus tinha o seu coração firme e confiante no nosso Deus Pai e não vacilou no cumprimento do propósito de Deus para a sua vida, entregando-se como sacrifício vicário por todos os pecadores.
O Senhor Jesus mostrou-se sempre benigno, para com os pobres, os doentes e aqueles que eram marginalizados pela sociedade. Certa vez, depois de o Mestre pregar para uma multidão, compadeceu-se do povo, curou os enfermos e como já ia adiantada a hora e o povo não tinha como alimentar-se no deserto, o Senhor Jesus multiplicou cinco pães e dois peixes e assim alimentou cinco mil homens sem contar com as mulheres e crianças (Mt 14: 15-21).
Como diz o salmista sobre o homem justo, o Senhor Jesus mostrou ser o homem que “ Distribui, dá aos pobres, a sua justiça permanece para sempre e o seu poder se exaltará sempre em glória” Sl 112:9.
O nosso Senhor também demonstrou ser misericordioso, perdoando os pecados daqueles que aproximava-se dele. Uma mulher que ungiu os pés de Jesus com unguento, teve a oportunidade de ver os seus pecados perdoados pelo Senhor, e por isso ficou reconcialiada com o Pai (Lc 7:37-38). Ainda hoje, todos aqueles que aproximam-se do Mestre têm os seus pecados perdoados.
Jesus Cristo foi totalmente justo em toda a sua vida: tratava a todos com igualdade, julgava o perverso, e defendia o pobre, o inocente, a viúva, e todos os desfavorecidos. Para além disso, o Senhor Jesus não julgava segundo a aparência dos homens, mas sim de acordo com o interior do coração.
O livro de Isaías fala do nosso Mestre com as seguintes palavras: “Deleitar-se-á no Senhor; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara da sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso” Is 11: 3-4.
A Bíblia aconselha-nos a sermos como nosso Mestre, benignos, misericordiosos e justos. Devemos sempre ser benignos, lutando sempre para fazer o bem ao nosso próximo em vez de pensar e fazer o mal. A cada dia, devemos exercitar a misericórdia, perdoando ao nosso próximo as faltas que tenham cometido contra nós. Devemos também defender a causa do pobre, do órfão e da viúva, praticando a justiça que Deus nos ordena.