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domingo, 30 de junho de 2019

O elo da perfeição


Ao longo do Novo Testamento O Espírito Santo utiliza as várias palavras dos apóstolos para advertir-nos a revestir-nos no nosso homem interior de várias virtudes para que possamos caminhar de forma digna da vocação cristã. As principais virtudes com que nos devemos revestir são aquelas que fazem com que o nosso carácter se assemelhe ao carácter do nosso Mestre e Senhor, Jesus Cristo.

Uma das epístolas onde vemos sobre as virtudes com que o cristão deve revestir-se é a epístola aos colossenses escrita pelo apóstolo Paulo. Nesta epístola o apóstolo Paulo dá recomendações para que o cristão possa viver unido a Jesus Cristo. Sabemos que existem coisas que separam o cristão de Jesus Cristo, e para que o cristão possa aproximar-se mais de Deus deve evitar essas coisas.

Em primeiro lugar, o cristão deve fazer morrer a sua natureza terra; ou por outras palavras deve evitar a todo custo alimentar a sua natureza terrena. O nosso velho homem é inclinado a coisas que desagradam a Deus por isso devemos fazê-lo morrer. No versículo seguir vemos o tipo de pensamentos, sentimentos e atitudes que devemos evitar: “Fazei pois morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria.” Cl 3:5

Lemos no capítulo 3 desta epístola que estes pensamentos e atitudes fazem com que Deus se sinta irado contra o cristão. Deus desagrada-se de qualquer desejo maligno que exista no pensamento do homem, bem como a impureza, nas suas manifestações interiores e exteriores. Para além das atitudes indicadas no versículo 5, o Espírito Santo, através das palavras do apóstolo Paulo, aconselha-nos a evitar também outras situações que vemos a seguir: “ Agora, porém, despojai-vos igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.” Cl 3:8

Com o novo nascimento o cristão adquire uma nova natureza interior e deve buscar a transformação da sua mente de forma que na sua vida possa refletir a imagem de Deus. Para adquirir essa nova forma de pensar o cristão precisa de pensar de forma misericordiosa, bondosa, humilde, mansa e longânima. Essa nova forma de pensar permite que o cristão possa agir também de forma misericordiosa, bondosa, humilde, mansa e longânima. O apóstolo recomenda-nos sobre a necessidade de revestir-nos com as qualidade do novo homem no versículo a seguir: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.” Cl 3:12

Para além da misericordiosa, da bondade, da humildade, da mansidão, e da longanimidade, o Espírito Santo aconselha-nos a revestir-nos com o amor, porque ele é o vínculo, a ligação com a perfeição. Vemos isso no versículo a seguir: “acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vinculo da perfeição.” Cl 3:14

O amor é a definição de Deus e os principais mandamentos que o Senhor Jesus nos deixou estão relacionados com o amor: o amor a Deus e amor ao nosso próximo. No sua primeira epístola o apóstolo João refere que Deus é amor e que, quem não ama não conhece a Deus. “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” 1Jo 4:7-8

O amor é o elemento que nos faz mais perfeitos no nossa vida cristã, para além da pratica da misericórdia, da bondade, da humildade, da mansidão e da longanimidade. Deus deseja que as nossas vidas reflitam o Deus de amor que Ele; é e que ao mesmo tempo reflitamos a carácter manso e humilde do seu Filho amado, Jesus Cristo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Vacilam todos os fundamentos

Deus como Senhor do céu e da terra, e criador do homem estabeleceu regras de conduta para que os homens pudessem relacionar-se uns com os outros mantendo os princípios de respeito e amor. Sabemos contudo, que nem sempre os homens obedecem as leis de Deus e que por vezes as infrações as leis de Deus são tais que as leis morais são como que abaladas.

Na Bíblia, vemos a descrição de lamentos de homens que viveram situações em que fundamentos que Deus estabeleceu para os relacionamentos foram destruídos e que por isso sentiram-se vivendo numa tempestade. O salmista no versículo a seguir comenta que os homens a sua volta não sabem nada sobre a vontade de Deus, nem entendem os seus pecados e que quando agem vacilam todos os fundamentos que Deus estabeleceu para os homens na terra. “ Eles nada sabem, nada entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da terra.” Sl 82:5

O ser humano é um ser social e muitas vezes imita o que os outros fazem a sua volta. Por isso, a Bíblia ensina-nos a não ter como exemplo homens que agem impiamente e que não seguem as leis de Deus. Contudo, a injusta as vezes baralha o homem; e a aflição de ver que as pessoas a sua volta não agem corretamente leva a perguntas como a do salmista: “Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” Sl 11:3

Quando o homem se encontra numa situação assim, o que deve fazer é em primeiro lugar perdoar aqueles que o tenham lesado, pois o nosso Senhor Jesus nos ensina que devemos perdoar as ofensas cometidas pelos outros homens contra nós. “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se porém, não perdoardes aos homens [as ofensas as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” Mt 6:14-15.

Para além disso, devemos lutar para seguir o exemplo do nosso Senhor Jesus, que era misericordioso, e cheio de bondade e que mesmo na cruz do Calvário perdoou aqueles que o tinham agredido e ainda rogou ao Pai Celeste que lhes perdoasse. “Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” Lc 23:34.

O apóstolo Paulo resume a importância de sermos bondosos, misericordiosos e de nos perdoar-nos uns aos outros como Deus nos perdoou no versículo seguinte: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros como também Deus em Cristo, vos perdoou.” Ef 4:32.

Sabemos que o nosso velho homem tem tendência para atitudes contrárias a vontade de Deus e que quando o homem se encontra numa situação em que todos os fundamentos vacilam ele tem a tendência de ficar amargurado, cheio de ira e de cólera. Devemos rejeitar as obras da nossa velha natureza, como nos aconselha o versículo seguinte: “Longe de vós, toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfémias, e bem assim toda a malícia.” Ef 4: 31

Isso mostra que devemos lutar para que o nosso coração fique puro, sem malícia e nem ódio, amargura e outras coisas que desagradam a Deus. Para preservar o nosso coração também devemos fugir da falsidade e de tudo aquilo que é vão e passageiro do mundo. Deus ama aqueles que são retos e abençoa-os no tempo oportuno como nos diz o versículos a seguir: “O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação.” Sl 24:4-5.

Devemos ter como confiança que Deus abençoa aqueles que são puros de coração e retos nos seus procedimentos; e mesmo que todos a nossa volta se afastem de Deus como nos dias de Noé, devemos permanecer firmes na obediência a vontade de Deus e praticar a bondade, a misericórdia e o perdão.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Gloriar-se em Deus

Quando o homem, olha os céus e vê a sua imensidão, e olha as incontáveis estrelas apercebe-se que há um Deus, um Criador dos céus e da terra. O mesmo Deus que criou os céus e a terra é aquele quem criou também o homem, e dá individualmente dons e talentos a cada um. Deus é aquele quem nos conhece desde o ventre materno e é o principal responsável da nossa existência.

O salmista tinha consciência da intervenção de Deus na sua conceção e declara que Deus sabia tudo ao seu respeito e que mesmo no ventre materno, ele já era conhecido por Deus. “Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio da minha mãe. Graças de dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis; e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido, como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado quando nenhum deles havia ainda.” Sl 136: 13-16.

Deus sabe tudo a nosso respeito e é o nosso criador. Todos os talentos e capacidades que existem no homem, foram dados por Deus. Por isso, não há motivo para o homem gloriar-se de alguma coisa boa que consiga fazer, pois tudo lhe foi dado por Deus. “Pois que é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, porque te vanglorias, como se o não tiveras recebido?” 1Co 4:7

O homem não pode comportar-se como se alguma coisa viesse por si só dele mesmo, porque como nos diz o apóstolo Paulo é uma incongruência quando nos gabamos de algo que temos porque recebemos de Deus. O que podemos fazer é gloriar-nos de Deus, porque é Ele quem nos dá todas as coisas que temos. “para que, como está escrito: Aquele que-se gloria, glorie-se no Senhor.” 1Co 1:31

Sabemos que existência na terra pessoas conhecidas pelos seus conhecimentos, outras pessoas conhecidas pela sua riqueza. Cada uma dessas pessoas adqueriu o que lhe dá fama através dos dons que Deus lhes deu. Deus aconselha aos homens a não gloriarem-se nem dos seus conhecimentos, nem da sua riqueza, mas sim em conhecerem a Deus, porque é Deus quem faz misericórdia, juízo e justiça na terra.

No livro de Jeremias vemos os conselhos de Deus sobre esse assunto: “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico da sua riqueza; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.” Jr 9:23-24.

Temos a cada dia a oportunidade de conhecer alguém que é mais importante do que todas as personalidades na terra e sem dúvida isso é motivo para nos gloriar-mos. Não há ninguém que tenha feito tanto bem a humanidade como o próprio Deus; e Nele está toda a glória, bondade e justiça. O amor de Deus mostra-se a cada dia por toda a humanidade, quando ele auxilia a todos os homens e ampara os seus fieis com a sua misericórdia e graça. Por tudo isso, podemos gloriar-nos somente Nele. 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Perdoar quantas vezes


O homem enquanto relaciona-se com outras pessoas muitas vezes é confrontado com situações que podem magoa-lo e tornarem-se um motivo para que os relacionamentos em causa sejam cortados. Contudo, o nosso Senhor Jesus tem uma perspetiva totalmente contrária ao que nossa natureza humana é capaz de imaginar.

Certo discípulo chamado Pedro, numa ocasião perguntou ao nosso Mestre quantas vezes deveríamos perdoar ao nosso irmão. Tendo ouvido as mensagens do nosso Senhor Jesus Pedro tentou arriscar uma resposta a sua própria pergunta, perguntando se seriam sete vezes. Mas o nosso Senhor deu-lhe como resposta um número muito superior: até setenta vezes sete.

Podemos ver isso nos versículos a seguir: “Então, Pedro, aproximou-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo até que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” Mt 18:21-22. Nós humanos temos a tendência de colocar um limite de vezes em que podemos perdoar a alguém com quem convivemos. Mas o nosso Mestre ensina-nos que devemos perdoar quantas vezes forem necessárias, mesmo que o número de vezes já seja grande.

Deus quando nos aceitou no seu Reino perdoou os nosso pecados, e continua perdoando-nos a cada dia. Ao longo da nossa vida já perdemos conta das vezes que pedimos a Deus perdão e quantas vezes Deus já nos perdoou. Se quisermos mostrar gratidão a Deus pelo perdão que Ele nos concede, a cada dia, devemos também perdoar as ofensas cometidas contra nós.

Para falar-nos da importância de perdoar-nos para manter-nos boas relações com o nosso Senhor Deus, o Mestre conta-nos a seguinte parábola: “Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. (...) Então, o servo, prostrando-se reverente, regou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. (…) Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como eu também me compadeci de ti?” Mt 18:23,26-27, 32-33.

Este servo depois de suplicar o perdão da sua dívida ao seu senhor, obrigou ao seu conservo que lhe pagasse tudo o que lhe devia colocando-o na prisão. Aquilo que o servo deveria fazer era perdoar o montante que o conservo lhe devia da mesma forma como o seu senhor lhe tinha perdoado a dívida. Deus espera isso também de nós, que ofereçamos o perdão aos outros da mesma forma como recebemos de Deus o perdão de todas as ofensas que cometemos contra Ele.

Quando não perdoamos Deus indigna-se connosco e chama-nos atenção através do seu Espírito Santo. Se não ouvirmos a sua voz a nossa comunhão com Deus Pai fica afetada negativamente. O nosso Mestre chama-nos atenção que Deus deseja que perdoemos no nosso íntimo aqueles que pecaram contra nós. Vemos isso no versículo seguinte: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoares cada um a seu irmão." Mt 18:35

Nós, por sermos pecadores não tínhamos forma de pagar o preço dos nossos pecados e por isso Deus providenciou um substituto para que pagasse por nós o preço dos nossos pecados. O seu Filho Jesus Cristo sendo Santo morreu na cruz do Calvário por nossa causa. Por isso, não podemos limitar o perdão que damos ao nosso próximo nem colocar limites de situações nas quais oferecemos o perdão. Devemos perdoar porque Deus já nos ofereceu o perdão de todos os nossos pecados.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A parábola da figueira

O nosso Mestre, o Senhor Jesus, enquanto esteve na terra ensinou-nos sobre como é bondoso e misericordioso o Pai Celeste e também o que Ele espera de nós. Deus espera de nós arrependimento e que abandonemos os maus caminhos. Mas quando vê que estamos a tardar em abandonar os maus caminhos ele não nos pune prontamente, nem desiste de nós.

O nosso Senhor Jesus fala-nos da paciência do Pai perante as nossas faltas e da sua abertura em dar-nos mais uma oportunidade mesmo perante as evidências da nossa pouca inclinação para o arrependimento ao longo dos anos da nossa vida.


O nosso Senhor fala-nos isso através da parábola da figueira que vemos no versículo a seguir: “Então, Jesus proferiu a seguinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. Pelo que disse ao viticultor: Há três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra? Ele, porém respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la.” Lc 13:6-9.

Apesar de ser paciente, Deus tem expectativas ao nosso respeito. Isto porque Ele planta em nós a sua Palavra, e dá-nos o seu Espírito Santo e espera que aja mudança na nossa forma de viver. Por outras palavras Deus espera ver em nós arrependimento das más obras do nosso passado. Passado o tempo suficiente para darmos fruto, Deus olha para nós e busca nas nossas vidas atitudes que sejam coincidentes com o que Ele ensina sua Palavra.

Essa procura é natural pois há um tempo suficiente para as pessoas amadurecerem na fé e darem frutos. O autor da epístola aos Hebreus fala por isso que na igreja formada pelos hebreus já havia passado tempo suficiente para muitos deles serem mestres na fé, mas que mostravam que precisavam de serem ensinados nas coisas básicas da fé porque continuavam a comportar-se como se fossem recém reconvertidos.

Podemos ver isso no versículo a seguir: “A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais os princípios elementares dos aráculos de Deus; assim vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido.” Hb 5:11-12.

Naturalmente, quando Deus vê que já passou o tempo suficiente para darmos frutos mas que mesmo assim esses frutos não apareceram na nossa vida, constata que não estamos a ter utilidade no reino de Deus. Sabemos que Deus seria justo se desistisse de nós passado o tempo normal para o nosso amadurecimento.

Contudo, o Pai Celeste, o seu Filho Amado e o Espírito Santo não desistem de nós. Deus continua investindo em nós para que as nossas vida deem fruto. Da mesma forma como o viticultor não desiste na figueira e propõe prolongar os tempo de espera para ver os frutos nascerem, Deus dá-nos mais uma oportunidade; e dá-nos mais tempo para produzirmos os frutos que Ele espera da nossa vida.

Devemos louvar a Deus pela sua infinita misericórdia e graça perante as nossas falhas, indecisões e teimosias. O amor de Deus é tão grande que é apenas pela sua misericórdia que nós que não somos consumidos na terra quando pecamos repetidamente. Nós pela nossa pecaminosidade não merecíamos que Deus nos desse várias segundas oportunidades, mas a misericórdia e a graça de Deus fazem com que a cada manhã Deus nos dê mais uma oportunidade de arrepender-nos e de fazermos a sua vontade.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Uma vida moralmente estável

Ao longo de toda a infância até a vida adulta fomos nos apercebendo sobre as metas de vida das pessoas a nossa volta. Facilmente notamos que uma das principais metas de todos os que nos rodeiam é ter uma vida financeiramente estável. Apesar da vida financeira ter uma implicação importante na qualidade de vida que as pessoas usufruem existe um outro fator que influencia a nossa vida espiritual, familiar e social e que determina a nossa existência por toda a eternidade. Esse fator é nossa moralidade, ou por outras palavras os nossos princípios de vida.

A Bíblia ensina-nos que devemos firmar-nos nos princípios morais ensinados por Deus por toda a nossa vida e em qualquer situação financeira. Por outras palavras quer haja uma boa vida financeira quer não, a Bíblia ensina-nos a manter a obediência aos princípios morais ensinados por Deus. Esses princípios morais podem ser observados   num dos sermões mais conhecidos de Jesus Cristo chamado Sermão da Montanha.

O primeiro princípio que Jesus nos ensina a obedecer é a dependência a Deus ou a consciência de que nada somos sem Ele. É um sentimento de humildade perante o poder de Deus e de reconhecimento de tudo o que Ele faz por nós. Esse sentimento traduz-se numa dependência de Deus em todas as áreas da vida. O nosso Mestre fala-nos disso no versículo a seguir: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” Mt 5:3

O segundo princípio é o da sensibilidade pela dor de Deus e das pessoas ao nosso redor. Essa sensibilidade é também, principalmente,  a capacidade de compreender aquilo que ofende a santidade de Deus; ou seja aquilo que representa pecado na nossa vida pessoal e ou na vidas das pessoas a nossa volta. Esta sensibilidade leva a sentir tristeza quando ocorre pecado e a evitar o pecado. Deus através do seu Santo Espírito consola aqueles que se entristecem e arrependem-se dos seus pecados. Vemos isso no versículo a seguir: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” Mt 5:4.

Outro princípio que deve ser seguido ao longo de toda a vida é o princípio da mansidão. Jesus Cristo é aquele que nos convida a aprender com Ele a ser manso de coração. Essa mansidão leva-nos a não nos exaltarmos nas situações de contrariedade e a evitar sermos impulsivos e irritar-nos com os outros. Por outro lado, leva também a submeter-nos a Deus e a não nos rebelar-nos sobretudo quando não pudemos fazer a vontade da nossa carne. O nosso Mestre diz-nos isso a seguir: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” Mt 5:5.

Para que a nossa vida com Deus seja boa e para que possamos crescer espiritualmente é necessário também que haja sempre fome e sede de justiça. A justiça é explanada na Palavra de Deus e praticada através da obediência aos ensinamentos morais do nosso Senhor Jesus. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” Mt 5:6. Tudo o que é justo e correto está de acordo com a Palavra de Deus. A injustiça pelo contrário contraria o amor e misericórdia ensinados por Deus.

Outro princípio que deve fazer parte das nossas vida em qualquer circunstância é a misericórdia. A misericórdia é a capacidade de agir em direção as necessidades das pessoas que estão a sofrer. É também a capacidade de renegar o desejo de vingança e oferecer o perdão. Deus é misericordioso e deseja que sejamos também misericordiosos. O nosso Mestre fala-nos a seguir da necessidade de sermos misericordiosos: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” Mt 5:7.

Outro princípio que não deve ser descurado é a busca pela santidade. A santidade não se resume apenas no facto de não cometermos pecados visíveis pela sociedade mas também em termos uma atitude mental e pensamentos agradáveis a Deus. Implica também termos um coração limpo do ódio, da inveja, do ressentimento, do orgulho e da soberba. Vemos esse princípio a seguir: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.” Mt 5:8.

Esses princípios são fundamentais para termos uma vida moralmente estável e também para termos um bom relacionamento com Deus. É determinante nos nossos relacionamentos e também para obtermos a vida eterna que é o mais importante da nossa vida. Por isso, o objetivo da nossa vida não deve ser apenas ter uma vida financeira estável mas sobretudo, uma vida moralmente estável para que possamos viver eternamente com Deus.

sábado, 5 de agosto de 2017

Vestes interiores


Hoje em dia, as vestes têm uma função não só utilitária, para cobrir e proteger, mas servem como forma de distinção social. Por isso, existe uma grande preocupação com a roupa, não só por motivos práticos como higiene e proteção, mas também como forma de se assumir um determinado status social.

Perante o nosso Senhor Jesus, as roupas com que nos apresentamos também têm muita importância. Perante Deus, estamos vestidos com as características da nossa alma, do nosso carácter e também com as nossas obras na terra. Quanto mais semelhante for o nosso carácter, com o carácter de Jesus, e quanto melhores forem as nossas obras, mais excelentes serão as nossas vestes perante Deus.

Um cristão pode estar, para Deus, miseravelmente vestido e até nu, devido a natureza das suas obras e do seu caráter também. O nosso Senhor Jesus diz-nos isso nos versículos seguintes: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre cego e nu.” Ap 3:17.


Um cristão cheio de riquezas, mas que vive de forma egoísta sem se preocupar com os outros a sua volta, nem com Deus é uma pessoa espiritualmente pobre e nesta situação o Senhor Jesus aconselha: “Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.” Ap 3:18.

Para além do cristão precisar de fazer boas obras em favor do próximo, precisa também de ter vestes brancas. Estas vestes são conquistadas com a purificação pelo sangue de Jesus Cristo e também pelo desenvolvimento de algumas características que ajudam o cristão a aproximar-se em caráter de Jesus Cristo.

Uma dessas características é a misericórdia. A misericórdia é capacidade de ser generoso com aquele que está sofrido mas também a capacidade de perdoar as ofensas cometidas contra nós. A prática do perdão purifica a alma da amargura, do ódio e do ressentimento. Para além disso, dá-nos um bom relacionamento com o Pai Celeste: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará;” Mt 6:14


A bondade e a humildade também são essenciais para que as vestes do cristão estejam brancas. A bondade é a capacidade de fazer apenas bem aos outros, indo de encontro as necessidades físicas, emocionais daqueles que estão a nossa volta. Essa caraterística aproxima-nos de Deus porque Deus é bom não apenas com aqueles que O amam mas também com os maus.


A humildade, é a capacidade de se sujeitar a vontade de Deus e ao mesmo tempo é a capacidade de agir sem arrogância, orgulho ou altivez. Um, cristão humilde, ouve a voz de Deus, obedecendo as instruções do Mestre, e comporta-se com os outros sem soberba ou orgulho; inclusive veste-se de forma modesta.


Pela grande importância da humildade, bondade, misericórdia, longanimidade, na vida do cristão, o apóstolo Paulo aconselha-nos a revestir-nos sempre destas características, como vemos no versículo a seguir: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.” Cl 3:12.


Nos momentos difíceis onde somos convidados pela carne e pelo mundo a desviar-nos na Palavra de Deus, devemos revestir-nos destas características e comportar-nos de forma que agrada a Deus. Todas as atitudes da carne desagradam a Deus e devem ser evitadas por nós. “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Rm 8:8.


Deus deseja que as nossas vestes sejam alvas em todo o tempo, como vemos a seguir: “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça.” Ec 9:8 Por isso devemos a cada dia preocupar-nos sobre como estão as nossas vestes perante Deus e lutarmos para mantermos as nossas vestes brancas, pois o Espírito Santo com certeza nos ajudara a cada dia a alcançar esse objetivo.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Sede benignos uns para com os outros


O Espírito Santo diz-nos hoje através das Sagradas Escrituras que devemos ser benignos uns para com os outros. O que nós pensamos das pessoas e das coisas a nossa volta determinam o nosso comportamento. Por isso para que possamos ter relacionamentos, cheios de amor, paciência, respeito, como o nosso Senhor Jesus nos recomenda, devemos ser benignos.

A benignidade está relacionada com a capacidade de pensar bem dos outros; não só na nossa forma de julgar o comportamento dos outros, mas também, na capacidade desejar o bem aos outros. Por isso a benignidade está relacionada com os pensamentos e sentimentos que nos motivam a praticar o bem.
 
Ao pensarmos o bem dos outros e ao desejarmos o bem daqueles que estão a nossa volta é mais fácil praticar atos de bondade em favor do nosso próximo ou daqueles que estão a passar necessidade. O Espírito Santo aconselha-nos a ser benignos através da carta do apóstolo Paulo aos efésios, como vemos s seguir: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” Ef 4: 32.

Por vezes as pessoas fazem coisas que nos ofendem e que nos levam a olhar para elas com olhar acusador, com desejo de as ver a sofrer ou serem condenadas pelo que nos fizeram. Mas o nosso Senhor Jesus nos recomenda que perdoemos as ofensas cometidas contra nós; que abdiquemos do direito de ver essas pessoas punidas. Isto porque o nosso Deus perdoou as nossas faltas; perdoou o fato de sermos pecadores e nos deu a vida eterna mesmo sem merecermos.

Se fomos perdoados de uma dívida tão grande que nos tornava merecedores na morte eterna, devemos também perdoar as faltas que cometem contra nós. O nosso Senhor Jesus deseja que sejamos perdoadores da mesma forma como Ele é perdoador. Na oração do Pai nosso o nosso Senhor relembra-nos do dever de perdoar os outros, como vemos a seguir: “e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nosso devedores.” Mt 6:12.
 
Para além disso, o nosso Senhor recomenda-nos a não sermos duros nos nossos julgamentos sobre o comportamento do nosso próximo, e também recomenda-nos a não condenar ninguém nas nossas mentes. Vemos isso no seguinte versículo do evangelho segundo Lucas: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados;” Lc 6: 37.

A condenação implica a posição de juiz, uma posição mais elevada do que os outros; e muitas vezes traduz-se na aplicação de uma pena que pode ser a indiferença, o desprezo, ou outras atitudes. Como somos todos pecadores, devemos deixar o julgamento para o único que é totalmente santo e puro, ou seja, para o nosso Senhor Jesus. A condenação é algo totalmente diferente da correção que é motivada pelo amor, com o intuito de ajudar o outro a andar com Deus.
 
Nos nossos relacionamentos devemos ser benignos; devemos pensar sempre com misericórdia nas faltas que os outros cometeram contra nós ou contra uma terceira pessoa. Devemos também relembrar da Bondade e Graça de Deus que distribui dons e talentos conforme a sua bondade e por isso não devemos invejar os outros: nem os talentos que os outros possuem, nem os bens que adquiriram.
Devemos ser gratos a Deus pelos dons a talentos que Ele nos deu a nós, e às vidas que estão a nossa volta. Os pensamentos de inveja e de amargura pelo o que os outros possuem devem ser retirados das nossas mentes. Deus é bondoso e da mesma forma como pensa com benignidade acerca das nossas vidas deseja também que sejamos benignos uns com os outros.

Quando não somos benignos nos nosso pensamentos, podemos ser malignos. A malignidade, é capacidade de desejar o mal dos outros; é o ato de elaborar planos, na nossa mente, contra as outras vidas. Deus não se agrada quando pensamos mal do nosso próximo, nem quando planeamos mal contra outras pessoas, mesmo que essas pessoas sejam nossas inimigas.

Pelo contrário Deus deseja que oremos, peçamos o bem pelos que nos perseguem como nos diz o nosso Senhor Jesus no evangelho segundo São Mateus: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;” Mt 5:44. O nosso Senhor Jesus deseja que sejamos benignos com todos: tanto para com aqueles que são bons para nós como para com aqueles que são maus para nós.
 
O livro do profeta Isaías vemos que a malignidade ou iniquidade do homem se revela nos seus pensamentos contra o seu próximo: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar.” Is 55:7. Depois de aceitarmos o Senhor Jesus temos de nos relembrar que o nosso Senhor não deseja que tenhamos pensamentos malignos contra ninguém, pois muitas vezes nos esquecemos disso.
 
Deus é um Deus cheio de benignidade, que ama tanto aos bons como aos maus. O nosso Deus nos salvou, através do sangue precioso do nosso Senhor Jesus, tornou-nos seus filhos por adoção, e deseja que sejamos benignos, como Ele é benigno, para que possamos também amar a todos os que estão a nossa volta, quer sejam nosso amigos, inimigos ou estranhos.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Andar em amor

Os dois principais mandamentos do Senhor Jesus Cristo estão relacionados com o ato de amar: amar a Deus e amar ao próximo. O apóstolo Paulo refere  nas suas cartas, aos coríntios e aos romanos, a importância do cristão andar em amor. 
 
Andar em amor resume todos os ensinamentos de Jesus Cristo e a própria lei de Deus dada a Moisés. Ou seja, andar em amor implica obedecer os mandamentos de Deus e ao mesmo tempo as ordens do nosso Mestre, o Senhor Jesus. 
 
O apóstolo Paulo afirma na carta aos Romanos que: "O amor não pratica o mal contra o próximo de sorte que o cumprimento da lei é o amor." Rm 13:10. O amor que o nosso Senhor Jesus recomendou que tivéssemos pelo nosso próximo implica evitar algumas atitudes indicadas pelo apóstolo Paulo no capítulo treze da primeira carta aos coríntios. 
 
Neste capítulo o apóstolo Paulo ensina-nos que andar em amor é: não andar em ciúmes; não se ufanar; não se ensoberbecer; não se conduzir inconvenientemente; não procurar exclusivamente os seus interesses; não se exasperar; não se ressentir do mal; não se alegrar com a injustiça (1Co 13:4-6). 
 
O nosso Deus recomenda-nos através deste capítulo a não nos deixar-mos arder em ciúmes. Os ciúmes, ou inveja é diversas vezes condenado na Bíblia, porque é um sentimento que traz ira, ódio contra o próximo e por isso acaba por fazer mal a quem sente inveja e a quem é invejado. 
 
Nos dez mandamentos, Deus afirma expressamente que não demos invejar ou cobiçar nada do nosso próximo: nem o cônjuge, nem a casa, nem os animais, ou seja nada. Os ciúmes consistem numa forma de cobiça e trazem o mal a quem é vítima de inveja. Por isso se quisermos andar em amor e amar ao próximo não devemos arder em ciúmes. 
 
Deus deseja que andemos humildemente perante Ele e por isso para amarmos a Deus e ao próximo nãos devemos deixar-nos ufanar ou ensoberbecer. Andar em amor é andar de forma humilde, sujeitando-nos a Deus e não nos ensoberbecendo perante o próximo. 
 
Amar também é respeitar a Deus, temê-Lo e ao mesmo tempo respeitar ao próximo. Por isso não nos devemos conduzir de forma inconveniente, por temor a Deus e por respeito ao próximo. Não nos podemos esquecer que não podemos usar a liberdade que temos para dar ocasião a carne; nem que, apesar de tudo nos ser lícito, nem todas as coisas edificam a nossa vida cristã ou daqueles que estão a nossa volta (1Co 10:23). 
 
O apóstolo Paulo aconselha-nos a não procurar apenas os nosso interesses, mas sobretudo aquilo que é do interesse ou benefício dos outros. Sobre a sua própria vida o apóstolo Paulo afirma: "assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos." 1Co 10:33. 
 
Na convivência com o próximo é muito frequente que as atitudes dos outros não vão de encontro com as nossas expectativas; e por isso há uma tendência para o exaspero. O apóstolo Paulo afirma-nos que andar em amor implica não nos exasperarmos com o próximo, mas sim suporta-lo em amor. 
 
O nosso Senhor Jesus ensinou-nos que devíamos perdoar o nosso próximo como Ele mesmo nos perdoou a nós. Podemos ver isso no evangelho de Mateus: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas." Mt 6:14-15. Como podemos ver, andar em amor, implica também perdoar ao próximo e por isso, não se ressentir do mal. 
 
No mundo é comum a pratica de maldades, de vinganças contra o próximo e de outras situações como indiferença/desprezo perante a pessoas que não têm quem lhes estenda a mão e as ajude nas suas necessidade financeiras. O nosso Senhor ensinou-nos a praticar a justiça, a fazer o bem ao próximo, a ajudar aqueles que se encontram em dificuldades. 
 
Para caminharmos em amor, como deseja o nosso Senhor Jesus, não podemos nos alegrar ao ver situações de maldade contra o próximo, nem alegrar-nos ao ver a situações de pobreza do nosso próximo, mas sim alegrar-nos com os atos de nobres de pessoas que intervêm em favor do próximo ou que renegam a impiedade. 
 
Andar em amor é amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos. Andar em amor é ser paciente, benigno e misericordioso. É seguir os passos do nosso Mestre, e amar ao nosso próximo como Ele nos amou a nós. 
  

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O Justo

O nosso Mestre Jesus Cristo é descrito como o homem mais justo da terra, que agia de forma moralmente reta conforme os mandamentos de Deus. Jesus Cristo, sendo totalmente homem e totalmente Deus sempre agiu sabiamente, executou juízo e a justiça na terra deixando-se morrer na Cruz do Calvário por nós pecadores.
No livro de Isaías, Jesus Cristo é apresentado como o Renovo justo que executaria juízo e justiça: “ Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará juízo e justiça na terra.” Jr 23:5.
O nosso Mestre é o maior exemplo de homem justo descrito pelo salmista no salmo 112: ” Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo” Sl 112:4.O Senhor Jesus apresenta todas as características de um homem justo: Ele é benigno, misericordioso e justo.
Para além disso, como diz salmo 112 sobre o homem justo, o Senhor Jesus tinha o seu coração firme e confiante no nosso Deus Pai e não vacilou no cumprimento do propósito de Deus para a sua vida, entregando-se como sacrifício vicário por todos os pecadores.
O Senhor Jesus mostrou-se sempre benigno, para com os pobres, os doentes e aqueles que eram marginalizados pela sociedade. Certa vez, depois de o Mestre pregar para uma multidão, compadeceu-se do povo, curou os enfermos e como já ia adiantada a hora e o povo não tinha como alimentar-se no deserto, o Senhor Jesus multiplicou cinco pães e dois peixes e assim alimentou cinco mil homens sem contar com as mulheres e crianças (Mt 14: 15-21).
Como diz o salmista sobre o homem justo, o Senhor Jesus mostrou ser o homem que “ Distribui, dá aos pobres, a sua justiça permanece para sempre e o seu poder se exaltará sempre em glória” Sl 112:9.
O nosso Senhor também demonstrou ser misericordioso, perdoando os pecados daqueles que aproximava-se dele. Uma mulher que ungiu os pés de Jesus com unguento, teve a oportunidade de ver os seus pecados perdoados pelo Senhor, e por isso ficou reconcialiada com o Pai (Lc 7:37-38). Ainda hoje, todos aqueles que aproximam-se do Mestre têm os seus pecados perdoados.
Jesus Cristo foi totalmente justo em toda a sua vida: tratava a todos com igualdade, julgava o perverso, e defendia o pobre, o inocente, a viúva, e todos os desfavorecidos. Para além disso, o Senhor Jesus não julgava segundo a aparência dos homens, mas sim de acordo com o interior do coração.
O livro de Isaías fala do nosso Mestre com as seguintes palavras: “Deleitar-se-á no Senhor; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara da sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso” Is 11: 3-4.
A Bíblia aconselha-nos a sermos como nosso Mestre, benignos, misericordiosos e justos. Devemos sempre ser benignos, lutando sempre para fazer o bem ao nosso próximo em vez de pensar e fazer o mal. A cada dia, devemos exercitar a misericórdia, perdoando ao nosso próximo as faltas que tenham cometido contra nós. Devemos também defender a causa do pobre, do órfão e da viúva, praticando a justiça que Deus nos ordena.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Perdão: o exercício da misericórdia de Deus


O nosso Mestre, Jesus Cristo é um Deus, misericordioso, capaz de perdoar os pecados de toda a humanidade, de todos que busquem Nele a salvação e capaz de deixar de dar a punição merecida pelos nossos pecados.

Apesar de não merecermos, o Senhor Jesus, devido a sua grande misericórdia, perdoa todas as nossas iniquidades e não se lembra mais delas. ”Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades: Sl 103:3. O nosso Criador, diz-nos “Eu, eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões por mim e dos teus pecados não mais me lembro.” Is 43:24.

A misericórdia de Deus está a disposição de todos, mas somente através do sacrifício de Jesus Cristo na cruz. Por isso todo o homem deve aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador para obter perdão dos seus pecados e ficar reconciliado com Deus Pai.

A misericórdia de Deus resulta então no perdão dos nossos pecados e no processo de restauração que efetua nas nossas vidas, limpando-nos de todo o pecado. A nós, Suas criaturas apenas nos cabe louva-lo pela Sua grande, terna e eterna misericórdia, pois todos os crentes estão Salvos através de Cristo: “ (…) temos redenção, pelo seu sangue, a remissão de pecados, segundo a riqueza da sua graça.” Ef 1:7.

Jesus Cristo demonstrou a sua misericórdia, quando escribas e fariseus trouxeram-lhe a Sua presença uma mulher surpreendida em adultério, dizendo-lhe que na Lei de Moisés tais mulheres deveriam ser apedrejadas. O Senhor Jesus, em resposta afirmou: “(…)Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire a pedra.” Jo 8:7.

Como cada um dos presentes sentiu-se acusado pela própria consciência, nenhum deles teve coragem de atirar a primeira pedra, e por isso foram-se retirando do local. Jesus vendo que desapareceram os acusadores da mulher, perguntou “(…) Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu também te condeno; vai e não peques mais.” Jo 8:10-11.

A misericórdia de Jesus fez com que Ele perdoasse a mulher adultera e lhe recomendasse que não pecasse mais. Jesus Cristo chama-nos a Ele, para o seu Reino e quer que aprendemos a ser misericordiosos como Ele:” Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomais sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas” Mt 11:28-29.

O nosso Mestre ensina-nos a ser misericordiosos, a perdoar a quem nos tenha ofendido, mesmo que repetidas vezes. O Senhor Jesus aconselha-nos também a perdoarmos ao nosso irmão, quando estivermos em oração e desejarmos que Deus nos perdoe alguma coisa. ”E, quando estiverdes orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas” Mr 11:25.-26.

Na nossa caminhada com Deus devemos, como nos aconselha o apóstolo Paulo revestir-nos de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade e de longanimidade. ”Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de eternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.” Cl 3:12-13.

Assim como o Senhor Jesus nos perdoou, devemos também perdoar aqueles que nos ofendem. Como o Senhor nos aconselha na oração do Pai nosso (Lc 11:4). Contundo, se não formos misericordiosos, se não perdoarmos, o nosso Pai celeste também não nos perdoará, e a nossa comunhão com Ele será quebrada: “ Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo.” Tg 2:13.

Para além de exercitarmos a misericórdia, e de perdoarmos o nosso ofensor, devemos também orar por ele, abençoa-lo e não amaldiçoa-lo “(…)amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam.” Lc 6:27-28 “abençoai aos que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis” Rm 12:14.

Consequentemente, não devemos vingar-nos, mas sim perdoar, abençoar aqueles que nos ofendem ou que nos fizeram algum mal. O apóstolo Paulo adverte-nos “ Não torneis a ninguém mal por mal; (…)”Rm 12:17 ; e diz ainda: “(…) não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar a ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” Rm 12: 19.

A vingança para o crente é um pecado, um caminho das trevas, uma forma de viver na carne, e, portanto, é um caminho a evitar. Quem se vinga deixa-se vencer pelo mal. Devemos pelo contrário vencer o mal com o bem (Rm 12:21).

Davi foi um homem perseguido por Saul, rei de Israel e seu sogro. Saul por inveja da popularidade de Davi, e vendo que o Senhor era com ele, tentou matá-lo por diversas vezes. Contudo, numa tentativa de capturar Davi, Saul acaba por cair nas mãos de Davi, que por temor a Deus, nãos estendeu a mão contra Saul. Em vez disso, confiou que Deus faria justiça. “ (…) Chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde havia uma caverna; entrou nela Saul, a aliviar o ventre. Ora, Davi e os eus homens estavam assentados no interior da mesma (  .) Levantou-se Davi e, furtivamente, cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul; e disse aos seus homens: O Senhor me guarde que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do Senhor”1Sm24:3-6.

A atitude de Davi, mostrou, além de reverência a Deus, pois Davi não ousou levantar a mão contra o ungido de Deus, mostrou também temor e confiança em Deus, pois creu que Deus faria justiça e que não precisava de praticar o mal, de praticar justiça com as próprias mãos, e sim deixar Saul ir em paz. “ Julgue o Senhor entre mim e ti, vingue-me o Senhor a teu respeito; porém a minha mão não será contra ti” 1Sm 24:12.

Davi, por ter agido com misericórdia com Saul, permitiu que Deus agisse também com misericórdia ao longo da sua vida e que cumprisse a Sua promessa de torna-lo rei de Israel. Saul ao ver a misericórdia com que Davi o tratou exclamou “ Porque quem há que, encontrando o inimigo, o deixa ir por bom caminho? O Senhor, pois, te pague com bem, pelo que, hoje, me fizeste. Agora, pois, tenho a certeza de que serás rei e de que o reino de Israel há de ser firme na tua mão” 1 Sm 24: 19-20.

Para além sermos misericordiosos com ou outros, devemos ser misericordiosos connosco mesmos; devemos ;nos perdoar das faltas que cometemos já que somos finitos e o nosso aperfeiçoamento é feito gradualmente “ Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para que as adiante de mim estão prossigo para o alvo, para o prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” Fp 3:12-13.

Em conclusão, oferecer perdão, alegra o coração de Deus, desenvolve caracter e traz a bênção de Deus para nós e para os outros.