Mostrar mensagens com a etiqueta seguir a Jesus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta seguir a Jesus. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Perseverança

A fé cristã é uma corrida que tem como alvo diário permanecer firme nos ensinos do Senhor Jesus perante as várias situações diárias que tentam desmotivar o cristão em seguir o Mestre. Esta corrida apenas termina com a nossa morte ou com a vinda do Senhor Jesus para buscar a sua Igreja.

Temos uma promessa dada pelo nosso Senhor Jesus, de vida eterna com Deus no céu. “Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai. E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna.” 1Jo 2:24-25. Para alcançar esta promessa precisamos de permanecer firmes naquilo que nos tem sido ensinado pelo Espírito Santo, como o Senhor nos avisa no versículo seguinte: “Aquele porém que perseverar até ao fim será salvo” Mt 24:13.

Esta promessa gloriosa, a principal bênção que Deus tem para as nossa vidas, exige perseverança diária, para podermos chegar ao fim da nossa carreira e dizer como Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” 2Tm 4:7. Sabemos que a salvação, para além de uma condição, é como que um caminho que nos leva a vida eterna, e que quando saímos do caminho da salvação nos  afastamos do nosso destino eterno.

Por isso devemos perseverar a cada dia em fazer a nossa semeadura no Espírito e não na carne; quando semeamos na carne apenas colhemos corrupção, mas se semearmos nos Espírito colheremos vida eterna. Mesmo que surjam situações que nos queiram desanimar, não devemos nos cansar de fazer o bem pois Deus nos recompensará em vida ou no céu.

O apóstolo Paulo adverte-nos sobre isso a seguir: “Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” Gl 6:8-9. O Espírito Santo está em nós e devemos fazer aquilo que lhe agrada e afastar-nos daquilo que Ele não gosta.

É importante perseverar na fé e na prática do amor e das boas obras durante as provações. A provação é um meio de confirmação da nossa fé. Por isso devemos alegrar-nos porque durante a provação, a perseverança e a integridade são aperfeiçoadas. O carácter do cristão também é aperfeiçoado durante a tribulação, quando este persevera em praticar os ensinamentos do Mestre.

Por tudo isto, o apóstolo Tiago exorta-nos a alegrar-nos durante a provação, como vemos a seguir:” Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a cora da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.” Tg 1:12 Deus alegra-se quando prosseguimos firmes na fé apesar das tribulações.

O apóstolo Paulo fala-nos também da provação e dos benefícios que esta traz na fé do cristão quando este persevera. “E não somente isto, mas nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.”Rm 5:3-5.

A perseverança diária na fé é a única forma de caminharmos em direção a Pátria Celestial e para as promessas que Deus tem para as nossas vida. Quando perseveramos somos aprovados por Deus e a nossa experiência com Deus aumenta. Por isso perseveremos em Deus.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Prosseguir no conhecimento de Deus

O conhecimento de Deus e da sua vontade é essencial para que o cristão possa viver uma vida agradável a Deus. Como uma criança vai adquirindo perceção da realidade e vai adquirindo conhecimentos até a vida adulta o cristão precisa adquirir conhecimento de Deus para crescer espiritualmente e para não pecar contra Deus.

Uma das coisas básicas para se adquirir conhecimento de Deus é o temor a Deus. O temor a Deus trás um respeito e veneração a Deus que impede de se fazer aquilo que é errado. Por outro lado, a consciência de que Deus é Todo-Poderoso e que tudo sabe de nós, incluindo os nossos pensamentos, leva também a desejar buscar mais conhecimento para agrada-Lo.

No livro de Provérbios vemos essa peça fundamental no processo de conhecimento de Deus: “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.”Pv 1:7. Esse conhecimento é também procurado quando o cristão apercebe-se da Santidade de Deus e de quanto está longe de Deus por causa da sua natureza pecaminosa.

Quando o cristão dá-se conta do quanto está distante da Santidade de Deus, começa a buscar conhecimento de como agrada-Lo. Então, o cristão começa a moldar a sua forma de pensar, de relacionar-se com os outros e de tomar decisões importantes de acordo com aquilo que sabe do que Deus acha certo e do que acha errado. Ao mesmo tempo tem de deixar de lado a sua carne com as suas concupiscências para aproximar-se daquilo que sabe ser a vontade de Deus.

O nosso Senhor Jesus é o Mestre da Igreja; é Ele quem nos dirige e mostra-nos o que devemos fazer para aproximarmos da santidade de Deus Pai. Contudo para obedecer a Jesus e seguir os seus ensinamentos é necessário abandonar as tendências carnais e negar-nos a nós próprios como vemos no versículo a seguir: “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” Mt 16:25.

As situações que tentam derrubar a vida cristã e os seus bons hábitos são constantes. A forma que o cristão tem de se manter firme na fé, e não se deixar levar pelas várias ciladas do inimigo é enraizando-se no conhecimento de Deus; é crescendo no conhecimento. Apenas com o conhecimento de Deus o cristão pode estar preparado para resistir tentações e desafios que possam surgir.

Por isso, o apóstolo Pedro alertando da necessidade de os cristãos terem cuidado para não abandonarem a fé, aconselha a crescer na graça e no conhecimento de Deus. “Vós, pois amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que arrastados pelo erro desses insubordinados, descaias da vossa própria firmeza; antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” 2 Pe 3:17-18.

Deus deseja que cresçamos em maturidade e entendimento acerca do seu amor por nós e da sua vontade para as nossas vidas. Se quisermos viver para Deus temos necessária mente de conhece-Lo. Por isso, Deus ensinou ao seu povo, desde a saída do Egito que precisavam de meditar na sua lei de desenvolverem intimidade com Deus através da oração. Deus ajuda-nos a cada dia com o seu Espírito Santo para nos dar entendimento acerca da sua Palavra e para nos motivar a busca-Lo.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Vivendo como um atleta

A Bíblia ensina que uma das formas de o cristão manter-se constante e focado na sua caminhada cristã sem esmorecer é vivendo como um atleta. Um atleta é alguém que tem um objetivo em mente e prepara-se a todos os níveis para atingir o seu objetivo. Todos os cristãos devem também planear todos os componentes da sua vida, como a vida familiar, a vida profissional, a vida financeira, e os seus relacionamentos para que possa estar em forma na sua corrida cristã.

O atleta planeia cuidadosamente a sua alimentação, o seu tempo de descanso e sobretudo, o tempo de treino. Tudo o que possa afetar o desempenho do atleta é controlado de forma que ele possa ter o melhor desempenho na sua prova. As cristãos também são influenciados pela sua alimentação espiritual, pelo seu tempo com Deus e pelos relacionamentos que possuem. Por isso, tudo deve ser pensado cuidadosamente para não afetar negativamente a vida com Deus.

Como nos diz o apóstolo Paulo na sua epístola aos coríntios, o  atleta domina-se em todos os seus impulsos, para que possa estar em forma e ganhar o prémio. Da mesma forma os cristãos devem dominar-se para que estejam bem preparados para a caminhada cristã e ganhar a vida eterna. Vemos isso a seguir: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós porém, a incorruptivel.” 1Co 9:25.

O apóstolo Paulo diz-nos que devemos caminhar a cada dia de forma a que possamos alcançar o nosso objetivo, que é a vida eterna. Na vida, várias coisas apresentam-se a nós como coisas indispensáveis, mas devemos ter em mente que o que é indispensável da vida do cristão é sua comunhão com Deus e a salvação que Deus nos oferece em Cristo Jesus.

Dando o seu próprio exemplo, Paulo refere que não caminhava na vida, como quem não tem uma meta, mas pelo contrário, a sua luta era bem definida, ele tinha como objetivo, que era a coroa da vida eterna. Para conseguir caminhar a cada dia, ele dominava o seu corpo, com as suas inclinações carnais, e levava a sua carne cativa a Palavra de Deus, para que ele mesmo não fosse desqualificado depois de pregar aos outros.

Vemos isso nos versículos a seguir: “assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado aos outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” 1 Co 9:26-27. A carne, juntamente com o nosso ego, não impeditivos de seguirmos a Jesus Cristo, por isso temos de nega-la para conseguirmos seguir o nosso Mestre.

A carne é inimiga do espírito e tem um objetivo oposto ao do nosso espírito. Ela deseja apenas satisfazer os seus desejos e viver de forma autónoma de Deus. Por isso Deus avisa-nos que a carne é inimiga de Deus e dos seus princípios; quem anda na carne não pode agradar a Deus. “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Rm 8:7-8.

Um dos segredos dos atletas para cruzarem a meta quando se sentem cansados, e quando existem dificuldades é a perseverança. Da mesma forma os cristãos para conseguirem acabar a sua corrida precisam de ser perseverantes. Nos momentos de dificuldade, eles precisam de focar a sua mente em Jesus Cristo, aquele que tudo suportou por amor a nós e continuar a corrida.

Todo o pecado que existe na nossa vida, torna-se num peso para nós, e dificultam a nossa corrida. “Por isso devemos desembaraçar-nos de todo o pecado e corrermos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” Hb 12:1-2.

Na nossa corrida cristã não estamos sozinhos: temos a Jesus Cristo, o nosso Mestre e Pastor que nos ensina e nos dirige por que caminhos devemos andar. Temos também o auxílio do Espírito Santo que nos capacita a obedecer a Jesus Cristo e a negarmos a nossa carne a cada dia. Por isso, quando surgem dificuldades, não devemos parar a nossa corrida; devemos ser perseverantes pois o nosso Mestre está connosco e nos recompensará.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A dissolução

A dissolução nos relacionamentos é definida como o rompimento de uma ligação que existiam entre uma ou mais pessoas. Esse ato traduz uma quebra da relação de harmonia ou amizade e consequentemente a separação de pessoas. A dissolução é algo condenado por Jesus Cristo e um resultado da carnalidade nas pessoas cristãs.

A dissolução é um ato que tem origem em pensamentos no coração do homem. O nosso Senhor Jesus ensina-nos que é do coração do homem que nascem atitudes más, como vemos no versículo a seguir: “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfémia, a soberba, a loucura.” Mc 7:21-22.

A dissolução muitas vezes é acompanhada de atitudes que demonstram hostilidade, como o sobrolho franzido, uma cara irada ou como nos diz a Bíblia o ato de endurecer a cerviz. A cerviz é a parte posterior do pescoço ou nuca; e o endurecimento da cerviz demonstra orgulho, soberba e independência. Quando endurecemos a cerviz não somos capazes de ser humildes, de dar ouvidos aos outros, nem de mostrar que precisamos dos outros.

O endurecimento da cerviz é uma atitude que traz a ruína como nos diz o versículo seguinte do livro de Provérbios: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.” Pv 29:1 Quando temos essa atitude para com Deus é muito negativo, porque deixamos de ouvir as recomendações de Deus para a nossa vida e teimamos naquilo que é mau para nós.

Quando temos essa atitude para com as pessoas a nossa volta, demonstramos falta de mansidão. Essa característica, a mansidão, é muito importante nos cristãos porque reflete o carácter do Senhor Jesus. Em Mateus vemos que Jesus Cristo se define como manso e humilde de coração e que o nosso Mestre deseja que aprendamos isso com Ele. Podemos ver as palavras de Jesus no versículo seguinte: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.” Mt 11.29.

A mansidão é a característica daquele que é brando, pacífico, moderado e de temperamento fácil. Quando um cristão é irancudo, ou seja, irrita-se facilmente, e é hostil com as pessoas a volta, está a deixar de lado a mansidão que Jesus deseja que tenhamos. A má cara para com as pessoas a volta é uma atitude que tem como objetivo afastar as pessoas de nós e impedir que se relacionem connosco.

Deus Pai, deseja que sejamos obedientes ao mandamento que o Senhor Jesus nos deixou e que nos amemos uns aos outros da mesma forma que Jesus nos amou. Como podermos amar os outros que somos hostis e demonstramos não querermos nada com o nosso próximo? No evangelho segundo João vemos o mandamento de Jesus: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34.

Para além de desejar que todos os discípulos do Senhor Jesus sejam mansos, o Espírito Santo recomenda através de Paulo que os bispos das igrejas, não sejam pessoas que se irritam facilmente ou irancudas; nem que sejam pessoas que demonstrem ira, e hostilidade no seu rosto. Podemos ver isso no versículo a seguir: “Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem irancudo,nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado a hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante,” Tt 1:7-8.

No dia a dia, muitas situações fazem com tenhamos vontade de fazer uma cara de ira, e de nos afastar dos outros ou por outras palavras muitas coisas tentam nos levar a ira.  Mas devemos deixar de lado a voz da nossa carne, e ser brandos e pacíficos. Devemos proceder assim, mesmo que estejamos em situações hostis, e que contrariem a nossa vontade. Isto porque o nosso Mestre deseja que deixemos de lado esses nossos impulsos carnais para seguirmos a sua mansidão e humildade.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Amaram mais a glória dos homens


No tempo de Jesus, enquanto o nosso Mestre percorria cidades a proclamar o evangelho, muitos creram Nele, por causa das suas palavras e dos seus sinais. Inclusive a Bíblia diz-nos que muitas pessoas importantes da cidade de Jerusalém creram em Jesus. Naquela altura os principais das cidades eram pessoas importantes, como fariseus, saduceus e sacerdotes que resolviam os assuntos importantes cidade.

As principais autoridades dos judeus, na altura, eram contra Jesus Cristo, e tentavam abafar todos os sinais e milagres que Jesus realizava, porque não queriam que o povo acreditasse que Jesus Cristo era o Messias. Inclusive eles expulsavam da cidade aqueles que confessavam que Jesus era o Messias o Filho de Deus.

Vemos no evangelho de João, que um cego de nascença foi curado da sua cegueira por Jesus Cristo e como ele confessou publicamente que Jesus era o Filho de Deus. Quando os principais da cidade ouviram-no a confessar o nome de Jesus expulsaram-no da cidade. Vemos isso a seguir: “Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se este homem não fosse Deus, nada poderia fazer ter feito. Mas eles retrucaram: Tu és nascido todo em pecado e nos ensinam a nós? E o expulsaram.” Jo 9:32-34.

Muitos dos principais da cidade de Jerusalém depois de ouvirem a Jesus creram que Ele era o Filho de Deus. Contudo, a fé e o amor que passaram a ter por Jesus não foi o suficientemente grande para que eles anunciassem publicamente que criam que Jesus era o Messias. Esses homens eram pessoas importantes, talvez com muitos bens e não queriam ser expulsos da cidade por causa do Nome de Jesus.

No versículo seguinte vemos a descrição do comportamento dessas autoridades: “Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” Jo 12:42-43.


Deus deseja que o amemos a cima dos nossos familiares e a cima de tudo o que temos. Esses homens amaram mais o seu estatuto social, e a vida que tinham como autoridades na cidade, do que a Deus. Por isso, não quiseram perder o seu estatuto social por causa de Jesus. Deus diz-nos através do versículo anterior que eles amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.
A glória dos homens, é tudo o que o homem recebe por causa da sua posição social: reconhecimento dos homens, elogios, um tratamento diferenciado por parte das outras pessoas. Muitas pessoas procuram a glória dos homens através de roupas, carros, títulos sociais importantes, entre outras coisas.

Contudo, todo aquele que deseja seguir a Jesus, deve negar-se a si mesmo e o seu desejo pela gloria dos homens e seguir a Jesus. É o que nos diz o Senhor Jesus no versículo seguinte: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?” Lc 9: 23-26.

Os cristãos são por isso exortados pelo Espírito Santo a não amarem o mundo, pois se não Deus não se agradará deles. A soberba da vida, as concupiscências dos olhos e da carne não são agradáveis ao Pai e vão contra as atitudes que Deus deseja que tomemos. Nos versículos seguintes vemos isso: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.” 1Jo 2:15-16.

Não devemos seguir o exemplo destes homens que creram em Jesus, mas que não O confessaram publicamente porque amavam mais o seu estatuto social do que a Deus. Nós fomos criados para a glória de Deus e confessar o nome de Jesus é um dever que temos diariamente, principalmente nas nossas atitudes. Deus nos recompensará da mesma forma como recompensou ao Senhor Jesus pela sua obediência e amor.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Jesus amava constantemente


O nosso Senhor Jesus é a pessoa principal da fé cristã, aquele que é o motivo da existência da Igreja. Ao mesmo tempo é aquele que nos dá o exemplo de como devemos proceder. Jesus Cristo teve um ministério intenso, e antes de ser entregue a morte pelos nosso pecados, Ele orou pelos seus discípulos; aqueles a quem Deus Pai o tinha dado e a quem Jesus amou até ao fim.


Vemos as palavras de Jesus na sua oração ao Pai Celeste no versículo seguinte: “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra.(...) Quando eu estava com eles guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.” Jo 17:6,12.


Aqueles a quem Deus Pai tinha dado a Jesus, foram protegidos e amados até ao fim, como nos diz o versículo seguinte: “Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” Jo 13:1.


Jesus Cristo amava constantemente: aqueles que o seguiam e a todos os que se encontravam com Ele eram alvo da bondade e do favor de Jesus. Os homens têm a tendência de amarem quando lhes é conveniente, ou quando lhes é fácil, mas Jesus não! Jesus amava constantemente, independentemente das circunstâncias. Mesmo quando estava na cruz do Calvário, cheio de dores, e numa situação humilhante, Jesus não deixou de amar aqueles que estavam a sua volta.


Enquanto estava na cruz, Jesus rogou ao Pai Celeste que perdoasse aqueles que o tinham ofendido e maltratado, como nos mostra o versículo seguinte: “Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” Lc 23:34. O amor que Jesus demonstrou, foi um amor que perdoa, até as maiores ofensas.


No evangelho de Mateus vemos os ensinamentos de Jesus sobre como deveríamos amar. Jesus nos ensina que não deveríamos amar apenas aqueles que nos amam, que desejam o nosso bem, mas também aos nossos inimigos e aqueles que nos maldizem.

 
Nos versículos seguintes vemos isso: “Eu porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; (…) Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo?” Mt 5:44, 46-47.

 
Os homens têm a tendência de amar apenas quando têm a hipótese de terem o retorno desse amor, ou seja quando têm alguma vantagem. O Senhor Jesus nos ensinou que devemos segui-Lo, emita-Lo nas suas atitudes para se possamos ter um comportamento agradável ao Pai Celeste.


A nossa carne, ou velha natureza diz-nos que devemos tratar mal a quem nos trata mal, e amar a quem nos ama. A nossa velha natureza, aconselha-nos a fazer o bem quando temos vantagens, ou por outras palavras, aconselha-nos a não fazer o bem quando não ganhamos nada com essa boa atitude.


Mas, devemos negar a nossa carne, e seguir ao nosso Senhor Jesus, como nos diz o versículo seguinte: “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á: e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” Mt 16:24-26.


Devemos seguir o Senhor Jesus e amar constantemente como Ele amava, independentemente das circunstâncias em que nos encontremos, como o nosso Senhor que amou até quando estava na Cruz do Calvário. Todos os que estão a nossa volta devem ser alvos dos nossos atos de amor, da mesma forma como todos os homens são alvos do amor de Deus; porque Deus ama tanto os bons como os maus.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Amanhã o Senhor fará maravilhas


A Bíblia mostra-nos que quando queremos ver a manifestação do poder de Deus, devemos santificar-nos. Da mesma forma, quando queremos que Deus opere maravilhas através de nós devemos santificar-nos. Este requisito deve-se pelo facto de Deus ser Santo e não gostar do pecado.


Da mesma forma como o povo de Israel estava dependente da direção de Deus e do Seu poder para poder conquistar a terra prometida, hoje também precisamos de Deus e do poder do seu Espírito para realizar a vontade de Deus e para ver concretizadas as promessas que Deus nos deu.


José, sabendo que Deus iria manifestar o seu Poder e fazer com que o povo passasse o rio Jordão, ordenou que se santificassem para estarem em condições de ver as maravilhas que Deus iria operar. No versículo seguinte vemos as palavras de Josué: “Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.” Js 3: 5.


Da mesma forma hoje, se queremos ver o poder de Deus, devemos santificar-nos e ter em atenção que o Espírito de Deus que está em nós é Santo, e que se desagrada de todas as manifestações de maldade, ódio, inveja tanto no nosso coração como nas nossas atitudes. Somos o santuário do Santo Espirito de Deus como nos diz o apóstolo Paulo no versículo a seguir: “Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos o santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” 2 Co 6:16.


A santificação não se efetua apenas evitando fazer aquilo que Deus não gosta, mas sobretudo fazendo o que agrada a Deus e o que está de acordo com o Seu coração. Deus deseja que utilizemos tudo o que somos como instrumentos de justiça, ou seja, para realizar a sua vontade. “nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurectos dentro os mortos, e os vosso membros a Deus, como instrumentos de justiça.” Rm 6:13.


A Palavra de Deus nos ensina o que devemos fazer para a agradar a Deus e quando colocamos em prática assumimos a atitude se servo: vivemos para agradar ao Senhor e para obedecer as suas ordens. Por outras palavras a santificação é colocar-se a disposição do Senhor para realizar a Sua vontade, da mesma forma como o Senhor Jesus se colocou a disposição do Pai Celeste para fazer a Sua vontade.


Na epístola aos hebreus vemos como Jesus Cristo, o Messias que havia sido anunciado pelos profetas, se pôs a disposição do Pai Celeste para fazer a sua vontade:” Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer ó Deus a tua vontade.” Hb 10:7


A santificação é em resumo, seguir os passos do Senhor Jesus e servi-Lo, servindo de instrumento para abençoar aqueles que estão a nossa volta. Como instrumentos que somos, nas mãos de Deus, nada podemos fazer por nós mesmos e temos que estar em condições para que o Espírito Santo possa usar-nos para abençoar outras pessoas e para que Deus possa realizar as suas promessas para a nossa vida. Por isso, se queremos ver o poder de Deus e as suas maravilhas devemos santificar-nos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Vem e segue-me



Na Bíblia vemos a história do jovem rico que interpelou a Jesus sobre a sua salvação. Jesus analisando o jovem rico respondeu-lhe que se quisesse ser perfeito, como é o nosso Pai perfeito, que deveria ir, vender todos os seus bens, e distribui-los aos pobres, para ter um tesouro nos céus, e que viesse então ter com Jesus e O seguisse. Vemos isso no seguinte versículo: “Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me.” Lc 18:22.


O jovem rico estava longe de Deus, do Senhor Jesus no seu estilo de vida e na sua forma de pensar. Por isso, o Senhor Jesus disse-lhe que fosse vendesse os seus bens, desse-os aos pobres e que viesse depois ter com Jesus e O seguisse então.


Por vezes a nossa vida está tão distante dos mandamentos e diretrizes de Jesus Cristo que temos de ir, resolver as nossas questões, modificar a nossa mentalidade, rever as nossas prioridades e depois então voltar para perto de Jesus para segui-Lo com os seus discípulos.

 
O Espírito Santo diz-nos através da epístola de Paulo a Timóteo que muitos, apesar de serem cristãos, ou observadores dos mandamentos como o jovem rico, estão longe da vontade de Deus para as suas vidas, porque têm certas características que não estão de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo. Dentre alguns exemplos de elementos de caráter que colocam os cristãos longe da vontade de Deus são: egoísmo, avareza, jactância, arrogância, desafeição, crueldade, maior amor aos prazeres do mundo do que a Deus, entre outras coisas.


Podemos ver isso no seguinte versículo: “pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, balasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus,” 2 Tm 3:2-4.


Para que o jovem rico seguisse a Jesus precisava de tornar-se rico para Deus e de modificar a sua mentalidade. Da mesma maneira, hoje, se quisermos seguir a Jesus Cristo temos de modificar as nossas prioridades e a nossa mentalidade, deixando para trás o egoísmo, a avareza, a arrogância, a ingratidão, desafeição, a calúnia, crueldade, inimizade ao bem, o atrevimento, e a maior amizade dos prazeres do que a amizade a Deus.


Estar pronto para seguir a Jesus pode levar tempo; pode ser necessário um longo processo de renovação da mente e da forma de agir. Isto porque andar com Jesus acarreta uma nova forma de pensar a vida para se poder compreender a forma de pensar e agir de Jesus Cristo e poder imita-lo.


O versículo seguinte fala-nos sobre a necessidade de renovação da nossa mente. “no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupisciências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.” Ef 4:22-24.


Essa nova forma de pensar está de acordo com a definição de justiça e retidão de Deus, e por isso está de acordo com a mentalidade de Cristo. Portanto, seguir a Jesus Cristo, implica um conhecimento prévio de quem é o Senhor Jesus, sobre o que Ele aprecia, compreender a sua relação de obediência ao Pai e saber as suas metas.


O nosso Senhor Jesus tinha e tem objetivos diferentes dos objetivos do mundo. Quando Jesus esteva na terra vivia para amar e obedecer ao Pai Celeste, amando aos que estava a sua volta. O amor de Jesus a humanidade levou que Ele curasse, libertasse os que estavam enfermos, anunciasse a necessidade de arrependimento e se entregasse na Cruz do Calvário para a salvação da humanidade.


Hoje, Jesus Cristo, continua entre nós através do seu Espírito Santo e deseja salvar a humanidade, conduzi-la a uma mudança de vida de acordo com a Verdade e fazer com que O sigamos a cada dia, em conjunto com os seus outros discípulos. Para seguirmos a Jesus diariamente, temos que renegar diariamente a nossa velha mentalidade e agir de acordo com os ensinamentos de Jesus, imitando os Seus passos.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Pagar o preço


A vida cristã implica diariamente pagar um preço pela opção de seguir Jesus Cristo e obedecer aos seus mandamentos. O próprio Senhor Jesus pagou um alto preço para que hoje pudesse existir a Igreja e para que a humanidade pudesse ser salva dos seu pecados. Por outras palavras, Jesus Cristo entregou-se na cruz do Calvário para que através do seu sacrifício vicário pudéssemos ser salvos.


A vida cristã, ao contrário do que muitos dizem, é uma vida que para além das alegrias e das bênçãos e é também cheia de sofrimentos que resultam da escolha de abandonar o mundo e a sua filosofia para de seguir a Jesus Cristo. Isto porque cada escolha em favor de Jesus requer um preço, algo que se perde ou que se sofre para poder obedecer a Jesus.


O apóstolo Paulo é um exemplo de alguém que sofreu imenso devido a obediência ao ministério que Deus o incumbiu e pelo seu testemunho de conversão. Paulo antes de se converter a Jesus Cristo era perseguidor da Igreja; ele ia em busca de cristãos para prende-los e castiga-los.


Quando o nosso Senhor diz a Ananias que se dirigisse a casa onde Paulo estava e para que impusesse as mãos sobre ele de forma a que recuperasse a visão, Ananias afirma preocupado que Paulo era perseguidor da Igreja e a isso o Senhor Jesus responde que iria ensinar a Paulo quanto importa sofrer por amor ao Seu nome, como vemos a seguir: “pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome.” At 9:16.


Como o Senhor dissera, Paulo ao longo da sua caminhada foi ensinado a sofrer por amor Jesus, a pagar o preço pelo amor a Jesus e pela obediência ao ministério que Deus lhe havia incumbido. Muitas foram as vezes que Paulo sofreu por causa do evangelho.


Em Atos dos apóstolos podemos ver que, numa ocasião enquanto Paulo pregava em Listra, os judeus da Antioquia e Icônio instigaram as multidões e apedrejaram a Paulo até ao ponto de o darem como morto, como vemos a seguir: “Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e Icônio e, instigando as multidões e apedrejando a Paulo, arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto.” At 14:19.


Hoje, da mesma forma que a Paulo, o nosso Senhor Jesus, ensina-nos o quanto importa sofrer pelo seu nome. As tribulações e sofrimentos desta época são diferentes da época do apóstolo Paulo, mas também estão relacionados com as reações das pessoas ao evangelho de Jesus Cristo, com o desgaste do relacionamento com pessoas diversas, e com a necessidade de nos negarmos a nós mesmo para seguir a Jesus Cristo.


O nosso Mestre diz-nos que aquele que o quiser seguir tem de negar-se a si mesmo, carregar a sua cruz e então segui-Lo. Podemos ver as palavras do nosso Mestre no versículo seguinte:” Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” Mt 16:24, Negar a nossa carne, os nossos desejos em favor dos desejos de Jesus Cristo, ou em favor ao nosso próximo, acarreta algum sofrimento.


O apóstolo Paulo, no livro dos atos dos Apóstolos exorta aos cristãos a permanecerem firmes na fé, e mostrou que importa através de muitas tribulações entrar no reino de Deus. Os sofrimentos, e tribulações terão um fruto maravilhoso que gozaremos na vida eterna.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Batismo


O batismo é uma das ordenanças que o Senhor Jesus nos deixou e simboliza uma mudança interior na vida do cristão, onde ele morre para o pecado, abandonando os maus caminhos que haviam anteriormente na sua vida, e recomeçando uma nova vida em Cristo, aceitando os mandamentos do Mestre e reconhecendo que encontrou a salvação através da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

O batismo é posterior a conversão do cristão, pois primeiramente ele tem um encontro com Deus e reconhece que precisa de Deus, do seu perdão, e de saber a sua vontade. No Batismo o cristão figuradamente, é sepultado com Cristo e ressuscita dentre os mortos para a vida eterna, sem mais o seu corpo pecaminoso com as seus pecados e inclinações.
 
Vemos a descrição do simbolismo da batismo no versículo a seguir: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo Jesus foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.” Rm 6:4. Como a velha natureza do cristão está morta, ele vive uma nova vida na obediência da vontade de Jesus Cristo.

Um exemplo descrito na Bíblia de alguém que primeiramente buscou a Deus e a sua vontade, aceitando Jesus como seu Senhor e Salvador, e posteriormente se batizou foi e etíope eunuco, o alto superintendente de Candace, descrito nos livro dos Atos dos apóstolos. Este etíope, era alguém importante, era o ministro das finanças da rainha Candace.

Apesar de ser de uma terra distante de Israel com outros deuses e costumes, o eunuco aceitou o Deus dos israelitas e por isso escolheu adorar a Deus em Jerusalém. Depois de adorar a Deus e iniciar a viagem de regresso a Etiópia, um anjo do Senhor avisa a Filipe que deveria ir ao caminho por onde o eunuco iria passar, que depois o Senhor iria orienta-lo sobre o que deveria fazer.

Deus conhecia o etíope eunuco, sabia da sua vontade em conhecê-lo e por isso enviou um anjo para avisar a Filipe que deveria ir a essa região por onde ele iria passar, para que Filipe pudesse anunciar que o Messias, o Filho de Deus já tinha vindo a terra e se entregado para a salvação da humanidade.

Depois do eunuco ouvir a Filipe sobre a explicação do texto de Isaías que falava sobre o Messias, o Filho de Deus, o eunuco pergunta a Filipe o que impedia de ser batizado, tendo em conta que estavam a passar por um lugar onde tinha água. A esta pergunta, Filipe respondeu como vemos a seguir: “Filipe respondeu: É lícito,se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o o Filho de Deus.” At 8:37.

Então, com a confissão do eunuco, Filipe batizou-o, como o Senhor Jesus recomendou aos seus discípulos. O nosso Mestre ordenou aos seus discípulos que fossem por todo o mundo e que pregassem o evangelho; aqueles que depois da pregação cressem e fossem batizados seriam salvos, como vemos no versículo a seguir do evangelho segundo Marcos: “E disse-lhe: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” Mc 16:15-16.

Depois de cumprido o propósito de Deus para o encontro de Filipe com o eunuco, o Espírito Santo arrebatou a Filipe levando-o para outra região. O eunuco depois do batismo seguiu o seu caminho com o coração cheio de júbilo como vemos a seguir: “Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo.” At 8:39.

O nosso Deus revela-se a todos os que sinceramente o buscam como foi ocaso do eunuco. Perante as dificuldades, de adorar um Deus que é estranho para a maioria do povo do seu país, o eunuco mostrava total devoção a Deus, dirigindo-se a Jerusalém para adorar a Deus e voltando da viagem lendo o livro do profeta Isaías. Por isso o próprio Deus enviou o seu anjo para ordenar a Filipe que se dirigisse ao caminho que descia de Jerusalém a Gaza, com o objetivo de anunciar a ao etíope que o Messias aguardo era Jesus Cristo, o Filho de Deus. E em consequência da sua fé em Jesus Cristo o eunuco foi batizado.

terça-feira, 23 de junho de 2015

A queda e restauração de Pedro


O apóstolo Pedro foi um dos apóstolos do Senhor Jesus cuja história ficou marcada pela sua traição ao Mestre. Pedro era um discípulo que amava a Jesus e que se sentia autoconfiante e capaz de ir com Jesus tanto para a prisão como para a morte (Lc 22:33).

No entanto, na noite em que Jesus foi traído e preso, Pedro negou três vezes que conhecia a Jesus Cristo, a aquele a quem seguira apaixonadamente durante três anos.” Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto para ir contigo, tanto para a prisão como para a morte. Mas Jesus lhe disse: Afirmo-te, Pedro, que hoje, três vezes me negarás que me conheces, antes que o galo cante” Lc 22: 33-24.

Jesus foi preso, e encontrava-se na casa do Sumo-sacerdote e Pedro ficou no pátio da casa, pois pretendia saber de Jesus sem ser apercebido; quando perguntam-lhe se não era seguidor do Mestre, Pedro nega enfaticamente a Jesus. Momentos depois perguntam-lhe mais duas vezes se não era seguidor do Mestre e pela terceira vez Pedro blasfema e Jesus que estava próximo de Pedro vira-se e olha fixamente para ele.

Quando Pedro vê Jesus Cristo olhando para ele, lembra-se de que Jesus lhe avisara dizendo: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo.” Lc 22: 24. Pedro então apercebe -se que traíra a seu Mestre, aquele de quem dizia que era capaz de ir tanto para a prisão como para morte e entristece-se e chora amargamente.

Pedro teve a alegria de ver o seu remorso diminuído, e a sua esperança acordada com a notícia trazida por Maria Madalena, Joana e Maria de que Jesus tinha ressuscitado e por ver pessoalmente o túmulo vazio “Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro. E abaixando-se, nada mais viu, senão os lençóis de linho; retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido.” Lc 24: 12.

No entanto, a ideia de seguir Jesus e continuar a obra iniciada com o Mestre tinha-se esmorecido e Pedro pensava em voltar a sua antiga profissão, à pesca. A lembrança da sua falha, da traição que fizera contra o Mestre desanimara Pedro. Então, Pedro afirmou aos seus companheiros que ia pescar: “Disse-lhes Simão Pedro vou pescar. Disseram-lhe os outros: Também nós vamos contigo. Saíram, e entraram no barco, e naquela noite nada apanharam” Jo 21:3.

Pedro e seus companheiros tinham desistido da missão das suas vidas, mas o Senhor voltou a praia onde estavam a pescar e deu a Simão Pedro o sinal que precisava para reanimar-se: “Então lhes disse: Lançai rede à direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes.” Lc 21: 6. Ao mesmo tempo Jesus mostra a Pedro que se fizessem o que lhes ordenara o serviço deles tornaria -se frutífero, pois naquela noite nada tinham pescado.

Para convencer a Pedro de que o pecado dele não tinha significado e que deveria prosseguir, Jesus pergunta a Pedro se Lhe amava: “Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas.” Jo 21: 16.

O nosso Senhor Jesus, pergunta a Pedro mais duas vezes se ele o amava, mostrando que o mais importante era o amor que Pedro sentia por Jesus. Por outras palavras, para que Pedro continuasse a seguir a Jesus e a missão que iniciara com Jesus Cristo, só precisava de amar ao Mestre. É possível haver falhas na vida cristã, mas o mais importante é que amamos a Jesus Cristo e isso é motivo suficiente para continuar a segui-Lo, e fazer o que o nosso Mestre nos mandou.

 

 
 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

A diferença entre o publicano Levi e o jovem rico


A Bíblia relata diferentes posturas perante Jesus Cristo e perante o seu convite para segui-Lo. Duas respostas, completamente opostas, relatadas pela Bíblia foram a a resposta do publicano Levi, que se tornou discípulo de Jesus e a resposta do jovem rico.
 
Estas duas figuras bíblicas têm em comum o fato de serem ambos abastados, habituados a manipular bastante dinheiro e por isso teriam os dois o mesmo envolvimento com o dinheiro.
 
No entanto, estas duas figuras bíblicas tinham uma postura pública bastante diferente em relação a Deus: o publicano Levi era um pecador confesso por ser coletor de impostos para o império Romano, e por ser provavelmente rico por meios ilícitos, por roubar ao povo através de aumentos dos impostos cobrados. Para além disso o publicano Levi, era considerado um apóstata, por manipular moedas que por possuírem uma esfinge do imperador Romano violavam o primeiro mandamento.
O jovem rico pelo contrário era uma pessoa interessada nos assuntos divinos que apesar da sua idade e da sua riqueza cumpria os mandamentos. Contudo, a resposta destes dois homens ao convite de Jesus para segui-Lo foram totalmente diferentes: o publicano Levi, encontrando-se a trabalhar, numa mesa de coletoria, levantou-se abandonou a mesa, o dinheiro que estava a cobrar, as pessoas e seguiu a Jesus. Pelo contrário o jovem rico, ouvindo a convite de Jesus para segui-Lo e a recomendação para que vendesse todos os seus bens ficou muito triste e foi-se embora.
O esperado, era que o jovem rico, por estar mais inclinado para os assuntos de Deus, abandonasse tudo o que tinha para seguir a Deus mas não foi o que aconteceu. O publicano, aquele que se tinha “vendido” para o império Romano e tornando-se cobrador de impostos dos próprios conterrâneos, e ladrão, foi esse que largou tudo o que estava a fazer, e toda a sua vida para seguir o Mestre.
O jovem rico demonstrou que não amava a Deus tanto como pensava: ele não amou a Deus mais do que os seus bens, do que a sua família e do que tudo o que tinha. O nosso Mestre diz-nos ainda que, aquele que não O ama mais do que a seu pai, a sua mãe, mulher e filhos, irmãs e irmãos e ainda a própria vida não pode ser seu discípulo. “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” Lc 14: 26. O publicano, pelo contrário, mostrou maior amor a Jesus do que a sua própria vida e do que tudo o que tinha.
Assim, ao contrário do esperado, o publicano Levi tornou-se discípulo de Jesus, e recebeu um novo nome: Mateus. O nosso Mestre diz-nos que para ser seu discípulo é necessário renunciar a tudo o que se tem: tanto bens matérias como tudo que que existe de mau no coração como orgulho, inveja, ódio, amargura, falta de perdão e egoísmo. “Assim, pois, todo aquele que dentre vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.” Lc 14: 33. Foi isso que o publicano Levi, o pecador, foi capaz de fazer e o jovem rico, que observava os mandamentos não conseguiu fazer.
Nos evangelhos, estão relatadas ainda a postura de outros publicanos, de homens considerados como pecadores da sociedade de Israel. O nosso Mestre demonstra numa parábola, a maior humildade perante Deus dos publicanos, que eram capazes de se humilhar perante Deus, de admitir que eram pecadores e que precisavam do perdão de Deus, ao contrário de muitos religiosos como os fariseus.
Na parábola do fariseu e do publicano, o publicano teve uma atitude oposta ao do fariseu: orava em voz baixa, não procurando ser ouvido pelos homens, e abaixou humildemente a cabeça enquanto batia no peito dizendo: “(…) ó Deis, sê propício a mim, pecador!” Lc 18: 13. O fariseu, pelo contrário apenas enaltecia-se relatando o seu jejum, e como dava o dízimo de tudo o que possuía. O fariseu apesar de ser religioso, não tinha a capacidade de reconhecer que era pecador e que precisava do perdão de Deus.
O nosso Senhor Jesus é misericordioso e perdoa a todos o que vêm aos seus pés humildemente pedir pedrão pelos seus pecados, sejam eles quais forem. O nosso Mestre ensina-nos que todos aqueles que se humilham perante Deus, reconhecendo que são pecadores e que precisam do perdão de Deus, acham a graça de Deus e o perdão dos seus pecados. “(…) porque todo aquele se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado” Lc 18:14.
 


segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Jovem rico

Um jovem rico aproximou-se do Mestre e perguntou-lhe o que poderia fazer para atingir a vida eterna. O Mestre respondeu-lhe que deveria guardar os mandamentos se quisesse entrar na vida eterna.
Os dez mandamentos resumem o comportamento que devemos ter para com o nosso próximo e para com Deus. Deus deseja que O amemos acima de todas as coisas e que amemos ao nosso próximo, não só como amamos a nós mesmos, mas como também Jesus nos amou.
O amor, como diz o apóstolo Paulo, é paciente, é benigno, não arde em ciúmes, não se ensoberbece, não procura os seus interesses, não é egoísta, não se ressente do mal, não guarda rancor, e não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade (1Co 13:4-6).
Os dez mandamentos resumem as atitudes que não devemos ter contra o nosso próximo, mais concretamente diz-nos:” Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo. Não desejarás a mulher do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” Dt 5:17-21. Estes mandamentos se resumem num só mandamento: “O segundo é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há maior mandamento do que estes!” Mc 12:31.
Por outro lado, os dez mandamentos referem a importância que devemos dar a Deus na nossa vida e por isso o nosso Mestre resume a nossa relação com Deus num só mandamento:” Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. “ Mc 12:30.
Este último mandamento é o mandamento principal e implica amar a Deus mais do que os bens que possuímos, amar aos pobres e ao nosso próximo como Deus os ama, e sobretudo, seguir a cada dia a Jesus Cristo, o nosso Deus e Senhor; o Messias que tinha que tinha sido prometido a Israel.
No caso do jovem rico, aparentemente, era um homem com uma vida totalmente entregue a Deus, pois observava os mandamentos; contudo, ele sabia que ainda lhe faltava alguma coisa.” Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que ainda me falta?” Mt 19:19.
Jesus Cristo repondeu-lhe que para ser perfeito o jovem rico deveria deixar de amar as suas riquezas, amar mais os pobres entregando-lhes os seus bens, e que deveria de segui-Lo, pois Jesus é o Deus a quem o jovem queria obedecer. Assim, para amar a Jesus o jovem devia seguir o Mestre, o nosso Criador e Salvador. “Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro do céu; depois, vem e segue-me.” Mt 19:20.
O jovem rico apesar de observar os mandamentos, precisava de conhecer a Jesus como Senhor e Deus e por isso deveria segui-Lo. Todos os que querem seguir Jesus têm de negar-se a si mesmo e a sua carne; e o jovem rico para negar-se a si mesmo precisava de libertar-se das suas riquezas, pois elas o impediam de amar a Deus acima de todas as coisas.
Por amar as riquezas mais do que a Deus, o jovem não conseguiu pensar em abdicar dos seus bens e por isso, ao ouvir a resposta do Mestre, afastou-se triste, pois era dono de muita riqueza. “Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” Mt 19:22. As obras que o jovem praticava não eram suficientes, pois faltava ter um coração totalmente entregue a Deus. Para conseguir superar o seu amor ao dinheiro o jovem deveria ir, vender todos os seus bens e seguir ao Mestre.
O Senhor Jesus aconselha-nos a não ajuntarmos tesouros na terra mas sim nos céus, ajudando os mais necessitados, as viúvas, os estrageiros e aos órfãos. A avareza faz-nos idolatrar as riquezas, o que viola o mandamento de Deus, e afasta-nos do reino dos céus.
O nosso Mestre aconselha-nos a guardar acima de tudo o nosso coração, porque quando o nosso coração está dividido entre Deus e as riquezas, tornamo-nos distantes de Deus. Por isso, o problema do jovem rico não estava nas riquezas que possuía mas sim no seu coração divido: ele queria seguir a Jesus mas amava mais as riquezas do que a Deus e isso impedia-o de seguir o Mestre.
Quando somos convidados por Jesus a segui-Lo devemos desembaraçar-nos de todo o pecado, de tudo o que possa roubar o nosso amor de Deus, colocando a Deus acima de tudo o que existe nas nossas vidas, ou seja, dos nossos relacionamentos e bens.