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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Aproveitar a vida


Muitas pessoas defendem que na juventude deve-se aproveitar a vida e experimentar todos os tipo de prazeres que a sociedade pode oferecer. A Bíblia oferece-nos uma perspetiva de como aproveitar a vida, a cada dia, tendo como objetivo o alcance da vida eterna com Deus.

Vemos no livro de Eclesiastes que Deus aconselha-nos a aproveitar os dias da mocidade para servir a Deus e para aproximar-nos o mais possível Dele porque quando começamos a envelhecer a força e o vigor vão desvanecendo e podemos não ter a mesma capacidade física para servir a Deus e amar ao próximo. “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer.” Ec 12:1

Além de devermos aproveitar o vigor do nosso corpo para servir a Deus, a cada dia devemos aproveitar as hipóteses que temos para preparar-nos para enfrentar épocas futuras em que possa haver outras dificuldades. Por exemplo, a Bíblia dá-nos o exemplo de um rei que no tempo de paz com os povos que estavam a sua volta aproveitou para reconstruir a cidade e levantar os muros que os protegiam das invasões.

Vemos a atitude do rei Asa nos versículos seguintes: “Edificou cidades fortificadas em Judá, pois havia paz na terra, e não houve guerra contra ele naqueles anos, porquanto o Senhor lhe dera repouso. Disse, pois a Judá: Edifiquemos estas cidades, cerquemo-las de murros e torres, portas e ferrolhos, enquanto a terra ainda está em paz diante de nós, pois temos buscado ao Senhor, nosso Deus; temo-lo buscado e ele nos deu repouso de todos os lados.” 2Cr 14: 6-7.

Podemos ainda hoje aplicar a mesma diligência do rei Asa nas nossas vidas empenhando-nos para edificar a nossa vida espiritual, e para reparar os danos causados pelo pecado nas nossas vidas. O diabo o nosso adversário, quer atingir a nossa vida. Quando restauramos a nossa comunhão com Deus e nos afastamos do pecado estamos levantando murros, portas e criamos ferrolhos contra as investidas do nosso inimigo.

Através da vida de oração, jejum e leitura da Palavra de Deus construímos torres de vigia que nos permitem estar atentos e preparados contra qualquer aproximação do inimigo.”Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a prepraçao do evangelho da paz; embrançando sempre o escudo da fé, com o qual poderesi apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; com toda a oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito e para isto vigiando com toda a perseverança e súplica por todos os santos.” Ef 6:14-18.

O rei Asa antes da reconstrução física da cidade preocupou-se em reconstruir a comunhão com Deus, pois ordenou ao povo que se afastasse da idolatria e aboliu todos os altares aos deuses estranhos e também ordenou que o povo buscasse ao Senhor Deus como vemos a seguir: “Porque aboliu os altares dos deuses estranhos e o culto nos altos, quebrou as colunas e cortou os postes-ídolos. Ordenou a Judá que buscasse ao Senhor, Deus dos seus pais, e que observasse a lei e o mandamento.” 2Cr 14:3-4.

Cada dia que Deus nos concede é uma oportunidade para aproximar-nos Dele, para abandonar-nos o pecado da falta de amor ao próximo. Por isso a Palavra de Deus aconselha-nos a não endurecer o nosso coração se ouvirmos a voz de Deus falando connosco. “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação no dia da tentação no deserto, onde os vossos pais me tentaram, pondo-me a prova, e viram as minhas obras por quarenta anos.” Hb 3:7-8.

A vida é uma bênção de Deus a qual devemos ser gratos. Deus deseja que usufruamos das coisas que Ele preparou para nós na terra; mas a cima de tudo Deus deseja que possamos garantir a nossa vida eterna com Ele enquanto estamos vivos. Por isso devemos aproveitar a cada dia as nossas vidas tendo em conta as maiores bênçãos que Deus deseja nos dar e caminhar para elas.


terça-feira, 17 de julho de 2018

Quem será exaltado

Desde cedo, o homem aprende a gostar de ser exaltado. Em criança, aprende gostar de ser acarinhado por todos. Depois de começar a ir a escola aprende a gostar de ser o melhor da turma, a ser elogiado pelas suas capacidades mentais e físicas. Quando o homem começa a relacionar-se com Deus verifica que a exaltação de Deus é diferente daquela que as pessoas fazem: Deus exalta aqueles se se humilham perante Ele e o homem exalta aqueles que têm comportamentos notáveis.

Sendo assim, o homem não pode esperar que Deus o exalte, pelas suas qualidades morais e por causa daquilo que fez, mas sim pela sua humildade. Jesus descreveu numa parábola um certo homem que esperava que Deus o exaltasse por tudo o que ele fazia: ele jejuava duas vezes por semana, dava o dízimo de tudo o que possuía e não tinha comportamentos condenáveis pela sociedade. Por exemplo, ele não roubava, não adulterava e não ganhava o seu dinheiro de forma ilícita como os publicanos.

Contudo, o coração deste homem estava cheio de soberba e não reconhecia que também era pecador e que precisava do perdão e da misericórdia de Deus. Por achar-se perfeito ele já nem orava a Deus mas falava consigo próprio. Vemos isso a seguir: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou dízimo de tudo quanto ganho.” Lc 18:11-12.

A soberba do fariseu afastava-o de Deus e por isso não foi ouvido na sua oração. Deus prefere um pecador que se humilha e que pede o Seu auxílio do que um homem que se acha perfeito, e que não precisa do favor de Deus. O nosso Mestre fala-nos disso na mesma parábola, dizendo-nos que um homem de má fama, um publicano, por se humilhar perante Deus, reconhecendo que era pecador e pedindo a ajuda de Deus, teve os seus pecados perdoados enquanto que o fariseu não.

Nos seguintes versículos podemos ver isso: “O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para a sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” Lc 18:13-18.

A Bíblia mostra que a nossa relação com Deus deve ser alimentada com humildade e que quando nos chegamos a sua presença para orar não podemos estar cheios de soberba. Precisamos de reconhecer que somos pecadores e que nada somos sem Deus. A Bíblia descreve a história de homens que humilharam-se perante Deus e que foram ajudados.

Por exemplo, na história dos reis de Israel houve um rei chamado Manassés que praticou o que era mau para Deus: adorou ídolos, construiu altares para os baalis, colocou ídolos no santuário de Deus em Jerusalém e sacrificou os próprios filhos para deuses. Ele foi um rei que fez tudo o que Deus condenava.

Podemos ver nos versículos seguintes as abominações que Manassés praticava: “Fez o que era mau perante o Senhor, segundo as abominações dos gentios que o Senhor expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. Pois tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, havia derribado, levantou altares aos baalins, e fez postes-ídolos, e se prostrou diante de todo o exército dos céus, e o serviu. Edificou altares na Casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém, porei o meu nome para sempre.” 2Cr 33:2-4.

Quando Manassés foi castigado por Deus sendo levado preso para a Babilónia pelos príncipes da Assíria, ele humilhou-se muito perante Deus e suplicou o favor de Deus, Deus tornou-se favorável a ele e libertou-o da prisão em que se encontrava. Vemos isso a seguir: “Ele, angustiado, suplicou deveras ao Senhor, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais; e fez-lhe oração, e Deus se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então reconheceu Manassés que o Senhor era Deus.” 2 Cr 33:12-13.

Para além da história de Manassés, podemos ver muitas mais pessoas que se humilharam perante Deus e foram ajudadas. Por isso, conhecendo a Deus e sabendo o que devemos fazer para sermos aceites por Deus o apóstolo Pedro aconselha-nos: “Rogo igualmente aos jovens sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns para com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça. Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte,” 1Pe 5:5-6.

Por isso, devemos seguir o conselho do apóstolo Pedro e sermos humildes nos nossos relacionamentos e humilhar-nos sobre a potente mão de Deus. A Bíblia mostra-nos que Deus não se agrada da soberba mas sim da humildade e se seguirmos a sua vontade, Ele a seu tempo nos exaltará.

sábado, 30 de junho de 2018

Os ensinos de Jesus sobre oração

Uma das formas que o homem tem para se comunicar com Deus é através da oração. O nosso Senhor Jesus ensinou-nos a orar ao Pai Celeste e mostrou que as necessidades do homem não se resumem as coisas materiais para o dia a dia mas também de coisas espirituais que contribuem para que a nossa relação com Deus não seja atingida, e para que não nos desviemos dos bons caminhos, com as várias tentações e cílidas a que somos expostos diariamente. 

No Evangelho de Mateus o nosso Senhor mostrou-nos que a oração não deve ser usada para exibir-nos perante os homens como faziam alguns religiosos da época. A oração deveria ser feita exclusivamente para Deus, sem a preocupação de serem vistos pelos homens. Os homens pela sua natureza pecaminosa têm a tendência de orar para serem vistos e ouvidos de forma a serem aplaudidos pela sua religiosidade.

Vemos as palavras do Mestre nos versículos a seguir: "E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” Mt 6:5-6

Para além de desejarmos ter apenas atenção de Deus devemos também evitar vãs repetições. Temos de ter em conta que Deus é omnisciente, e por isso Ele sabe toda a nossa vida e tudo o que necessitamos. O Senhor Jesus alerta-nos a não fazer o mesmo que os gentios da época que achavam que Deus iria ouvi-los se falassem muito.

Nos versículos a seguir vemos as recomendações do Mestre: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.” Mt 6:7-8.

Quando orarmos devemos dirigir-nos aos Pai Celeste, santifica-Lo e mostrar que desejamos que o seu Reino seja totalmente implantado na terra; e a que a sua vontade seja feita tanto nas nossa vidas como na terra e no céu. “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;” Mt 6:9-10.

Uma forma de concordar com a vontade do Pai Celeste é orar pelos assuntos que estão no coração do Pai, como a Igreja, as Missões, os governos das nações bem como todos os homens que nos rodeiam. O apóstolo Paulo aconselha-nos sobre o que devemos orar no versículo seguinte: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações e intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda a piedade e respeito.” 1Tm 2:1-2.

Para além de orarmos em favor dos outros homens devemos também orar por nós, pelas nossas necessidades. “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;” Mt 6:11. O Pai Celeste ama-nos e como Pai deseja que falemos com Ele e que contemos as nossas necessidades e anseios. Como somos pecadores as nossas necessidades não se limitam aquilo que necessitamos para o nosso dia a dia, mas também englobam o perdão das ofensas que cometemos aos longo do dia a dia.

Precisamos de ser purificados a cada dia, de todas as impurezas que passam pelo nosso coração. O sangue de Jesus é eficaz para a nossa purificação mas precisamos primeiro de arrepender-nos dos pecados que cometemos e pedir perdão a Deus para que possamos ser limpos dos nossos pecados. Da mesma forma como buscamos o perdão de Deus para as nossas ofensas devemos também perdoar as ofensas dos outros.

Temos de cultivar um coração misericordioso e perdoar aquilo que fazem de mal contra nós. O nosso Mestre ensina-nos que o perdão das ofensas dos outros é um requisito para que Deus nos perdoe as nossas ofensas. “e perdoa as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (...) Porque se perdoardes aos homens as sua ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará ; se porém, não perdoardes as homens [as sua ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” Mt 6: 12, 14-15

A natureza pecaminosa do homem faz com que ele tenha uma atração para o pecado e por isso torna-se presa fácil das tentações do diabo. Isso faz com que, para além de necessitarmos de perdão dos nosso pecados também necessitemos da Graça de Deus e do Espírito Santo para nos conduzir a cada dia de forma a que não caiemos em tentação.

Tantas formas existem que são utilizadas pelo inimigo das nossas almas para nos fazer mal. Por isso necessitamos de que o Pai Celeste nos livre de todas as formas do mal. O nosso Senhor Jesus recomenda-nos que peçamos a Deus proteção no versículo a seguir: “e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]. Mt 6:13.

Quando percebemos que Deus preocupa-se tanto connosco como com as pessoas a nossa volta, acabamos também de preocupar-nos com as necessidades do outros e interceder pelos os que estão a nossa volta. A nossa necessidade não se resume ao que precisamos para o dia a dia, mas engloba também de uma solução diária para a nossa natureza pecaminosa, e para as armadilhas do nosso inimigo. Por isso precisamos diariamente do perdão de Deus, da sua Graça para não nos deixar-nos influenciar por tentações, e também precisamos que Deus nos livre do mal.

sábado, 23 de dezembro de 2017

A prática da fé pelo cidadão do reino

O nosso Senhor Jesus ensinou aos seus discípulos no sermão da montanha que a religiosidade na fé cristã é vivida de forma muito particular. Tudo o que o cristão faz como expressão da sua fé, como por exemplo orar, dar as suas ofertas deve ter como motivação exclusiva honrar e louvar a Deus Pai e não a procura de aplausos ou reconhecimento dos homens.

Desde de criança que o homem é ensinado a fazer coisas para buscar o reconhecimento dos seus pais e depois de outras pessoas a sua volta. Contudo, na fé cristã essa atitude é totalmente reprovável, porque o foco da adoração deve ser sempre Deus. Vemos isso no versículo seguinte: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles, doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai Celeste.” Mt 6:1.

Muitas pessoas, inclusive muitos religiosos na época de Jesus, praticavam muitos atos religiosos e gostavam de serem reconhecidos pelas pessoas como homens muito devotos a Deus e muito caridosos. Por isso faziam tudo para serem vistos pelas pessoas e para serem aplaudidos. A motivação desses religiosos estava errada. Eles não oravam, e davam os dízimos por amor a Deus mas por amor ao destaque social que iriam ter com as suas atitudes religiosas.

Vemos isso nos versículos a seguir: “Praticam, porém todas as sua obras com o fim de serem vistos pelos homens; pois alargam os seus filatérios e alongam as suas franjas. Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens.” Mt 23: 5-7.

Quando fizermos alguma boa obra, e se quisermos ser recompensados pelo Pai Celeste, devemos fazê-lo discretamente, sem esperar recompensa dos homens mas sim do Pai Celeste. “Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.” Mt 6:2.

A nossa descrição deve ser tal que a nossa mão esquerda não deve saber o que faz a nossa mão direita. Isto para que a nossa obra apenas fique do nosso conhecimento e de Deus. Deus que vê tudo o que fazemos nos recompensará pelas nossas boas obras. O nosso Mestre diz-nos isso a seguir: “Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” Mt 6:3-4.

Quanto as orações, Jesus nos ensina que devemos buscar apenas sermos ouvidos pelo Pai Celeste e não procurar que as outras pessoas nos vejam a orar e que nos achem religiosos. Jesus aconselha-nos a procurar orar num quarto com a porta fechada, pois Deus que está em secreto nos ouvirá e os recompensará. Naturalmente que o nosso Mestre não condena a oração em grupo pelas Igrejas pois os seus discípulos após a sua morte e ressurreição, perseveravam juntos em oração e na meditação da Palavra e foram grandemente cheios do poder do Espírito Santo.

Nos versículos seguintes vemos os conselhos do nosso Mestre: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” Mt 6:5-6.

Deus avalia o que fazemos exteriormente e também as motivações das nossas atitudes. Deus agrada-se de um coração que o ama e procura agrada-lo. As motivações das boas obras feitas por nós determina se Deus Pai irá ou não recompensar-nos. Devemos ter isso em consideração quando pensarmos em fazer alguma coisa relacionada com a nossa fé e pedir ao Espírito Santo que purifique o nosso coração e nos ajude a fazer tudo por amor ao Pai.

quarta-feira, 1 de março de 2017

A dura prova de José

No Antigo Testamento vemos que José é uma das personagens mais íntegras de toda a Bíblia e ao longo de toda a sua vida foi aquele que mostrou sempre dar total importância a vontade de Deus e nunca deixou de lado os seus princípios mesmo em situações em que a maioria dos homens provavelmente não teriam conseguido.

 
Uma das grandes provas da integridade de José, foi o constante apelo da mulher de Potífar para que ele se deitasse com ela. Isto porque a mulher de Potífar pôs os seus olhos nele e desejou-o; e provavelmente, como mulher do seu senhor, devia ser uma das mulher mais bem cuidadas, mais bonitas que José conhecia. Provavelmente a maioria dos homens teria achada o convite aliciante, mas José achou que seria uma grande maldade, um pecado contra Deus.
 

Vemos isso no versículo a seguir: “Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher do seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele porém recusou e disse a mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em sua casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como pois cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” Gn 39: 7-9
 

No livro de Gênesis vemos que a mulher de Potífar foi insistente, dia após dia ela fazia-lhe o mesmo convite, e José respondia da mesma forma. Portanto, a tentação de José era diaria; mas e ele soube lidar diariamente coma tentação sem deixar-se influenciar.

 
Assim, José nunca deu ouvidos a nenhuma das suas propostas como vemos a seguir: “Falando ela José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela, sucedeu que, certo dia, veio ele a casa, para atender aos negócios; e ninguém dos da casa se achava presente. Então ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.” Gn 39:10-12.

 
O despeito da mulher de Potífar fez com que ela, vendo as veste dele nas suas mãos, o acusasse perante o marido de tentativa de abuso sexual. O marido ouvindo-a enfureceu-se e o entregou na prisão e José ali ficou. José foi preso mas não pecou contra Deus, e provavelmente isso acalentava o coração de José e o próprio Deus abençoou-o enquanto esteve na prisão, e o carcereiro foi benigno para com ele e deixou nas suas mãos todos os presos da prisão.

 
Observando a atitude integra de José vemos que ele soube vigiar e guardar o seu coração de alguma ideia que o levasse ao pecado. Isso é muito importante para que qualquer pessoa possa vencer a tentação, pois é do coração que procedem todas as nossas atitudes tanto as boas como as pecaminosas.

 
O nosso Senhor Jesus avisa-nos que devemos vigiar e orar para não cairmos em tentação, como vemos no versículo a seguir: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mt 26:41. Se vigiar-mos os nossos pensamentos, e não deixarmos nenhuma ideia contrária a Palavra de Deus ficar na nossa mente, nem criar raízes, prevenimos qualquer atitude maligna e pecaminosa, que fosse possível termos, perante a situação de tentação.

 
Vigiar, é estar atento, desperto, alerta a qualquer coisa que possa levar ao pecado. Por isso para evitar cair em tentação é necessário vigiar, estar atentos aos nossos pensamentos, e situações que nos rodeiam, para que não possamos fazer algo contrário a Palavra de Deus e assim, cairmos em tentação.

 
Em resumo, devemos viagiar o que pensamos levando todos os pensamentos cativos á obediência a Deus; devemos vigiar tudo o que vemos pois as sugestões dadas pela televisão, filmes entre outras coisas podem levar-nos ao pecado; devemos vigiar o que falamos, pois as nossas palavras devem ser palavras edificantes, e não uma forma de propagar malícia e maus pensamentos; devemos vigiar o que ouvimos, pois a nossa mente deve ficar ocupada com bons pensamentos coisas boas e agradáveis e Deus; devemos vigiar as nossas atitudes pois aquilo que fazemos pode proporcionar uma hipótese para que o inimigo nos tente a fazer coisas que vão contra a Palavra de Deus.

sábado, 27 de agosto de 2016

Todo aquele que o Pai me dá


Na Bíblia Sagrada vemos que é o Pai Celeste quem envia seguidores ao nosso Senhor Jesus. Independentemente do estado em que o homem chega aos pés do nosso Mestre, ele é sempre bem recebido. O nosso Senhor Jesus nunca rejeita aqueles que vêm até Ele, quer estejam magoados, feridos ou sujos pelo pecado.

O nosso Senhor Jesus diz-nos no evangelho segundo S. João que todo aquele que o Pai lhe dá, esse virá a Ele, e que o nosso Mestre de modo nenhum as lançará fora. Podemos ver isso no versículo seguinte: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.” Jo 6:37.
 
Por isso devemos rogar a Pai Celeste pela salvação da humanidade, para que vidas sejam enviadas aos Senhor Jesus, e recebam Dele a Salvação. Para além de orarmos ao Pai pedindo a salvação daqueles que não conhecem o Senhor Jesus, devemos também pedir ao Pai que se faça a sua vontade, não só na terra como no céu.
 
O nosso Senhor Jesus ensinou-se a orar ao Pai Celeste como vemos pela oração do Pai nosso, pedindo que o nome do Pai seja santificado e para que a sua vontade seja feita no céu e na terra. A vontade do Pai é que vidas sejam salvas da condenação eterna, através do sacrifício vicário do Senhor Jesus.
 
É também a vontade do Pai Celeste que os cristãos, depois de aceitarem a Jesus Cristo, como Senhor e Salvador das suas vidas, tenham uma vida livre do pecado. Por outras Palavras o Pai Celeste deseja que sigamos os passos do Senhor Jesus e que não pratiquem mais os pecados que dantes faziam parte das suas vidas.
 
O apóstolo Pedro diz-nos na sua primeira epístola, que o Pai Celeste deseja que os homens, depois de aceitar a Jesus Cristo, não vivam mais de acordo com as paixões da carne, como as dissoluções, invejas, entre outras coisas, mas segundo tudo aquilo que o nosso Senhor Jesus nos ensinou.
Podemos ver isso no versículo seguinte: “para que no tempo que vos resta na carne, já nãos vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias.” 1Pe4: 2-3.
 
O Pai Celeste também deseja tem comunhão com cada um de nós; e que nos relacionemos com Ele um filho relaciona-se com o seu Pai. Para termos comunhão com o Pai temos de nos purificar do pecado e de toda a mentalidade mundana. Temos uma forma de nos comunicarmos com o Pai Celeste, e que devemos usar, que é a oração. Assim estaremos a seguir o exemplo do Senhor Jesus que estava sempre em oração ao Pai Celeste.
 
Anteriormente, a humanidade encontrava-se condenada a estar separada de Deus Pai por causa do pecado; e por isso o nosso Pai Celeste deu o seu Filho amado, o nosso Senhor Jesus, para que através da sua morte e ressurreição, pudéssemos ter a vida eterna. O nosso Senhor Jesus entregou-se por nós de livre e espontânea vontade e morreu na Cruz do Calvário e ressuscitou ao terceiro dia.
 
O nosso Senhor Jesus é por isso o nosso exemplo de obediência ao Pai Celeste porque Ele veio a terra não para fazer a sua vontade mas sim, a vontade do Pai Celeste, e entregou-se em nosso lugar na Cruz do Calvário. Podemos ver isso no versículo seguinte: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou; (…) De fato, a vontade de meu Pai é que todo aquele que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” Jo 6: 38,40.
 
O Pai ama-nos de forma incalculável e está sempre de braços abertos para nos receber como um Pai a um filho. Temos o caminho aberto para o relacionamento com o Pai Celeste aberto, porque o nosso Senhor Jesus morreu por nós e hoje vive intercedendo por nós perante o Pai Celeste. Não precisamos de ter receios e podemos assim dirigir-nos ao Pai diariamente em oração e desfrutar o seu amor.

domingo, 21 de agosto de 2016

A disciplina do cristão


Na Bíblia o cristão é comparado a um atleta que corre num estádio com objetivo de ganhar a medalha da competição. Ser um atleta envolve uma disciplina, uma preparação diária rigorosa nos treinos e um cuidado rigoroso com tudo o que possa influenciar o desempenho físico, como a alimentação e o descanso. Essa disciplina constitui normas e regras que o levam ao sucesso.

Vemos a comparação do cristão com um atleta no seguinte versículo da epístola do apóstolo Paulo: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos na verdade, correm mas só um leva o prémio? Correi de tal forma que o alcanceis.” 1Co 9:24. Vemos então, que como os atletas, os cristãos só ganham a coroa da vida eterna se correrem a sua carreira de forma adequada, ou seja, se prepararem-se espiritualmente  e se tiverem uma vida disciplinada em todos os aspetos: na alimentação, no descanso e nos treinos.

A alimentação espiritual do cristão está relacionado com a leitura da Palavra de Deus, porque é ela que possibilita o cristão crescer espiritualmente e viver da forma que agrada ao Pai Celestial. A Palavra de Deus dá a direção para a vida do cristão, porque nos diz a vontade de Deus para as nossas vidas.

Da mesma forma que a alimentação física do atleta é rigorosa, e não pode conter coisas que façam mal a sua saúde, a alimentação espiritual do cristão deve ser cuidadosa. Isto porque se o cristão alimentar os seus pensamentos com ideias contrárias a Palavras de Deus, propagadas em filmes séries e publicidades, o cristão acabará por pensar e agir de forma contrária a vontade de Deus.

Tudo o que possa influenciar a mente do cristão, como filmes e series com violência, sexo e linguagem obscena devem ser evitados. O cristão deve regular a sua alimentação espiritual, ou seja, tudo o que lê em livros, sites e revistas ou vê na televisão e cinemas de forma a sua mente não ser influenciada negativamente.

Sobre isso o apóstolo Paulo diz: “Todo o atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós porém a incorruptível.” 1Co 9:25. Os cristão devem controlar e dominar a sua carne com as suas concupiscências para que possam seguir a disciplina cristã. Isto porque o mundo nos apresenta hipóteses de formas de conviver com os outros, de utilizar o nosso tempo, entre outras coisas, que não ajudam a edificar a vida cristã.

Um edifício ao ser construído sofre um aumento no seu tamanho porque o construtor ao edificar a sua construção usa coisas que vão fazer o edifício crescer, como os tijolos por exemplo. Da mesma forma, a vida cristã tem de ser edificada, construída com critério de forma a que possa resultar em crescimento da nossa espiritualidade. Isto porque apesar de tudo nos ser lícito, nem todas as coisas edificam a nossa vida, ou seja, nem todas as coisas nos fazem crescer espiritualmente.

O descanso também deve ter um lugar na vida cristã. Isto porque somos homens e o nosso corpo e alma precisam de descanso para nos recuperarmos física e emocionalmente. O nosso Pai Celeste depois de formar a terra e tudo o que nela há, no sétimo dia descansou. Devemos seguir o exemplo do Pai celeste e separar um tempo para descansar.

O treino da vida cristã consiste em todas as ações em que o cristão coloca em prática a Palavra de Deus: a oração ao Pai Celeste; a perseverança no estuda da Palavra de Deus, na oração e no partir do pão com os irmãos da fé; a prática de boas obras às pessoas que estão a nossa volta.

A oração é fundamental para a vida cristã, pois permite ao cristão falar com Deus e expor as suas necessidades físicas e espirituais, bem como a sua necessidade de orientação. Através da oração os cristãos podem também exercitar o amor ao próximo intercedendo a Deus pelos que necessitam de ajuda física e espiritual, bem como, pelas autoridades do seu país e por todas as situações, inclusive as relacionadas com a vida da Igreja.

A vida cristã, portanto, possui uma disciplina, um conjunto de regras e normas que permitem ao cristão, ser bem sucedido e alcançar sua coroa. Esta disciplina é composta por: estudo e meditação na Palavra de Deus; a prática da Palavra de Deus, e pelo descanso. A prática da Palavra de Deus é feita através de perseverança, na oração, no estudo da Palavra e no partir do pão com os irmãos da fé e através de boas obras em favor do nosso próximo. Ao aplicarmos essas regras corremos diariamente rumo a pátria celeste.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

A perseverança produz experiências maravilhosas

A perseverança é muito importante na vida do cristão, pois é através da perseverança que ele se mantém firme nos mandamentos do Senhor Jesus e na prática das boas obras que o Senhor Jesus preparou para que andássemos nelas. Contudo, a perseverança só é necessária quando alguma coisa se opões a nós e tenta fazer-nos desistir das boas obras que o Senhor Jesus mandou que fizéssemos ou dos seus mandamento; por outras palavras a perseverança só é necessária em situações de tribulação como nos diz o apóstolo Paulo na epístola aos romanos.
 
Apesar de as situações difíceis,  que tentam nos desanimar, não serem agradáveis de ser vividas, são essas situações ou tribulações que nos levam a perseverar e a mostram se de fato temos fé na Palavra do Senhor; e mostram se de fato amamos ao nosso Mestre. A perseverança é também algo que molda o nosso carater e faz também alegrar o coração de Deus. Quando estamos em situações difíceis e retrocedemos na prática das boas obras que o Senhor nos recomendou ou nos seus mandamentos, o coração do nosso Deus não se alegra connosco. Por isso na tribulação a fé é posta a prova e o cristão é obrigado a olhar apenas para Deus e para as suas promessas.
 
Para além disso, é na perseverança que o cristão vive experiência sobrenaturais com o Senhor ou seja, é na perseverança que o cristão é revestido da paz que excede todo o entendimento; é na perseverança que o cristão é revestido com alegria que vem do Espírito Santo e é capacitado com o Espírito Santo para testemunhar do nosso Senhor Jesus; é na perseverança que o cristão experimenta a provisão de Deus, e também vitórias concedidas pelo Senhor entre outras coisas.
 
A vivência de tribulações e a necessidade de perseverar nas boas obras leva ao cristão a focar o seu olhar no Senhor, pois é o Senhor que  o irá recompensar no seu reino celestial. Isso leva a uma maior esperança no Senhor,  nas suas recompensas e nas coroas que Ele nos prometeu. Quando mais o cristão vive tribulações, maior necessidade tem de perseverar e por isso, vive mais experiências com Deus que reforçam a sua fé, e o seu conhecimento de quem é Deus e de tudo o que Ele é capaz de fazer. Esse conhecimento de Deus leva a que o cristão tenha maior esperança em Deus, nas suas promessas e no seu reino.
 
Os apóstolos enquanto aguardavam a promessa do derramamento do Espírito Santo tiveram de perseverar juntos na oração. Os cristão eram perseguidos e os apóstolos não sabiam  quando iria se cumprir a promessa do derramamento do Espírito Santo e por isso tiveram de perseveram perante a impaciência, a dúvida e a ameaça de serem perseguidos. Na perseverança dos apóstolos, eles tiveram a maravilhosa experiência de serem revestidos e batizados com o Espírito Santo. E isso certamente reforçou a fé dos apóstolos e permitiu que depositassem mais esperança no Senhor Jesus.
 
Para além de terem perseverando em oração e de terem visto o batismo com o Espírito Santo, os apóstolos perseveraram quando foram ameaçados pelos principais sacerdotes da cidade, preferindo continuar a testemunhar do Senhor Jesus do que proteger as próprias vidas. Por tencionarem perseverar na vontade do Senhor Jesus, os apóstolos clamaram ao Senhor pedindo ousadia e em resposta viveram uma experiência extraordinária: sentiram uma grande tremor no local em que estavam e todos ficaram cheios do Espírito Santo, como resposta a oração deles.
 
Podemos ver esse acontecimento no versículo seguinte:" Uma vez soltos, procuraram os irmãos e lhes contaram quantas coisas lhe haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos. Ouvindo isso, unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há; que disseste por intermédio do Espírito Santo, por boca de Davi, nosso pai, teu servo: porque se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? (...) agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com a toda a intrepidez a tua palavra; (...) Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus." At 4: 23-25, 29, 31.
 
Por perseverarem os apóstolos ficaram cheios do Espírito Santo, e capacitados para testemunhar o nome do Senhor Jesus, com toda a ousadia, mesmo perante ameaças dos principais sacerdotes e anciãos. Para além de terem tido a experiência de ficarem cheios do Espírito Santo os apóstolos viram o Espírito Santo a agir através deles operando curas,  sinais e prodígios. Com tão grandes experiências, a esperança no Senhor Jesus e no seu reino ficou cada vez maior, a ponto de não se importarem com as suas vidas.
 
Por tudo isso, a apóstolo Paulo diz-nos que nós para além de nos gloriarmos  na esperança da glória de Deus, também devemos nos gloriar nas tribulações, porque são as tribulações que nos levam a perseverar; e para além, disso, ao perseverarmos vivemos experiências com Deus e adquirimos conhecimento sobre Ele que nos levam a ter mais esperança em Deus. Essa esperança não nos confunde perante as situações do mundo porque o amor de Deus está derramado em nossos corações.
 
Podemos ver as palavras do apóstolo Paulo no versículo seguinte: "E não somente isto, mas nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.  Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado." Rm 5:3-5.
 
Em suma, as situações que tentam levar os cristãos a esmorecer no amor e nas boas obras, que o Senhor Jesus nos mandou praticar, são muitas; por isso é necessária a perseverança.  Existem muitos benefícios da perseverança na vida cristã: quando os cristãos perseveram na oração veem o poder e revestimento do Espírito Santo a descer nas suas vidas e a operação de milagres e prodígios. Quando os cristãos perseveram nas boas obras que o Senhor preparou para que andássemos nelas, veem-se ficar ricos nos céus.  Quando os cristãos perseveram na obediência dos mandamentos do Senhor, veem a sua comunhão com Deus a aumentar. Quando os cristãos perseveram no amor e na comunhão uns com os outros a Igreja fortalece-se em amor e dá bom testemunho ao mundo, que acaba por ficar atraído pelo reino celestial.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Comunhão com Deus

O homem, depois da sua queda no Jardim do Éden, ficou afastado de Deus devido ao pecado. O nosso Senhor Jesus Cristo, entregou-se na Cruz do Calvário para a remissão dos pecados do homem. Por isso, o nosso Senhor Jesus, possibilitou que o homem se reconciliasse com Deus e abriu caminho para que todo aquele que deseja tiver comunhão com Deus. 
 
Comunhão com Deus significa um caracter comum com Deus. Por outras palavras, significa uniformidade de ideias e de opiniões. Depois da conversão, o cristão pode cultivar diariamente a comunhão com Deus. Isto implica que o cristão abandone progressivamente a mentalidade do mundo e consequentemente a mentalidade do reino das trevas e adquira a mentalidade cristã. 
 
Em relação a necessidade do cristão de renovar a sua mentalidade o apóstolo Paulo escreve na sua epístola aos Romanos o seguinte: "E não vos conformeis com este século, mas transformais-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Rm 12:2.
 
A mentalidade do reino das trevas é contrária a Deus e cultiva a satisfação dos desejos do homem como objetivo de vida, sem a orientação de Deus. A mentalidade cristã adquire-se a medida que aprendemos a vontade de Jesus Cristo para as nossas vidas, através da meditação na Palavra de Deus, oração e obediência a Palavra. 
 
O nosso Senhor Jesus Cristo deixou-nos orientações sobre a forma que deveríamos viver de maneira a agrada-lo. A medida que o cristão aprende sobre a vontade de Deus e põe em prática esses ensinamentos  vai adquirindo o caracter de Jesus Cristo. A medida que o caracter do cristão se assemelha ao de Jesus Cristo a comunhão com Deus aumenta.
 
Isto porque a comunhão implica um caracter comum e também uniformidade de ideias e opiniões. Para que haja uniformidade de ideias com o nosso Senhor Jesus Cristo é necessário saber o que o nosso Senhor pensa sobre determinados assuntos e pensar da mesma forma.  
 
Na vida cristã é determinante a forma como o nosso Senhor Jesus vê o relacionamento entre os homens. O nosso Mestre não concorda com a inveja, com a maledicência, com a vingança, com a soberba, com a lascívia, nem com indiferença perante os sofrimentos do próximo. Antes pelo contrário o nosso Senhor Jesus deseja que sejamos humildes uns para com os outros, perdoadores, bondosos, mansos, ajudadores do próximo que se encontra em dificuldades. 
 
No evangelho segundo Mateus podemos ver as seguintes palavras de Jesus Cristo: "Eu porém, vos digo: amai os vosso inimigos e orai pelos que vos perseguem; Mt 5:44. No capítulo seis do mesmo evangelho vemos: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas) tampouco vosso Pai celeste vos perdoará as vossas ofensas. (…) mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde nem a traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;"  Mt 6:14-15, 20. 
 
Em relação ao nosso relacionamento com Deus, o nosso Senhor deseja que coloquemos o nosso relacionamento com Deus em primeiro lugar das nossas vidas. Vemos isso no seguinte versículo: "Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento." Mt 22:37.  
 
O nosso Deus quer ter um relacionamento íntimo e de amizade connosco. Para isso, devemos reconhecer diariamente, nas nossas atitudes, a nossa dependência de Deus e do seu Santo Espírito e conduzir-nos em obediência a sua Palavra. A medida que crescemos na obediência aos mandamentos de Jesus Cristo, crescemos também no nosso amor a Ele. 
 
O nosso Senhor diz-nos através do evangelho segundo São João que aquele que o ama guarda os seus mandamentos. "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele." Jo 14: 21. Ao aplicarmos os mandamentos do Senhor Jesus no nosso dia a dia vamos também nos afastando das trevas que existiam na nossa vida antes da conversão. Quando mais nos aproximamos da Luz mais aumenta a nossa comunhão com Deus. 
 
Isto porque o nosso Deus é Santo e Nele não existe trevas nenhumas. Se quisermos ter uniformidade de ideias com o nosso Senhor Jesus temos de deixar as trevas e pensar da mesma forma como o nosso Senhor nos ensina a pensar. Na segunda carta aos coríntios o apóstolo Paulo diz-nos: "(…) porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?(…)" 2Co 6:14-16.  
 
Assim, quanto mais nós praticarmos atos de justiça, e seguirmos os mandamentos de Jesus Cristo mais aumenta a nossa comunhão não só com o Senhor Jesus Cristo, mas como também com o Espírito Santo. Somos templo do Espírito Santo, que é totalmente santo; e por isso quanto mais andarmos na luz, mais aumentamos também a comunhão com o Espírito Santo. É o Espírito santo quem nos revela a Palavra do nosso Mestre e quem nos capacita a seguir a Jesus Cristo e por isso devemos manter a comunhão com o Espírito Santo.