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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O justo viverá pela fé


O movimento da Reforma começou quando um monge, de nome Martinho Lutero descobriu que o homem para alcançar a vida eterna e para se apresentar a Deus como justo, apenas precisava de ter fé em Jesus Cristo. Esta verdade transformou a vida deste monge, e incentivou-o a contestar a forma como era comprada a salvação na época, através das indulgências.

O apóstolo Paulo explica ao longo das suas cartas aos Romanos, Gálatas e Efésios que a salvação oferecida por Deus, pela sua Graça, podia ser alcançada, por qualquer homem, apenas pela fé. Num dos versículos das mesmas cartas, como vemos a seguir, vemos que o Evangelho, possui o poder de salvar a qualquer homem, tanto os judeus como os gentios.

É no evangelho que é revelado a forma como Deus justificou os pecados dos homens através do sacrifício de Jesus Cristo. Para tomarmos posse dessa justificação apenas precisamos de crer no Evangelho. “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” Rm 1:16-17.

A vida eterna só é alcançada pela fé no Senhor Jesus e no seu sacrifício por nós. A justificação que Deus nos concede é gratuita, não precisamos de comprar, como defendiam na época de Martinho Lutero. Qualquer homem, de qualquer lugar do mundo, sendo pobre ou rico, pode ter os seus pecados justificados pelo sangue de Jesus. Deus, nos ama de tal forma que escolheu o seu próprio Filho para pagar o preço dos nossos pecados.

No versículo a seguir, vemos o que o apóstolo Paulo diz sobre isso ainda na carta aos romanos: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;” Rm 3:24-25.

O homem sendo intrinsecamente pecador não merecia o favor de Deus, mas Deus é Amor e Ele nos ama apesar de nós não merecermos. Deus, manifestou a sua Graça, e deu-nos uma forma de termos acesso ao perdão dos nossos pecados e a salvação. Nada que o homem pudesse fazer iria apagar os seus pecados e torna-lo justo perante Deus. As boas obras não podem salvar o homem, apesar de se serem uma forma de louvor a Deus e de amar ao próximo.

O apóstolo Paulo sublinha este este facto na sua epístola aos Efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Ef 2:8-9. É importante todos os cristãos lembrarem-se disso para não se gloriarem das boas obras que fazem e para não julgarem que são merecedores da salvação que receberam.

Não há nenhum homem que merecesse a salvação e estar eternamente com Deus. É Deus pela sua Graça quem nos concede essa grande bênção. Por isso, devemos ser humildes, perante Deus e perante os homens, porque não somos melhores do que aqueles que não foram alcançados pela salvação. Para além disso, aquilo que os cristãos fazem de bom apenas o fazem pela Graça de Deus que nos capacita com o seu Espírito Santo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Servos da justiça


O Pai Celeste por sua infinita misericórdia faz-nos passar por uma transformação de homens naturais para homens espirituais através do sangue purificador de Jesus Cristo. Pela imensa Graça somos perdoados dos nossos pecados e a nossa alma é purificada progressivamente. O nosso velho homem, com as suas inclinações naturais para a maldade, inveja, vingança, ira e contenda, é morto graças a morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus.


Assim, da mesma forma que o nosso Senhor Jesus foi crucificado, o nosso velho homem foi crucificado, e assim temos uma nova natureza espiritual. “ Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos em novidade de vida.” Rm 6:4.


Essa nova vida é permitida pela nova natureza em nós trazida pelo Espírito Santo, quando somos revificados. Assim, como nos diz o apóstolo Paulo no versículo seguinte, já estamos mortos para o pecado, mas estamos vivos para Deus e para fazer a sua vontade. “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.” Rm 6:11.


O Senhor da nossa vida passa a ser o Senhor Jesus e por isso devemos obediência exclusiva a Ele e aos seus mandamentos. O pecado não pode reinar mais na nossa vida, controlando os nossos desejos e emoções. No nosso coração já não pode haver mais espaço para o ódio, para a ira, para o desejo de vingança; nem a nossa boca pode ser usada para dizer alguma coisa que possa não abençoar aqueles que nos ouvem.


Como nos diz o apóstolo Paulo no versículo seguinte, devemos rejeitar a influencia do velho homem e do pecado nos nossos corações e atitudes. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vosso membros, a Deus, como instrumentos de justiça.” Rm 6:12-13.


A cada dia devemos oferecer-nos ao Pai Celeste para que Ele possa utilizar-nos como instrumentos de justiça, para abençoar o nosso próximo, para mostrar o amor que Jesus Cristo tem pelo pecador. Já não somos aqueles que amaldiçoam, que condenam, mas sim, aqueles que estendem as mãos para amparar e que mostram o perdão que há em Cristo Jesus.


Devemos também ser gratos a Deus, e não nos acharmos melhores do que os outros que não foram alcançados pela Graça, porque a nossa salvação e as nossas boas obras não são mérito nosso mas sim, do Espírito Santo que está em nós. A apóstolo Paulo refere  que as suas boas obras e tudo em que se tornara, devia-se a Graça de Deus. “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que eles; todavia, não eu, mas graça de Deus comigo.” 1Co 15:10.


Toda as manifestações de bondade, de amor que existem em nós vêm do Espírito Santo e do Senhor Jesus que nos libertou das correntes que nos aprisionavam ao pecado. Em nós não há poder nenhum para fazer o bem. “Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.” Rm 6: 17-18.


Assim, outrora eramos escravos do pecado, e vivíamos para obedecer cegamente os seus impulsos de ódio, contenda, vingança e outras coias. Mas hoje, pela Graça de Deus somos servos de Jesus Cristo, e vivemos para amar a Deus e ao nosso próximo. Apesar de não merecermos, Ele nos libertou no pecado, nos justificou com o seu sangue e transformou-nos em servos de justiça.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A letra mata


Deus sempre desejou ter uma relação de amizade íntima com o homem e esse propósito mostrou-se desde a criação do homem no jardim do Éden. Devido a queda do homem e do pecado, Deus para ter comunhão com o povo de Israel estabeleceu uma aliança, um pacto no qual o homem necessitava de cumprir certas leis para estar diante de Deus e ter relacionamento com o Pai Celeste.


A primeira aliança que Deus fez, foi no Monte Sinai, onde escreveu os Dez Mandamentos e o povo de Israel aceitou cumprir a lei de Moisés, e andar nos preceitos do Senhor. Contudo, o povo de Israel rapidamente desviou-se da lei de Moisés e passou a adorar deuses estranhos e a fazer tudo o que Deus condenava.


Por isso, repetidas vezes Deus avisou que faria uma nova aliança com o povo de Israel, e que em vez de escrever as suas lei numa tábua de pedra, as escreveria no próprio coração dos seus servos, como vemos nos versículos seguintes: “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor.” Jr 31:31-32.


Essa promessa foi cumprida com a vinda do Senhor Jesus a terra, e com a sua morte e ressurreição. Nesta aliança, os cristãos já não são justificados pelos seus pecados através da obediência à lei de Moisés, mas sim pelo sangue vicário do Senhor Jesus, como nos diz o apóstolo Paulo nos versículos seguintes: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma a pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne o pecado.” Rm 8:3-4.


O homem tem demonstrado uma natureza pecadora, e mesmo tentando, não consegue ser totalmente isento do pecado. Por isso, nenhum homem, exceto o Senhor Jesus conseguiu viver na terra sem cometer pecado. A lei de Moisés portanto, consistia numa prova contra o homem, pois dizia tudo o que ele deveria fazer, mas não conseguia. 


A lei apesar de boa, acabava por condenar o homem a morte eterna, pois se algum homem cumprisse toda a lei, mas faltasse nalgum ponto, tornava-se arguido da lei e por isso seria condenado. Por este motivo o apóstolo Paulo diz-nos na sua segunda carta aos coríntios que a letra, ou seja a lei de Moisés, mata, condena o homem a morte, pois ele não consegue viver sem pecar.


Contudo, a boa nova, é que o Espírito vivifica o homem, morto nos seus pecados, dando-lhe a vida eterna. O Espírito Santo, só vivifica os homens, desde que o Senhor Jesus morreu e ressuscitou e assim consumou a nova aliança, que nos justifica perante o Pai Celeste. Isto porque, segundo a lei todos os que pecassem deveriam ser condenados a morte, ao afastamento eterno de Deus. Mas Jesus levou sobre si a condenação pelos pecados de toda humanidade.


Da mesma forma como Jesus Cristo morreu e ressuscitou, cada cristão ressuscitou para a vida eterna junto do Deus Pai. A letra, condena-nos a morte eterna, mas o Espírito de Deus, enviado depois do derramamento do sangue de Jesus Cristo vivifica-nos como podemos a seguir: “E por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; (…) o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não de letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” 2Co 3:4,6.


Essa aliança foi confirmada não pela letra de Deus escrita em tábuas de pedra, como em Sinai, mas através do próprio Espírito Santo que passou a habitar em cada cristão depois da ascensão do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, como vemos nos seguintes versículos atos dos apóstolos: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra. Ditas estas palavras, foi Jesus elevado aos alturas, a vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos.” At 1:8-9.


A nova aliança é a solução para a humanidade pecadora, pois agora qualquer um independentemente dos seus pecados, pode ser justificado perante Deus, através do sangue do nosso Senhor Jesus Cristo. Já não é necessário, a lei de Moisés para justificar o homem, pois hoje estamos eternamente justificados pelo sangue do nosso Redentor Jesus Cristo que hoje está assentado a destra do Pai Celeste.