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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Limpos de coração

O nosso Senhor Jesus ao derramar o seu sangue pela humanidade na cruz do Calvário, permitiu que todos os que cressem Nele pudessem ter acesso ao céu. Depois de aceitarmos a Jesus como Senhor e Salvador passamos a ser também do Pai Celeste, pois fomos comprados para Deus através do sangue de Jesus Cristo. Depois de fazermos parte do Reino de Deus a pureza de coração tem de ser cultivada para que possamos nos achegar cada vez mais a Deus.

No Reino de Deus a felicidade passa a ser consequência de coisas diferentes daquelas que nos davam felicidade quando estávamos fora do Reino de Deus. O nosso Mestre diz-nos que são felizes aqueles que são limpos de coração. “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.” Mt 5:8

Muita coisa do mundo e da nossa velha natureza podem sujar o nosso coração, e é necessário que o cristão limpe o seu coração das coisas da velha natureza que antes dominavam os seus pensamentos. “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e avareza, que é idolatria; (…) Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.” Cl 3: 5,8

Enquanto estivermos na terra, Deus Pai deseja transformar progressivamente a nossa vida, para alcançar-mos semelhança com o seu Filho Amado. Uma das característica de Deus e do seu Filho é a sua Pureza, que é uma consequência da sua Santidade. Deus através do seu Santo Espírito e da sua Palavra deseja limpar o nosso coração e transformar-nos a imagem do Senhor Jesus. “e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.” Cl 3:10

Quanto mais puros de coração formos mais podemos conhecer a Deus e agradá-Lo. Um dos requisitos para conhecermos a Deus é haver temor no coração. Quando se teme a Deus, nos afastamos do pecado e de tudo o que lhe possa desagradar. “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.” Pv 1:7 Como a fuga de atos que possam desagradar a Deus contribui para a pureza do coração, o temor a Deus também contribui para que tenhamos um coração puro.

Todos aqueles que ouvem a Palavra de Deus têm a responsabilidade de a porem em prática pois caso contrário, podem cair na mera religiosidade. O apóstolo Tiago admoesta-nos sobre isso nos versículos a seguir: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque se alguém, é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; (…) Mas, aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.” Tg 1:22-23,25

A purificação da alma pode ser obtida através da prática da Palavra de Deus. O Espírito Santo diz-nos isso através do seguinte versículo da primeira epístola de Pedro. “Tendo purificado a vossa alma, pela obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” 1Pe 1:22

Ler a Palavra de Deus e pratica-la é uma forma de buscar o conhecimento de Deus e ajuda-nos a sermos puros e irrepreensíveis para Deus. Por outro lado, preparar-nos para a vinda do nosso Senhor Jesus. O apóstolo Paulo refere isso nos versículos seguintes: “ E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.” Fp 1:9-11

A pureza de coração é assim importante para podermos caminhar de forma agradável a Deus, e pode ser alcançada através da prática da Palavra de Deus e também deixando de lado os maus sentimentos como a ira, o ódio, a inveja, entre outras coisas. A pureza de coração ajuda-nos a ser irrepreensíveis para Deus e a estarmos preparados para a vinda do Senhor Jesus.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A importância do ser

Deus através das Sagradas Escrituras ensina-nos o que devemos fazer para agrada-Lo. Os dez mandamentos são, por exemplo, coisas que devemos fazer para amarmos a Deus e ao nosso próximo. Contudo, o Espírito Santo diz-nos através do Novo Testamento que Deus Pai tem como objetivo principal, não apenas fazer-nos obedecer aos seus mandamentos, mas transformar o nosso ser à imagem do Filho de Deus, o Senhor Jesus.

Deus revelou-se ao mundo através do seu Filho, o Senhor Jesus; e pudemos ver que o seu Filho tem um carácter amoroso, manso e humilde. Apesar de ser Filho de Deus, autor e consumador da criação, Ele fez-se igual a sua criatura e viveu na terra como homem humilde, e morreu pelos nossos pecados na cruz do Calvário. O apóstolo Paulo fala-nos isso a seguir: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Fp 2:5-8

Como Pai, Deus deseja que os seus filhos sejam iguais a si, e por conseguinte iguais ao seu Filho Amado, pois Ele é a expressão exata do seu ser como podemos ver no versículo a seguir: “Havendo Deus, outrora, falado, de muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,” Hb 1:1-3.

Como Deus tem como alvo a nossa vida eterna na sua presença, o que Ele deseja fazer ao longo da nossa vida é transformar o nosso carácter até a máxima semelhança possível com o seu Filho Amado, o Senhor Jesus. Isso para constituirmos um reino de filhos semelhantes a Jesus Cristo e por conseguinte com um coração que agrade a Deus Pai. Na epístola de Paulo aos Romanos vemos que os cristãos foram predestinados a serem como o Filho de Deus, para que o nosso Senhor Jesus fosse o primogénito entre muitos irmãos. “Porquanto aos que de antemão conheceu, também predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos.” Rm 8:29.

Para que possamos desenvolveu o carácter de Jesus Cristo, Deus colocou em nós o seu Espírito que deseja moldar diariamente o nosso carácter. A transformação que o Espírito Santo provoca no carácter do cristão é chamado também de Fruto do Espírito. Esse fruto, é um conjunto de características que cooperam entre si para que em todas as situações possamos ser e agir conforme o exemplo do Filho de Deus. Essas características são as que pudemos ver no versículo seguinte: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gl 5:22-23.

Essa transformação de carácter é possível se deixarmos que o Espírito Santo molde a nossa vida. Se dermos ouvidos a sua voz, e formos obedientes a Palavra de Deus, o Espírito Santo vai transformando o nosso carácter; mas se não cooperarmos com o Espírito Santo e não dermos liberdade à Ele no nosso coração Ele não poderá transformar o nosso carácter. O desenvolvimento de um carácter cristão é da escolha diária do cristão, a medida que ele vai sendo confrontado com as diversas situações do dia a dia. O Espírito Santo é manso e suave e não nos obriga a darmos-lhe ouvidos.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Soli Deo Glória

Em 1517 ocorreu a reforma protestante, onde um frade, de nome Martinho Lutero demonstrou 95 teses que contestavam a tradição católica da altura. Desta reforma, observou-se um retorno aos princípios cristãos da Igreja Primitiva e formam estabelecidos os princípios teológicos do protestantismo que podem ser resumidos em cinco “solas”.


Um dos “solas” fala da necessidade de os cristãos buscarem apenas a glória de Deus em vez de procurarem a glória pessoal ou de devotarem glória a outros. Hoje, passados 500 anos, há a necessidade de os homens buscarem apenas a glória de Deus. Esta necessidade verifica-se tanto nas igrejas protestantes como em todas as outras denominações cristãs.


Deus não divide a sua glória com ninguém, e espera que os cristãos vivam para Lhe dar glória, da mesma forma como Jesus viveu para dar gloria a Deus Pai, glorificando-O em todas as suas atitudes. Como glorificar podemos entender a pratica de atitudes que estejam de acordo com os ensinos de Deus, muitas vezes colocando em segundo lugar a própria opinião.

Jesus Cristo, apesar de ser Filho de Deus, veio a terra como homem, e por isso enfrentou dificuldades e temores próprios dos homens, que têm dificuldade em suportar sofrimentos. Jesus Cristo, enquanto esteve no jardim do Getsemani, pediu ao Pai que se possível desviasse dele cálice o de sofrimento que se aproximava. Mas Jesus referiu, que o principal era que se fizesse a vontade do Pai Celeste e não a sua.

Vemos isso no versículo a seguir: “Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.” Lc 22: 41-42. Os homens, muitas vezes preferem fazer a vontade da sua carne, e do mundo ao invés de fazer a vontade de Deus. Muitos cristãos inclusive, têm dificuldade de assumir com as suas atitudes que Jesus é o seu Senhor e que portanto é Jesus quem decide, e quem dirige as suas vidas.

Tem havido uma perda da centralidade de Jesus na vida dos cristão e tornou-se comum, para muitos pensamentos como: “o que eu quero”, “o que eu preciso”, “o que eu gosto”. Isto reflete-se inclusive nas orações dos cristãos, que veem a Deus como uma fonte de resposta para as suas necessidades ao invés de verem a Deus como o Senhor das suas vidas, que lhes diz “o que devem querer”, “o que devem gostar” e “o que devem fazer”.

As pessoas muitas vezes vivem para a sua própria glória e para buscar os aplausos dos homens. Devemos buscar o reconhecimento pelas nossas atitudes em Deus e não nos homens como nos alerta o apostolo Paulo no versículo seguinte: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Deus.” Gl 2:10. O Espírito Santo diz-nos que quando procuramos agradar aos homens em vez de Deus, estamos a deixar o nosso papel de servos.

Inclusive, muitos líderes e pregadores religiosos, correm atrás da fama, do reconhecimento e dos aplausos das pessoas. Isto porque esquecem-se que o único que deve ser glorificado é Deus. Ao mesmo tempo esquecem que quem nos deve dar o reconhecimento que precisamos é Deus. Devemos imitar o Senhor Jesus que fugia dos aplausos dos homens e buscava o reconhecimento de Deus Pai a ponto de Deus dar-lhe reconhecimento com sua própria voz perante os discípulos, como vemos a seguir: “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em que me comprazo; a ele ouvi” Mt 17:5.

Deus reconheceu e elogiou a Jesus publicamente porque Jesus honrava a Deus através da sua obediência. No versículo a seguir vemos as palavras de Jesus sobre a sua necessidade de obedecer a Deus Pai: “Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” Jo 4:34.

Devemos, da mesma forma que Jesus Cristo, colocar a vontade do pai Celeste em primeiro lugar, independentemente do que gostaríamos de fazer. Por outro lado devemos fugir da mentalidade do mundo que ensina que o sucesso alcança-se quando se consegue fama e aplausos da pessoas. Devemos buscar o reconhecimento de Deus, vivendo para ele e obedecendo-o.

sexta-feira, 3 de março de 2017

A mente e a maturidade cristã


A maturidade cristã tem como modelo o próprio Senhor Jesus, pois o nosso Mestre viveu entre nós como homem e desenvolveu-se a nível físico, mental, social e espiritual. Da mesma forma a maturidade cristã pode ser vista em quatro planos: o plano físico, mental, social e espiritual. O objetivo da vida cristã em termos de maturidade é atingir a maturidade nestas quatros áreas da vida.


No livro de Lucas vemos a referência do desenvolvimento de Jesus Cristo: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.” Lc 2: 52. Como maturidade podemos entender o estado de plenitude do desenvolvimento, que se atinge quando se está completamente crescido.


Por esse mesmo motivo, a plenitude do desenvolvimento, apenas pode ser encontrada em Jesus Cristo. Os cristãos, a medida que vivem a sua fé em Cristo, crescem em direção a estatura de Cristo, e devem ter como objetivo aproximarem-se o máximo possível da plenitude de Jesus Cristo.


Da mesma forma, o apóstolo Paulo fala-nos em Efésios, como vemos a seguir, que Deus constituiu diferentes funções na Igreja para que todos cheguem a unidade da fé, a perfeita varonilidade, à medida da estatura, da plenitude de Cristo. “Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vista ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” Ef 4: 11-13.


Uma das áreas mais importantes da maturidade, e que deve ser buscada com empenho, é a maturidade mental. Isto porque é da mente de onde partem todas as atitudes do homem. Se o que estiver na mente não for bom, as atitudes ficam corrompidas. O nosso Senhor Jesus diz-nos que todas as coisas más vêm do coração, ou da mente. “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfémia, a soberba, a loucura.” Mc 7:21-22.


Por isso não podemos deixar coisas más permanecerem no nosso pensamento, pois, se não, abrimos as portas para o pecado na nossa vida. O apóstolo Paulo diz-nos na sua segunda epístola aos coríntios que a nossa forma de lutar contra o pecado e contra o inimigo da nossa alma, é vigiando a nossa mente, e destruindo todas as ideias que não proveem de Deus, e levando todo o pensamento contrário a Palavra de Deus cativo, em direção a nossa obediência a Palavra de Deus.


Vemos as palavras do apóstolo Paulo no versículo seguinte: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo,” 2 Co 10:4-5.

 
Para além de não devermos deixar entrar maus pensamentos na nossa mente, devemos encher a nossa mente com a Palavra de Deus e com coisas boas, justas, edificantes, que nos levem a fazer coisas com boa fama. Este foi o conselho do apóstolo Paulo aos Filipenses, como vemos seguir: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há, e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Fp 4:8.
 

O nosso Senhor, enquanto esteve na terra demostrou ser Santo, totalmente puro, e que Nele não havia malícia, apenas bondade, benignidade, misericórdia e justiça. Devemos a cada dia lutar para sermos semelhantes ao nosso Mestre e para termos uma mente pura, com bons pensamentos, cheios de benignidade, bondade, misericórdia e justiça.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O compromisso na Santa Ceia


A Santa ceia é uma cerimónia, uma ordenança, instituída pelo Senhor Jesus antes de ser crucificado. O Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos que tomassem esta ceia como simbolismo de tudo o que iria fazer na cruz do Calvário, dando a sua carne e o seu sangue por amor da humanidade.
 
Esta ceia simboliza portanto, a apropriação não só dos benefícios da crucificação mas como também simboliza a aceitação da vontade do Senhor Jesus, a proclamação que o Senhor Jesus deu a sua vida pelos nossos pecados e que por isso temos uma nova vida, com o benéfico de podermos ter comunhão com Deus Pai e a vida eterna. Portanto, a santa ceia é um testemunho de Jesus Cristo e uma confissão pública de que a nossa esperança está no Senhor Jesus e na vida eterna que Ele nos dá.

A Santa Ceia é também uma cerimónia que celebra a comunhão entre a cabeça da Igreja, que é o Senhor Jesus, e o corpo que são aqueles que aceitaram o sacrifício vicário de Jesus Cristo. A comunhão entre os cristãos e a cabeça da Igreja, que é o nosso Mestre implica uma concordância entre os ensinamentos de Jesus Cristo e a vivência em obediência dos mesmos.

A comunhão com Jesus Cristo requer também dos cristãos um compromisso com Ele, com os seus valores e com a sua Palavra. Este compromisso requer portanto que a pessoa decida seguir a Jesus Cristo durante toda a sua vida, mesmo perante dificuldades. Geralmente, este compromisso com o Senhor Jesus, é realizado ou assumido durante o batismo dos cristãos.

A Santa ceia é portanto, um anuncio público de que a nossa esperança está em Jesus Cristo e que cremos que Ele voltará para buscar a Igreja, como nos diz o apóstolo Paulo nos seguintes versículos da primeira carta aos coríntios: “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.”1Co 11:26.

Pela necessidade de discernimento do corpo de Cristo, e sobretudo o discernimento da vontade da Cabeça, que é Jesus Cristo, para a vida dos cristãos, é necessário que os cristãos antes de tomar a Santa Ceia estejam comprometidos com o Senhor Jesus e em segui-lo a cada dia. Caso contrário o verdadeiro simbolismo da Santa Ceia, e o testemunho de que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados, para termos uma nova vida livre do pecado torna-se incoerente.

O discernimento do corpo de Cristo, e dos ensinamentos da Cabeça que é Cristo, traduz-se numa persistência diária em seguir o nosso Senhor Jesus Cristo. Caso não haja discernimento sobre o corpo de Cristo, o cristão come e bebe juízo para si como vemos a seguir. "pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.” 1Co 11:29. Por isso é aconselhável que o cristão esteja de fato comprometido com o Senhor Jesus antes de tomar a Santa Ceia.

Para além da vida eterna, uma das maiores alegrias do cristão é poder viver uma nova vida, estando já mortos para o pecado, e vivos para andar nas obras de justiça ensinadas pelo Senhor Jesus. Podemos ver o fato de que com a morte de Cristo estarmos mortos para os pecados no versículo seguinte: “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.” 1Pe 2:24. Por isso a santa ceia é uma celebração de grande alegria.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Prosperidade segundo Deus


Normalmente, no findar de um ano deseja-se aos amigos um ano novo cheio de prosperidade, alegria e paz entre outras coisas. Contudo, nos dias que correm o conceito de prosperidade tem estado relacionado apenas com o aumento de bens matérias. A palavra de Deus mostra-nos um conceito mais abrangente de prosperidade.
A Bíblia relata que a prosperidade não se refere apenas ao crescimento financeiro do cristão, mas também na capacidade de viver obedecendo a Palavra de Deus. Uma vida cristã é também próspera quando os objetivos traçados são alcançados sem abandonar a integridade.
Por este motivo o grau de prosperidade na vida cristã não é medida apenas pelo grau de abundância de bens matérias ou de privilégios que se usufrui, mas também pela preservação da fé e pela obediência a Deus. Por este motivo no Antigo Testamento José é um exemplo de um homem bem-sucedido, ou seja, prospero.
José foi um homem de sucesso não só por ter-se tornado no governador do Egito mas também por ter guardado a sua fé em cada situação de crise por que passou. Quando jovem, José foi vendido pelos irmãos como escravo e mais tarde foi preso, mas em todo o seu percurso não perdeu a sua fé e muito menos a sua integridade.
Apesar de ser escravo, José mante-se fiel a Deus ,e Deus o prosperava em tudo quanto fazia. O seu sucesso espiritual, refletia-se na sua prosperidade material. Ao longo do seu trabalho como mordomo, Deus era com ele em tudo quanto fazia e abençoava a casa de Potifar por amor a ele. “Vendo Potifar que o Senhor era com ele e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos, logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha.” Gn 39:3-4.
Quando José foi abordado pela mulher de Potífar, que o convidou a deitar-se com ele, José colocou a sua integridade em primeiro lugar, temeu a Deus e preferiu fugir da mulher de Putifar a deitar-se com ela. A Bíblia relata nos seguintes versículos a postura de José perante a proposta da mulher de Potifar: “Ele, porém, recusou e disse à mulher de seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como ,pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus. “Gn 39: 8-9.
 
Neste momento da vida deJosé a sua prosperidade pode-se ver pela sua integridade, pelo seu temor e obediência a Deus. Apesar da sua atitude íntegra não lhe ter trazido imediatamente sucesso material, José continuou sendo um homem espiritualmente próspero e a prosperidade material surgiu mais tarde com as consequência da sua rejeição a mulher de Potifar.

A mulher de Potífar por vingança acusou José de tentativa de abuso e Potífar furioso o entregou a prisão. Durante o tempo em que esteve preso José pode contactar com outras personalidade que mais tarde fizeram que ele fosse apresentado a Faraó como podemos ver no livro de Gênesis.
O Faraó do Egito tivera um sonho que o impressionou extremamente e que o levou a procurar quem pudesse decifrar o sonho. Um dos homens que José conheceu na prisão falou de José ao faraó e este mandou chamar José a sua presença (Gn 41:14-36). Como José auxiliado por Deus pode decifrar o sonho do Faraó e dar-lhe conselhos sensatos sobre a prevenção de uma seca, José foi constituído administrador sobre o Egito. “Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este em quem há o Espírito de Deus?” Gn 41:38.
Como podemos ver na vida de José, na vida cristã a prosperidade não se alcança apenas quando se obtém sucesso e crescimento de bens materiais mas também quando se vive as crises da vida e ultrapassa-se obstáculos, mantendo a integridade, temendo a Deus e mantendo a obediência a Palavra de Deus. Sem dúvida que um ano próspero é o melhor que se pode desejar para o ano novo que se aproxima e é também o que Deus deseja para nós.