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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Acrescentou às suas maldades

Deus é um Deus de Amor que reprova a maldade e a injustiça. Ao longo dos séculos Deus tem comunicado a sua vontade aos homens através dos seus profetas e por fim através do seu Filho Amado Jesus Cristo. Depois da ascensão de Jesus, Deus enviou o seu Espírito Santo para que conduzisse os que criam no Senhor Jesus e conduziu a escritura dos Escrituras Sagradas.

Apesar de Deus comunicar-se com o homem muitas vezes, existem dúvidas sobre a real vontade de Deus para a humanidade, quanto ao seu comportamento e aos relacionamentos na terra. Séculos antes da vinda do Senhor Jesus Cristo, Deus mostrou que se sentia enfadado com o fato de as pessoas acharem que Deus aprova o comportamento maldoso entre os homens; e que tanto aqueles que são justos como os que são ímpios têm a mesma bênção do Senhor .

Vemos as Palavras do nosso Deus no versículo seguinte: “Enfadais o Senhor com as vossas palavras e ainda dizeis: Em que o enfadamos? Nisto, que pensais: Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do Senhor, e desses é que ele se agrada; ou: Onde está o Deus do juízo?” Ml 3:17. Deus está atento aos pensamentos dos homens e não se agrada quando as pessoas duvidam dos seus critérios de santidade.

Para além disso Deus está atento a vida daqueles que lhe são fieis e que obedecem a sua Palavra e tem um memorial com os seus nomes; na Pátria Celestial todos aqueles que foram fiéis a Deus serão recompensados e gozarão das bênçãos que Deus tem para eles.

A seguir vemos que Deus sente-se ofendido quando duvidamos da justiça de Deus.” As vossas palavras foram duras para mim, diz o Senhor; mas vós dizeis: Que temos falado contra ti? Vós dizeis: Inútil é servir a Deus; que nos aproveitou termos cuidado em guardar os seus preceitos e andar de luto diante do Senhor dos Exércitos? Ora, pois nós reputamos por felizes os soberbos; também os que cometem impiedade prosperaram, sim, eles tentam ao Senhor e escapam. Então, os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros; o Senhor atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que se lembram do seu nome.” Ml 3:13-16.

A Bíblia diz-nos várias vezes que Deus abomina a maldade e muitas pessoas foram avisadas em vida acerca dos seus pecados. Uma delas foi Herodes Antipas, de quem Jesus preveniu que os seus discípulos deveriam guardar-se do seu fermento. “Preveniu-os Jesus dizendo: Vede, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.” Mc 8:15.

O nosso Mestre preveniu acerca do fermento de Herodes Antipas por causa da forma como Herodes Antipas praticava maldades sem nenhum temor a Deus. Herodes Antipas matou a João Batista. Isto aconteceu no dia do aniversário de Herodes Antipas, onde Herodes Antipas ofereceu-se para dar tudo o que Salomé quisesse, depois de uma dança que esta lhe dedicou.

Em resposta a sua oferta, Salomé, depois de consultar a sua mãe pediu a cabeça de João Batista. Vemos isso a seguir: “E, chegando um dia favorável, em que Herodes no seu aniversário natalício dera um banquete aos seus dignitários, aos oficiais militares e aos principais da Galileia, entrou a filha de Herodias e, dançando, agradou a Herodes e aos seus convivas. Então, disse o rei à jovem: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. E jurou-lhe: Se me pedires mesmo que seja a metade o meu reino, eu ta darei. Saindo ela, perguntou a sua mãe: Que pedirei? Esta respondeu: a cabeça de João Batista.” Jo 6:21-24

João Batista foi uma das pessoas que foram utilizadas na história da Bíblia para advertir homens acerca dos suas maldades. João Batista avisou a Herodes Antipas, que não era lícitos ele manter o relacionamento com Herodias, a atual esposa dele. Isto porque Herodias era mulher de Filipe, irmão de Herodes Antipas, e ele a seduziu e casou-se com ela. “Porque o mesmo Herodes, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe (porquanto Herodes se casara com ela), mandara prender a João e atá-lo no cárcere. Pois João lhe dizia: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão. E Herodias o odiava, querendo mata-lo, e não podia.” Mc 6:17-19.

Herodes para além de ter sido traiçoeiro com o seu irmão foi insensível a voz de Deus, e cruel, pois mandou prender a João. O nosso Senhor Jesus, referiu-se de Herodes Antipas como uma “raposa” como vemos a seguir, que é o símbolo da traição: “Naquela mesma hora, alguns fariseus vieram para dizer-lhe: Retira-te e vai e daqui, porque Herodes quer matar-te. Ele, porém, lhes respondeu: Ide dizer a essa raposa que, hoje e amanhã, expulso demônios e curo enfermos e, no terceiro dia, terminarei.” Lc 13:31-32.

Deus abomina a maldade, e a injustiça e quando um homem peca mas se arrepende da sua maldade, Deus aceita-o; mas quando peca e não se arrepende, e ainda comete mais maldades, Deus desagrada-se totalmente desse homem. Através da Bíblia, o Espírito Santo diz-nos que Herodes Antipas, para além das maldades que cometeu, ainda fez uma muito grave a de mandar prender a João Batista homem profeta de Deus, que foi usado para avisa-lo dos seus pecados.

Vemos isso a seguir: “mas Herodes, o tetrarca, sendo repreendido por ele, por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por todas as maldades que o mesmo Herodes havia feito, acrescentou ainda sobre todas a de lançar João no cárcere.” Lc 3:19-20. Se Deus se desagradou da maldade de Herodes Antipas de mandar prender a João Batista, quando mais desagradado terá ficado, com a forma como Herodes mandou assassinar a João Batista.

Devemos estar atentos a tudo o que se passa a nossa volta e desviar-nos de tudo o que nos possa levar a cometer maldades contra os outros, porque Deus e o seu Espírito Santo reprovam completamente toda a maldade. Uma forma de o fazer, para além de vigiar o nosso coração, é procurar amar a todos os que estão a nossa volta como nos ensinou o nosso Mestre, o Senhor Jesus.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Prudência

A prudência é algo que Deus nos ensina a praticar, no nosso dia a dia, em todas as nossas atitudes. A prudência é a capacidade de analisar os vários fatos a nossa volta, avaliar as possíveis consequências e tomar a atitude mais correta de acordo com os ensinos de Deus.

O sábio do livro de Eclesiastes ensina-nos que como não sabemos as coisas que podem acontecer amanhã, o mais prudente para o cristão é repartir o que tiver nas mãos com os outros. “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Reparte com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá a terra.” Ec 11:1-3.

Há uma lógica para Deus, ensinada pelo nosso Mestre Jesus, que é contrária aos ensinos do mundo. Essa lógica diz-nos que quando partilhamos com os outros o que temos ficamos mais ricos para Deus e vice-versa. Por isso o nosso Mestre aconselhou-nos a não andarmos ansiosos em acumular riquezas para nós próprios, mas pelo contrário a pedir ao Pai Celeste o pão de cada dia e a partilharmos o que temos com os outros.“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde os ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;” Mt 6: 19-20.

O facto de abençoarmos a vida de outras pessoas com os nossos recursos faz-nos ficar mais ricos para Deus. O nosso Senhor Jesus aconselha-nos por isso, a utilizar os nossos recursos para suprir as necessidades dos outros, pois Deus se agradará de nós e assim acumularemos tesouros nos céus. “Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome,” Lc 12:33-34.

Deus ensina-nos a trabalharmos pelo pão de cada dia, mas aconselha-nos a não vivermos para ajuntar tesouros na terra. O nosso objetivo de vida não deve por isso, ser para ajuntarmos riquezas para nós mesmos. Nos versículos seguintes da oração do Pai nosso, vemos o nosso Senhor Jesus salientando a nossa necessidade de ajuda do Pai para termos o pão nosso de cada dia.“Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; o pão nosso cotidiao dá-nos de dia em dia;” Lc 11: 2-3.

O apóstolo Paulo também diz-nos que é necessário trabalhar, na sua epístola aos efésios; e que cada cristão deve trabalhar para ter com o que repartir com o próximo. “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.” Ef 4:28.

Para além de mostrar prudência, quando partilhamos o que temos com os outros em necessidade também estamos a obedecer ao mandamento do nosso Senhor Jesus e a amar ao nosso próximo. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Jo 13:34-35.

O apóstolo Tiago admoestava-nos a praticar a nossa fé através de obras concretas. “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode acaso, semelhante fé salva-lo? Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” Tg 2:14-16.

A nossa fé manifesta-se também em atitudes práticas de obediência aos mandamentos do Mestre; neste caso, o amor que o irmão deve demostrar para com o outro que está em necessidade é partilhando o que tem de forma a minimizar as suas necessidades. Isto, porque a fé é também sinónimo de fidelidade a pessoa de Jesus e aos seus mandamentos. Quando alguém diz que tem fé em Jesus, diz que acredita que Ele é seu Senhor, Salvador e seu Mestre e por isso, que segue os mandamentos do nosso Mestre. Por isso, é necessário haver concordância entre as nossas atitudes e a nossa afirmação de que cremos e seguimos o nosso Senhor Jesus.

terça-feira, 1 de maio de 2018

A parábola do rico insensato

A Bíblia e a história da humanidade mostram-nos que e em todas as épocas tem havido uma tendência para acreditar que a felicidade é conseguida através das riquezas. Jesus Cristo, é a imagem do Pai Celeste, e enquanto esteve na terra demonstrou de várias formas que as riquezas não consistem no melhor bem que o homem pode possuir.

Em certa ocasião Jesus ensinou a multidão que o seguia, que nem a vida de uma homem nem o seu sucesso são traduzidos pela quantidade de bens que possui. Este ensino foi feito foram porque um homem recebeu uma herança e não quis repartir a mesma com o seu irmão. O irmão que sentiu-se prejudicado pediu a Jesus ajuda para que Jesus dissesse ao irmão que lhe desse a parte da herança que teria direito.

Nos versículos a seguir vemos a descrição da situação: “Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou repartidor entre vós? Lc 12:13-14.

O irmão que não quis repartir a herança mostrou avareza. Amou de tal forma aquilo que tinha herdado que não queria deixar-se convencer por ninguém a dar ao seu irmão uma parte da herança. Esse seu gesto mostrou que dava grande importância as riquezas e que que colocava nelas a sua esperança de felicidade. Jesus vendo essa situação recomendou: “Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que possui.” Lc 12:15

Tem existido sempre a tendência de acreditar que quanto mais se possui mais feliz se será na terra. Esse pensamento leva não só a cobiça como também a avareza. Por um lado, as pessoas cobiçam aquilo que os outros possuem pensando que se tivessem o mesmo seriam felizes. Por outro lado, outras pessoas não querem compartilhar aquilo que têm porque acham que se partilharem serão menos felizes.

Para explicar a insignificância para Deus, da quantidade de bens que um homem pode possuir, Jesus contou a parábola do rico insensato. Esta parábola pode ser lida nos versículos a seguir: “E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstituí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então direi a minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” Lc 12: 16-20.

Deus não avalia as pessoas pela quantidade de bens que elas possuem mas sim pelos seus corações. O homem rico da parábola demonstrou avareza; demonstrou amar as riquezas e colocar nelas a sua esperança de felicidade. O amor ao dinheiro impediu-o de amar as pessoas a sua volta e fez dele um homem pobre para Deus. A pobreza de um homem para Deus é quando alguém possui recursos mas não partilha o que tem com os outros e só se preocupa consigo.

Para além de outras coisas, se uma pessoa é avarenta não tem lugar no céu. O amor ao dinheiro é uma desobediência aos mandamentos de Deus; entre outras coisas é uma forma de idolatria. Por isso é uma insensatez para um homem preocupar-se em ajuntar riquezas e não preocupar-se com o destino da sua alma. Por isso Jesus nos diz: “Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.”Lc 12: 21.

A vida eterna é o mais importante na vida do homem. O que pode valer a um homem ter o mundo inteiro mas não ter a vida eterna? Deus ensina-nos a pedir-Lhe e a trabalhar para o pão de cada dia. Deus ensina-nos a não nos preocupar-nos em acumular riquezas mas a buscar o que precisamos para cada dia. A preocupação em acumular de riquezas faz com que o homem ame os bens que possui e que deixe-se de preocupar com Deus e com o seu próximo. Por isso devemos ouvir ao nosso Mestre e fugir de toda e qualquer cobiça ou avareza.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A dissolução

A dissolução nos relacionamentos é definida como o rompimento de uma ligação que existiam entre uma ou mais pessoas. Esse ato traduz uma quebra da relação de harmonia ou amizade e consequentemente a separação de pessoas. A dissolução é algo condenado por Jesus Cristo e um resultado da carnalidade nas pessoas cristãs.

A dissolução é um ato que tem origem em pensamentos no coração do homem. O nosso Senhor Jesus ensina-nos que é do coração do homem que nascem atitudes más, como vemos no versículo a seguir: “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfémia, a soberba, a loucura.” Mc 7:21-22.

A dissolução muitas vezes é acompanhada de atitudes que demonstram hostilidade, como o sobrolho franzido, uma cara irada ou como nos diz a Bíblia o ato de endurecer a cerviz. A cerviz é a parte posterior do pescoço ou nuca; e o endurecimento da cerviz demonstra orgulho, soberba e independência. Quando endurecemos a cerviz não somos capazes de ser humildes, de dar ouvidos aos outros, nem de mostrar que precisamos dos outros.

O endurecimento da cerviz é uma atitude que traz a ruína como nos diz o versículo seguinte do livro de Provérbios: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.” Pv 29:1 Quando temos essa atitude para com Deus é muito negativo, porque deixamos de ouvir as recomendações de Deus para a nossa vida e teimamos naquilo que é mau para nós.

Quando temos essa atitude para com as pessoas a nossa volta, demonstramos falta de mansidão. Essa característica, a mansidão, é muito importante nos cristãos porque reflete o carácter do Senhor Jesus. Em Mateus vemos que Jesus Cristo se define como manso e humilde de coração e que o nosso Mestre deseja que aprendamos isso com Ele. Podemos ver as palavras de Jesus no versículo seguinte: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.” Mt 11.29.

A mansidão é a característica daquele que é brando, pacífico, moderado e de temperamento fácil. Quando um cristão é irancudo, ou seja, irrita-se facilmente, e é hostil com as pessoas a volta, está a deixar de lado a mansidão que Jesus deseja que tenhamos. A má cara para com as pessoas a volta é uma atitude que tem como objetivo afastar as pessoas de nós e impedir que se relacionem connosco.

Deus Pai, deseja que sejamos obedientes ao mandamento que o Senhor Jesus nos deixou e que nos amemos uns aos outros da mesma forma que Jesus nos amou. Como podermos amar os outros que somos hostis e demonstramos não querermos nada com o nosso próximo? No evangelho segundo João vemos o mandamento de Jesus: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34.

Para além de desejar que todos os discípulos do Senhor Jesus sejam mansos, o Espírito Santo recomenda através de Paulo que os bispos das igrejas, não sejam pessoas que se irritam facilmente ou irancudas; nem que sejam pessoas que demonstrem ira, e hostilidade no seu rosto. Podemos ver isso no versículo a seguir: “Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem irancudo,nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado a hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante,” Tt 1:7-8.

No dia a dia, muitas situações fazem com tenhamos vontade de fazer uma cara de ira, e de nos afastar dos outros ou por outras palavras muitas coisas tentam nos levar a ira.  Mas devemos deixar de lado a voz da nossa carne, e ser brandos e pacíficos. Devemos proceder assim, mesmo que estejamos em situações hostis, e que contrariem a nossa vontade. Isto porque o nosso Mestre deseja que deixemos de lado esses nossos impulsos carnais para seguirmos a sua mansidão e humildade.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Temos a mente de Cristo


Depois da conversão o homem tem o seu espírito vivificado pelo poder de Deus. Essa transformação é instantânea e é totalmente pela Graça de Deus. Contudo, para que o cristão possa ter a mente de Cristo ele precisa de passar por um processo de transformação na sua mente, substituindo a forma antiga de pensar por uma nova forma de acordo com a Palavra de Deus.

Nessa transformação, o cristão passa a ter um padrão de pensamento cada vez mais semelhante ao de Jesus Cristo e é cada vez mais guiado e controlado pelo Espírito Santo. As antigas concupiscências que existiam no tempo da sua ignorância deixam de o controlar e são deixadas de lado como recomenda o apóstolo Pedro a seguir: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância;” 1Pe 1:14

A forma de pensar que antes era totalmente resistente a Palavra de Deus, passa a deixar que a Palavra de Deus diga o que é certo e o que é errado. Como fortalezas que são derrubadas, os pensamentos contrários a Palavra de Deus, são eliminados e é deixada a luz da Palavra controlar os pensamentos. Como nos diz o apóstolo Paulo, esses pensamentos contrários a Palavra são levados cativos e a mente é dirigida a obediência a Cristo. “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo, “ 2Co 10:4-5.

Depois de a mente ser conformada com a Palavra de Deus e de o cristão ter um padrão de pensamento semelhante ao de Jesus Cristo, nas suas atitudes de amor, perdão, misericórdia e sobretudo de obediência incondicional ao Pai Celeste, podemos dizer como o apóstolo Paulo que temos a mente de Cristo. “Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós porém temos a mente de Cristo.” 1Co 2:16.

Para que se possa alcançar uma semelhança gradualmente maior com a forma de pensar do Mestre, o cristão tem de se tornar gradualmente mais espiritual. Isto implica ter maior discernimento espiritual, ou seja, a capacidade de distinguir aquilo que o pode aproximar de Deus, e aquilo que pode ferir a sua comunhão com Deus.

Por outras palavras discernimento espiritual é ter consciência de que existem dois reinos, um da luz e outro das trevas e distinguir situações, pessoas ou objetos que possam afastar do reino da luz e consequentemente dos planos de Deus para as nossas vidas. “Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.” 1Co 2:13.

Ter a mente de Cristo exige escolhas em favor do reino de Deus e um renegar constante da carne e das suas inclinações. Por outro lado, requer uma dependência cada vez maior do Espírito Santo, da sua orientação e capacitação. É deixar-se ser guiado pelo Espírito Santo para o cumprimento da vontade de Deus para as nossas vidas.