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quinta-feira, 9 de maio de 2019

O ministério da reconciliação com Deus

Deus criou o homem e deu-lhe capacidade mentais e físicas diferentes de todo a sua criação, fazendo com que o homem fosse a obra prima de Deus. Quando Deus criou a Adão, deu-lhes o privilégio de ter comunhão com Ele. Posteriormente, Deus criou a Eva para que Adão pudesse ter alguém com quem relacionar-se. Assim o homem poderia usufruir do Amor de Deus e ao mesmo tempo ter satisfeita a sua necessidade de relacionar-se com alguém semelhante e de ser amado.

Nos versículos seguintes vemos a criação do homem e depois da mulher: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.(...) Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idónea.(...) Então o Senhor fez caiar pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe.” Gn 2:7, 18,21-22.

Contudo, com a queda de Adão e Eva no pecado, a humanidade deixou de ter comunhão com Deus e Deus trouxe ao homem a possibilidade de tornar a ter comunhão com Ele através do sacrifício vicário do Senhor Jesus. Agora, o homem tem a possibilidade de ser amigo de Deus e de ter harmonia com o seu criador, fazendo o que Lhe é agradável. “e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.” Cl 1:19-20.

Hoje, Deus chama a humanidade para usufruir a comunhão com Ele que o seu Filho, Jesus Cristo nos proporciona, através do seu sangue. Vemos isso no versículo seguinte: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” 1 Co1:9 Deus deseja utilizar os seguidores de Jesus Cristo, para chamar à sua presença outros homens, que não conhecem a Deus.

Para que o homem pecador possa ser utilizado diariamente por Deus, é necessário, que ele seja transformado, que ele adquira uma carácter progressivamente semelhante ao do Senhor Jesus, o Filho de Deus. Sabemos que o nosso Mestre, o Senhor Jesus é o modelo do cristão no carácter e no seu amor e serviço à Deus, e que por isso o apóstolo Paulo aconselhava aos cristãos imitar àqueles que imitavam a Cristo: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” 1Co 11:1.

Depois de nascermos de novo, Deus deseja transformar-nos a semelhança do Senhor Jesus, para que tenhamos um carácter semelhante ao do seu Filho. Para além disso, Deus deseja também que busquemos na terra servir a Deus da mesma forma que o Senhor Jesus. Vemos no evangelho de João, que o Senhor Jesus vivia para fazer a vontade do Pai Celeste, ou por outras palavras, para fazer o que era agradável ao Pai Celeste e levar homens e mulheres à comunhão com Deus. “Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” Jo 4:34

Por isso ao seguir os passos do Senhor Jesus, o cristão precisa também de imitar o interesse do Mestre em levar vidas a relacionar-se com o nosso Deus. Esse interesse tem de ser diário, e refletindo-se num ministério de reconciliação dos homens com Deus, como nos diz os versículos a seguir: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” 2 Co 5:18-19.

O objetivo do desenvolvimento cristão é alcançar o máximo de semelhança de carácter com o nosso Mestre, o Senhor Jesus, e nesse processo de transformação Deus deseja usar-nos para atrair outras vidas para Ele, de forma a que o Reino de Deus vá-se se expandindo gradativamente por todos os continentes povos e nações.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Eu sou a luz do mundo


O nosso Mestre, o Senhor Jesus Cristo, convida a todos os que O conhecem a serem seus discípulos. Por outras palavras, Jesus deseja que sigamos os seus passos, e que da mesma forma como Ele foi, e continua a ser a luz do mundo, os cristãos, ao seguirmos os seus mandamentos, sejamos também a luz do mundo.


No evangelho de João, vemos as palavras do nosso Mestre sobre o facto de ser a luz do mundo: “De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” Jo 8:12. O nosso Mestre é a luz e convida os discípulos a seguirem-no a abandonarem os seus pensamentos, e emoções, e a seguirem a sua Palavra.


Podemos ver a seguir, a advertência de que aqueles que querem ser discípulos de Jesus devem negarem-se a si mesmos. “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” Lc 9:23. Um discípulo deve seguir ao Mestre, que é a Luz do mundo, e desta forma torna-se também a luz do mundo, como Jesus disse aos seus discípulos.


Vemos a afirmação de Jesus de que somos a luz do mundo a seguir: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte;” Mt 5:14. Assim, todos aqueles que seguem ao Senhor Jesus, que obedecem aos seus mandamentos são a luz do mundo. A luz tem uma grande importância, porque permite iluminar, aclarar de forma a que se possa caminhar sem ter acidentes.


A luz que é o Senhor Jesus permite distinguir o que é pecado e desagradável a Deus do que não é. A luz permite viver uma vida com os princípio do Reino de Deus e caminhar para o céu. Por isso, os cristãos ao viverem de acordo com a vontade de Deus são representantes do Reino Celestial e também uma luz para mundo que jaz no maligno. As pessoas que estão no mundo vivem para si mesmas preocupando-se com as coisas deste mundo e esquecem-se que há uma vida depois da morte física, que será eterna.


Os cristãos devem assemelhar-se ao Mestre e também aqueles que foram luz durante o seu tempo de vida. Um exemplo de alguém que vivia segundo a vontade de Deus e que por isso era uma luz é João Batista. O nosso Senhor Jesus chamou-o de lâmpada que ardia e iluminava como vemos a seguir: “Ele era a lâmpada que ardia e iluminava, e vós quisestes, por algum tempo, alegrar-vos com a sua luz.” Jo 5:35.


João Batista era um exemplo a seguir, pois era uma homem cheio do Espírito Santo, que iluminava as pessoas da sua época alertando-as que deveriam arrepender-se dos seus pecados e produzir frutos correspondentes a postura de alguém que se diz arrependido. Vemos isso a seguir: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.” Lc 3:8.


Um cristão quando se arrepende dos seus pecados e aceita o Senhor Jesus como Senhor e Salvador, deve deixar os valores egoístas do mundo, que cultiva a filosofia de que as pessoas devem viver para si mesmas e não para Deus e preocuparem-se em satisfazer as suas necessidades e desejos. O cristão deve assumir como seus, os princípios do Senhor Jesus, e viver para o Pai Celeste e para amar o próximo.


Por isso, quando um cristão vir que ao seu lado existe alguém que passa necessidade deve partilhar com essa pessoa, o que tem para minimizar as necessidades do outro. João Batista advertia as pessoas de que deveriam arrepender-se do seu egoísmo e partilhar com os outros aquilo que tivessem, como vemos no versículo a seguir: “Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo.” Lc 3:11.


O nosso Mestre é o nosso Exemplo principal, pois sendo Deus se fez homem e para além disso, viveu para obedecer ao pai Celeste e para amar ao próximo. O nosso Senhor Jesus foi de encontro as necessidades espirituais das pessoas, anunciando-lhes o Evangelho e ao mesmo tempo das necessidades físicas, pois curava os enfermos, ressuscitava mortos, e multiplicava alimentos para saciar a fome dos que iam ao seu encontro para ouvi-Lo. No fim no seu ministério o Senhor Jesus deu a sua vida na cruz do Calvário para salvação da humanidade.


Devemos ser como o nosso Mestre e viver para amar ao Pai Celeste e ao nosso próximo. Ao mesmo tempo devemos seguir os ensinos do nosso Senhor Jesus, para que possamos refletir os valores do reino de Deus através das nossas ação e das nossas palavras, para que aqueles que estão a nossa volta possam lembrar-se do que é certo para o nosso Pai Celeste, e caminhar para o céu.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sede meus imitadores


O apóstolo Paulo em várias cartas aconselhou as várias igrejas que fossem seus imitadores na sua fé e na sua vida para Deus. Hoje o apóstolo Paulo continua a ser uma referência para os cristãos pela forma como se entregou a Jesus Cristo e dedicou a sua vida inteiramente a propagação do evangelho.


No versículo a seguir vemos, o conselho de Paulo como pai da fé de muitos cristãos, perante a soberba de alguns cristãos da igreja de Corinto. “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.” 1Co 4:11. Paulo era um discípulo fiel de Cristo, e tinha como referência e modelo de comportamento o próprio Senhor Jesus, que era humilde e manso de coração.


A igreja de Corinto demonstrava pouca espiritualidade no seu comportamento uns com os outros; pois havia ciúmes e contendas entre eles. Eles gloriavam-se nos homens e na sabedoria que tinham a ponto de se ensoberbecerem um em detrimento do outro. Por isso, Paulo relembra-lhes do seu próprio modo de agir, da sua humildade no comportamento com os outros irmãos.


A Igreja de hoje, pode receber também a admoestação de Paulo, e procurar ser imitadora dele, pois ele demonstrou em vários aspetos ser um servo fiel de Deus, dedicado a Igreja de Cristo. Ele era um verdadeiro discípulo, reconhecido por aqueles que tinham andado com Jesus, como Pedro e Tiago, pois o próprio Senhor Jesus lhe aparecera e entregou-lhe o evangelho pessoalmente.


A primeira coisa que podemos salientar do comportamento de Paulo é que ele não fixava a sua atenção nas coisas materiais, que os olhos podem alcançar, mas sim para as coisas celestiais, aquelas que os nossos olhos não conseguem ver porque sabia que as coisas que se veem são temporárias, e as que não se veem são eternas. Vemos isso no versículo a seguir: “não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que não se veem; porque as que se veem são temporais, e as que não se veem são eternas.” 2Co 4: 18.


Paulo sabia que era muito melhor estar no céu do que estar vivo na terra, e considerava que enquanto estava vivo estava ausente do Senhor. Esse conhecimento fazia com que ele tivesse bom ânimo perante as dificuldades que passava, porque ele vivia para estar com Jesus e gozar das coisas celestes. Paulo diz-nos isso no versículo a seguir: “Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; visto que andamos por fé e não pelo que vemos.” 2Co 5:6-7.


Para além de ter bom ânimo, Paulo demonstrava ser um exemplo na pureza, na longanimidade, na bondade para com os outros, e no amor não fingido. Por isso ele recomendava-se a si próprio como podemos ler no versículo a seguir: “Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias(...) na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido.” 2Co 6:4,6. Essas qualidades devem ser cultivadas e buscadas em Deus pelos cristãos de hoje também.


O nosso Mestre, o Senhor Jesus era o dono da vida de Paulo e ele vivia para Deus e esforçava-se para agradar ao Senhor Jesus. Paulo esforçava-se por conquistar todo o tipo de pessoas para Jesus Cristo. Ele não considerava as dores e os sofrimentos por que passava, porque o mais importante da sua vida era Jesus Cristo e o Evangelho.

No versículo a seguir vemos as palavras de Paulo sobre isso: “É por isso, que nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes para lhe sermos agradáveis.” 2Co 5: 9. Tudo o que fizesse por amor a Cristo, seria recompensado quando estivesse perante o tribunal de Cristo.
Paulo tinha a plena consciência de que Jesus Cristo tinha morrido por todos nós para que nós, os cristãos, já não vivêssemos para nós mesmos, mas sim para Jesus Cristo. É de grande importância termos a consciência que já não somos de nós mesmos, que agora somos de Jesus e que devemos viver para Ele, para fazer a sua vontade.
O egoísmo e a soberba, são totalmente condenáveis; os cristãos não podem pensar apenas em si mesmo, mas em Jesus Cristo e no próximo. Vemos isso no versículo a seguir: “Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” 2 Co 5:15.

Ao longo da sua caminhada cristã, Paulo esforçou-se para ser cooperador de Jesus Cristo. Paulo lutava a cada dia para proclamar o evangelho, e anunciar a salvação que há em Jesus Cristo, da mesma forma que o Mestre fez. Ele lutava para fazer crescer a Igreja de Cristo, fazendo viagens missionárias.

A Graça da Salvação e o dom da Presença do Espírito Santo na sua vida não foram recebidos em vão; Paulo esforçou-se para ser um servo diligente e trabalhar muito para o seu Senhor. Por isso ele disse o seguinte a igreja em Corinto: “E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus.” 2Co 6:1

Apesar de ser um pai da igreja e exemplo para outros cristãos, Paulo não considerava que já tinha alcançado a perfeição; mas prosseguia diariamente para conquistar a vida eterna que Jesus Cristo lhe ofereceu. “Não que eu já tenha já recebido ou já tenha obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.” Fp 3:12.

Paulo não fixava o seu olhar no passado, naquilo que tinha feito de bom ou mal. Pelo contrário, ele esquecia-se das coisas que ficavam para trás e avançava para as coisas que tinha diante de si e prosseguia para o alvo, para o prémio da vocação de Deus em Cristo Jesus como vemos a seguir: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Fp 3:13-14.
A Igreja de Cristo era o objeto da dedicação e amor do apóstolo Paulo. Ele cuidava exemplarmente do rebanho que lhe tinha sido confiado por Deus e mesmo ausente cuidava das ovelhas de Cristo, escrevendo cartas para exortar os cristãos a seguirem o modelo do Senhor Jesus, que ele próprio imitava. At 20: 20,27.

A vida de Paulo era totalmente dedicada a Deus e ele vivia para cumprir a sua carreira e o ministério que tinha recebido de Jesus Cristo para testemunhar o evangelho da graça. Vemos isso a seguir: “Em nada considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.” At 20: 24.
Devemos imitar a dedicação de Paulo a Deus e a sua Igreja, preservando para cumprir o ministério que recebemos do Senhor Jesus, sendo testemunhas do Evangelho da Graça.
É importante esforçarmos para desenvolvermos a humildade, a longanimidade, e o amor pelo próximo. Nas nossas mentes devem estar sempre a ideia de que a vida eterna e tudo o que Deus tem para nós é incomparável as coisas desta terra e por isso devemos ter bom ânimo nas aflições pois estaremos para sempre com o Senhor no céu.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Despojar-vos do velho homem

O Senhor Jesus quando se entregou na cruz do Calvário tinha como objetivo pagar o preço dos nossos pecados para que pudéssemos ter vida eterna. Contudo, o nosso Senhor Jesus não deseja apenas ser nosso Salvador, deseja também ser nosso Senhor, o nosso Mestre que nos ensina que caminhos devemos andar e que deseja ser o nosso exemplo de vida.

Aceitar a salvação oferecida pelo nosso Senhor Jesus requer apenas da nossa parte a fé. Mas aceitar Jesus como nosso Senhor requer aceitar a Palavra do Senhor Jesus e obedecê-la diariamente. A pratica diária dos mandamentos do Senhor Jesus requer que diariamente nos despojemos do velho homem que existe em nós.

O velho homem, é a parte da nossa alma, que ainda pensa e tem os mesmos desejos que havia na nossa vida antes de aceitarmos a Jesus como Senhor e Salvador. Por outras palavras, o velho homem é a parte da nós que pensa e age de forma contrária a Deus. Por isso devemos, como nos aconselha o apóstolo Paulo, despojar-nos, do velho homem, no nosso procedimento diário, e não praticar as obras que praticávamos na altura da nossa ignorância.


Para podermos despojar-nos do velho homem temos de renovar a nossa mente, substituindo conceitos de vida que nos levavam ao pecado, pela Palavra de Deus. Quando aceitamos e colocamos em prática os ensinamentos de Jesus estamos a renovar a nossa mente e a revestir-nos do novo homem que o Espírito Santo quer nos oferecer.


No versículo seguinte vemos as palavras do apóstolo Paulo: “no sentindo de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem se que corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.” Ef 4:22-24.


O velho homem é inclinado as concupiscências do engano, a pratica coisas que não agradam a Deus, como por exemplo, a inveja, o ódio, a vingança, a soberba, a contenda, etc. Ao longo das várias epístolas o apóstolo Paulo refere-se às obras da velha natureza, como as obras da carne, que nada mais do que as obras que não estão de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo, e são contrárias ao Espírito Santo.


Existe dois caminhos ou formas de proceder do homem que são totalmente contrárias: uma é o caminho da carne, que baseia-se nos conceitos de vida do velho homem; e a outra é o caminho do Espírito que baseia-se nos ensinamentos do Senhor Jesus e que são do agrado do Espírito Santo. A velha natureza, é por isso um obstáculo a santidade e a entrega da nossa vida nas mãos de Jesus Cristo, para que ele nos governe.


Todos os caminhos do Espírito são agradáveis a Deus e os seus resultados são vida eterna e paz com Deus. Os caminhos do velho homem, ou da nossa carne são caminhos opostos a vontade de Deus que demonstram rebeldia a vontade de Deus e por isso aqueles que andam segundo a sua velha natureza, ou segundo a sua carne, não podem agradar a Deus.


O apóstolo Paulo diz-nos na sua epístola aos Romanos que: "Porque o pendor da carne dá para a morte, mas do Espírito, para a vida e paz. Por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Rm 8:6-8. Devemos, por isso, lutar para sermos amigos de Deus e combater pelas mesmas coisas que Deus.


A velha natureza deve ser negada dia a dia, como recomenda Jesus Cristo á aqueles que desejam segui-Lo. Vemos os palavra de Jesus Cristo no versículo seguinte: “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.”Mt 16:24. Seguir os mandamentos de Jesus Cristo requer uma negação diária aos desejos da nossa velha natureza como a vingança, a inveja, o ódio, a contenda e certos prazeres apenas satisfazem a nossa carne.


Apesar de pela fé já estarmos mortos com Cristo, a nossa mente ainda tem muitas coisas que precisam de ser renovadas pela Palavra de Deus. A medida que caminhamos na vida somos aliciados a aprender hábitos de vida que não estão de acordo com a vontade de Deus. Por isso devemos não só trocar a velha mentalidade que aprendemos antes de nos convertermos como também lutar para ter uma mente pura, de acordo com a Palavra de Deus.