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sábado, 13 de agosto de 2016

Os machucados pela vida


O mundo muitas vezes deixa de lado aquele que está mais fraco ou magoado, porque não vê utilidade em pessoas nestas condições; mas Jesus Cristo não põe de lado aquele que está fraco, magoado pela vida. O nosso Senhor Jesus, muito pelo contrário, estende a sua mão e restaura as pessoas que se encontram assim.

O nosso Senhor como estava escrito a seu respeito não esmaga a cana quebrada, nem apaga a torcida que fumega. A cana é algo muito frágil, que quando quebrada não tem mais utilidade e por isso e deitada fora. Jesus Cristo não desiste daqueles que estão partidos física e moralmente; não os coloca de lado como faz a sociedade. Da mesma forma, a torcida que fumega, não é apagada pelo Senhor Jesus.

As torcidas da lâmpada, quando não têm óleo suficiente, dão um chama de má qualidade e deitam muito fumo. Por isso, as torcidas que deitam muito fumo, que não desempenham bem o seu papel são cortadas e substituídas. Jesus Cristo não corta aqueles que pelo pecado ou por outras situações da vida estão dando chamas de má qualidade e deitam muito fumo.

Estas pessoas são cuidadas pelo Senhor Jesus e transformadas em torcidas que dão chamas de qualidade e que não deitam fumo. Nos versículos seguintes vemos essa característica do Senhor Jesus: “Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito.” Is 42:3.

O nosso Senhor Jesus ensinou-nos a tratar dos mais fracos, daqueles que foram desistidos pela sociedade, quer seja por motivos de doença quer seja por pecado. A mulher adúltera era uma mulher que a sociedade tinha condenado porque tinha sido pega em adultério, mas Jesus Cristo não a condenou, e sim ofereceu-lhe uma nova vida, sem pecado.

Da mesma forma, aqueles que tinham problemas de saúde, como a cegueira, que lhes impedia de ser úteis a sociedade O nosso Mestre não desprezava-os, curava-os e restituía-os as suas famílias e a sociedade.

Naquela altura os endemoninhados, quando não se conseguisse liberta-los eram dados como perdidos, como pessoas que não tinham utilidade para a sociedade. Mas Jesus, sendo o Filho de Deus, e tendo todo o poder no céu e na terra, libertava os endemoninhados, curva-os das suas enfermidade e dava-lhes novamente utilidade as suas vidas.
 
Podemos ver o poder do Senhor Jesus no versículo seguinte: “Então, lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou, passando o mudo a falar e a ver. E toda a multidão se admirava e dizia: É este, porventura, o Filho de David?” Mt 12:23. Jesus Cristo é aquele que ama ao pecador, e também aquele que não tem utilidade para a sociedade, por estar caído ou doente.

Quando os cristãos estão fracos e já não têm forças para caminhar, o Senhor Jesus continua sendo aquele que salva e que restaura. O nosso Mestre nunca rejeita aquele que se encontra fraco e abatido por causa dos pecados e das situações da vida, mas sim fortalece-os, restaura-os e capacita-os a caminhar com Ele.

O nossos Senhor Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores; está assentado a dextra de Deus Pai e intercede por nós junto ao Pai. Quando o pecado e o mundo acusam-nos, o Senhor Jesus nos defende junto ao Pai e fortalece-nos com o seu Espírito Santo. O Senhor Jesus é aquele que nunca põe de lado os machucados pela vida.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Restauração divina

O cristão ao longo da sua caminhada com Deus sofre um processo contínuo de restauração, que transforma a sua mentalidade natural numa mentalidade de acordo com os ensinamentos do Senhor Jesus. Essa transformação é gradual no sentido da mudança completa do nosso ser até a semelhança com o caráter  de Jesus Cristo.


Esse processo de transformação decorre a medida que o crente caminha em obediência a Deus, segundo o chamado de Jesus Cristo. O cristão é chamado não só salvação como também a tornar-se semelhante a Jesus Cristo no seu caráter. A medida que o cristão caminha em direção a Pátria celestial, pode também servir a Deus de acordo com os dons que o Espírito Santo lhe tiver dado.


A restauração é por isso um processo onde Deus conserta a forma de pensar, de sentir e de agir. Com a mudança do interior do cristão, todos os aspetos visíveis da vida são mudados, de acordo com a Palavra de Deus. A importância da mudança do interior deve-se pelo fato de serem os nossos pensamentos e emoções que determinam os nossos pensamentos.


Inclusive, para que ocorra situações de pecado na vida dos cristãos, essas situações têm de ser primeiro geradas no coração e depois transformadas em ações visíveis. O nosso Mestre diz-nos que é do coração que surgem os maus desígnios, como vemos a seguir: “Porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias.”Mt15:19 Por isso antes de tudo, temos de ser transformados no nosso coração.


Os cristãos podem ser comparados ao barro, que inicialmente, estava sujo e cheio de impurezas a beira de lagos os de rios. O oleiro, que é o nosso Deus, recolhe-nos em suas mãos, e faz uma cuidadosa purificação na nossa vida, de forma a tornar-nos num barro moldável nas suas mãos e que não se parta.


No livro do profeta Isaías podemos ver a comparação dos cristãos com barro e de Deus com um oleiro que molda a nossa vida, com as suas mãos. “Mas agora, ó Senhor; tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.” Is 64:8. A nossa estrutura é frágil, somos apenas barro, apenas quando moldados pelas mãos de Deus passamos a ser um vaso, útil para o nosso Deus.


Na nossa caminhada com Deus não devemos esquecer que somos barros, frágeis, e que mesmo depois de moldados por Deus, continuamos sujeitos a partir. Devemos prevenir qualquer situação que nos leve a pecar ou a distanciar-nos de Deus, pois não temos resistência como o ferro e se cairmos podemos partir. Devemos evitar o erro de nos achar infalíveis e cheios de poder, pois isso levaria-nos a soberba e ao orgulho.


Contudo, apesar de muitas vezes já termos uma forma, uma maneira de pensar de agir já estabelecida, Deus pode quebrar-nos totalmente, para poder moldar-nos de novo, e para nos fazer um novo vaso. Esta ação de quebrar o nosso vaso, é uma forma de restaurar-nos pois assim corrige as deficiências que existiam na nossa forma de pensar e de agir.


No livro do profeta Jeremias, Deus mostra que deseja transformar-nos num vaso melhor, a semelhança do oleiro, que tornava a fazer um vaso novo com os cacos quebrados nas suas mãos, como vemos a seguir: “Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. (…) Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel?- diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.” Jr 18:4,6.


Ao longo de toda a vida temos a necessidade de sermos várias vezes moldados de novo; e para isso Deus quebra o nosso vaso, molda o nosso interior, de forma a que possamos ter capacidade para sermos mais enchidos com o Espírito Santo, e para que tenhamos uma nova forma, que não esteja de acordo com os padrões do mundo, mas sim com os padrões de Deus. Nessa nova forma, somos mais íntegros, mais humildes, com mais temor a Deus e também mais santificados.


Depois de moldados somos postos no fogo; esse processo onde somos submetidos a altas temperaturas, permite que o nosso vaso ganhe resistência e que se torne mais purificado. Muitas situações da vida podem funcionar como o fogo, que ajuda a dar mais resistência a nossa fé e ao nosso carácter. Essas situações acabam por permitir eliminar certas coisas que existiam na nossa forma de pensar e de agir.


O pecado também pode quebrar a nossa vida, e nesta situação temos as mãos do Senhor cheias de Graça que nos dão novamente uma forma e uma utilidade, pois deixamos de ser cacos de barro para ser novamente vasos do Senhor. Deus não despreza o cristão despedaçado pelo pecado, mas convida-o a uma nova vida.


Para que ao longo da nossa vida possamos ser restaurados, precisamos de manter a nossa vida no centro da vontade de Deus, ou seja, temos de colocar Deus no centro da nossa vida e agir de acordo com a vontade de Deus e dos Seus dos propósitos para a nossa vida. Sermos moldados até a semelhança de Jesus Cristo exige de nós escolhas em favor de Deus e da sua vontade; exige não deixarmos ser moldados pelas paixões do mundo.


Cada cristão deve recordar-se de que a sua estrutura é pó e que apesar de sermos do Senhor, somos vasos de barro que podem se partir em situações de pecado, ou em situações de autoconfiança nas nossas capacidades. Deus pela sua imensa Graça é que dá-nos a capacidade de caminhar com Ele, através do seu Santo Espírito. Em nós mesmos não temos qualquer virtude ou possibilidade de nos manter firmes na caminhada cristã sem a ajuda de Deus. Somos frágeis e só temos valor, depois de moldados em vasos, por Deus.

sábado, 26 de março de 2016

Sansão, um homem consagrado a Deus para livrar Israel

Sansão foi um homem cujo o nascimento assemelhou-se muito ao nascimento do Senhor Jesus. Para além disso, tal como o Senhor Jesus, o seu nascimento foi planeado para que livrasse a Israel da opressão dos filisteus. Ao longo da sua vida, Sansão foi um homem consagrado a Deus, um nazireu que agia sob o poder do Espírito Santo e julgou a Israel por vinte anos. Apesar de ter tido um pequeno percalço, Sansão morreu dentro dos planos de Deus para a sua vida, ou seja, morreu destruindo os reis dos filisteus que oprimiam ao povo de Israel.
 
A mãe de Sansão como Maria, mãe de Jesus, recebeu a visita de um anjo anunciando-lhe que ficaria grávida e que daria a luz a um filho que seria um nazireu consagrado a Deus desde o ventre materno e ele iria começar a livrar o povo de Israel do poder dos filisteus. Vemos as palavras do anjo nos versículos seguintes: "Apareceu o Anjo do Senhor a esta mulher e lhe disse: Eis que és estéril e nunca tiveste filho; porém conceberás e darás à luz a um filho; (...) porque eis que tu conceberás e darás à luz um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será narizeu consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe; e ele começará a livrar a Israel do poder dos filisteus." Jz 13: 3,5.
 
Sansão era um homem decoração sensível e demonstrou que não suportava a persuasão de uma mulher quando esta punha em questão o seu amor. No seu primeiro casamento Sansão teve a sua primeira experiência de ser persuadido pelo poder sedutor de uma jovem mulher. Sansão propusera um enigma a companheiros que assistiam as bodas do seu casamento. O enigma proposto por Sansão era difícil de decifrar e os seus companheiros pediram a sua mulher que perguntasse a ele a resposta do enigma. Para convencê-la ameaçaram queimar a ela e a casa do pai dela. Os companheiros de Sansão queria evitar, a toda força, terem de pagar uma grande quantia pelo fato de não saberem a resposta do enigma.
 
A mulher de Sansão chegou perante ele e com choro convenceu-o a declarar-lhe a resposta do enigma que ele tinha proposto aos seus companheiros e patrícios dela. Para convencê-lo pôs em questão o amor que ele dizia sentir por ela e argumentou que ele não poderia ama-la verdadeiramente se não era capaz de contar-lhe a resposta do enigma que propusera aos seus patrícios. A mulher de Sansão tentava convencê-lo chorando durante os setes dias das bodas do casamento deles. Ao sétimo dia, Sansão cedeu e contou-lhe a resposta do enigma. Assim os companheiros de Sansão souberam da resposta do enigma e responderam-lhe e Sansão teve de pagar o combinado caso eles decifrassem o enigma.
 
Sansão ficou irritado com o facto de terem sabido da resposta do enigma e de ter de ser ele a pagar o preço combinado pelo fato de eles terem conseguido decifrar o enigma que voltou para a terra do seu pai. Passado algum tempo, Sansão voltou a terra da sua mulher para visita-la, mas não pode entrar na câmara dela, porque o pai dela a tinha dado por esposa ao companheiro de honra de Sansão. O pai dela tentou acalmar a indignação de Sansão, que via a mulher dele casada com outro homem, oferecendo a sua filha mais nova em casamento. 
 
Em resposta a nova oferta do seu sogro, Sansão vingou-se dos patrícios do seu sogro, os filisteus, fazendo com que pegasse fogo todo o cereal por ceifar, assim como as vinhas e olivais dos filisteus (Jz 15:3-5). Os filisteus quando souberam que fora Sansão que incendiara os campos deles, queimaram a mulher de Sansão e a seu pai. Sansão, quando soube que a mulher e o sogro tinham sido assassinados, vingou-se dos filisteus ferindo-os com grande carnificina. Depois disso, Sansão teve de fugir e habitou na fenda da rocha de Etã (Jz 15:6-8).
 
Os filisteus sabendo que Sansão estava na fenda da rocha de Etã acamparam um exército contra a cidade de Judá exigindo que Sansão fosse entregue à eles amarrado. Os homens de Judá temendo os filisteus foram em busca de Sansão na fenda da rocha de Etã para entrega-lo aos filisteus. Sansão conseguiu convencer aos homens de Judá a não matarem-no e assim foi entregue vivo e amarrado nas mãos dos filisteus (Jz 15:9-13). Quando os filisteus souberam que Sansão já tinha sido levado  amarrado para um local próximo do acampamento deles, foram ao encontro dele jubilando.
 
Quando que o exército filisteu se aproximou de Sansão em júbilo, o Espírito do Senhor, o Espírito Santo, apossou-se de Sansão de tal forma que as cordas que estavam nas mãos de Sansão se desfizeram como se fossem fios de linho queimados e as armaduras se desfizeram nas suas mãos. Então, Sansão achou uma queixada de jumento, ainda fresca, e matou com ela mil homens. Depois disso, Sansão teve grande sede e clamou a Deus por água e Deus fendeu a rocha da cavidade onde Sansão estava em Leí, e fez jorrar dela água. Depois de beber água Sansão recobrou alento e reviveu. Sansão foi um importante homem de Deus, pois julgou a Israel nos dias dos filisteus durante vinte anos (Jz 15;14.20).
 
Numa certa altura, Sansão apaixonou-se por uma mulher chamada Dalila; e os príncipes dos filisteus sabendo disso, pediram a Dalila que procurasse saber donde vinha a grande força de Sansão. Para que ela descobrisse como poderia ser tirada a grande força de Sansão, e a forma como poderiam domina-lo e amarra-lo, os príncipes dos filisteus prometeram-lhe uma grande fortuna. Dalila aceitou a proposta e tentou convencer a Sansão a contar-lhe de que forma era possível tirar-lhe a força. Podemos ver isso nos versículos seguintes: "Depois disto, aconteceu que se afeiçoou a uma mulher do vale de Soreque, a qual se chamava Dalila. Então, os  príncipes dos filisteus subiram a ela e lhe disseram: Persuade-o e vê em que consiste s sua grande força e com que poderíamos domina-lo e amarrá-lo, para assim,  o subjugarmos; e te daremos cada um mil e cem siclos de prata." Jz 16:4-5.
 
Sansão, tentou dar uma resposta que convencesse a Dalila, acerca de como poderia perder a sua grande força e tornar-se num homem normal. Assim que Dalila ouviu a primeira resposta de Sansão contou aos príncipes dos filisteus que pediram que fizesse como ele tinha contado para ver se ele ficava sem forças. Depois de experimentar, Dalila verificou que não conseguiu enfraquecer a Sansão. E por isso, continuou insistindo para que ele lhe contasse o motivo da sua grande força. Sansão por seu lado, mostrou que estava muito apaixonado, por não afastar-se de uma mulher que mostrava, por várias vezes, que tencionava tirar-lhe as forças, usando a informação que ele lhe dava.
 
Dalila, usou até chantagem emocional dizendo que ele não poderia ama-la verdadeiramente se não lhe contava a causa da sua grande força. Um dia Dalila conseguiu que Sansão abrisse o seu coração e lhe contasse que era narizeu de Deus desde o ventre da sua mães e que se lhe rapassem a cabeça a sua força se iria embora e que ficaria como um homem normal. Assim que Dalila constatou que ele se abrira com ela, avisou aos príncipes dos filisteus e recebeu o dinheiro do suborno.  Achando uma ocasião propícia, enquanto Sansão dormia, Dalila rapou as tranças de Sansão e disse-lhe de forma a desparta-lo do sono, que os filisteus vinham sobre ele.
 
Quando Sansão acordou ouvindo Dalila dizendo que os filisteus vinham sobre ele, pensou que daquela vez conseguiria escapar como das outras tantas vezes que Dalila lhe fizera o mesmo; mas desta vez não foi possível escapar dos filisteus porque ela já lhe tinha cortado o cabelo e o Espírito do Senhor se tinha retirado dele. Sansão amava tanto a Dalila que colocou-se em perigo, deixando-se ficar ao lado dela, uma mulher que mostrava querer saber o motivo da sua força para poder tirar-lhe a força e entrega-lo aos filisteus. Assim, Sansão foi cego e preso pelos filisteus que o usaram para virar um moinho (Jz 16:20).
 
Mesmo assim, Deus continuou a amar Sansão e manteve os planos que tinha para a vida dele. Depois de ser preso, o Senhor restaurou a Sansão e os cabelos dele começaram a crescer-lhe. Numa ocasião em que todos os príncipes dos filisteus se juntaram para adorar a um deus e comemorar o fato de Sansão, o maior inimigo deles, ter ficado nas mãos deles, Sansão rogou a Deus que lhe desse mais uma vez força para que conseguisse derrubar os pilares do palácio onde estava e assim fazer destruir todo o edifício e levar a morte todos os príncipes filisteus e as três mil pessoas que estavam com eles. Podemos ver a oração de Sansão no versículo seguinte: "Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Deus, peço-te que te lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus, para que me vingue dos filisteus, ao menos por um dos meus olhos." Jz 16: 28.
 
Assim, Sansão como o nosso Senhor Jesus, conquistou a sua maior vitória através da sua morte, e matou mais pessoas na sua morte do que em vida. Sansão sabia que tinha pecado ao contar o seu segredo e a expor-se a ameaça que Dalila constituía para ele. Por isso Sansão ao orar a Deus e a pedir por forças por apenas uma só vez mais para matar os filisteus, reconheceu que o propósito de Deus para a vida dele era que ele livrasse a Israel da opressão dos filisteus. Assim, Sansão pôs-se ao serviço do Senhor mais uma vez e o Senhor aceitou a sua oração e ele pode morrer dentro do propósito de Deus para a vida dele.
 

terça-feira, 23 de junho de 2015

A queda e restauração de Pedro


O apóstolo Pedro foi um dos apóstolos do Senhor Jesus cuja história ficou marcada pela sua traição ao Mestre. Pedro era um discípulo que amava a Jesus e que se sentia autoconfiante e capaz de ir com Jesus tanto para a prisão como para a morte (Lc 22:33).

No entanto, na noite em que Jesus foi traído e preso, Pedro negou três vezes que conhecia a Jesus Cristo, a aquele a quem seguira apaixonadamente durante três anos.” Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto para ir contigo, tanto para a prisão como para a morte. Mas Jesus lhe disse: Afirmo-te, Pedro, que hoje, três vezes me negarás que me conheces, antes que o galo cante” Lc 22: 33-24.

Jesus foi preso, e encontrava-se na casa do Sumo-sacerdote e Pedro ficou no pátio da casa, pois pretendia saber de Jesus sem ser apercebido; quando perguntam-lhe se não era seguidor do Mestre, Pedro nega enfaticamente a Jesus. Momentos depois perguntam-lhe mais duas vezes se não era seguidor do Mestre e pela terceira vez Pedro blasfema e Jesus que estava próximo de Pedro vira-se e olha fixamente para ele.

Quando Pedro vê Jesus Cristo olhando para ele, lembra-se de que Jesus lhe avisara dizendo: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo.” Lc 22: 24. Pedro então apercebe -se que traíra a seu Mestre, aquele de quem dizia que era capaz de ir tanto para a prisão como para morte e entristece-se e chora amargamente.

Pedro teve a alegria de ver o seu remorso diminuído, e a sua esperança acordada com a notícia trazida por Maria Madalena, Joana e Maria de que Jesus tinha ressuscitado e por ver pessoalmente o túmulo vazio “Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro. E abaixando-se, nada mais viu, senão os lençóis de linho; retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido.” Lc 24: 12.

No entanto, a ideia de seguir Jesus e continuar a obra iniciada com o Mestre tinha-se esmorecido e Pedro pensava em voltar a sua antiga profissão, à pesca. A lembrança da sua falha, da traição que fizera contra o Mestre desanimara Pedro. Então, Pedro afirmou aos seus companheiros que ia pescar: “Disse-lhes Simão Pedro vou pescar. Disseram-lhe os outros: Também nós vamos contigo. Saíram, e entraram no barco, e naquela noite nada apanharam” Jo 21:3.

Pedro e seus companheiros tinham desistido da missão das suas vidas, mas o Senhor voltou a praia onde estavam a pescar e deu a Simão Pedro o sinal que precisava para reanimar-se: “Então lhes disse: Lançai rede à direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes.” Lc 21: 6. Ao mesmo tempo Jesus mostra a Pedro que se fizessem o que lhes ordenara o serviço deles tornaria -se frutífero, pois naquela noite nada tinham pescado.

Para convencer a Pedro de que o pecado dele não tinha significado e que deveria prosseguir, Jesus pergunta a Pedro se Lhe amava: “Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas.” Jo 21: 16.

O nosso Senhor Jesus, pergunta a Pedro mais duas vezes se ele o amava, mostrando que o mais importante era o amor que Pedro sentia por Jesus. Por outras palavras, para que Pedro continuasse a seguir a Jesus e a missão que iniciara com Jesus Cristo, só precisava de amar ao Mestre. É possível haver falhas na vida cristã, mas o mais importante é que amamos a Jesus Cristo e isso é motivo suficiente para continuar a segui-Lo, e fazer o que o nosso Mestre nos mandou.

 

 
 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Semear no Espírito: uma forma de viver com integridade

Apesar de homem ser espiritual, e do seu corpo ser um templo do Espírito Santo, ele tem uma carne, que não está sob o domínio direto de Deus, e portanto, inclinada para o pecado e oposta a Deus. “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si, (…) Gl 5:17. As obras da carne, portanto, não são orientadas pela vontade de Deus e por isso não contribuem para que viva bem com Deus e com o próximo “(…)Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeita a lei de Deus, nem mesmo pode estar ”Rm 8:7.

As obras da carne são enumeradas pelo apóstolo Paulo na epístola aos gálatas “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, fações, invejas, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a essas (…) Gl 5:19-21. “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” Rm 8:8. Grande parte das obras da carne são pecados que ofendem tanto ao nosso próximo, como a nós próprios, como a Deus e degradam o relacionamento que o homem tem com Deus, consigo mesmo, e com o próximo.

O homem para agradar, e ter uma boa comunhão com a Deus, deve renegar a carne, e todas as suas obras, pois as obras da carne não agradam a Deus; são condenadas pela Sua Palavra e pelos seus mandamentos. Pelo contrário, os homens devem, obedecer a Palavra de Deus, ser servos uns dos outros e amar o próximo como a si mesmo “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém, não useis da liberdade para dar ocasião a carne; sede antes, servos uns dos outros, pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás a teu próximo como a ti mesmo” Gl 5:13-14.

A carne e as suas inclinações não devem ter espaço na vida do cristão e nos seus relacionamentos, e não pode influenciar as suas decisões.“ Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus e não confiamos na carne” Fp 3:3.

O crente deve lembrar-se da Palavra de Deus, enquanto vive os seus relacionamentos, e também em cada decisão, e em todas as situações que a sua nossa carne tentar inclinar-lhe para as suas vontades “Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito para vida e paz” Rm 8:6. Se o cristão andar no espírito, e obedecer a vontade de Deus, enquanto vive os seus relacionamentos, agrada a Deus, o Pai Celeste, e glorifica a Jesus Cristo, nosso Salvador.

Jesus Cristo resgatou a Sua igreja, comprou-a com o seu sangue para Deus Pai, e por isso todos os cristãos são seus. Para além do crente ser um servo de Deus, também é um filho por adoção e por isso os cristãos devem as suas vidas a Ele. Por isso, os cristãos devem obedecer a seu Pai Celeste e refletir nos seus relacionamentos o Deus que habita dentro deles “Assim, pois, irmãos, somos devedores, não a carne como se constrangidos a viver segundo a carne” Rm 8:12.

Jesus Cristo, quando morreu na cruz por toda a humanidade, deu-nos a salvação e possibilitou para cada homem a restauração: um novo relacionamento com Deus, como também um novo relacionamento consigo mesmo e com o próximo.

A comunhão do homem com Deus, resulta de um acordo, em que o homem aceita que Deus, o Senhor Jesus, é o único Senhor da sua vida, de todos os seus relacionamentos, bem como de toda humanidade e de todo o Universo. O homem reconhece que foi criado por Deus, a sua imagem e semelhança, e é regido portanto, pelas leis de Deus e pela sua vontade. Para além de o homem aceitar Jesus Cristo como Salvador da sua vida, reconhece que o sacrifício de Jesus é único e suficiente para pagar os seus pecados e permitir-lhe a reconciliação com Deus Pai.

O relacionamento, ou comunhão do homem baseia-se, portanto, num acordo com Deus, seu Pai e Criador, no qual o homem tem o dever de amar a Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e com todas as duas forças (Dt 6:5) e tem de amar ao seu próximo como a si mesmo Uma das formas que o homem tem de amar a Deus, que os seus olhos físicos não conseguem ver, é de amar ao próximo a quem vê.

Quando o homem não é obediente, não cumpre os mandamentos de Deus e a sua vontade, a comunhão, o acordo com Deus e afetado. Essa atitude de desobediência é chamada na Bíblia de rebelião.

A rebelião é portanto, um ato deliberado de desobediência dos homens a Deus, e uma atitude de não confiança na soberania e justiça de Deus. O homem em rebelião, mesmo sabendo da vontade de Deus escolhe fazer o contrário e não se submete a Deus. Essa atitude é um pecado grave para Deus: ”Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar (…)”1Sm 15:23. Um caso de rebelião ocorreu quando Miriã e o seu irmão Arão contestam a liderança de Moisés, a pretexto do casamento dele com uma mulher cuxita (Nm12).

A atitude de rebelião de Miriã e de Arão foi motivada pela inveja que sentiam de Moisés e resultou numa atitude de insubmissão a Deus e da sua autoridade. Por isso, Deus irou-se e Miriã ficou leprosa “A ira do Senhor contra eles se acendeu; e retirou-se. A nuvem afastou-se, de sobre a tenda; e eis que Mirã achou-se leprosa, branca como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa.” Nm 12:9-10. Miriã e Arão deixaram que um sentimento carnal e pecaminoso, tomasse conta dos seus corações e deixaram de respeitar a autoridade de Deus, que estava sobre Moisés. Assim, a comunhão deles com Deus foi afetada negativamente e Deus ficou irado com eles.

Outro exemplo de rebelião descrito pela Bíblia foi a realizada por Corã, Datã e Abirão ”Corá, filho de Isar, filho de Coate, filho de Levi, tomou consigo a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, e a Om, filho de Pelete, filhos de Rúben. Levantaram-se perante Moisés com duzentos e cinquenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, eleitos por ela, varões de renome, e se juntaram contra Moisés e contra Arão e lhe disseram: Basta! Pois que toda a congregação é santa, cada um deles é santo, e o Senhor está no meio deles; por que, pois, vos exaltais sobre a congregação do Senhor?” Nm 16:1-3.

Contudo, a atitude deles não agradou a Deus e foram engolidos pela terra com tudo o que era deles: ”E aconteceu que, acabando ele de falar todas estas palavras, a terra debaixo deles se fendeu, abriu a sua boca e os tragou com as suas casas, como também todos os homens que pertenciam a Corá e todos os seus bens.” Nm16:31-32.

Um exemplo de uma atitude de obediência e fé em Deus, e contrária a rebelião, foi a atitude de José e Calebe, que mesmo tendo visto a dimensão do desafio que era conquistarem a terra prometida de Canaã, não duvidaram do poder de Deus e não murmuram, nem se rebelaram contra Deus como todo o povo de Israel fez. Por isso Deus, não deixou senão Calebe e Josué entrar na terra prometida.

Todo o restante Israel morreu durante os quarenta anos seguintes, na travessia do deserto. ”Certamente, nenhum dos homens desta maligna geração verá a boa terra que jurei dar a vossos pais, salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ale e a seus filhos, porquanto perseverou em seguir ao Senhor. (…) Josué, filho de Num, que está diante de ti, ele alí entrará; anima-o, porque ele fará que Israel a receba por herança”. Dt 1:35-36,38.

Depois de aceitar Jesus como Senhor e Salvador da sua vida, o homem passa a ter uma nova comunhão consigo mesmo, um relacionamento em que aceita que é filho de Deus “nos predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito da sua vontade” Ef 1:5;sabe que foi feito por Deus: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais de antemão preparou para que andássemos neles” Ef 2:10; e que é embaixador de Cristo, seu Senhor “De sorte que somos embaixadores de Cristo (…) 2Co 5:20.

Neste novo relacionamento consigo, o homem tem consciência que é amado por seu Pai Celestial “Mas Deus prova o seu próprio amor para connosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” Rm 5:8; tem consciência que é amado por Jesus Cristo seu Salvador:” Ninguém tem maior amor do que este: de dar a própria vida em favor dos seus amigos” Jo 15:13 “ Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” Jo 10:28; e também tem consciência que é guiada pelo Espírito Santo “(…) a sua unção vos insina a respeito de todas as coisas (…)”1Jo 2:27.

O homem, ao estar reconciliado com o Pai, e por ter consciência de que é amado pelo Pai, por Jesus Cristo, e pelo Espírito Santo, também passa a ter uma comunhão nova com o próximo. Isso porque sente-se livre para amar o seu próximo como o próprio Senhor Jesus exemplificou, e para obedecer as ordens do Pai quanto a forma do relacionamento com o próximo.“(…) Amarás a teu próximo como a ti mesmo(…)” Mc 12:31.

Em conclusão, ao semear no espírito o homem acaba por tornar a comunhão com Deus, consigo próprio e com o próximo mais forte e saudável; com uma forma que, agrada a Deus, permite-lhe dar frutos do espírito e obter uma colheita de integridade e paz “ Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” Gl 5:22-23. Quando crente semeia na carne não perde o espírito mas perde os frutos. Quanto mais o crente semear no Espírito, enquanto vive os seus relacionamentos (incluindo o relacionamento com Deus), mais a sua integridade cresce; por outras palavras, semear no espírito permite-lhe ter relacionamentos cada vez mais puros, mais próximos do relacionamento do homem tinha com Deus e com o próximo antes da sua queda no jardim do Éden.