Mostrar mensagens com a etiqueta boas obras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta boas obras. Mostrar todas as mensagens

sábado, 23 de dezembro de 2017

A prática da fé pelo cidadão do reino

O nosso Senhor Jesus ensinou aos seus discípulos no sermão da montanha que a religiosidade na fé cristã é vivida de forma muito particular. Tudo o que o cristão faz como expressão da sua fé, como por exemplo orar, dar as suas ofertas deve ter como motivação exclusiva honrar e louvar a Deus Pai e não a procura de aplausos ou reconhecimento dos homens.

Desde de criança que o homem é ensinado a fazer coisas para buscar o reconhecimento dos seus pais e depois de outras pessoas a sua volta. Contudo, na fé cristã essa atitude é totalmente reprovável, porque o foco da adoração deve ser sempre Deus. Vemos isso no versículo seguinte: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles, doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai Celeste.” Mt 6:1.

Muitas pessoas, inclusive muitos religiosos na época de Jesus, praticavam muitos atos religiosos e gostavam de serem reconhecidos pelas pessoas como homens muito devotos a Deus e muito caridosos. Por isso faziam tudo para serem vistos pelas pessoas e para serem aplaudidos. A motivação desses religiosos estava errada. Eles não oravam, e davam os dízimos por amor a Deus mas por amor ao destaque social que iriam ter com as suas atitudes religiosas.

Vemos isso nos versículos a seguir: “Praticam, porém todas as sua obras com o fim de serem vistos pelos homens; pois alargam os seus filatérios e alongam as suas franjas. Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens.” Mt 23: 5-7.

Quando fizermos alguma boa obra, e se quisermos ser recompensados pelo Pai Celeste, devemos fazê-lo discretamente, sem esperar recompensa dos homens mas sim do Pai Celeste. “Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.” Mt 6:2.

A nossa descrição deve ser tal que a nossa mão esquerda não deve saber o que faz a nossa mão direita. Isto para que a nossa obra apenas fique do nosso conhecimento e de Deus. Deus que vê tudo o que fazemos nos recompensará pelas nossas boas obras. O nosso Mestre diz-nos isso a seguir: “Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” Mt 6:3-4.

Quanto as orações, Jesus nos ensina que devemos buscar apenas sermos ouvidos pelo Pai Celeste e não procurar que as outras pessoas nos vejam a orar e que nos achem religiosos. Jesus aconselha-nos a procurar orar num quarto com a porta fechada, pois Deus que está em secreto nos ouvirá e os recompensará. Naturalmente que o nosso Mestre não condena a oração em grupo pelas Igrejas pois os seus discípulos após a sua morte e ressurreição, perseveravam juntos em oração e na meditação da Palavra e foram grandemente cheios do poder do Espírito Santo.

Nos versículos seguintes vemos os conselhos do nosso Mestre: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” Mt 6:5-6.

Deus avalia o que fazemos exteriormente e também as motivações das nossas atitudes. Deus agrada-se de um coração que o ama e procura agrada-lo. As motivações das boas obras feitas por nós determina se Deus Pai irá ou não recompensar-nos. Devemos ter isso em consideração quando pensarmos em fazer alguma coisa relacionada com a nossa fé e pedir ao Espírito Santo que purifique o nosso coração e nos ajude a fazer tudo por amor ao Pai.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Não podemos comprar o favor de Deus


A relação que o homem pode ter com Deus apenas é acessível pela Graça de Deus. Não há nada que o homem possa oferecer a Deus, como paga pela sua salvação ou pelas suas bênçãos. Deus nos incumbiu de fazer boas obras, mas essas boas obras não compram o favor de Deus, nem nos tornam melhores perante Deus. Apenas podemos oferecer a nossa gratidão pelo seu amor e nos submeter-mos a Ele com toda a humildade.

No versículo a seguir do livro do profeta Miqueias vemos essa interrogação, sobre como poderíamos nos apresentar perante Deus para parecermos mais dignos. “Com que me apresentarei ao Senhor e me inclinarei ante do Deus excelso? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogénito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma?” Mq 6:6-7.

Por maiores que fossem as nossas ofertas, não seriam suficientes para nos tornar perfeitos e dignos diante do Senhor. A Palavra de Deus, diz-nos através do livro do profeta Isaías que as melhores obras do homem, são como trapos de imundícia. “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo de imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento, nos arrebatam.” Is 64:6.

Isto porque, as nossas obras de justiça são impuras; têm muitas vezes alguma motivação carnal, misturada com as ordens que Deus nos dá. Apenas Jesus Cristo é Santo e puro, em todos os seus caminhos jamais se achou nele falta alguma. Nós humanos, apesar de purificados pelo sangue de Cristo, continuamos a ser pecadores, mas remidos. Por isso a melhor atitude que podemos ter é a mesma que a do publicano perante Deus, enquanto orava.

Vemos a discrição da atitude do publicano a seguir: “O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” Lc 18:13. Essa humildade, perante a santidade de Deus é um reconhecimento de que a nossa salvação é imerecida: apenas somos salvos pela Graça de Deus, e é Deus quem nos capacita e nos convence em tudo de bom que fazemos.

Por isso, a cada dia Deus requer de nós gratidão, humildade e obediência como nos recomenda o versículo a seguir do livro de Miqueias: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.” Mq 6:8.

A consciência de que nada merecemos e que tudo o que temos recebido de Deus é pela sua Graça, principalmente o perdão dos nossos pecados, deve fazer-nos ser misericordiosos para com as faltas dos outros cometidas contra nós. O nosso Senhor Jesus diz-nos isso no versículo a seguir: “Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?” Mt 18:32-33.

Também deve fazer-nos dar um pouco do amor que temos recebido de Deus através de boas obras. Quando praticamos boas obras estamos também a cumprir o objetivo que Deus tem para as nossas vidas. Como nos diz o apóstolo Paulo, somos salvos para praticarmos as boas obras que Deus preparou para nós. “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.”Ef 2:10. No final de contas não estamos a fazer mais do que o nosso dever quando praticamos boas obras.

Devemos lembrar-nos a cada dia que é a Graça de Deus que nos tem sustentado, e capacitado a fazer tudo de bom que fazemos no nosso dia a dia. Deus ama-nos sempre e sabe das nossa natureza pecaminosa. Nós também não devemos esquecer-nos de que somos pecadores e que por isso não somos perfeitos, nem tão santos como deveríamos. O sangue de Cristo purifica-nos e dá-nos acesso a presença de Deus, por isso devemos ser sempre gratos pela misericórdia e pela graça de Deus.

domingo, 16 de abril de 2017

A fé e a fidelidade


A fidelidade é uma expressão que se utiliza em relacionamentos humanos de todos os tipos: matrimoniais, comerciais, empresariais, familiares e outros. No nosso relacionamento com Deus esta expressão revela-se de grande importância pois é uma atitude que reflete a nossa fé em Deus.

O homem ao aproximar-se Deus apercebe-se da Sua Santidade e consequentemente da natureza pecadora que existe no homem. Como nos diz o apóstolo Paulo todos os homens pecaram e estão destituídos da glória de Deus. “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,” Rm 3:23-24.

Por isso a fé é a resposta do homem a revelação de Deus, tanto à revelação da Sua Palavra como do Seu poder. Assim, quando o homem está perante do Deus Todo-Poderoso, prostra-se diante Dele e deposita a sua confiança na Sua Palavra e no Seu poder.

Apesar da fé em Deus estar relacionada com um sentimento, ou com uma decisão, ela expressa-se obrigatoriamente em atitudes. Por isso, a fidelidade é a expressão da fé sentida pelo cristão. A fidelidade à Deus é demonstrada pela obediência constante a Palavra de Deus e pela prática de boas obras em favor do próximo.
 
A fé e a fidelidade na obediência a Deus e na pratica das boas obras, estão tão intimamente relacionadas que o apóstolo Tiago diz-nos que a fé sem obras está morta, como vemos a seguir: "Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode acaso, semelhante fé salva-lo? Tg 2:14.

Como Deus é um ser pessoal que pensa, sente, e ama de forma incondicional, quando queremos nos relacionar com Ele temos de nos purificar de todo o sentimento de interesse e egoísmo, e com humildade e obediência, nos comprometermos com Ele pois Deus é Santo e Fiel. Deus não deseja que nos aproximemos Dele apenas por interesse mas porque o amamos, da mesma forma como nós humanos gostamos de que se aproximem de nós porque gostam de nós e não por interesse.

O apóstolo Paulo diz-nos na epistola a Timóteo, como vemos a seguir, que Deus em todas as circunstâncias se mantém fiel pois não pode negar-se a si mesmo. “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” 2Tm 2:13. O compromisso, e a consequente fidelidade faz parte da essência de Deus e mesmo que não sejamos fieis a Deus, Ele continua fiel.

O homem, por vezes, devido a sua natureza pecaminosa, e também devido as influências das trevas tem motivos para não ser fiel. Mas Deus é totalmente Santo e afastado do pecado do homem e da maldade do reino das trevas e tem um relacionamento connosco de puro amor.

Deus, considerando a nossa natureza pecadora, deseja ajudar-nos a mostrar fidelidade para com Ele e a tornar-nos mais semelhantes em carácter a Jesus Cristo. O Espirito Santo, estando em nós deseja fazer brotar o Seu Fruto. Um dos gomos do fruto do Espirito Santo é a fidelidade, como vemos a seguir: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gl 5:22-23.

O próprio Espírito Santo deseja ajudar-nos a sermos fieis a Deus, controlando as nossa atitudes de forma a que coloquemos o nosso relacionamento com Deus em primeiro lugar, honrando o nosso compromisso com Ele. Tudo isto para que a nossa fé em Deus seja possa ser traduzida em fidelidade e compromisso com Deus.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O viticultor


O nosso Senhor Jesus diz-nos através do evangelho segundo São João que o nosso Pai é o viticultor do Reino de Deus, ou seja o agricultor que cuida da videira e dos seus frutos. Como viticultor, o Pai Celeste cuida da vinha e enxerta cuidadosamente ramos na videira verdadeira que é o Senhor Jesus. Cada ramo da videira são cuidados pelo Pai Celeste, que acompanha o crescimento das folhas e dos frutos.

Quando é plantada uma videira tem-se como objetivo recolher frutos, que no caso da videira são as uvas. No Reino Celestial os ramos enxertados na videira dão frutos, que nada mais são que as obras e o caráter ensinado pelo Senhor Jesus. Quando somos enxertados na videira, o Pai Celeste espera que produzamos frutos de acordo com a Videira verdadeira, em que estamos enxertados, que é o nosso Senhor Jesus.

 
No evangelho segundo  São João vemos as Palavras do Senhor Jesus sobre o fato de Ele ser a Videira verdadeira e o Pai Celeste o agricultor. “ Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo o ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo aquele que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda.” Jo 15:1-2.


Para que possamos dar fruto o nosso Senhor Jesus recomenda-nos que permaneçamos nele, na sua Palavra e consequentemente, que nos amemos uns aos outros, e que nos mantenhamos em comunhão uns com os outros, porque somos o corpo de Cristo. Podemos frisar a necessidade de nos amarmos uns aos outros por ter sido este o mandamento que o Senhor Jesus nos deixou como vemos a seguir: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” Jo 15:12.


Como ramos não somos nada se não estivermos na videira porque precisamos do alimento que circula na videira, a seiva, para nos mantermos vivos, se não secamos e morremos. No Reino Celestial a seiva da videira é o Espírito do Senhor Jesus ou seja, o Espírito Santo. Sem o Espírito Santo é impossível dar os frutos que o Senhor Jesus nos ensina. Por outras Palavras sem o Senhor Jesus e o seu Espírito Santo nada podemos fazer para glorificar o Pai Celeste.


O nosso Senhor Jesus diz-nos isso no versículo a seguir: “Eu sou a videira verdadeira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” Jo 15:5. Jesus Cristo está em cada cristão através do seu Santo Espírito e se ouvirmos a sua voz e formos obedientes daremos os frutos que o Pai Celeste espera de nós.


Os frutos que o Pai Celeste espera de nós são obras de justiça, ou seja, obras feitas em favor daqueles que têm necessidade de pão, de abrigo, de roupa e de carinho. Deus deseja que façamos justiça, ou seja, que defendamos a causa do pobre e do necessitado, que nada mais são do que os mudos na nossa sociedades, aqueles que não podem fazer ouvir a sua voz porque não são pessoas importantes na sociedade.

 
Vemos a recomendação de defendermos a causa do necessitado no versículo seguinte:” Abre a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados.” Pv 31:8-9.


Para além das boas obras o Pai Celeste deseja também que produzamos os frutos do Espírito santo que são: o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio, como vemos na epístola aos Gálatas no capítulo 5.

 
Se não produzirmos frutos, o Pai Celeste terá que purificar as nossas vidas, cortando tudo que nos faz gastar a nossa energia de forma inútil através da poda. Este processo por vezes pode ser doloroso. Por isso é preferível voluntariamente analisarmos as nossas vidas e tirarmos o que nos impede frutificar em determinadas áreas. Assim, pouparemos tempo, e colaboraremos com o Pai Celeste no seu objetivo de darmos fruto.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Necessidade de perseverança

Na vida cristã uma das coisas necessárias para alcançar a promessa da vida eterna é a perseverança. Isto porque na vida cristã surgem dificuldades e obstáculos que tentam convencer o cristão a desistir das suas boas obras para Deus e da muitas vezes da própria caminhada com Deus. Por isso, o nosso Senhor Jesus alerta-nos a sobre a necessidade da perseverança na vida cristã.  
 
No evangelho de Mateus vemos as palavras do nosso Mestre sobre a necessidade de perseverar até ao fim da carreira para alcançar a salvação. Isto porque no presente mundo existem muitas tribulações que tentam esmorecer o cristão, como por exemplo guerras, fomes, catástrofes naturais, o ódio dos homens uns contra os outros, a iniquidade cometida contra os cristãos, entre outras coisas. Contudo, "Aquele porém que perseverar até ao fim esse será salvo." Mt24:13. 
 
Ao longo do Novo Testamento vemos outras advertências. Por exemplo, o autor da epístola aos hebreus afirma que os cristãos necessitam de perseverança para depois de terem feito a vontade e Deus possam continuar firmes na caminhada cristã e alcançar, a maior promessa que existe na vida cristã, a vida eterna. Podemos ver isso no seguinte versículo: "Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa." Hb 10:36. 
 
Uma das coisas para a qual é necessário perseverança por parte do cristão é a prática de boas obras. Num mundo cheio de dificuldades e muitas vezes sem amor, o cristão é muitas vezes sujeito a ofensas e outras circunstâncias que o desanimam a praticar o bem e a auxiliar ao próximo. Contudo, Deus convida-nos a perseverar, a ter bom ânimo apesar das tribulações (Jo16:33). E, caso o cristão desista de praticar as boas obras que começou a praticar, a alma do nosso Deus não se compraz nele pois, esse cristão está a retroceder na fé (Hb 10:38-39).  
 
O mundo, com a sua falta de amor, e com as suas dificuldades não constitui o único fator que desanima o cristão na sua caminhada; outro fator é o pecado. O pecado, impede a comunhão do cristão com Deus e também torna-se um peso que dificulta a caminhada do cristão, tirando-lhe o ânimo e apagando a chama do Espírito Santo. Por isso o autor da epístola aos hebreus aconselha aos cristãos a desembaraçarem-se de todo o peso do pecado para poderem correr com perseverança a carreira proposta pelo nosso Senhor Jesus Cristo.  
 
As dificuldades podem fazer-nos desanimar e por isso, para não  sentirmos a nossa carreira penosa e sem alegria, o autor desta epístola aconselha-nos a olhar firmemente para Jesus Cristo, o autor e consumador da nossa fé. O nosso Senhor Jesus sendo justo e santo suportou com alegria, grandes afrontas, por parte de pecadores, deixando-se morrer na cruz do Calvário para a nossa salvação.  Mas hoje, o nosso Senhor está sentado a dextra de Deus e tudo governa.  
 
Os cristãos têm por isso um grande incentivo a perseverança: a caminhada do nosso Senhor Jesus Cristo rumo a cruz do Calvário, como podemos ver isso no seguinte versículo: "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo o peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignominia, e está assentado à destra do trono de Deus." Hb 12:1-2.  
 

sábado, 7 de novembro de 2015

Boas obras


O crente após a sua conversão é ensinado sobre a importância de praticar boas obras. Contudo, a medida que o tempo vai passando o crente pode acabar por praticar boas obras, como se a manutenção da sua salvação dependesse das suas boas obras ou até como se as boas obras fossem um sacrifício para oferecer a Deus.
O apóstolo Paulo afirma na epístola aos Efésios que a salvação do crente é fruto da graça de Deus e não uma consequência das boas obras praticadas pelo crente. O crente não se mantem salvo pelas boas obras, e nem torna-se mais amado por Deus por fazê-las em grande quantidade “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Ef 2: 8-9.
Deus para a nossa salvação concebeu um plano que consistia no sacrifício vicário de Jesus Cristo. Por outras palavras, Deus estabeleceu que a salvação é pela graça mediante a fé no Senhor Jesus; isso para que o homem não se gabe perante Deus e diga que a salvação é fruto do seu próprio esforço ou das suas boas obras.
O sacrifício que Deus exige do Homem é um coração quebrantado e contrito e não boas obras. Um coração humilde perante Deus, que reconhece a necessidade que tem de Jesus Cristo, o nosso Salvador, é o suficiente. Com isso o crente assume a sua condição de pecador e também a necessidade de perdão para os seus pecados.
O salmista diz-nos sobre este assunto: ”Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.” Sl 51:16-17.
Nesta relação entre pecador arrependido perante o seu Salvador nasce uma relação de discípulo/Mestre, em que o crente assume que a Palavra do Mestre é a luz para os seus caminhos e a dependência da orientação do Espírito Santo. Portanto, o crente passa a andar nos caminhos do Senhor e nas boas obras que Deus preparou para os que O amam.
No cumprimento dos mandamentos do Senhor Jesus, nomeadamente o cumprimento ordem de nos amarmos uns aos outros como Deus nos ama, o crente pratica boas obras como forma de ajudar ao seu próximo e assim expressar o seu amor. O nosso Mestre diz-nos:” Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.” Jo 15:17.
As boas obras não são uma forma de o crente manter a sua salvação ou de oferecer sacrifícios, mas sim uma forma de amar ao próximo e a Igreja de Cristo em geral. Por isso o crente deve procurar fazer boas obras com alegria, e tirar todos os pensamentos de ansiedade ou stress enquanto planeia e executa boas obras.
Para que possamos andar nas boas obras que Jesus preparou para que andássemos nelas é necessário que o crente permaneça em Jesus Cristo, a videira verdadeira. Sobre isso o nosso Mestre diz-nos: “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.” Jo 15:4-5.
Deus agrada-se que pratiquemos o ato de dar com alegria, sem stress, porque as boas obras servem como forma de amar ao nosso próximo e a pessoa de Jesus Cristo. Todo o sentimento de peso ou de angústia devem ser tirados porque o amor de Deus para connosco é imenso e não é dependente da quantidade das boas obras que façamos. Devemos descansar no amor de Jesus e viver com alegria e amor.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Sete sólidos fundamentos para a vida eterna


A Bíblia demonstra que existem sete sólidos fundamentos para nos apoderarmos da vida eterna. Estes fundamentos são: a oração, a meditação na Palavra de Deus, a obediência, a purificação do coração, a prática de boas obras, reconciliação com o próximo, como forma de manter a paz, e a consagração ao Senhor.

A oração é de grande importância na vida do crente e o nosso Mestre recomendou-nos que orássemos sempre e persistentemente, mesmo que a resposta pareça demorada” Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer” Lc 18:1. O apóstolo Paulo recomendou que orássemos no nosso Espírito, em todo o lugar e em toda ocasião (Ef 6:18).

Para além de fazermos orações pelas nossas necessidades quotidianas, como o pão de cada dia e por livramento do mal, devemos orar em favor de todos os santos, de todos aqueles nos maltratam ou perseguem (Mt 5:44) e por todos os que se encontram em eminência como os governantes, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica com toda a piedade e dignidade (1 Tm 2:1-3).

Da mesma forma, devemos orar por todos aqueles que pregam a Palavra de Deus para que lhes seja dado no abrir da boca a capacidade de pregarem com toda a confiança o evangelho “ e também por mim; para que me seja dada no abrir da minha boca, a palavra, para com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho, Ef 6:19. Outro aspeto importante é o nosso dever de orar para pedir que Deus envie trabalhadores para a sua seara para que preguem a sua Palavra e almas sejam salvas ( Mt 9:37-38).

A Bíblia mostra alguns requisitos para fazermos as nossas orações e para que elas sejam ouvidas pelo Pai celestial. Devemos limpar o nosso coração do pecado, perdoando aqueles que nos ofenderam, e tirando os sentimentos de ira e contenda no nosso coração (1Tm 2:8). Por outro lado devemos ouvir e obedecer a Palavra para que as nossas orações sejam agradáveis a Deus “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.” Pv 28:9.

A interseção é o ministério que sustenta a Igreja, fazendo mover o mundo espiritual em favor dos santos. O nosso Deus dá grande importância as orações dos santos e as orações sobem a Ele como incenso e são colhidas em taças de ouro: “e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e uma taça de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos,” Ap 5:5.

Um outro sólido fundamento importante para atingirmos a vida eterna é a meditação na Palavra de Deus. O nosso Deus aconselha-nos a não pararmos de pensar e de falar na Palavra de Deus, mas antes meditar na Palavra de dia e de noite, para termos o cuidado de fazer segundo tudo o que o nosso Deus nos recomenda.” Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas o cuidado de fazer tudo quanto está nele escrito;” Js 1:8. Desta forma faremos prosperar os nossos caminhos, e purificaremos o nosso coração.

O terceiro sólido fundamento para atingirmos a vida eterna é a humilde obediência a Deus e a sua Palavra. Se meditarmos na Palavra mas não a pusermos em prática seremos como uma casa edificada na areia e não estaremos firmes na fé. Para obedecermos a Deus temos de renunciar a nossa própria vontade, a nossa carne e as suas inclinações e seguir a vontade do Mestre: “ Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” Lc 9:23.

Outro sólido fundamento importante para atingirmos a vida eterna é a purificação do nosso coração. O nosso Deus dá importância tanto a nossas atitudes interiores, aquelas que temos no nosso coração, como as nossas atitudes externas, como o que falamos ou que fazemos. A nossa atitude interior deve ser coincidente com as nossas atitudes exteriores, ou seja, o nosso coração deve ser limpo de sentimentos como a ira, o ódio, a inveja, a amargura, a falta de perdão para podermos agradar a Deus e não sermos comparáveis a sepulcros caiados.

Por outro lado quando adoramos a Deus, devemos no nosso coração admitir que somos pecadores, e que devemos a Deus tudo o que somos; essa atitude de humildade é muito importante para o nosso Mestre que retratou a postura cheia de soberba do fariseu na parábola do fariseu e do publicano (Lc 18: 9-14).

A prática de boas obras também é um sólido fundamento para alcançarmos a vida eterna, e uma forma de amarmos o nosso próximo como nós mesmos, tanto aos nossos irmãos da fé, como a todos os que têm alguma necessidade material. O nosso Mestre diz-nos que nos tornamos ricos para Deus e entesouramos nos céus quando damos dos nossos bens aqueles que têm necessidade. “ Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não se desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega ladrão, nem traça consome,” Lc 12:33.

Outro sólido fundamento para alcançarmos vida eterna e a reconciliação com aqueles com tivemos desavenças, porque o nosso Mestre recomendou-nos que nos amássemos uns aos outros. Esse amor entre os discípulos é a marca dos cristãos. O Espírito Santo diz-nos através da epístola do apóstolo Paulo aos Romanos que do que depender de nós devemos ter paz com todos ”se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” Rm 12:18.

O nosso Senhor Jesus diz sobre a importância da reconciliação que, se estivermos prontos a dar a nossa oferta mas lembrar-nos que temos uma desavença com um irmão, que devemos deixar a oferta e procurar reconciliar-nos e depois então ofertarmos a Deus. “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta.” Mt 5: 23-24.

Outro sólido fundamento para alcançarmos a vida eterna é a consagração a Deus. Devemos entregar-nos totalmente ao serviço de Deus sabendo que o Espírito Santo está em nós, que somos um templo e que por isso não devemos mais entregar-nos as obras das trevas nem deixar-nos levar pelas concupiscências da carne. A luz e as trevas são totalmente opostas e se tornarmo-nos amigos do mundo, tornamo-nos inimigos de Deus (Tg 4:4).

Fomos reconciliados com Deus pelo sangue de Jesus derramado no Calvário e agora somos de Deus, e não podemos ser mais inimigos de Deus nas nossas atitudes, tornando-nos dúplices dos nossos caminhos. Devemos nos separar de tudo o que é condenado pelo Mestre e entregar-nos para o Seu serviço e adoração.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Os degraus da Graça

A Graça de Deus é a responsável por tudo o que o crente recebe da parte de Deus, tanto a salvação, como a fé, o arrependimento dos pecados, como o chamado. A Graça é o favor imerecido que Deus concede espontaneamente ao homem pecador que nada merece. A principal manifestação da graça de Deus é a sua misericórdia que permitiu que fossemos perdoados por Ele e recebêssemos a salvação.
Os crentes são aconselhados a crescer na Graça, para que possam alcançar tudo o que Deus tem planeado para as suas vidas, como exemplo alcançar a imagem e semelhança de Cristo Jesus. “antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” 2 Pe 3:18
Este processo de crescimento é permitido através do Espírito Santo, do estudo da Palavra de Deus e da humilhação perante Deus, que concede a Sua graça a aqueles que são dependentes Dele. Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. “ Tg 4:6. Crescer na Graça é da responsabilidade do próprio crente, bem como o seu desenvolvimento, crescimento, amadurecimento espiritual e frutificação.
A medida que os crentes crescem na Graça, através do estudo da Palavra de Deus e da obediência, vêm um aumento da sua sensibilidade em relação ao pecado e os frutos do Espírito Santo se tornam manifestos na vida sua vida, levando a uma semelhança com o caracter de Jesus Cristo. Com o aumento da sensibilidade ao pecado o crente toma maior consciência de que é indigno, falho, que não tem nada de bom em si e que é totalmente dependente de Deus.
A Graça permite vários benefícios ao crente, que podem ser referidos como degraus. O primeiro degrau da Graça é a redenção, pois Jesus Cristo pagou através da sua morte na Cruz do Calvário, a dívida que tínhamos com Deus e por isso temos a remissão ou perdão dos pecados, ou seja, estamos livres da morte eterna, da consequência dos nossos pecados: ”para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,”Ef 1:6-7. A remissão dos pecados é o segundo degrau da Graça.

O terceiro degrau da Graça é a libertação do poder das trevas, que constitui o reino dominado por Satanás e que governa a todos aqueles que não se sujeitam a Deus. Neste reino o homem é dominado pela carne e pelas suas concupiscências e tem como principal característica a vida independente de Deus e do seu governo.

Como Jesus Cristo venceu Satanás e todo o império das trevas através da sua morte e ressurreição, todos aqueles que aceitam Jesus como Senhor e Salvador das suas vidas, são transportados do reino das trevas para o reino da Luz. ”Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, “ Cl 1:13.

A entrada no reino da luz, ou reino do amor, é o quarto degrau da Graça. Neste reino o crente tem de aprender as normas que regem o reino, e deixar as obras do reino das trevas, como as iras, ódios, invejas, contendas, inimizades, prostituição entre outras coisas.

No reino do amor o crente anda em longanimidade, humildade, benignidade, e perdão e por isso não arde em ciúmes pelo próximo, nem se ufana, nem se ensoberbece, nem se conduz inconvenientemente, nem procura os seus próprios interesses; e também não se exaspera, não se ressente do mal, nem se alegra com a injustiça (1Co 13:4-6).

A vivência de acordo com a vontade do Cristo, e a prática das obras de justiça em favor do próximo recomendadas pelo Mestre, como a defesa dos pobres, do necessitado e o amor ao próximo (tanto os inimigos, como aos irmãos da fé), produz a alegria e a paz do Espírito Santo. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.” Rm 14: 17.

Com a redenção permitida pelo sangue de Jesus conseguimos o quinto degrau da Graça, o crente torna-se idóneo para receber a herança dos santos “dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz.” Cl 1:12. A idoneidade do crente traduz-se no facto de possuir os atributos necessários para receber a herança de Deus Pai, por outras, por ser filho adotivo de Deus o crente passa a ter direito a receber a herança dos santos.

Com o crescimento na Graça o crente vai sendo fortalecido em todo o poder do Espírito Santo, para viver a Palavra de Deus, servir de testemunha e fazer as obras que o Mestre recomendou ” sendo fortalecidos em todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria, “Cl 1:11. O fortalecimento com todo o poder é o sexto degrau da Graça.

O sétimo degrau da Graça é a capacitação para as boas obras que Deus preparou para que andássemos nelas. “ Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” Ef 2:10.

O oitavo grau da Graça é o conhecimento de Deus, da sua vontade quanto a forma como devemos viver para o Seu agrado, dando os frutos que Deus planeou para nós. “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda sabedoria, e entendimento espiritual” Cl 1:10 Devemos conhecer a Jesus em cada dia como nosso Senhor e Deus e continuar sempre progredindo nesse conhecimento (Os 6:3).