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domingo, 25 de novembro de 2018

Santificaçao

Através da Palavra de Deus sabemos que os cristãos foram escolhidos antes da criação do mundo para serem santos e irrepreensíveis diante de Deus. Para sermos santos apenas precisamos de aceitar que Jesus Cristo morreu na cruz do Calvário para que os nossos pecados fossem perdoados e para que tivéssemos a vida eterna. Depois de sermos feitos filhos de Deus podemos começar a viver um processo de santificação que vai fazer com que nos assemelhemos cada vez mais ao nosso Senhor Jesus.

No versículo a seguir vemos que tudo o que precisávamos para ter um lugar no céu e começar a nossa caminhada cristã foi feito pelo Senhor Jesus, que com o seu sangue vertido na cruz do Calvário, lavou-nos e purificou-nos de todo o pecado. “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e nos Espírito do nosso Deus.” 1Co 6:11.

Para vivemos o processo de santificação, Deus através do seu Santo Espírito orienta-nos sobre o que devemos fazer para andarmos de acordo com os ensinamentos do Senhor Jesus. Por um lado a santificação exige a aceitação da direção dada pelo Espírito Santo através da Palavra e por outro lado exige uma firme decisão de separar-nos daquilo que é mau e desagradável a Deus. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” Jo 17:17.

Antes de aceitarmos a Jesus estávamos nas trevas mas Deus chamou-nos para a sua maravilhosa luz, como nos diz o apóstolo Pedro no versículo seguinte: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” 1Pe 2:9. Para estarmos na sua luz temos de deixar as obras das trevas e viver segundo a vontade do nosso Senhor Jesus.

Deus é Luz, e Nele não há trevas. Para termos comunhão com Ele não podemos andar nas trevas; pelo contrário temos de lutar para sermos santos assim como o nosso Deus é Santo. Isso implica deixarmos para trás os desejos da carne, que existiam em nós quando estávamos nas trevas. “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” 1Pe 1:13-16.

A vontade de Deus não é que ganhemos hábitos religiosos, nem que nos lembremos dele as vezes, em algum dia da semana. Deus deseja que nos consagremos a Ele, o que significa que dediquemos todos os dias da nossa vida a fazer exclusivamente a sua vontade. Enquanto trabalhamos, estudamos, nos relacionamos com as outras pessoas Deus deseja que espelhemos os seus princípios, que anunciemos as virtudes do seu Reino.

Isso implica que nos nossos relacionamentos e nas nossas atividades diárias devemos seguir os princípios de amor, justiça e verdade como Deus nos ensina no versículo a seguir: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.” Mq 6:8.

A santidade é um requisito para andarmos com Deus mas é também uma condição para o nosso bem estar espiritual, porque o pecado mancha a vida do cristão e rouba-lhe a paz e alegria. Quando nos afastamos da santidade que Deus exige de nós tornamos-nos mais vulneráveis aos ataques do inimigo das nossas almas, o diabo. Sabemos que o diabo anda em derredor e tenta levar-nos ao pecado, a ruína física e espiritual. Quanto mais próximos estivermos de Deus, mais bem-aventurados seremos.

terça-feira, 20 de março de 2018

Jesus é o nosso Sumo Sacerdote

No Antigo Testamento vemos que Deus instituiu um intermediário para a sua relação com o povo de Israel. Este intermediário era o Sumo Sacerdote. Este homem era alguém que representava o povo perante Deus e que oferecia sacrifícios para a expiação dos pecados do povo. Para além disso o sumo sacerdote tinha como função ensinar ao povo a vontade de Deus e dirigir os assuntos do templo. O Sumo Sacerdote era por isso o líder religioso da nação.

Jesus Cristo, o Filho de Deus veio a terra e desempenhou todas as funções que cabiam ao Sumo Sacerdote. Enquanto esteve na terra ele ensinou as pessoas a vontade de Deus para que as pessoas pudessem ter uma vida agradável ao Pai Celeste. Um dos sermões mais conhecidos de Jesus foi aquele que ficou conhecido como o sermão da Montanha.

Neste sermão, Jesus pregou para os seus discípulos e para uma grande multidão e ensinou atitudes fundamentais para um cidadão do Reino de Deus. Neste sermão Jesus ensina-nos, entre outras coisas, que os mandamentos de Deus são mais do que atos exteriores e que Deus valoriza tanto o que vai no nosso coração como as nossas atitudes. Jesus ensina-nos um padrão de comportamento que começa no coração e termina nos nossos atos exteriores.

O exemplo disso, são algumas atitudes interiores como o odiar que são tão condenáveis como o matar. Vemos isso no versículo a seguir: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento de tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.” Mt 5:21-22.

Sabemos que o Sumo sacerdote oferecia sacrifícios para a expiação do pecado do povo. Mas Jesus como Sumo Sacerdote ofereceu-se a si mesmo como sacrifício pelos nossos pecados. Por ser Santo, Puro e por ser o Filho de Deus, Jesus padeceu em nosso lugar o preço dos nosso pecados. A morte de Jesus Cristo é único sacrifício que cobre as exigência de Deus para que fosse perdoados os pecados da humanidade.

Os versículos a seguir dizem-nos isso. “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, pelos seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu.” Hb 7:26-27

Depois da sua morte, Jesus Cristo ressuscitou e esteve com os seus discípulos e ascendeu aos céus aos perante os olhos dos seus seguidores. Agora Jesus Cristo está sentado a dextra de Deus e representa-nos perante Deus como nosso Advogado; Ele defende-nos das acusações do nosso inimigo e intercede em nosso favor. “este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável. Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” Hb7:24-25

O nosso Mestre é o nosso único Advogado perante o Pai Celeste. Isto porque Jesus Cristo compreende as nossas fraquezas humanas; Ele viveu na terra como homem e foi tentado em todas as coisas mas sem pecado. “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas; à nossa semelhança, mas sem pecado.” Hb 4:14-15.

Jesus Cristo, como Sumo Sacerdote é aquele que dirige os assuntos do templo da Igreja. Cada cristão é o templo do Espírito Santo (1Co 6:19) e Jesus dirige os assuntos relacionados com as nossas vidas, para que as nossas vidas sejam um louvor ao Deus Pai. Para além disso, Jesus Cristo também dirige a vida da própria Igreja. “E pôs todas as coisas debaixo dos seus pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu a igreja,” Ef 1:22. Jesus lidera a Igreja dirigindo as decisões dos líderes da igreja através do seu Santo Espírito.

Como vemos, Jesus Cristo é o nosso perfeito Sumo Sacerdote. Ele é aquele quem nos ensina a vontade do Pai, é também aquele que se deu em sacrifício pelos nossos pecados; Jesus Cristo é o nosso representante perante Deus. Ao mesmo tempo é o nosso único advogado perante o Pai Celeste. O nosso Mestre está mais interessado do que nós, na nossa caminhada rumo ao céu e tudo faz para nos ajudar.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Necessidade de perseverança

Na vida cristã uma das coisas necessárias para alcançar a promessa da vida eterna é a perseverança. Isto porque na vida cristã surgem dificuldades e obstáculos que tentam convencer o cristão a desistir das suas boas obras para Deus e da muitas vezes da própria caminhada com Deus. Por isso, o nosso Senhor Jesus alerta-nos a sobre a necessidade da perseverança na vida cristã.  
 
No evangelho de Mateus vemos as palavras do nosso Mestre sobre a necessidade de perseverar até ao fim da carreira para alcançar a salvação. Isto porque no presente mundo existem muitas tribulações que tentam esmorecer o cristão, como por exemplo guerras, fomes, catástrofes naturais, o ódio dos homens uns contra os outros, a iniquidade cometida contra os cristãos, entre outras coisas. Contudo, "Aquele porém que perseverar até ao fim esse será salvo." Mt24:13. 
 
Ao longo do Novo Testamento vemos outras advertências. Por exemplo, o autor da epístola aos hebreus afirma que os cristãos necessitam de perseverança para depois de terem feito a vontade e Deus possam continuar firmes na caminhada cristã e alcançar, a maior promessa que existe na vida cristã, a vida eterna. Podemos ver isso no seguinte versículo: "Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa." Hb 10:36. 
 
Uma das coisas para a qual é necessário perseverança por parte do cristão é a prática de boas obras. Num mundo cheio de dificuldades e muitas vezes sem amor, o cristão é muitas vezes sujeito a ofensas e outras circunstâncias que o desanimam a praticar o bem e a auxiliar ao próximo. Contudo, Deus convida-nos a perseverar, a ter bom ânimo apesar das tribulações (Jo16:33). E, caso o cristão desista de praticar as boas obras que começou a praticar, a alma do nosso Deus não se compraz nele pois, esse cristão está a retroceder na fé (Hb 10:38-39).  
 
O mundo, com a sua falta de amor, e com as suas dificuldades não constitui o único fator que desanima o cristão na sua caminhada; outro fator é o pecado. O pecado, impede a comunhão do cristão com Deus e também torna-se um peso que dificulta a caminhada do cristão, tirando-lhe o ânimo e apagando a chama do Espírito Santo. Por isso o autor da epístola aos hebreus aconselha aos cristãos a desembaraçarem-se de todo o peso do pecado para poderem correr com perseverança a carreira proposta pelo nosso Senhor Jesus Cristo.  
 
As dificuldades podem fazer-nos desanimar e por isso, para não  sentirmos a nossa carreira penosa e sem alegria, o autor desta epístola aconselha-nos a olhar firmemente para Jesus Cristo, o autor e consumador da nossa fé. O nosso Senhor Jesus sendo justo e santo suportou com alegria, grandes afrontas, por parte de pecadores, deixando-se morrer na cruz do Calvário para a nossa salvação.  Mas hoje, o nosso Senhor está sentado a dextra de Deus e tudo governa.  
 
Os cristãos têm por isso um grande incentivo a perseverança: a caminhada do nosso Senhor Jesus Cristo rumo a cruz do Calvário, como podemos ver isso no seguinte versículo: "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo o peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignominia, e está assentado à destra do trono de Deus." Hb 12:1-2.