Mostrar mensagens com a etiqueta redenção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta redenção. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de março de 2019

Deus transforma o mal em bem

Ao longo da história da humanidade, vemos vários acontecimentos e neles podemos ver a soberania de Deus na vida do homem. Nos livros dos profetas dos Antigo Testamento a soberania de Deus é demonstrada na vida do povo de Israel. Vemos que Deus tudo controla e que nada pode impedir Deus de cumprir os seus planos.

O povo de Israel foi formado pela vontade de Deus, e antes de Adão e Eva pecarem Deus já tinha previsto todo o processo da formação do seu povo eleito. Deus fez um pacto com Abraão e avisou-o que o povo que seria formado a partir dele seria escravo na terra do Egito por quatrocentos anos. “então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas.” Gn 15:13-14.

Deus avisou o povo de Israel que eles deveriam converter-se dos seus pecados e que se eles não se convertessem sofreriam as consequências. Para isso Deus usou vários profetas como Isaías, Jeremias, Ezequiel, Oseias e Amós. “Dai voltas às ruas de Jerusalém; vede agora, procurais saber, buscai pelas praças a ver se achais alguém, se há um homem que pratique a justiça ou busque a verdade; e eu lhe perdoarei a ela. (...)Deixaria eu de castigar estas coisas, diz o Senhor, ou não me vingaria de nação como esta?” Jr 5:1,9

Esses profetas foram também usados por Deus para anunciar uma nova aliança que Deus, faria através do Messias. “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. Porque esta é aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, eles serão o meu povo.” Jr 31:31-33

Todos os pontos que Deus achou importantes para falar sobre o Messias foram então anunciados pelos seus profetas. Desde o pormenor sobre o local de nascimento do Senhor Jesus até a forma como morreria. “E tu Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde a eternidade.” Mq 5:1(...) Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressor; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intrecedeu.” Is 53:12

Ao longo de toda a história do povo de Israel nada saiu do controlo de Deus e Ele usou as intenções dos homens para levar a cabo os seus planos. Por isso, no momento certo, na plenitude dos tempos, o nosso Senhor Jesus veio a terra para ensinar ao homem a vontade do Pai Celeste e para cumprir o plano redentor de Deus, preparado desde a fundação do mundo. “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” Gl 4:4-5

Tudo o que os principais sacerdotes e fariseus planearam fazer contra Jesus foi transformado por Deus em bem, para benefício da humanidade. Como nos diz o Espírito Santo através do livro do profeta Isaías, Deus fez cair sobre o Senhor Jesus o castigo que nos era destinado para que pudessemos ser livres da condenação eterna que nos era destinada. “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moido pelas nossas iniquidade; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.(...)Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intrecedeu.” Is 53:4-5,12

Deus como soberano controla tudo; e hoje, por o plano de Deus da nossa redenção já estar cumprido, existe a Igreja de Jesus Cristo. Através do sangue do Cordeiro de Deus temos os nossos pecados perdoados e podemos achegar-nos a Deus para adorar a sua Bondade a sua Majestade. 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Os degraus da Graça

A Graça de Deus é a responsável por tudo o que o crente recebe da parte de Deus, tanto a salvação, como a fé, o arrependimento dos pecados, como o chamado. A Graça é o favor imerecido que Deus concede espontaneamente ao homem pecador que nada merece. A principal manifestação da graça de Deus é a sua misericórdia que permitiu que fossemos perdoados por Ele e recebêssemos a salvação.
Os crentes são aconselhados a crescer na Graça, para que possam alcançar tudo o que Deus tem planeado para as suas vidas, como exemplo alcançar a imagem e semelhança de Cristo Jesus. “antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” 2 Pe 3:18
Este processo de crescimento é permitido através do Espírito Santo, do estudo da Palavra de Deus e da humilhação perante Deus, que concede a Sua graça a aqueles que são dependentes Dele. Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. “ Tg 4:6. Crescer na Graça é da responsabilidade do próprio crente, bem como o seu desenvolvimento, crescimento, amadurecimento espiritual e frutificação.
A medida que os crentes crescem na Graça, através do estudo da Palavra de Deus e da obediência, vêm um aumento da sua sensibilidade em relação ao pecado e os frutos do Espírito Santo se tornam manifestos na vida sua vida, levando a uma semelhança com o caracter de Jesus Cristo. Com o aumento da sensibilidade ao pecado o crente toma maior consciência de que é indigno, falho, que não tem nada de bom em si e que é totalmente dependente de Deus.
A Graça permite vários benefícios ao crente, que podem ser referidos como degraus. O primeiro degrau da Graça é a redenção, pois Jesus Cristo pagou através da sua morte na Cruz do Calvário, a dívida que tínhamos com Deus e por isso temos a remissão ou perdão dos pecados, ou seja, estamos livres da morte eterna, da consequência dos nossos pecados: ”para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,”Ef 1:6-7. A remissão dos pecados é o segundo degrau da Graça.

O terceiro degrau da Graça é a libertação do poder das trevas, que constitui o reino dominado por Satanás e que governa a todos aqueles que não se sujeitam a Deus. Neste reino o homem é dominado pela carne e pelas suas concupiscências e tem como principal característica a vida independente de Deus e do seu governo.

Como Jesus Cristo venceu Satanás e todo o império das trevas através da sua morte e ressurreição, todos aqueles que aceitam Jesus como Senhor e Salvador das suas vidas, são transportados do reino das trevas para o reino da Luz. ”Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, “ Cl 1:13.

A entrada no reino da luz, ou reino do amor, é o quarto degrau da Graça. Neste reino o crente tem de aprender as normas que regem o reino, e deixar as obras do reino das trevas, como as iras, ódios, invejas, contendas, inimizades, prostituição entre outras coisas.

No reino do amor o crente anda em longanimidade, humildade, benignidade, e perdão e por isso não arde em ciúmes pelo próximo, nem se ufana, nem se ensoberbece, nem se conduz inconvenientemente, nem procura os seus próprios interesses; e também não se exaspera, não se ressente do mal, nem se alegra com a injustiça (1Co 13:4-6).

A vivência de acordo com a vontade do Cristo, e a prática das obras de justiça em favor do próximo recomendadas pelo Mestre, como a defesa dos pobres, do necessitado e o amor ao próximo (tanto os inimigos, como aos irmãos da fé), produz a alegria e a paz do Espírito Santo. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.” Rm 14: 17.

Com a redenção permitida pelo sangue de Jesus conseguimos o quinto degrau da Graça, o crente torna-se idóneo para receber a herança dos santos “dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz.” Cl 1:12. A idoneidade do crente traduz-se no facto de possuir os atributos necessários para receber a herança de Deus Pai, por outras, por ser filho adotivo de Deus o crente passa a ter direito a receber a herança dos santos.

Com o crescimento na Graça o crente vai sendo fortalecido em todo o poder do Espírito Santo, para viver a Palavra de Deus, servir de testemunha e fazer as obras que o Mestre recomendou ” sendo fortalecidos em todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria, “Cl 1:11. O fortalecimento com todo o poder é o sexto degrau da Graça.

O sétimo degrau da Graça é a capacitação para as boas obras que Deus preparou para que andássemos nelas. “ Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” Ef 2:10.

O oitavo grau da Graça é o conhecimento de Deus, da sua vontade quanto a forma como devemos viver para o Seu agrado, dando os frutos que Deus planeou para nós. “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda sabedoria, e entendimento espiritual” Cl 1:10 Devemos conhecer a Jesus em cada dia como nosso Senhor e Deus e continuar sempre progredindo nesse conhecimento (Os 6:3).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Salvação pela graça


Recentemente têm-me vindo ao coração a importância da graça na salvação do homem, e sua nova posição em Cristo após a sua conversão: ele possa a ser filho de Deus por adoção “ Porque não recebeste o espírito de escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebeste o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com Ele sofremos, também com Ele seremos glorificados” Rm 8: 16-17.

Portanto a salvação do homem está garantida, e não precisa de fazer nada para manter a sua salvação, pois esta foi-lhe dada pela graça, mediante a fé “ sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;” Rm 3:24-25. ,

O crente agora, sendo filho por adoção vive para Jesus, servindo-o com boas obras por gratidão e amor pela sua salvação. “ Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” Ef 2:8-10.

O filho de Deus não precisa de fazer boas obras para manter a sua salvação “ visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei(…) Rm 3:20 ou como o apóstolo Paulo diz novamente em sua carta aos Efésios “ Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; visto que não vem de vós; é dom de Deus; não vem de obras para que ninguém se glorie.“Ef 2:8-9.

Por isso, em plena convicção da graça de Deus e da salvação da ira futura (condenação eterna) podemos descansar “Pois assim como, por uma ofensa, veio juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para justificação que dá a vida.” Rm 5:18.

Glória ao nosso Deus: “ Agora, pois nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”Rm 8:1. O nosso Deus não nos salvou devido as nossas obras, mas sim pela sua misericórdia: “ E é assim também que David declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente das suas obras: Bem-aventurado aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputa pecado.” Rm 4:6-8

Vivamos esta passagem de ano e o 2015 que se avizinha com plena alegria no coração, pois nada poderá separa-nos do amor de Deus “ Justificados pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio que quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamos-nos na esperança da glória de Deus.” Rm 5:5-2.

Meus amados irmãos, Deus ama-nos e salvou-nos, mesmo sabendo que em nós não há virtude alguma “Porque Cristo, quando nós ainda eramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo, pois poderá ser que pelo homem bom alguém se anime a morrer.” Rm 5:6-7.