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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Olhai por vós

Deus na sua grande misericórdia enviou o seu Filho Amado, o Senhor Jesus, para morrer pelos nossos pecados e assim pudéssemos ter acesso a Pátria Celeste. Como o homem é falho, e incapaz de agradar a Deus por si só, após a ascensão de Jesus, Deus enviou o Espírito Santo para que pudesse morar nos cristãos e ajuda-los a seguir os mandamentos que o Senhor Jesus nos tinha deixado.

Contudo, o homem foi feito com livre arbítrio e existe um papel na santidade do homem, que só ele pode desempenhar, apesar da ajuda diária de Deus. Esse papel é o de vigiar e guardar o seu coração de tudo o que possa distraí-lo da vinda do nosso Senhor Jesus. Vemos o conselho do Senhor Jesus no versículo a seguir: “Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço.” Lc 21:34

A vinda do Senhor Jesus a terra será num dia e numa hora que o Pai Celeste escolher e por isso, ninguém sabe quando será esse dia. Temos por isso de olhar por nossa vida e ser cautelosos. A santidade do cristão deverá ser preservada a cada dia; ele deve desviar-se de tudo aquilo que é mau para Deus e prontificar-se para fazer tudo o que Deus gosta que o homem faça, para Deus e para as pessoas que estão a sua volta.

O desejo de Deus é que o homem viva em santidade e justiça todos os dias da sua vida e que tenha sempre a arder a chama do Espírito Santo. Foi para tornar isso possível que o Pai enviou o seu Filho Jesus, como tinha prometido: “e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servo, como prometera, desde a antiguidade, por boca dos seus santos profetas, (…) de conceder-nos que, livres das mãos dos de inimigos, o adorássemos sem temor, em santidade e justiça perante ele todos os nossos dias.”Lc 1:69-70;74-75.

O homem, foi então planeado para servir a Deus e ter comunhão diária com o nosso Criador. Mas o homem, como ser humano que é, tem necessidades como por exemplo: de alimentar-se diariamente, de vestir-se,  de ter uma habitação para proteger-se do frio e do calor, e também tem necessidade de afeto. As necessidades do homem podem tornar-se o foco da sua vida e desviar a sua atenção de Deus.

A Bíblia mostra-nos exemplos de pessoas que estavam tão preocupadas com as coisas do dia a dia, como o comer, beber, vestir, casar que quando Deus enviou o seu juízo, elas não estavam atentas à Deus e foram destruídas. O nosso Mestre, nos versículos seguintes, recorda-nos dos dias de Noé, e diz-nos que assim como foi nos dias de Noé, assim será a sua vinda. “Pois, assim como nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e dava-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o aperceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.” Mt 24:37-39.

Por isso o nosso Mestre, o Senhor Jesus, avisa-nos que devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e confiar na sua ajuda para satisfazer as nossas necessidades humanas. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6:33

As pessoas no mundo colocam toda sua atenção nas necessidades da vida, e Deus avisa-nos a não seguirmos o exemplo delas, pois Deus tem mostrado o seu amor para connosco e podemos confiar Nele. “Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas;” Mt 6:31-32.

Cabe ao homem estar então atento, ao que está a sua volta e desviar-se de tudo o que possa desagradar a Deus. O homem deve usar o seu livre arbítrio para escolher fazer aquilo que o Espírito Santo o orienta a fazer, e encher o seu coração com assuntos relacionados com a vida eterna para que o seu foco esteja no céu e não na terra. Assim, o homem poderá estar pronto para ir com Jesus Cristo quando Ele voltar.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Guardando o coração da rebeldia


Algumas coisas que acontecem no nosso dia a dia podem magoar o nosso coração e fazer-nos duvidar da graça e do amor de Deus. Quando instalamos esta dúvida no nosso coração passamos a ter menos vontade de obedecer a Deus, pois achamos que Deus não se importa connosco e por isso não é digno da nossa obediência. O ato de não obedecermos a Deus torna-nos rebeldes para com o nosso Deus.

A rebeldia é o ato de desobedecermos a Deus propositadamente, com a plena consciência de qual é a forma que Deus deseja que nos comportemos. Esse ato é uma afronta a Deus e uma rejeição da autoridade de Deus. O centro da nossa vida deve ser Deus e quando não o obedecemos, e preferimos seguir os instintos da nossa carne, estamos colocam-nos a nós próprios no centro da nossa vida e dizendo a Deus que achamos que podemos viver de forma independente Dele.

O Espírito Santo mostra-nos que Deus abomina tanto a rebeldia que a compara com pecado da feitiçaria como vemos no versículo a seguir: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.” 1 Sm 15:23.

Quando queremos permanecer agindo de forma contrária a Palavra de Deus, mesmo tempo ouvido uma repreensão do Espírito Santo, estamos nos tornando obstinados. A obstinação faz o homem cego aquilo para aquilo que se passa em seu redor e surdo a voz de Deus. Por isso Deus considera a obstinação como um ato de idolatria, onde nos prostramos perante nós próprios e á nossa vontade ao invés de nos prostrar-nos perante Deus.

A rebeldia e a permanência na rebeldia, conduz o homem a situações de pecado que o acorrentam e que lhe dominam. Viver em rebeldia conduz as trevas espirituais das quais só Deus pode nos livrar. Mas para isso é necessário que o homem clame a Deus por socorro como nos mostra o salmista nos versículos a seguir: “Os que se assentaram nas trevas e nas sombras da morte, presos em aflição e em ferros, por se terem rebelado contra a palavra de Deus e haverem desprezado o conselho do Altíssimo, de modo que lhes abateu com trabalhos o coração – caíram, e não houve quem os socorresse. Então, na angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das sua tribulações. Tirou-os das trevas e das sombras da morte e lhes despedaçou as cadeias.” Sl 107:10-14.

A rebeldia atrasa a vida do cristão, pois afasta-o dos caminhos de Deus e dos propósitos de Deus para a sua vida. Por isso, para que o cristão não tenha tentação em cair em rebeldia deve afastar do seu coração tudo o que possa fazer duvidar do amor de Deus. O cristão deve limpar todas as mágoas que possam querer entrar no seu coração pois a mágoa quando ganha raízes e se instala no coração causa muitos danos nos relacionamentos, sobretudo no relacionamento com Deus.

Deus é amor, e quando ficamos com mágoa de alguém acabamos por não querer o bem a essa pessoa e esses pensamentos de vingança entristecem o coração de Deus e afasta a presença do Espírito Santo na nossa vida. Por isso o Espírito Santo aconselha-nos a ter paz com todos e a não deixar que aja em nós alguma raiz de amargura. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e por meio dela, muitos sejam contaminados;” Hb12: 14-15.

O ato de guardar mágoa em si mesmo é algo que Deus alerta-nos a não fazer, tanto no Antigo como no Novo Testamento. No Antigo Testamento o Pai Celeste transmitiu a Moisés coisas que o povo de Israel não deveria fazer, para o seu próprio bem, e também para ter uma boa relação com Deus. Uma dessas coisas é sobre o dever de não guardar ira contra aqueles que nos são próximos. O versículo fala-nos disso: “Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.” Lv 19:18.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus ensinou-nos que não havia limites de vezes para perdoarmos o nosso irmão. “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” Mt 18:21-22.

Deus é o Senhor da nossa vida e devemos mostrar que Ele é o nosso Senhor obedecendo a sua vontade, fugindo da obstinação de não perdoar aqueles que pecaram contra nós. Quando perdoamos o pecado no nosso irmão, estamos tendo um coração semelhante ao de Deus, alimentando uma boa relação com o Pai Celeste e permitindo que o Espírito Santo que se aproxime de nós.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

A parábola do servo vigilante

Jesus Cristo é o nosso Mestre, o Filho de Deus; é aquele que foi enviado pelo Pai Celeste para que pagasse o preço dos nossos pecados e nos livrasse da condenação eterna. Da mesma forma como Deus Pai, um dia enviou o seu Filho para cumprir o plano da salvação e para mostrar a sua vontade também enviará o Seu Filho, o Rei nos reis e o Senhor dos Senhores para vir buscar a sua Igreja.

Como apenas Deu Pai sabe o dia e a hora em que Jesus virá a terra buscar a Igreja, o nosso Mestre aconselha-nos a estarmos prontos para a sua vinda e sermos vigilantes para se esse dia não nos apanhe desprevenidos. O nosso Mestre ensinou-nos isso através de uma parábola, conhecida como a parábola do servo vigilante.

Nos versículos a seguir podemos ver a parábola: “Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá.” Lc 12:35-37.

O nosso Mestre fala-nos de que devemos ter a atitude de quem já tem as roupas vestidas e ajustadas para o trabalho, da mesma forma como os homens da época faziam quando se preparavam para fazer alguma coisa importante. Naquela época não havia luz, por isso para a iluminação utilizava-se candeias. Quando se estava a espera de alguém a noite, era necessário acender a candeia para haver luz suficiente para receber a pessoa.

Jesus deseja que estejamos prontos e que tenhamos as nossas candeias acesas. Na vida espiritual do cristão, para que a candeia esteja acesa é necessário que haja o azeite do Espírito Santo em quantidade suficiente para manter a chama da nossa fé acesa. Para isso tempos de buscar o Espírito Santo e fazer aquilo que Lhe agrada para Ele que tenha prazer em estar na nossa vida. É o Espírito Santo quem nos capacita a fazer aquilo que Jesus nos ordena na sua Palavra.

O Espírito Santo é também o Espírito de Cristo e o responsável por tudo o que Jesus fazia na terra, como nos refere o versículo seguinte: “O Espírito Santo Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram” Is 61:1-2

Quando nos aplicamos em vigiar acabamos por nos desviar das coisas que desagradam a Deus e nos consagramos mais ao serviço do Pai Celeste. Por um lado isso vai obrigar-nos a servir ativamente a Deus e por outro a santificar-nos mais. A Palavra de Deus ajuda-nos a caminhar em santidade e por isso devemos moldar o nosso entendimento á Palavra de Deus como nos aconselha o apóstolo Pedro: “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo, (…) pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” 1Pe 1:13,15-16.

Se estivermos atentos a vinda de Jesus acabaremos também por utilizar o nosso tempo de forma mais útil para os propósitos de Deus. Ao vigiarmos seguimos o conselho do apóstolo Paulo e remimos o tempo. “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.” Ef 5:15-16. Os tempos não estão fáceis e tudo tenta desviar os cristãos do propósito de servir a Deus.

Em tudo o que fizermos no nosso dia a dia devemos fazê-lo de forma a agradar a Deus e de forma a sermos achados em condições para irmos com o Senhor Jesus quando Ele vier buscar a sua Igreja. Devemos também buscar a santidade, porque a santidade de Deus exige isso de nós. Quando nos consagramos a Deus ficamos também em condições para fazermos as obras que Deus espera de nós.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Uma vida moralmente estável

Ao longo de toda a infância até a vida adulta fomos nos apercebendo sobre as metas de vida das pessoas a nossa volta. Facilmente notamos que uma das principais metas de todos os que nos rodeiam é ter uma vida financeiramente estável. Apesar da vida financeira ter uma implicação importante na qualidade de vida que as pessoas usufruem existe um outro fator que influencia a nossa vida espiritual, familiar e social e que determina a nossa existência por toda a eternidade. Esse fator é nossa moralidade, ou por outras palavras os nossos princípios de vida.

A Bíblia ensina-nos que devemos firmar-nos nos princípios morais ensinados por Deus por toda a nossa vida e em qualquer situação financeira. Por outras palavras quer haja uma boa vida financeira quer não, a Bíblia ensina-nos a manter a obediência aos princípios morais ensinados por Deus. Esses princípios morais podem ser observados   num dos sermões mais conhecidos de Jesus Cristo chamado Sermão da Montanha.

O primeiro princípio que Jesus nos ensina a obedecer é a dependência a Deus ou a consciência de que nada somos sem Ele. É um sentimento de humildade perante o poder de Deus e de reconhecimento de tudo o que Ele faz por nós. Esse sentimento traduz-se numa dependência de Deus em todas as áreas da vida. O nosso Mestre fala-nos disso no versículo a seguir: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” Mt 5:3

O segundo princípio é o da sensibilidade pela dor de Deus e das pessoas ao nosso redor. Essa sensibilidade é também, principalmente,  a capacidade de compreender aquilo que ofende a santidade de Deus; ou seja aquilo que representa pecado na nossa vida pessoal e ou na vidas das pessoas a nossa volta. Esta sensibilidade leva a sentir tristeza quando ocorre pecado e a evitar o pecado. Deus através do seu Santo Espírito consola aqueles que se entristecem e arrependem-se dos seus pecados. Vemos isso no versículo a seguir: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” Mt 5:4.

Outro princípio que deve ser seguido ao longo de toda a vida é o princípio da mansidão. Jesus Cristo é aquele que nos convida a aprender com Ele a ser manso de coração. Essa mansidão leva-nos a não nos exaltarmos nas situações de contrariedade e a evitar sermos impulsivos e irritar-nos com os outros. Por outro lado, leva também a submeter-nos a Deus e a não nos rebelar-nos sobretudo quando não pudemos fazer a vontade da nossa carne. O nosso Mestre diz-nos isso a seguir: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” Mt 5:5.

Para que a nossa vida com Deus seja boa e para que possamos crescer espiritualmente é necessário também que haja sempre fome e sede de justiça. A justiça é explanada na Palavra de Deus e praticada através da obediência aos ensinamentos morais do nosso Senhor Jesus. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” Mt 5:6. Tudo o que é justo e correto está de acordo com a Palavra de Deus. A injustiça pelo contrário contraria o amor e misericórdia ensinados por Deus.

Outro princípio que deve fazer parte das nossas vida em qualquer circunstância é a misericórdia. A misericórdia é a capacidade de agir em direção as necessidades das pessoas que estão a sofrer. É também a capacidade de renegar o desejo de vingança e oferecer o perdão. Deus é misericordioso e deseja que sejamos também misericordiosos. O nosso Mestre fala-nos a seguir da necessidade de sermos misericordiosos: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” Mt 5:7.

Outro princípio que não deve ser descurado é a busca pela santidade. A santidade não se resume apenas no facto de não cometermos pecados visíveis pela sociedade mas também em termos uma atitude mental e pensamentos agradáveis a Deus. Implica também termos um coração limpo do ódio, da inveja, do ressentimento, do orgulho e da soberba. Vemos esse princípio a seguir: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.” Mt 5:8.

Esses princípios são fundamentais para termos uma vida moralmente estável e também para termos um bom relacionamento com Deus. É determinante nos nossos relacionamentos e também para obtermos a vida eterna que é o mais importante da nossa vida. Por isso, o objetivo da nossa vida não deve ser apenas ter uma vida financeira estável mas sobretudo, uma vida moralmente estável para que possamos viver eternamente com Deus.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Andar em santidade


Um dos temas mais falados sobre a vida cristã é sem dúvida a santidade. Todos os cristãos desejam andar em santidade mas por vezes, a ideia de santidade fica pouco clara na mente de muitos cristãos. Muitas vezes os cristãos habituam-se a fazer aquilo que faziam no início da sua caminhada cristã e pensam que estão a andar em santidade.

Antes de qualquer definição de santidade, podemos dizer que a santidade é uma das características de Deus. Deus é Santo, totalmente separado do pecado; Nele não há trevas, nem mentira, nem maldade. Deus é totalmente Santo e totalmente Bom. Tudo o que está longe dos padrões de comportamento de Deus, foge da santidade que Ele deseja. Por isso, se quisermos aproximar-mos de Deus e ter comunhão com Ele temos de nos afastar do pecado e buscar os padrões de Deus, ou seja, a santidade.

Deus diz-nos na sua Palavra que devemos ser santos porque Ele é Santo. “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” 1Pe14-16.

Em todo o nosso comportamento, devemos ser santos, ou seja ter um padrão de comportamento próximo ao ensinado pela Palavra e afastado dos padrões do mundo. Contudo, para iniciarmos esse processo de caminhada em santidade, precisamos do sangue de Jesus, que nos purifica de todo o pecado. Por isso, quando aceitamos o sacrifício de Jesus, podemos entrar em comunhão com Deus e viver para Ele. Assim, com a ajuda de Jesus e do seu Santo Espírito podemos viver de forma separada do pecado e do mundo ou seja, podemos viver em santidade.

A Palavra de Deus diz-nos que Deus chamou-nos para a santidade; para uma nova vida, no seu reino. “Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto a maneira que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais; (...) porquanto Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação.” 1Ts 4:1,7.

Por isso, Jesus trabalha nas nossas vidas para nos santificar. Uma das formas que Jesus usa para nos santificar, para nos separar da mentalidade do mundo e das práticas pecaminosas das trevas é através da Palavra de Deus. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” Jo 17:17. Os ensinamentos de Jesus, transmitem a vontade do Pai Celeste, e permitem-nos ter uma mente renovada e consequentemente, um comportamento santo, agradável a Deus. Por isso, o nosso Senhor Jesus, pede ao Pai Celeste, que santifique os seus discípulos da verdade.

A verdade, ou aquilo que Jesus nos ensina, faz-nos evitar as obras da carne e buscar as obras do Espírito. Como o Espírito é contrário a carne, quando andamos na carne, não só desagradamos a Deus como também nos tornamos inimigos de Deus. “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Rm 8:7-8.

Por isso tudo, andar em santidade é evitar as obras da carne, e andar no Espírito. Andar em santidade, não se refere apenas ao ato de evitar a imoralidade sexual, mas sobretudo em obedecer ao Pai Celeste e cumprir os mandamentos de Jesus Cristo. Andar em santidade é seguir o exemplo de amor e de obediência ao Pai Celeste que o nosso Mestre Jesus demonstrou ao longo da sua vida na terra.

Por último, podemos dizer que a santidade é um processo gradual de abandono das antigas paixões e uma semelhança cada vez maior com a maneira de agir e pensar de Jesus Cristo. A nossa santidade tem de ser cada dia maior que o dia anterior e menor que o dia de amanhã. Deus deseja que as trevas em nós se dissipem até que a Luz de Jesus ilumine totalmente a nossa vida.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Santidade, um requisito para o relacionamento com Deus


A relação com Deus exige alguns requisitos. Contudo, o primeiro passo já foi dado pelo Senhor Jesus quando morreu na Cruz do Calvário para que os nossos pecados fossem perdoados e o nosso relacionamento com Deus fosse então possível. Os outros requisitos, são da responsabilidade do homem, embora possam ter ajuda do Espírito Santo.


Esses requisitos estão relacionados com a santidade. Isto porque Deus é luz e Nele não há trevas algumas. Quem quiser aproximar-se de Deus tem de deixar as trevas e as sua obras. O apóstolo João diz-nos isso na sua segunda epístola, como vemos a seguir: “Ora, esta é a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.” 1João 1:5


Para além disso, não pode haver comunhão entre a luz e a trevas, porque elas são opostas, da mesma forma que o bem é oposto ao mal. A comunhão significa ter algo em comum, é a partilha de ideias e objetivos. Deus não pode ter comunhão com pessoas que estão nas trevas, porque essas pessoas pensam de forma oposta ao pensar de Deus.


O apóstolo Paulo explica-nos este fato referindo que não é possível haver sociedade entre a justiça e a injustiça, nem entre a luz e as trevas. Vemos isso a seguir: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” 2Co 6:14-15.


Os princípios de Deus são totalmente opostos aos princípios do reino das trevas. Por isso se alguém quiser crescer na sua comunhão com Deus tem de se santificar, ou seja tem se se dedicar a aquilo que agrada a Deus e afastar-se das obras da carne e das trevas. Isso, traduz-se numa obediência sucessivamente maior a Palavra de Deus e aos seus mandamentos.


Nós somos o templo de Deus, pois temos em nós o seu Santo Espírito. Se quisermos adora-Lo e louva-Lo com as nossas obras temos de adotar a forma de pensar e de viver do seu Filho, o Senhor Jesus. O Senhor, deseja que nos aproximemos Dele, da sua santidade e diz-nos isso no versículo a seguir: “Eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo.” Lv 11:45.


Deus deseja ser o nosso Deus, e para que possamos deixa-Lo reinar em nossas vidas temos ser santos da mesma forma que Ele é Santo. Os humanos têm uma natureza pecaminosa e por isso, é difícil assemelharmos totalmente a santidade do nosso Mestre Jesus. Contudo, quando pecamos podemos contar com o perdão de Deus e com a sua ajuda para superamos o pecado. O apóstolo João diz-nos isso a seguir: “Se confessarmos os nosso pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” 1Jo 1:9.


O nosso Deus ama-nos e deseja dar-nos uma vida eterna ao seu lado. Por isso, devemos dedicar-nos a Ele com todo o nosso amor e afastar-nos das impurezas tanto da carne como do espírito; e aperfeiçoar a nossa santidade no temor de Deus como nos aconselha Paulo no versículo a seguir: “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” 2 Co 7:1.


A santidade, é uma busca por todas as atitudes e obras que agradam a Deus; e é uma forma de nos aproximar-nos de Deus, não só para termos comunhão com Ele mas também para adquirirmos o mesmo caráter que o Senhor Jesus, o nosso exemplo de amor e de obediência ao Pai Celeste. Quanto mais a buscamos mais nos tornaremos semelhantes a Jesus Cristo e mais agradaremos o nosso Pai Celeste.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Chamados para ser santos

A Bíblia mostra que, quando Deus chama um homem, não o chama apenas para a salvação mas, também para a santidade. Por isso todos os cristãos, a cada dia, são chamados, por parte do Senhor Jesus para serem santos. O apóstolo Paulo afirma-o claramente no versículo seguinte: "A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para ser santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo". Rm 1:7. 
 
O nosso Senhor Jesus, é Deus e é totalmente Santo, pois nele não existe nenhum tipo de maldade ou impureza. O reino do nosso Senhor é um reino de Luz, onde a maldade, o pecado já não dominam. Por isso quando o cristão é chamado a salvação recebe também o convite para ser santo, de forma a relacionar-se de forma progressivamente mais íntima com o Senhor Jesus.  
 
O nosso Mestre apesar de amar o pecador não suporta o pecado e por isso quando O aceitamos como Senhor e salvador das nossas vida, já não podemos conduzir-nos pelas paixões que existiam antes da nossa conversão. Pelo contrário, devemos conduzir-nos pelos ensinamentos do nosso Mestre e seguir os seus passos, de forma a que, da mesma forma como Ele é santo, possamos também tornar-nos santos em todo os nossos procedimentos. 
 
É precisamente este o conselho do apóstolo Pedro na sua primeira carta como podemos ver a seguir: "Como filhos da obediência, não vos moldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo." 1Pe 1:14-16. 
 
Por este mesmo motivo O Espírito Santo através da carta de Paulo aos romanos aconselha-nos a não deixarmos o pecado reinar no nosso corpo, de maneira tal que ainda obedeçamos as paixões da carne; muito menos devemos oferecer o nosso corpo como instrumento de iniquidade para servir ao reino das trevas (Rm 6:12-13). 
 
No mesmo texto O Espírito Santo avisa-nos de que aquele a quem obedecemos como servos, é esse de quem somos servos. Portanto ou fazemo-nos servos de Deus e obedecemos apenas a sua vontade, ou fazemo-nos servos do reino das trevas obedecendo as concupiscências da carne e andando em pecado. Vemos estas palavras do apóstolo Paulo no versículo seguinte: "Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?" Rm 6:16. 
 
Como servos de um dos reinos, das trevas ou de Deus, podemos ter um padrão característico de comportamentos internos e externos. Por isso, quando o homem deseja tornar-se progressivamente mais santo e aproximar-se também progressivamente de Jesus Cristo, deve praticar cada vez mais as obras do reino celestial e despojar-se progressivamente mais das coisas do reino das trevas. 
 
Para aproximar-nos cada vez mais do nosso Senhor Jesus, devemos portanto, fazer as obras que o Senhor nos recomendou, bem como tudo aquilo que envolve a nossa vida, com humildade, bondade, benignidade, misericórdia, paciência e sobretudo perdoando sempre as ofensas cometidas contra nós.  
 
Enquanto caminhamos nesta vida temos comunhão com o Senhor Jesus através do seu Santo Espírito, que habita em nós; e para agrada-Lo devemos evitar todas as obras das trevas, que entristecem o Espírito Santo e O afasta de nós. Por isso devemos evitar toda a amargura, e cólera, e ira, e blasfémias, bem como toda a malícia e obras feitas por maldade.  
 
O apóstolo Paulo diz-nos isto na sua carta aos efésios: "E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para a dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfémias, e bem assim toda malícia." Ef 4:30-31. Ao evitar-mos essas atitudes do reino das trevas também progredimos em santidade. 
 
Em resumo, em tudo o que fizermos, seja em pensamento ou em ações devemos fazê-lo de forma a glorificar a Deus, ou seja, segundo os princípios do reino celestial, que são as ordens dadas pelo Senhor Jesus Cristo. Foi este o importante conselho dado pelo apóstolo Paulo aos coríntios na sua primeira carta: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus." 1Co 10:31. 
 
 
 

sábado, 10 de outubro de 2015

Jesus, a pedra angular

 
O salmista Davi profetizou o aparecimento à terra de um Messias que seria a pedra angular, a pedra aprovada, preciosa e solidamente assentada  da Igreja (Sl 118:22). Essa pedra seria a pedra angular, a pedra de esquina, que teria como papel alinhar toda a construção da Igreja. O profeta Isaías profetizou também o aparecimento da pedra angular da Igreja, ou seja, do nosso Senhor Jesus.
O profeta Isaías usa as palavras: “Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada; aquele que crer não foge.” Is 28:16. Jesus Cristo é a pedra angular da Igreja, aquele que pelo seu sacrifício permite a entrada dos homens no reino de Deus e que pelo seu exemplo e também pelo seu Espírito, alinha a vida dos crentes, permitindo que a Igreja cresça em número e em maturidade em direção a sua própria imagem.
Jesus Cristo é a pedra angular provada por Deus, pela sua vida na terra, pela santidade com que viveu mesmo quando tentado; e é precioso por ter salvado toda a humanidade com o seu sacrifício vicário. Aqueles que creem em Jesus Cristo não fogem do seu Senhor. Pelo contrário são atraídos pelo Senhor e o seguem, como ovelhas ao seu pastor.
Os cristãos são pedras vivas deste santuário que é a Igreja, e são ajuntados e firmados no fundamento dos profetas e dos apóstolos; e juntos, são um templo, uma casa espiritual para serem, ao mesmo tempo, sacerdócio santo, a fim de oferecerem sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.
O apóstolo Pedro utiliza o nome, pedra angular para referir-se de Jesus Cristo e chama os cristãos de pedras que vivem nos seguintes versículos: “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.” 1Pe 2:4-5.
O povo de Deus, os cristãos são, portanto, um edifício, as pedras de um santuário, cuja a pedra angular, a pedra principal é o nosso Senhor Jesus Cristo. Apesar de rejeitado pelos homens da sua época, Jesus Cristo foi aprovado por Deus, para ser o Cordeiro de Deus e para julgar toda a humanidade. Jesus Cristo mostrou na terra através de prodígios, milagres e da sua ressurreição, que era o Messias que iria reinar eternamente. “A pedra que os construtores rejeitaram essa veio a ser a principal pedra, angular;” Sl 118:22.
Os cristãos por fazerem parte do mesmo edifício que Jesus Cristo, a pedra angular, têm de ter as mesmas qualidades que a pedra principal, para que o edifício esteja sempre adequado a oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus. Por isso os cristãos devem viver em santidade, por outras palavras de uma maneira distinta da maneira do mundo viver.
O apóstolo Pedro refere: “ Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” 1Pe 2:9. Se fomos chamados para a maravilhosa luz de nosso Senhor Jesus já não podemos ser participantes com as obras das trevas.
Por isso o apóstolo Paulo questiona, no versículo a seguir, se pode haver alguma sociedade entre a justiça e a iniquidade ou que comunhão pode haver entre a luz e as trevas. O apóstolo questiona ainda se pode haver alguma harmonia entre Cristo e o Maligno, que são de reinos opostos. “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” 2Co 6:14-15. Por isso os crentes devem, viver de forma diferente do mundo, como cidadãos do reino da luz, para serem semelhantes a Jesus, a pedra angular da Igreja.

quinta-feira, 26 de março de 2015

O nosso coração: o cerne da santidade


Na Bíblia, o coração tem um papel muito importante na vida espiritual do homem, pois constitui tanto a mente, como a sede das suas emoções e vontades. O coração é descrito muitas vezes como a mente, o local onde o homem processa as informações captadas do exterior, e o órgão através do qual pensa e toma decisões.

Por isso, o livro de Provérbios descreve, que, o que mais importa ser guardado na vida do homem é o coração, pois é através dele que o homem pensa, raciocina, e toma todas as decisões importantes na sua vida. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” Pv 4:23.

O nosso Mestre reforça a importância do coração dizendo-nos que é do coração que procedem os maus pensamentos, as mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias e todas as atitudes que vão contra a Palavra de Deus. “Porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias” Mt 15:19.

No nosso dia-a-dia, somos confrontados com diversas informações e contactamos com um mundo que tem uma forma de pensar e de agir diferentes da Palavra de Deus. Por isso devemos ter cuidado com o que olhamos e com o que ouvimos, para que não entrem ideias que sujem o nosso coração, fazendo-nos pensar de forma contrária a Palavra de Deus.

Deus salvou-nos para que fossemos santos e a nossa santidade passa por um coração puro, sem duplicidade. Devemos ser santos como o Senhor é Santo e ter um interior que Lhe agrade, pois Ele habita em nós através do seu Santo Espírito e não suporta o pecado. Portanto, para termos comunhão com Ele devemos ter um coração puro, ou seja, devemos ser santos como Ele é Santo.

Para preservarmos a santidade do nosso coração não devemos alimentar no nosso pensamento invejas, mágoas, rancores, ódios, ciúmes e maus pensamentos em relação ao nosso próximo. Quanto maior o número de pensamentos contrários a Palavra de Deus, maior é o nosso afastamento do ideal de Deus para o nosso coração. Deus deseja que sejamos meninos na malícia, e que não sejamos hipócritas, pensando mal do nosso próximo e agindo com falsidade.

A duplicidade nos pensamentos que temos em relação ao nosso próximo, em relação a Deus, é algo que desagrada ao nosso Mestre e origina uma caminhada com Deus inconstante. Por isso o apóstolo Tiago diz-nos: “homem de ânimo dobre, inconstante em seus caminhos.”Tg 1:8. Com dois tipos de pensamentos na sua mente, um de acordo com a Palavra de Deus e outra de acordo com a carne, o homem acaba por ter, por vezes, atitudes de acordo com a Palavra de Deus e outras, de acordo com a carne e com os critérios do mundo.

O nosso Deus aconselha-nos, através da epístola de Tiago, a limpar o nosso coração se constatarmos que temos um coração dobre, ou seja, com duplicidade. “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vos outros. Purificai as mãos, pecadores e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.” Tg 4:8. Para limpar o nosso coração demos detetar as ideias da nossa mente que são contrárias e Deus remove-las, levando cativo cada pensamento contrário a Deus, e tomando as nossas atitudes de acordo com a Palavra do Mestre.

Para servirmos a Deus, para termos atitudes que louvam ao Mestre devemos ter o nosso coração puro e guardarmos o nosso coração de tudo o que possa contamina-lo. Servir o Mestre é segui-Lo, andando na Luz e cumprindo os seus mandamentos.” Se alguém me serve, siga-me, e, e onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará.” Jo 12: 26.

O nosso Deus quer e ordena que O amemos com todo o nosso coração, com todo a nossa alma, e acima de todas as coisas. Por isso devemos purificar as nossas motivações, não fazendo a Sua vontade apenas para sermos vistos pelo homem, mas na plena vontade de agrada-lo, por gratidão e amor. “ Respondeu-lhe Jesus: amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” Mt 22: 37.

Devemos também amar ao nosso próximo ardentemente, da mesma forma como o Senhor Jesus nos ama, para agradar ao nosso Deus, pois este é um mandamento do nosso Mestre. “O meu mandamento é este: que vos ameis uns outros, assim como eu vos amei.”Jo 15:12.

Devemos entregar o nosso coração ao nosso Senhor, aceitar os seus caminhos, ou seja, os caminhos que Ele tem para as nossas vidas. Deus pede o nosso coração, e deseja que nós nos agrademos dos Seus caminhos “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.” Pv 23:26. É necessário também perdoar a todos os que nos tenham ofendido para não sujarmos o nosso coração com amargura e para podermos ter a santidade que Ele deseja para nós.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Ajustando-se aos propósitos de Deus

Deus é o nosso Criador, e tem um propósito para as nossas vidas, como a santidade, o louvor a Cristo, o testemunho de Cristo ao próximo, e a vivência do ministério da reconciliação do homem com Deus.

Por esta razão, as nossas atitudes e as nossas decisões devem ajustar-se aos propósitos de Deus. Os nossos planos de vida, e as nossas decisões do dia-a-dia, devem contribuir para a santidade que Deus deseja para as nossas vidas “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor” Ef 1:4; devem louvar a Deus (tanto os nossos pensamentos, como atitudes) “ As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!” Sl 19:14; devem testemunhar quem Jesus é, e também contribuir para que o nosso próximo se reconcilie com Deus e queira conhece-lo. ”Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” 2 Co 5:18 “(…) assim, prostrando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, nomeio de vós.” 1Co 14: 25.

Nós como cristãos temos o dever de brilhar, porque nós fomos chamados para brilhar (Mt 5:14) , e por isso devemos ser como um farol para o nosso próximo, uma luz visível a longa distância, através das nossas atitudes:“ para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.” Fp 2:15.

Para além disso, nós os cristãos somos o templo do Espírito Santo, nosso corpo não é de nós próprios “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que nãos sois de vós mesmos?” 1Co 6:19. Devemos escolher as atitudes que não entristeçam o Espírito Santo, como por exemplo devemos evitar qualquer “palavra torpe”, a cólera, a ira, a gritaria e outras manifestações de ira reprimida “Longe de vós, toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfémias, e bem assim toda a malícia.”Ef 4:31.

Devemos ser cheios do Espírito Santo, e isso implica viver de forma que agrade ao Espírito Santo, evitando pecar contra o Espírito Santo. Nós, para andarmos nos caminhos de Jesus Cristo precisamos de ser guiados e controlados pelo Espírito Santo. A ordenança indicada pelo Apóstolo Paulo, indica-nos pode existir vários e sucessivos enchimentos. “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito Santo,” Ef 5:18.

Para compreender a Sabedoria de Deus, e a Sua vontade precisamos do Espírito Santo, porque o Espírito Santo é o vínculo entre a humanidade e Deus e permite que nós conheçamos a Deus.

Para viver uma vida que agrade ao Espírito Santo, precisamos de renovar a nossa mente e retirar da nossa forma de pensar ideias mundanas que tínhamos antes da nossa conversão. É necessário também, retirarmos da nossa mente enganos que existiam na nossa vida cristã sobre: 1) a natureza e a origem de alguns desejos sexuais que sentimos; 2) a filosofia: “os fins justificam os meios que utilizamos”; 3) o verdadeiro louvor a Deus.



A origem e a natureza de alguns desejos sexuais que sentimos

Começando pelo primeiro engano que pode existir na vida do cristão, a Bíblia mostra que o princípio deve prevalecer sobre a paixão. Os princípios cristãos descritos na Bíblia têm mais importância nas nossas decisões do que a paixão que possamos sentir.

O cristão não pode considerar qualquer desejo sexual pessoal como saudável, natural e dado por Deus. É uma mentira poderosa, a ideia que o desejo sexual pessoal só tem origem em Deus. O nosso Deus não nos dá desejos que não possam ser satisfeitos segundo os seus padrões de santidade, totalidade e pureza.

Todos os cristãos devem considerar a autoridade de Cristo sobre as paixões humanas e então dizer como o nosso Mestre “(…) não se faça a minha vontade, e sim a tua.” Lc 22:42; e submetermos também a nossa vida amorosa a autoridade de Deus.

A pureza sexual deve ser estabelecida, enquanto reconhecemos a autoridade de Jesus Cristo nas nossas paixões e nos submetemos a sua vontade, expressa na Sua Palavra. Isso requer um total compromisso com Deus, que não depende da paixão que sentimos; requer apenas sejamos puros, que reneguemos a nossa carne e sigamos o Mestre (Mt 16:24).

Pureza pressupõe que não temos nenhuma atitude ou pensamento inapropriado ao tipo de compromissivos que temos com Deus “(…)  levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo” 2 Co 10:5.

Pureza sexual é um dos principais meios para proteger o cristão não casado e é também um meio para proteger um casamento de comportamentos que o poluem, corrompem, infetam ou destroem física, emocionalmente ou espiritualmente.

A paixão deve ser dominada pelo princípio e o princípio é o amor: “ O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece; não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” 1Co 13:4-7. Portanto, o amor não é apenas um sentimento erótico, romântico, ou sexual, são atitudes que agradam ao Espírito Santo que habita em nós e louvam a Jesus Cristo.

Não há outro modo de controlar a paixão, e não há outro caminho para a pureza e para a alegria, a não ser a submissão a autoridade de Jesus Cristo na nossa vida e á sua Palavra. O ideal de Deus é que o cristão evite o pecado da imoralidade sexual.

Os cristãos devem usar tanto o seu corpo, como a sua alma e espírito para glorificar a Deus “ Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” 1Co 6:20.



Os fins justificam os meios

Por vezes, existe uma tendência de pensarmos que quando desejamos fazer algo bom, que os meios que usamos para atingir esse fim podem ser de qualquer natureza, mesmo que elícitos. Contudo, a Bíblia não aprova a filosofia “os fins justificam os meios”; o nosso Mestre ensina-nos que os meios utlizados para atingir determinados fins devem seguir os mesmos princípios de justiça, pureza, bondade, e misericórdia, que o fim que desejamos alcançar.

Os meios que utilizamos devem ajustar-se aos propósitos de Deus: da nossa santidade, da nossa pureza (o nosso coração deve ser integro, sem hipocrisia e duplicidade), do testemunhar Jesus com as nossas atitudes (devemos mostrar quem Jesus é sendo como Ele, luz) e do ministério da reconciliação do homem com Deus (devemos contribuir para que o mundo conheça Deus e o ame).

Por isso devemos, como nos aconselha o apóstolo Paulo, rejeitar as coisas que só podem ser feitas em oculto e a astúcia: “ pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos a consciência de todo homens, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.” 2Co 4:2.

A astúcia, a malícia, a manipulação, e outras coisas como estas não agradam a Deus e não devem ser utilizadas como meio para atingir um objetivo mesmo que seja bom, e recomendado pela Palavra de Deus. “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais participantes com eles.” Ef 5:6.

Deus é justo, e as nossas atitudes têm uma consequência, sobretudo os nossos pecados. Deus revelou-se um Deus de justiça por ter dado o seu Filho amado, Jesus Cristo, como sacrifício expiatório pelos nossos pecados. Isto porque o salário do pecado é a morte, e nós sendo pecadores merecíamos a morte eterna. Por isso, para pagar a nossa dívida, Jesus morreu em nosso lugar, e pagou Ele mesmo na cruz, o preço dos nossos pecados. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por meio de Cristo Jesus, nosso Senhor!” Rm 6:23. Assim, a Justiça foi feita pois Jesus cumpriu a lei, morreu por todos nós pecadores, e a dívida que tínhamos foi paga.

Esse gesto de tão grande amor por toda a humanidade mostra a misericórdia de Deus, que superou a ira que os nossos pecados lhe causavam, pois a preocupação de Deus com as nossas vidas levou a planear uma forma de quitar a nossa dívidas e de nos aproximar Dele.

Por isso, nas nossas decisões, devemos ser imitadores de Jesus Cristo, que foi obediente a Deus Pai, e nos meios que utilizarmos para atingir determinados fins mostrar o carácter de Deus “Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados;” Ef 5:1.

 

O louvor a Deus

Existe muitas vezes nos cristãos a ideia que o louvor a Deus inclui apenas os hinos que cantamos a Deus nos cultos. Contudo, a Palavra de Deus mostra-nos que o louvar a Deus traduz-se numa modo de viver segundo a Palavra de Deus, em pensamentos e atitudes que agradam a Deus. O coração tem uma grande importância para Deus: aquilo que pensamos e sentimos, são avaliados por Deus e não apenas as nossas ações, por isso o Salmista pede a Deus que as suas palavras e os seus pensamentos possam agrada-Lo: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor rocha minha e redentor meu!” Sl 19:14.

O louvor a Deus pode ser também todo o ato de obediência a Deus, tudo o que é feito com o objetivo de ama-lo e amar ao próximo. Por isso Deus recomenda-nos que no nosso dia-a-dia sejamos misericordiosos com o próximo, que perdoemos as faltas que cometem contra nós, e que sejamos e também misericordiosos para com aqueles que estão mais desfavorecidos, como o estrangeiro, o pobre, a viúva e o órfão, como está escrito no livro de Zacarias: “Assim falara o Senhor dos Exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão; não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu próximo” Zc 7:9-10.

A Bíblia mostra por várias vezes que Deus desaprova quando planeamos o mal contra o próximo, seja por que motivo for: por vingança, por inveja ou simplesmente por maldade. “ Não maquines o mal contra o teu próximo, pois habita contigo confiadamente.” Pv 3:29.

Em conclusão, não são apenas os atos que praticamos num culto, como o cantar hinos, dar ofertas e dízimos, mas também tudo o que fazemos e tudo o que pensamos em obediência a Palavra de Deus que louva ao nosso Deus. Por isso, um coração puro, sem hipocrisia, fingimento ou duplicidade, louva a Deus, onde que que estejamos, e alegra o Espírito Santo que está em nós.