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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O potencial de uma semente

Uma semente é algo que, em si mesmo, contém a capacidade de gerar a mesma espécie que lhe deu origem. Isto porque a semente contém toda a informação necessária para que um organismo se desenvolva, se encontrar as condições adequadas. A palavra de Deus é comparada pelo nosso Mestre Jesus com uma semente, pois ela tem a capacidade de gerar, não só a vida eterna pela fé, como também comportamentos semelhantes ao do nosso Senhor Jesus.

Como a Palavra, quando cai no coração humano, tem a capacidade de enraizar-se e gerar fé em Jesus (a fé leva a salvação) é necessário que toda a humanidade tenha a oportunidade de ouvir a Palavra de Deus e de ser salva. “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” Jo 5:24.

Para além de operar a fé em Jesus, que leva a salvação, a Palavra também é capaz de gerar uma mudança de vida tal que a pessoa passa a assemelhar-se no seu comportamento ao Senhor Jesus e ao Pai Celestial. Essa mudança é operada através do controlo do Espírito Santo das atitudes diárias do cristão.

O Espírito Santo origina frutos na vida do cristão, fazendo com que ocorra uma transformação progressiva no carácter da homem. Essa transformação conduzida pelo Espírito Santo é chamado de Fruto do Espírito Santo que e é composta por vários componentes como vemos a seguir: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas cisas não há lei.” Gl 5:22-23. Quando o Espírito Santo tem liberdade para controlar a nossa vida, acabamos por desenvolver a longanimidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio entre outras coisas.

Quanto mais espaço dermos ao Espírito Santo, mais o nosso coração fica em boas condições para deixar crescer a semente da palavra de Deus nas nossa vidas e de gerar tudo o que Deus planeou para nós. Isto porque Deus dá-nos o livre arbítrio de dar ouvidos ou não a voz seu Espírito.

Assim, consoante o espaço que o Espírito Santo tem na nossa vida, o nosso coração pode estar de várias maneiras quando ouvimos a Palavra de Deus; e isso afeta o resultado da Palavra nas nossas vidas como nos ilustrou o Senhor Jesus na parábola do semeador.

“E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o lavrador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vindo as aves, a comeram. Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um” Mt 13: 3-8.

Dependendo do estado coração do cristão, a semente pode gerar diferentes quantidades de frutos. Em outros casos a semente pode não dar fruto por causa da má condição do coração. Por isso a cada dia devemos vigiar o nosso coração e pedir a Deus que limpe de nós tudo o que lhe desagrada para que a sua Palavra possa encontrar espaço no nosso coração e dar frutos em abundância.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Aproximar-se de Deus

A Bíblia ensina-nos que o homem tem uma natureza pecaminosa e que Deus tem uma natureza oposta a do homem: Deus é Santo, é Amor. Por isso que separa o homem de Deus é o pecado. Deus, sabendo da impossibilidade do homem conseguir aproximar-se Dele providenciou uma solução que foi enviada através da pessoa do Senhor Jesus. Através de Cristo, Deus limpou os nossos pecados e declarou-nos aceitáveis a sua presença.

Portanto, todo homem pode hoje ter acesso a Deus, bastando aceitar que Jesus Cristo morreu pelos seus pecados e que seu sangue justifica-o perante Deus. “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. (…) Mas Deus prova o seu próprio amor para connosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos salvos por ele da ira.” Rm 5:6,8.

Depois de o homem estar debaixo da nova aliança efetuada através do sangue de Jesus ele tem ainda liberdade diária de escolher andar no Espírito fazendo o que agrada a Deus e andar na carne, vivendo para satisfazer as vontades da carne e do mundo. Como nos diz os versículos seguintes o cristão quando vive fazendo a vontade da carne não agrada a Deus. “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas do Espírito, para a vida e paz. (…) Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Rm 8:5-6,8.

Isso provoca um afastamento de Deus, que não é espacial, mas sim um afastamento mental, relativo as ideias e objetivos do coração de Deus. A semelhança do que acontecia com o povo de Israel os cristãos, neste caso passam a estar separados de Deus nos seus corações: “As vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” Is 59:2. O pecado que existe na vida desses cristãos passa a ser um obstáculo para uma boa comunhão com Deus.

Esse obstáculo é quebrado quando o cristão reconhece o seu pecado, arrepende-se e pede perdão a Deus. Como nos ensina o apóstolo João, Deus não rejeita o cristão que se arrepende porque Deus é fiel no seu amor por nós; e por ser misericordioso perdoa-nos. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” 1 Jo 1:9.

Como é o nosso coração quem determina as nossas ações é necessário que o cristão passe a ter uma nova visão sobre o pecado que antes cometia e que esta visão esteja de acordo com a Palavra de Deus. Caso o cristão não tenha uma visão renovada é provável que volte a fazer o mesmo, porque é do coração que procedem as más ações: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias.” Mt 15:19.

Para podermos ter uma relação cada vez mais próxima de Deus temos de, ir transformando a nossa mente de acordo com a Palavra de Deus. “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:2. Essa transformação  vai ajudar a vermos a vida e as pessoas a nossa volta da mesma forma como Deus vê e a contribuir na defesa dos interesses de Deus na terra.

Conseguirmos manter o nosso coração puro diariamente é por isso o nosso maior dever, como nos alerta o Espírito Santo no versículo seguinte: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Pv 4:23. Para isso podemos contar com a ajuda o Espírito Santo e devemos focar-nos em tudo o que é bom agradável para Deus.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Como devemos cuidar do solo do nossos corações

O nosso coração é comparado na Bíblia a um solo. Como solo, o nosso coração tem de ser lavrado, adubado, e regado para que a semente, que é a Palavra de Deus possa germinar, crescer a dar frutos. Quando somos salvos um dos objetivos de Deus para a nossa vida é que possamos dar frutos. Por isso, devemos preparar bem o terreno do nosso coração para que a frutificação seja abundante.
 
 
O nosso Senhor Jesus comparou ao nosso coração a um solo, referindo que é no nosso coração que a Palavra de Deus é semeada. O nosso Mestre frisou as várias atitudes que podemos ter depois de ouvir a sua Palavra. As nossas reações dependem do estado do nosso coração: se ele está duro, se ele está com muitos espinhos, ou se está lavrado.
 
 
Quando o nosso coração está duro, a semente, que é a Palavra tem dificuldade em germinar e morre rapidamente e não faz diferença na nossa vida. Por isso devemos preparar o nosso coração para receber a Palavra lavrando-o.
 
Quando se lavra a terra revolve-se a terra com um arado de forma a que a superfície e outras camadas mais profundas da terra fiquem soltas, descompactadas, para que seja mais fácil a infiltração da água, do ar no solo, e também o crescimento das raízes. Lavrar a terra é uma etapa essencial para que a semeadura tenha sucesso.

 
Podemos lavrar ou arar a terra do nosso coração analisando o que não está bem nos nossos relacionamentos e sobretudo, no nosso relacionando com o Pai Celeste. Ao remover-mos as coisas que não estão bem nos nossos comportamentos e corrigindo as coisas que nos impedem de viver de cordo com os ensinamentos de Jesus estamos nos arrependendo e preparando o nosso coração para receber a Palavra de Deus e para pratica-la.

 
O nosso Jesus afirmou que as pessoas do seu tempo tinham os seus corações duros e os seus ouvidos fechados para a Palavra de Deus porque já tinham ouvido a admoestação de Deus de que deviam arrepender-se, mas não davam ouvidos.
 
No versículo a seguir podemos ver as palavras de Jesus sobre a dureza de coração de muitas pessoas na sua época: "Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração e sejam por mim curados.” Mt 13:15
 
Para além de falar que muitas pessoas tinham os seus corações endurecidos, o nosso Senhor Jesus disse também que muitas pessoas depois de ouvir a Palavra de Deus reagiam como uma semente que caía num solo cheio de espinhos, ou seja, por terem os corações cheios de espinhos não deixavam a Palavra crescer nas suas vidas e dar frutos.
 
Vemos isso no versículo a seguir: “E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o semeador saiu a semear. (...) Outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. (...) O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a Palavra, e fica infrutífera.” Mt 13:3,7,22.
 
Muitas coisas na nossa vida funcionam como espinhos no nosso coração. Como exemplo temos as preocupações com as coisas necessárias para o dia a dia (como o comer, beber, e vestir). Da mesma forma, o amor as riquezas, e o desejo de adquirir as coisas bonitas que vemos disponíveis nas lojas, também funcionam como espinhos sufocando a palavra, por ocupar totalmente o nosso pensamento sem deixar espaço para pensarmos na Palavra de Deus e para a praticarmos.
 
O Espirito Santo tem um papel muito importante na preparação dos nossos corações, pois Ele nos convence do pecado que existe na nossa vida e da necessidade de abandonarmos o pecado. Para além disso, o Espirito Santo age como chuva regando o nosso coração e fazendo com que a semente que é a Palavra cresça em nossos corações. Tudo o que o crente faz em obediência a Palavra de Deus é através da capacitação do Espírito Santo.
 
 
Em várias passagens da Bíblia, o Espírito Santo é referido como chuva que rega a terra, como vemos a seguir: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” Os 6:3.
 
A água é um dos elementos essenciais para o desenvolvimento das sementes e o crescimento das plantas. Sem água as plantas morrem secas. Da mesma forma, precisamos do Espírito Santo para que possa haver crescimento da semente, que é a Palavra de Deus em nossas vidas e para que posamos dar fruto. Devemos ficar firmes no Senhor Jesus, para que possa haver água viva em abundância nas nossas vidas.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Filho meu, dá-me o teu coração


O nosso Senhor Jesus ensinou-nos que o coração tem uma importância fundamental para a nossa vida porque é dos corações que saem todos os desígnios do homem, tanto os bons como os maus. Por isso o nosso Pai Celeste diz-nos: “Filho meu dá-me o teu coração”, para que os nossos passos possam ser dirigidos e possamos ser mais semelhantes ao seu Filho Jesus.

Vemos a seguir o convite do Pai Celeste para que lhe dê-mos o nosso coração: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.” Pv 23:26. Deus deseja o nosso coração e também que nós gostemos dos caminhos que Ele tem para a nossa vida. Os caminhos de Deus são caminhos retos, de paz e de alegria. Contudo a nossa velha natureza pode desejar outras coisas e outros caminhos diferentes da vontade do Pai.

Quando o cristão chega ao conhecimento de Jesus Cristo e aceita-o como Senhor e Salvador da sua vida, geralmente chega com muitos sonhos e planos para a sua vida. Muitos sonhos que o cristão tem pode não estar de acordo com os sonhos que Deus tem para a sua vida. A medida que o cristão vai conhecendo a Deus, vai sabendo dos sonhos que Deus tem para a sua vida.

Os sonhos de Deus para a vida do cristão são sonhos belos, que estão relacionados com a vontade de Deus para todos os seus filhos e também com a nossa frutificação numa determinada área da vida da Igreja, dependendo dos dons e talentos que Deus concedeu a nossa vida.

Na primeira epístola aos  coríntios, o apóstolo Paulo fala dos diversos dons que o Espírito Santo concede aos cristãos para a edificação da Igreja, como vemos nos versículos a seguir: “Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um variedade de língua; e a outro, capacidade para interpretá-las.” 1Co 12:8-10. Assim os sonhos de Deus podem estar relacionados com o desenvolvimento de um destes dons.

Esses sonhos devem ser recebidos pela fé em Cristo Jesus e confiando que Deus em tudo pode capacitar-nos para a concretização desse sonhos. Deus é aquele em quem devemos confiar e não em nós mesmos para a realização de qualquer coisa, como nos diz o versículo seguinte: “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja a Esperança é o Senhor.” Jr 17:7.

Deus na sua infinita misericórdia, pode também ajudar-nos a realizar outros sonhos concernetes a nossa vida terrena, porque se buscarmos a sua vontade e o seu reino Ele promete nos acrescentar todas as coisas de que necessitamos. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acescentadas.” Mt 6:33.

Contudo, a nossa vida só terá significado e valor se cumprimos os sonhos de Deus para a nossa vida. Deus diz-nos: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” Jr 29:11. Isto porque Deus é quem sabe o que necessitamos para sermos verdadeiramente felizes.

Devemos por isso entregar o nosso coração ao Senhor juntamente com os nossos sonhos e planos e descançar Nele. Deus então poderá contolar a nossa vida, com o seu Santo Espírito e dar-nos um novo coração, com novos sonhos. Essa é a promessa de Deus para aqueles que lhe dão o seu coração (Ez 36:26-27).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Fascinação pelas riquezas

A palavra de Deus é como uma semente plantada nos corações daqueles que a ouvem. Por isso, o nosso Jesus descreveu quatro perfis de pessoas que ouvem a Palavra de Deus, e o efeito da mesma nos seus corações. Um dos quatro tipos de pessoas, por possuírem espinhos nos seus corações, quando a Palavra é semeada nos seus corações cresce, mas os espinhos crescem também e sufocam a Palavra nos seus corações.
 
Estas pessoas ouvem a Palavra, contudo a Palavra não chega a frutificar porque os espinhos que existem no seu coração sufocam o crescimento da Palavra e impedem que dê fruto. Podemos ver a descrição do Senhor Jesus sobre este grupo de pessoas: "Os outros semeados entre espinhos, são os que ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra ficando ela infrutífera.” Mc 4: 18-19.

Os espinhos que sufocam a Palavra nos corações dos que ouvem a Palavra de Deus, são os cuidados do mundo, a fascinação pelas riquezas e outras ambições intelectuais e sociais que possam haver no coração da pessoa. Os cuidados do mundo, são as preocupações com as coisas normais do dia a dia: como aquilo que precisamos para comer, para beber, a necessidade de casar, de construir casas, e outras coisas normais para a sobrevivência humana.

Contudo, quando a pessoa preocupa-se mais com as coisas necessárias para o dia do que com a Palavra de Deus e a sua vontade, a sua mente fica demasiado centrada nessas coisas e não tem mais espaço no seu coração para se dedicar a vontade de Deus.


Por outro lado a fascinação pelas riquezas, enche totalmente os olhos e o coração daquele que a sente, e faz com que o foco da pessoa torne-se apenas o conquistar riquezas e desfrutar os prazeres da vida humana. Assim, a pessoa deixa de ter disposição para preocupar-se com as necessidades das outras pessoas e não partilha o que tem com os outros que estão a sua volta.


O Espírito Santo deseja usar cada cristão para abençoar as outras vidas a nossa volta e deseja que estejamos prontos para repartir o que temos com os outros. Por isso, uma das grandes características da Igreja Primitiva, que era cheia do Espírito Santo, era a partilha entre os irmãos dos bens que dispunham, a ponto de colocarem a disposição dos apóstolos os bens que possuíam de forma a serem distribuídos a medida que alguém tivesse necessidade.


Quando existe uma grande preocupação com as coisas necessárias para o dia a dia e uma fascinação pelas riquezas, e por tudo o que ela proporciona, o cristão deixa de dar liberdade ao Espírito Santo para conduzi-lo em direção as necessidades dos outros. E assim, a vivência do amor como o nosso Senhor Jesus nos ordena fica limitada, porque essas preocupações têm um efeito sufocador da Palavra que foi plantada nos seus corações.


Por isso o apóstolo João nos aconselha a não amarmos o mundo, a não dirigirmos todos os nossos esforços na conquista de bens materiais, estatuto social, e prazeres diversos da vida humana. Vemos isso no versículo a seguir: " Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo." 1Jo 2:15-16.


O nosso Senhor Jesus, assim como o Pai Celeste e o Espírito Santo, deseja que amemos a Deus e que nos preocupemos com a sua vontade acima dos nossas necessidades, dos nossos desejos e acima de todas as pessoas que existem na nossa vida. Isto para que possamos frutificar, ou seja, praticar boas obras, desenvolver o caracter cristão e  praticar toda a vontade de Deus para a nossa vida.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Restauração divina

O cristão ao longo da sua caminhada com Deus sofre um processo contínuo de restauração, que transforma a sua mentalidade natural numa mentalidade de acordo com os ensinamentos do Senhor Jesus. Essa transformação é gradual no sentido da mudança completa do nosso ser até a semelhança com o caráter  de Jesus Cristo.


Esse processo de transformação decorre a medida que o crente caminha em obediência a Deus, segundo o chamado de Jesus Cristo. O cristão é chamado não só salvação como também a tornar-se semelhante a Jesus Cristo no seu caráter. A medida que o cristão caminha em direção a Pátria celestial, pode também servir a Deus de acordo com os dons que o Espírito Santo lhe tiver dado.


A restauração é por isso um processo onde Deus conserta a forma de pensar, de sentir e de agir. Com a mudança do interior do cristão, todos os aspetos visíveis da vida são mudados, de acordo com a Palavra de Deus. A importância da mudança do interior deve-se pelo fato de serem os nossos pensamentos e emoções que determinam os nossos pensamentos.


Inclusive, para que ocorra situações de pecado na vida dos cristãos, essas situações têm de ser primeiro geradas no coração e depois transformadas em ações visíveis. O nosso Mestre diz-nos que é do coração que surgem os maus desígnios, como vemos a seguir: “Porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias.”Mt15:19 Por isso antes de tudo, temos de ser transformados no nosso coração.


Os cristãos podem ser comparados ao barro, que inicialmente, estava sujo e cheio de impurezas a beira de lagos os de rios. O oleiro, que é o nosso Deus, recolhe-nos em suas mãos, e faz uma cuidadosa purificação na nossa vida, de forma a tornar-nos num barro moldável nas suas mãos e que não se parta.


No livro do profeta Isaías podemos ver a comparação dos cristãos com barro e de Deus com um oleiro que molda a nossa vida, com as suas mãos. “Mas agora, ó Senhor; tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.” Is 64:8. A nossa estrutura é frágil, somos apenas barro, apenas quando moldados pelas mãos de Deus passamos a ser um vaso, útil para o nosso Deus.


Na nossa caminhada com Deus não devemos esquecer que somos barros, frágeis, e que mesmo depois de moldados por Deus, continuamos sujeitos a partir. Devemos prevenir qualquer situação que nos leve a pecar ou a distanciar-nos de Deus, pois não temos resistência como o ferro e se cairmos podemos partir. Devemos evitar o erro de nos achar infalíveis e cheios de poder, pois isso levaria-nos a soberba e ao orgulho.


Contudo, apesar de muitas vezes já termos uma forma, uma maneira de pensar de agir já estabelecida, Deus pode quebrar-nos totalmente, para poder moldar-nos de novo, e para nos fazer um novo vaso. Esta ação de quebrar o nosso vaso, é uma forma de restaurar-nos pois assim corrige as deficiências que existiam na nossa forma de pensar e de agir.


No livro do profeta Jeremias, Deus mostra que deseja transformar-nos num vaso melhor, a semelhança do oleiro, que tornava a fazer um vaso novo com os cacos quebrados nas suas mãos, como vemos a seguir: “Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. (…) Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel?- diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.” Jr 18:4,6.


Ao longo de toda a vida temos a necessidade de sermos várias vezes moldados de novo; e para isso Deus quebra o nosso vaso, molda o nosso interior, de forma a que possamos ter capacidade para sermos mais enchidos com o Espírito Santo, e para que tenhamos uma nova forma, que não esteja de acordo com os padrões do mundo, mas sim com os padrões de Deus. Nessa nova forma, somos mais íntegros, mais humildes, com mais temor a Deus e também mais santificados.


Depois de moldados somos postos no fogo; esse processo onde somos submetidos a altas temperaturas, permite que o nosso vaso ganhe resistência e que se torne mais purificado. Muitas situações da vida podem funcionar como o fogo, que ajuda a dar mais resistência a nossa fé e ao nosso carácter. Essas situações acabam por permitir eliminar certas coisas que existiam na nossa forma de pensar e de agir.


O pecado também pode quebrar a nossa vida, e nesta situação temos as mãos do Senhor cheias de Graça que nos dão novamente uma forma e uma utilidade, pois deixamos de ser cacos de barro para ser novamente vasos do Senhor. Deus não despreza o cristão despedaçado pelo pecado, mas convida-o a uma nova vida.


Para que ao longo da nossa vida possamos ser restaurados, precisamos de manter a nossa vida no centro da vontade de Deus, ou seja, temos de colocar Deus no centro da nossa vida e agir de acordo com a vontade de Deus e dos Seus dos propósitos para a nossa vida. Sermos moldados até a semelhança de Jesus Cristo exige de nós escolhas em favor de Deus e da sua vontade; exige não deixarmos ser moldados pelas paixões do mundo.


Cada cristão deve recordar-se de que a sua estrutura é pó e que apesar de sermos do Senhor, somos vasos de barro que podem se partir em situações de pecado, ou em situações de autoconfiança nas nossas capacidades. Deus pela sua imensa Graça é que dá-nos a capacidade de caminhar com Ele, através do seu Santo Espírito. Em nós mesmos não temos qualquer virtude ou possibilidade de nos manter firmes na caminhada cristã sem a ajuda de Deus. Somos frágeis e só temos valor, depois de moldados em vasos, por Deus.

terça-feira, 22 de março de 2016

A semente e os espinhos

O nosso Senhor Jesus compara a Palavra Deus ouvida pelo homem com uma semente. Esta Palavra, ao ser ouvida cai no coração, ou seja fica na mente do ouvinte e origina frutos, que podem ser visíveis  em atitudes executadas de acordo com a palavra de Deus, mudança  de carater entre outras  coisas. O nosso Mestre adverte-nos que depois de ouvirmos a Sua palavra algumas coisas podem impedir que essa Palavra origine mudança em nós, e à essas coisas, o nosso Senhor Jesus chama de espinhos.
 
No evangelho segundo Mateus vemos descritas as palavras do nosso Mestre sobre o resultado da Palavra na vida das pessoas depois de elas ouvirem uma pregação. Algumas pessoas depois de ouvirem a Palavra de Deus não a compreendem, veem a Palavra de Deus a ser roubada pelo Maligno dos seus corações (Mt 13:19). Outras pessoas ouvem a Palavra de Deus  e a recebem com alegria, mas chegando a angustia ou a perseguição escandalizam-se logo  e rejeitam o que ouviram (Mt 13:20-21). Outras pessoas recebem a Palavra e a aceitam como a vontade de Deus para as suas vidas; mas, os cuidados com as coisas da vida, a fascinação das riquezas e outras ambições, como ambições profissionais e pessoais impedem que a Palavra frutifique (Mt 13:22).
 
Isto porque todas as coisas atrás descritas, concorrem para desviar o olhar do crente do foco que é Jesus e a sua vinda. Para além dos cuidados com as atividades normais do dia a dia, relacionadas com coisas necessárias para a vida, desviarem o pensamento do cristão de Deus, e da sua vontade, as riquezas também podem fascinar o cristão e tornarem-se a maior ambição da sua vida. A fascinação das riquezas e a vontade de acumular cada vez mais riquezas, fazem com que o cristão seja aliciado a deixar de ser generoso em dar aos outros para poder acumular mais para si. Assim,  a Palavra ouvida pelo cristão deixa de ter efeito na sua vida, porque está demasiado centrado nas coisas do dia a dia e nas riquezas para poder agir de acordo com a Palavra que ouviu.
 
O nosso Deus diz-nos através da primeira epístola a Timóteo que aqueles que possuem bens devem praticar o bem, ser ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir. Podemos ver isso no versículo seguinte: "Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos em repartir;" 1Tm 6:17-18. Quando o cristão está centrado nos seus a fazeres dia a dia, e em acumular riquezas, não consegue praticar o que nos foi recomendado por Deus nos versículos atrás descritos e caba por desviar-se da fé.
 
Quanto a mentalidade de acumular riquezas para si mesmo, sem repartir com os necessitados, o nosso Mestre a chama de loucura; porque todos aqueles que acumulam riquezas para si mesmos e não partilham com o próximo não são ricos para Deus. Para seremos ricos para Deus é necessário, para além de depositarmos a nossa esperança Nele, e não em bens materiais, praticar o bem, ser ricos em boas obras, generosos em dar e prontos a repartir.  Por isso aquele que acumula bens materiais na terra, mas não entesoura nos céus, é louco, porque tudo aquilo que entesourou fica na terra e por não ter sido rico para com Deus, perde a vida eterna.
 
O nosso Mestre fala-nos disso através da parábola do rico fazendeiro, como vemos nos versículos seguintes: "Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus." Lc 12: 20-21. Por tudo isso, podemos evitar os espinhos que tentam sufocar a Palavra em nós implantada por Deus, focando o nosso olhar em Jesus Cristo e no seu exemplo de vida. Para além disso, através da capacitação do Espírito Santo o cristão pode também seguir as pisadas no Mestre em terra e por isso o revestimento do Espírito Santo é a grande arma contra os espinhos que possam querer crescer nos nossos corações.

quinta-feira, 26 de março de 2015

O nosso coração: o cerne da santidade


Na Bíblia, o coração tem um papel muito importante na vida espiritual do homem, pois constitui tanto a mente, como a sede das suas emoções e vontades. O coração é descrito muitas vezes como a mente, o local onde o homem processa as informações captadas do exterior, e o órgão através do qual pensa e toma decisões.

Por isso, o livro de Provérbios descreve, que, o que mais importa ser guardado na vida do homem é o coração, pois é através dele que o homem pensa, raciocina, e toma todas as decisões importantes na sua vida. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” Pv 4:23.

O nosso Mestre reforça a importância do coração dizendo-nos que é do coração que procedem os maus pensamentos, as mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias e todas as atitudes que vão contra a Palavra de Deus. “Porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias” Mt 15:19.

No nosso dia-a-dia, somos confrontados com diversas informações e contactamos com um mundo que tem uma forma de pensar e de agir diferentes da Palavra de Deus. Por isso devemos ter cuidado com o que olhamos e com o que ouvimos, para que não entrem ideias que sujem o nosso coração, fazendo-nos pensar de forma contrária a Palavra de Deus.

Deus salvou-nos para que fossemos santos e a nossa santidade passa por um coração puro, sem duplicidade. Devemos ser santos como o Senhor é Santo e ter um interior que Lhe agrade, pois Ele habita em nós através do seu Santo Espírito e não suporta o pecado. Portanto, para termos comunhão com Ele devemos ter um coração puro, ou seja, devemos ser santos como Ele é Santo.

Para preservarmos a santidade do nosso coração não devemos alimentar no nosso pensamento invejas, mágoas, rancores, ódios, ciúmes e maus pensamentos em relação ao nosso próximo. Quanto maior o número de pensamentos contrários a Palavra de Deus, maior é o nosso afastamento do ideal de Deus para o nosso coração. Deus deseja que sejamos meninos na malícia, e que não sejamos hipócritas, pensando mal do nosso próximo e agindo com falsidade.

A duplicidade nos pensamentos que temos em relação ao nosso próximo, em relação a Deus, é algo que desagrada ao nosso Mestre e origina uma caminhada com Deus inconstante. Por isso o apóstolo Tiago diz-nos: “homem de ânimo dobre, inconstante em seus caminhos.”Tg 1:8. Com dois tipos de pensamentos na sua mente, um de acordo com a Palavra de Deus e outra de acordo com a carne, o homem acaba por ter, por vezes, atitudes de acordo com a Palavra de Deus e outras, de acordo com a carne e com os critérios do mundo.

O nosso Deus aconselha-nos, através da epístola de Tiago, a limpar o nosso coração se constatarmos que temos um coração dobre, ou seja, com duplicidade. “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vos outros. Purificai as mãos, pecadores e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.” Tg 4:8. Para limpar o nosso coração demos detetar as ideias da nossa mente que são contrárias e Deus remove-las, levando cativo cada pensamento contrário a Deus, e tomando as nossas atitudes de acordo com a Palavra do Mestre.

Para servirmos a Deus, para termos atitudes que louvam ao Mestre devemos ter o nosso coração puro e guardarmos o nosso coração de tudo o que possa contamina-lo. Servir o Mestre é segui-Lo, andando na Luz e cumprindo os seus mandamentos.” Se alguém me serve, siga-me, e, e onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará.” Jo 12: 26.

O nosso Deus quer e ordena que O amemos com todo o nosso coração, com todo a nossa alma, e acima de todas as coisas. Por isso devemos purificar as nossas motivações, não fazendo a Sua vontade apenas para sermos vistos pelo homem, mas na plena vontade de agrada-lo, por gratidão e amor. “ Respondeu-lhe Jesus: amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” Mt 22: 37.

Devemos também amar ao nosso próximo ardentemente, da mesma forma como o Senhor Jesus nos ama, para agradar ao nosso Deus, pois este é um mandamento do nosso Mestre. “O meu mandamento é este: que vos ameis uns outros, assim como eu vos amei.”Jo 15:12.

Devemos entregar o nosso coração ao nosso Senhor, aceitar os seus caminhos, ou seja, os caminhos que Ele tem para as nossas vidas. Deus pede o nosso coração, e deseja que nós nos agrademos dos Seus caminhos “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.” Pv 23:26. É necessário também perdoar a todos os que nos tenham ofendido para não sujarmos o nosso coração com amargura e para podermos ter a santidade que Ele deseja para nós.