domingo, 31 de maio de 2015

Mulher virtuosa


O livro de provérbios descreve algumas características da mulher que serve a Deus, a qual chama de mulher virtuosa. Uma das características apontadas e que são importantes para todas as mulheres, em todas as fases da sua vida, é a capacidade da mulher que segue a Deus de cingir os seus lombos com força e de fortalecer os seus braços ”Cinge os lombos de força e fortalece os braços” Pv 31:17.
 
O ato de cingir os lombos descrito no versículo atrás referido está relacionado com o ato de estar sempre estar preparada, pronta para a ação. No Antigo Testamento o ato de cingir os lombos era o primeiro passo para uma tarefa que exigia um esforço árduo; isto porque usavam vestes muito largas, que podiam impedir os movimentos ao longo do trabalho.
 
Cingir-se com um cinturão protegiam a mulher do empecilho que as roupas compridas e largas constituíam a medida que iam necessitando de andar rapidamente e de movimentar-se para executar uma tarefa exigente. Cingir-se de força, ou seja, de energia e de ânimo constituía uma medida preventiva que a capacitaria a permanecer firme diante de obstáculos ou empecilhos que pudessem surgir ao longo do trabalho.
 
A mulher descrita neste capítulo prepara-se mentalmente para a vida e para os desafios que pode enfrentar, pois ela fortalece os seus braços ou seja, ela anima-se, encoraja-se para enfrentar as circunstâncias adversas, para superar os obstáculos e continuar o trabalho que se propôs fazer até ao fim.
Para além do dinamismo que desenvolve para prover o seu sustento (Pv 31:15-16,18-19), a mulher de Deus, como também o salmista descreve sobre o justo no salmo 112, é benigna e mostra compaixão pelo necessitado, pois ela: “Abre a mão ao aflito e estende a mão ao necessitado.” Pv 31: 20. A mulher de Deus está pronta a acudir aquele que se encontra aflito ou seja, tem uma disposição constante para fazer bem ao próximo.
 
A mulher que segue ao Senhor Jesus deve importar-se não só com a veste exterior mas também com a veste interior. As vestes interiores e espirituais são inclusive, as mais importantes na vida da mulher cristã. Por isso as mulheres devem começar por remover os panos sujos do pecado e dos maus pensamentos e lutar para assemelhar-se ao seu Senhor no seu carater (Mt 5:3-11).
 
O apóstolo Pedro aconselha as mulheres a vestirem o seu interior de mansidão, ou seja aconselha as mulheres a deixarem-se controlar pelo Espírito Santo e a obedecer a voz do nosso Senhor. “seja porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” 1Pe 3:4. A tranquilidade obtida pela mulher de Deus vem do fato de obedecer a vontade do Mestre e de descansar no Senhor.
 
Neste capítulo do livro dos provérbios é referido que a mulher de Deus não tem preocupações quanto ao dia de amanhã, pois a sua vida pertence a Deus e é Nele onde descasa o seu coração e porque confia no Senhor. Por obedecerem a Deus e por viverem uma vida digna do evangelho a que foram chamadas, a Bíblia diz  sobre a mulher de Deus que: “Força e dignidade são os seus vestidos, e, que quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações” Pv 31:25.
 
O apóstolo Paulo refere que uma vida digna do chamado divido é caracterizada por humildade, mansidão, longanimidade e tolerância pelo próximo. “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” Ef 4:1-2.
 
A mulher de Deus, por ter sofrido uma transformação no seu interior, as suas ações exteriorizam a Sabedoria do seu Mestre, ou seja a capacidade de pesar as escolhas e de distinguir o que é de Deus (ou da luz) e o que é das trevas (ou do mundo), de forma a andar nos caminhos do Senhor. Por isso a mulher cristã “Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua” Pv 31: 26.
 
 A mulher depois de aceitar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida, torna-se numa seguidora do Mestre e por isso deve reger a sua vida pelos ensinamentos que o Senhor Jesus deixou, desenvolvendo o caracter o Mestre, ou seja um desenvolvendo um coração cheio de humildade, mansidão, longanimidade, misericórdia, benignidade, amando ao próximo como nos ensinou o Mestre.
 

sábado, 30 de maio de 2015

O objetivo da vida

A Bíblia refere que o objetivo da vida do crente, ou seja o motivo para o qual o crente foi predestinado, foi para ser conforme a imagem de Jesus Cristo, de forma a que Ele seja o primogénito entre muitos: ”Porque aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem do seu Filho, a fim de ele seja primogénito entre muitos irmãos" Rm 8:29.
 
 
A imagem de Jesus Cristo em nós corresponde a parte imaterial do nosso ser, por outras palavras, refere-se a alma e ao espírito. Essa imagem tem uma componente mental, que raciocina e toma decisões; tem uma componente moral, que deve ser regida pelos mesmos princípios morais e de justiça de Deus; e a componente social, que se destina a comunhão com Deus, com o próximo e consigo mesmo, a semelhança da Trindade que tem comunhão entre si: o Pai tem comunhão com o Filho e com o Espírito Santo.


A imagem de Deus em nós pode ser desenvolvida ao longo da vida cristã, não só estando na presença do nosso Senhor, como também através da meditação e prática da Palavra de Deus. Por isso, a medida que o crente vai vivendo os mandamentos e princípios da Palavra ele vai-se assemelhando ao seu Mestre em caracter.

Para que o objetivo da vida do crente seja concretizado, é necessário que o seu caráter sofra um processo de transformação de forma que ele possa ter a imagem de Cristo em si como nos diz as escrituras. Esse processo de transformação inicia-se com a aceitação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador e continua com o renegar constante da própria vontade seguindo a Jesus Cristo e a Sua Palavra (Mt 16:24).

Para que o objetivo da vida do crente seja concretizado, é necessário que o seu caráter sofra um processo de transformação de forma que ele possa ter a imagem de Cristo em si como nos diz as escrituras. Esse processo de transformação inicia-se com a aceitação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador e continua com o renegar constante da própria vontade, seguindo a Jesus Cristo e a Sua Palavra (Mt 16:24).
 
Os humildes de espírito referem-se aqueles que sabem da sua pobreza espiritual, e que sabem que não têm nada para oferecer a Deus e que por isso prostram-se perante Ele. A Bíblia diz no livro de Isaías que: ”Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como o trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, que nos arrebatam. “Is 64:6. Mesmo as melhores obras do crente, são corrompidas, não servem para oferecer a Deus, nem para o justificar.
 
 
Os que choram são aqueles que lamentam e choram devido a própria pobreza espiritual, e devido aos seus pecados. Ao mesmo tempo que são sensíveis ao seu próprio pecado também sofrem com o pecado dos outros e demonstram preocupação e compreensão.

Os que têm fome e sede de justiça são aqueles que anseiam pela Palavra de Deus, por terem fome insaciável da palavra de Deus. São também aqueles que buscam ansiosamente o perdão dos seus pecados e de serem justificados, ou podem ser aqueles que buscam com ansiedade a santidade e uma vida transformada.

Os limpos de coração são aqueles que têm como único objetivo servir a Deus, e por isso não têm duplicidade no seu coração e não tentam andar em dois caminhos: nos caminhos de Deus e no mundo. Essas pessoas limparam o seu coração da lealdade ao mundo e das suas concupiscências (Tg 4:8).

Os mansos são aqueles que são obedientes ao Senhor e que são guiados com facilidade, não sendo necessário força para que obedeçam ao Senhor, porque são sensíveis a direção de Deus. O Espírito Santo diz-nos no livro de Salmos: “Não sejais como o cavalo ou mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; Sl 32:9. O manso não resiste a Deus e nem oferece dificuldade para que Deus o conduza.

O manso também não usa a sua força para fins egoístas por que já negou a si mesmo e por isso usa a sua força para suportar ao próximo, para ser benigno para com o próximo e para amar ao seu inimigo “ Digo-vos porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam;” Lc 6:27.

O misericordioso, é aquele que não só é caridoso e compadece-se do próximo mas sobretudo aquele que perdoa as faltas que foram cometidas contra dele. É aquele que por ter consciência do grande número de pecados que lhe foram perdoados por Deus também perdoa as faltas do próximo (Mt 18:21-35). Devemos imitar a benignidade e misericórdia que Jesus demonstrou ao dar-se a si mesmo para que fossemos perdoados.

Os pacificadores são aqueles que promovem a paz entre o homem e Deus e tentam que a barreira do pecado que separa o homem de Deus seja demolida.(Is 59:2). O nosso Mestre enquanto esteve na terra lutou para que a houvesse reconciliação entre Deus e o homem dando-se a si mesmo na cruz do Calvário para nos reconciliar com Deus (Ef 2:14,16). Os discípulos ao serem conformados a imagem de Jesus Cristo fazem o mesmo que o Mestre e cumprem o papel de pacificadores.

Os perseguidos por causa da Justiça, são aqueles que foram transformados e tornaram-se benignos, misericordiosos, mansos e pacificadores. Mas porque o mundo não quer a luz de Jesus, e andar segundo a sua vontade, acaba por rejeitar, e até odiar os seus discípulos, que por seguirem o Mestre são também luz do mundo.

A Bíblia descreve que o crente deve alegrar-se com as atribulações que sofre devido ao nome de Jesus, porque isto é prova de que estão seguindo o Mestre e também a prova da sua salvação. O nosso Mestre avisou aos discípulos de que o mundo haveria de odia-los da mesma forma que O odiaram, porque o mundo reage ao discípulo da mesma forma como reage ao Mestre.

Antes da fundação do mundo o nosso Deus predestinou-nos para sermos conformes a imagem de Jesus Cristo, o nosso Senhor, que é manso, humilde de coração, mas também misericordioso, puro de coração e pacificador tendo entregado a sua vida para o perdão dos nossos pecados. Por isso devemos estar na presença de Deus e viver Sua Palavra para que construamos o Seu caracter.

 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O Justo

O nosso Mestre Jesus Cristo é descrito como o homem mais justo da terra, que agia de forma moralmente reta conforme os mandamentos de Deus. Jesus Cristo, sendo totalmente homem e totalmente Deus sempre agiu sabiamente, executou juízo e a justiça na terra deixando-se morrer na Cruz do Calvário por nós pecadores.
No livro de Isaías, Jesus Cristo é apresentado como o Renovo justo que executaria juízo e justiça: “ Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará juízo e justiça na terra.” Jr 23:5.
O nosso Mestre é o maior exemplo de homem justo descrito pelo salmista no salmo 112: ” Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo” Sl 112:4.O Senhor Jesus apresenta todas as características de um homem justo: Ele é benigno, misericordioso e justo.
Para além disso, como diz salmo 112 sobre o homem justo, o Senhor Jesus tinha o seu coração firme e confiante no nosso Deus Pai e não vacilou no cumprimento do propósito de Deus para a sua vida, entregando-se como sacrifício vicário por todos os pecadores.
O Senhor Jesus mostrou-se sempre benigno, para com os pobres, os doentes e aqueles que eram marginalizados pela sociedade. Certa vez, depois de o Mestre pregar para uma multidão, compadeceu-se do povo, curou os enfermos e como já ia adiantada a hora e o povo não tinha como alimentar-se no deserto, o Senhor Jesus multiplicou cinco pães e dois peixes e assim alimentou cinco mil homens sem contar com as mulheres e crianças (Mt 14: 15-21).
Como diz o salmista sobre o homem justo, o Senhor Jesus mostrou ser o homem que “ Distribui, dá aos pobres, a sua justiça permanece para sempre e o seu poder se exaltará sempre em glória” Sl 112:9.
O nosso Senhor também demonstrou ser misericordioso, perdoando os pecados daqueles que aproximava-se dele. Uma mulher que ungiu os pés de Jesus com unguento, teve a oportunidade de ver os seus pecados perdoados pelo Senhor, e por isso ficou reconcialiada com o Pai (Lc 7:37-38). Ainda hoje, todos aqueles que aproximam-se do Mestre têm os seus pecados perdoados.
Jesus Cristo foi totalmente justo em toda a sua vida: tratava a todos com igualdade, julgava o perverso, e defendia o pobre, o inocente, a viúva, e todos os desfavorecidos. Para além disso, o Senhor Jesus não julgava segundo a aparência dos homens, mas sim de acordo com o interior do coração.
O livro de Isaías fala do nosso Mestre com as seguintes palavras: “Deleitar-se-á no Senhor; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara da sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso” Is 11: 3-4.
A Bíblia aconselha-nos a sermos como nosso Mestre, benignos, misericordiosos e justos. Devemos sempre ser benignos, lutando sempre para fazer o bem ao nosso próximo em vez de pensar e fazer o mal. A cada dia, devemos exercitar a misericórdia, perdoando ao nosso próximo as faltas que tenham cometido contra nós. Devemos também defender a causa do pobre, do órfão e da viúva, praticando a justiça que Deus nos ordena.

domingo, 24 de maio de 2015

Vinho novo em odres novos

O nosso Mestre, o Senhor Jesus, quando os discípulos de João vieram-lhe perguntar a cerca do jejum que os Seus discípulos não praticavam, ensinou que não era recomendável pôr-se vinho novo em odres velhos mas sim, vinho novo em odres novos.
Isto porque os odres eram feitos de pele inteira de um animal, como o bode, por exemplo, que era exposta ao sol para secar e depois as extremidades da pele do animal eram seladas formando uma garrafa de pele.
Os odres eram usados para armazenar sumo de uva para sofrer o processo de fermentação e originar o vinho. Durante o processo de fermentação ocorre a libertação de gás, mais concretamente de dióxido de carbono, e por isso a pele era sujeita a pressão e ia distendendo até a sua capacidade máxima.
Depois de dois a quatro meses de armazenamento a fermentação diminui e a pele do animal usada no odre era estendida ao máximo; o teor de álcool do vinho (cerca de 12%) contribuía também para  desgastar a pele e esgotar a capacidade da pele de ser esticada.
Por isso quando pretendia-se armazenar vinho novo era escolhido odres novos porque tinham a capacidade de estender-se e acomodar o gaz libertado pelo vinho durante a fermentação.
O odre velho simboliza os nossos velhos costumes, as nossas velhas formas de pensar, ou seja, a nossa postura de comodismo perante a vida, por pensarmos que sabemos fazer as coisas de uma certa maneira.
Quando Deus pretende fazer algo novo na nossa vida, Ele meche com as nossas estruturas, através de situações novas que nos tiram da nossa zona de conforto, isto para tornar-nos mais flexíveis e capacitar-nos a suportar maior pressão, a sermos pessoas diferentes para recebermos mais do Seu Espírito e vivermos uma vida espiritual de maior dimensão.
O vinho simboliza a alegria, e quando o nosso velho vinho diminui ou acaba devido as novas circunstâncias somos obrigados a buscar uma alegria nova, um vinho novo. Isto porque o motivo da nossa alegria muitas vezes é sempre o mesmo e acabamos por nos deixar ficar numa zona de conforto; Deus para nos capacitar a receber o Seu novo faz-nos mover para buscar mais do Seu Espírito e novas fontes de alegria ou seja, um novo vinho.
Essa nova situação, que nos tira do zona de conforto permite-nos tornar mais maleáveis outra vez, pois deixamos de ter a nossa vida no nosso controle e somos obrigados a ser mais dependentes de Deus, dos outros, e também a pensar de uma nova forma e a fazer novas coisas, como viver novas relações e novos desafios.
Por isso o nosso Deus quando deseja fazer-nos viver o seu novo coloca-nos em situações, que apesar de nos tirarem da nossa zona de conforto e de nos trazer algum desconforto, preparam-nos para determinados ministérios, para viver desafios e novas conquitas.
É importante deixarmos para trás o passado e gozar o presente e as novas hipótese que nos oferecem, sem desejar voltar para o passado, pois o novo de Deus encontra-se no dia de hoje e no futuro e não no passado. Por isso a Palavra de Deus diz no livro de Isaías: “Não vos lembreis das coisas passadas e nem considereis as antigas. Eis que faço coisa nova, que está saindo a luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo.” Is 43: 18-19.
Não devemos resistir a Deus e sim ficar recetivos ao novo de Deus e adquirir a nova postura, que a situação que nos tirou da zona de conforto nos obriga, seja ela financeira, amorosa, ou outra. Devemos deixar para trás as velhas perspetivas, as velhas formas de pensar do passado pois tanto o odre velho como o vinho velho já não são compatíveis com a nova situação.
Assim, devemos buscar o novo de Deus, ou seja, uma nova forma de pensar e de ver a vida para que possamos ser moldados por Deus e capacitados para viver numa vida espiritual de maior dimensão. Temos de deixar, com toda confiança, ser moldados de novo, como um vaso nas mãos do oleiro, pois o Senhor nos ama e tem o melhor para nós.
 

A Glória da cruz


A cruz do Calvário, onde Jesus foi crucificado tem um valor precioso para o crente, pois foi na cruz onde foi consumada a obra salvadora de Jesus Cristo que permitiu a todos os povos ter acesso ao Pai, e entrar no reino dos céus.
Jesus Cristo é o criador de tudo o que existe, e antes da fundação do mundo Deus planeou a salvação do mundo através da Sua morte e ressurreição. A vinda de Jesus Cristo, o Messias, a terra foi anunciada a vários profetas, e também foi descrita pelo salmista.
Jesus Cristo veio a terra na forma de homem com o objetivo de se dar em sacrifício vivo pela humanidade na cruz do Calvário. A medida que o tempo foi passando, Jesus Cristo aproximava-se mais da terrível hora da crucificação, e ia avisando aos discípulos da aproximação deste momento. ”Respondeu-lhe Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem” Jó 12: 23.
No Getsenâmi, no momento a seguir da última ceia com os discípulos, o Senhor, avizinha o sofrimento pelo qual ia passar, e com a sua alma sofrendo até a morte diz: “(…) Meu Pai, se possível passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero e sim como tu queres” Mt 26: 39.
Apesar da angústia que sentia pela hora da crucificação, o Senhor Jesus dispõe-se a seguir a vontade do Pai, e a cumprir o plano de salvação para toda a humanidade, a passar pela via dolorosa e a deixar-se crucificar na Cruz do Calvário.
Era necessário que Jesus Cristo desse-se em sacrifício vivo por nós pecadores, pois apenas com a sua morte estaria aberto a possibilidade de sermos adoptados como filhos de Deus e de fazermos parte do reino. “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo não morrer, fica ele só; mas se morrer produz muito fruto.” Jo 12: 24.
Apenas Jesus Cristo poderia salvar a humanidade, porque foi o único homem que nunca pecou, e o único que da sua boca não saiu dolo, apesar de em tudo ter sido tentado a nossa semelhança. Com a crucificação de Jesus Cristo, a humanidade poderia ser salva, a morte e o inferno seriam derrotados, e então o nosso Mestre seria glorificado como Senhor dos senhores.
Pela grande importância do momento, e pelo grande sofrimento que acarretava a crucificação, Jesus Cristo foi diversas vezes tentado a desistir da crucificação. Mas o Senhor Jesus não desistiu, ele suportou o sofrimento do espancamento, do escárnio, e na cruz ignorou aqueles que meneavam a cabeça e diziam que salvasse a própria vida. “Ó tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-te a ti mesmo, se és filho de Deus, e desce da cruz!” Mt 27: 40.
Contudo, o o Senhor Jesus consumou a obra salvítica anunciada a vários profetas, deixou-se ser levantado da terra, totalmente exposto, atraiu todos a ele mesmo (Jo 12:32) e como isso Satanás foi expulso e julgado deste mundo, como tinha dito aos seus discípulos antes de ser crucificado: “Chegou o momento de ser julgado este mundo e agora o seu príncipe será expulso” Jo 12: 31.
Assim, com a crucificação, Jesus Cristo recebeu a glorificação a que tinha direito, pois sendo Deus, tomou a forma de homem, e a si mesmo se humilhou, sendo obediente e deixando-se ser crucificado, através da morte mais humilhante da época.
O nosso Deus Pai O exaltou sobremaneira, e lhe deu o nome que está sobre todo o nome, e hoje o Senhor Jesus é o Senhor dos senhores está sentado a destra de Deus Pai: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus na terra e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. “ Fp 2: 9-11.
Jesus Cristo recebeu a recebida glorificação porque não desistiu do propósito da sua vida, suportou a via dolorosa, sofreu escárnios e espancamentos, e venceu a Satanás que o tinha tentado no deserto convidando-o para adora-lo para que recebesse a glória que lhe tinha sido prometida por Deus Pai (Mt 4:8-9).
Por vezes, somos tentados como Jesus, a ir por atalhos, para receber a promessa dada ao pelo Pai; muitas vezes somos também tentados a descer da cruz, a desistir do propósito das nossas vidas, mas devemos seguir o exemplo de Jesus Cristo, não desistindo apesar da dor da crucificação, para recebermos a promessa do Pai Celeste.

sábado, 16 de maio de 2015

Uns aos outros: uma aplicação do mandamento do Senhor

O nosso Senhor Jesus Cristo antes de ser crucificado deixou um novo mandamento aos seus discípulos, de grande importância e que permitiria ao mundo identifica-los como discípulos de Jesus, ou seja, a obediência este mandamento seria o elemento distintivo de todos discípulos.
 
O mandamento consistia em os discípulos amarem-se uns aos outros da mesma forma como Jesus os tinha amado: “ Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” Jo 13:34. Este mandamento é de grande importância e vem referido em todos os evangelhos e nas epístolas de Paulo, Pedro e João.
 
Da mesma forma, este mandamento é dirigido a Igreja de hoje e o por isso os irmãos de toda a Igreja devem amar-se uns aos outros da mesma forma como o nosso Senhor nos amou a nós. Ao longo das epístolas vemos que este mandamento pode ser traduzindo em várias atitudes: 1) preferir-nos em honra uns aos outros; 2) viver em boa harmonia uns com os outros; 3) não nos julgarmos uns aos outros; 4) não irritamos nem invejarmos uns aos outros; 5) suportamos uns aos outros; 6) perdoarmos uns aos outros.
 
 
O apóstolo Paulo refere na sua epístola aos Romanos a necessidades de darmos honra uns aos outros: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” Rm 12: 10. Dar honra pode ser traduzido em dar importância, consideração, estimar, demonstrando respeito.
Como o respeito é um sentimento que é fruto do que pensamos de alguém ou a forma como olhamos para alguém, para demonstrarmos respeito é necessário de facto sentirmos respeito pelo irmão. Por isso é necessário que tenhamos bons pensamentos do nosso próximo para que possamos darmos honra uns aos outros.
Temos vários motivos para respeitar os nossos irmãos: eles são criados a semelhança de Deus, nós todos somos membros da mesma família, filhos do mesmo Pai celeste e selados com o mesmo Espírito Santo. Dar honra é de grande importância na Igreja pois é uma forma de manter a união e a harmonia entre os membros e de estimular os irmãos na sua caminhada da fé.
A inveja tem vários efeitos nocivos para a vida cristã como inimizades, perseguições, difamações contra pessoas e outras atitudes de ira. A inveja é algo demoníaco, é um pecado contra Deus, que nos ordenou nos dez mandamentos que não cobiçássemos; é um pecado contra o nosso próximo, porque leva-nos a várias atitudes contra o próximo, e é um pecado contra nós mesmos. Por isso o apóstolo Paulo aconselha-nos: “Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.” Gl 5:26.
Uma outra forma de cumprir o mandamento do nosso Senhor é suportando-nos uns aos outros, como está escrito na espístola aos Efésios: “com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor “ Ef 4: 2. Para que possamos suportar-nos uns aos outros é necessário humildade, mansidão, longanimidade e amor.
Suportar ao próximo não traduz-se apenas em ser tolerante com as fraquezas, mas também amparar, sustentar a caminhada do próximo. Suportar o próximo é um bom exercício para o crescimento da vida espiritual e uma forma de caminharmos de forma digna da vocação a que fomos chamados.
A Bíblia condena a vingança, o rancor e por isso aconselha a não retribuirmos o mal que tenhamos sofrido: “Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei segundo a sua obra” Pv 24:29. Pelo contrário o nosso Mestre nos aconselha a perdoarmos as ofensas cometidas contra nós, “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; Mt 6:14.

O perdão é um dos aspetos mais básicos e mais importantes da fé cristã e por isso, várias referida na Bíblia. O apóstolo Paulo refere também a importância de nos perdoarmos uns aos outros “Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também, Deus vos perdoou em Cristo” Ef 4: 32.
Amarmos uns aos outros é de grande importância para Deus e por isso o apóstolo João refere que aquele que ama a Deus, ame também a seu irmão (1Jo 4:21). Por isso, o mandamento do nosso Mestre é uma obrigação para todos os crentes e é fundamental para a o seu crescimento espiritual e maturidade.

domingo, 10 de maio de 2015

O mistério da Igreja

A Igreja é um mistério que só pode ser compreendido por revelação pelo Espírito Santo. O corpo de Cristo é composto por varias pessoas, de diferentes classes sociais, ou mesmo de diferentes raças e todas estas pessoas são ligadas entre si, pelo Espírito Santo e têm como seu Senhor Jesus Cristo.
 
Como o Senhor Jesus Cristo, deu a sua vida por toda a humanidade, Ele é o Senhor e Rei de cada vida, a cabeça de toda a Igreja, comandando a Igreja espalhada por todo o mundo, através do Seu Espírito Santo e da Sua Palavra quanto a forma de viver e objetivos de vida.
 
A Igreja é a forma visível de Jesus Cristo a todos os que não o conhecem; é através da Igreja que o Senhor opera no mundo, movendo-se através de cada vida para convencer do Seu amor a todos aqueles que O desejam conhecer.
 
Existe um grande mistério, algo que não pode ser apercebido claramente, que é o facto de Jesus Cristo estar em nós, os crentes através do seu Santo Espírito, e de sermos só um, como o Pai é um com Jesus Cristo e assim formarmos um corpo comandado pela sua Palavra. “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” Jo 17: 21.
 
Este corpo foi planeado por Deus desde a fundação do mundo e só foi revelado com a morte e ressurreição de Jesus. Este mistério corresponde a Graça de pessoas de diferentes povos e nações poderem ser filhos de Deus, por adoção, através da aceitação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
Todos os crentes são irmãos, filhos do mesmo Pai, com os mesmos direitos, com as mesmas promessas em Cristo Jesus como nos diz o apóstolo Paulo na sua epístola aos Efésios: ”pelo que, quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de Cristo, o qual, em outras gerações, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como, agora, foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito, a saber, que os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho;” Ef 3: 4-6.
Os crentes de diferentes nações têm a promessa do Espírito Santo consolador, que os guia e consola a toda a verdade, em cada dia das suas vidas. O nosso Senhor Jesus será sempre para cada crente um Mestre, um Pastor que guia cada crente nos caminhos em que deve andar, nunca deixando faltar-lhe nada. Todos os crentes têm a promessa de um dia viverem num reino glorioso, onde não haverá choro nem dor, e cujo Rei será Jesus Cristo. O Senhor Jesus um dia virá buscar a Sua Igreja para vivermos todos nesse reino.
 
Todos aqueles que fazem a vontade de Deus, e que têm Jesus como Senhor e Deus são irmãos, têm em si o mesmo Santo Espírito, e vivem todos com o mesmo objetivo: agradar a Jesus. Jesus Cristo é o Senhor da Igreja, a Rocha, a força, o Pastor de cada vida e cada crente faz parte do grande rebanho do Senhor, mesmo estando em pontos diferentes do globo.
 
Na Nova Jerusalém, já não haverá classes sociais, nem raças; seremos todos iguais e por isso podemos viver a nossa vida futura no céu já um pouco aqui na terra, deixando de lado os preconceitos sociais e raciais amando a cada irmão como Deus deseja que amemos.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Rio da vida: águas que salvam e purificam

No livro do profeta Ezequiel é representado o fluir do Espírito Santo como um rio que sai do limiar do templo de Jerusalém. Este livro descreve que profeta Ezequiel foi levado em espírito a porta do templo e viu águas correndo do lado direito do templo.
 
O mensageiro de Deus, depois de medir as águas, fez Ezequiel passar por elas e estas davam a Ezequiel pelos tornozelos. Novamente o mensageiro de Deus mediu as águas, desta vez numa profundidade maior, com mais mil côvados que as águas anteriores, e fez Ezequiel passar pelas águas, e elas lhe davam pelos joelhos.
Depois de medir uma zona de água mais profunda, com mais mil côvados, o profeta foi convidado a passar pelas águas, e estas davam-lhe pelos lombos. O mensageiro de Deus mediu águas com mais mil côvados que as águas anteriores e o profeta já não podia atravessa-las mas sim nadar, porque as águas eram um rio (Ez 47:1-5) e submergiam-no.
Esse rio é o Espírito Santo que flui do Pai e foi permitida pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Aqueles que creem em Jesus como Senhor e Salvador das suas vidas são o templo do Espírito Santo, que faz morada neles no momento da conversão.
O nosso Mestre afirmou que aquele que Nele cresse, do seu interior fluiriam rios de águas vivas, ou seja, do seu interior fluiria o Espírito Santo a todas as vidas que estivessem em seu redor “Quem crer em mim, como diz as Escrituras, do seu interior fluirão rios de água viva” Jo 7: 38.
Quando o crente vive em obediência a Palavra e não entristece o Espírito Santo, que vive em seu interior, com amarguras, iras, malícia, ou ódio (Ef 4:30-31), o Espírito Santo, pode fluir do seu interior como rio de água viva para alcançar todos os tipos de pessoas, como é o plano de Deus.
Por outro lado, quando o crente aceita Jesus com Senhor e Salvador, e inicia a sua caminhada ele experimenta o fluir do Espírito Santo, da mesma forma como Ezequiel atravessou o rio e as águas molham os tornozelos. A medida que o crente vai caminhando com Jesus, obedecendo ao Mestre ele vai sucessivamente ser envolvido pelo fluir do Espírito Santo e viver experiências mais profundas.
Assim o crente vais experimentando mais do Espírito Santo como Ezequiel que andava nas águas e estas chegavam-lhe, aos joelhos e depois aos lombos e depois experimentou ficar totalmente submerso, só sendo possível mover-se nas águas a nado.
 
Na última fase, em que o crente move-se nas águas do Espírito Santo a nado, o crente é totalmente dominado pelo Espírito Santo e o seu próprio eu é menos visível, devido a submersão da sua carne pelo poder do Espírito Santo.
A vontade do nosso Deus é que o Espírito Santo possa fluir em cada vida da Igreja para converter almas, curar corações feridos e chegar a todas as almas sedentas de Jesus, como é descrito no livro de Ezequiel: “ Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem até a campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis. Toda a criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe esse rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá a onde quer que passe esse rio.”Ez 47: 8-9.
Cada vida que faz parte da Igreja deve lutar para não entristecer o Espírito Santo; deve lutar para ser benigno e compassivo, perdoando ao seu próximo como Jesus nos perdoou. Isto para que o Espírito Santo possa fluir das nossas vidas para curar os corações feridos e dar vida eterna aqueles que não conhecem Jesus Cristo.

sábado, 2 de maio de 2015

O Papel do Espírito Santo na conversão

O Espírito Santo tem um papel determinante na conversão: é Ele quem atua no coração do crente e o convence do pecado, da justiça e do juízo. A conversão é obra do Espirito Santo que abre a mente, o coração do homem e permite que entenda a Palavra de Deus e a necessidade de mudar de vida.
 
A conversão é a transformação sofrida pelo crente, quando aceita o sacrifício vicário de Jesus Cristo e sofre uma renovação da sua mente, tendo consciência da sua pecaminosidade e da necessidade de salvação por Jesus Cristo. Com isso, o crente abandona o pecado, o antigo “eu”, a sua rebeldia contra Deus e aceita que Jesus é a Verdade que deve seguir a cada dia.
 
A Bíblia relata que uma mulher Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura e temente a Deus, ao escutar o Apóstolo Paulo foi alcançada pela Graça de Deus, pois o Senhor Jesus através do Seu Espírito abriu o seu coração para atender as coisas que Paulo dizia. Se não fosse a ação do Espírito Santo no seu coração, abrindo-lhe para a mensagem anunciada por Paulo a Lídia não conseguia atender ao apelo de Paulo, aceitar Jesus e dispor-se para ser batizada (At 16:14-15).
No Antigo Testamento, a Bíblia relata que Saul para ser o homem apropriado para subir ao trono de Israel teve de ser transformado pelo Espírito Santo. No primeiro livro de Samuel é descrito que o Espírito Santo se apossou de Samuel, lhe mudou o coração e o transformou em outro homem. ”Sucedeu, pois, que virando-se ele para despedir-se de Samuel, Deus lhe mudou o coração; e todos esses sinais se deram no mesmo dia” 1Sm 10:9.
Na pregação da Palavra de Deus nas Igrejas, o Espírito Santo tem um papel determinante para que o ouvinte responda com fé a palavra de Deus. Enquanto o pregador fala, o Espírito Santo age no coração do ouvinte e produz fé na Palavra ouvida. Não se pode desvincular o papel do Espírito Santo da pregação: sem a ação do Espírito Santo não há convencimento do pecado nem fé na Palavra de Deus proclamada pelo pregador.
Na vida do crente enquanto medita e estuda a Palavra de Deus é o Espírito Santo quem possibilita que o crente compreenda as Escrituras, e receba delas direção para a sua vida. O Espírito Santo é o iluminador da Palavra que Ele mesmo inspirou e que permite que o crente seja ensinado e educado sobre a Vontade de Deus.
O apóstolo Paulo diz-nos na segunda carta a Timóteo que a Palavra de Deus é inspirada pelo Espírito Santo e que ela serve para o nosso ensino, para a nossa correção, e para a nossa educação. “ Toda a Escritura é inspirada por Deus e é útil para o ensino, para a repreensão, para correção, para educação na justiça, “ 2 Tm 3:16.
O Espírito Santo continua a obra de Jesus guiando o crente a toda a Verdade, e permitindo que o crente viva a palavra de Deus. O Espírito Santo também opera nas nossas faculdades mentais possibilitando ao crente ganhar a batalha espiritual na mente e manter cativos os pensamentos que não estão de acordo com a vontade de Deus.
A batalha espiritual dá-se nas nossas mentes pois o nosso inimigo, diabo, arma ciladas contra nós colocando ideias contrárias a Palavra de Deus e que nos levam a pecar. A estratégia do inimigo é assim dirigida as nossas mentes, tentando por confusão nos nossos pensamentos (2 Co 10:4-5).
Por isso o apóstolo Paulo aconselha-nos a ocupar o nosso pensamento com tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável e de boa fama (Fp 4:8). Para além disso, o apóstolo Paulo aconselha-nos a não conformar-nos com esse mundo mas sim a renovarmos a nossa mente diariamente (Rm 12:2).
Para que possamos ser controlados e iluminados pelo Espírito Santo, a cada dia, não devemos faze-lo sofrer com as nossas atitudes nem entristece-lo. Por isso não devemos ser arrogantes, nem ter atitudes de impiedade contra o nosso próximo. Da mesma forma, devemos evitar a desobediência, não só a Palavra de Deus, como a orientação do Espírito Santo; todas as palavras ou conversações torpes, ou seja, que não contribuem para a nossa vida cristã também devem ser evitadas. Devemos evitar toda a soberba e lembra-nos da nossa total dependência da misericórdia de Deus em tudo o que fazemos nas nossas vidas.
Devemos ouvir o conselho do apóstolo Paulo aos Efésios para evitarmos fazer sofrer e entristecer o Espírito Santo: “ E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados, para o dia da redenção. Longe de vós, toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfémia, e bem assim toda a malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” Ef 4: 30-32.