Mostrar mensagens com a etiqueta misericordioso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta misericordioso. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Sabedoria

A sabedoria é um conhecimento que permite ao homem lidar com as várias situações da vida com bom senso e retidão. Existem várias formas de pensamento em que o homem pode basear-se para tomar as suas decisões. Sem dúvida alguma, a melhor forma é basear-se nos pensamentos de Deus e na sua sabedoria, pois não só ajuda o homem a resolver os seus problemas no dia a dia como também ajuda-o a caminhar rumo a Pátria Celeste para gozar a vida eterna.

O apóstolo Tiago ensina-nos que a sabedoria de Deus tem características particulares, que a distingue da sabedoria mundana. A pessoa que a detém demonstra-a através da sua mansidão e das sua obras, como nos diz os versículos a seguir:” Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as sua obras (...) A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente pura; depois pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.” Tg 3:13,17

A sabedoria de Deus ensina o cultivo de um coração puro para que possamos também agir sem maldade. A pureza de coração é cultivada quando o homem renega a malícia e a maldade e vive para obedecer os mandamentos de Deus. Deus é Santo, Puro, e tudo o que pensa e faz é sem maldade; os mandamentos de Deus orientam-nos a uma vida de pureza e santidade.

Ao longo da Bíblia vemos que a pureza de coração é algo que permite que o homem se aproxime de Deus e tenha intimidade com Ele. O nosso Senhor Jesus diz-nos que aqueles que são puros de coração, são bem-aventurados e verão a Deus: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.” Mt 5:8. A pureza de coração também ajuda-nos a louvar a Deus com integridade.

Para além de Deus ensinar-nos a ter pureza de coração, Deus ensina-nos a ser pacíficos com todos os homens e a ter como alvo buscar a paz. Deus é um Deus de Paz, e o seu Filho Amado, o Senhor Jesus é chamado de Príncipe da Paz. Deus não deseja que os homens alimentem no seu coração ideias e sentimentos que possam levar a discussões, ciúmes, invejas, e contendas.

Como nos diz o apóstolo Tiago, quando deixamos-nos levar por pensamentos de inveja amargurada, e desejo de fação estamos a deixar-nos levar por uma sabedoria mundana e diabólica. “Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Não é esta a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca.” Tg 3:14-15.

O fruto da inveja e de sentimento faccioso são apenas coisas más como vemos a seguir: “Pois onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda a espécie de coisas ruins.”Tg 3:16. Por isso, quando deixamos-nos levar pelos sentimentos da carne não podemos agradar Deus por estes sentimentos são contrários a todos os ensinamentos de Deus. “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não não está sujeita à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Rm 8:7-8

Deus ensina-nos a sermos moderados em todas as áreas da nossa vida. A falta de controle das nossas emoções leva-nos a cometer coisas que desagradam a Deus e essas coisas podem tornar-se em brechas na nossa vida espiritual. “Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.” Pv 25:28.

A moderação deve reger tudo o que fazemos: o que vestimos, o que comemos, a forma como falamos entre outras coisas. O apóstolo Pedro diz-nos na sua epístola que as mulheres são belas para Deus quando se vestem como moderação e quando demonstram um espírito manso e tranquilo. “Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo que é de grande valor diante de Deus.” 1Pe 3:3-4.

A sabedoria de Deus também aconselha-nos a ser tratáveis, ou por outras palavras, a não sermos irascíveis, mas sim tratáveis e mansos. A cultivarmos bons pensamentos uns dos outros para não sermos hipócritas na nossa forma de agir com os outros. Não só devemos ser tratáveis como também ser misericordiosos com as falhas dos outros: “Longe de vós, toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfemais, e bem assim toda a malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” Ef 4:31-32

Através da prática dos ensinos de Deus podemos viver a verdadeira sabedoria, e alegra-nos com a convicção que estamos a viver de forma que agrada a Deus. A sabedoria de Deus é a única forma de vivermos e vida e de caminharmos em direção e a nossa Pátria Celeste.

sábado, 15 de agosto de 2015

Estevão, uma poderosa testemunha

Estevão foi um dos diáconos da Igreja primitiva escolhido para cuidar da distribuição da assistência as viúvas, a fim de que os discípulos tivessem tempo para se dedicarem a oração e a pregação da Palavra. Estevão foi escolhido por ser um homem cheio do Espírito Santo e de sabedoria.
Estevão fazia muito mais do que o serviço que lhe fora incumbido: ele fazia milagres e prodígios entre a população e pregava o Evangelho. “ Estevão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo”. At 6:8. Isto porque Estevão era um homem cheio do Espírito Santo, de sabedoria e com poder de Deus.
A sabedoria que Estevão possuía permitia que pensasse, em momentos de tomada de decisões, nas suas alternativas de forma a manter os propósitos e desejos de Deus. Isto fez com que mostrasse ser, ao longo da sua vida,  um homem com muita sabedoria e com uma vida marcada, por um espírito doador, pela mansidão e pela misericórdia .
Podemos ver a mansidão de Estevão quando foi acusado por homens que afirmavam que ele proferia blasfémias contra Moisés e contra Deus: ”Então, subornaram homens que dissessem: Temos ouvido este homem proferir blasfémias contra Moisés e contra Deus” At 6: 11. Estevão não opôs resistência contra aqueles que o levaram aos Sinédrio para julga-lo.
Pelo contrário, Estevão manteve o seu pensamento em Deus, não se importando consigo mesmo a ponto de aqueles que o fitaram viram nele a glória de Deus, pois viram o rosto dele como se fosse o rosto de um anjo “Todos os que estavam assentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estevão, viram o seu rosto como se fosse o rosto de um anjo.” At 6:15.
Para responder a acusação daqueles que o levaram ao Sinédrio, Estevão relatou de uma forma extraordinária a história do povo de Israel, desde Abraão até a saída do povo de Israel do Egipto, passando também por Salomão e provou que o povo de Israel frequentemente condenava e matava os profetas que Deus enviava.” Qual dos profetas vosso pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós vos tornaste s traidores e assassinos,” At 7: 52.
Com isso, Estevão testemunhou a favor de Jesus Cristo e com toda a sua argumentação provou ser um profundo conhecedor do Antigo Testamento, da história do povo de Israel e dos grandes feitos realizados por Deus em favor do seu povo. A sua argumentação provocou grande fúria aos membros do sinédrio: “ Ouvindo eles isto, enfureceram-se no seu coração e rilhavam os dentes contra ele”.
A presença do Espírito Santo sobre Estevão, neste momento, foi notória, pois ele, perante um sinédrio em fúria fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, exaltado nos céus, a direita de Deus Pai.” Mas Estevão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava a sua direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus.” At 7: 55-56.
O Espírito Santo, consola em momentos de tribulação aqueles que têm intimidade com Deus, trazendo paz, conforto e capacidade para enfrentar as situações adversas. Foi o que o Espírito Santo fez a Estevão, trazendo-lhe a visão do céu, e a capacidade de perdoar aqueles que depois de o acusarem, lançaram-no fora da cidade para apedreja-lo.
Por isso, Estevão depois de pedir a Deus que recebesse o seu espírito suplicou a Deus que perdoasse aos seus assassinos, pondo-se de joelhos “ E apedrejavam a Estevão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras adormeceu.” At 7: 59-60. Assim, Estevão demonstrou também ser um homem misericordioso, capaz de perdoar os pecados cometidas contra ele.
Mesmo perante uma multidão em fúria Estevão, pesou as alternativas que tinha e preferiu defender o seu Senhor, não se importando com as consequências que as suas palavras pudessem ter na audiência. Assim, Estevão foi uma testemunha do Senhor Jesus, não só pela sua vida santa, mas também pelo seu serviço fiel, pelo seu testemunho em favor de Jesus Cristo e pelo amor que demonstrou pelos seus inimigos.
 

sábado, 30 de maio de 2015

O objetivo da vida

A Bíblia refere que o objetivo da vida do crente, ou seja o motivo para o qual o crente foi predestinado, foi para ser conforme a imagem de Jesus Cristo, de forma a que Ele seja o primogénito entre muitos: ”Porque aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem do seu Filho, a fim de ele seja primogénito entre muitos irmãos" Rm 8:29.
 
 
A imagem de Jesus Cristo em nós corresponde a parte imaterial do nosso ser, por outras palavras, refere-se a alma e ao espírito. Essa imagem tem uma componente mental, que raciocina e toma decisões; tem uma componente moral, que deve ser regida pelos mesmos princípios morais e de justiça de Deus; e a componente social, que se destina a comunhão com Deus, com o próximo e consigo mesmo, a semelhança da Trindade que tem comunhão entre si: o Pai tem comunhão com o Filho e com o Espírito Santo.


A imagem de Deus em nós pode ser desenvolvida ao longo da vida cristã, não só estando na presença do nosso Senhor, como também através da meditação e prática da Palavra de Deus. Por isso, a medida que o crente vai vivendo os mandamentos e princípios da Palavra ele vai-se assemelhando ao seu Mestre em caracter.

Para que o objetivo da vida do crente seja concretizado, é necessário que o seu caráter sofra um processo de transformação de forma que ele possa ter a imagem de Cristo em si como nos diz as escrituras. Esse processo de transformação inicia-se com a aceitação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador e continua com o renegar constante da própria vontade seguindo a Jesus Cristo e a Sua Palavra (Mt 16:24).

Para que o objetivo da vida do crente seja concretizado, é necessário que o seu caráter sofra um processo de transformação de forma que ele possa ter a imagem de Cristo em si como nos diz as escrituras. Esse processo de transformação inicia-se com a aceitação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador e continua com o renegar constante da própria vontade, seguindo a Jesus Cristo e a Sua Palavra (Mt 16:24).
 
Os humildes de espírito referem-se aqueles que sabem da sua pobreza espiritual, e que sabem que não têm nada para oferecer a Deus e que por isso prostram-se perante Ele. A Bíblia diz no livro de Isaías que: ”Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como o trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, que nos arrebatam. “Is 64:6. Mesmo as melhores obras do crente, são corrompidas, não servem para oferecer a Deus, nem para o justificar.
 
 
Os que choram são aqueles que lamentam e choram devido a própria pobreza espiritual, e devido aos seus pecados. Ao mesmo tempo que são sensíveis ao seu próprio pecado também sofrem com o pecado dos outros e demonstram preocupação e compreensão.

Os que têm fome e sede de justiça são aqueles que anseiam pela Palavra de Deus, por terem fome insaciável da palavra de Deus. São também aqueles que buscam ansiosamente o perdão dos seus pecados e de serem justificados, ou podem ser aqueles que buscam com ansiedade a santidade e uma vida transformada.

Os limpos de coração são aqueles que têm como único objetivo servir a Deus, e por isso não têm duplicidade no seu coração e não tentam andar em dois caminhos: nos caminhos de Deus e no mundo. Essas pessoas limparam o seu coração da lealdade ao mundo e das suas concupiscências (Tg 4:8).

Os mansos são aqueles que são obedientes ao Senhor e que são guiados com facilidade, não sendo necessário força para que obedeçam ao Senhor, porque são sensíveis a direção de Deus. O Espírito Santo diz-nos no livro de Salmos: “Não sejais como o cavalo ou mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; Sl 32:9. O manso não resiste a Deus e nem oferece dificuldade para que Deus o conduza.

O manso também não usa a sua força para fins egoístas por que já negou a si mesmo e por isso usa a sua força para suportar ao próximo, para ser benigno para com o próximo e para amar ao seu inimigo “ Digo-vos porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam;” Lc 6:27.

O misericordioso, é aquele que não só é caridoso e compadece-se do próximo mas sobretudo aquele que perdoa as faltas que foram cometidas contra dele. É aquele que por ter consciência do grande número de pecados que lhe foram perdoados por Deus também perdoa as faltas do próximo (Mt 18:21-35). Devemos imitar a benignidade e misericórdia que Jesus demonstrou ao dar-se a si mesmo para que fossemos perdoados.

Os pacificadores são aqueles que promovem a paz entre o homem e Deus e tentam que a barreira do pecado que separa o homem de Deus seja demolida.(Is 59:2). O nosso Mestre enquanto esteve na terra lutou para que a houvesse reconciliação entre Deus e o homem dando-se a si mesmo na cruz do Calvário para nos reconciliar com Deus (Ef 2:14,16). Os discípulos ao serem conformados a imagem de Jesus Cristo fazem o mesmo que o Mestre e cumprem o papel de pacificadores.

Os perseguidos por causa da Justiça, são aqueles que foram transformados e tornaram-se benignos, misericordiosos, mansos e pacificadores. Mas porque o mundo não quer a luz de Jesus, e andar segundo a sua vontade, acaba por rejeitar, e até odiar os seus discípulos, que por seguirem o Mestre são também luz do mundo.

A Bíblia descreve que o crente deve alegrar-se com as atribulações que sofre devido ao nome de Jesus, porque isto é prova de que estão seguindo o Mestre e também a prova da sua salvação. O nosso Mestre avisou aos discípulos de que o mundo haveria de odia-los da mesma forma que O odiaram, porque o mundo reage ao discípulo da mesma forma como reage ao Mestre.

Antes da fundação do mundo o nosso Deus predestinou-nos para sermos conformes a imagem de Jesus Cristo, o nosso Senhor, que é manso, humilde de coração, mas também misericordioso, puro de coração e pacificador tendo entregado a sua vida para o perdão dos nossos pecados. Por isso devemos estar na presença de Deus e viver Sua Palavra para que construamos o Seu caracter.