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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Domínio próprio

As emoções são um elemento positivo do ser humano, que permitem que ele desfrute de momentos com sensações positivas como alegria. Contudo, as emoções não podem determinar a forma como vemos as coisas a nossa volta, nem dirigir os nossos passos. A vida cristã exige a prática do domínio próprio, das emoções que surgem em nós para que possamos agir de acordo com a vontade de Deus.

O nosso Senhor Jesus é o nosso exemplo máximo de domínio próprio, pois em todas as situações que de viveu de insultos, ofensas, maltrato físico, nunca reagiu com raiva, nem ofensa e cumpriu humildemente a sua missão até ao fim morrendo voluntariamente na cruz do Calvário por nós. “pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças , mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.” 1Pe 2:23-24.

Na Bíblia vemos outro exemplo de alguém que teve domínio próprio e que por isso, abriu a porta do seu coração para ouvir o que Deus tinha a dizer sobre o assunto que estava a viver. Essa pessoa foi José. Ele estava noivo de Maria e soube que ela estava grávida. Provavelmente José deve ter sentindo-se traído mas mesmo assim, não deixou que a sua deceção controlasse as suas emoções; não reagiu com ira, e tentou poupar a Maria de escândalos. Por isso, José pensou em deixar Maria secretamente.

Sabemos que a vida amorosa é uma área da nossa vida onde as emoções são frequentes e para um jovem saber que a sua noiva estava grávida não era fácil. Mesmo assim, José teve domínio próprio e conseguiu ouvir a voz de Deus, quando um anjo falou que não deixasse Maria. “Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixa-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.” Mt 1:19-20.

Ao longo do nosso dia a adia muitas coisas sucedem a nossa volta; cada uma dessas coisas podem despertar-nos emoções muitos diferentes. Como Deus deu-nos a capacidade de controlar as nossas emoções temos de estar constantemente alertas quanto ao tipo de emoção que surge em nós. Isto porque algumas emoções dão oportunidade para que façamos coisas que não estão de acordo com a Palavra de Deus.

Por exemplo, a ira, que é uma reação de descontentamento em relação a alguma coisa, pode abrir espaço para que o diabo faça coisas más nos nossos relacionamentos, como por exemplo, criar inimizades, ódios e outras coisas más. Por isso devemos vigiar os nossos sentimentos, como nos aconselha o Espírito Santo nos versículos a seguir para que o diabo não ache oportunidade para agir nos nossos relacionamentos. “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.” Ef 4:26-27.

O Espírito Santo deseja controlar a nossa vida e por isso devemos estar a atentos a todas as emoções que podem nos levar a cometer atos que desagradam a Deus. Por exemplo, o mundo ensina que quanto mais temos, mais felizes seremos. Se focarmos a nossa atenção naquilo que os outros têm e nós não temos, acabaremos por ficar com ciúmes, invejas, com ódio e até mais egoístas. A nossa felicidade deve ser focada em Deus e naquilo que Ele nos dá e não nos bens materiais.

A seguir temos algumas ações que desagradam a Deus e que são motivadas por emoções más que enraizaram no coração e que se traduziram em ações. “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já antes vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” Gl 5:19-21.

Os crentes têm um grande privilégio, que é ter relacionamento com Deus e gozar da vida eterna. O diabo e os seus anjos, não têm esse privilégio, por estarem condenados ao inferno. Por isso, ele tenta atingir os crentes, e afasta-los da presença de Deus, tentando chamar a nossa atenção para coisas que não são agradáveis a Deus, e também criando situações onde possa tentar-nos a agir de forma contrária aos ensinamentos de Deus.

Por isso, a cada dia, temos de ser sóbrios, moderados em tudo o que envolva os apetites sensuais, para não sermos tentados a dar mais valor, do que o necessário, à coisas relacionadas como os nossos sentidos como: comer, beber, vestir, o sexo, o possuir objetos entre outras coisas. Devemos também ser contidos nas nossas emoções, serenos e recatados. O Espírito Santo aconselha-nos isso no versículo seguinte: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” 1Pe 5:8

O domínio próprio é algo que deve ser exercitado em todos os instantes da nossa vida, de forma a que as emoções não controlem as nossas ações. Quando lutamos para agradar ao Senhor com as nossas ações o seu Espírito Santo age em nós dando-nos também o domínio próprio sobrenatural, que faz parte do Fruto do seu Espírito.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Domínio próprio e a firmeza espiritual


Um dos grandes objetivos de qualquer cristão é estar firme na fé, sobretudo depois de o cristão efetuar um compromisso com Deus de segui-Lo ao longo de toda a sua vida, em qualquer circunstância. Por isso, todos os recursos que contribuem para a firmeza na fé são buscados pelo cristão de forma a ficar mais forte nas suas fraquezas e poder resistir a tentação.

A firmeza na fé é o ato de não se afastar dos princípios da fé cristã e consequentemente é não pecar nem se afastar dos objetivos de Deus para a nossa vida. Quando um cristão peca, não mostra firmeza suficiente para fazer aquilo que sabe ser correto perante as tentações que o rodearam. Um cristão pouco firme não agrada a Deus nas suas atitudes.

Mesmos em momentos de grande pressão devemos ser firmes no compromisso de fazer a vontade de Deus, mesmo que isso custe a nossa vida. Daniel, um grande profeta de Deus, ao longo da sua vida mostrou amar a Deus acima de todas as coisas. Isto porque nos momentos de grande tensão, como por exemplo quando foi levado para Babilónia, ainda jovem, Daniel propôs no seu coração não contaminar-se com as iguarias da mesa do rei, colocando a Deus em primeiro lugar e a sua vida em segundo lugar.

Nos versículos seguintes vemos a atitude de firmeza de Daniel: “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos.” Dn 1:9. A firmeza demonstrada por Daniel é uma exemplo de atitudes que agradam a Deus. Se Daniel tivesse cedido a pressão da nova sociedade e contaminado-se não teria agradado a Deus.

Na nossa vida cristã, sabemos que a oração (1Pe 4:7) e a meditação na Palavra de Deus são armas para que o cristão se mantenha firme (Js 1:8) , mas existem outras armas que têm de ser desenvolvidas para que o cristão se mantenha firme nos mandamentos do Senhor Jesus e nos propósitos de Deus para a sua vida. Uma dessas armas é o domínio próprio.

O domínio próprio é a capacidade do cristão controlar as suas emoções de forma a não ter comportamentos que desagradam a Deus, como deixar exaltar-se, manifestar sentimentos como inveja, lascívia, entre outras manifestações da carne. Na epístola aos Gálatas, Paulo fala-nos das manifestações da carne, como vemos a seguir: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facões, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” Gl 5:19-21.

Estas manifestações da carne surgem quando não temos capacidade de dominar a nossa carne com as suas emoções, nem levar o nosso pensamento cativo a obediência a Deus, como nos recomenda o apóstolo Paulo no versículo seguinte: “e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando todo o pensamento cativo à obediência de Cristo.” 2Co 10:5

A falta de domínio próprio é uma ruína para o crente pois leva-o a pecar e a ficar desprotegido na sua luta espiritual contra as forças das trevas. Por isso um homem sem domínio próprio é como uma cidade sem murros, como nos diz o rei Salomão no provérbio seguinte: “Como a cidade derribada, que não tem murros, assim é o homem que não tem domínio próprio.” Pv 25:28.
 
Quando temos o domínio próprio não deixamos que as situações a nossa volta nos levem ao pecado, qualquer que sejam a gravidade do pecado. Por outras palavras o domínio próprio impedem-nos de cometer grandes pecados que podem ter repercussões graves na nossa vida, ou mesmo, de cometermos pecados que aparentemente não têm repercussão na nossa vida mas ferem a nossa relação com Deus e desagradam ao Espírito Santo.
O apóstolo Pedro, na sua segunda epístola, diz-nos que Deus deseja tornar-nos co-participantes da sua natureza divina e livrar-nos das corrupções das paixões que há no mundo. Para cooperar no propósito de Deus para a nossa vida, o apóstolo Pedro aconselha-nos a acrescentar diligentemente à nossa fé o domínio próprio, e outras atitudes que nos levam a cumprir o mandamento central do Senhor Jesus que é a pratica do amor.
 

Vemos isso nos versículos a seguir: “pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo, por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. 2Pe 1:4-7.

O domínio próprio é algo que se desenvolve por decisão própria mas é dado também pelo Espírito Santo quando o cristão se dispõe a dominar as suas emoções e a sua carne. Por este motivo o domínio próprio faz parte do fruto do Espírito Santo. Na luta contra a carne e contra as situações tentadoras temos a ajuda do Espírito Santo para nos ajudar e por isso não estamos sozinhos.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Permanecer firmes

A caminhada cristã, inicia-se no momento em que aceitamos a Jesus como Senhor e Salvador das nossas vidas. O alvo da caminhada é a pátria celeste. Para chegarmos ao céu, temos de permanecer firmes da fé, andando conforme o exemplo que o Senhor Jesus nos deixou enquanto esteve na terra.
 
 
O Espírito Santo aconselha-nos através das exortações de Paulo na sua primeira carta aos coríntios, a permanecermos firmes e constantes na nossa caminhada na fé. Isto porque, em volta dos cristãos, em todos os lugares do mundo, existem costumes e modas que podem afastar o cristão do caminho planeado por Deus para nós.

Vemos as palavras do apóstolo Paulo no versículo seguinte: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” 1Co 15:5. As boas obras dos cristãos feitas por amor e obediência a Jesus Cristo serão recompensadas, pois o Senhor Jesus já venceu a morte e está vivo e virá um dia buscar a sua Igreja em grande glória.

Os nossos corpos serão trocados por um corpo imortal e incorruptível. Todos os sofrimentos que passarmos por causa do nome de Jesus Cristo serão recompensados e nunca mais sentiremos tristeza ou dor. Deus preparou para nós no céu alegrias que a nossa imaginação não consegue alcançar. A nossa caminhada tem um objetivo que é incomparável a qualquer bem ou alegria que possamos ter na terra.

Para sermos firmes na nossa caminha, Deus dá-nos algumas armas que nos ajudarão a evitar os perigos das más decisões e da cultura mundana a nossa volta. Uma dessas armas é a moderação. Esta atitude deve estar presente em todas as nossa forma de viver e em todos os nossos relacionamentos. Por isso, apóstolo Paulo aconselha-nos a viver de tal forma a que a nossa moderação seja vista por todas as pessoas a nossa volta.
 
Podemos ver as palavras do apóstolo Paulo no versículo seguinte: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” Fp 4:5. A moderação, é sinónimo de agir com prudência, amabilidade, mansidão, ser pacífico, comedido. A moderação evita os excessos na forma de vestir, comer, e beber e procura ser pacífico com as pessoas a volta e também prudente nas decisões que toma.
 
Nas situações do dia a dia por vezes surgem conflitos e a moderação leva as pessoas a agir de forma a acalmar as confusões que possam surgir. A moderação faz com as pessoas não teimem em seguir as suas próprias opiniões, nem a exaltar demasiado o seu “eu”. A moderação é sinónimo de humildade com os outros homens.

 
A moderação ajuda-nos a não inclinar-nos nem para a esquerda nem para a direita como nos aconselha o sábio em Provérbios: “Pondera a vereda dos teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos. Não declines para a direita nem para a esquerda; retira o pé do mal.” Pv 4:26-27. Existem atitudes extremas que nos fazem desviar no caminho planeado por Deus. Mas, com a moderação não caímos em situações extremas.

 
 
A moderação também ajuda-nos a ter domínio próprio, que é algo fundamental para podermos negar as nossas vontades e emoções agirmos de acordo com a Palavra de Deus. A moderação também gera a longanimidade, necessária quando enfrentamos situações que poderiam levar-nos a ira. Por isso a moderação é uma forma de abrirmos espaço para o Espírito Santo poder controlar a nossa vida.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Muros na vida do crente


A vida do crente muitas vezes é comparada com a cidade de Jerusalém, com o seu templo e muros. Os murros da cidade de Jerusalém desempenhavam um papel muito importante, pois eram eles que protegiam o povo dos ataques dos inimigos. Sem os muros a cidade ficava vulnerável a todo tipo de ataques e a destruição.

Na nossa vida, a nossa alma tem o papel dos muros, protegendo a vida espiritual e proporcionando um lugar de santidade para a habitação do Espírito Santo. Quando a alma do homem não consegue dominar o seus impulsos e emoções de maneira a obedecer a Deus, torna-se vulnerável a todo o tipo de ataques, tanto do diabo, como as inclinações da carne. Os seus murros precisam então de ser reparados, e as suas brechas preenchidas, de forma a tornar-se resistente aos ataques.

A Bíblia, no livro dos Provérbios, compara da seguinte forma, o homem sem domínio próprio: “Como cidade derribada, que não tem murros, assim é o homem que não tem domínio próprio” Pv 25:28. O homem sem domínio das suas emoções, dos seus desejos, ou seja sem domínio próprio, é um homem vulnerável a todo o tipo de sugestão maligna, e de toda a tentação, pois não tem a capacidade de controlar as suas emoções e vontades de forma a obedecer a Deus e a Sua Palavra.

Por isso, um homem sem domínio próprio, tem os seus murros destruídos, e a sua alma, como um todo, (pensamentos, vontades, emoções) precisa de ser restaurada, para que consiga decidir e agir de forma que agrade a Deus. A Palavra de Deus restaura a alma do homem, mostrando ao crente o que é ou não bom para Deus. Contudo, o homem tem um papel ativo na restauração da sua alma, cabendo a ele a escolha de obedecer a Deus, depois de ouvir a Sua Palavra e a direção do Espírito Santo.

Como o homem, possui também o corpo, que é a parte inclinada para o pecado, ele mesmo tem de domar a sua carne e as suas vontades. O apóstolo Paulo diz-nos sobre isso: “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo a escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” 1Co 9:27. Cabe ao crente, reduzir a escravidão ao seu corpo, dominando-o de forma que seja instrumento de justiça e não do pecado.

Por outro lado, a mente, depois de o homem ser salvo, continua com a mesma com forma de raciocinar sobre o mundo e por isso também tem de ser salva, ou seja restaurada de forma a que esteja dentro dos padrões estabelecidos por Deus. Para isso, devemos vigiar as ideias que nos veem a mente, pois nem todas são de Deus (podem ser também do mundo e do diabo). É preciso que o homem leve cada pensamento que não está segundo a Palavra de Deus cativo a obediência a Jesus Cristo “e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento a obediência de Cristo,”2Co 10:5.

O processo de restauração da mente é um processo demorado, que exige tempo e esforço e que vai progredindo a medida que conhecemos a vontade de Deus e a obedecemos. O Espírito Santo é fundamental na nossa restauração, pois Ele nos conduz, e nos convence das áreas em que devemos melhorar (áreas que não estão de acordo com a Sua vontade). Contudo, na restauração, Deus não altera a nossa personalidade, aquelas características que nos distinguem uns dos outros, e que nos fazem por exemplo, gostar mais de cinema do que teatro, ou mais da área de economia do que a área do direito.

O Espírito Santo não despreza os nossos dons e talentos, gostos e preferências, dados por Deus, mas sim transforma aquilo que não agradava a Deus, em algo bom, e para sua Glória. Quando em restauração o homem é como um vaso quebrado, ao qual Deus ajunta cada peça com uma cola inviolável, e todos os gostos e talentos ficam no seu lugar. Apenas o que não é bom, e que não agrada a Deus é retirado da alma do homem.

O nosso Senhor Jesus Cristo salvou-nos através da Sua Morte na cruz do Calvário, e deseja para as nossas vidas santidade, tanto nos nossos pensamentos como nas nossas atitudes. Para a adoração e para a convivência com Deus é necessário santidade na vida do crente. Por isso é muito importante o domínio próprio, a existência de murros na vida do crente que o protejam das circunstâncias e das tentações.

terça-feira, 3 de março de 2015

Desilusão: uma fraqueza do homem



A desilusão é algo que muitas vezes magoa o homem e deixa marcas no coração como revolta, ressentimento, e ódio. Por isso o nosso Deus aconselha-nos a não colocarmos a nossa expectativa ou esperança no homem e a não fazermos dele a nossa fonte de resolução dos nossos problemas. Deus também aconselha-nos a não fazermos do homem o nosso motivo de viver.

Quando o homem coloca no homem atributos divinos, e espera dele uma fidelidade ou bondade que só Deus pode ter para com o homem, desilude-se. O mesmo acontece quando o homem vê o outro ser humano como elemento essencial para a sua felicidade ou o seu motivo para viver. Essa postura perante outro ser humano torna-o frágil perante situações de desilusão, ou seja em situações em que o outro homem não consegue satisfazer as expectativas, ele fica desiludido, magoado e sem forças para viver.

Por isso o Senhor nosso Deus diz-nos: “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!” Jr 17:5 Quando o homem coloca expetativas muito altas no outro ser humano, e tira a sua confiança em Deus, fica sujeito a sentir-se sem amparo, e sem forças para viver.

Por isso o nosso coração deve estar centrado em Deus, e devemos tê-Lo como nosso objetivo de viver. Ao colocarmos expectativas humanas no homem, ao vermos que o homem é falho, e sujeito a erros, seguimos a vontade do Espírito Santo e temos maior facilidade de perdoar e ficamos livres de sentimentos que sujam o nosso coração como a mágoa, o ódio e a revolta.

Quando pensamos no outro ser humano como alguém que um dia pode falhar, e que também como nós é pecador, temos um murro que protege as nossas emoções e que impede de cairmos na tentação de perdermos a vontade de viver se alguém tiver alguma atitude que seja contrária a aquilo que esperamos dessa pessoa.

Com um pensamento em relação ao homem correto, ou seja vendo-o como ser humano e pecador, é mais fácil ter o domínio próprio; por outras palavras é mais fácil ter o autocontrole, e dominar os nossos sentimentos quando estivermos a viver uma desilusão. Por isso o Senhor diz-nos:” Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano da sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto.” Jr 17: 7-8.

O domínio próprio é fruto do Espírito Santo e da obediência a Palavra de Deus. Deus ordena-nos que amemos ao nosso próximo como a nós mesmos, e a Deus a cima de tudo. Devemos colocar Deus no trono da nossa vida e tê-lo como a nossa única razão de viver. Nós, cristãos devemos ser totalmente dependentes de Deus e do Seu Espírito e por isso, não podemos ser dependentes do homem.

A desilusão é dolorosa para o homem e quando gera mágoa, rancor, ódio, faz com que Ele deixe de obedecer a Deus, que nos ordena que perdoemos as ofensas cometidas pelo nosso próximo, assim como Ele perdoa as nossas faltas. É importante não esquecer que o homem é falho, pecador, e controlarmos as nossas emoções, o nosso coração, quando o próximo nos desilude.