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domingo, 24 de novembro de 2019

O Senhor teria confirmado o teu reino


A Bíblia ensina-nos que nos momentos difíceis Deus pode confirmar as bênçãos que Ele nos prometeu. Isto porque a nossa fé é provada quando nos encontramos em situações difíceis onde nada podemos fazer para resolver os problemas. Os apóstolos de Jesus recomendam, por isso, a vermos a provação pelo lado positivo, porque nessas situações Deus aprova a nossa fé, e somos abençoados com o cumprimento das promessas de Deus.

O apóstolo Pedro diz-nos que a prova da nossa fé, que é mais preciosa de que qualquer bem material, resultará em louvor e glória a Jesus Cristo e consequentemente na vida eterna. “Nisso exultais, embora, por breve tempo, se necessário sejais constritados por várias provações, para que uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.” 1Pe 1:6-7.

Saul foi um dos homens de Deus que foi provado mas que no momento da provação não fixou a sua fé em Deus e não acreditou que teria de ser Deus a resolver o problema em que estava. Saul no seu segundo ano de reinado viu os filisteus vindo em direção a Israel em grande número: trinta mil carros e seis mil cavaleiros juntamente com um povo que parecia uma multidão de areia. “Reuniram-se os filisteus para pelejar contra Israel: trinta mil carros e seis mil cavaleiros, e povo em multidão como areia que está à beira-mar; e subiram e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-Áven.” 1 Sm 13:5

A reação do povo de Israel ao ver que estavam em apuros, e em menor número, foi esconder-se nas cavernas, e pelos buracos, e pelos penhascos, e pelos túmulos e pelas cisternas. Contudo, alguns hebreus ajuntaram-se a Saul para combater. Antes de combater os filisteus Saul deveria esperar sete dias por Samuel para que ele viesse a Gilgal, oferecesse sacrifícios e orasse a Deus.

Enquanto Saul esperava por Samuel os homens que estavam com ele viam que Saul se demorava a chegar e desistiam de combate; e Saul foi-se vendo cada vez com menos homens para lutar, como vemos no versículo a seguir: “Esperou Saul sete dias, segundo o prazo determinado por Samuel, não vindo, porém, Samuel a Gilgal o povo se foi espalhando dali.” 1 Sm 13:8

Ao ver-se naquela situação Saul deixou-se levar pela situação aflitiva e resolveu oferecer ele o sacrifício a Deus no lugar de Samuel, para conseguir manter alguns homens consigo. Mas, mal acabou de oferecer o holocausto, Samuel chegou e ficou indignado com a atitude dele, como vemos a seguir: “Mal acabara ele de oferecer o holocausto, eis que chega Samuel; Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar. Samuel perguntou: Que fizeste? Respondeu Saul: Vendo que o povo se ia espalhando daqui, e que tu não vinhas nos dias aprazados, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, eu disse comigo: Agora descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do Senhor; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocaustos.” 1 Sm 13: 10-11.

Saul não viu que Deus estava no controle da situação, e esqueceu-se que foi eleito rei pela graça de Deus. Ele não tinha sido rei por algo especial que tivesse mas porque Deus o escolheu e o capacitou com o seu Espírito. Saul tentou defender o reino de Israel pela sua força e não esperou por Deus, nem pelo seu sacerdote. A atitude de Saul foi reprovável, e ele não passou na prova em que se encontrava.

Por isso Samuel lhe disse que foi uma atitude néscia, tentar agir fora da orientação de Deus, porque aquela situação poderia ter servido para Deus confirmar o seu reino para sempre. “Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor, teu Deus te ordenou; pois teria, agora, o Senhor confirmado o teu reino para sempre.” 1 Sm 13:13.

Davi, foi o homem que Deus escolheu para substituir Saul, como rei; e ele também foi provado de uma forma muito mais dura. O próprio Saul passou a invejá-lo e a querer a sua morte a todo custo; e isso fez com que Davi tivesse de fugir de Saul por vários anos para salvar a sua vida. Contudo, A grande prova de Davi foi quando Deus deu-lhe uma oportunidade para matar a Saul; nesse momento Davi poderia ter matado a Saul e obter rapidamente o trono que lhe foi prometido por Deus.

Davi, não deixou-se levar nem pela vontade de ver a sua vida livre de perigo, nem pela vontade de conquistar o reino de Isarel. Ele temeu a Deus e não quis tocar no ungido do Senhor. Vemos isso a seguir: “Então, os homens de Davi lhe disseram: Hoje é o dia do qual o Senhor te disse: Eis que te entrego nas tuas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que bem te apetecer. Levantou-se Davi e, furtivamente, cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul; e disse aos homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do Senhor.” 1 Sm 24:5-6. Assim Davi foi aprovado e recebeu de Deus o cumprimento da promessa de ser rei de Israel.

Da mesma forma que Saul e Davi, somos provados nas situações difíceis da vida, em que escapam a nossa capacidade de intervenção. Nesses momentos a nossa fé é provada, e caso sejamos aprovados, nos mantendo firme em Deus, receberemos as promessas que Ele deu a nossa vida.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

A prova da nossa fé

A fé em Deus é algo que todo o cristão orgulha ter porque a Bíblia descreve uma relação direta entre o grau de fé e a qualidade do cristão. Assim, desde cedo começamos a pensar que quanto maior for a nossa fé melhores cristãos somos.
 
De facto a fé é importante, da tal forma que para se entrar no reino de Deus é preciso apenas ter fé em Jesus Cristo, ou seja, crer que Ele é o Filho do Deus Vivo e que morreu pelos nossos pecados. Contudo, a única prova da nossa fé é uma situação que todos nós desgostamos, que é a tribulação.
 
A tribulação são situações difíceis de suportar, porque nos fazem sofrer, e que põe a prova a nossa fé. Elas demonstram o quanto amamos a Deus e o lugar em colocamos a Deus nas nossas vidas. Jó, por exemplo, amava a Deus acima de tudo o que possuía e por isso podemos dizer que colocava a Deus em primeiro lugar na sua vida.

Para além disso, ele reconhecia que tinha sido Deus quem lhe deu tudo o que possuía, por isso, Deus como soberano e dono de tudo na sua vida tinha o direito de decidir o que faria com os bens e pessoas que ele possuía. Vemos no versículo seguinte as palavras de Jó ao saber que os seus bois, jumentos, ovelhas, camelos, todos os seus servos e todos os seus filhos tiram morrido: “e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor!” Jó 1:21.
 
Jó foi provado através da tribulação  que sofreu, onde toda a sua família e bens foram mortos. Nesta situação Jó estava a ser avaliado sobre o seu amor e fidelidade a Deus. Contudo, Jó foi aprovado porque em toda a tribulação que sofreu não pecou nem atribuiu a Deus nenhuma falta como vemos no versículo seguinte: “Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” Jó 1:22.
 
Jó não pecou como os israelitas quando saíram do Egito e atravessaram o deserto em direção a terra prometida. Ele não culpou a Deus pelas perdas que sofreu, nem achou que Deus estava em dívida para com ele, pois para ele Deus tinha o direito de fazer o que queria com a vida dele, embora estivesse a sofrer,
 
Os israelitas, pelo contrário, murmuram, disseram que Deus queria mata-los a fome no deserto, e não valorizaram a bondade de Deus ao tê-los tirado do Egito, como vemos no versículo seguinte: “disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxeste a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.” Êx 16:3.
 
Jó é o exemplo a seguir nos momentos de tribulação e o povo de Israel no deserto é um exemplo a não seguir, como nos adverte o autor da epístola aos Hebreus, pois eles receberam a promessa da terra prometida, mas por causa da sua murmuração morreram sem entrar na terra prometida.

Podemos ver isso a seguir: "Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram? Não foram, de fato, todos os que saíram do Egito por intermédio que Moisés? E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto? E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes?" Hb 3:16-18 "Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo a mesmo exemplo de desobediência.” Hb 4:11.
 
A provação é uma forma de provar, ou seja avaliar a nossa fé e o nosso amor a Deus. Quando somos provados e aprovados na avaliação de Deus, crescemos na fé e espiritualmente ficamos mais maduros. O apóstolo Tiago, como vemos a seguir, fala sobre a perseverança que desenvolvemos nas situações de tribulação; e que essa perseverança é agradável a Deus e ajuda a crescer na fé. “ Meus irmãos, tende motivo de toda a alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.” Tg 1:2-3.

Por isso, devemos alegrar-nos quando passamos por tribulações e também gloriar-nos dessas provações pelo crescimento espiritual que elas vão produzir na nossa vida, como nos aconselha o apóstolo Paulo: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus, é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” Rm 5: 3-4.
 
A provação é um momento doloroso, que podemos aproveitar para crescer espiritualmente, perseverando na obediência e no amor do Senhor Jesus. O nosso Senhor Jesus, avisa-nos que na nossa caminhada teremos aflições, mas devemos animar-nos também com o fato de que o Senhor Jesus venceu o mundo e a morte, e que por isso temos um lugar no céu, onde viveremos com o Pai Celeste e com Jesus Cristo eternamente.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O caminho de Daniel


Daniel foi um grande profeta que destacou-se na história da Bíblia pela sua perseverança, nas mais duras, provações e por ter sido aprovado por Deus. Para além de ser um homem que nos mostra como devemos suportar as provações, Daniel foi um grande profeta que recebeu de Deus a revelação sobre a grande tribulação e o fim dos tempos.


Deus comunicou os acontecimentos futuros a Daniel através de um anjo e frisou como muitos homens seriam purificados dos seus pecados, embranquecidos e provados. Outros homens porém, continuariam a proceder perversamente e não entenderiam as palavras de Deus transmitidas através do anjo.


Apesar de muitas pessoas na altura terem caminhadas diferentes, uns purificando-se do pecado e outros mergulhando-se mais no pecado, o anjo de Deus aconselhou a Daniel a prosseguir o seu caminho até ao fim, e a manter a sua perseverança em servir a Deus mesmo que surgissem outras provas mais duras.


Podemos ver as palavras do anjo a Daniel no versículo seguinte: “Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança.” Dn 12:13. Vemos, assim, que Daniel foi aconselhado a continuar seguindo o caminho que havia começado desde a sua adolescência e a perseverar nele até ao fim da sua vida.


Daniel tinha se dedicado ao serviço a Deus desde sempre e mostrou que amava a Deus mais do que a sua própria vida. Em certa ocasião, sob a ameaça de morte, Daniel preferiu não adorar o ídolo erguido pelo rei Nabucodonosor, e não se preocupou se iria ou não ser salvo por Deus da pena de morte, que era a fornalha ardente.


Daniel e apenas negou-se a adorar ao outro deus. Muitas vezes quando obedecemos a vontade de Deus gostaríamos de ser recompensados e protegidos do mal por causa da nossa obediência. Contudo, Daniel não se importava se Deus iria ou não salva-lo da morte, apenas obedeceu a Deus e descansou na soberania de Deus.


Podemos ver isso no versículo a seguir: “Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.” Dn 3:17-18.


Daniel servia a Deus de forma desinteressada, ao contrário de muitos de nós que muitas vezes somos motivamos pelo benefício que obtemos de Deus quando O servimos. Deus recompensa a fidelidade e o amor dos seus servos. Contudo, Deus muitas vezes prova os nossos corações, para saber se O servimos apenas pela recompensa ou por amor a Ele.


Noutra fase da sua vida, quando Daniel era já avançado de idade, foi confrontado com um decreto lei, que proibia as pessoas de orarem a Deus durante 30 dias, sob pena de morte. Contudo, Daniel perseverou em servir a Deus e preferiu continuar a orar a Deus, três vezes ao dia, e perder a sua vida numa cova de leões.


O apóstolo Tiago, diz-nos na sua epístola o mesmo que o anjo de Deus disse a Daniel: que ele deveria seguir até ao fim o seu caminho de perseverança pois assim ele seria aprovado e no fim dos tempos ele se levantaria para receber a sua herança, a recompensa preparada por Deus para ele.


Podemos ver as palavras do apóstolo Tiago no versículo a seguir: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.” Tg 1:12.

O Espírito Santo diz-nos hoje também que devemos continuar seguindo o nosso caminho, perseverando em servir ao Senhor quando estamos a viver momentos de provação, pois Deus deseja que sejamos aprovados nestas situações e deseja dar-nos a coroa da vida.