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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Deus perdoa o pecador

A Bíblia demonstra através dos seus vários livros e evangelhos que Deus é totalmente Santo e Justo. Contudo, apesar da sua Santidade Deus ama o pecador, a ponto de ter planeado uma forma de expiação dos pecados da humanidade. Ao enviar o seu Filho Amado, Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar, Deus deu a humanidade uma forma de ter os seus pecados perdoados. Cabe apenas o homem aceitar o sacrifício vicário de Jesus Cristo.

Na epístola aos romanos vemos que aqueles que creem em Jesus Cristo é-lhes imputada a justiça porque Jesus, nosso Senhor foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou para a nossa justificação. “mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.” Rm 4:24-25.

Vemos então, que Deus perdoa os pecados daqueles que se achegam ao seu Filho Jesus e creem no seu sacrifício. Então, todos os pecados que o homem tenha cometido ficam justificados pelo sangue de Cristo. A fé é o meio para alcançarmos a Graça da Salvação de Deus. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.” Rm 5: 1-2.

O justo recebe a vida eterna pela fé em Cristo Jesus, e não por meio de boas obras, como vemos no versículos a seguir: “E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a lei não procede da fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.” Rm 3:11-14

Depois de recebermos a salvação através da fé em Cristo Jesus, podemos achegar-nos a Deus em busca de perdão, quando tivermos cometido algum pecado. Isto porque Jesus para além de ser propiciador dos nossos pecados, também nos defende perante Deus como Advogado. “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” 1Jo 2:1-2.

Deus não nos abandona, e deseja transformar a nossa vida progressivamente, à semelhança com o seu Filho Amado. Quando pecamos, Deus continua fiel ao seu Amor e ao seu propósito de transformar as nossas vidas. Por isso, Deus nos perdoa quando confessamos os nossos pecados e purifica-nos de toda a injustiça. “ Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos purificar de toda injustiça. “ 1 Jo 1:9

Ao longo dos evangelhos vemos que Jesus perdoou os pecados de muita gente, e que com esse perdão as pessoas usufruíram de uma nova vida com Deus. O paralítico, trazido até Jesus por quatro amigos, teve os seus pecados perdoados, e também cura para a sua paralisia. “E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.(...) Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos disse: porque cogitais o mal no vosso coração? Pois qual é mais fácil? Dizer: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados- disse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para a tua casa.” Mt 9:2,4-6.

Hoje, Jesus Cristo ainda deseja perdoar pecados e restaurar a vida dos que se achegam a Ele. Apenas precisamos, receber pela fé o seu perdão, e deixar que o seu Espírito Santo transforme as nossas vidas para que possamos viver uma vida agradável a Deus Pai.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Coparticipantes da natureza de Deus

Os cristãos têm o privilégio de serem coparticipantes da natureza de Deus. Isto porque, quando o Espírito Santo vivifica os cristãos e passa a fazer morada neles, os cristãos tornam-se filhos de Deus e ficam prontos para iniciar um processo gradual de santificação, e de semelhança gradual com o Senhor Jesus Cristo, em carácter e em obras.

Deus deseja que a natureza divina seja manifestada em nós enquanto estamos na terra. Deus é bom, é santo, e ama a todos. Com a nova natureza adquirida pelo cristão, ele deve também, com a capacitação do Espírito Santo, ser gradualmente mais, bondoso, mais santo e ter a capacidade de amar a todos, inclusive as pessoas más.
 
O apóstolo Pedro diz-nos na sua segunda epístola: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, e pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção que há no mundo,” 2Pe 1:3-4.

Deus deseja livrar-nos da corrupção que há no mundo, e fazer-nos semelhantes ao seu Filho Jesus Cristo. Devemos desejar que Deus realize essa obra em nós e colaborar com Ele através da meditação da Palavra, para que a nossa mente possa ser renovada. Ao mesmo tempo devemos renegar a nossa velha natureza, levando os nossos pensamentos mundanos cativos a obediência a Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo diz-nos como vemos em seguida, que na nossa luta espiritual temos armas que não são carnais, mas poderosas através do Espírito Santo, que nos ajudam a destruir fortalezas, ou ideias que temos acerca da vida que nos levam a afastar-nos de Deus, e a anular qualquer raciocínio que justifiquem factos que desagradam a Deus.

Vemos as palavras do apóstolo Paulo no versículo a seguir: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda a altivez que levante contra o conhecimento de Deus, e levando todo o pensamento cativo a obediência de Cristo,” 2Co 10:4-5.

O nosso Senhor Jesus, mostra-nos a forma de pensar e de sentir Pai Celeste. Tanto o Pai Celeste como o nosso Mestre não gostam do pecado e inclusive enquanto Jesus esteve na terra nunca pecou apesar de ter sido tentado em todas as coisas como qualquer homem. Deus deseja libertar-nos gradualmente do pecado e fazer-nos afastar dos caminhos pecaminosos que existem na nossa vida.


Como Deus sabe da nossa natureza pecadora entregou o seu Filho amado para que Ele pagasse o preço dos nossos pecados. Assim, somos justificados pelo sangue de Jesus, e Deus não nos considera mais dignos da morte eterna. Com a ajuda do Espírito Santo podemos viver uma nova vida como coparticipantes da natureza de Deus.


Quando a nossa velha natureza quiser comandar os nossos pensamentos podemos descansar em Jesus Cristo, pois somos todos bem aventurados, pois Deus devido ao sacrifício vicário do seu Filho, perdoa as nossas iniquidades e cobre os nossos pecados com o sangue de Jesus Cristo. Hoje temos o privilégio de sermos coparticipantes da natureza de Deus, pois está em nós o seu Santo Espírito.

sábado, 4 de abril de 2015

É tempo de perdoar, é Páscoa!

Nesta época, celebramos a Páscoa, a entrega de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, em nosso lugar na cruz do Calvário, para perdão dos nossos pecados. Nós, humanos somos pecadores e não temos nada em nós que faça com que nos tornemos, por nós mesmos, dignos da presença de Deus. O castigo que estava reservado ao homem era a separação eterna de Deus, a morte eterna.
 
Como tinha sido planeado por Deus e como foi várias vezes profetizado, e descrito ao longo das Escrituras, Jesus Cristo veio a terra para restabelecer a relação entre Deus e a humanidade, e depois de ensinar ao homem como deveria viver de forma que agradasse ao Pai, deu-se em sacrifício vicário para que com a sua morrer fosse pago o preço dos nossos pecados, e assim recebêssemos a vida eterna.
 
Assim, na Páscoa celebramos o perdão de Deus aos pecadores através do sangue de Cristo derramado em nosso favor na Cruz do Calvário. Com a morte e ressurreição de Cristo fomos comprados com o sangue do Cordeiro para Deus Pai, e ficamos reconciliados com o nosso Deus. “E a vós outros, que estáveis mortos pela vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos” Cl 2:13.
 
Jesus Cristo perdoou os nossos pecados, deu-nos a salvação, e hoje é Senhor das nossas vidas e auxilia-nos, intercedendo ao Pai por nós e através do Seu Santo Espírito. Como Senhor, Jesus Cristo deixou-nos mandamentos, que são as diretrizes da nossa vida, e servem para nos proteger do mundo e da influencia das trevas e para que tenhamos um bom relacionamento com Ele.

 
Jesus Cristo é um Deus misericordioso, que nunca nos trata segundo os nossos pecados ou falhas: “O Senhor é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno” Sl 103:8. O Senhor Jesus é humilde de coração e manso, e demonstrou isso ao despojar-se da Sua glória, ao obedecer em tudo ao Pai, ao relaciona-se com todas as pessoas, independentemente da sua classe social e ao servir ao seu próximo ao invés de ser servido.
 
O nosso Mestre deu-nos o exemplo de humildade, lavando os pés aos discípulos. “Ora, se eu, sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu voz fiz, façais vós também.”Jo 13:14-15.
 
Jesus Cristo demonstrou um despojamento total de orgulho, o que o levou a não ambicionar-se a glória do mundo e a não ficar ressentido por tudo o sofrera ao ser crucificado, perdoando a todos os que lhe agrediram e aos que o crucificaram. “Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. (…)” Lc 23:34.
 
Devemos seguir o nosso Mestre, imitando o Seu caracter; devemos ser humildes, não devemos ser orgulhosos, guardando rancor por atos que tenham feito inocentemente ou mesmo propositadamente contra nós. Devemos perdoar, como o nosso Senhor nos perdoou a nós, pois o nosso Deus é misericordioso, perdoou-nos os nossos pecados, e deu-nos por isso a vida eterna e uma nova vida como filhos adotivos de Deus.
 
O nosso Mestre deseja que perdoemos ao nosso próximo como Ele nos perdoou, que tratemos ao nosso próximo da mesma forma como Ele nos tratou, não imputando os nossos pecados, cancelando as nossas vidas e tendo paz connosco Mt 18: 23-33. O apóstolo Paulo reforça esta ordem na epístola aos Colossenses “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim, também perdoai vós;” Cl 3:13.
 
Devemos celebrar a morte e a ressurreição do nosso Mestre, honrando-o através da nossa obediência aos seus mandamentos, perdoando ao nosso próximo as ofensas que tenham cometido contra nós. Os mandamentos do Senhor não são pesados; perdoar liberta-nos das algemas do rancor, do ódio e da vingança e abre portas para amarmos ao nosso próximo como Deus nos ama.