segunda-feira, 31 de julho de 2017

A prova da nossa fé

A fé em Deus é algo que todo o cristão orgulha ter porque a Bíblia descreve uma relação direta entre o grau de fé e a qualidade do cristão. Assim, desde cedo começamos a pensar que quanto maior for a nossa fé melhores cristãos somos.
 
De facto a fé é importante, da tal forma que para se entrar no reino de Deus é preciso apenas ter fé em Jesus Cristo, ou seja, crer que Ele é o Filho do Deus Vivo e que morreu pelos nossos pecados. Contudo, a única prova da nossa fé é uma situação que todos nós desgostamos, que é a tribulação.
 
A tribulação são situações difíceis de suportar, porque nos fazem sofrer, e que põe a prova a nossa fé. Elas demonstram o quanto amamos a Deus e o lugar em colocamos a Deus nas nossas vidas. Jó, por exemplo, amava a Deus acima de tudo o que possuía e por isso podemos dizer que colocava a Deus em primeiro lugar na sua vida.

Para além disso, ele reconhecia que tinha sido Deus quem lhe deu tudo o que possuía, por isso, Deus como soberano e dono de tudo na sua vida tinha o direito de decidir o que faria com os bens e pessoas que ele possuía. Vemos no versículo seguinte as palavras de Jó ao saber que os seus bois, jumentos, ovelhas, camelos, todos os seus servos e todos os seus filhos tiram morrido: “e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor!” Jó 1:21.
 
Jó foi provado através da tribulação  que sofreu, onde toda a sua família e bens foram mortos. Nesta situação Jó estava a ser avaliado sobre o seu amor e fidelidade a Deus. Contudo, Jó foi aprovado porque em toda a tribulação que sofreu não pecou nem atribuiu a Deus nenhuma falta como vemos no versículo seguinte: “Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” Jó 1:22.
 
Jó não pecou como os israelitas quando saíram do Egito e atravessaram o deserto em direção a terra prometida. Ele não culpou a Deus pelas perdas que sofreu, nem achou que Deus estava em dívida para com ele, pois para ele Deus tinha o direito de fazer o que queria com a vida dele, embora estivesse a sofrer,
 
Os israelitas, pelo contrário, murmuram, disseram que Deus queria mata-los a fome no deserto, e não valorizaram a bondade de Deus ao tê-los tirado do Egito, como vemos no versículo seguinte: “disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxeste a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.” Êx 16:3.
 
Jó é o exemplo a seguir nos momentos de tribulação e o povo de Israel no deserto é um exemplo a não seguir, como nos adverte o autor da epístola aos Hebreus, pois eles receberam a promessa da terra prometida, mas por causa da sua murmuração morreram sem entrar na terra prometida.

Podemos ver isso a seguir: "Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram? Não foram, de fato, todos os que saíram do Egito por intermédio que Moisés? E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto? E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes?" Hb 3:16-18 "Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo a mesmo exemplo de desobediência.” Hb 4:11.
 
A provação é uma forma de provar, ou seja avaliar a nossa fé e o nosso amor a Deus. Quando somos provados e aprovados na avaliação de Deus, crescemos na fé e espiritualmente ficamos mais maduros. O apóstolo Tiago, como vemos a seguir, fala sobre a perseverança que desenvolvemos nas situações de tribulação; e que essa perseverança é agradável a Deus e ajuda a crescer na fé. “ Meus irmãos, tende motivo de toda a alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.” Tg 1:2-3.

Por isso, devemos alegrar-nos quando passamos por tribulações e também gloriar-nos dessas provações pelo crescimento espiritual que elas vão produzir na nossa vida, como nos aconselha o apóstolo Paulo: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus, é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” Rm 5: 3-4.
 
A provação é um momento doloroso, que podemos aproveitar para crescer espiritualmente, perseverando na obediência e no amor do Senhor Jesus. O nosso Senhor Jesus, avisa-nos que na nossa caminhada teremos aflições, mas devemos animar-nos também com o fato de que o Senhor Jesus venceu o mundo e a morte, e que por isso temos um lugar no céu, onde viveremos com o Pai Celeste e com Jesus Cristo eternamente.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

A soberba por causa da manifestação da Glória


A soberba é definida como um sentimento de superioridade em relação as pessoas a volta. É um sentimento de autoconfiança em relação as capacidades tantos físicas como materiais ou de outra natureza. A soberba pode desenvolver-se em qualquer tipo de coração, se não houver atenção a manifestações de orgulho e se deixar-se esse sentimento instalar-se no coração.


Mesmo os cristãos, enquanto servem a Deus ou enquanto contemplam a Majestade e a Glória de Deus, podem desenvolver um sentimento de superioridade em relação as pessoas a volta e de autoconfiança em si mesmo. O apóstolo Paulo viu-se numa situação onde poderia sentir-se superior aos demais cristãos e outros homens a sua volta.


Paulo, teve o privilégio de presenciar a revelação da Glória de Deus de tal dimensão, que ele poderia ensoberbecer-se. Paulo conta no versículo seguinte, que para evitar que ele se ensoberbece e se afastasse de Deus e dos seus planos, Deus permitiu que lhe fosse dado um espinho na carne, que desviaram as suas emoções e fizeram com ele se lembrasse que era um simples homem, sujeito a incómodos na carne e que nada poderia fazer sem Deus.


Vemos isso no versículo seguinte: “Conheço um homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir. (…) E, para que que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.” 2Co 12:2-4,7.


Paulo tinha acabado de ter a revelação da Glória de Deus e tinha ouvido palavras inefáveis, deveria estar entusiasmado e a sentir-se um homem privilegiado. Contudo, o espinho na carne trouxe-lhe novamente a terra, e fez-lhe lembrar-se de que precisava da Graça de Deus, como todos os homens, e que era apenas um instrumento de Deus.


Então, perante o espinho na carne, Paulo roga ao Senhor, que o afastasse de si, mas o nosso Senhor Jesus, conhecendo a natureza humana, preferiu deixar o espinho na sua carne e auxilia-lo com a sua Graça. O poder do Espírito Santo aperfeiçoava-se mais na vida de Paulo, com ele com o espinho na carne. Essa fraqueza de Paulo tornava-o mais humilde, mais quebrantado perante Deus, e um melhor instrumento nas mãos do Espírito Santo.


No versículo a seguir vemos como Paulo rogou ao Senhor que lhe afastasse o espinho e como o Senhor, na sua Graça, lhe respondeu. “Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.” 2Co 12:8-9.


Muitas vezes, enquanto os cristãos servem a Igreja e ao Senhor Jesus, eles não se sentem valorizados pelos homens, ou não sentem que os frutos do seus trabalho correspondem ao esforço que desenvolveram. Contudo, Deus controla tudo o que se passa a volta dos seus servos, para que eles não desenvolvam sentimentos de soberba.


O nosso Senhor é Santo, e enquanto exerceu o seu ministério na terra, apenas foi tentado a exaltar-se por Satanás no deserto depois de ter sido batizado. As multidões que o aclamavam não impressionavam e ele nunca sentiu nenhuma espécie de soberba. Pelo contrário, o Senhor Jesus esvaziou-se da sua glória fez-se de servo e morreu numa cruz do calvário como nos diz as Sagradas Escrituras.


Podemos ver os versículos sobre a humildade de Jesus a seguir: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homem; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Fp 2:5-8.


O nosso Senhor Jesus não deseja que os que O servem se sintam superiores aos outros e que caiam na tentação de acharem que a manifestação do poder de Deus tem alguma coisa a ver com eles. Os cristãos, quando utilizados por Deus para servir a Igreja, são apenas instrumentos, usados apenas pela Graça de Deus e não porque têm algo de especial em relação aos outros. Deus trabalha a humildade nos nossos corações, e os usa recursos que acha adequados para que não percamos a consciência de que somos apenas seus instrumentos.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Eu também vos envio


Jesus Cristo foi enviado ao mundo pelo Pai Celeste com o objetivo de ensinar tudo aquilo que tinha aprendido com Deus Pai e também para se dar como sacrifício, para perdão dos pecados da humanidade. Jesus Cristo é o Messias prometido a Israel, o Filho de Deus, que se fez homem por amor a humanidade.


Ao longo do ministério de Jesus, Ele chamou vários homens para segui-Lo e para aprenderem com Ele os ensinamentos do Pai Celeste. O próprio Senhor Jesus, referiu que os ensinamentos que dava não eram seus, mas do Pai Celeste. Vemos isso no versículo seguinte: “Respondeu-lhes Jesus: O meu ensino não é meu, e sim daquele que me enviou.” Jo 7:17.


As pessoas que ouviam a Jesus maravilhavam-se com os Seus ensinamentos, pois eram cheios de sabedoria e para além disso, sabiam que Jesus não tinha estudos, como vemos no versículo a seguir: “Então, os judeus maravilhavam e diziam: Como sabe este letras, sem ter estudado?” Jo 7: 15.


Jesus Cristo reforçava que os ensinos não eram Dele mas sim do Pai Celeste. Todos os ensinos de Jesus estão em concordância com o que Deus tinha transmitido através dos profetas e também estavam de acordo com a lei de Moisés. O Senhor Jesus inclusive afirmou que não tinha vindo para revogar a lei mas sim para cumpri-La. “Não penseis que vim para revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” Mt 5:17.


Quem conhecia a lei de Moisés e os textos dos profetas e queria fazer de fato a vontade do Deus Pai, aceitava as Palavras de Jesus Cristo como nos diz Jesus nos versículo seguinte: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se falo por mim mesmo.” Jo 6:17.


Jesus não procurava a sua própria glória mas sim a do Pai Celeste, como nos diz o versículo seguinte. O nosso Mestre demonstrava isso falando apenas o que ouvira do Pai, e fazendo apenas a vontade do Pai Celeste e não a sua. A grande motivação e missão da vida de Jesus era fazer a vontade do Pai Celeste. “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.” Jo 6:38.


Jesus Cristo é o nosso Mestre, e ensina-nos que o Pai Celeste não quer que ninguém se perca mas que todos venham ao conhecimento da salvação que há no Senhor Jesus. Por isso, depois de ressuscitar, o nosso Senhor ordenou aos seus discípulos que fossem por todo o mundo e pregassem o Evangelho.


Da mesma forma como o Senhor Jesus foi enviado pelo Pai Celeste ao mundo, o nosso Mestre enviou os seus discípulos ao mundo, e hoje continua dando a mesma ordem através do Espírito Santo: “Disse-lhes, pois, Jesus outras vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” Jo 20:21


Devemos imitar o Senhor Jesus que viveu para fazer a vontade do Pai Celeste e fazia tudo para a glória do Pai. Por outras palavras devemos viver para obedecer ao Senhor Jesus e proclamar a salvação que há no seu nome. Enquanto caminhamos com o objetivo de obedecer a Jesus, não devemos procurar a nossa glória e sim procurar a glória do Pai Celeste, e lutar para que o nome de Jesus seja glorificado por aqueles que nos conhecem.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Jesus amava constantemente


O nosso Senhor Jesus é a pessoa principal da fé cristã, aquele que é o motivo da existência da Igreja. Ao mesmo tempo é aquele que nos dá o exemplo de como devemos proceder. Jesus Cristo teve um ministério intenso, e antes de ser entregue a morte pelos nosso pecados, Ele orou pelos seus discípulos; aqueles a quem Deus Pai o tinha dado e a quem Jesus amou até ao fim.


Vemos as palavras de Jesus na sua oração ao Pai Celeste no versículo seguinte: “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra.(...) Quando eu estava com eles guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.” Jo 17:6,12.


Aqueles a quem Deus Pai tinha dado a Jesus, foram protegidos e amados até ao fim, como nos diz o versículo seguinte: “Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” Jo 13:1.


Jesus Cristo amava constantemente: aqueles que o seguiam e a todos os que se encontravam com Ele eram alvo da bondade e do favor de Jesus. Os homens têm a tendência de amarem quando lhes é conveniente, ou quando lhes é fácil, mas Jesus não! Jesus amava constantemente, independentemente das circunstâncias. Mesmo quando estava na cruz do Calvário, cheio de dores, e numa situação humilhante, Jesus não deixou de amar aqueles que estavam a sua volta.


Enquanto estava na cruz, Jesus rogou ao Pai Celeste que perdoasse aqueles que o tinham ofendido e maltratado, como nos mostra o versículo seguinte: “Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” Lc 23:34. O amor que Jesus demonstrou, foi um amor que perdoa, até as maiores ofensas.


No evangelho de Mateus vemos os ensinamentos de Jesus sobre como deveríamos amar. Jesus nos ensina que não deveríamos amar apenas aqueles que nos amam, que desejam o nosso bem, mas também aos nossos inimigos e aqueles que nos maldizem.

 
Nos versículos seguintes vemos isso: “Eu porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; (…) Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo?” Mt 5:44, 46-47.

 
Os homens têm a tendência de amar apenas quando têm a hipótese de terem o retorno desse amor, ou seja quando têm alguma vantagem. O Senhor Jesus nos ensinou que devemos segui-Lo, emita-Lo nas suas atitudes para se possamos ter um comportamento agradável ao Pai Celeste.


A nossa carne, ou velha natureza diz-nos que devemos tratar mal a quem nos trata mal, e amar a quem nos ama. A nossa velha natureza, aconselha-nos a fazer o bem quando temos vantagens, ou por outras palavras, aconselha-nos a não fazer o bem quando não ganhamos nada com essa boa atitude.


Mas, devemos negar a nossa carne, e seguir ao nosso Senhor Jesus, como nos diz o versículo seguinte: “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á: e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” Mt 16:24-26.


Devemos seguir o Senhor Jesus e amar constantemente como Ele amava, independentemente das circunstâncias em que nos encontremos, como o nosso Senhor que amou até quando estava na Cruz do Calvário. Todos os que estão a nossa volta devem ser alvos dos nossos atos de amor, da mesma forma como todos os homens são alvos do amor de Deus; porque Deus ama tanto os bons como os maus.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Para lhes abrires os olhos


Os olhos são um elemento muito importante da vida do homem porque é através do olhos que o homem perceciona a realidade a sua volta e com as informações que recolhe planeia dirigir os seus passos. Os olhos espirituais também são importante, porque permite ver a realidade espiritual ao seu redor e ao mesmo tempo ver da mesma forma que Deus vê a realidade do homem pecador.


Quando os olhos espirituais estão fechados o homem não consegue distinguir o que é pecado para Deus e o que Lhe é agradável e a forma como dirige os seus passos não são agradáveis a Deus. Por isso Deus deseja abrir os olhos espirituais de todos os homens para que todos possam se aperceber da sua natureza pecaminosa, e a necessidade de aceitar o sacrifício do Senhor Jesus para alcançar a salvação.


Deus utiliza o seu Santo Espírito para convencer as pessoas dos seus pecados e da necessidade de aceitarem Jesus Cristo, como Senhor e Salvador das suas vidas para terem a vida eterna. Para além disso, Deus utiliza homens para que preguem o evangelho, e para que as pessoas ouçam sobre Jesus e possam crer no nosso Deus.


Por isso, o nosso Senhor Jesus escolheu vários discípulos para que o seguissem, aprendessem com Ele e pudessem pregar o Evangelho. Um dos homens a quem o nosso Senhor Jesus escolheu para que que levasse o Evangelho aos gentios foi a Paulo, um antigo perseguidor da Igreja de Cristo.


Quando Paulo teve um encontro com Jesus Cristo no caminho de Damasco, ele converteu-se a Jesus; e mais tarde, um discípulo chamado Ananias falou a Paulo que Deus o tinha enviado para orar por ele para que ele tornasse a ver e fosse cheio do Espírito Santo. Isto porque Deus tinha escolhido a Paulo para pregar o evangelho de forma que os olhos dos gentios fossem abertos e pudessem ser convertidos das trevas para a luz.


Podemos ver isso no versículo seguinte: “Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque para isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecei ainda, livrando-te do povo e dos gentios, para os quais que envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” At 26:16-18.


A pregação do evangelho permite que as pessoas tenham fé em Deus e possam ter uma nova vida, conhecendo o que é errado e o que é certo, o que agrada a Deus e O que não agrada. Apóstolo Paulo diz-nos isso nos versículos a seguir: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!


É essencial que haja pessoas que preguem o Evangelho, mas é preciso que seja o próprio Senhor Jesus as enviar a pregar o Evangelho como fez a Paulo e outros discípulos. Por isso temos que pedir a Deus que envie pregadores, trabalhadores para a sua seara, pois só Deus pode enviar alguém para executar essa obra.


O Espírito de Jesus Cristo, é aquele que capacitava a Cristo e dirigia em tudo o que o Senhor fazia. Por isso, o Senhor Jesus leu a passagem em Isaías relativa a presença do Espírito Santo sobre o Messias, como vemos no versículo seguintes do evangelho segundo Lucas: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor” Lc 4:18-19.


O Espírito de Jesus Cristo é aquele a quem capacita aqueles a quem o Senhor envia para pregar, para que eles consigam ser instrumento e pessoas possam ter os olhos espirituais abertos e serem convertidos das trevas para a luz e libertos da influência de Satanás.

Apenas com o enchimento do Espírito Santo aqueles que foram enviados podem ser usados para abrir os olhos as pessoas. É importante dar o espaço devido ao Espírito Santo nas nossas vidas para que o Senhor Jesus possa fazer de nós segundo a sua vontade, e para que possamos ser testemunhas do amor de Jesus por nós, da mesma forma como Paulo foi usado para testemunhar o amor e o poder do nosso Senhor Jesus.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Através de muitas tribulações


O livro de Actos nos relata como um discípulo pode permanecer firme no seu propósito de pregar o evangelho de Cisto, não obstante as atitudes de hostilidade, verbais e físicas das pessoas a sua volta. Um exemplo disso, foi o apóstolo Paulo, que em diversas vezes sofreu grandes tribulações, mas não desanimou e assim que recuperava as forças, partia para outra cidade para proclamar o evangelho.


Uma dessas situações foi na cidade de Listra. Paulo foi usado de forma extraordinária para curar um homem aleijado, paralítico desde de nascença e que nunca pudera andar. As multidões quando viram o que Deus fizera através de Paulo aclamaram-no como se fosse um deus e tentaram oferecer sacrifícios para ele.


Vemos isso nos versículos seguintes: “Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava. Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós.” At 14: 8-11.


Após esta manifestação de alegria do povo, um grupo de judeus de Antioquia e Icônio instigaram as multidões contra Paulo e apedrejaram-no fora da cidade a ponto de o darem como morto. O versículo seguinte descreve-nos este acontecimento. “Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e Icônio e, instigando as multidões e apedrejando a Paulo, arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto.” At 14:19.


Os discípulos, porém, rodearam a Paulo e ele levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, Paulo partiu com Barnabé para Derbe com o objetivo de anunciar o evangelho. “Rodeando-o, porém, os discípulos, levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu, com Barnabé, para Derbe.” At 14:20.


Paulo, não ficou desanimado, queixando-se do mal que lhe fizeram, nem fez-se de injustiçado. Pelo contrário, Paulo entrou na cidade, recuperou as forças e no dia seguinte, continuou o seu propósito de pregar o Evangelho de Jesus Cristo aos gentios, partindo para a cidade de Derbe. Neste cidade, Paulo pregou e Evangelho e fez muitos discípulos.


Paulo depois, ensinou aos discípulos, que por meio de muitos sofrimentos e tribulações, importa cumprir a vontade de Deus e entrar no reino celestial. “E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia, fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” At 14:22.


Os sofrimentos e injustiças que Paulo sofrera, foram encarados por ele, como situações que faziam parte da vida daqueles que desejam servir a Cristo. Por isso, não se lamentou das injustiças e sofrimentos vividos, mas pela experiência que tinha, exortou aos discípulos a permanecerem firmes na fé, pois os sofrimentos faziam parte da caminhada rumo ao reino celestial.


Devemos seguir o exemplo de Paulo e nas tribulações, e nas situações de hostilidade verbal e física de pessoas a nossa volta, permanecer firmes na fé com o propósito de seguir o Senhor Jesus e de proclamar o seu Evangelho. As tribulações são leves e momentâneas comparadas com a glória que será quando vivermos para sempre ao lado do Pai Celeste e do Senhor Jesus.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O cajado de Davi


Davi, o profeta e rei de Israel, autor de vários salmos, foi inicialmente pastor, e quando teve de enfrentar exercitos que vinham atacar Israel, ele socorria-se da mesma força que o tinha ajudado a defender os seus rebanhos: o poder do Deus Todo-Poderoso.


Na sua primeira experiência de combate contra um soldado, Davi, não tentou imitar os soldados com experiência de guerra, e nem utilizou as armaduras que habitualmente se utilizava na guerra. Davi utilizou apenas um cajado, uma funda e cinco pedras.


É muito invulgar um soldado utilizar um cajado quando vai a guerra, mas Davi utilizou um cajado; o mesmo cajado com que defendia as ovelhas quando pastoreava os rebanhos do seu pai. Um cajado, para além de ser uma estrutura rígida e de poder ser usada como arma de defesa, também podia ser usada como amparo: quando ele estivesse cansado podia apoiar-se no seu cajado, da mesma forma como hoje se usa uma bengala.


Para Davi, o seu cajado era o seu Deus Todo-Poderoso; era em Deus em que ele descansava quando estava cansado, era Deus que o defendia dos seus inimigos, era Deus o seu amparo. Ao longo dos salmos Davi refere que Deus era o seu socorro e refúgio. Temos como exemplo o versículo a seguir: “O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, nele fui socorrido; por isso, o meu coração exulta, e com o meu cântico o louvarei.” Sl 28:7.


Davi demonstrou que Deus era o sua força e o seu escudo quando foi enfrentar um soldado do exéricto dos filisteus, muito temido por causa da sua grande estatura e da sua experiência de guerra. Davi não se preocupou em utilizar espadas, lanças ou escudo; levou apenas o seu cajado, um alforge, onde guardou cinco pedras, e uma funda. Davi considerava que a sua força vinha do Deus Todo-Poderoso e que o Golias estava a desafiar não a nação de Israel, mas sim ao próprio Deus.


Vemos então como Davi enfrentou a Golias: “Tomou o seu cajado na mão e escolheu para si cinco pedras lisas do ribeiro, e as pôs no alforge de pastor, que trazia, a saber, no surrão; e lançando mão da sua funda, foi-se chegando ao filisteu.” 1Sm 17:40. “Davi porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, a quem tens afrontado.”1Sm 17:45.


Ao longo da história de vida de Davi, vemos que o facto de ele ter feito de Deus, o seu cajado, e a sua segurança, fez com que conseguisse tornar-se o rei de Israel. Davi ao longo da sua vida, não confiou nas suas forças, para subir ao trono mas em Deus, e por isso não tentou tornar-se rei matando a Saul, como muitos teriam feito, mas esperou em Deus.


Em duas ocasiões, Saul, o rei de Israel, esteve nas suas mãos e Davi poderia tê-lo morto; mas por temor a Deus, Davi preferiu deixar de lado, a sua vontade de tornar-se rei e colocou em primeiro lugar a Deus e não fez nada de mal contra Saul porque sabia que Saul era um ungido de Deus, e que só Deus deveria tirar-lhe a vida.


Para além de colocar em segundo lugar a sua vontade de se tornar rei, Davi também colocou a sua própria vida em segundo lugar, ao poupar a vida de Saul. Desde que Davi tornara-se um soldado famoso em Israel, Saúl desejava matar Davi por inveja. Por isso, colocava soldados para para procurar Davi e mata-lo.


O temor a Deus, era superior ao amor que Davi tinha a sua própria vida. Nos versículos a seguir vemos a forma de pensar de Davi: “Davi, porém, respondeu a Abisai: Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o unigido do Senhor e fique inocente? Acrescentou Davi: Tão certo como vive o Senhor, este o ferirá, ou o seu dia chegará em que morra, ou descendo a batalha, seja morto.” 1Sm 26:9-10.


Davi é um exemplo, ainda hoje de temor a Deus, de humildade quando se cai em pecado, e de amor aos mandamentos de Deus. Davi fez de Deus o seu cajado, e isso fez com que andasse em retidão, e conquistasse as promessas que Deus tinha para ele. Podemos seguir o seu exemplo e nas nossas lutas, e em todas as questões da nossa vida, fazendo de Deus o nosso cajado e a nossa segurança.