domingo, 29 de setembro de 2019

A necessidade de avivamento


A Bíblia refere várias vezes a necessidade do povo de Deus reavivar-se, e relata as coisas maravilhosas que aconteceram com o avivamento do povo de Deus. Hoje, a necessidade de avivamento é muitas referida nas igrejas; mas não é percetível para muitos o motivo da necessidade do avivamento. Ao longo das Escrituras vemos motivos para a necessidade de avivamento.

No Antigo Testamento, como lemos a seguir, vemos o profeta Davi, no seu salmo 51 clamar a Deus pedindo uma renovação na sua vida. “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. (…) Torna a dar-me a alegria da salvação e sustem-me com um espírito voluntário.” Sl 51: 10,12. O principal motivo dessa necessidade era o pecado que existiu na vida do salmista e que fazia com que ele se sentisse afastado de Deus e sem a alegria da salvação. Podemos dizer que a renovação espiritual que o salmista pedia era sinónimo de avivamento.

O avivamento é uma ação de Deus que provoca despertamento espiritual da Igreja e o arrependimento dos maus caminhos. Para que aconteça um avivamento é necessário que a Igreja busque a Deus, através da oração e da meditação da Palavra. Ao buscarem a Deus e a sua Palavra, com humildade, os crentes apercebem-se dos seus pecados e arrependem-se e deixam os seus maus caminhos. Em resumo é necessário seguir a recomendação do versículo seguinte, para que aconteça um avivamento: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, sararei a sua terra 2 Cr 7:14-16

Com isso, passa a haver uma maior firmeza na fé que se traduz, na obediência a Palavra de Deus e na busca de Deus sem interesse. O avivamento traduz-se no ressuscitar da fé de crentes, que apesar de uma rotina religiosa, não têm amor a Deus, e não agradam a Deus nas suas atitudes. A igreja de Sardes é um exemplo de uma igreja que precisava de avivamento porque aparentemente estava viva para Deus, mas que na realidade não estava. “(...) Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto. Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E se não vigiares, virei a ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.” Ap 3:1-3

Com o arrependimento do povo de Deus, é possível haver transformação do homem interior e a produção do Fruto do Espírito. A transformação do homem interior é essencial para a entrada no céu e por isso é o principal motivo da necessidade de um avivamento. O fruto do Espírito é descrito em Gálatas como vemos no versículo a seguir: “Mas o fruto do Espírito É: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” Gl 5:22

Por isso o avivamento, não se resume em dons do Espírito Santo como muitas vezes somos julgados a pensar, mas sobretudo na renovação do homem interior, como foi visto no apóstolo Pedro, que se tornou num homem que amava mais a Deus do que a sua própria vida. No versículo a seguir vemos como o apóstolo Pedro e os outros apóstolos, mudaram a sua forma de encarar a vida e as ameaças dos principais sacerdotes, e com isso, colocaram em primeiro lugar a vontade de Deus: “Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: mais importa obedecer a Deus do que aos homens. At 5:28-29

Vemos com o exemplo do apóstolo Pedro que a mudança interior reflete-se numa nova forma de pensar. Deus transforma o homem interior, no avivamento, e este último deixa de moldar-se a mentalidade do mundo a sua volta. Para o homem manter-se avivado, é necessário uma busca constante de uma nova mentalidade e não deixar que a sua mente se molde a mentalidade do mundo. Vemos a recomendação do apóstolo Paulo no versículo a seguir: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:2

Por tudo isso, o avivamento não é apenas necessário para que haja dons espirituais na Igreja, como o falar de línguas estranhas, a profecia, entre outras coisas. É sobretudo para que haja vida espiritual no meio da Igreja, para que as pessoas despertem, abandonem os seus pecados e para que voltem a amar a Deus, não vivendo apenas uma mera religiosidade.

domingo, 22 de setembro de 2019

As veredas de Deus


Deus, como criador da humanidade, dos céus e da terra conhece a natureza do homem e da sua facilidade em se distanciar dos seus caminhos, deseja ser o guia pessoal de cada homem, para evitar que os que creem no Senhor Jesus se percam do caminho. Para isso, o nosso Senhor Deus usa o seu Espírito Santo, a sua Palavra e também a sua voz.

O nosso Senhor Jesus, antes de ser entregue pelos pecados da humanidade, disse aos seus discípulos que nãos os deixaria sós, mas que enviaria o seu Espírito Santo que iria ficar aos lado deles para conduzi-los em todos os caminhos que o Senhor os tinha ensinado. Vemos isso a seguir: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” Jo 14:16-18.

O Espírito Santo é aquele que está connosco para nos ajudar a caminhar segundo tudo o que o nosso Mestre ensinou. A cada dia Deus requer de nós que saibamos administrar o nosso tempo, e que usemos o nosso tempo para tomar atitudes retas. Isso porque se quisermos viver para Deus temos de fazer o lhe agrada. Sabemos, como nos diz o versículo seguinte, que Deus não se agrada da iniquidade e com Ele o mal não subsiste, logo, para Lhe agradarmos temos de nos afastar na iniquidade, e da injustiça. “Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal.” Sl 5:4.

Aqueles que trilham caminhos retos agradam ao Senhor e são considerados por Deus bem-aventurados os que guardam a sua Palavra. “Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do Senhor. Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o coração. E não praticam iniquidade, mas andam em seus caminhos.” Sl 119:1-3

Devemos ter como bússola para os nossos caminhos a Palavra do Senhor e deixar espaço para que o Espírito Santo nos dirija nas retas veredas do Senhor Deus. Se formos obedientes, e submissos a Deus, Ele poderá nos instruirá a cada dia e ensinar-nos o caminho em que devemos seguir a cada dia, como nos diz o versículo seguinte do salmos 32: “Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei como os meus olhos.” Sl 32: 8

Para isso, Deus aconselha-nos a meditar-nos na sua Palavra de dia e de noite, para termos o cuidados de fazer conforme tudo o que nela está escrito. A vinda do Senhor Jesus está perto e precisamos de vigiar para não nos desviarmos nem para esquerda nem para a direita daquilo que o Senhor Jesus nos ensinou para que possamos estar em condições de irmos com o Senhor Jesus.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

A salvação vem do Senhor

Todas as pessoas já se viram nalguma situação onde as suas capacidades eram postas a prova e em que viram que apenas Deus as podia ajudar. A Bíblia mostra-nos que Deus é o nosso Salvador, e quem nos garante a vida eterna. Mas Deus não é apenas aquele que nos salva da condenação eterna, mas é aquele que pode salvar-nos nas várias dificuldades que surgem no dia a dia.

O povo de Israel depois de conquistar a terra de Canaã viu-se várias vezes em dificuldades e apercebiam-se que só Deus, que os tinha tirado da terra do Egito os podia salvar. Nesses momentos eles deixavam os seus ídolos e viravam-se para Deus e Ele os ouvia enviando livramento. Eles como o salmista recordavam-se que a salvação vem do Senhor: “A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção.” Sl 3:8

Deus é o único Deus, e tenta chamar as pessoas a si de várias maneiras; por isso quando as pessoas despertam e recordam que Deus é a sua única solução estão a reconhecer que Deus é Deus, e isso agrada ao nosso Senhor. Várias situações difíceis que ocorrem na vida das pessoas, são utilizadas por Deus para demonstrar que nos devemos virar para Ele e buscar a salvação apenas Nele. “Assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Vós vistes todo o mal que fiz cair sobre Jerusalém e sobre todas as cidades de Judá; e eis que elas são, hoje um deserto, e ninguém habita nelas; (…) Mas eles não deram ouvidos, nem inclinaram os ouvidos, para se converterem da sua maldade, para não derramarem incenso a deuses estranhos; “ Jr 44: 2,5

Sempre que o povo de Israel se voltava para Deus e pedia-Lhe socorro, o Senhor Deus os ouvia e os livrava porque Deus está atento ao clamor do seu povo, e pronto a salvar os arrependidos, como nos diz o versículo a seguir: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a terra.” 2Cr 7:13.

Ao longo do livro dos profetas vemos que depois de receber o socorro que necessita, o homem deve declarar no seu coração que apenas em Deus se encontra a salvação, e honrar a Deus, andando conforme o que nos ensina a sua Palavra, porque Deus apesar de ser misericordioso também é justo e deseja que os seus filhos o amem, e sejam constantes na sua busca pela sua presença.

Isso implica que os homens deixem de lado os seus ídolos, se arrependam dos seus pecados e se virem totalmente para Deus. Deus é Santo e não se agrada da iniquidade praticada pelo homem, como vemos no versículo a seguir: “Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal.” Sl 5:4

Aqueles que desejam o favor de Deus e a sua Presença precisam de se afastar da iniquidade. Todos os caminhos que possam parecer mal aos olhos de Deus devem ser deixados, e o coração deve ser limpo da maldade como nos aconselha o apóstolo Tiago no versículo a seguir: “Adúlteros, e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.(...) Chegai-vos a Deus, e ele se achegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e vós de duplo ânimo, purificai o coração.” Tg 4:4,8.

O caminhar do homem deve ser então regida por uma sabedoria divina. A inteligência deve ser exercitada pela prática dos ensinamentos de Deus. Nos versículos a seguir o apóstolo Tiago diz-nos como podemos mostrar sabedoria e inteligência para Deus: “Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre pelo bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.” Tg 3:13-15.

A Bíblia nos ensina, portanto, que todos aqueles que desejam ter a salvação de Deus a cada dia, devem honra-Lo e obedece-Lo pois Deus sonda os nossos corações e deseja que nós os amemos com sinceridade. Depois de obter a bênção de Deus, o homem para continuar gozando dos benefícios de Deus deve deixar tudo o que desagrada a Deus e servi-Lo de todo o coração.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

O teu Ajudador


Na Bíblia vemos que Deus trata com misericórdia e graça ao seu povo escolhido. Essa misericórdia e graça traduz-se na ajuda diária que Deus concede a todos os que fazem parte pela fé a nação de Israel. Em tudo o que o homem necessita de fazer ele pode contar com a ajuda de Deus. Ao longo do Antigo e do Novo Testamento vemos como Deus várias vezes ajudou o seu povo.

O salmista Davi fala da forma como Deus sustentou a sua vida e louvou a Deus através do salmo 103. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e de misericórdia.” Sl 103: 2-4.

Ao longo dos livros do profeta Samuel vemos que Deus durante toda vida de Dai ajudou-o capacitando-o, através do seu Espírito, com força e destreza para enfrentar animais ferozes (urso, leão) e para combater na guerra. Apesar de ser jovem e pouco experiente em guerrear, Davi mostrou força e coragem e conseguiu derrotar o gigante Golias que desafiava o povo de Israel.

Nos versículos a seguir vemos como Davi conseguiu derrotar animais ferozes e mais tarde o experiente soldado Golias através do poder de Deus: “Porém Saul disse a Davi: Contra o filisteu não poderás ir pelejar com ele; pois tu és ainda moço, e ele, guerreiro desde a sua mocidade. Respondeu Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; quando um leão ou um urso os tomou um cordeiro do rebanho, eu saí após ele, e o feri, e livrei o cordeiro da sua boca; levantando-se ele contra mim, agarrei-o pela barba, e o feri, e o matei(...) Davi meteu a mão no alforje, e tomou dali uma pedra, e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa; a pedra encravou-se-lhe na testa, e ele caiu com o rosto em terra.” 1Sm 17:33-34,49.

Para além disso, o Espírito Santo de Deus ajudava a Davi colocando temor a Deus no seu coração, e fazendo com se desviasse do mal. Vemos no livro de 1 de Samuel, que Davi sentiu como que um alerta de Deus para que não matasse a Saul, e esse aviso ajudou a Davi a não cometer um assassinato contra um ungido de Deus. Nos versículos a seguir vemos a descrição de como isso se passou: “Sucedeu, porém, que depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul; e disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois ele é o ungido do Senhor.” 1 Sm 24:5-6. Assim Davi conquistou o trono de Israel através da força de Deus.

Deus foi o ajudador de Davi e deseja ser o ajudador de cada homem, basta que sejamos humildes e nos submetamos ao seu Senhorio. A nação de Israel, foi rebelde contra Deus; não obedeciam aos seus mandamentos e adoravam outros deuses. Essa atitude tão insensata entristeceu Deus e colocou esta nação numa situação de desproteção dos povos ao seu redor. No livro do profeta Oseias Deus comenta acerca da insensatez do povo de Israel: “Para perda tua, ó Israel, te rebelaste contra mim, contra o teu ajudador.” Os 13:9

Deus foi aquele que criou a nação de Israel e quem os tinha conduzido no deserto até a terra de Canaã. Durante a travessia o povo foi alimentado, pela graça de Deus, e conseguiu conquistar as cidades porque Deus era com eles. Eles deviam a Deus as chuvas que regavam a terra, e o sucesso de cada colheita. Mesmo assim eles esqueceram-se de Deus e voltaram-se para outros Deus. Vemos isso a seguir: “E, agora, multiplicaram pecados e da sua prata fizeram uma imagem de fundição, ídolos segundo o seu entendimento, todos obra de artífices, dos quais dizem: os homens beijam os bezerros.” Os 13:2.

O exemplo da nação de Israel serve para nos alertar para que não deixemos de nos submeter ao nosso Deus, pois tudo o que temos devemos a Ele. A vida do profeta Davi serve para nos lembrar que aqueles que temem ao Senhor são bem-aventurados e gozam do amor de Deus, como nos diz o versículo a seguir “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja a esperança está posta no Senhor, seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto há neles e que guarda a verdade para sempre;” Sl 146:5-6.

Aqueles que confiam em Deus e que depositam a sua esperança no Criador dos céus e da terra são com uma árvore plantada a beira do rio e têm em si o fluir da seiva de Deus, dando frutos em todas as situações. Apenas em Deus, e no seu poder de nos capacitar devemos colocar a nossa esperança, pois Deus está sempre com aqueles que O buscam.

sábado, 14 de setembro de 2019

Acima de tudo


A Bíblia ensina-nos que prioridades devemos dar a nossa vida, e ajuda-nos colocar cada área da nossa vida numa hierarquia de prioridades que agrade a Deus. Hoje em dia o cristão tem o desafio de conciliar a sua vida espiritual, com a sua vida profissional, familiar, e outras coisas determinantes na nossa vida. Deus través da sua Palavra diz-nos que devemos colocar acima de tudo a nossa vida espiritual.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus diz-nos através dos evangelhos que devemos colocar a nossa vida espiritual acima de tudo na nossa vida, buscando em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” Mt 6:33.

O Reino de Deus é regido por regras diferentes das que encontramos no mundo, e a figura central do Reino de Deus é Jesus Cristo e a sua vontade. Por isso, ao buscarmos o Reino de Deus buscamos a Jesus Cristo e ao Pai Celeste, e colocamos como prioridade a sua vontade. A obediência a vontade do Pai Celeste é um dos requisitos para após a nossa morte termos lugar no reino de Deus, como vemos no versículo a seguir: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Mt 7:21.

Ao longo do seu dia a dia, o cristão tem, portanto, como prioridade obedecer a vontade do Pai, em todas as áreas da sua vida. Na sua obediência a Palavra de Deus, o cristão demonstra a sua obediência ao primeiro mandamento dado por Deus, que é o de amar a Deus acima de tudo. “Respondeu Jesus: O principal é: Ouve ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” Mc 12:29-30.

Enquanto o cristão se dedica em obedecer a vontade do Pai Celeste, acaba por amar ao seu próximo e por obedecer ao mandamento dado pelo Senhor Jesus. Nesse mandamento o nosso Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos que se amassem uns aos outros da mesma forma com Ele tinha os tinha amado. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34.

No amor ao Pai Celeste e ao próximo, o cristão coloca em segundo lugar os seus interesses pessoais, e coloca em primeiro lugar a justiça e o amor ensinado pelo nosso Mestre. Essa prioridade, faz com que a maior realização pessoal do cristão seja a obediência a vontade do Pai Celeste.

A alegria pela aprovação do Pai Celeste passa a ser maior do que a alegria conseguida na vida profissional, familiar, entre outras coisas. Essa satisfação pela aprovação de Deus deve motivar também ao cristão a buscar aquilo que é agradável a Deus e a ter prazer naquilo que dá alegria ao Pai Celeste. “provando sempre o que é agradável ao Senhor.” Ef 5:10.

O nosso Mestre o Senhor Jesus, como Filho de Deus, nos ensinou como deveríamos honrar a Deus, e agir como seus filhos. O nosso Mestre mostrou-nos como é glorioso ouvir do nosso Pai Celeste a sua aprovação do Pai Celeste e o convite para entrarmos no gozo eterno. Por isso como filhos e como servos que somos podemos ter a esperança de ouvir: “Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” Mt 25:23.

sábado, 31 de agosto de 2019

Zelar pela salvação

Sabemos que existem coisas que têm grande valor para nós e que por isso cuidamos delas com mais dedicação, com mais entrega. Para essas coisas da nossa vida demonstramos mais diligência em cuidar delas e somos motivamos por uma afeição íntima. A Bíblia fala-nos de que a salvação é um bem preciso, a qual devemos manter com todo o zelo e amor.

O homem para além de ter um corpo que precisa de manter e cuidar com alimentação adequada e vestuário protetor, tem também uma alma e um espírito. A diferença entre estas três partes do homem é a sua longevidade: o corpo envelhece após cerca de 100 anos e morre; a alma pelo contrário é eterna, e por isso mesmo após a morte do corpo a alma continua a existir. Por isso o nosso Mestre diz-nos que não importa o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma. “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma.” Mc 8:36

Devemos por isso preservar a nossa salvação com muito cuidado, vigiando constantemente o que está ao nosso redor para mantermos um coração voltado para Deus e em condições que agradem ao Espírito Santo. Por isso o nosso Mestre aconselha-nos, no versículo a seguir, a não deixarmos o nosso coração ficar sobrecarregado com os cuidados deste mundo e distraídos de Deus: “Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente como um laço” Lc 21: 34

Ao vigiar o cristão analisa as coisas que estão a sua volta, e confirma se são situações que o possam levar a desagradar a Deus, e a afastar-se da Sua presença. O nosso Senhor Jesus poderá voltar a qualquer momento e não queremos que Ele nos encontre vivendo em pecado, e sem arrependimento das nossas más ações. Por isso, o apóstolo Pedro aconselha-nos a permanecermos firmes na fé para que não nos afastemos de Deus: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.” 1Pe 5:8-9

Para nos mantermos firmes da fé temos de fazer alguma coisas que ajudam a manter o nosso coração puro, as nossas ações justas e o nosso propósito no alvo certo. “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir ao dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embaraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é e palavra de Deus; com toda a oração e súplica por todos os santos;” Ef 6:13-18.

Na época do apóstolo Paulo o cinto era uma peça que adequava o vestuário ao corpo e que dava liberdade de movimentos. O cinto da verdade adequa o viver cristão a sua profissão de fé. A verdade quando interiorizada permite que o cristão saiba distinguir o que é correto do que não é correto para Deus e faz com que ele saiba adequar os seus comportamentos segundo a vontade de Deus. Quando o que dizemos e o que fazemos não coincidem com a Palavra de Deus ficamos infrutíferos. Deus é glorificado quando damos muito fruto, como vemos no versículo a seguir: “Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos.” Jo 15:8

No mundo espiritual existem forças opositoras contra a vida dos cristãos que não vemos, porque são espirituais. Para nos proteger dessas forças espirituais da maldade temos de vestir toda a armadura de Deus. Um dos alvos do nosso inimigo é o nosso coração: ele tenta sujar o nosso coração, com maus sentimentos e pensamentos, de forma a que nos comportemos de forma que desagrada a Deus. Uma forma de proteger o nosso coração e a nossa alma é praticando a justiça e tendo uma conduta íntegra. Essa conduta será para nós como que uma couraça de justiça referida pelo apóstolo Paulo.

A proclamação do evangelho do Reino é uma forma de manter-nos na direção certa. Essa proclamação pode ser feita através das nossas atitudes ou através do testemunho do que Deus é para nós, a outras pessoas que nos rodeiam. O apóstolo Paulo também no aconselha a proteger-nos com a fé quando somos atacados pelo inimigo. A fé em Deus permite confiarmos no seu amor e assumirmos o nosso papel como filhos de Deus.

Saber que somos salvos e que não pertencemos a este mundo mas sim a Deus ajuda a proteger as nossas mentes das mentiras do inimigo das nossas almas. A salvação da alma é algo que não precisamos pagar, mas sim receber gratuitamente. O preço para a nosso salvação foi pago pelo Senhor Jesus, quando se deu na cruz do Calvário; cabe ao homem aceitar a salvação dada por Jesus e submeter-se ao seu senhorio. Nos versículos a seguir vemos que não há nada que o homem. “Que daria um homem em troca de sua alma?” Mc 8:37.

A medida que caminharmos com Deus vamos ter uma necessidade cada vez maior de usar toda a armadura de Deus para nos podermos manter firmes no caminho da salvação. Precisamos de cuidar da nossa salvação com todo o zelo, pois ela é o maior bem que possuímos.

domingo, 25 de agosto de 2019

A si mesmo se esvaziou

O nosso Mestre, o Senhor Jesus é aquele que permitiu que qualquer homem pudesse ter acesso ao Reino Celestial, ao entregar-se em sacrifício vicário por nós na Cruz do Calvário. Para além de ser o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo é também o nosso exemplo de como devemos caminhar de forma a que possamos viver em obediência ao Pai Celeste.

Sabemos que o nosso Senhor Jesus é o Filho de Deus, e que Deus deseja que nós nos tornemos semelhantes a Ele no nosso carácter e na forma como nos relacionamos com Ele. O apóstolo Paulo diz-nos, no versículo a seguir, que os cristãos foram projetados para serem semelhantes a Jesus Cristo: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos.” Rm 8:30

No Novo Testamento vemos que Jesus era manso e humilde de coração e que a obediência a vontade de Deus Pai era o motivo da sua vinda a terra. “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.” Jo 6:38. Como Mestre, Jesus ensina-nos a emita-Lo e recomenda-nos que também tenhamos como objetivo de vida fazer a vontade do Pai Celeste e a obedece-Lo em tudo.

Sabemos que a obediência exige uma renuncia da própria vontade, e que isso é algo difícil de fazer. Isso exige que nos esvaziemos a nós mesmos, e que coloquemos em primeiro lugar a vontade do Pai Celeste. No dia a dia, tudo a nossa volta incentivam-nos a sermos orgulhos e a colocarmos a nossa vontade a cima de tudo. Por isso, Deus recomenda aos cristãos que sigam o exemplo de Jesus Cristo, que sendo Filho de Deus, entronizado entre querubins e cheio de glória, veio a terra na forma de homem, e morreu a mais vergonhosa morte da sua época.

Vemos a recomendação do Espírito Santo a seguir: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Fp 2: 2-8

Para esvaziar-nos da nossa própria visão da vida precisamos de reconhecer que Deus é Omnisciente, aquele que tudo sabe; e que tudo o que Ele nos diz através da sua Palavra é a Verdade. Quando reconhecemos que a Palavra é a verdade, colocamos de lado as nossas próprias ideias, e nos obrigamos a obedecer a Palavra. “Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo.” 2 Co 10:4-5.

Para além de renunciarmos os pensamentos contrários a Palavra de Deus devemos cultivar pensamentos que sejam bons, como por exemplo devemos pensar em coisas que sejam verdadeiras segundo a Palavra de Deus, e também tudo o que possa ser justo, puro e amável, como vemos no versículo a seguir: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Fp 4:8

Quando nos esvaziamos de tudo aquilo que é contrário a vontade de Deus como o ódio, a inveja, o rancor, a ira, damos lugar ao Espírito Santo, para que Ele possa nos encher e nos capacitar a obedecer a vontade de Deus. Quanto mais nos vaziarmos de nós mesmos, mais poderemos receber do Espírito Deus; e seremos melhores servos de Deus. Por isso, devemos nos estimular a seguir o exemplo de Jesus Cristo, na sua humildade e na sua obediência a Deus.