sábado, 31 de agosto de 2019

Zelar pela salvação

Sabemos que existem coisas que têm grande valor para nós e que por isso cuidamos delas com mais dedicação, com mais entrega. Para essas coisas da nossa vida demonstramos mais diligência em cuidar delas e somos motivamos por uma afeição íntima. A Bíblia fala-nos de que a salvação é um bem preciso, a qual devemos manter com todo o zelo e amor.

O homem para além de ter um corpo que precisa de manter e cuidar com alimentação adequada e vestuário protetor, tem também uma alma e um espírito. A diferença entre estas três partes do homem é a sua longevidade: o corpo envelhece após cerca de 100 anos e morre; a alma pelo contrário é eterna, e por isso mesmo após a morte do corpo a alma continua a existir. Por isso o nosso Mestre diz-nos que não importa o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma. “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma.” Mc 8:36

Devemos por isso preservar a nossa salvação com muito cuidado, vigiando constantemente o que está ao nosso redor para mantermos um coração voltado para Deus e em condições que agradem ao Espírito Santo. Por isso o nosso Mestre aconselha-nos, no versículo a seguir, a não deixarmos o nosso coração ficar sobrecarregado com os cuidados deste mundo e distraídos de Deus: “Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente como um laço” Lc 21: 34

Ao vigiar o cristão analisa as coisas que estão a sua volta, e confirma se são situações que o possam levar a desagradar a Deus, e a afastar-se da Sua presença. O nosso Senhor Jesus poderá voltar a qualquer momento e não queremos que Ele nos encontre vivendo em pecado, e sem arrependimento das nossas más ações. Por isso, o apóstolo Pedro aconselha-nos a permanecermos firmes na fé para que não nos afastemos de Deus: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.” 1Pe 5:8-9

Para nos mantermos firmes da fé temos de fazer alguma coisas que ajudam a manter o nosso coração puro, as nossas ações justas e o nosso propósito no alvo certo. “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir ao dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embaraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é e palavra de Deus; com toda a oração e súplica por todos os santos;” Ef 6:13-18.

Na época do apóstolo Paulo o cinto era uma peça que adequava o vestuário ao corpo e que dava liberdade de movimentos. O cinto da verdade adequa o viver cristão a sua profissão de fé. A verdade quando interiorizada permite que o cristão saiba distinguir o que é correto do que não é correto para Deus e faz com que ele saiba adequar os seus comportamentos segundo a vontade de Deus. Quando o que dizemos e o que fazemos não coincidem com a Palavra de Deus ficamos infrutíferos. Deus é glorificado quando damos muito fruto, como vemos no versículo a seguir: “Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos.” Jo 15:8

No mundo espiritual existem forças opositoras contra a vida dos cristãos que não vemos, porque são espirituais. Para nos proteger dessas forças espirituais da maldade temos de vestir toda a armadura de Deus. Um dos alvos do nosso inimigo é o nosso coração: ele tenta sujar o nosso coração, com maus sentimentos e pensamentos, de forma a que nos comportemos de forma que desagrada a Deus. Uma forma de proteger o nosso coração e a nossa alma é praticando a justiça e tendo uma conduta íntegra. Essa conduta será para nós como que uma couraça de justiça referida pelo apóstolo Paulo.

A proclamação do evangelho do Reino é uma forma de manter-nos na direção certa. Essa proclamação pode ser feita através das nossas atitudes ou através do testemunho do que Deus é para nós, a outras pessoas que nos rodeiam. O apóstolo Paulo também no aconselha a proteger-nos com a fé quando somos atacados pelo inimigo. A fé em Deus permite confiarmos no seu amor e assumirmos o nosso papel como filhos de Deus.

Saber que somos salvos e que não pertencemos a este mundo mas sim a Deus ajuda a proteger as nossas mentes das mentiras do inimigo das nossas almas. A salvação da alma é algo que não precisamos pagar, mas sim receber gratuitamente. O preço para a nosso salvação foi pago pelo Senhor Jesus, quando se deu na cruz do Calvário; cabe ao homem aceitar a salvação dada por Jesus e submeter-se ao seu senhorio. Nos versículos a seguir vemos que não há nada que o homem. “Que daria um homem em troca de sua alma?” Mc 8:37.

A medida que caminharmos com Deus vamos ter uma necessidade cada vez maior de usar toda a armadura de Deus para nos podermos manter firmes no caminho da salvação. Precisamos de cuidar da nossa salvação com todo o zelo, pois ela é o maior bem que possuímos.

domingo, 25 de agosto de 2019

A si mesmo se esvaziou

O nosso Mestre, o Senhor Jesus é aquele que permitiu que qualquer homem pudesse ter acesso ao Reino Celestial, ao entregar-se em sacrifício vicário por nós na Cruz do Calvário. Para além de ser o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo é também o nosso exemplo de como devemos caminhar de forma a que possamos viver em obediência ao Pai Celeste.

Sabemos que o nosso Senhor Jesus é o Filho de Deus, e que Deus deseja que nós nos tornemos semelhantes a Ele no nosso carácter e na forma como nos relacionamos com Ele. O apóstolo Paulo diz-nos, no versículo a seguir, que os cristãos foram projetados para serem semelhantes a Jesus Cristo: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos.” Rm 8:30

No Novo Testamento vemos que Jesus era manso e humilde de coração e que a obediência a vontade de Deus Pai era o motivo da sua vinda a terra. “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.” Jo 6:38. Como Mestre, Jesus ensina-nos a emita-Lo e recomenda-nos que também tenhamos como objetivo de vida fazer a vontade do Pai Celeste e a obedece-Lo em tudo.

Sabemos que a obediência exige uma renuncia da própria vontade, e que isso é algo difícil de fazer. Isso exige que nos esvaziemos a nós mesmos, e que coloquemos em primeiro lugar a vontade do Pai Celeste. No dia a dia, tudo a nossa volta incentivam-nos a sermos orgulhos e a colocarmos a nossa vontade a cima de tudo. Por isso, Deus recomenda aos cristãos que sigam o exemplo de Jesus Cristo, que sendo Filho de Deus, entronizado entre querubins e cheio de glória, veio a terra na forma de homem, e morreu a mais vergonhosa morte da sua época.

Vemos a recomendação do Espírito Santo a seguir: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” Fp 2: 2-8

Para esvaziar-nos da nossa própria visão da vida precisamos de reconhecer que Deus é Omnisciente, aquele que tudo sabe; e que tudo o que Ele nos diz através da sua Palavra é a Verdade. Quando reconhecemos que a Palavra é a verdade, colocamos de lado as nossas próprias ideias, e nos obrigamos a obedecer a Palavra. “Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo.” 2 Co 10:4-5.

Para além de renunciarmos os pensamentos contrários a Palavra de Deus devemos cultivar pensamentos que sejam bons, como por exemplo devemos pensar em coisas que sejam verdadeiras segundo a Palavra de Deus, e também tudo o que possa ser justo, puro e amável, como vemos no versículo a seguir: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Fp 4:8

Quando nos esvaziamos de tudo aquilo que é contrário a vontade de Deus como o ódio, a inveja, o rancor, a ira, damos lugar ao Espírito Santo, para que Ele possa nos encher e nos capacitar a obedecer a vontade de Deus. Quanto mais nos vaziarmos de nós mesmos, mais poderemos receber do Espírito Deus; e seremos melhores servos de Deus. Por isso, devemos nos estimular a seguir o exemplo de Jesus Cristo, na sua humildade e na sua obediência a Deus.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Limpos de coração

O nosso Senhor Jesus ao derramar o seu sangue pela humanidade na cruz do Calvário, permitiu que todos os que cressem Nele pudessem ter acesso ao céu. Depois de aceitarmos a Jesus como Senhor e Salvador passamos a ser também do Pai Celeste, pois fomos comprados para Deus através do sangue de Jesus Cristo. Depois de fazermos parte do Reino de Deus a pureza de coração tem de ser cultivada para que possamos nos achegar cada vez mais a Deus.

No Reino de Deus a felicidade passa a ser consequência de coisas diferentes daquelas que nos davam felicidade quando estávamos fora do Reino de Deus. O nosso Mestre diz-nos que são felizes aqueles que são limpos de coração. “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.” Mt 5:8

Muita coisa do mundo e da nossa velha natureza podem sujar o nosso coração, e é necessário que o cristão limpe o seu coração das coisas da velha natureza que antes dominavam os seus pensamentos. “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e avareza, que é idolatria; (…) Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.” Cl 3: 5,8

Enquanto estivermos na terra, Deus Pai deseja transformar progressivamente a nossa vida, para alcançar-mos semelhança com o seu Filho Amado. Uma das característica de Deus e do seu Filho é a sua Pureza, que é uma consequência da sua Santidade. Deus através do seu Santo Espírito e da sua Palavra deseja limpar o nosso coração e transformar-nos a imagem do Senhor Jesus. “e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.” Cl 3:10

Quanto mais puros de coração formos mais podemos conhecer a Deus e agradá-Lo. Um dos requisitos para conhecermos a Deus é haver temor no coração. Quando se teme a Deus, nos afastamos do pecado e de tudo o que lhe possa desagradar. “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.” Pv 1:7 Como a fuga de atos que possam desagradar a Deus contribui para a pureza do coração, o temor a Deus também contribui para que tenhamos um coração puro.

Todos aqueles que ouvem a Palavra de Deus têm a responsabilidade de a porem em prática pois caso contrário, podem cair na mera religiosidade. O apóstolo Tiago admoesta-nos sobre isso nos versículos a seguir: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque se alguém, é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; (…) Mas, aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.” Tg 1:22-23,25

A purificação da alma pode ser obtida através da prática da Palavra de Deus. O Espírito Santo diz-nos isso através do seguinte versículo da primeira epístola de Pedro. “Tendo purificado a vossa alma, pela obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” 1Pe 1:22

Ler a Palavra de Deus e pratica-la é uma forma de buscar o conhecimento de Deus e ajuda-nos a sermos puros e irrepreensíveis para Deus. Por outro lado, preparar-nos para a vinda do nosso Senhor Jesus. O apóstolo Paulo refere isso nos versículos seguintes: “ E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.” Fp 1:9-11

A pureza de coração é assim importante para podermos caminhar de forma agradável a Deus, e pode ser alcançada através da prática da Palavra de Deus e também deixando de lado os maus sentimentos como a ira, o ódio, a inveja, entre outras coisas. A pureza de coração ajuda-nos a ser irrepreensíveis para Deus e a estarmos preparados para a vinda do Senhor Jesus.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

O que semeamos a cada dia


A cada dia o cristão tem desafios e questões para resolver que podem ser resolvidos de diversas maneiras, utilizando diversos valores morais. As decisões tomadas podem ter impacto no presente, no futuro e na vida eterna do cristão. Por isso, a Bíblia alerta aos cristãos a não tomarem as suas decisões com base apenas nas suas necessidades, e vontades, mas sobretudo a basearem-se nos princípios da Palavra.

O nosso Mestre, ao longo dos evangelhos dá-nos várias orientações sobre como devemos decidir no nosso dia a dia. Isso, para que não caiamos no erro de tomar decisões que tenham impacto negativo na nossa vida eterna. “buscai em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6:33

Embora, as necessidades do dia a dia sejam importantes, elas não devem ser colocadas como prioridade na nossa vida, nem acima os valores do reino dos céus. Por isso, o nosso Mestre diz-nos que os gentios, é que se deixam levar pelas ansiedade causada pelas necessidades diárias, como comer, beber e vestir. Os cristãos para agradarem a Deus devem preocupar-se em primeiro lugar em cumprir a justiça de Deus e obedecer a sua Palavra.

É uma loucura buscar apenas a resolução das necessidades básicas da vida, através do entesouramento de bens materiais, e deixar de lado a necessidade de investir do Reino de Deus, e de sermos ricos para Deus. Isso porque a nossa vida é breve, em comparação com vida eterna, que é exatamente eterna. O nosso Mestre, avisa-nos isso através da parábola do rico insensato: “Então direi a minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.” Lc 12:19-21.

Deus, pede contas das nossas vidas, diariamente e por isso temos de administra-la a cada dia lembrando do amor que Deus deseja que tenhamos pelo nosso próximo, e das necessidades das pessoas que nos rodeiam. Quando nos centramos apenas nas nossas necessidades, esquecemos das pessoas que estão a nossa volta e das suas necessidades. Por isso, o rico da parábola foi insensato porque esqueceu-se que existiam pessoas a sua volta que precisavam de ajuda, e não usou corretamente os seus bens. Ao morrer, tudo aquilo que ele tinha armazenado não tinha mais valor, porque não iriam beneficia-lo na vida após a morte.

O Espírito Santo recomenda-nos a investirmos a nossa vida de forma a que os princípios de Deus, sejam colocados em primeiro lugar. Vemos isso no versículo a seguir: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para ao sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.” Gl 6:7-9.

O investimento que fazemos é comparado com uma semeadura; por outras palavras, as nossas atitudes são como sementes que colocamos num terreno para que cresçam; se tivermos atitudes corretas semeamos corretamente, se tivermos atitudes incorretas semeamos erradamente para a nossa carne. Tudo o que dispomos, podem ser vistos como sementes que vamos usar para plantar num terreno.

O nosso tempo, os nossos talentos, as finanças que dispomos, são como sementes que podemos usar para fazer crescer coisas boas ou coisas que não vão de encontro as necessidades do Reino de Deus. Por isso devemos usar tudo de forma a que o nosso Senhor Jesus veja utilidade em nós, e para o seu Reino. Mesmo que não sejamos recompensados imediatamente, no céu receberemos recompensas de tudo o que fizermos de bem.

Por isso o Espírito Santo diz-nos que não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos. “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” Gl 6: 9-10.

Da mesma forma como um administrador gere os bens de outra pessoa, os cristãos gerem uma vida que não é deles mas sim de Deus: tudo o que o cristão tem não é dele, mas sim de Deus e por isso ele deve gerir o seu dia a dia de forma a que o nosso Senhor Jesus se do que ele faz.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Deus perdoa o pecador

A Bíblia demonstra através dos seus vários livros e evangelhos que Deus é totalmente Santo e Justo. Contudo, apesar da sua Santidade Deus ama o pecador, a ponto de ter planeado uma forma de expiação dos pecados da humanidade. Ao enviar o seu Filho Amado, Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar, Deus deu a humanidade uma forma de ter os seus pecados perdoados. Cabe apenas o homem aceitar o sacrifício vicário de Jesus Cristo.

Na epístola aos romanos vemos que aqueles que creem em Jesus Cristo é-lhes imputada a justiça porque Jesus, nosso Senhor foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou para a nossa justificação. “mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.” Rm 4:24-25.

Vemos então, que Deus perdoa os pecados daqueles que se achegam ao seu Filho Jesus e creem no seu sacrifício. Então, todos os pecados que o homem tenha cometido ficam justificados pelo sangue de Cristo. A fé é o meio para alcançarmos a Graça da Salvação de Deus. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.” Rm 5: 1-2.

O justo recebe a vida eterna pela fé em Cristo Jesus, e não por meio de boas obras, como vemos no versículos a seguir: “E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a lei não procede da fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.” Rm 3:11-14

Depois de recebermos a salvação através da fé em Cristo Jesus, podemos achegar-nos a Deus em busca de perdão, quando tivermos cometido algum pecado. Isto porque Jesus para além de ser propiciador dos nossos pecados, também nos defende perante Deus como Advogado. “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” 1Jo 2:1-2.

Deus não nos abandona, e deseja transformar a nossa vida progressivamente, à semelhança com o seu Filho Amado. Quando pecamos, Deus continua fiel ao seu Amor e ao seu propósito de transformar as nossas vidas. Por isso, Deus nos perdoa quando confessamos os nossos pecados e purifica-nos de toda a injustiça. “ Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos purificar de toda injustiça. “ 1 Jo 1:9

Ao longo dos evangelhos vemos que Jesus perdoou os pecados de muita gente, e que com esse perdão as pessoas usufruíram de uma nova vida com Deus. O paralítico, trazido até Jesus por quatro amigos, teve os seus pecados perdoados, e também cura para a sua paralisia. “E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.(...) Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos disse: porque cogitais o mal no vosso coração? Pois qual é mais fácil? Dizer: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados- disse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para a tua casa.” Mt 9:2,4-6.

Hoje, Jesus Cristo ainda deseja perdoar pecados e restaurar a vida dos que se achegam a Ele. Apenas precisamos, receber pela fé o seu perdão, e deixar que o seu Espírito Santo transforme as nossas vidas para que possamos viver uma vida agradável a Deus Pai.