segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Prudência

A prudência é algo que Deus nos ensina a praticar, no nosso dia a dia, em todas as nossas atitudes. A prudência é a capacidade de analisar os vários fatos a nossa volta, avaliar as possíveis consequências e tomar a atitude mais correta de acordo com os ensinos de Deus.

O sábio do livro de Eclesiastes ensina-nos que como não sabemos as coisas que podem acontecer amanhã, o mais prudente para o cristão é repartir o que tiver nas mãos com os outros. “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Reparte com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá a terra.” Ec 11:1-3.

Há uma lógica para Deus, ensinada pelo nosso Mestre Jesus, que é contrária aos ensinos do mundo. Essa lógica diz-nos que quando partilhamos com os outros o que temos ficamos mais ricos para Deus e vice-versa. Por isso o nosso Mestre aconselhou-nos a não andarmos ansiosos em acumular riquezas para nós próprios, mas pelo contrário a pedir ao Pai Celeste o pão de cada dia e a partilharmos o que temos com os outros.“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde os ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;” Mt 6: 19-20.

O facto de abençoarmos a vida de outras pessoas com os nossos recursos faz-nos ficar mais ricos para Deus. O nosso Senhor Jesus aconselha-nos por isso, a utilizar os nossos recursos para suprir as necessidades dos outros, pois Deus se agradará de nós e assim acumularemos tesouros nos céus. “Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome,” Lc 12:33-34.

Deus ensina-nos a trabalharmos pelo pão de cada dia, mas aconselha-nos a não vivermos para ajuntar tesouros na terra. O nosso objetivo de vida não deve por isso, ser para ajuntarmos riquezas para nós mesmos. Nos versículos seguintes da oração do Pai nosso, vemos o nosso Senhor Jesus salientando a nossa necessidade de ajuda do Pai para termos o pão nosso de cada dia.“Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; o pão nosso cotidiao dá-nos de dia em dia;” Lc 11: 2-3.

O apóstolo Paulo também diz-nos que é necessário trabalhar, na sua epístola aos efésios; e que cada cristão deve trabalhar para ter com o que repartir com o próximo. “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.” Ef 4:28.

Para além de mostrar prudência, quando partilhamos o que temos com os outros em necessidade também estamos a obedecer ao mandamento do nosso Senhor Jesus e a amar ao nosso próximo. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Jo 13:34-35.

O apóstolo Tiago admoestava-nos a praticar a nossa fé através de obras concretas. “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode acaso, semelhante fé salva-lo? Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” Tg 2:14-16.

A nossa fé manifesta-se também em atitudes práticas de obediência aos mandamentos do Mestre; neste caso, o amor que o irmão deve demostrar para com o outro que está em necessidade é partilhando o que tem de forma a minimizar as suas necessidades. Isto, porque a fé é também sinónimo de fidelidade a pessoa de Jesus e aos seus mandamentos. Quando alguém diz que tem fé em Jesus, diz que acredita que Ele é seu Senhor, Salvador e seu Mestre e por isso, que segue os mandamentos do nosso Mestre. Por isso, é necessário haver concordância entre as nossas atitudes e a nossa afirmação de que cremos e seguimos o nosso Senhor Jesus.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Irrepreensíveis

O Pai Celeste enviou o seu Filho para que morresse em nosso lugar e assim levasse a culpa dos nossos pecados. Enquanto o seu Filho, o Senhor Jesus esteve na terra ensinou tudo o que o Pai quis para que os homens pudessem viver de forma agradável a Deus, longe do pecado.

O nosso Pai Celeste, através do seu Filho, e do Espírito Santo ensina-nos o que devemos fazer, e quando erramos, Deus como Pai corrige-nos para que não voltemos a fazer os mesmos erros. Por isso, no livro de provérbios vemos a forma correta de encarar as disciplinas de Deus. "Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da sua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” Pv 3:11-12.

A todos os que aceitam Jesus Cristo como Senhor, são feitos filhos de Deus e por isso, Deus orienta-os e corrige-os. Ao longo do Novo Testamento, o Espírito Santo exorta-nos a sermos irrepreensíveis na nossa vida espiritual, profissional, e sentimental. Isto para façamos tudo de forma agradável a Deus e para que não necessitemos de repreensão.

Na epístola aos filipenses vemos uma exortação para nos comportarmos de forma irrepreensível, através de uma atitude de agradecimento e contentamento pelo que Deus nos dá e não murmurarmos pelo temos de fazer. “Fazei tudo sem murmuração nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo,” Fp 2:14-15.

O Pai Celeste não se agrada quando murmuramos e quando nos entregamos a contendas e por isso na primeira epístola aos coríntios o apóstolo Paulo diz-nos: “Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelos exterminador.” 1Co 10:10. A atitude que Deus deseja de nós é a de sermos agradecidos, pela honra de sermos seus filhos através do sangue do Senhor Jesus.

Em tudo o que fazemos nos nosso dia a dia, devemos estar atentos para não darmos escândalo nem para os cristãos, nem para aqueles que não são crentes. Por outras palavras devemos agir respeitando sempre os mandamentos de Jesus Cristo. Devemos por isso, pensar não apenas nos nossos interesses, mas nos interesses da Igreja e de Deus Pai.

No versículo a seguir vemos a recomendação de não darmos escândalo: “Não vos torneis causa de tropeço nem para os judeus, nem para os gentios, nem tampouco para o igreja de Deus, assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos.” 1Co 10: 32-33.

Quando temos um coração agradecido e que se regozija no Senhor, é mais fácil resistirmos a tendência do mundo de queixar-se de tudo e lamentar das coisas que não se tem. Por outro lado, quando somos moderados é mais fácil evitar cair em pecado, pois o pecado relaciona-se com inclinações egoístas da carne.

O apóstolo Paulo aconselha-nos nos versículos seguintes a regozijar-nos no Senhor, sempre e a sermos moderados perante todos os homens. “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” Fp 4:4-5.

Sabemos que a vinda do Senhor Jesus à terra está próxima e que só Deus Pai é que conhece o dia e a hora exata. Devemos a cada momento preparar-nos para que estejamos prontos para ir com o Senhor Jesus. Por isso, devemos evitar situações que levem a repreensão do Pai Celeste, e que possam ser impedimento para estarmos em condições para a vinda do nosso Senhor Jesus.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Sabedoria

A sabedoria é um conhecimento que permite ao homem lidar com as várias situações da vida com bom senso e retidão. Existem várias formas de pensamento em que o homem pode basear-se para tomar as suas decisões. Sem dúvida alguma, a melhor forma é basear-se nos pensamentos de Deus e na sua sabedoria, pois não só ajuda o homem a resolver os seus problemas no dia a dia como também ajuda-o a caminhar rumo a Pátria Celeste para gozar a vida eterna.

O apóstolo Tiago ensina-nos que a sabedoria de Deus tem características particulares, que a distingue da sabedoria mundana. A pessoa que a detém demonstra-a através da sua mansidão e das sua obras, como nos diz os versículos a seguir:” Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as sua obras (...) A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente pura; depois pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.” Tg 3:13,17

A sabedoria de Deus ensina o cultivo de um coração puro para que possamos também agir sem maldade. A pureza de coração é cultivada quando o homem renega a malícia e a maldade e vive para obedecer os mandamentos de Deus. Deus é Santo, Puro, e tudo o que pensa e faz é sem maldade; os mandamentos de Deus orientam-nos a uma vida de pureza e santidade.

Ao longo da Bíblia vemos que a pureza de coração é algo que permite que o homem se aproxime de Deus e tenha intimidade com Ele. O nosso Senhor Jesus diz-nos que aqueles que são puros de coração, são bem-aventurados e verão a Deus: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.” Mt 5:8. A pureza de coração também ajuda-nos a louvar a Deus com integridade.

Para além de Deus ensinar-nos a ter pureza de coração, Deus ensina-nos a ser pacíficos com todos os homens e a ter como alvo buscar a paz. Deus é um Deus de Paz, e o seu Filho Amado, o Senhor Jesus é chamado de Príncipe da Paz. Deus não deseja que os homens alimentem no seu coração ideias e sentimentos que possam levar a discussões, ciúmes, invejas, e contendas.

Como nos diz o apóstolo Tiago, quando deixamos-nos levar por pensamentos de inveja amargurada, e desejo de fação estamos a deixar-nos levar por uma sabedoria mundana e diabólica. “Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Não é esta a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca.” Tg 3:14-15.

O fruto da inveja e de sentimento faccioso são apenas coisas más como vemos a seguir: “Pois onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda a espécie de coisas ruins.”Tg 3:16. Por isso, quando deixamos-nos levar pelos sentimentos da carne não podemos agradar Deus por estes sentimentos são contrários a todos os ensinamentos de Deus. “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não não está sujeita à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Rm 8:7-8

Deus ensina-nos a sermos moderados em todas as áreas da nossa vida. A falta de controle das nossas emoções leva-nos a cometer coisas que desagradam a Deus e essas coisas podem tornar-se em brechas na nossa vida espiritual. “Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.” Pv 25:28.

A moderação deve reger tudo o que fazemos: o que vestimos, o que comemos, a forma como falamos entre outras coisas. O apóstolo Pedro diz-nos na sua epístola que as mulheres são belas para Deus quando se vestem como moderação e quando demonstram um espírito manso e tranquilo. “Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo que é de grande valor diante de Deus.” 1Pe 3:3-4.

A sabedoria de Deus também aconselha-nos a ser tratáveis, ou por outras palavras, a não sermos irascíveis, mas sim tratáveis e mansos. A cultivarmos bons pensamentos uns dos outros para não sermos hipócritas na nossa forma de agir com os outros. Não só devemos ser tratáveis como também ser misericordiosos com as falhas dos outros: “Longe de vós, toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfemais, e bem assim toda a malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” Ef 4:31-32

Através da prática dos ensinos de Deus podemos viver a verdadeira sabedoria, e alegra-nos com a convicção que estamos a viver de forma que agrada a Deus. A sabedoria de Deus é a única forma de vivermos e vida e de caminharmos em direção e a nossa Pátria Celeste.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Andando na sabedoria

O nosso Mestre, o Senhor Jesus, enquanto esteve na terra reforçou os ensinos dos profetas e de Moisés e hoje através do seu Santo Espírito ensina-nos a seguir os seus mandamentos e todos os seus ensinos para que possamos ter uma vida em paz com Deus e livre do pecado.

Através dos evangelhos, vemos que o nosso Mestre dava grande importância a prática dos seus ensinamentos e comparou aqueles que praticam aos seus ensinos como pessoas que edificam a sua casa sobre a rocha. Vemos isso a seguir: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.” Mt 7:24-25

O nosso Mestre ensina-nos que a prática da sua Palavra é uma forma prudente de viver a vida cristã. Se andarmos na sua Palavra, que é a verdadeira sabedoria, ficamos protegidos das situações que tentam desviar-nos para caminhos pecaminosos, onde não teremos a aprovação de Deus. Quando o homem tenta passar sobre os ensinos de Deus está a usar a sua própria inteligência, a ser estulto e em todas as ações peca contra Deus. “A estultícia do homem perverte o seu caminho, mas é contra o Senhor que o seu coração se ira.” Pv 19:3

No livro de Provérbios vemos quando o homem adquire sabedoria e anda nela está a amar-se a si próprio, a preservar sua alma do pecado. “O que adquire entendimento ama a sua alma; o que conserva a inteligência acha o bem.” Pv 19:8. Quando agimos de acordo com a nossa própria inteligência sem respeitar a Palavra de Deus estamos deixar de cuidar da nossa alma e a expôr a nossa vida ao pecado.

Vemos no versículo a seguir que quando guardamos os mandamentos de Deus estamos a guardar a nossa alma e que quando agimos sem ter em conta a Palavra do Senhor entramos nos caminhos da carne e da morte eterna. “O que guarda o mandamento guarda a sua alma; mas o que despreza os seus caminhos, esse morre.” Pv 19:16.

Os caminhos que ignoram a Palavra de Deus, são fruto da nossa carne e conduzem a morte eterna. Nos versículos a seguir vemos as obras da carne: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” Gl 4:19-21

Temos a segurança de que se andarmos nos caminhos da sabedoria de Deus não vamos tropeçar no pecado nem ficar presos nalguma obra das trevas. “Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos; guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso; porque serão vida para a tua alma e adorno ao teu pescoço. Então andarás seguro no teu caminho, e não tropeçará o teu pé. Quando te deitares, não temerás; deitar-te-ás, e o teu sono será suave.” Pv 3:21-24.

Andar na sabedoria de Deus tem muitas vantagens para a nossa vida e por isso devemos ignorar a sabedoria do mundo e toda a concupiscência da carne e seguir firmes nos ensinos do nosso Mestre o Senhor Jesus. Pois assim teremos a aprovação de Deus no que fizermos e teremos a nossa relação com o Pai Celeste resguardada; também teremos a paz do Espírito Santo para o nossos corações.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Perseverança

A fé cristã é uma corrida que tem como alvo diário permanecer firme nos ensinos do Senhor Jesus perante as várias situações diárias que tentam desmotivar o cristão em seguir o Mestre. Esta corrida apenas termina com a nossa morte ou com a vinda do Senhor Jesus para buscar a sua Igreja.

Temos uma promessa dada pelo nosso Senhor Jesus, de vida eterna com Deus no céu. “Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai. E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna.” 1Jo 2:24-25. Para alcançar esta promessa precisamos de permanecer firmes naquilo que nos tem sido ensinado pelo Espírito Santo, como o Senhor nos avisa no versículo seguinte: “Aquele porém que perseverar até ao fim será salvo” Mt 24:13.

Esta promessa gloriosa, a principal bênção que Deus tem para as nossa vidas, exige perseverança diária, para podermos chegar ao fim da nossa carreira e dizer como Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” 2Tm 4:7. Sabemos que a salvação, para além de uma condição, é como que um caminho que nos leva a vida eterna, e que quando saímos do caminho da salvação nos  afastamos do nosso destino eterno.

Por isso devemos perseverar a cada dia em fazer a nossa semeadura no Espírito e não na carne; quando semeamos na carne apenas colhemos corrupção, mas se semearmos nos Espírito colheremos vida eterna. Mesmo que surjam situações que nos queiram desanimar, não devemos nos cansar de fazer o bem pois Deus nos recompensará em vida ou no céu.

O apóstolo Paulo adverte-nos sobre isso a seguir: “Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” Gl 6:8-9. O Espírito Santo está em nós e devemos fazer aquilo que lhe agrada e afastar-nos daquilo que Ele não gosta.

É importante perseverar na fé e na prática do amor e das boas obras durante as provações. A provação é um meio de confirmação da nossa fé. Por isso devemos alegrar-nos porque durante a provação, a perseverança e a integridade são aperfeiçoadas. O carácter do cristão também é aperfeiçoado durante a tribulação, quando este persevera em praticar os ensinamentos do Mestre.

Por tudo isto, o apóstolo Tiago exorta-nos a alegrar-nos durante a provação, como vemos a seguir:” Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a cora da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.” Tg 1:12 Deus alegra-se quando prosseguimos firmes na fé apesar das tribulações.

O apóstolo Paulo fala-nos também da provação e dos benefícios que esta traz na fé do cristão quando este persevera. “E não somente isto, mas nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.”Rm 5:3-5.

A perseverança diária na fé é a única forma de caminharmos em direção a Pátria Celestial e para as promessas que Deus tem para as nossas vida. Quando perseveramos somos aprovados por Deus e a nossa experiência com Deus aumenta. Por isso perseveremos em Deus.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Vacilam todos os fundamentos

Deus como Senhor do céu e da terra, e criador do homem estabeleceu regras de conduta para que os homens pudessem relacionar-se uns com os outros mantendo os princípios de respeito e amor. Sabemos contudo, que nem sempre os homens obedecem as leis de Deus e que por vezes as infrações as leis de Deus são tais que as leis morais são como que abaladas.

Na Bíblia, vemos a descrição de lamentos de homens que viveram situações em que fundamentos que Deus estabeleceu para os relacionamentos foram destruídos e que por isso sentiram-se vivendo numa tempestade. O salmista no versículo a seguir comenta que os homens a sua volta não sabem nada sobre a vontade de Deus, nem entendem os seus pecados e que quando agem vacilam todos os fundamentos que Deus estabeleceu para os homens na terra. “ Eles nada sabem, nada entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da terra.” Sl 82:5

O ser humano é um ser social e muitas vezes imita o que os outros fazem a sua volta. Por isso, a Bíblia ensina-nos a não ter como exemplo homens que agem impiamente e que não seguem as leis de Deus. Contudo, a injusta as vezes baralha o homem; e a aflição de ver que as pessoas a sua volta não agem corretamente leva a perguntas como a do salmista: “Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” Sl 11:3

Quando o homem se encontra numa situação assim, o que deve fazer é em primeiro lugar perdoar aqueles que o tenham lesado, pois o nosso Senhor Jesus nos ensina que devemos perdoar as ofensas cometidas pelos outros homens contra nós. “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se porém, não perdoardes aos homens [as ofensas as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” Mt 6:14-15.

Para além disso, devemos lutar para seguir o exemplo do nosso Senhor Jesus, que era misericordioso, e cheio de bondade e que mesmo na cruz do Calvário perdoou aqueles que o tinham agredido e ainda rogou ao Pai Celeste que lhes perdoasse. “Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” Lc 23:34.

O apóstolo Paulo resume a importância de sermos bondosos, misericordiosos e de nos perdoar-nos uns aos outros como Deus nos perdoou no versículo seguinte: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros como também Deus em Cristo, vos perdoou.” Ef 4:32.

Sabemos que o nosso velho homem tem tendência para atitudes contrárias a vontade de Deus e que quando o homem se encontra numa situação em que todos os fundamentos vacilam ele tem a tendência de ficar amargurado, cheio de ira e de cólera. Devemos rejeitar as obras da nossa velha natureza, como nos aconselha o versículo seguinte: “Longe de vós, toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfémias, e bem assim toda a malícia.” Ef 4: 31

Isso mostra que devemos lutar para que o nosso coração fique puro, sem malícia e nem ódio, amargura e outras coisas que desagradam a Deus. Para preservar o nosso coração também devemos fugir da falsidade e de tudo aquilo que é vão e passageiro do mundo. Deus ama aqueles que são retos e abençoa-os no tempo oportuno como nos diz o versículos a seguir: “O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação.” Sl 24:4-5.

Devemos ter como confiança que Deus abençoa aqueles que são puros de coração e retos nos seus procedimentos; e mesmo que todos a nossa volta se afastem de Deus como nos dias de Noé, devemos permanecer firmes na obediência a vontade de Deus e praticar a bondade, a misericórdia e o perdão.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Moisés e os milagres de Deus

Deus ao longo dos séculos tem revelado ao homem o seu poder para que o homem possa compreender que está perante o Deus criador de tudo o que existe, e que merece ser adorado e honrado. Deus revelou-se a Moisés no tempo oportuno para que Moisés se deixasse usar por Deus na libertação do povo de Israel da escravidão.

Quando Deus se revelou pela primeira vez, Deus atraiu a atenção de Moisés com um milagre: uma sarça ardente no deserto que não se consumia. Moisés ficou tão espantado com o fato que aproximou-se para ver como é que uma sarça ardia sem se consumir. Vemos como isso se sucedeu a seguir: “Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, levando o rebanho para o lado ocidental do deserto, chegou ao monte de Deus, a Horebe. Apareceu-lhe o Anjo do Senhor numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia. Então, disse consigo mesmo: Irei lá e verei essa grande maravilha; porque a sarça não se queima?” Ex 3:1-3.

Deus ao ver que Moisés se aproximava da sarça para ver o que se passava então chamou-lhe. Depois de Moisés responder afirmativamente a Deus, Deus avisou-lhe da necessidade de ter uma postura de adoração e temor por causa da sua santidade e também por causa do lugar santo que Deus escolhera para se encontrar com ele.

Vemos isso nos versículos a seguir: “Vendo o Senhor que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui! Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.” Ex 3:4-5.

Ainda hoje, quando Deus chama a nossa atenção para Ele e nos convida a aproximar-nos Dele, Deus avisa-nos da sua santidade e da nossa necessidade de ter uma postura de respeito a Deus e também da necessidade de separar-nos do pecado que anteriormente havia nas nossas vias.

O apóstolo Pedro avisa-nos sobre isso no versículo a seguir: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu santo.” 1 Pe 1:13-15

Depois Deus disse a Moisés quem era: aquele a quem o seus ancestrais, que deram origem ao povo de Israel, tinham servido ao longo de suas vidas. Deus marcou a vida de Abraão, Isaque e Jocó porque tinha sido aquele que os tinha dirigido e também dado a proteção que necessitavam para eles e para as suas famílias.

Deus hoje, também nos diz que Ele é o Deus Todo Poderoso, Criador dos céus e da terra, que por amor a humanidade, deu o seu Filho ao mundo para que o mundo pudesse ter a expiação necessária para os seus pecados e assim ter acesso a Ele. Devemos a cada responder positivamente a Deus e dizer como Moisés, com toda a humildade e gratidão: “Eis-me aquí!”