quinta-feira, 28 de março de 2019

As ovelhas

O nosso Senhor Jesus compara os cristãos à ovelhas e a si mesmo como O Bom Pastor. As ovelhas são animais com características únicas, em comparação com outros animais de gado, o que torna possível a sua comparação com o homem carente da direção e proteção de Deus. Por isso é importante conhecer as caraterísticas das ovelhas, e assim entender mais profundamente porquê que o nosso Mestre as compara connosco.

No evangelho do apóstolo João vemos a comparação que o nosso Mestre faz de si mesmo com o Bom Pastor: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. (…) Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.” Jo 10:11,14-15.

Os cristãos precisam de um Pastor porque são totalmente indefesos aos ataques dos inimigos e precisam que os defendam. Assim como as ovelhas não têm nenhum mecanismo de defesa e combate, como por exemplo garras nas patas, dentes fortes aguçados, venenos entre outros mecanismos de defesa, os cristãos também não. Por isso, quando os cristãos estão expostas ao perigo o único consolo que têm é saberem que a vara e o cajado do Mestre os defenderá do perigo.

Como nos diz o Espírito Santo no versículo a seguir, quando o cristão está exposto ao perigo e anda em vales da sombra e da morte, ele tem a certeza de que o seu Pastor está a conduzi-lo e a protege-lo e que por isso pode tranquilizar-se. Por mais difíceis que sejam os perigos, o bordão e o cajado do Bom pastor consola e tranquiliza o seu coração: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.” Sl 23:4

As ovelhas não têm capacidade de distinguir o alimento bom e o alimento mau; elas precisam que o pastor as conduza a bons pastos para se alimentarem de boa erva. Da mesma forma o cristão não tem capacidade de distinguir entre o alimento bom e o alimento mau para a sua alma. Eles precisam do Mestre e da orientação do seu Santo Espírito para saberem o que devem comer espiritualmente para estarem saudáveis.

Os cristãos apenas contam com o Bom Pastor para conduzi-los a bons alimentos espirituais e para levar-lhes a um lugar onde possam saciar a sua sede. “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso;” Sl 23:1-2

Pela quantidade de filosofias contrárias ao Evangelho, o cristão facilmente se pode perder do rebanho de Deus e precisa do Mestre para conduzi-los a caminhos de justiça. “refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.” Sl 23: 3 Contudo, os cristãos são intrinsecamente pecadores e por si mesmo, não mereciam a graça de Deus. Mas Deus pela sua bondade, e por amor ao seu Nome os conduz por bons caminhos.

Se as ovelhas ficarem feridas na cabeça, as moscas poisam nessas feridas e deixam as suas larvas. O incómodo causado pelas moscas podem levar as ovelhas a loucura. Da mesma forma, se o cristão tiver alguma ferida na sua alma, as ideias trazidas pelo inimigo da sua alma podem fazer com que vejam a vida de forma contrária aos ensinamentos de Deus e então fazer com que se comportem de maneira louca. “Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.” Sl 23:5

Para evitar os danos causados pelas moscas nas feridas das ovelhas, o pastor derrama óleo que vai ajudar a cicatrizar a ferida e a prevenir os danos causados pelas moscas. O nosso Bom Pastor derrama óleo sobre a nossa cabeça, que é a unção do seu Santo Espírito que vai curar as feridas do cristão e evitar que o incomodo da ferida o leve a loucura espiritual.

Se a lesão da ovelha a impedir de andar, e por isso a ovelha se perder do rebanho, o pastor ao notar a sua falta, deixa as outras em lugar seguro e vai a procura daquela que se perdeu. Quando o pastor a encontra, trata das suas feridas e a traz de volta carregando-a nos ombros. O nosso Mestre cuida das suas ovelhas na mesma maneira e diz-nos isso no versículo a seguir: “Qual dentre vós, é o homem que possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo.” Lc 15:4-5.

As ovelhas para o pastor, são importantes porque para o seu dono elas valem muito. Da mesma forma o nosso Mestre, dá muito valor a cada ovelha e por isso deu o seu sangue para que elas não se perdessem. O bom Pastor ama o seu rebanho, e por isso tudo o que faz é voluntariamente. “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. (…) Por isso o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para entregar e também para reavê-la. Este mandamento recebi de meu Pai.” Jo 10:11,17-18.

Os cristãos são como ovelhas, que não têm capacidade de visão sobre o que está ao seu redor. Elas precisam da direção do Bom Pastor para as conduzir, pois correm o risco de cair no precipício. Os cristão também precisam do Bom Pastor para se alimentarem espiritualmente e para descansar as suas almas. Os cristãos sem o Bom Mestre ficam totalmente perdidos e sem como alimentar a sua alma.

quarta-feira, 27 de março de 2019

A casa de oração

A casa de oração é um lugar único para a vida diária da Igreja de Cristo, pois é o lugar onde o Espírito Santo se move e Deus manifesta a sua presença. O trono da glória de Deus desce no meio da Igreja e todos os cristãos em conjunto podem magnificar e louvar a Glória de Deus. No meio da Igreja, o nosso Senhor Jesus se faz presente, observa cada cristão e opera nas vidas daqueles que necessitam.

Jesus Cristo depois de ressuscitar e de assentar-se a dextra de Deus Pai, está com a Igreja através do seu Espírito Santo. Mas para além disso, quando a Igreja se reúne para Cultua-Lo Ele faz-se presente, e os cristãos podem gozar do privilégio de estarem na Presença do Senhor Jesus. No versículo seguimos vemos que o nosso Mestre diz-nos sobre a sua presença no meio da Igreja: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” Mt18:20.

Em qualquer lugar onde os cristãos se reúnam regularmente Jesus se faz presente. Nesta casa de oração os cristãos podem contemplar a Glória do nosso Senhor e adora-Lo. Como nos diz o profeta Jeremias o trono da glória do nosso Deus está enaltecido no santuário de Deus, no lugar dedicado a oração e ao louvor da sua Glória. “Trono de glória enaltecido desde o princípio é o lugar do nosso santuário.” Jr 17:12.

A Igreja de Jesus é um corpo, um conjunto de pessoas compradas com o sangue de Jesus Cristo, e Deus deseja que a sua Igreja O louve como corpo. Por isso é importante que os cristãos se reúnam para adorar a Deus e para meditarem nas Sagradas Escrituras. O Espírito Santo nos alerta a congregar-nos fielmente na nossa igreja através do versículo seguinte: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” Hb 10:25.

Existem muitas coisas que fazem parte do dia a dia do cristão, mas é importante separar tempo para estar na igreja e para adorar a Deus com o corpo de Cristo, como o Espírito Santo nos ensina. O nosso Mestre virá buscar a sua Igreja, ou seja, todos os cristãos que estão focados na sua vontade e que vivem para adora-Lo. O dia da Sua vinda se aproxima e devemos prepara-nos para estarmos em condições de ir com Ele.

Na casa de oração, na comunhão com os outros cristãos, o cristão recebe alento, e a unção do Espírito Santo para crescer espiritualmente. Como diz o
salmista, na casa de oração o cristão floresce como uma oliveira. Vemos isso no versículo a seguir: “Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante, na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para todo o sempre.” Sl 52:8

As bênçãos que o cristão recebe na casa de oração são tão grandes que pode-se dizer como o salmista, que é preferível um dia na casa de oração gozando da presença do Senhor Jesus, do que mil dias em outros lugares. “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.” Sl84:10

Deus nos dá como exemplo de Igreja, a igreja que se formou no dia de pentecostes, descrita ao longo do livro de Atos e deseja que nós sigamos o seu exemplo. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada um havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.” At2:42-44.

Esta Igreja, era sustida pelo Espírito Santo e eles, apesar das perseguições que sofriam, perseveravam em congregar-se juntos, para meditar na Palavra e para a oração. No dia a dia dos cristãos, era visível a prática da doutrina dos apóstolos e as pessoas a volta deles simpatizavam com eles. “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” At 2:46-47.

A casa de oração é um lugar que deve ter um lugar no dia a dia do cristão, e que não deve ser colocada em segundo lugar. Neste local, a presença de Jesus se manifesta e Ele pela sua graça abençoa cada cristão, consoante as suas necessidades. No meio congregação dos cristãos, o Espírito Santo é derramado e a vida dos cristãos é abençoada espiritualmente.



sexta-feira, 22 de março de 2019

O talento escondido


Na Bíblia, desde o Antigo Testamento até ao Novo Testamento, vemos várias vezes a descrição dos pecados de ação, que são aqueles cometidos quando o homem desobedece a ordem de Deus, ou infringe alguma lei/mandamento divino. O primeiro exemplo mencionado na Bíblia foi a queda de Adão e Eva, quando desobedeceram a Deus e comeram o fruto da árvore,do conhecimento do bem e do mal.

Podemos ver a seguir a descrição da queda do homem no livro de Gênesis e as suas consequências: “Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então disse o homem: a mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. (…) E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias da tua vida” Gn 3:11-13,17.

O nosso Mestre, o Senhor Jesus, refere outro tipo de pecado, que pode igualmente afastar o cristão da presença de Deus. Este pecado é o pecado da omissão. Ao longo dos seus ensinos, que podem ser observados nos evangelhos, Jesus Cristo ensina-nos a praticarmos o bem e recomenda-nos a sermos diligentes nos assuntos de Deus Pai. Isto é possível quando fazemos a vontade do Pai Celeste e colocamos em prática os ensinos do nosso Mestre: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu pai, que está nos céus.(...)Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.”Mt 7:21,24.

Para falar da necessidade do cristão ser diligente nos assuntos do reino de Deus, Jesus conta-nos a parábola dos talentos. Nesta parábola vemos que um senhor distribui aos seu servos talentos, e que um deles não se preocupou em multiplicar aquilo que tinha recebido e enterrou-o na terra. “Pois será como um homem que, ausentando-se do pais, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. (…) Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.” Mt 25:14,18.

O que Deus deseja dos cristãos é que eles dediquem a sua vida aos seus assuntos e que utilizem os dons que Deus os deu para serviço e edificação da sua Igreja. Se o cristão fizer o mesmo que o servo que escondeu o seu talento, está a deixar de abençoar os outros e a cometer um pecado por omissão.

Por isso, o senhor do servo quando vê que este não se preocupou em negociar os seus talentos, repreende-o como vemos nos versículos a seguir: “Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu ao voltar, receberia com juros o que é meu.

O nosso Senhor Jesus diz-nos que a atitude daqueles que deixam de fazer o bem em favor do próximo, por amor a Deus, é tão reprovável que afasta eternamente estes servos da presença de Deus. Para falar sobre isso, o Mestre usa não só a parábola dos talentos como também descreve o destino final destes servos no grande julgamento.

Vemos as palavras do Mestre a seguir: “Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. (…) E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes. (…) Então o Rei dirá também aos que estiverem a sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedaste; estando nu, não me vestistes: achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.” Mt 25:28,30, 41-43.

Quando o cristão, apesar de não praticar os pecados mencionados nos dez mandamentos, não se preocupa em fazer o bem ao seu próximo que Deus nos ensina, ele é reprovável para Deus, como os cristãos descritos na igreja da Laodiceia. “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!(...)pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” Ap 3:15,17.

Tudo o que Deus concede aos cristãos deve ser colocado ao serviço de Deus e do seu Reino. A vida, os recursos financeiros, a energia para o dia a dia e inclusive os dons espirituais que Deus concede a cada cristão, devem ser colocados aos serviço de Deus e do seu Reino com nos ensina o nosso Mestre. Deus deseja não só que os seus filhos evitem o mal e o pecado mas também que eles pratiquem o bem em favor do seu próximo, por amor ao seu Filho Jesus, que nos comprou para Deus através do seu sangue.

terça-feira, 19 de março de 2019

Deus transforma o mal em bem

Ao longo da história da humanidade, vemos vários acontecimentos e neles podemos ver a soberania de Deus na vida do homem. Nos livros dos profetas dos Antigo Testamento a soberania de Deus é demonstrada na vida do povo de Israel. Vemos que Deus tudo controla e que nada pode impedir Deus de cumprir os seus planos.

O povo de Israel foi formado pela vontade de Deus, e antes de Adão e Eva pecarem Deus já tinha previsto todo o processo da formação do seu povo eleito. Deus fez um pacto com Abraão e avisou-o que o povo que seria formado a partir dele seria escravo na terra do Egito por quatrocentos anos. “então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas.” Gn 15:13-14.

Deus avisou o povo de Israel que eles deveriam converter-se dos seus pecados e que se eles não se convertessem sofreriam as consequências. Para isso Deus usou vários profetas como Isaías, Jeremias, Ezequiel, Oseias e Amós. “Dai voltas às ruas de Jerusalém; vede agora, procurais saber, buscai pelas praças a ver se achais alguém, se há um homem que pratique a justiça ou busque a verdade; e eu lhe perdoarei a ela. (...)Deixaria eu de castigar estas coisas, diz o Senhor, ou não me vingaria de nação como esta?” Jr 5:1,9

Esses profetas foram também usados por Deus para anunciar uma nova aliança que Deus, faria através do Messias. “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. Porque esta é aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, eles serão o meu povo.” Jr 31:31-33

Todos os pontos que Deus achou importantes para falar sobre o Messias foram então anunciados pelos seus profetas. Desde o pormenor sobre o local de nascimento do Senhor Jesus até a forma como morreria. “E tu Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde a eternidade.” Mq 5:1(...) Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressor; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intrecedeu.” Is 53:12

Ao longo de toda a história do povo de Israel nada saiu do controlo de Deus e Ele usou as intenções dos homens para levar a cabo os seus planos. Por isso, no momento certo, na plenitude dos tempos, o nosso Senhor Jesus veio a terra para ensinar ao homem a vontade do Pai Celeste e para cumprir o plano redentor de Deus, preparado desde a fundação do mundo. “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” Gl 4:4-5

Tudo o que os principais sacerdotes e fariseus planearam fazer contra Jesus foi transformado por Deus em bem, para benefício da humanidade. Como nos diz o Espírito Santo através do livro do profeta Isaías, Deus fez cair sobre o Senhor Jesus o castigo que nos era destinado para que pudessemos ser livres da condenação eterna que nos era destinada. “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moido pelas nossas iniquidade; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.(...)Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intrecedeu.” Is 53:4-5,12

Deus como soberano controla tudo; e hoje, por o plano de Deus da nossa redenção já estar cumprido, existe a Igreja de Jesus Cristo. Através do sangue do Cordeiro de Deus temos os nossos pecados perdoados e podemos achegar-nos a Deus para adorar a sua Bondade a sua Majestade. 

quarta-feira, 13 de março de 2019

Com a língua prevaleceremos

A Bíblia descreve vários tipos de relação do homem com Deus e divide-as em dois grupos principais: o ímpio ou perverso e o justo ou temente a Deus. Sabemos que o homem não tem uma existência independente de Deus e por isso, ou ele vive uma vida agradável a Deus ou tem uma vida desagradável para Deus. Tudo o que o homem faz é para Deus; e é Deus quem avalia e recompensa todas as atitudes do o homem.

Na epístola do apóstolo Paulo aos Romanos vemos a descrição da realidade do homem: “Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.”Rm 14:7-8.

O nosso Senhor Jesus, ofereceu-se na cruz do Calvário para morrer pelos nossos pecados e conquistou o direito de ser o Senhor tanto dos mortos como de vivos. “Foi precisamente para esse fim que morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.” Rm 14:9. A Igreja tem como Cabeça ao Senhor Jesus, que é o Senhor e o Juiz, e por isso o papel de julgar é dado apenas a Ele.

Como cristãos temos a obrigação de apontar o nome e a autoridade do Senhor Jesus para julgar tanto os vivos, como os mortos. Contudo, Pai Celeste não enviou o seu Filho ao mundo para nos condenar mas para nos salvar e para que a nossa relação com Deus pudesse ser de justos e tementes à Deus. O convite de Deus é por isso que abandonemos as atitudes do Reino da Trevas e nos acheguemos para o seu Filho Amado.

O Espírito Santo exorta-nos a não seguirmos o exemplo dos ímpios e descreve no livro dos salmos as atitudes do ímpio. “Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingindo. Corte o Senhor todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente, pois dizem: Com a língua prevalecemos, os lábios são nossos; quem é senhor sobre nós?” Sl 12: 2-3.

Os ímpios ou aqueles que praticam perversidades, esquecem-se que Deus está em todos os lugares, e que sabe todos os pensamentos dos homens. Por isso, têm atitudes que desagradam a Deus como espreitar o desamparado e planear o mal contra ele. “Diz ele, no seu íntimo: Deus se esqueceu, virou o rosto e não verá isto nunca” Sl 10:11. Muitas vezes chegam a pensar que Deus não ama o desamparado e que se esqueceu dele e que por isso, podem fazer todas as maldades que lhes passar pelas mentes.

Deus deseja que nos lembremos do seu Senhorio sobre a nossa vida; nada que temos é nosso, nem os nossos lábios, nem nenhuma parte do nosso corpo. Tudo nos foi dado por Deus e somos como que mordomos de tudo o que existe na nossa vida. Vemos isso nos versículos a seguir: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 1Co 6:19-20.

Assim temos de usar o nosso corpo de acordo com as instruções de Deus e para honrar a presença do Espírito Santo em nós. Como cristãos conscientes da vinda eminente do Senhor Jesus devemos também permitir que chama do Espírito Santo arda em nós. Cada cristão é responsável pelas suas atitudes e por fazer arder a chama do Espírito Santo que está em si. Como diz o nosso Mestre na parábola das dez virgens, o cristão é prudente quando têm azeite para alimentar as suas lâmpadas.

Por outras palavras, o cristão é prudente quando enche a sua vida com a presença do Espírito Santo de forma a estar pronto para a vinda do Senhor Jesus. Por tudo isso, teremos de dar conta da nossa vida a Deus. “Assim, pois cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” Rm 14:12. Todas as atitudes que a Bíblia indica que são atitudes de homens que não temem a Deus devem ser evitadas pelos cristãos.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Epístolas vivas

O nosso Mestre, o Senhor Jesus, antes de ascender ao céu e de assentar-se a dextra do Pai Celeste, ordenou aos seus discípulos que fossem por todo o mundo e pregassem o evangelho a todas as pessoas. Ainda hoje, o nosso Mestre ordena-nos o mesmo, que preguemos o evangelho a todas as pessoas.

No versículo a seguir vemos as palavras do Senhor Jesus. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” Mc 16:15-16. Essa missão deve ser encarada como obrigatória por todos os cristãos. Por outras palavras, todos os cristãos devem fazer missão.

No Novo Testamento vemos diversas formas como os cristãos desempenharam o seu papel de missionários. Podemos começar pelo apóstolo Paulo, que foi um dos maiores missionários da Igreja e que percorreu vários países para falar do evangelho. Apesar da atividade de um missionário de ser um trabalho de grande valor, não é o cristão que se escolhe a si próprio para ser evangelista. É o Espírito Santo quem escolhe e separa os cristãos que escolher para serem missionários: “Havia na igreja da Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado.” At 13:1-2.

Foi então por obediência ao Espírito Santo, que Paulo iniciou com Barnabé a sua primeira viagem missionária. “Enviado, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Seleuca e dali navegaram para Chipre. Chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas judaicas; tinham também João como auxiliar.” At 13:4-5.

Temos também, o exemplo de pessoas que foram missionárias nas suas próprias cidades, pois anunciaram que Jesus era o Messias a todas as pessoas da sua cidade, e trouxeram pessoas para a presença de Jesus para conhece-Lo e adora-Lo. A mulher samaritana, foi uma dessas pessoas.

A mulher samaritana, ao descobrir que Jesus era o Messias, deixou os seus afazeres para trás e foi chamar todos na cidade para conhecerem a Jesus. Ela não se importou com a má opinião que as pessoas tinham a seu respeito, e preocupou-se apenas em anunciar Jesus. Através dela, toda a cidade passou a saber que Jesus era o Messias e foram ter com Jesus para conhece-Lo e adora-Lo.

Podemos ver nos versículos a seguir como tudo sucedeu: “Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta. Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.(...) Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.(...) Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será esta, porventura, o Cristo?! Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele. (…) Muitos samaritanos daquela cidade creram nele, em virtude do testemunho da mulher, que anunciara: Ele me disse tudo quanto tenho feito” Jo 4:6-7,10, 29-30, 39

Apesar de nem todos os cristãos serem escolhidos para serem missionários como Paulo, e nem todos terem a unção do Espírito para irem pelo mundo a anunciar a Jesus, podemos ser como a mulher samaritana que não se importou com o que iriam pensar dela e anunciou para toda a cidade que Jesus era o Messias. Se não for possível, proclamar o nome de Jesus a toda a cidade, podemos proclamar o nome de Jesus, sendo Testemunhas vivas do seu Amor pelo homem pecador através do nosso arrependimento e conversão.

Podemos também anunciar as virtudes de Deus praticando diariamente o evangelho ou por outras palavras, como nos diz o Espírito Santo através da carta de Paulo aos coríntios, sendo epístolas vivas. Assim, através das nossas vidas aqueles que não conhecem a Jesus Cristo podem conhece-Lo através da observação e leitura das nossas atitudes diárias: “Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” 2Co 3:2-3

O nosso Mestre, deseja que as pessoas conheçam o seu Nome, se arrependam dos seus pecados, sejam batizados, como testemunho público, e que então se tornem discípulos do Senhor Jesus. Para ser discípulos os cristãos têm de ser ensinados a guardar tudo aquilo que que Senhor Jesus nos ensinou. “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.” Mt 28:19-20.

O objetivo de Deus Pai e no Senhor Jesus é que cada cristão possa guardar diariamente no seu coração, os ensinamentos do Mestre e e pratica-los diariamente. Através da vivência diária dos cristãos Deus deseja mostrar aqueles que não O conhecem o modo como devem viver de forma a agrada-Lo, e incentivar aqueles que desejam ser discípulos de Jesus Cristo a guardar tudo o que o Senhor Jesus nos ensinou.

terça-feira, 5 de março de 2019

Preservem-me a sinceridade e a retidão


Algumas vezes os cristãos pensam na proteção de Deus nas várias situações da vida, para que possam prosseguir sem ser atingidos pelo mal. Deus, de facto protege os cristãos que O temem e que lhe são fieis. Contudo, uma parte da proteção que o cristão precisa pode vir das suas próprias atitudes. Por esse motivo podemos ver ao longo da Bíblia que Deus aconselha-nos a ter cuidado, sermos prudentes e a vigiar.

Se o cristão for cauteloso e atento ao que se passa a sua volta, ele evita o pecado e tudo o que lhe possa afastar de Deus. Devemos recordar-nos diariamente que Jesus voltará a qualquer momento e que precisamos de estar em condições de ir com o Senhor quando levar a sua Igreja. Vemos a seguir a recomendação do Mestre para que vigiemos: “Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes. As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; no entanto as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas. (…) Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.” Mt 25: 1-4, 13. O papel de vigiarmos cabe a nós próprios embora Deus ajude-nos com o seu Santo Espírito.

Para manter a chama do Espírito Santo acesa nos seus corações os cristãos têm de abster-se de algumas coisas e praticar outras coisas. Tudo o que desagrada ao Espírito Santo, faz apagar a chama do Espírito dentro de cada cristão. Coisas como ódio, amargura, inveja, contendas, iras, entristecem o Espírito Santo, e fazem-no afastar-se de nós, como vemos a seguir: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à conscupisciência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura, seja do vosso querer. (…) Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” Gl 5:16-17,19-21.

Contudo, se praticarmos coisas que sejam agradáveis ao Espírito Santo, a chama do Espírito Santo arderá mais em nós e aumentaremos a nossa comunhão com Deus. Sabemos que o Espírito Santo luta para que nós andemos na paz, alegria, amor, longanimidade, benignidade, bondade, na fidelidade, mansidão e no domínio próprio. Se procurarmos andar em benignidade, integridade para com Deus e retidão, o Espírito Santo se alegrará e evitaremos também o pecado.

No versículo seguinte da epístola aos gálatas, vemos o que o Espírito gera na vida do cristão: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gl 5:22-23. Se vigiarmos, se nos desviarmos de tudo o que conduz as obras da carne, e nos aproximaremos das coisas que agradam ao Espírito Santo a Sua chama aumentará em nós.

O salmista no salmos 25 pedia a Deus que a sinceridade, ou por outras palavras, a integridade, e a retidão o guardassem ao longo da sua vida, porque ele desejava seguir os caminhos de Deus e precisava do favor do Senhor Deus. “Preservem-me a sinceridade e a retidão, porque em ti espero.” Sl 25:21 Ele tinha a consciência de que se desejasse esperar pelas bênçãos do Senhor tinha de andar conforme os ensinos de Deus; por isso ele pede também que Deus ensine-o as Suas veredas.

Vemos a seguir o pedido de conhecimento de Deus do salmista: Faze-me, Senhor, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. Guia-me na tua vereda e ensina-me pois tu é o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia.” Sl 25: 4-5. O andar em sinceridade ou integridade para com Deus, o ajudaria a preservar-se do mal e da corrupção do mundo a sua volta.

Hoje, a cada dia, precisamos da proteção de Deus para nos conduzir-mos fielmente nos caminhos de Deus. Se andarmos com integridade para com Deus e em retidão nos preservaremos de muita coisa má e assim manteremos a nossa vida protegida do mal que tenta afastar-nos de Deus a cada momento.