quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A graça que me foi dada

Paulo foi um homem alcançado pela graça de Deus mesmo sendo um perseguidor da Igreja de Jesus Cristo. Paulo ao longo da sua vida testemunhou o poder da graça de Jesus Cristo, que podia alcançar a todos os homens, tantos os gentios como aos judeus.
O apóstolo Paulo foi um evangelista que assumia que a revelação do evangelho que recebera era fruto da graça de Jesus Cristo, e não do seu esforço ou das qualidades da sua pessoa. Paulo relata que os outros apóstolos, considerados a coluna da Igreja, quando souberam da graça que lhe havia sido dada abençoaram-no para que fosse aos gentios pregar o evangelho que recebera diretamente de Jesus Cristo.
Os apóstolos referidos por Paulo são: Tiago, Cefas e João, que tinham uma grande comunhão com Jesus Cristo e também eram cheios dos Espírito Santo e por isso, eram considerados como a coluna da Igreja. Podemos ver as palavras de Paulo no versículo seguinte: “e, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João que eram reputados como colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fossemos para os gentios, e eles, para a circuncisão” Gl 2:9.
Para além do evangelho que recebera, Paulo refere também que a salvação que usufruía era também fruto da imensa graça do nosso Senhor Jesus Cristo, pois o nosso Mestre o amou apesar de Paulo ser um pecador e se entregou a si mesmo para a salvação de Paulo (Gl 2:20).
A imensa grança de Jesus Cristo não só se mostrou pela salvação que concedeu a Paulo e outros apóstolos mas pela doação do seu Santo Espírito e pela operação de maravilhas e prodígios a todos que necessitavam. O apóstolo Paulo refere: “Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, (…) Gl 3:5.
O apóstolo João refere que o nosso Senhor Jesus, se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade como podemos ver a seguir: “ E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigénito do Pai” Jo 1:14. Ainda hoje podemos ver a graça de Deus cada vez que um homem é salvo e a sua Verdade acessível a nós através da sua Palavra.
Paulo tornou-se num famoso evangelista, pelas suas várias viagens missionárias, onde pode proclamar a Verdade que o alcançou. A graça de Jesus Cristo foi sempre louvada por Paulo que reconhecia, que o poder para pregar o Evangelho e que fluía da sua vida, realizando curas e prodígios, era obra da graça de Jesus Cristo.
A transformação que se dera em Paulo, de perseguidor da Igreja a apóstolo de Jesus, era vista por ele como a graça de Deus, que o alcançou mesmo não merecendo. Apesar de ter trabalhado mais do que os outros apóstolos pela divulgação do evangelho, Paulo afirmava: “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.” 1 Co 15:10.
Por considerar o evangelho que recebera uma graça, Paulo compartilhava com alegria o evangelho em todos os locais por onde passava e reconhecia que os que ouviam e aprendiam com ele o evangelho partilhavam, na verdade a graça que recebera de Deus.
Hoje, cada cristão pode afirmar da mesma forma que tudo o temos, a salvação, o Santo Espírito de Deus vêm da grande graça de Jesus Cristo, o Verbo de Deus. Os cristãos, receberam a salvação não porque tinham algo de bom em si mesmos, mas porque Deus nos amou e se entregou por amor a nós, pecadores. Hoje a Graça continua abundante naquele que é Senhor e Rei, e por isso podemos achegar-nos ao trono da Graça, pois Jesus está sempre disposto para ouvir-nos e atender-nos.

domingo, 25 de outubro de 2015

Soldados de Cristo Jesus

 
Os cristãos fazem parte de um imenso exército cujo capitão é o nosso Senhor Jesus Cristo. Como tal, cada cristão é um soldado, que para manter-se em condições para lutar necessita de um determinado estilo de vida e a utilização de uma armadura própria para a sua proteção.
 
O apóstolo Paulo diz-nos na sua segunda carta a Timóteo que cada um de nós que fomos arregimentados por Jesus Cristo, não podemos nos comprometer com os negócios desta vida para podermos agradar totalmente ao nosso capitão, a Jesus Cristo. “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou.” 2Tm 2:4.
 
O mundo e as suas riquezas têm diversos atrativos que podem desviar os cristãos dos objetivos principais da vida cristã, por outras palavras, podem desviar o cristão do objetivo de assemelhar-nos em carater ao nosso Mestre e de crescer espiritualmente. O nosso Senhor Jesus adverte-nos que não podemos servir as riquezas, ou a Mamon, e ao mesmo tempo servir a Deus.
 
O ser humano tem a escolha de afeiçoar-se a um dos senhores: ou as riquezas ou a Deus, mas não pode afeiçoar-se aos dois. Isto porque os valores do Senhor, de amor e ajuda ao próximo são opostos ao amor ao dinheiro, a vontade de acumular riquezas e a negação de partilhar com aqueles que sofrem necessidades.
 
O nosso Mestre diz-nos isto usando as seguintes palavras:” Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar a outro, ou devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” Mt 6:24.
Por isso o cristão deve definir-se e entregar o seu coração aos objetivos do Mestre, e negar a vontade de entesourar para si mesmo, sem ajudar ao próximo. Os valores do Mestre fazem o cristão viver de uma determinada maneira colocando em primeiro lugar a justiça, a fé, o amor e a paz, em obediência ao nosso Senhor Jesus.

O apóstolo Paulo  aconselhou, por isso, a Timóteo a fugir das paixões da mocidade e a seguir pelo contrário a justiça, a fé, o amor e a paz própria daqueles que invocam ao Senhor: “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.” 2Tm 2: 22.
 
Para lutarmos a cada dia ao lado do nosso Mestre precisamos também de vestir uma armadura para podermos ficar firmes perante as investidas do nosso inimigo. Assim, temos de cingir-nos com a verdade, como se fosse um cinto, que mantem a roupa cingido ao corpo. Isto porque ao obrigar-nos a nossa alma e as nossas emoções a crerem na Palavra, evitamos crer em mentiras como ideias de autocomiseração e de medo.
 
Devemos também vestir-nos na couraça da justiça para protegermos a nossa alma, a cada dia, de todas as ideias e atos que são contra a Palavra de Deus, de forma a mantermos o nosso coração puro, ou seja, livre de invejas, falta de perdão, de sentimentos de ódio, e assim, termos um coração justo como deseja o nosso Mestre (Ef 6:14).
 
Também devemos calçar os pés com os sapatos que nos permitam andar de forma digna e desempenhar o papel que nos cabe como embaixadores de Cristo; ou seja, para divulgarmos o evangelho da paz e da reconciliação (Ef 6:15). A vontade do nosso Deus é que todos conheçam a Verdade e saibam que Jesus Cristo é o nosso Salvador.
 
O nosso escudo, que nos permite apagar os dardos inflamados do Maligno é a nossa fé, a plena convicção no nosso Deus e nas suas promessas, independentemente das circunstâncias. Por isso a Bíblia refere que o soldado de Deus, o justo dirigirá os seus passos, ou seja viverá, não pelo que vê, mas pela sua fê no nosso Senhor Jesus Cristo (Gl 3:11).
 
Para nos proteger de ideias e pensamentos que possam direcionar os nosso passos de forma errada devemos colocar nas nossas cabeças o capacete da salvação (Ef 6:17). A certeza da salvação e da eternidade com Deus é uma poderosa defesa contra a insegurança, dúvidas e outras obras do adversário das nossas almas.
 
A nossa espada, a Palavra de Deus, é a nossa única arma contra as investidas do nosso inimigo e foi essa a arma que o nosso Senhor Jesus usou quando foi tentado por Satanás. Temos de nos recordar a cada dia que a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra os principados e potestades, contra as forças espirituais do mal nos lugares celestiais (Ef 6:12).
 
Também devemos orar pelos outros soldados, suplicar pelas suas vidas e por todos aqueles que nos rodeiam (Ef 6:18). Isto para que possamos estar em condições de lutar espiritualmente contra o nosso adversário e podermos nos manter ao lado do nosso Mestre, o comandante do exercito de Deus.
 

domingo, 18 de outubro de 2015

O Senhor vê todos os nossos pensamentos

O ser humano por estar acostumado a lidar com os outros homens que veem apenas as atitudes exteriores, como o que falamos ou que fazemos, acaba por pensar que Deus é também como o homem, que apenas vê as atitudes exteriores. No entanto, Deus não é como o homem, ele vê todo o nosso coração e por isso sabe tudo o que pensamos, e todas as nossas emoções.
Por este motivo Davi aconselhou ao seu filho Salomão a servir a Deus com um coração íntegro e com uma alma voluntária, sem sentir-se obrigado, pois o nosso Deus esquadrinha todo o nosso coração e penetra em todos os desígnios do nosso pensamento (1 Co 28:9).
Davi seguiu este princípio e quando ofertou a Deus, juntamente com o seu povo afirmou: ”Bem sei, meu Deus, que tu provas os corações e que sinceridade te agradas; eu também, na sinceridade do meu coração, dei voluntariamente todas estas coisas; acabo de ver com alegria que o teu povo, que se acha aqui, te faz ofertas voluntariamente.” 1Co 29:17.
O profeta Jeremias diz que o nosso Deus prova os justos, aqueles que seguem o nosso Senhor Jesus, e esquadrinha os afetos e o coração (Jr 20:12). Todos os nossos pensamentos são conhecidos por Deus,bem como todas as emoções do nosso coração. O justo é provado por Deus, pois Deus deseja saber o que vai no nosso coração e ver que o amamos.
A Bíblia refere que um profeta afirmou as seguintes palavras a um rei de Judá: “Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele; nisto procedeste loucamente; por isso, desde agora, haverá guerras contra ti.” 2Cr 16:9. O rei a quem o profeta dirigiu essas palavras, não confiou no Senhor Deus, mas sim no rei da Síria e Deus deseja que confiemos Nele que recorramos a Ele para resolver os nossos problemas.

O nosso Deus atenta não só para as nossas atitudes exteriores, mas também para as interiores e vê quando pecamos em pensamento, como por exemplo, quando planeamos fazer algum mal a alguém, quando duvidamos do poder do Senhor, ou quando fazemos das riquezas o nosso principal motivo de descanso.

O nosso Mestre deu-nos o caso de um homem que depois de um trabalho duro e honesto obteu uma grande colheita. Contudo, perante a abundancia das suas riquezas, o homem pecou perante Deus pensando consigo mesmo desta maneira: “E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros e reconstrui-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi a minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.” Lc 12:18-19.

O rico fazendeiro colocou toda a sua esperança e toda a sua alegria nas riquezas para ter uma vida próspera e não pensou no seu próximo, naqueles que passavam necessidades, nem na sua vida após a morte. Por isso Deus chama-lhe de louco, pois naquela noite morreria e tudo o que tinha armazenado ficaria na terra: “Mas Deus disse-lhe: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; o que tens preparado para quem será?” Lc 12: 20.

Deus deseja que O amemos de todo o nosso coração e isso inclui pensarmos no nosso Deus com temor e com confiança e nosso próximo com amor. Deus deseja que amemos o nosso próximo como a nós mesmos e que socorramos aqueles que estão em necessidade ou em sofrimento. Assim, todo o nosso coração é esquadrinhado por Deus, quanto ao que pensamos e sentimos. Devemos por isso obrigar-nos a pensar de forma coincidente com a Palavra de Deus, de amaneira a agradar ao nosso Senhor e sobretudo para não pecarmos contra o nosso Deus.

 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Era capaz de parar de orar por trinta dias?

Nos dias de hoje os cristãos enfrentam vários desafios que muitas vezes implicam que escolham entre a sua fé e a sua vida, com as suas comodidades. Muitas vezes somos tentados, devido a esses desafios, a deixar de lado a nossa fé; mas, o nosso Senhor Jesus estimula-nos a não só prosseguirmos em frente perante as diversidades, mas também, a perseverar na oração.
O nosso Mestre convida-nos a renegar a nossa carne, a carregar a nossa cruz a e segui-lo. O nosso Senhor Jesus adverte-nos que nesta vida, quem tentar salvar a sua vida, perdê-la-á; e que quem perder a sua vida, de facto salvá-la-á (Mc 8:34-35). Mesmo que o homem consiga ganhar o mundo inteiro, o nosso Senhor Jesus diz-nos: ”Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Mr 8:36.
Na vida cristã, um dos elementos mais importantes é a oração. Através da oração o crente desenvolve intimidade com Deus, pois é uma forma de comunicar-se com o seu Criador. O nosso Mestre estimula-nos a perseverar na oração, sem esmorecer, mesmo que a resposta pareça demorada como vemos no evangelho de Lucas: “Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre sem nunca esmorecer:” Lc 18:1.
Daniel foi um exemplo de um homem que nunca deixou de perseverar na oração mesmo perante a ameaça de morte. Daniel era um dos três presidentes da Babilónia, que regiam as atividades dos cento e vinte sátrapas que o rei Dário tinha elegido para governar o reino. Os restantes presidentes e sátrapas procuravam forma de acusar Daniel perante o rei e não encontravam porque Daniel era fiel ao rei (Dn 6:4).
A forma que os adversários de Daniel encontraram foi procurar alguma coisa através da lei do seu Deus. Então os presidentes e os sátrapas foram ter com o rei Dário e propuseram-lhe a publicação um decreto no qual qualquer homem que fizesse alguma petição a Deus ou a qualquer homem que não fosse ao rei, durante trinta dias, fosse lançado na cova dos leões, para ser morto (Dn 6:7).
O rei concordou com o decreto e Daniel quando soube que o decreto estava assinado, teve a reação contrária a qualquer homem nos dias de hoje. Normalmente, as pessoas querem preservar-se, e sobretudo preservar a sua vida familiar, estatuto social, entre outras coisas e perante uma ameaça como a que Daniel sofreu, não pensariam duas vezes. Afinal, o decreto apenas proibia que se orasse por um mês! O que é um mês?
Mas Daniel não pensou assim! Apesar de período de tempo ser curto, Daniel preferiu continuar a orar a Deus e perder a sua vida. Para Daniel Deus era o mais importante para ele, e quando enfrentou a possibilidade de morte ele preferiu a Deus e continuou a orar.
A Bíblia descreve a resposta de Daniel ao interdito assim: ”Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima do seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus como costuma a fazer.”Dn 6:10.
Naturalmente, os homens que criaram o decreto, verificaram que Daniel continuava a orar a Deus e acusaram-no perante o rei Dário de desobediência ao interdito publicado. Apesar de triste o rei Dário aceitou a condenação de Daniel a morte na cova dos leões e disse a Daniel que esperava que Deus o livrasse dos leões (Dn 6:16).
Depois de uma noite sem dormir, o rei Dário espantou-se ao ver Daniel vivo quando foi verificar a cova dos leões! Deus enviou o seu anjo que fechou a boca dos leões e impediu que Daniel fosse devorado! Daniel proclamou o milagre com as palavras: “O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achado em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito nenhum.” Dn 6:22.
Daniel perante a hipótese de ficar um mês sem orar, preferiu continuar a orar a Deus e enfrentar a morte sendo lançado numa cova cheio de leões. Hoje em dia perante ameaças menores, como falta de tempo, má disposição, entre outros imprevistos somos inclinados a deixar de orar. Mas perante as advertências do nosso Mestre será que iriamos conseguir ficar um mês sem orar?

sábado, 10 de outubro de 2015

Jesus, a pedra angular

 
O salmista Davi profetizou o aparecimento à terra de um Messias que seria a pedra angular, a pedra aprovada, preciosa e solidamente assentada  da Igreja (Sl 118:22). Essa pedra seria a pedra angular, a pedra de esquina, que teria como papel alinhar toda a construção da Igreja. O profeta Isaías profetizou também o aparecimento da pedra angular da Igreja, ou seja, do nosso Senhor Jesus.
O profeta Isaías usa as palavras: “Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada; aquele que crer não foge.” Is 28:16. Jesus Cristo é a pedra angular da Igreja, aquele que pelo seu sacrifício permite a entrada dos homens no reino de Deus e que pelo seu exemplo e também pelo seu Espírito, alinha a vida dos crentes, permitindo que a Igreja cresça em número e em maturidade em direção a sua própria imagem.
Jesus Cristo é a pedra angular provada por Deus, pela sua vida na terra, pela santidade com que viveu mesmo quando tentado; e é precioso por ter salvado toda a humanidade com o seu sacrifício vicário. Aqueles que creem em Jesus Cristo não fogem do seu Senhor. Pelo contrário são atraídos pelo Senhor e o seguem, como ovelhas ao seu pastor.
Os cristãos são pedras vivas deste santuário que é a Igreja, e são ajuntados e firmados no fundamento dos profetas e dos apóstolos; e juntos, são um templo, uma casa espiritual para serem, ao mesmo tempo, sacerdócio santo, a fim de oferecerem sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.
O apóstolo Pedro utiliza o nome, pedra angular para referir-se de Jesus Cristo e chama os cristãos de pedras que vivem nos seguintes versículos: “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.” 1Pe 2:4-5.
O povo de Deus, os cristãos são, portanto, um edifício, as pedras de um santuário, cuja a pedra angular, a pedra principal é o nosso Senhor Jesus Cristo. Apesar de rejeitado pelos homens da sua época, Jesus Cristo foi aprovado por Deus, para ser o Cordeiro de Deus e para julgar toda a humanidade. Jesus Cristo mostrou na terra através de prodígios, milagres e da sua ressurreição, que era o Messias que iria reinar eternamente. “A pedra que os construtores rejeitaram essa veio a ser a principal pedra, angular;” Sl 118:22.
Os cristãos por fazerem parte do mesmo edifício que Jesus Cristo, a pedra angular, têm de ter as mesmas qualidades que a pedra principal, para que o edifício esteja sempre adequado a oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus. Por isso os cristãos devem viver em santidade, por outras palavras de uma maneira distinta da maneira do mundo viver.
O apóstolo Pedro refere: “ Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” 1Pe 2:9. Se fomos chamados para a maravilhosa luz de nosso Senhor Jesus já não podemos ser participantes com as obras das trevas.
Por isso o apóstolo Paulo questiona, no versículo a seguir, se pode haver alguma sociedade entre a justiça e a iniquidade ou que comunhão pode haver entre a luz e as trevas. O apóstolo questiona ainda se pode haver alguma harmonia entre Cristo e o Maligno, que são de reinos opostos. “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” 2Co 6:14-15. Por isso os crentes devem, viver de forma diferente do mundo, como cidadãos do reino da luz, para serem semelhantes a Jesus, a pedra angular da Igreja.

domingo, 4 de outubro de 2015

Os olhos do Senhor tudo veem


Muitas pessoas espantam-se com o número de indivíduos que praticam o mal, que não são obedientes a Deus mas que prosperam. Com estas pessoas parece que tudo vai bem e muitos pensam que Deus não nota as suas iniquidades, e que não faz distinção entre o justo e o perverso. Mas a Bíblia afirma que os olhos do Senhor tudo veem, tanto os caminhos dos justos como dos perversos.
O livro de Jó descreve que os olhos do Senhor estão sobre os caminhos do homem e veem todos os seus passos (Jó 34: 21). Para os justos esta é uma certeza maravilhosa que lhes estimula a guardar os preceitos do Senhor e andar nos caminhos do Mestre. “Bem-aventurados os que guardam a retidão e o que pratica a justiça em todo o tempo.” Sl 106:3.
No entanto, para os perversos, é uma chamada de atenção pois não há nada que possa esconder o homem dos olhos do Senhor. “ Não há trevas nem sombra assaz profunda, onde se escondam os que praticam a iniquidade.” Jó 34: 22. Todos os atos do homem são vistos por Deus. Não há nada que possa encobrir o homem de Deus.
Todos os que cometem pecados devem ter a consciência que Deus os observa enquanto pecam e que não há nada que os possa encobrir os seus pecados de Deus, porque os olhos do Senhor estão sobre todos os caminhos do homem. “Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos; ninguém se esconde diante de mim, nem se encobre a sua iniquidade aos meus olhos” Jr 16:17.
Para aqueles que se espantam com a prosperidade dos perversos e com o bem-estar deles Deus diz: “O que fez o ouvido, acaso, não ouvirá? E que formou os olhos será que não enxerga?”Sl 94:9. Deus não se agrada com estas interrogações: “Enfadais o Senhor com vossas palavras; e ainda dizeis: Em que o enfadamos? Nisto, que pensais: Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do Senhor, e desses é que ele se agrada; ou onde está o Deus do juízo?” Ml 2:17.
Deus reservará um dia em que mostrará o apreço que tem pelos que praticam as suas obras e que andam nos seus caminhos. Os que seguem ao Senhor serão poupados da ira de Deus contra os pecados do homem. “Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que eu preparei, diz o Senhor dos Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve” Ml 3:17.
Deus atenta para os caminhos do bom e dos maus pois os seus olhos estão em toda a parte (Pv 15:3). Não devemos interrogar-nos sobre Deus e duvidar da sua atenção aos caminhos dos perversos. Os crentes podem também descansar porque Deus observa todas as obras feitas de acordo com a sua Palavra e que no fim recompensará os crentes.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O amor ao dinheiro


O amor ao dinheiro foi indicado pelo apóstolo Paulo como a raiz de todos os males. Os cristãos são advertidos de que, os que amam o dinheiro e que querem possuí-lo em grandes quantidades, ou seja, ficar ricos caem em tentação, e cilada, bem como em muitas concupiscências insensatas e perniciosas que fazem o cristão afogar na fé e cair na perdição (1Tm 6-9).
A tentação é a forma como o diabo alicia os crentes a fazer o que desagrada a Deus e por isso, é uma forma de afastar o cristão da presença e da comunhão com Deus. A Bíblia descreve que o diabo utiliza as concupiscências para aliciar o homem a cair em tentação. O diabo ao tentar a Jesus Cristo utilizou as mesmas concupiscências, que a tentação da Eva no jardim do Éden, mais concretamente, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida (Mt 4:3-9).
O amor ao dinheiro abre portas para que o crente caia em tentações, não só do diabo mas também da sua própria carne. Como o dinheiro possibilita a aquisição de muitos bens e o desfrutar de muitos prazeres, quando o crente ama o dinheiro acaba por ser atraído por tudo aquilo que pode ser adquirido pelo dinheiro e consequentemente atraído pelas concupiscências.
Assim, o crente fica suscetível as concupiscências da carne, aos prazeres que se encontra no comer, beber e no sexo. Da mesma forma conduz os seus passos em direção a tudo o que possa comprar e que que atraia o seu olhar, pela sua beleza, singularidade ou pelo fato de representar um status social. Como a sociedade vende bens em grande quantidade e beleza, o crente acaba por desejar possuir cada vez mais.
Desta forma o crente acaba por deixar-se conduzir pela soberba da vida, por tudo o que possa distingui-lo dos outros e mostrar as suas posses ou posição social. Os valores do Mestre, como a humildade e amor ao próximo, acabam por ficar em segundo plano e o crente afasta-se progressivamente dos caminhos de Deus.
A Bíblia descreve que Herodes foi levado pela concupiscência da carne e por isso, ao ver a filha se Herodias a dançar, ficou impressionado e com isso prometeu, sob juramento, dar-lhe tudo o que ela pedisse. Depois de consultar a sua mãe, a jovem pediu a cabeça de João Batista numa bandeja. Assim, Herodes acabou por assassinar a João Batista, um profeta de Deus, mesmo contra a sua vontade (Mt 14: 6-11). Este exemplo mostra como a concupiscência da carne pode levar a pecados mais sérios.
Outra diretriz do nosso Mestre para a vida do crente, particularmente, a não preocupação com as coisas da vida, acaba por ser abandona quando o crente deixa-se levar pela cobiça do dinheiro. A preocupação sufoca a Palavra e impede a frutificação da semente implantada no crente. “A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer” Lc 8:14.
O amor ao dinheiro, leva portanto, não só a avareza, a vontade de possuir mais e mais para si, e maior dificuldade em dar, como também leva a pensamentos que desagradam a Deus. Assim, o amor ao dinheiro leva um coração impuro e consequentemente a um afastamento da santidade planeada por Deus para nós.
O apóstolo Paulo descreve que o esmorecer da fé do crente com as seguintes palavras: ”Ora o que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruída e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” 1Tm 6:9-10.
O apóstolo João aconselha-nos por isso a não amar o mundo, nem aquilo que o mundo oferece. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que está no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” 1Jo 2:15-16.
Para não amarmos o dinheiro devemos seguir o conselho que o apóstolo Paulo dirigiu aos gálatas: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer” Gl 5:16-17.