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terça-feira, 9 de julho de 2019

Geazi, o servo que amou o dinheiro

No Novo Testamento estão descritas vários conselhos para os cristãos acerca de coisas que podem afastar-nos da fé cristã. Entre estas coisas está o amor ao dinheiro. O amor ao dinheiro é algo que faz com que surjam outros sentimentos pecaminoso no coração do homem como, inveja, avareza, orgulho, entre outras coisas, que vai destruir a fé cristã.

Por isso o Espírito Santo aconselha-nos através da epístola do apóstolo Paulo a Timóteo, a não amarmos o dinheiro, pois isso é como uma raiz que possibilita que cresça no coração todos os tipo de males. “Ora os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmo se atormentaram com muitas dores.”1 Tm 6:9-10.

Geazi, foi um homem foi um servo de Eliseu que o acompanhou em momentos importantes da sua vida e que por isso assistiu grandes milagres de Deus feitos através de Eliseu. Apesar de ter estado perto do profeta Eliseu e de ter conhecido o poder de Deus, Geazi, amou mais o dinheiro do que a Deus e pecou gravemente contra Deus.

O primeiro milagre presenciado por Geazi foi a conceção milagrosa de uma rica mulher sunamita. Este milagre aconteceu porque Eliseu quis recompensar a generosidade da mulher Sunamita, pois ela diversas vezes ofereceu-lhe pão e mais tarde construiu um quarto para ele junto do muro da sua casa. Como a sunamita não mostrou querer nenhuma recompensa, Geazi sugeriu que ela poderia querer um filho, visto que apesar de ser casada não tinha nenhum filho.

Vemos como tudo se passou no versículo seguinte: “Então, disse ao seu moço Geazi: Chama esta sunamita. Chamando-a ele, ela se pôs diante do profeta. Este dissera ao seu moço: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com muita abnegação; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale a teu favor ao rei ou ao comandante do exército? Ela respondeu: habito no meio do meu povo. Então, disse o profeta: que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho. Disse Eliseu: Chama-a. Chamando-a ele, ela se pôs à porta. Disse-lhe o profeta: Por este tempo, daqui a um ano, abraçarás um filho. Ela disse: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva. Concebeu a mulher e deu a luz um filho, no tempo determinado, quando fez um ano, segundo Eliseu lhe dissera.” 2 Rs 4:12-17.

O segundo milagre foi quando um chefe do exército do rei da Síria, chamado Naamã dirigiu-se ao rei de Israel, com uma carta do rei da Síria, pedindo para ser curado da lepra. Eliseu ouvindo que o rei de Israel rasgou as vestes, quando leu a carta do rei da Síria que pedia que curasse a Naamã, enviou uma mensagem dizendo que conduzisse a ele para que fosse curado.

Nos versículos a seguir vemos como tudo se sucedeu: “Ouvindo, porém, Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel. Veio, pois, Naamã com os seus cavalos e seus carros e parou à porta da casa de Eliseu. Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo.(...) Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança e ficou limpo.” 2 Rs 5: 8-9;14.

Apesar de estar perto de um homem de Deus e de ter assistido os milagres que Deus operou através de Eliseu, Geazi, não temeu a Deus e foi ter com Naamã e mentiu-lhe dizendo que o profeta precisava que lhe dessem dinheiro. Vemos isso a seguir: “Então, foi Geazi em alcance de Naamã; Naamã, vendo que corria atrás dele, saltou do carro a encontra-lo e perguntou: Vai tudo bem? Ele respondeu: Tudo vai bem; meu senhor me mandou dizer: Eis que, agora mesmo vieram a mim dois jovens, dentre os discípulos dos profetas da região montanhosa de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas vestes festivais.” 2 Rs 5:21-22.

Ao enganar a Naamã para ficar com o dinheiro que este queria dar a Eliseu, Geazi pecou gravemente e o profeta Eliseu ficou indignado com ele porque tinha ido com ele em espírito e viu tudo quanto Geazi fizera. Como castigo pela atitude de Geazi Eliseu proferiu que tanto Geazi como a sua descendência ficariam com a lepra de Naamã. 

Nos versículos seguintes vemos as palavras do profeta Eliseu: “Ele, porém, entrou e se pôs diante de seu senhor. Perguntou-lhe Eliseu: Donde vens, Geazi? Respondeu ele: Teu servo não foi a parte nenhuma. Porém ele lhe disse: Porventura, não fui contigo em espírito quando aquele homem voltou do carro, a encontrar-te? Era isto ocasião para tomares prata e para tomares vestes, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas? Portanto, a lepra de Naamã se apegará a ti e à tua descendência para sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve.” 2 Rs 5:25-27.

Geazi, é um exemplo de alguém que afastou-se de Deus por causa do seu amor ao dinheiro. Outras pessoas na Bíblia deixaram-se levar pelo amor ao dinheiro e perderam-se na fé. Para não corrermos os risco de nos afastar de Deus, o Espírito Santo, ensina-nos a não amar o dinheiro, nem aquilo que o dinheiro proporciona no mundo a nível de status social. Quando o homem ama o mundo e os seus status o amor do Pai deixa de estar nele e ele deixa o caminho da salvação.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O amor ao dinheiro


O amor ao dinheiro foi indicado pelo apóstolo Paulo como a raiz de todos os males. Os cristãos são advertidos de que, os que amam o dinheiro e que querem possuí-lo em grandes quantidades, ou seja, ficar ricos caem em tentação, e cilada, bem como em muitas concupiscências insensatas e perniciosas que fazem o cristão afogar na fé e cair na perdição (1Tm 6-9).
A tentação é a forma como o diabo alicia os crentes a fazer o que desagrada a Deus e por isso, é uma forma de afastar o cristão da presença e da comunhão com Deus. A Bíblia descreve que o diabo utiliza as concupiscências para aliciar o homem a cair em tentação. O diabo ao tentar a Jesus Cristo utilizou as mesmas concupiscências, que a tentação da Eva no jardim do Éden, mais concretamente, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida (Mt 4:3-9).
O amor ao dinheiro abre portas para que o crente caia em tentações, não só do diabo mas também da sua própria carne. Como o dinheiro possibilita a aquisição de muitos bens e o desfrutar de muitos prazeres, quando o crente ama o dinheiro acaba por ser atraído por tudo aquilo que pode ser adquirido pelo dinheiro e consequentemente atraído pelas concupiscências.
Assim, o crente fica suscetível as concupiscências da carne, aos prazeres que se encontra no comer, beber e no sexo. Da mesma forma conduz os seus passos em direção a tudo o que possa comprar e que que atraia o seu olhar, pela sua beleza, singularidade ou pelo fato de representar um status social. Como a sociedade vende bens em grande quantidade e beleza, o crente acaba por desejar possuir cada vez mais.
Desta forma o crente acaba por deixar-se conduzir pela soberba da vida, por tudo o que possa distingui-lo dos outros e mostrar as suas posses ou posição social. Os valores do Mestre, como a humildade e amor ao próximo, acabam por ficar em segundo plano e o crente afasta-se progressivamente dos caminhos de Deus.
A Bíblia descreve que Herodes foi levado pela concupiscência da carne e por isso, ao ver a filha se Herodias a dançar, ficou impressionado e com isso prometeu, sob juramento, dar-lhe tudo o que ela pedisse. Depois de consultar a sua mãe, a jovem pediu a cabeça de João Batista numa bandeja. Assim, Herodes acabou por assassinar a João Batista, um profeta de Deus, mesmo contra a sua vontade (Mt 14: 6-11). Este exemplo mostra como a concupiscência da carne pode levar a pecados mais sérios.
Outra diretriz do nosso Mestre para a vida do crente, particularmente, a não preocupação com as coisas da vida, acaba por ser abandona quando o crente deixa-se levar pela cobiça do dinheiro. A preocupação sufoca a Palavra e impede a frutificação da semente implantada no crente. “A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer” Lc 8:14.
O amor ao dinheiro, leva portanto, não só a avareza, a vontade de possuir mais e mais para si, e maior dificuldade em dar, como também leva a pensamentos que desagradam a Deus. Assim, o amor ao dinheiro leva um coração impuro e consequentemente a um afastamento da santidade planeada por Deus para nós.
O apóstolo Paulo descreve que o esmorecer da fé do crente com as seguintes palavras: ”Ora o que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruída e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” 1Tm 6:9-10.
O apóstolo João aconselha-nos por isso a não amar o mundo, nem aquilo que o mundo oferece. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que está no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” 1Jo 2:15-16.
Para não amarmos o dinheiro devemos seguir o conselho que o apóstolo Paulo dirigiu aos gálatas: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer” Gl 5:16-17.