domingo, 30 de junho de 2019

O elo da perfeição


Ao longo do Novo Testamento O Espírito Santo utiliza as várias palavras dos apóstolos para advertir-nos a revestir-nos no nosso homem interior de várias virtudes para que possamos caminhar de forma digna da vocação cristã. As principais virtudes com que nos devemos revestir são aquelas que fazem com que o nosso carácter se assemelhe ao carácter do nosso Mestre e Senhor, Jesus Cristo.

Uma das epístolas onde vemos sobre as virtudes com que o cristão deve revestir-se é a epístola aos colossenses escrita pelo apóstolo Paulo. Nesta epístola o apóstolo Paulo dá recomendações para que o cristão possa viver unido a Jesus Cristo. Sabemos que existem coisas que separam o cristão de Jesus Cristo, e para que o cristão possa aproximar-se mais de Deus deve evitar essas coisas.

Em primeiro lugar, o cristão deve fazer morrer a sua natureza terra; ou por outras palavras deve evitar a todo custo alimentar a sua natureza terrena. O nosso velho homem é inclinado a coisas que desagradam a Deus por isso devemos fazê-lo morrer. No versículo seguir vemos o tipo de pensamentos, sentimentos e atitudes que devemos evitar: “Fazei pois morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria.” Cl 3:5

Lemos no capítulo 3 desta epístola que estes pensamentos e atitudes fazem com que Deus se sinta irado contra o cristão. Deus desagrada-se de qualquer desejo maligno que exista no pensamento do homem, bem como a impureza, nas suas manifestações interiores e exteriores. Para além das atitudes indicadas no versículo 5, o Espírito Santo, através das palavras do apóstolo Paulo, aconselha-nos a evitar também outras situações que vemos a seguir: “ Agora, porém, despojai-vos igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.” Cl 3:8

Com o novo nascimento o cristão adquire uma nova natureza interior e deve buscar a transformação da sua mente de forma que na sua vida possa refletir a imagem de Deus. Para adquirir essa nova forma de pensar o cristão precisa de pensar de forma misericordiosa, bondosa, humilde, mansa e longânima. Essa nova forma de pensar permite que o cristão possa agir também de forma misericordiosa, bondosa, humilde, mansa e longânima. O apóstolo recomenda-nos sobre a necessidade de revestir-nos com as qualidade do novo homem no versículo a seguir: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.” Cl 3:12

Para além da misericordiosa, da bondade, da humildade, da mansidão, e da longanimidade, o Espírito Santo aconselha-nos a revestir-nos com o amor, porque ele é o vínculo, a ligação com a perfeição. Vemos isso no versículo a seguir: “acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vinculo da perfeição.” Cl 3:14

O amor é a definição de Deus e os principais mandamentos que o Senhor Jesus nos deixou estão relacionados com o amor: o amor a Deus e amor ao nosso próximo. No sua primeira epístola o apóstolo João refere que Deus é amor e que, quem não ama não conhece a Deus. “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” 1Jo 4:7-8

O amor é o elemento que nos faz mais perfeitos no nossa vida cristã, para além da pratica da misericórdia, da bondade, da humildade, da mansidão e da longanimidade. Deus deseja que as nossas vidas reflitam o Deus de amor que Ele; é e que ao mesmo tempo reflitamos a carácter manso e humilde do seu Filho amado, Jesus Cristo.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

O cumprimento da Grande Comissão

Antes de voltar ao céu o nosso Senhor Jesus deixou aos seus discípulos a ordem de que fossem por todo o mundo e que fizessem discípulos de todas as nações, e que ensinassem a guardar tudo o que o que tinha ensinado. Esta ordem tem sido válida para todos os cristãos de todos as gerações. Para ajudar a cumprir essa missão o Senhor Jesus ajuda, a cada cristão, através do seu Espírito Santo.

Nos versículos a seguir vemos a Grande Comissão dada pelo nosso Senhor Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.” Mt 28: 19-20

O nosso Mestre desejava que os seus discípulos fizessem outros discípulos e que os ensinassem a guardar tudo o que havia ensinado. Um discípulo é portanto, um seguidor de Jesus Cristo. É aquele que queixa de viver segundo a sua vontade, e segundo a sua sabedoria, para seguir exclusivamente os ensinos no Mestre.

Nos evangelhos vemos que o nosso Senhor Jesus deixou como requisito para aqueles que quisessem ser seus seguidores, que negassem-se a si mesmos e tomassem a sua cruz e O seguissem. “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me;” Mt 16:24. Seguir a Jesus é fazer aquilo que Ele nos manda na sua Palavra e imitar o seu comportamento e consequentemente o seu carácter.

Os discípulos precisam então de comprometerem-se com o Mestre e assim deixar de lado o seu eu, o que aprenderam do mundo, e recusarem-se a deixarem-se influenciar por Satanás. Este compromisso tem de ser diário, porque a cada dia precisarão de deixar o seu eu, e as suas opiniões, juntamente com toda a influencia do mundo para seguir a Jesus Cristo.

A obediência aos ensinamentos do Mestre é de extrema importância para o discípulos, sob pena, de ele enganar-se a si mesmo que conhece o Senhor Jesus, apenas porque ouviu a sua Palavra. Por isso o nosso Mestre avisa que nem todo aquele que clama o seu nome, dizendo Senhor, Senhor, entrará no reino de Deus, mas sim aquele que faz a vontade do Pai Celeste.

Vemos nos versículos a seguir a palavras do Mestre: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” Mt 7:22-23

Os cristãos devem preocupar-se em cumprir a Grande Comissão mas devem preocupar-se sobretudo em serem verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, em observar ou cumprir tudo o que o Senhor Jesus nos ensinou, pois caso contrário estarão edificando a sua vida sobre a areia. “E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia;” Mt 7:26

Ouvir pregações é importante, a leitura da Palavra também, mas mais do que ouvir, Deus deseja que obedeçamos o que lê-mos na sua Palavra. Por isso é importante praticar tudo o que ouvimos da Palavra de Deus. Da mesma forma, para cumprir a Grande Comissão, devemos também obedecer aquilo que ouvimos sobre a Palavra em todas as áreas da nossa vida.

Deus não deseja apenas que sejamos religiosos, que tenhamos hábitos de ir a igreja, de orar, de ler a Bíblia, mas sobretudo, que o aceitemos como Senhor da nossa vida e que obedeçamos tudo o que Ele nos ensinou. Enquanto, seguimos o Mestre podemos participar na Grande Comissão. Apenas a nossa obediência a Palavra de Deus e o nosso relacionamento com Deus importará para entrarmos no céu.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

O fim desta exortação


O apóstolo Paulo foi um doa apóstolos do Senhor Jesus e teve um papel importante na difusão do evangelho. No seu trabalho evangelístico fundou várias igrejas e incentivou vários discípulos a usar o dom dado por Deus para cuidar das ovelhas de Cristo. Uma desses discípulos foi Timóteo a quem o apóstolo Paulo escreveu duas cartas.

Como pai da fé de Timóteo, o apóstolo Paulo tinha intenção de instruir a Timóteo, em vários aspetos para que pudesse orientar a Igreja de Cristo, e também conduzir-se a si próprio corretamente para alcançar a salvação que Deus lhe tinha prometido. Na primeira carta do apóstolo Paulo, no primeiro capítulo, vemos que o principal objetivo da sua carta, ou o elemento básico que Paulo gostaria que Timóteo retivesse era a necessidade de haver nele amor, que saísse de um coração puro.

Para além do amor, que saísse de um coração puro, o apóstolo Paulo desejava que Timóteo, tivesse uma boa consciência e uma fé sincera, ou por outras palavras, uma fé sem fingimento. Vemos as palavras do apóstolo Paulo a seguir: “Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de um coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia.” 1 Tm 1:5.

O nosso Senhor Jesus, deixou-nos como mandamento principal que nos amassemos uns aos outros, como vemos a seguir: “Novo mandamento vos dou. Que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Jo 13:34 Contudo, o amor que devemos ter pelos os que estão a nossa volta, deve sair de um coração em determinadas condições, ou seja, deve sair de um coração puro.

Um coração puro, é aquele que não possui coisas que nos afastam de Deus como inveja, ódio, amargura, etc. É importante que o coração esteja puro para que as ações de amor possam ser condizentes com aquilo que a pessoa pensa acerca dos que estão a sua volta. Um coração puro, consequentemente pensa de forma correta, sobre os assuntos do dia a dia; por outras palavras, um coração puro, pensa de acordo com os ensinos do nosso Mestre, descritos na Palavra de Deus.

Por isso, em outra carta, o apóstolo Paulo recomenda que se leve cativos os pensamentos a obediência a Palavra de Deus de forma a que o que pensarmos estejam de acordo com a Palavra de Deus. “e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo,” 2Co 10:5

Para que o objetivo de Paulo com a sua carta tivesse sucesso, Timóteo teria de ter uma boa consciência, uma correta forma de avaliar as coisas a sua volta, ou por outras palavras, um correta perceção do que é certo e do que é errado, segundo a Palavra de Deus. Ao manter um boa consciência moral, Timóteo iria evitar o caminho tomado por alguns cristãos, que ao perderem a boa consciência moral, perderam-se em contendas vãs ou desviaram-se da fé.

Para além de desejar que Timóteo, tivesse amor que saísse de um coração puro, e uma boa consciência sobre o que é certo e o que é errado para Deus, o apóstolo Paulo desejava também que Timóteo tivesse uma fé sem fingimento. É frequente as pessoas declararem ter certos princípios, mas agirem de forma contrária a esses mesmos princípios.

Essa atitude de hipocrisia, faz com que o cristão viva uma fé fingida, tentando parecer algo que não é. Por isso, em vários versículos da Bíblia o Espírito Santo aconselha-nos amar sem hipocrisia, sem fingimento. “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente,” 1Pe 1:22.

O grande objetivo de Deus e do seu Espírito Santo é trabalhar em nós para que possamos amar ao próximo como o Senhor Jesus nos ensina, sem fingimento. O amor é o que Deus deseja que haja nossos corações, mas deseja que esse amor seja praticado sem fingimento. Deus Pai é Amor e o seu Filho, ensinou-nos que deveríamos amar uns aos outros, como Ele nos amou. A prática do amor é o cumprimento de toda a lei que nos foi dada por Deus.

Por isso, no início da carta a Timóteo o apóstolo Paulo refere que o objetivo da sua carta é que existisse na vida de Timóteo amor, que saísse de um coração puro, e que Timóteo tivesse uma boa consciência, ou uma forma correta de pensar, para que tudo o que fizesse na sua vida com Deus fosse sincero ou sem fingimento.

Hoje, Deus deseja também que na vida dos cristãos haja um amor, que saia de um coração puro; que tenhamos uma consciência acerca do bem e do mal correta, e que não tenhamos uma fé fingida, ou que não vivamos a nossa fé com hipocrisia. Deus deseja transformar o nosso coração para que seja um coração amoroso; e também deseja transformar a nossa maneira de pensar para que pensemos de acordo com a Palavra de Deus.

domingo, 26 de maio de 2019

Inteligência espiritual

A Bíblia refere no Novo Testamento que existe a necessidade do cristão crescer na sua inteligência espiritual. A inteligência define-se na capacidade de escolha acertada perante várias hipóteses que nos apresentem. Para que o cristão possa escolher acertadamente precisa de analisar todas as vantagens e desvantagens das hipóteses, o que exige dele uma capacidade de raciocinar, pensar, e compreender.

O apóstolo Paulo refere sobre a necessidade dos cristãos possuírem inteligência espiritual na sua carta aos colossenses. “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual;” Cl 1:9. A inteligência espiritual reflete a capacidade de conhecer a Deus, compreender a sua vontade, e na capacidade de pensar e interpretar a realidade a sua volta com base nesse conhecimento de Deus.

Para desenvolver a inteligência espiritual, o cristão pode socorrer-se em Deus e pedir que a dê, como nos aconselha o apóstolo Tiago, no versículo a seguir: “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.” Tg 1:5 Deus é aquele que com o seu Espírito Santo pode dar ao cristão a capacidade de agir com bom senso, de forma reta, e de praticar bons atos.

Para além de buscar a inteligência espiritual na oração, o cristão, pode também meditar na Palavra de Deus, pois Nela temos a compreensão daquilo que agrada a Deus e das formas corretas de resolver as várias questões do dia a dia. O nosso Pai Celeste aconselha-nos a buscar o entendimento correto sobre a vida através da meditação na Palavra, como podemos ler no versículo seguinte: “Não se aparte a tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.” Js 1:8

O objetivo da inteligência espiritual é que o cristão saiba andar dignamente diante de Deus, agradando-O em tudo como nos diz o versículo a seguir: “para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra e crescendo no conhecimento de Deus.” Cl 1:10 Um andar que agrada a Deus é um andar de acordo com o carácter e mandamentos do Senhor Jesus, praticando toda a boa obra que o nosso Deus preparou para o cristão.

Na sua carta aos efésios o apóstolo Paulo demonstra que o andar que agrada a Deus, é caracterizado por ser um andar que revela o carácter de Cristo: “Rogo-vos, pois, eu o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz;” Ef 4:1-2

Para além de refletir o carácter do nosso Mestre, o Senhor Jesus, o andar que agrada a Deus, contribui para a harmonia do corpo de Cristo e para a paz com os outros. “procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz: há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação.” Ef 4:3-4. Isto porque, é uma forma de andar que evita as contendas e todos os sentimentos carnais que possam contribuir para alimentar os desentendimentos como invejas, ciúmes, ódios, etc. “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito,” Ef 5:18.

A inteligência espiritual também permite ao cristão andar de forma vitoriosa contra o pecado, contra as hostes espirituais da maldade. O nosso Pai Celeste, deu-nos como exemplo o seu Filho, aquele que venceu o mundo, o pecado, e o inferno; Deus deseja que como o seu Filho venceu possamos vencer também.

Assim, podemos ver que a inteligência espiritual permite a prática da Palavra de Deus, nas várias situações da vida e com isso possibilita que o cristão ande de modo digno da vocação dada por Deus, vencendo a carne, o pecado e a Satanás.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Julgar-nos a nós próprios


O nosso Mestre, o Senhor Jesus diz-nos que não devemos julgar o próximo, porque cabe apenas a Deus o papel de julgar. Quando se fala de julgar, está-se a referir a tendência de que existe em sentenciar ou condenar o próximo. O ser humano é tendencialmente pecador e por isso sujeito a falhas em vários sentidos. A melhor atitude que o cristão pode tomar em relação ao pecado que o cerca é avaliar-se ou julgar-se a si próprio.

O nosso Mestre, diz-nos no evangelho segundo Mateus que não devemos julgar, e que a forma como julgarmos os outros definirá a forma como seremos julgados. “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido, vos medirão a vós também.” Mt 7: 1-2.

Para além de não aprovar o ato de julgar o próximo, o nosso Mestre Jesus, pergunta, porque não vemos as faltas e pecados que existem na nossa vida, ao invés de apontar-mos as faltas dos outros. “Porque vês tu o argueiro no olho do teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?” Mt 7:3 Devemos por isso, antes que apontar as falhas dos outros, olhar para nós mesmos e verificar o que não está bem em nós e o que precisa de ser consertado.

A atitude de falar das faltas dos outros, pode ser uma atitude hipócrita, como vemos de seguida, no evangelho de Mateus. “Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” Mt 7: 5-5 Por outras palavras, a pessoa está comportar-se como se tivesse valores morais que na verdade não possui; e essa falta de valores, demonstra-se nas suas próprias falhas.

O nosso Mestre diz-nos então que no momento em que a pessoa aponta as falhas dos outros, finge então ser alguém, com uma perfeição moral que não tem. No fundo, para julgar o próximo, a pessoa acaba por apontar nos outros a falta de valores de valores, que também não os possui, e que impede de ver os seus próprios pecados.

Deus por ser omnisciente e omnipresente sabe tudo o que fazemos e pensamos tanto de bom como de mau. Muitas vezes, para além do próprio pecador, apenas Deus sabe a dimensão dos pecados que existe na vida do homem. Por isso, perante a quantidade de pecados que o homem pratica diariamente, o nosso Senhor Jesus, questiona a coragem para apontar os pecados dos outros.

Por outro lado, a perspetiva do pecado alheio é sempre muito mais pequena do que perspetiva do próprio pecado que o homem tem ao ver-se a si próprio. Por isso, o nosso Mestre compara o pecado que se está a ver no outro como um argueiro, e o pecado que se sabe existir na própria vida como uma trave. Um cisco, é um pequeno grânulo, enquanto que uma trave é um objeto de maior dimensão. Por isso, o nosso Mestre aconselha-nos a não só evitar julgar os outros mas, mais do que isso, avaliar as nossas falhas e emenda-las.

O apóstolo Paulo fala-nos disso na epístola aos Romanos, como vemos a seguir: “Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as coisas que condenas. Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas.” Rm 2:1-2

Deus Pai é o único que julga, pois é Deus, e no momento certo retribuirá a cada homem, conforme as suas obras. Aqueles que perseverarem em fazer aquilo que é justo serão recompensados e os que fizerem o mal serão condenados. “Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumularás contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo, de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: a vida eterna aos que perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem a verdade e obedecem a injustiça.” Rm 2:5-8.

A Palavra de Deus diz-nos o que Deus valoriza que o homem faça e por isso deve servir de parâmetro para a avaliação que o homem faz dos seus comportamentos. Deus enviou-nos o bom Pastor, que está a cada dia connosco e que deseja dirigir os nossos passos através da Palavra. Quando falharmos podemos socorrer-nos no Espírito Santo e buscar Nele auxílio para fazer aquilo que Deus nos ordena, porque sem Ele nada podemos fazer de bom.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Conhecer a Jesus Cristo


A vida eterna é algo que todos os homens desejam e as vezes existem dúvidas sobre o que se pode fazer para alcançar a vida eterna com Deus. O nosso Mestre o Senhor Jesus, diz-nos que a vida eterna é conhecer a Deus Pai e conhecer ao seu Filho, a quem Ele enviou, como vemos a seguir: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Jo 17:3.

Depois de saber que a vida eterna é conhecer ao Pai e aos seu Filho Jesus, fica a questão o que é conhecer a Jesus Cristo? Conhecer a Jesus Cristo é conhecer ao seu coração, saber o que Ele pensa, e também conhecer o seu carácter. Para se adquirir esse conhecimento é necessário intimidade com o nosso Mestre, através da oração e da meditação da Palavra de Deus.

Quanto mais conhecemos a Deus mais vemos da sua majestade e nos sujeitamos a Deus através da obediência aos seus mandamentos. Por isso o apóstolo João refere que aprova de que conhecemos a Deus é o facto de guardarmos os seus mandamentos. “ Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seu mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seu mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. ” 1 Jo 2:3-4

Todos os mandamentos do nosso Senhor Jesus refletem o seu carácter, e o carácter de Deus Pai. Vemos que ao longo do seu ministério Jesus demonstrou que tinha o mesmo coração Amoroso que o Pai. Como Deus Pai e Deus Filho são Amor, todos os mandamentos de Jesus estavam permeados de amor. Todos os milagres e curas que Jesus Cristo realizou eram fruto do seu grande amor pelo aflito e necessitado.

O nosso Mestre nos recomendou que fossemos humildes, e deixou-nos o seu próprio exemplo para seguirmos. Jesus Cristo, apesar de ser Filho de Deus cheio de glória e de majestade, por amor a nós pecadores, esvaziou-se da sua majestade e veio viver na terra como homem humilde. Vemos isso a seguir: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele subsistindo em forma de Deus, não julgou por usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz ” Fp 2: 5-8

Para agradarmos a Deus Pai, Jesus Cristo recomenda-nos então a mesma humildade que Ele tinha. Ser humilde para com Deus é reconhecer que nada podemos fazer sem Ele, e por isso submeter-nos totalmente aos seus mandamentos e a sua vontade. Para além de devermos ser humildes para com Deus, devemos também ser humildes uns para com os outros. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” Fp 2:3

Para além de ser humilde Jesus também era manso; por isso o nosso Mestre recomenda-nos a mansidão. Ser manso é ter a capacidade de ser delicado com todos, e de ter domínio próprio para controlar as emoções para agir em amor, mesmo sofrendo injustiças e assim obedecer a Deus. Para sermos mansos, devemos também não buscar a vingança, nem retornar o mal com o mal.

Nos versículos a seguir vemos as recomendações do apóstolo Paulo para sermos mansos, quando sofrermos injustiças. “Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmo, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” Rm 12: 17-19, 21.

Deus é Todo-Poderoso, e governa tudo na terra e deseja que os cristão confiem no seu puder de julgar e retribuir as ações dos homens. Por isso o nosso Senhor Jesus recomenda-nos diretamente que não pratiquemos a vingança, mas que pelo contrário abramos o nosso coração para amar aqueles que nos ofenderem. Vemos isso a seguir: “Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vosso inimigos e orai pelos que vos perseguem” Mt 5: 43-44.

O nosso Mestre para além de amar aqueles que tinham necessidade de socorro, Ele vivia para fazer a vontade de Deus. Por isso, o nosso Mestre ensina-nos que Deus deseja que vivamos para praticar aquilo que é justo para Deus e que lutemos para fazer crescer o Reino de Deus. No evangelho de Mateus vemos a recomendação do nosso Mestre para que tenhamos sede e fome da justiça. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” Mt 5:6,

Por tudo isso, a cada dia temos de lutar para conhecer mais a Jesus Cristo, e buscar ao seu Espírito Santo para que possamos então demonstrar que conhecemos a Deus através das nossas atitudes diárias e através da nossa obediência aos mandamentos de Deus. Quando cumprirmos os mandamentos de Deus estamos também a amar a Deus e deixar que o Espírito Santo encontre lugar na nossa vida para usar-nos como desejar.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

A prática da Verdade

O nosso Deus tem nos falado aos longo dos últimos tempos através do seu Filho Jesus e da Verdade que Ele nos transmitiu. Essa verdade está registada na Bíblia Sagrada e está acessível a todos os que desejam conhecer a Deus. O nosso Senhor Jesus é a Verdade, e Ele deseja ter um papel central nas nossas vidas, tornando-se nosso Senhor de Salvador.

Para permitirmos que o nosso Senhor Jesus tenha um papel central nas nossas vidas é necessário também que a Verdade, a Palavra que foi registada nas Sagradas Escrituras, tenham um papel central nas nossas vidas. Vemos no evangelho de João que o nosso Senhor Jesus, se definiu como a Verdade, e também como caminho para chegar ao Pai e alcançar a vida eterna. “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Jo 14:6

O nosso Mestre, transmitiu aos homens a Palavra do Pai Celeste, por isso, tudo o que Ele ensinou enquanto esteva na terra, eram ensinos no Pai. O nosso Senhor Jesus refere isso na oração que fez pelos discípulos antes de ser crucificado: “Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste” Jo 17:7-8.

Quando o homem ouve e pratica os ensinos do nosso Senhor Jesus está a praticar os ensinos do Pai e por isso a obedecer a sua vontade. Para qualquer homem agradar a Deus Pai é necessário que obedeça a Verdade: “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora os seus mandamentos não são penosos.” Jo 5:2-3.

Para além de agradar o coração Pai Celeste a obediência a Verdade também santifica o homem, porque faz com que se separe daquilo que desagrada a Deus e pratique aquilo que é agradável a Deus. O nosso Senhor, pediu a Deus Pai que santificasse os discípulos Dele, na Verdade, porque a Palavra de Deus é a verdade, como vemos a seguir: “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. (...)Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” Jo 17: 6,17.

A prática da verdade tem um importância vital para que o cristão possa se santificar e deixar as coisas que desagradam a Deus. Por isso, o nosso Mestre Jesus alerta-nos de que todos os que se aproximam Dele e que ouvem a sua Palavra mostram prudência em pratica-La. Vemos isso na parábola dos dois fundamentos como vemos nos versículos a seguir: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.” Mt 7:24-25.


Deus Pai mostrou-se ao mundo através do nosso Senhor Jesus, a Verdade, aquele que é a expressão exata do seu Ser. Quando obedecemos a Verdade estamos a amar a Deus, estamos a ser fieis ao nosso Senhor Jesus, e a abrir espaço para que o Espírito Santo possa fazer a sua obra em nós. Ser cristão é ser discípulo de Jesus Cristo, e assim, é estar comprometido diariamente com o Senhor e Salvador da nossas vidas.