sexta-feira, 31 de março de 2017

Jesus apressava-se


Jesus Cristo, foi um servo obediente do Pai Celeste, que cumpriu diligentemente o plano de salvação da humanidade. Enquanto cumpria o seu ministério o Senhor Jesus foi sempre diligente na evangelização e na ajuda dos necessitados e doentes. Para além disso, vemos ao longo dos evangelhos que Jesus apressava-se para chegar ao objetivo final da sua vida de serviço, que era entregar-se na cruz do Calvário.


No evangelho segundo Marcos podemos ver que Jesus Cristo para além de ter como objetivo, para a sua vida, a salvação da humanidade, também tinha como missão proclamar as boas novas e a necessidade de arrependimento dos pecados para alcançar uma vida agradável a Deus.

 
Por isso, podemos ver ao longo dos evangelhos, que Jesus percorria diligentemente várias cidades de Israel, com o objetivo de pregar em sinagogas e outros lugares propícios. Podemos ver isso nos versículos a seguir: “Jesus, porém, lhes disse: Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de que eu pregue também alí, pois para isso vim. Então, foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expelindo demónios.” Mc 1:38-39.

Como o objetivo de vida do nosso Mestre era também evangelizar as populações de Israel, Ele percorria cidades inteiras para pregar. Para além de evangelizar as pessoas, Jesus também preparou um grupo de homens, os seus discípulos para pregarem o evangelho. Esses homens foram escolhidos para serem discípulos de Jesus, enquanto o Mestre percorria as cidades para anunciar o evangelho.

 
Os discípulos, puderam aprender não só os ensinamentos do Mestre, como também exercitar o poder de Deus para libertar endemoninhados e curar enfermos. A preparação dos discípulos não foi só prática; eles foram enviados dois a dois para pregar o evangelho e a libertar endemoninhados em cidades de Israel. Esta preparação fez com que depois de morto e ressuscitado, os discípulos pudessem ajudar no crescimento da Igreja, pois já sabiam pregar o evangelho.
 

Nos seguintes versículos vemos como Jesus enviou os seus doze discípulos para pregar, libertar endemoniados e curar enfermos. “Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos.(...)Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse; expeliam demónios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo” Mc 6:7, 12-13.
 
Os doze discípulos tiveram a oportunidade de estar mais perto do Senhor Jesus e aprender com Ele , ouvindo-o, e seguindo-o a cada dia nas sua viagens por várias cidades de Israel. As sinagogas eram um dos lugares preferidos por Jesus para a pregação do evangelho, porque nas sinagogas os judeus reuniam-se para estudar as Sagradas Escrituras.

 
A forma espontânea como Jesus cumpria o seu ministério na terra, percorrendo incansavelmente cidades, da Galileia, Cafarnaum, Nazaré e muitas outras cidades de Israel, com o objetivo de pregar o evangelho e de socorrer os necessitados é um exemplo para nós, de como devemos reagir as ordens de Deus para nossa vida.
 
Devemos obedecer a Deus sem demora e com todo o bom ânimo, pois o foco da nossa vida deve ser fazer a vontade do Pai Celeste da mesma forma como o Senhor Jesus, que viveu para fazer a vontade do nosso Deus Pai. Se deixarmos dúvidas entrarem na nossa mente, ou se nos distrairmos com outras coisas acabamos por desapontar o Pai Celeste, pois Deus também espera de nós a mesma prontidão demonstrada por Jesus Cristo.

terça-feira, 28 de março de 2017

A mensagem do Evangelho


A mensagem do Evangelho é de um valor incomparável. Não há nada da terra que tenha um poder transformador tão grande como o Evangelho. Por isso, o Evangelho é precioso e vale a pena alguém dar a sua vida para propagar o Evangelho. No Novo Testamento vemos que muitos homens, discípulos de Jesus morreram por defenderem e propagarem o Evangelho.


Muitos antes da sua morte, o apóstolo Paulo defendia que o Evangelho era algo, de que não se envergonhava, a apesar de ter sofrido perseguições, torturas, e outras coisas. Isto porque Paulo constatava que o Evangelho era o poder de Deus para a salvação tanto todos gentios como dos judeus.


Através da anunciação do Evangelho, vidas podiam ter acesso a salvação, pois poderiam crer e aceitar que Jesus Cristo morreu na Cruz do Calvário para a nossa salvação. Vemos as palavras do apóstolo Paulo no versículo seguinte: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá pela fé.” Rm 1:16-17.


Apenas é possível haver conversão de vidas e salvação de almas se houver quem pregue o evangelho; por isso era de extrema importância que Paulo pregasse o evangelho para que vidas pudessem alcançar a salvação em Jesus Cristo. A fé em Jesus Cristo, como Senhor e salvador só vem ouvindo a pregação do Evangelho.


Podemos ver, a seguir, as palavras do apóstolo Paulo: “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não haverá quem pregue? (…) E assim, a fé vem pelo pregação, e a pregação pela palavra de Cristo.” Rm 10: 13-14,17.


Paulo desejava propagar o Evangelho a todos os sítios que pudesse inclusive a cidade de Roma, onde haviam cristãos que formavam um igreja de dimensão considerável. Por isso Paulo afirma em sua epístola aos Romanos como vemos a seguir: “Porque não quero, irmãos, que ignoreis que muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre outros gentios." Rm 1:13.


Algumas igrejas onde Paulo não pôde ir, enviou cartas, como foi o caso da igreja em Roma e em Colossos. À aqueles que tinham sido os seus filhos na fé, como exemplo Timóteo, Paulo aconselhou a pregar o evangelho, em todas as oportunidades, a cumprir o ministério de evangelista, pois dava importância que outras vidas conhecessem o evangelho através dos seus cooperadores.

 

Vemos isso na epístola de Paulo a Timóteo: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade a doutrina(...) Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu evangelho.” 2Tm 4:1-2,5.


A preocupação de Paulo era tão grande que Paulo usou a expressão “conjuro-te”, para impulsiona-lo fortemente a pregar o Evangelho. Nos dias de hoje, o Espírito Santo continua dizendo a muitas vidas que preguem o Evangelho, porque o Evangelho tem o mesmo poder salvador que no primeiro século. Apenas conhecendo a pessoa de Jesus Cristo que vidas podem aceitar o Seu Sacrifício na cruz do Calvário e receber a salvação.

sexta-feira, 24 de março de 2017

O Filho do Homem

Enquanto pregava ao povo de Israel, o nosso Senhor Jesus assumiu-se como o Filho do Homem, aquele que foi visto numa visão pelo profeta Daniel, a quem tinha sido dado domínio, glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; aquele cujo domínio seria eterno, o cujo reino jamais seria destruído.

No livro do profeta Daniel, como vemos nos versículos seguintes, é descrito o Messias, e as características do seu reino. “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.” Dn 7:13-14.

No evangelho de Lucas vemos que Jesus afirmou a todos os que estavam na casa de Zaqueu o publicano que Ele era o Messias, o Filho Homem: “Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” Lc 19:9-10. Jesus usou este termo para identificar-se como o Messias porque os judeus estavam muito familiarizados com a expressão o Filho do Homem descrita no livro de Daniel.


O Senhor Jesus veio com um Rei cheio de humildade, despojado de toda a sua glória, mas com o objetivo de servir ao Pai e a humanidade e ensinar-nos a amar, a preocupar-nos com aqueles que sofrem e com aqueles que estão perdidos. No evangelho segundo Mateus o nosso Senhor diz-nos que veio, não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos: “e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.”Mt 20:28.


O Filho do Homem como Deus, para além de ser rei, cheio de majestade, poder e glória, também tinha um grande amor pela humanidade, o que fez com que viesse a terra buscar e salvar o perdido. Em Apocalipse vemos a revelação que o Mester deu ao apóstolo João sobre si e sobre a sua majestade, “Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são como chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece senão ele mesmo(...) e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro.”Ap 19:11-12, 14


O Senhor nos alerta que a sua vinda será como o dia do dilúvio nos tempos de Noé, onde as pessoas casam-se, e davam-se em casamento, comiam e bebiam, até que veio o diluvio e os destruiu a todos. Não devemos deixar de cuidar das coisas do dia a dia; mas, não devemos deixar que elas nos distraiam do foco que é Jesus e a sua vinda.


Vemos isso a seguir: “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,”Mt 24:37-38. Por isso temos de estar alertas, não só servindo os outros como o Senhor Jesus nos ensinou mas preparando-nos para o encontro com o Senhor Jesus.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Como devemos ver os sofrimentos

Os sofrimentos na vida cristã não devem ser motivo para desânimo e para questionamento do poder de Deus. Pelo contrário, devem ser vistos como uma oportunidade para crescermos espiritualmente, como situações que vão permitir mostrar a nossa fidelidade e amor a Deus.

O nosso Senhor Jesus é o nosso exemplo de como passar por sofrimentos sem desanimar e mantendo sempre o amor ao próximo. O nosso Mestre foi insultado, espancado, condenado a morte por crucificação, tudo injustamente; e nunca mostrou-se indignado e revoltado com a sua situação, pelo contrário, deixou-se levar para o Clavário como uma ovelha para o matadouro.


Enquanto esteve na cruz do Calvário agonizando de dor, lembrou-se com amor dos que o tinham maltratado e pediu ao Pai Celeste que os perdoasse porque não sabiam o que estavam a fazer. Podemos ver as palavras do Senhor Jesus no versículo seguinte: “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, uma a direita, outro à esquerda. Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” Lc 23:33-34.


Jesus Cristo enquanto ministrava as multidões ensinou que deveríamos amar os nossos inimigos e orar pelos que nos perseguem. Vemos os ensinamentos de Jesus nos versículos seguintes: “Eu porém vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;” Mt 5:44. Por outras palavras, devemos interceder junto ao Pai Celeste por aqueles que nos fazem sofrer injustamente, da mesma forma como Jesus Cristo fez na Cruz do Calvário.


O apóstolo Pedro diz-nos na sua primeira epístola que devemos seguir o exemplo do nosso Mestre que nunca cometeu pecado e quando ultrajado, não ultrajava e quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se ao Pai Celeste. Para além de sofrer injustamente e clamar pelos que o agrediram, o Mestre também passou por toda essa dor e sofrimento por amor, para que os nossos pecados fossem pagos.


Vemos o conselho do apóstolo Pedro no versículo a seguir: “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente,” 1Pe 2:21-23.


O nosso Senhor Jesus aconselha-nos também a encarar com bom ânimo os sofrimentos da vida, pois o nosso Mestre venceu o mundo, venceu o pecado, a morte e foi preparar, para nós, um lugar no céu. “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” Jo 16:33.


Ao vermos o fruto demonstrado pelo nosso Senhor Jesus, que perseverou até ao fim na sua missão de salvar a humanidade, e hoje está assentado a dextra de Deus Pai e é o nome sobre todo o nome, devemos ter bom ânimo alegrar-nos porque o Pai Celeste também nos recompensará. Para além disso enquanto passamos pelo processo de sofrimento, também crescemos em perseverança, em experiência de caminhada com Deus, e a nossa esperança em estarmos, um dia com Jesus eternamente, no céu aumenta.

terça-feira, 14 de março de 2017

Deus não faz aceção de pessoas

Ao longo do Novo Testamento temos a confirmação que Deus não faz aceção de pessoas. Qualquer pessoa independentemente da raça ou do pecado que tenha cometido foi aceite no reino de Deus e ainda hoje podemos ver que qualquer pessoa que se arrependa dos seus pecados e que aceite que Jesus Cristo pagou o preço dos seus pecados na Cruz do Calvário pode entrar no reino dos céus.


Enquanto Jesus Cristo esteve na terra perdoou os pecados de várias pessoas e muitos desses pecadores tornaram-se seguidores dedicados de Jesus. Temos o exemplo do caso do apóstolo Mateus, descrito no livro de Marcos, que era um publicano, portanto um pecador desprezado pela sociedade por cobrar impostos para os romanos, roubando muitas vezes os seus próprios compatriotas.


Jesus Cristo, viu Mateus a cobrar impostos e o convidou a segui-Lo e Mateus imediatamente abandonou a mesa da coletoria e seguiu o Mestre. No versículo a seguir vemos a forma como Jesus se interessa pelo pecador Levi e o convida para segui-Lo. "Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.” Mc 2:14.


Da mesma forma como Jesus chamou a Mateus, na altura chamado Levi, Jesus chama a cada um de nós para irmos até Ele e aprender a vontade o Pai Celeste, seguindo-O.  a Todos os homens o Mestre faz o seguinte convite: “Vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meus jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e achareis descanso para a vossa alma.


Jesus Cristo atraiu multidões pelos seus milagres e pela sua pregação cheia de autoridade e poder. Muitos ficaram maravilhados com Jesus e passaram a segui-Lo. Contudo, sobre aqueles que o desejavam seguir, o Mestre disse: “Então disse aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” Mt 16:24.

 

Hoje, o Mestre diz-nos a mesma coisa, pois quem quiser poupar a sua vida deixando de seguir a Jesus a perderá; e quem perder a sua vida para seguir a Jesus a ganhará, pois alcançará a vida eterna. “Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?”Mt16:25-26.


Jesus Cristo perdoou os pecados da mulher adúltera e convidou-a a uma nova vida, afirmando que fosse e que não pecasse mais. A mulher adúltera perante a sociedade era merecedora de uma condenação a morte, mas Jesus não a excluiu da sua graça e não a condenou. Vemos isso no versículo a seguir “Erguendo-se Jesus e não vendo ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno, vai e não peques mais.” Jo 8:10-11.


O nosso Senhor Jesus afirmou no evangelho que Ele não veio para condenar mas sim para salvar, para perdoar os pecados e permitir a entrada no reino de Deus. Para além de ter perdoado uma mulher pecadora, o Senhor Jesus planeou o o encontro com uma mulher samaritana, de má fama, porque já tinha tido vários maridos e ofereceu-lhe a salvação, a água viva que jorra para a vida eterna.


No versículo a seguir vemos as palavras de Jesus a mulher samaritana: “Afirmou-lhe Jesus: Quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.” Jo 4:13-14. Jesus Cristo alcançou vários tipos de pecadores e depois da sua ascensão, o nosso Senhor através do seu Santo Espírito continuou aceitando vários tipos de pessoas de todas as raças, e nações para fazer parte do seu reino.


Ainda hoje, Jesus Cristo, continua a salvar todo o tipo de pessoas, de todas as partes do mundo e as palavras do apóstolo Pedro, que vemos no versículo a seguir continuam a ser muito atuais: “Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz aceção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que lhe é justo lhe é aceitável.” At 10:34-35.


O nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo permite o acesso ao reino de Deus a qualquer pessoa que se arrependa dos seus pecados e aceite o seu sacrifício vicário. Deus não seleciona pessoas, para entrar no seu reino, nem pela sua raça nem pelos tipos de pecados que anteriormente cometia. Deus aceita qualquer pessoa que O teme e que faz o que lhe é agradável.

sexta-feira, 3 de março de 2017

A mente e a maturidade cristã


A maturidade cristã tem como modelo o próprio Senhor Jesus, pois o nosso Mestre viveu entre nós como homem e desenvolveu-se a nível físico, mental, social e espiritual. Da mesma forma a maturidade cristã pode ser vista em quatro planos: o plano físico, mental, social e espiritual. O objetivo da vida cristã em termos de maturidade é atingir a maturidade nestas quatros áreas da vida.


No livro de Lucas vemos a referência do desenvolvimento de Jesus Cristo: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.” Lc 2: 52. Como maturidade podemos entender o estado de plenitude do desenvolvimento, que se atinge quando se está completamente crescido.


Por esse mesmo motivo, a plenitude do desenvolvimento, apenas pode ser encontrada em Jesus Cristo. Os cristãos, a medida que vivem a sua fé em Cristo, crescem em direção a estatura de Cristo, e devem ter como objetivo aproximarem-se o máximo possível da plenitude de Jesus Cristo.


Da mesma forma, o apóstolo Paulo fala-nos em Efésios, como vemos a seguir, que Deus constituiu diferentes funções na Igreja para que todos cheguem a unidade da fé, a perfeita varonilidade, à medida da estatura, da plenitude de Cristo. “Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vista ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” Ef 4: 11-13.


Uma das áreas mais importantes da maturidade, e que deve ser buscada com empenho, é a maturidade mental. Isto porque é da mente de onde partem todas as atitudes do homem. Se o que estiver na mente não for bom, as atitudes ficam corrompidas. O nosso Senhor Jesus diz-nos que todas as coisas más vêm do coração, ou da mente. “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfémia, a soberba, a loucura.” Mc 7:21-22.


Por isso não podemos deixar coisas más permanecerem no nosso pensamento, pois, se não, abrimos as portas para o pecado na nossa vida. O apóstolo Paulo diz-nos na sua segunda epístola aos coríntios que a nossa forma de lutar contra o pecado e contra o inimigo da nossa alma, é vigiando a nossa mente, e destruindo todas as ideias que não proveem de Deus, e levando todo o pensamento contrário a Palavra de Deus cativo, em direção a nossa obediência a Palavra de Deus.


Vemos as palavras do apóstolo Paulo no versículo seguinte: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo,” 2 Co 10:4-5.

 
Para além de não devermos deixar entrar maus pensamentos na nossa mente, devemos encher a nossa mente com a Palavra de Deus e com coisas boas, justas, edificantes, que nos levem a fazer coisas com boa fama. Este foi o conselho do apóstolo Paulo aos Filipenses, como vemos seguir: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há, e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Fp 4:8.
 

O nosso Senhor, enquanto esteve na terra demostrou ser Santo, totalmente puro, e que Nele não havia malícia, apenas bondade, benignidade, misericórdia e justiça. Devemos a cada dia lutar para sermos semelhantes ao nosso Mestre e para termos uma mente pura, com bons pensamentos, cheios de benignidade, bondade, misericórdia e justiça.

quarta-feira, 1 de março de 2017

A dura prova de José

No Antigo Testamento vemos que José é uma das personagens mais íntegras de toda a Bíblia e ao longo de toda a sua vida foi aquele que mostrou sempre dar total importância a vontade de Deus e nunca deixou de lado os seus princípios mesmo em situações em que a maioria dos homens provavelmente não teriam conseguido.

 
Uma das grandes provas da integridade de José, foi o constante apelo da mulher de Potífar para que ele se deitasse com ela. Isto porque a mulher de Potífar pôs os seus olhos nele e desejou-o; e provavelmente, como mulher do seu senhor, devia ser uma das mulher mais bem cuidadas, mais bonitas que José conhecia. Provavelmente a maioria dos homens teria achada o convite aliciante, mas José achou que seria uma grande maldade, um pecado contra Deus.
 

Vemos isso no versículo a seguir: “Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher do seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele porém recusou e disse a mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em sua casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como pois cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” Gn 39: 7-9
 

No livro de Gênesis vemos que a mulher de Potífar foi insistente, dia após dia ela fazia-lhe o mesmo convite, e José respondia da mesma forma. Portanto, a tentação de José era diaria; mas e ele soube lidar diariamente coma tentação sem deixar-se influenciar.

 
Assim, José nunca deu ouvidos a nenhuma das suas propostas como vemos a seguir: “Falando ela José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela, sucedeu que, certo dia, veio ele a casa, para atender aos negócios; e ninguém dos da casa se achava presente. Então ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.” Gn 39:10-12.

 
O despeito da mulher de Potífar fez com que ela, vendo as veste dele nas suas mãos, o acusasse perante o marido de tentativa de abuso sexual. O marido ouvindo-a enfureceu-se e o entregou na prisão e José ali ficou. José foi preso mas não pecou contra Deus, e provavelmente isso acalentava o coração de José e o próprio Deus abençoou-o enquanto esteve na prisão, e o carcereiro foi benigno para com ele e deixou nas suas mãos todos os presos da prisão.

 
Observando a atitude integra de José vemos que ele soube vigiar e guardar o seu coração de alguma ideia que o levasse ao pecado. Isso é muito importante para que qualquer pessoa possa vencer a tentação, pois é do coração que procedem todas as nossas atitudes tanto as boas como as pecaminosas.

 
O nosso Senhor Jesus avisa-nos que devemos vigiar e orar para não cairmos em tentação, como vemos no versículo a seguir: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mt 26:41. Se vigiar-mos os nossos pensamentos, e não deixarmos nenhuma ideia contrária a Palavra de Deus ficar na nossa mente, nem criar raízes, prevenimos qualquer atitude maligna e pecaminosa, que fosse possível termos, perante a situação de tentação.

 
Vigiar, é estar atento, desperto, alerta a qualquer coisa que possa levar ao pecado. Por isso para evitar cair em tentação é necessário vigiar, estar atentos aos nossos pensamentos, e situações que nos rodeiam, para que não possamos fazer algo contrário a Palavra de Deus e assim, cairmos em tentação.

 
Em resumo, devemos viagiar o que pensamos levando todos os pensamentos cativos á obediência a Deus; devemos vigiar tudo o que vemos pois as sugestões dadas pela televisão, filmes entre outras coisas podem levar-nos ao pecado; devemos vigiar o que falamos, pois as nossas palavras devem ser palavras edificantes, e não uma forma de propagar malícia e maus pensamentos; devemos vigiar o que ouvimos, pois a nossa mente deve ficar ocupada com bons pensamentos coisas boas e agradáveis e Deus; devemos vigiar as nossas atitudes pois aquilo que fazemos pode proporcionar uma hipótese para que o inimigo nos tente a fazer coisas que vão contra a Palavra de Deus.