domingo, 26 de abril de 2015

A Glória de Deus

Jesus Cristo, o nosso Deus é descrito na Bíblia como o Rei da Glória, cujo poder e resplendor é tão magnífico que assemelha-se a luz do Sol. A Sua glória ou resplendor foi observada pelos discípulos mais íntimos de Jesus: Pedro, João e Tiago, quando o Senhor os levou em particular a um alto monte (Mt 17:1).

Naquele momento, os discípulos viram a transfiguração de Jesus: o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz (Mt 17:2). Outros profetas, Moisés e Elias, sugiram naquele instante e começaram a falar com o Mestre. Foi um momento glorioso.

Enquanto Moisés e Elias falavam, os discípulos foram envolvidos por uma nuvem luminosa e ouviram a voz do Pai reforçando a Majestade do nosso Senhor dizendo que Jesus Cristo é o Seu Filho amado em quem Ele se compraz, e que é a Ele a quem devemos ouvir. ”Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.” Mt 17:5.

A Glória de Jesus Cristo foi assim observada por Pedro, João e Tiago mas pode ser observada também por nós nos dias de hoje, através da presença de Deus, da comunhão com Deus; vivendo no seu amor, justiça e pela manifestação do Seu poder.

Quanto mais nos aproximamos do Mestre, dos seus princípios e valores mais observamos da sua Glória. Depois vivermos a Graça de aceitarmos Jesus Cristo como Senhor Salvador das nossas vidas, a nossa visão da Sua Glória vai aumentando, progressivamente até que um dia veremos plenamente a Glória de Jesus na Nova Jerusalém, quando a Glória do nosso Deus, iluminar a cidade e já não houver noite, porque o nosso Senhor brilhará sobre nós.

Na Nova Jerusalém o nosso Sol será a Glória do nosso Mestre, como está descrito no livro de Apocalipse: “ A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.” Ap 21:23. A noite já não existirá porque a luz do Cordeiro iluminará a todos eternamente: “Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.” Ap 22:5.

Ao permanecermos perto do resplendor da Glória do nosso Mestre vamos refletindo, a luz, a Glória do Mestre, e ao mesmo tempo seremos gradativamente transformados a imagem de Jesus Cristo: “ E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” 2Co 3: 18.

Na vereda iniciada pelo crente quando começa a sua caminhada cristã, as decisões devem ser sempre ponderadas para que escolhamos sempre, em cada decisão, seguir o nosso Mestre e assim, as nossas veredas poderão, como a luz da aurora, brilhar gradativamente mais até ser dia perfeito, até chegarmos a Nova Jerusalém, como nos diz o autor do livro dos Provérbios “ Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Pv 4:18.

O nosso Mestre, é o Rei da Glória, a luz do mundo, é Ele quem ilumina as nossas vidas, através da sua Palavra, e do seu sacrifício vicário, que nos permitiu ter comunhão com Deus Pai, e viver na sua presença.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Jesus Cristo: o Bom Pastor

Na antiga Palestina, na época de Jesus, os rebanhos eram protegidos por um pastor, que defendiam as ovelhas dos ladrões e dos animais ferozes. De dia os pastores conduziam os rebanhos para os pastos, onde as ovelhas se alimentavam e a tarde todos os animais eram conduzidos para um redil, um local cercado de pedras, onde as ovelhas passavam a noite sob a proteção vigilante do pastor contra as feras e ladrões.
O pastor cuidava diariamente das ovelhas, e pelo contato diário que tinha com as ovelhas, elas reconheciam-no pela voz e seguiam-no por onde quer que as levasse. O pastor protegia as ovelhas mesmo pondo e risco a própria vida, muito diferente dos mercenários que apenas desejavam roubar as ovelhas e tirar proveito delas.
Jesus Cristo refere-se a si mesmo como o Bom Pastor das ovelhas, dos crentes; define-se como aquele que conduz as ovelhas para pastos onde podem ter o seu alimento espiritual, que protege as ovelhas durante todo dia e que deu a sua vida por amor das suas ovelhas. O Mestre é o nosso Bom Pastor, aquele cuja voz as ovelhas ouvem e seguem.  
O Bom Pastor cuida individualmente das ovelhas, porque tem um relacionamento com cada uma das suas ovelhas. O Senhor Jesus é aquele que busca as ovelhas, tanto as que não O conhecem, como as que se perderam do rebanho e não sabem como chegar ao redil. “ Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.” Ez 34:11.

Aquelas que se feriam enquanto se afastavam do rebanho, o Mestre cuida amorosamente das feridas, dos ossos quebrados; e se a ovelha encontra-se doente, no corpo como na sua alma, o Senhor fortalece-a. “ A perdida buscarei, a desgarrada tornarei a trazer, a quebrada ligarei e a enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com justiça.” Ez 34:16.

Como Pastor da Igreja e de cada vida que compõe o Corpo de Cristo individualmente, Jesus Cristo ainda hoje, busca, cuida e conduz as ovelhas; mas Jesus também é Rei e Juiz e um dia julgará cada ovelha e cada bode que existia nos seus rebanhos. “Quanto a vós outras, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes” Ez 34:17.

Por isso devemos viver a cada dia sob a direção da Sua voz, para seguirmos nos seus pastos e sermos alimentados do alimento espiritual que necessitamos e estarmos sempre cientes de que Jesus virá como Rei e Juiz e julgará a toda a humanidade por todo o bem ou mal cometido em vida.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Jovem rico

Um jovem rico aproximou-se do Mestre e perguntou-lhe o que poderia fazer para atingir a vida eterna. O Mestre respondeu-lhe que deveria guardar os mandamentos se quisesse entrar na vida eterna.
Os dez mandamentos resumem o comportamento que devemos ter para com o nosso próximo e para com Deus. Deus deseja que O amemos acima de todas as coisas e que amemos ao nosso próximo, não só como amamos a nós mesmos, mas como também Jesus nos amou.
O amor, como diz o apóstolo Paulo, é paciente, é benigno, não arde em ciúmes, não se ensoberbece, não procura os seus interesses, não é egoísta, não se ressente do mal, não guarda rancor, e não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade (1Co 13:4-6).
Os dez mandamentos resumem as atitudes que não devemos ter contra o nosso próximo, mais concretamente diz-nos:” Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo. Não desejarás a mulher do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” Dt 5:17-21. Estes mandamentos se resumem num só mandamento: “O segundo é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há maior mandamento do que estes!” Mc 12:31.
Por outro lado, os dez mandamentos referem a importância que devemos dar a Deus na nossa vida e por isso o nosso Mestre resume a nossa relação com Deus num só mandamento:” Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. “ Mc 12:30.
Este último mandamento é o mandamento principal e implica amar a Deus mais do que os bens que possuímos, amar aos pobres e ao nosso próximo como Deus os ama, e sobretudo, seguir a cada dia a Jesus Cristo, o nosso Deus e Senhor; o Messias que tinha que tinha sido prometido a Israel.
No caso do jovem rico, aparentemente, era um homem com uma vida totalmente entregue a Deus, pois observava os mandamentos; contudo, ele sabia que ainda lhe faltava alguma coisa.” Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que ainda me falta?” Mt 19:19.
Jesus Cristo repondeu-lhe que para ser perfeito o jovem rico deveria deixar de amar as suas riquezas, amar mais os pobres entregando-lhes os seus bens, e que deveria de segui-Lo, pois Jesus é o Deus a quem o jovem queria obedecer. Assim, para amar a Jesus o jovem devia seguir o Mestre, o nosso Criador e Salvador. “Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro do céu; depois, vem e segue-me.” Mt 19:20.
O jovem rico apesar de observar os mandamentos, precisava de conhecer a Jesus como Senhor e Deus e por isso deveria segui-Lo. Todos os que querem seguir Jesus têm de negar-se a si mesmo e a sua carne; e o jovem rico para negar-se a si mesmo precisava de libertar-se das suas riquezas, pois elas o impediam de amar a Deus acima de todas as coisas.
Por amar as riquezas mais do que a Deus, o jovem não conseguiu pensar em abdicar dos seus bens e por isso, ao ouvir a resposta do Mestre, afastou-se triste, pois era dono de muita riqueza. “Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” Mt 19:22. As obras que o jovem praticava não eram suficientes, pois faltava ter um coração totalmente entregue a Deus. Para conseguir superar o seu amor ao dinheiro o jovem deveria ir, vender todos os seus bens e seguir ao Mestre.
O Senhor Jesus aconselha-nos a não ajuntarmos tesouros na terra mas sim nos céus, ajudando os mais necessitados, as viúvas, os estrageiros e aos órfãos. A avareza faz-nos idolatrar as riquezas, o que viola o mandamento de Deus, e afasta-nos do reino dos céus.
O nosso Mestre aconselha-nos a guardar acima de tudo o nosso coração, porque quando o nosso coração está dividido entre Deus e as riquezas, tornamo-nos distantes de Deus. Por isso, o problema do jovem rico não estava nas riquezas que possuía mas sim no seu coração divido: ele queria seguir a Jesus mas amava mais as riquezas do que a Deus e isso impedia-o de seguir o Mestre.
Quando somos convidados por Jesus a segui-Lo devemos desembaraçar-nos de todo o pecado, de tudo o que possa roubar o nosso amor de Deus, colocando a Deus acima de tudo o que existe nas nossas vidas, ou seja, dos nossos relacionamentos e bens.

domingo, 12 de abril de 2015

Jesus Cristo, o Rei dos reis


Desde o início da humanidade, Deus prometeu que enviaria um Messias que libertaria todos os povos do pecado e que seria o Rei de Israel e permitiria que todos vivessem num novo reino de paz, alegria e abundância.
O Messias veio terra na forma de um homem humilde, filho de um carpinteiro e muitos não o reconhecera. Mas Ele era Cristo e Rei de Israel: “ Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” Jo 1:11.  
Jesus Cristo deu a oportunidade a todos os que O ouviram de serem salvos, de entrarem no reino prometido a Israel, onde nem dor, nem alguma espécie de mal afligiria o povo. ”Mas, a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; “ Jo 1:12.
Hoje Jesus Cristo continua dando oportunidade a cada povo, de todo o mundo, de entrar nesse reino e de ser salvo. Por isso no dia em que se chama hoje, todos os que ouvirem a mensagem do reino deverão aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador das suas vidas. “ Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provação, no dia da tentação no deserto” Hb 3:7-8.
Jesus Cristo é Deus, aquele que foi prometido por Deus Pai e que todos ansiavam. O nosso Mestre, em tudo comprimiu o que estava escrito sobre si nas escrituras, Ele padeceu pelos nossos pecados, morreu numa cruz e ressuscitou; hoje, está sentado a destra do Pai e é Rei dos reis e Senhor dos senhores. “ Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizais; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto. (…) De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus” Mc 16:6, 19.
Jesus Cristo é a Verdade e, apesar de o céu e aterra irem passar um dia, as Suas palavras não passarão. Como Ele prometeu, Jesus virá buscar a Igreja, o seu povo e todos, os que não o aceitaram como Rei e Senhor não entrarão no reino de Deus. Os sinais da sua vinda, são maiores e como não sabemos o dia nem a hora da sua vinda, apenas o Pai, devemos ter as nossas vidas prontas para o encontro com nosso Rei. “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor. Mt 24:42.
Por isso, a cada dia, todos devemos estar na expetativa da vinda de Jesus que virá não mais como o Cordeiro mas como o Leão da tribo de Judá, que julgará a todos os povos pelo bem ou mal que tenham cometido em vida “ Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. (…) Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: Rei dos reis e Senhor dos senhores” Ap 19: 11, 16.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Manquejar entre dois caminhos: um problema atual

Muitas pessoas depois de conhecerem a Jesus Cristo, e de aceita-lo como Senhor e Salvador das suas vidas, continuam indecisas quanto ao caminho que devem andar. Apesar de conhecerem a Palavra de Deus, não a seguem no seu dia-a-dia, continuam em certas áreas das suas vidas a andarem nas trevas, e a agir de acordo com os padrões do mundo, quanto a ira, inveja, cobiça, soberba, entre outras coisas.
 
A Bíblia Sagrada relata que o profeta Elias comparou esse grupo de crentes com pessoas que coxeiam entre dois pensamentos, ou entre dois caminhos: pensam de acordo com a Palavra de Deus e ao mesmo tempo pensam de acordo com as ideias do mundo, contrárias a vontade de Deus “Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada respondeu” 1Rs 18:21.
 
A duplicidade de pensamento ou hipocrisia é um pecado muito comum nos dias atuais. É frequentes as pessoas aproximarem-se de Deus, terem uma vida religiosa, mas manterem o coração longe de Deus, pensando de maneira contrária a Palavra de Deus, e agindo apenas para serem visto pelos homens.
 
No livro do profeta Isaías o problema da hipocrisia é apontado por Deus: “O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu, (…)” Is 29:13. O povo de Israel, apesar de cumprir alguns preceitos religiosos, no seu coração estava longe de Deus e da Sua vontade.
 
O Senhor Jesus diz-nos em relação a servirmos a dois mundos diferentes, da luz e da trevas, que: “Ninguém pode servir a dois Senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar a outro, ou se devotará a um e desprezará a outro. Não podeis seguir a Deus e as riquezas” Mt 6:24. Apesar de poder coxear entre dois pensamentos, o crente acaba por inclinar-se mais para um dos lados.
 
Elias conhecia apenas uma solução para a duplicidade de pensamento ou hipocrisia: a tomada de decisão para um lado ou para o outro. Esta tomada de decisão é estimulada por Jesus no livro de Apocalipse, onde o nosso Mestre diz-nos que devemos escolher entre ser quentes, ou frios. “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera que fosses frio ou quente” Ap 3.15.
 
Devemos em cada circunstância, com que nos deparamos, decidir pelo caminho da Luz e pela obediência a Palavra de Deus. Devemos julgar os nossos pensamentos e verificar se estão de acordo com a vontade de Deus. Caso não estejam de acordo com os ensinos do Mestre devemos levar o nosso pensamento cativo a obediência a Palavra de Deus.
 
Não existe motivo para continuar a manquejar, pois o Senhor Jesus já nos provou que é Deus e nosso Salvador, porque sendo Deus, veio a terra na forma de homem e ensinou a vontade do Pai, operou milagres, e entregou-se a si mesmo para perdão dos pecados da humanidade. Jesus Cristo ressuscitou e venceu a morte e o Inferno, e hoje é o Senhor dos Senhores.
 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O pedido de Salomão: um pedido que agrada a Deus


Salomão foi constituído rei na velhice de Davi, e após a morte de seu pai, Deus apareceu-lhe, de noite, em sonhos e ordenou-lhe que pedisse o queria que Deus lhe desse. A resposta de Salomão foi de muita humildade.

Salomão confessa a Deus que não sabe como conduzir-se, e que precisava da capacitação de Deus para saber como distinguir entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas e para saber viver de forma que gradasse a Deus. “(…) não sei como conduzir-me (…) Dá pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?” 1Rs 3:7,9.

O pedido de Salomão agradou a Deus, e o facto de ter confessado que ele era dependente de Deus, da Sua sabedoria para viver, e para reinar honrou e louvou a Deus. Isto porque, é da vontade de Deus que O busquemos e a sua justiça em primeiro lugar, para que possamos viver abundantemente.” buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6:33.

O reino de Deus, está acessível a todos, pois consiste numa forma de vida, com determinados valores, ensinados pelo Mestre e alcançável quando aceitamos o Senhor Jesus como Senhor e Salvador das nossas vidas.

A vivência no reino traduz-se na obediência aos mandamentos de Deus, na rejeição dos valores do mundo e no seguimento das orientações da Palavra de Deus. A vivência neste reino requer portanto, uma sabedoria, dada por Deus que capacita o crente a discernir entre o bem e o mal, a comparar as opções de escolha e a julgar as alternativas. A sabedoria é uma capacidade de fazer escolhas de acordo com os propósitos Deus e os seus desejos para a nossa vida.

O crente mostra que é sábio ou que tem sabedoria, quando nas suas atitudes reflete pureza, paz, mansidão, um espírito dador, misericórdia e bons frutos sem fingimento. “ Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras.(…) A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.” Tg 3: 13, 17.

Deus dá sabedoria a todos que a pedem, como fez a Salomão, o rei mais sábio de toda a história de Israel; apenas precisamos de pedir com fé, de reconhecer que precisamos Dele para viver e da Sua sabedoria. O apóstolo Tiago diz-nos na sua epístola: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. “ Tg 1: 5-6.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Os bezerros de ouro da nossa vida

É frequentes nós, os Cristãos, vermos a Deus como aquele que pode satisfazer as nossas necessidades, e a quem podemos dirigir as nossas petições porque Ele nos ouve e nos atende. Contudo, a nossa atitude perante Ele depois de obtermos a resposta da nossa petição pode mudar.
 
O objeto ou pessoa que pedimos a Deus pode tornar-se mais importante para nós do que o próprio Deus que nos abençoou. Para além disso, pode acontecer também que deixemos de buscar a Deus com a mesma intensidade, com que o fazíamos antes de receber o que queríamos, porque já temos o que queríamos e já não precisamos de Deus.
Com isto, deixamos de ser íntegros para com Deus, porque o nosso coração fica dividido entre Deus e o objeto que obtemos do Senhor e não buscamos mais a Deus de todo o coração. Deixamos de viver inteiramente para Ele, porque o nosso Deus deixa de ser o mais importante para nós. Em consequência disso, a nossa obediência a Deus também diminui porque já não nos preocupamos tanto com o Senhor e com os seus caminhos, ou seja, com a obediência a Sua Palavra.
O nosso Deus é um Deus que tem um coração, Ele sente e emociona-se, e quando vê que a nossa relação é baseada no interesse Ele fica triste, porque observa que nós depois de obtermos o que desejamos nos afastamos Dele. Neste momento, aquilo que ocupa o lugar anteriormente ocupado por Deus torna-se um ídolo, ou seja, algo que amamos mais que a Deus.
Com isso, os nossos caminhos não são agradáveis a Deus, pois estão longe dos caminhos ordenados por Ele, ou seja, da obediência e amor que Deus exige das nossas vidas. A tristeza de Deus nesse momento é semelhante a tristeza que o Senhor sentiu quando viu que o povo que Ele tinha libertado do Egipto, tinha-se revoltado e construído um bezerro de ouro para substituir o Seu papel na vida deles. “ Então, disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito se corrompeu e depressa se desviou do caminho que eu lhe tinha ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito.” Ex 32: 7-8.
Os nossos ídolos podem ser coisas banais e legítimas que precisamos no nosso dia-a-dia, como um carro, um emprego, um marido, ou até mesmo o dinheiro que precisamos no dia-a-dia. Esse objeto ou pessoa, passa a ter uma grande importância para nós, e torna-se objeto de um amor mais intenso da nossa parte do que o amor que devotamos a Deus. O nosso pensamento torna-se também focado nesse objeto ou pessoa, e assim, esse objeto, que recebemos de Deus, torna-se num obstáculo na nossa relação com o nosso Deus.
Por isso devemos ter cuidado com o amor que dedicamos aos objetos e as pessoas que estão a nossa volta, não devemos deixar que alguma coisa se torne mais importante para nós do que Deus, porque Deus é mais importante do que qualquer bênção que Ele nos possa dar. Para além disso, a idolatria é um pecado, que afasta o homem da comunhão com Deus e do seu reino. O nosso Mestre deseja que o amemos mais do que aos nossos pais, irmãos, e todas as pessoas e coisas que existem a nossa volta.

sábado, 4 de abril de 2015

É tempo de perdoar, é Páscoa!

Nesta época, celebramos a Páscoa, a entrega de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, em nosso lugar na cruz do Calvário, para perdão dos nossos pecados. Nós, humanos somos pecadores e não temos nada em nós que faça com que nos tornemos, por nós mesmos, dignos da presença de Deus. O castigo que estava reservado ao homem era a separação eterna de Deus, a morte eterna.
 
Como tinha sido planeado por Deus e como foi várias vezes profetizado, e descrito ao longo das Escrituras, Jesus Cristo veio a terra para restabelecer a relação entre Deus e a humanidade, e depois de ensinar ao homem como deveria viver de forma que agradasse ao Pai, deu-se em sacrifício vicário para que com a sua morrer fosse pago o preço dos nossos pecados, e assim recebêssemos a vida eterna.
 
Assim, na Páscoa celebramos o perdão de Deus aos pecadores através do sangue de Cristo derramado em nosso favor na Cruz do Calvário. Com a morte e ressurreição de Cristo fomos comprados com o sangue do Cordeiro para Deus Pai, e ficamos reconciliados com o nosso Deus. “E a vós outros, que estáveis mortos pela vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos” Cl 2:13.
 
Jesus Cristo perdoou os nossos pecados, deu-nos a salvação, e hoje é Senhor das nossas vidas e auxilia-nos, intercedendo ao Pai por nós e através do Seu Santo Espírito. Como Senhor, Jesus Cristo deixou-nos mandamentos, que são as diretrizes da nossa vida, e servem para nos proteger do mundo e da influencia das trevas e para que tenhamos um bom relacionamento com Ele.

 
Jesus Cristo é um Deus misericordioso, que nunca nos trata segundo os nossos pecados ou falhas: “O Senhor é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno” Sl 103:8. O Senhor Jesus é humilde de coração e manso, e demonstrou isso ao despojar-se da Sua glória, ao obedecer em tudo ao Pai, ao relaciona-se com todas as pessoas, independentemente da sua classe social e ao servir ao seu próximo ao invés de ser servido.
 
O nosso Mestre deu-nos o exemplo de humildade, lavando os pés aos discípulos. “Ora, se eu, sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu voz fiz, façais vós também.”Jo 13:14-15.
 
Jesus Cristo demonstrou um despojamento total de orgulho, o que o levou a não ambicionar-se a glória do mundo e a não ficar ressentido por tudo o sofrera ao ser crucificado, perdoando a todos os que lhe agrediram e aos que o crucificaram. “Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. (…)” Lc 23:34.
 
Devemos seguir o nosso Mestre, imitando o Seu caracter; devemos ser humildes, não devemos ser orgulhosos, guardando rancor por atos que tenham feito inocentemente ou mesmo propositadamente contra nós. Devemos perdoar, como o nosso Senhor nos perdoou a nós, pois o nosso Deus é misericordioso, perdoou-nos os nossos pecados, e deu-nos por isso a vida eterna e uma nova vida como filhos adotivos de Deus.
 
O nosso Mestre deseja que perdoemos ao nosso próximo como Ele nos perdoou, que tratemos ao nosso próximo da mesma forma como Ele nos tratou, não imputando os nossos pecados, cancelando as nossas vidas e tendo paz connosco Mt 18: 23-33. O apóstolo Paulo reforça esta ordem na epístola aos Colossenses “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim, também perdoai vós;” Cl 3:13.
 
Devemos celebrar a morte e a ressurreição do nosso Mestre, honrando-o através da nossa obediência aos seus mandamentos, perdoando ao nosso próximo as ofensas que tenham cometido contra nós. Os mandamentos do Senhor não são pesados; perdoar liberta-nos das algemas do rancor, do ódio e da vingança e abre portas para amarmos ao nosso próximo como Deus nos ama.