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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A hora da decisão

É muito comum quando temos de decidir sobre um assunto, sabermos aquilo que é o mais correto fazermos, mas mesmo assim estarmos indecisos e acabarmos por fazer aquilo que sabemos que não é o mais correto. Por isso Deus dá-nos alguns concelhos na sua Palavra para que na hora de decisão tenhamos capacidade de escolher fazer aquilo que é certo.

Em primeiro lugar a hora de decisão exige uma tomada de posição firme sobre a hipótese que sabemos estar de acordo com a Palavra de Deus. Nesta hora não podemos estar a coxear entre dois pensamentos. Assim, somos alertados a escolher entre a hipótese que agrada a Deus e a hipótese que agrada a nossa carne, da mesma forma como o povo de Israel foi alertado por Elias a escolher entre Deus e Baal. “Estão, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondia.” 1Rs 18:21.

Deus já tem mostrado que é Deus e que todos os caminhos que ele nos indica são os melhores para nós. A nossa carne pelo contrário já se tem mostrado não ser uma boa conselheira. Ela é inclinada a tudo o que parece trazer mais vantagens mais conforto e mais projeção social imediata. A carne, não se inclina para as coisas de Deus, mas sim para aquilo que é do mundo. O mundo por sua vez tem uma mentalidade contrária a Palavra de Deus.

O apóstolo Tiago avisa-nos que quando tomamos decisões que demonstram amor ou amizade ao mundo, nos afastamos de Deus, porque o mundo é contrário a Deus, e não está de acordo com os princípios da Palavra. “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tg 4:4.

Quando tomamos decisões ouvindo a voz da carne, vemos que o temor a Deus e a sua Palavra ficam de lado e que deixamos de agir com sabedoria e prudência. No livro de provérbios vemos que a sabedoria, baseia-se no temor a Deus e da sua Palavra. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é a prudência.” Pv 9:10.

Quando tememos o nome do Senhor e nos afastamos do mal, Deus ensina-nos que caminho devemos seguir como nos diz o versículo seguinte: “Ao homem que teme ao Senhor, ele o instruirá no caminho que deve escolher.” Sl 25:12. Assim, somo progressivamente mais ajudados pelo Espírito Santo a tomar decisões quando nos desviamos do mal por temor a Deus.

Antes de tomarmos decisões devemos verificar se existe duplicidade no nosso coração sobre esse assunto; e ver qual é a decisão que agrada a Deus e a que agrada a carne. Isto é o que nos aconselha o apóstolo Tiago para que os cristãos possam tomar decisões e agir de maneira a que agrade a Deus. “Chegai-vos a Deus, e ele se achegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.” Tg 4:8.

Então, depois de vermos qual é a decisão que agrada a Deus devemos orar a Deus e pedir a capacitação do Espírito Santo para fazer aquilo que sabemos que agrada a Deus. Desta forma limpamos o nosso coração das ideias que são contrárias a Deus, pois identificamos as decisões que podíamos tomar que seriam contrárias a Deus e as colocamos de lado.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Manquejar entre dois caminhos: um problema atual

Muitas pessoas depois de conhecerem a Jesus Cristo, e de aceita-lo como Senhor e Salvador das suas vidas, continuam indecisas quanto ao caminho que devem andar. Apesar de conhecerem a Palavra de Deus, não a seguem no seu dia-a-dia, continuam em certas áreas das suas vidas a andarem nas trevas, e a agir de acordo com os padrões do mundo, quanto a ira, inveja, cobiça, soberba, entre outras coisas.
 
A Bíblia Sagrada relata que o profeta Elias comparou esse grupo de crentes com pessoas que coxeiam entre dois pensamentos, ou entre dois caminhos: pensam de acordo com a Palavra de Deus e ao mesmo tempo pensam de acordo com as ideias do mundo, contrárias a vontade de Deus “Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada respondeu” 1Rs 18:21.
 
A duplicidade de pensamento ou hipocrisia é um pecado muito comum nos dias atuais. É frequentes as pessoas aproximarem-se de Deus, terem uma vida religiosa, mas manterem o coração longe de Deus, pensando de maneira contrária a Palavra de Deus, e agindo apenas para serem visto pelos homens.
 
No livro do profeta Isaías o problema da hipocrisia é apontado por Deus: “O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu, (…)” Is 29:13. O povo de Israel, apesar de cumprir alguns preceitos religiosos, no seu coração estava longe de Deus e da Sua vontade.
 
O Senhor Jesus diz-nos em relação a servirmos a dois mundos diferentes, da luz e da trevas, que: “Ninguém pode servir a dois Senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar a outro, ou se devotará a um e desprezará a outro. Não podeis seguir a Deus e as riquezas” Mt 6:24. Apesar de poder coxear entre dois pensamentos, o crente acaba por inclinar-se mais para um dos lados.
 
Elias conhecia apenas uma solução para a duplicidade de pensamento ou hipocrisia: a tomada de decisão para um lado ou para o outro. Esta tomada de decisão é estimulada por Jesus no livro de Apocalipse, onde o nosso Mestre diz-nos que devemos escolher entre ser quentes, ou frios. “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera que fosses frio ou quente” Ap 3.15.
 
Devemos em cada circunstância, com que nos deparamos, decidir pelo caminho da Luz e pela obediência a Palavra de Deus. Devemos julgar os nossos pensamentos e verificar se estão de acordo com a vontade de Deus. Caso não estejam de acordo com os ensinos do Mestre devemos levar o nosso pensamento cativo a obediência a Palavra de Deus.
 
Não existe motivo para continuar a manquejar, pois o Senhor Jesus já nos provou que é Deus e nosso Salvador, porque sendo Deus, veio a terra na forma de homem e ensinou a vontade do Pai, operou milagres, e entregou-se a si mesmo para perdão dos pecados da humanidade. Jesus Cristo ressuscitou e venceu a morte e o Inferno, e hoje é o Senhor dos Senhores.