sábado, 30 de junho de 2018

Os ensinos de Jesus sobre oração

Uma das formas que o homem tem para se comunicar com Deus é através da oração. O nosso Senhor Jesus ensinou-nos a orar ao Pai Celeste e mostrou que as necessidades do homem não se resumem as coisas materiais para o dia a dia mas também de coisas espirituais que contribuem para que a nossa relação com Deus não seja atingida, e para que não nos desviemos dos bons caminhos, com as várias tentações e cílidas a que somos expostos diariamente. 

No Evangelho de Mateus o nosso Senhor mostrou-nos que a oração não deve ser usada para exibir-nos perante os homens como faziam alguns religiosos da época. A oração deveria ser feita exclusivamente para Deus, sem a preocupação de serem vistos pelos homens. Os homens pela sua natureza pecaminosa têm a tendência de orar para serem vistos e ouvidos de forma a serem aplaudidos pela sua religiosidade.

Vemos as palavras do Mestre nos versículos a seguir: "E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” Mt 6:5-6

Para além de desejarmos ter apenas atenção de Deus devemos também evitar vãs repetições. Temos de ter em conta que Deus é omnisciente, e por isso Ele sabe toda a nossa vida e tudo o que necessitamos. O Senhor Jesus alerta-nos a não fazer o mesmo que os gentios da época que achavam que Deus iria ouvi-los se falassem muito.

Nos versículos a seguir vemos as recomendações do Mestre: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.” Mt 6:7-8.

Quando orarmos devemos dirigir-nos aos Pai Celeste, santifica-Lo e mostrar que desejamos que o seu Reino seja totalmente implantado na terra; e a que a sua vontade seja feita tanto nas nossa vidas como na terra e no céu. “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;” Mt 6:9-10.

Uma forma de concordar com a vontade do Pai Celeste é orar pelos assuntos que estão no coração do Pai, como a Igreja, as Missões, os governos das nações bem como todos os homens que nos rodeiam. O apóstolo Paulo aconselha-nos sobre o que devemos orar no versículo seguinte: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações e intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda a piedade e respeito.” 1Tm 2:1-2.

Para além de orarmos em favor dos outros homens devemos também orar por nós, pelas nossas necessidades. “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;” Mt 6:11. O Pai Celeste ama-nos e como Pai deseja que falemos com Ele e que contemos as nossas necessidades e anseios. Como somos pecadores as nossas necessidades não se limitam aquilo que necessitamos para o nosso dia a dia, mas também englobam o perdão das ofensas que cometemos aos longo do dia a dia.

Precisamos de ser purificados a cada dia, de todas as impurezas que passam pelo nosso coração. O sangue de Jesus é eficaz para a nossa purificação mas precisamos primeiro de arrepender-nos dos pecados que cometemos e pedir perdão a Deus para que possamos ser limpos dos nossos pecados. Da mesma forma como buscamos o perdão de Deus para as nossas ofensas devemos também perdoar as ofensas dos outros.

Temos de cultivar um coração misericordioso e perdoar aquilo que fazem de mal contra nós. O nosso Mestre ensina-nos que o perdão das ofensas dos outros é um requisito para que Deus nos perdoe as nossas ofensas. “e perdoa as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (...) Porque se perdoardes aos homens as sua ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará ; se porém, não perdoardes as homens [as sua ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” Mt 6: 12, 14-15

A natureza pecaminosa do homem faz com que ele tenha uma atração para o pecado e por isso torna-se presa fácil das tentações do diabo. Isso faz com que, para além de necessitarmos de perdão dos nosso pecados também necessitemos da Graça de Deus e do Espírito Santo para nos conduzir a cada dia de forma a que não caiemos em tentação.

Tantas formas existem que são utilizadas pelo inimigo das nossas almas para nos fazer mal. Por isso necessitamos de que o Pai Celeste nos livre de todas as formas do mal. O nosso Senhor Jesus recomenda-nos que peçamos a Deus proteção no versículo a seguir: “e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]. Mt 6:13.

Quando percebemos que Deus preocupa-se tanto connosco como com as pessoas a nossa volta, acabamos também de preocupar-nos com as necessidades do outros e interceder pelos os que estão a nossa volta. A nossa necessidade não se resume ao que precisamos para o dia a dia, mas engloba também de uma solução diária para a nossa natureza pecaminosa, e para as armadilhas do nosso inimigo. Por isso precisamos diariamente do perdão de Deus, da sua Graça para não nos deixar-nos influenciar por tentações, e também precisamos que Deus nos livre do mal.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

O tempo e o maneira de Deus

O ser humano, é um ser racional e por isso tem a capacidade de decisão. Contudo, ao constatar a existência de um Deus Todo Poderoso, o homem deve-se submeter totalmente ao Senhorio de Deus em todas as áreas da sua vida. Isto implica que o homem quando deseje alguma coisa, deve buscar em primeiro lugar saber qual é a vontade de Deus e consoante a orientação de Deus tomar a decisão.

Quando o homem sabe que aquilo que deseja faz parte da vontade de Deus deve então buscar o Espírito Santo para saber qual é o tempo de Deus e a maneira de agir de Deus. Esse conselho é-nos dado no livro de Eclesiastes no seguinte versículo: “Porquanto há uma hora certa e também uma maneira certa de agir em cada situação. O sofrimento de um homem, no entanto, pesa muito sobre ele,” Ec 8:6.

Deus não deseja que façamos a coisa certa na hora errada ou nem que a coisa certa da maneira errada. Em ambos os casos o resultado não seria o melhor. Por isso, depois de sabermos o que Deus quer que façamos temos de ser pacientes para esperar que Deus nos mostre o momento certo para o fazermos e também buscar conhecer na Palavra a forma correta de agir.

Sermos paciente não é fácil pois o homem tem a tendência para querer as coisas logo. Mas se focarmos a nossa atenção em Deus e na sua vontade, não ficaremos ansiosos com o que desejamos; e Deus nos concederá o que queremos no momento certo. Por isso o Espírito Santo diz-nos no salmos 37 que devemos deleitar-nos no Senhor, que Ele satisfará os desejos do nosso coração.

Para além de devermos focar em Deus e não em nós mesmos, devemos entregar todos os nossos caminhos a Deus e confiar na sua Palavra. Quando entregamos os nossos caminhos a Deus fazemos tudo da forma como Ele nos ensina na sua Palavra. No versos seguinte do salmo 37 podemos ver isso: “Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará.” Sl 37:4-5.

O nosso modo de agir para alcançarmos o que queremos têm de estar, portanto, de acordo com os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. O nosso Mestre frisou dois mandamentos que norteiam a nossa forma de agir com os nosso próximo e com Deus. Esses mandamentos envolvem a prática do amor na nossa relação com Deus e com aqueles que nos rodeiam.

Podemos ver as Palavras do Senhor Jesus nos versículos a seguir: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de todo a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” Mt 22:37-40

Para além de agirmos de acordo com os ensinamentos do Senhor Jesus, e de não podermos amar mais o que desejamos do que a Deus, os nossos pensamentos enquanto caminhamos devem ser agradáveis a Deus. Por outras palavras, os nosso pensamentos devem bondosos, puros, respeitáveis e misericordiosos.

O apóstolo Paulo recomenda-nos sobre os tipos de pensamentos que devem ocupar o nosso coração: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento.” Fp 4:8

Enquanto estamos é bom termos sonhos que estejam dentro da vontade de Deus para a nossa vida. Para alcança-los devemos focar-nos em Deus e alegra-nos com a sua vontade para as nossas vidas e também com a sua Palavra. Ao mesmo tempo devemos cultivar um coração puro e reto diante de Deus e agir de acordo com a Palavra em todas os assuntos da nossa vida e inclusive os relacionados com o que desejamos.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

A revelação de Deus

Muitas vezes o homem questiona-se como terá surgido o Universo e quem é o Criador e Governador de tudo o que vemos na natureza. Por vezes o homem anseia que o Deus Criador, que está por detrás de tudo o que acontece se revele a ele. Contudo, Este milagre já aconteceu! Deus já se revelou a humanidade quando enviou o seu Filho Amado o Senhor Jesus.

Toda a essência de Deus, o seu inteiro coração foi-nos revelado através do Senhor Jesus Cristo, pois Ele é a imagem exata do ser de Deus, como diz o versículo seguinte: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criação;” Cl 1:15. Jesus Cristo representou na terra o Pai Celeste e transmitiu exatamente o que o Pai pensava.

O ensino do Senhor Jesus aos seus discípulos e a toda a multidão que se dirigia a Ele para ouvi-Lo baseava-se no que Jesus ouvia de seu Pai, como vemos a seguir: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” Jo 15:15

Assim, podemos ter a consciência de que as palavras de Jesus não vinham de si mesmo mas do Pai como nos diz o Senhor Jesus nos versículo a seguir: “Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.” Jo 14:10. A relação intima que Jesus tinha com o Pai Celeste manteve-se enquanto esteve na terra, e o Pai continuava Nele e Ele no Pai.

Naquele tempo, quem tinha o privilégio de ver a Jesus via também o Pai Celeste que se manifestava Nele. “Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto. (...)Disse-lhe Jesus: Filipe, há quanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”Jo 14:7,9.

O Pai Celeste manifestava-se através de Jesus, fazendo com que Jesus fizesse as mesmas obras que o Pai Celeste. Na noite em que Jesus celebrou a Páscoa com os seus discípulos Ele mostrou o que o Pai desejava no relacionamento dos discípulos uns com os outros. Jesus fez isso levantando-se da ceia, tirando a sua vestimenta e lavando os pés aos seus discípulos.

Depois de ter lavado os pés aos discípulos, Jesus perguntou-lhes se eles sabiam o significado que Ele lhes tinha feito e então disse-lhes: “ Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu fiz, façais vós também.” Jo 13:13-15.

Deus Pai deseja que tenhamos uma relação de amor uns para com os outros, da mesma forma como Ele tinha uma relação de amor com o Seu Filho. Jesus enquanto este na terra amou-nos da mesma forma como foi amado pelo seu Pai. “Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor;” Jo 15:9 Nós hoje, devemos amar-nos uns aos outros da mesma forma como Jesus nos amou.

O amor de Jesus mostra-nos o coração amoroso do Pai Celeste e se quisermos permanecer no amor de Jesus temos de obedecer ao mandamento do Senhor Jesus, que é amar-nos da mesma forma como Ele nos amou. “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” Jo 15:12.

O amor de Jesus é insuperável, pois não há maior demonstração de amor do que dar a vida por nós pecadores. O Pai também tem por nós um amor insuperável porque deu o seu próprio Filho para que os nossos pecados pudessem ser pagos e assim ficássemos livres da condenação eterna. Vemos assim que o Pai tem um coração amoroso e que a sua maior lei é a lei do amor. Quando colocamos em pratica a sua lei do amor, perdoamos, amparamos, socorremos e amamos ao nosso próximo e dedicamos também a nossa vida a Deus por amor.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Direção de Deus

Existe um mistério da vida cristã e aqueles que se tornam cristãos vêm que esse mistério é lhes desvendado progressivamente enquanto caminham com Deus. Eles passam a ter a alegria na comunhão com Deus e em receber a direção de Deus para todos os aspetos da sua vida. Vemos nas Escrituras que quanto mais o cristão se aproxima de Deus, mais Deus lhe mostra a sua concordância ou não com os seus planos.

Deus tem prazer em falar com os seus filhos e direcionar os seus passos. Mas, na Bíblia vemos que para Deus conduzir os nossos passos e para sermos bem sucedidos naquilo que fizermos temos de meditar na Palavra de Deus de dia e de noite. Para além de meditar na Palavra temos de usa-La como padrão das nossas atitudes e planos.

Vemos o conselho de Deus para meditarmos diariamente na sua Palavra no versículo a seguir: “Sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do Senhor, que este falou a Josué, filho de Num, servidor de Moisés, dizendo:(...)Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares.” Js 1:7

Deus fala connosco através da Sua Palavra e tudo o que Deus deseja para nós está de acordo com a as Sagradas Escrituras. Mas para recebermos direção de Deus não podemos buscar apenas o conhecimento da sua Palavra; temos também de buscar a presença e comunhão com o seu Santo Espírito.

A vida cristã é algo que apenas consegue-se viver através da capacitação do Espírito Santo. Por isso nosso Senhor Jesus disse aos seus discípulos que aguardassem em Jerusalém a descida do Espírito Santo para que eles pudessem ser revestidos de poder e assim testemunhar a Pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo. Vemos a promessa de Jesus no versículo a seguir: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” At 1:8

O Espírito Santo é essencial na nossa vida, porque Ele nos capacita a entender o que lemos das Escrituras, e nos dirige enquanto caminhamos. Quando precisamos de uma orientação ou consolo o Espírito Santo utiliza aquilo que lemos nas Escrituras para falar connosco. Por isso, o nosso Senhor Jesus disse aos seus discípulos que não os deixaria sós, pois enviaria o Espírito Santo que ia fazer-lhes lembrar tudo o que o Senhor lhes tinha ensinado e continuar a guia-los.

Vemos as Palavras do Senhor Jesus a seguir: “Isto vos tenho dito, estando ainda convosco; mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” Jo 14:25-26. Assim o Mestre continuou com os discípulos através do Espírito Santo.

Para que pudéssemos ter o Espírito na terra, Jesus teve de morrer, ressuscitar e ascender aos céus. Depois de cumprido o plano redentor, o Espírito Santo foi então enviado para reavivar, revestir e dirigir aqueles que acreditaram em Jesus como Senhor e Salvador das suas vidas. O Senhor Jesus fala-nos disso a seguir: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo;” Jo 16:7-8

Jesus Cristo hoje continua entre nós através do seu Espírito Santo e continua a querer dirigir-nos como fazia com os seus discípulos enquanto esteve na terra. Ele é o nosso Bom Pastor que deseja conduzir-nos até a pátria celestial. Para estarmos atentos a sua voz é necessário não só conhecermos a sua vontade, meditando na sua Palavra, mas também buscar a presença e o revestimento com o Espírito Santo.

domingo, 24 de junho de 2018

Enquanto se pode achar

Ao longo das Sagradas Escrituras vemos que Deus é paciente com o pecador e dá oportunidades ao longo da vida do homem para que este possa arrepender-se dos seus pecados e voltar-se para Deus. A paciência de Deus é motivada pelo grande amor que Deus tem pela humanidade. Deus não deseja que ninguém se perca, mas que todos alcancem a salvação da sua alma.

Contudo, o homem tem um tempo limitado aqui na terra e depois da sua morte física não tem mais hipótese de corrigir a sua vida; e portanto, recebe o fruto daquilo que plantou na terra: ou a vida eterna ou a condenação eterna. O versículo a seguir diz-nos isso: "E, como aos homens está ordenado morrer uma vez, vindo, depois disso, o juízo." Hb 9:27.

Ninguém sabe em que momento Deus vai chamar-nos por isso devemos colocar a nossa vida em ordem o mais cedo possível. No versículo a seguir vemos a chamada de atenção de Deus sobre a necessidade preparar-nos para encontrar-nos com Deus."Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.” Am 4:12.

Todos temos a oportunidade de ouvir a voz de Deus sobre aquilo que Ele deseja para a nossa vida e não podemos desculpar-nos dizendo que não sabíamos da vontade de Deus. O livro aos efésios diz-nos que Deus revelou-nos o mistério da sua vontade aos homens através de Jesus Cristo, o nosso Redentor. Vemos isso a seguir: “Bendito o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais, nos lugares celestiais em Cristo; (...)Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo” Ef 1:3,9.

Por toda a imprevisibilidade que acerca da vida futura do homem, e por não sabermos quando Deus Pai enviará o seu Filho para buscar a Igreja, devemos buscar a Deus enquanto é tempo; enquanto temos oportunidade de achegar-nos a Ele. O Espírito Santo admoesta-nos a isso no versículo seguinte: “Buscai ao Senhor, enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.” Is 55:6.

O nosso Deus Pai é um Deus cheio de amor e misericórdia. Se nos voltamos a Ele, depois de pecarmos Ele não nos rejeita, mas abre os seus braços de amor para nos receber e para curar as nossas feridas. Ele nos tratará com amor e trabalhará nas nossas vidas para nos restaurar e fazer-nos úteis para o seu Reino.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Arrepender-nos a cada dia

Em algum dia da nossa vida fomos confrontados com a ideia de que existia um Salvador para a nossa alma e que precisávamos de aceita-Lo como Senhor e Salvador da nossa vida. Nesse dia então, fizemos uma declaração a Deus afirmando que aceitávamos ao Senhor Jesus como Senhor e Salvador da nossa vida. Nesse dia começamos uma caminhada com Deus.

Apesar de ser importante olharmos para o passado e vermos que um dia nos arrependemos e aceitamos a Jesus como Senhor e Salvador das nossas vida é importante que ao olharmos para o presente vejamos também que continuamos arrepender-nos dos nossos pecados, e que nas nossas atitudes aceitamos que o Senhor Jesus é o Senhor e Salvador das nossas vidas.

Deus faz-nos diariamente o mesmo convite que ouvimos no início da nossa caminhada com Deus. Por outras palavras, Deus convida-nos a rejeitar toda a impiedade que existe em nós e a voltar-nos para Ele, como nos diz o Espírito Santo no versículo seguinte: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o Senhor Deus, porque é rico em perdoar.” Is 55:5

Quando estamos na sua casa de oração Deus usa várias formas para contender com o nosso coração e para mostrar-nos as coisas de que devemos arrepender-nos e tomar um novo caminho de acordo com a sua Palavra. Deus também usa a sua Palavra, nos nossos momentos de devocional, para mostrar-nos que devemos nos converter de algumas formas de pensar e consequantemente de certas atitudes que tomamos.

Deus Filho é Bom, é o nosso Bom Pastor e deseja conduzir-nos a cada dia nos bons caminhos, ensinando-nos o que devemos fazer. O salmista diz-nos isso a seguir: “Bom e reto é o Senhor, por isso aponta o caminho aos pecadores. Guia os humildes na justiça, e ensina aos mansos o seu caminho.” Sl 25:8-9. O nosso Pastor requer que os nossos ouvidos estejam atentos a sua voz, que sejamos mansos para aceitar as suas correções e fazer a sua vontade.

Os nossos pensamentos são muito importantes para Deus, porque são os nossos pensamentos que dirigem o que fazemos. O Senhor diz-nos isso nos versículo a seguir: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias.” Mt 15:19. Por isso o Espírito Santo convida-nos a cada dia, a deixar os nossos próprios pensamentos sobre as pessoas, e sobre os assuntos que nos rodeiam e a aceitar os pensamentos de Deus para que possamos agir conforme a sua Palavra.

Apesar de o Espírito Santo vivificar-nos e de sermos novas criaturas, temos em nós um velho homem que precisa de ser mortificado a cada dia. O apóstolo Paulo diz-nos que precisamos de despir-nos do velho homem através da renovação dos nossos pensamentos e vestir-nos no novo homem pensando de uma forma coincidente com a Santidade de Deus. Isto para que as nossas atitudes sejam agradáveis a Deus e em obediência a sua Palavra.

Vemos as palavras do apóstolo Paulo no versículo seguir: “no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupisciências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.” Ef 5:22-24.

O arrependimento dos nossos pecados não deve ser por isso algo que faz parte apenas do nosso passado, mas sim, algo que praticamos diariamente. Isso para que possamos deixar-nos conduzir pelo Senhor Jesus e pelo seu Espírito e fazer aquilo que nos ordena. O ato de arrepender-nos deve fazer parte do nosso dia a dia para que possamos ter um coração manso e humilde totalmente controlado pelo nosso Senhor Jesus.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A ira de Deus

Ao longo de toda a Bíblia Sagrada podemos ver que Deus é o nosso criador e que é Ele quem define aquilo que é certo e o que é errado. Deus deu ao homem mandamentos e espera dele obediência. A desobediência do homem, a maldade e todo o tipo de atitudes más desagradam a Deus provocando uma emoção oposta a da alegria. Essa emoção de desagrado, pode ser chamada de ira de Deus.

No livro de Provérbio vemos descritas algumas coisas Deus abomina, como a soberba, a mentira, o assassínio, a maldade. Como exemplo temos o versículo a seguir: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.” Pv 6:16-19.

Quando o homem peca Deus sente ira. Contudo, a ira de Deus não é como a ira humana que origina ações de maldade e injustiça. Pelo contrário, a ira de Deus é Santa e Justa. Ou seja, Deus reage de forma justa e misericordiosa ao pecado do homem. Como Deus, o nosso Pai Celeste mostrou-nos que o salário do pecado é a morte eterna. Quando pecamos é justo que mereçamos um castigo pela nossa má ação. O apóstolo Paulo diz-nos isso a seguir: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Rm 6:23.

Por isso, no Antigo Testamento, para justificar o pecador Deus exigia a morte de um substituto, que era um animal sacrificado. Contudo, esse sacrifício não era suficiente, pois tinha de ser repetido cada vez que a pessoa pecasse. Deus planeou um sacrifício completo e perfeito que não iria exigir que se fizesse um novo sacrifício cada vez que pecássemos; esse sacrifício foi feito quando Jesus pagou o preço de todos os nossos pecados morrendo em nosso lugar na cruz do Calvário.

Os versículos a seguir da epistola aos Hebreus dizem-no isso: “assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” Hb 9:28. “Nessa vontade, é que temos sidos santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.” Hb 10:10.

O nosso Mestre sofreu a punição que Deus iria executar sobre nós por causa dos nossos pecados. Toda a ira de Deus, causada pelos pecados da humanidade foi suportada por nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso Jesus Cristo enquanto esteve na Cruz sentiu-se abandonado, longe do Pai Celeste; os pecados da humanidade estavam sobre si: “Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta volta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” Mt 27:46

A partir do momento em que Jesus Cristo morreu por nós abriu-se um caminho para que pudéssemos ter os nossos pecados perdoados e termos comunhão com o Pai Celeste. “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne “ Hb 10:19-20. Apenas precisamos de aceitar que Jesus pagou o preço dos nossos pecados morrendo por nós na Cruz do Calvário.

Quem rejeitar a justiça de Deus feita através da morte do Senhor Jesus terá de pagar pessoalmente o preço dos seus pecados sofrendo a punição eterna que Deus tem preparada para todos os que não aceitam o seu amor revelado na morte e ressurreição de Jesus Cristo. “Quem nele crê não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no Nome do Filho unigênito de Deus. Jo 3:18

Deus como criador Santo e Justo preparou um lugar eterno, onde serão colocados os anjos que se rebelaram contra Ele e também aqueles que não aceitaram Jesus como Senhor e Salvador das sua vidas. Esse lugar é chamado de inferno e o nosso Mestre fala-nos dele no versículo a seguir. “Então, o Rei dirá também aos que estiverem a sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos.” Mt 26:41.

O Senhor dos senhores e Rei dos reis aceitará na sua presença aqueles que se arrependeram e o aceitaram como Senhor e Salvador das sua vidas. Aqueles que O rejeitaram e não amaram a Deus sofrerão a penalidade da destruição eterna, ou seja, estarão eternamente separados do Senhor e das sua Majestade ficando no lugar chamado inferno.