quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O papel do líder na Igreja

A Igreja é um organismo e como tal precisa de ser liderado para que todas as partes possam trabalhar em conjunto e cumprir o seu propósito na terra. Os líderes na Igreja, tem contudo requisitos diferentes dos líderes das instituições seculares. Os requisitos estão mais relacionados com a relação do líder com Deus, e com os seu carácter do que com as suas capacidades intelectuais. Isto porque a capacitação é Deus quem concede.

O líder cristão tem como objetivo conduzir as pessoas ao aperfeiçoamento gradual na caminhada com Deus; e por isso a liderança cristã não é exercida apenas com pregações, mas sobretudo com o exemplo de carácter e de conduta em todas as áreas da vida. O líder é um seguidor de Cristo, e por isso é alguém que imita o nosso Mestre Jesus e consequentemente é alguém em condições de ser imitado como nos diz o apostolo Paulo a seguir: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” 1Co11:1.

Paulo aconselhou por isso, o jovem líder Timóteo, a ser um padrão de conduta para os fiéis, não só no procedimento, como no amor, na fé, na pureza. Vemos isso a seguir: “Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.” 1Tm 4:12. Isto para que pudesse ensinar as pessoas pelo seu exemplo e através do seu ensino da Palavra de Deus.

O líder cristão, como todos os cristão não é perfeito,  mas com da ajuda de outros cristãos pode aperfeiçoar-se gradualmente até atingir o máximo de proximidade do amor e carácter do nosso Mestre, o Senhor Jesus Cristo. Em conjunto, todos os líderes têm como função contribuir para ao aperfeiçoamento de todos os santos como nos diz os versículos seguintes: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e doutores, com vista ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo.” Ef 4:11-12.

Na Bíblia vemos que Moisés, precisa de liderar o povo de Israel, mas sentia-se exausto nesta tarefa. Jetro usado por Deus, aconselhou a Moisés que escolhesse líderes para auxilia-lo na liderança do povo, nas áreas em que ele não tinha capacidade de fazer sozinho. Moisés ouviu o conselho e distribuiu a tarefa da liderança de forma a que não ficasse sobrecarregado e para que o povo tivesse os seus problemas resolvidos.

Nos versículos seguintes vemos isso: “Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez; para que julguem este povo em todo o tempo. Toda a causa grave trarão a ti, mas toda a causa pequena eles mesmo julgarão; será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga contigo.” Ex 18:21-22.

A liderança é complementada pelo serviço uns dos outros, segundo o dom que Deus concede a cada cristão. Contudo, o líder cristão precisa de ter o fruto do Espírito Santo, para que possa caminhar com equilíbrio e com humildade. Um dos componentes do fruto do Espírito Santo que o líder cristão precisa de ter é a moderação e a humildade. Os outros componentes do fruto são indicados no seguinte versículo da epístola aos Gálatas "Mas o fruto do Espírito Santo é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gl 5:22-23.

O líder cristão, a semelhança de Abraão tem um chamado para seu uma bênção para as pessoas a sua volta e isso requer, que ele seja misericordioso, bondoso e consequentemente benigno. Deus é amor e deseja que todos, inclusive os líderes, amem aqueles que estão a sua volta e isso passa consequentemente pela obediência a Palavra de Deus.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Solo Christus

Nestes tempos tem sido aceite uma perspetiva relativista sobre todos os assuntos da vida do homem inclusive a salvação. Tudo é aceite dependendo do ponto de vista e das circunstâncias. Sobre a salvação, os homens acreditam que todos os caminhos vão dar a Deus e que apenas é necessário que o homem se sinta bem consigo mesmo.

A Bíblia dá-nos uma orientação diferente acerca do que é bem e do que é mal, e sobre o que pode levar as pessoas a Deus e a estarem eternamente no céu. A Palavra de Deus é clara quando nos diz que o bem é aquilo que está de acordo com os mandamentos de Deus e que o mal é aquilo que é contrário a Palavra de Deus. Quanto a salvação, Deus mostra-nos que o único caminho que nos leva a comunhão com Deus e a salvação é Jesus Cristo.

No evangelho de João vemos as palavras de Jesus Cristo que nos dizem que Ele é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai senão por Ele. Podemos ver isso no versículo a seguir: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Jo 14:6.

Jesus Cristo abriu-nos o caminho para termos comunhão com o Pai Celeste quando morreu na cruz do Calvário por nós. Apenas precisamos aceitar o seu sacrifício e entrar por este santo e estreito caminho que Deus nos concede. Neste caminho, as regras não são feitas por nós segundo as nossas conveniências, mas sim pelo Pai Celeste, que nos revela a sua vontade através da sua Palavra.

Não estamos sós neste caminho. Apesar de sermos detentores de uma natureza pecaminosa que se inclina para as coisas que não agradam a Deus, podemos contar com a ajuda do nosso Mestre e Pastor que vai adiante de nós e nos mostra como devemos viver de forma agradável a Deus. No versículo seguinte vemos que Jesus é o nosso Pastor e Mestre: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.” Jo 10:6

Jesus como bom Pastor é aquele que vai adiante das ovelhas, e a quem as ovelhas seguem porque reconhecem a sua voz; e apesar de terem pouca capacidade de visão, conseguem evitar os perigos, porque seguem o bom Pastor que vai adiante delas e as protege. Como pastor, Jesus deixou-nos exemplo, para que como Ele fez façamos nós também. “Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu fiz, façais vós também.” Jo 13:15.

Por isso, os discípulos de Jesus, como suas ovelhas, puderam testemunhar tudo o que tinham visto e aprendido com Jesus. Paulo declarou sobre a salvação que existe apenas no Senhor Jesus na sua epístola a Timóteo. “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos” 1Tm 2:5-6.

O mesmo testemunhou Pedro, perante o Sinédrio, quando foi interrogado sobre o motivo de um coxo de nascença ter sido milagrosamente curado: “Este Jesus é a pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” At 4:11-12.

Deus ainda hoje alerta a humanidade que apenas há um caminho para chegar ao céu, e que apenas há uma verdade, a revelada por Jesus Cristo. Para além disso o Espírito Santo nos avisa que apenas existe vida em Jesus Cristo. Fora dos caminhos de Deus não há paz, não há felicidade. O homem apenas é bem-aventurado quando segue os mandamentos de Jesus.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A hora da decisão

É muito comum quando temos de decidir sobre um assunto, sabermos aquilo que é o mais correto fazermos, mas mesmo assim estarmos indecisos e acabarmos por fazer aquilo que sabemos que não é o mais correto. Por isso Deus dá-nos alguns concelhos na sua Palavra para que na hora de decisão tenhamos capacidade de escolher fazer aquilo que é certo.

Em primeiro lugar a hora de decisão exige uma tomada de posição firme sobre a hipótese que sabemos estar de acordo com a Palavra de Deus. Nesta hora não podemos estar a coxear entre dois pensamentos. Assim, somos alertados a escolher entre a hipótese que agrada a Deus e a hipótese que agrada a nossa carne, da mesma forma como o povo de Israel foi alertado por Elias a escolher entre Deus e Baal. “Estão, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondia.” 1Rs 18:21.

Deus já tem mostrado que é Deus e que todos os caminhos que ele nos indica são os melhores para nós. A nossa carne pelo contrário já se tem mostrado não ser uma boa conselheira. Ela é inclinada a tudo o que parece trazer mais vantagens mais conforto e mais projeção social imediata. A carne, não se inclina para as coisas de Deus, mas sim para aquilo que é do mundo. O mundo por sua vez tem uma mentalidade contrária a Palavra de Deus.

O apóstolo Tiago avisa-nos que quando tomamos decisões que demonstram amor ou amizade ao mundo, nos afastamos de Deus, porque o mundo é contrário a Deus, e não está de acordo com os princípios da Palavra. “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tg 4:4.

Quando tomamos decisões ouvindo a voz da carne, vemos que o temor a Deus e a sua Palavra ficam de lado e que deixamos de agir com sabedoria e prudência. No livro de provérbios vemos que a sabedoria, baseia-se no temor a Deus e da sua Palavra. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é a prudência.” Pv 9:10.

Quando tememos o nome do Senhor e nos afastamos do mal, Deus ensina-nos que caminho devemos seguir como nos diz o versículo seguinte: “Ao homem que teme ao Senhor, ele o instruirá no caminho que deve escolher.” Sl 25:12. Assim, somo progressivamente mais ajudados pelo Espírito Santo a tomar decisões quando nos desviamos do mal por temor a Deus.

Antes de tomarmos decisões devemos verificar se existe duplicidade no nosso coração sobre esse assunto; e ver qual é a decisão que agrada a Deus e a que agrada a carne. Isto é o que nos aconselha o apóstolo Tiago para que os cristãos possam tomar decisões e agir de maneira a que agrade a Deus. “Chegai-vos a Deus, e ele se achegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.” Tg 4:8.

Então, depois de vermos qual é a decisão que agrada a Deus devemos orar a Deus e pedir a capacitação do Espírito Santo para fazer aquilo que sabemos que agrada a Deus. Desta forma limpamos o nosso coração das ideias que são contrárias a Deus, pois identificamos as decisões que podíamos tomar que seriam contrárias a Deus e as colocamos de lado.

domingo, 26 de novembro de 2017

Deus chamou-nos para vencer

Deus chama a todos os homens para o seu reino através do Senhor Jesus, que veio a terra em forma de homem, pregou o Evangelho e entregou-se para perdão dos nosso pecados. Depois de aceitarmos o sacrifício de Jesus em nosso favor, entramos no Reino de Deus. Então passamos a ter como Mestre o Senhor Jesus e o seu Santo Espírito.

Quando entramos no Reino e começamos a nossa caminhada cristã muitas coisas tentam fazer-nos desistir de seguir a Jesus Cristo e por vezes vem o desânimo por várias coisas que acontecem nas nossas vidas. Por isso, o nosso Senhor Jesus diz-nos que tenhamos bom ânimo, pois Ele venceu o mundo e abriu para nós o caminho para o céu e para a comunhão com Deus.

Vemos as palavras de Jesus no versículo seguinte: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Jo 16:33. Jesus venceu o mundo e a morte para que nós vencêssemos também tivéssemos uma nova vida livre do pecado na terra e um lugar no céu.

Devemos alegrar-nos porque Deus chamou-nos para a vitória contra o pecado, contra a carne e contra as forças do mal. O pecado e as obras da carne, são opostas a vontade de Deus, pois não estão sujeitas a lei de Deus, como nos diz o apóstolo Paulo a seguir: “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita a lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” Rm 8:7.

Deus deseja libertar-nos das trevas, fazer-nos seus servos e dar-nos a grande vitória final que é a vida eterna. Todos os cristãos são convidados a não se deixarem vencer pelo mal, e pelo reino das trevas, mas sim a vencer o mal com o bem, como vemos nos versículo seguinte: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Rm 12:21.

Podemos vencer o mal, com o bem, quando não reagimos com vingança e ódio às ofensas cometidas contra nós; mas pelo contrário, perdoamos e abençoamos aqueles que nos ofenderam, como nos aconselha o Espírito Santo no versículo a seguir: “A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. (...) Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar a ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.” Rm 12:17,19-20.

Aqueles que podem aliciar-nos ao pecado e a derrota não são apenas os nossos inimigos, e as forças do mal; a nossa carne também pode inclinar-nos para as coisas que nos afastam de Deus. Por isso devemos lutar contra a influência da nossa carne, como nos diz o versículo seguinte: “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra; a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupisciência e a avareza, que é a idolatria; (…) Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.” Cl 3:5,8.

Podemos negar-nos a ouvir as nossas inclinações carnais e também de ceder as tentações do diabo. Deus diz-nos que se resistirmos ao diabo ele fugirá e nós. “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tg 4:7.Por isso não devemos temer, mas sim  animar-nos, pois Deus chamou-nos para vencer a carne, o mundo, o diabo e por fim para vencermos a morte da mesma forma como o nosso Senhor Jesus, que morreu e ressuscitou e hoje vive para sempre.

Deus já nos deu a maior vitória que as nossas almas podiam alguma vez sonhar, pois já nos deu um lugar no céu, perto Dele e de Jesus. Devemos alegrar-nos e confiar em Deus pois nada pode nos separar no amor de Deus, em Cristo Jesus, nem tirar aquilo que Ele prometeu dar-nos.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Solo Gratia

Os princípios teológicos do protestantismo estabelecidos com a reforma deflagrada por Martinho Lutero podem ser resumidos em cinco princípios fundamentais. Um destes princípios é “Solo Gratia”. Para fé cristã, apenas a Graça de Deus torna possível o cristão receber a salvação e entrar no reino de Deus. O esforço humano e todas as boas obras que se possam fazer não podem dar direito a salvação.

A salvação é pela Graça, ou seja é um favor que nós humanos não perecemos por sermos pecadores. Essa Graça é derramada em nós quando aceitamos que Jesus Cristo morreu por nós e derramou o seu sangue para que os nossos pecados fossem perdoados por Deus Pai. O apóstolo Paulo diz-nos isso no versículo a seguir: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus;” Rm 3:24.
 
Deus não deseja que os homens se gloriem de terem mérito próprio na salvação que receberam, por isso diz-nos, a salvação é pela Graça manifestada por Deus na morte de Jesus Cristo em nosso lugar. Logo, não é pelas obras humanas que se alcança a salvação. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Ef 2:8-9.
 
Por isso, o cristão deve afastar da sua mente tudo o que lhe faça pensar que é salvo porque ora, lê a Bíblia, ou porque vai regularmente a Igreja. A salvação não é fruto das obras humanas, porque nenhum homem merecia a salvação. Por isso, qualquer homem pode ser salvo, independentemente dos pecados que tenha cometido. Aqueles que não acham que cometem "grandes pecados" devem lembrar-se que até nas sua melhores obras têm muitas vezes demonstrações de carnalidade. 
 
O apóstolo Paulo é um exemplo de alguém que sendo pecador foi alcançado pela Graça de Deus. Ele relata isso na sua epístola a Timóteo, mostrando como a Graça de Deus se manifestou na sua vida, oferecendo-lhe a salvação mesmo tendo sido blasfemo e perseguidor da Igreja.
 
Deus na sua misericórdia perdoou-lhe os pecados e deu-lhe a honra de levar o evangelho. Vemos isso a seguir: “Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim, que noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia pois o fiz na ignorância, na incredulidade.” 1Tm 2: 12-13.
 
Paulo, inclusive se considerou um dos maiores pecadores por tudo o que fizera enquanto perseguia a Igreja. Mas considerou que Deus salvou-lhe a ele para demonstrar a sua enorme longanimidade e misericórdia. “Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna.” 1Tm 1:15-16.
 
 
Depois de salvos, somos convidados por Deus a praticar as boas obras que Ele preparou para nós. As boas obras são uma consequência da salvação, uma demonstração a Deus da nossa gratidão pela salvação recebida e também uma forma de expressar o amor a Deus. “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Ef 2:10.
 
Assim, devemos relembrar-nos a cada dia que a salvação é concedida ao homem pela Graça e que tudo o que fazemos para Deus também é pela sua Graça. É Deus quem nos sustenta e capacita através do seu Santo Espírito para que possamos fazer o que Ele nos ordena. Isto quer dizer que apesar de não merecermos Deus nos concede a salvação, pela fé na obra salvífica de Jesus Cristo e nos dá o seu Espírito Santo, para nos fortificar e capacitar nos seus caminhos.

domingo, 5 de novembro de 2017

Sola Scriptura

A expressão “Sola Scriptura” é uma das cinco regras de fé defendidas por Martinho Lutero, o monge que iniciou a reforma protestante. Depois de 500 anos vemos que as regras defendidas Martinho Lutero são fundamentais para uma verdadeira prática da fé cristã. A Palavra do Senhor Jesus e o seu exemplo são as únicas diretrizes para a vida cristã.

Apesar disso, hoje na Igreja de Cristo, a Palavra de Deus tem sido negligenciada e as mensagens pregadas não são supervisionadas quando ao seu conteúdo doutrinário. Para além disso, o modelo de carácter e conduta de vida de Jesus, que foi o único modelo a ser seguido desde a Igreja primitiva tem sido substituído pelo modelo de conduta de homens, que apesar de cristãos, esqueceram-se de imitar o modelo de carácter e de conduta de Jesus Cristo.

Jesus diz-nos que Ele é o único modelo de vida que podemos imitar para andarmos na luz e chegarmos a pátria celeste. Podemos ver isso no versículo a seguir: “De novo, lhes falava Jesus dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” Jo 8:12. Não devemos tentar seguir a Jesus e ao mundo porque ambos são opostos.

Os ensinamentos de Jesus são totalmente opostos as filosofias do mundo. Como vemos no versículo a seguir, a Palavra de Deus ensina-nos que o mundo jaz no Maligno, ou seja, o mundo é governado pelo Maligno. “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” 1Jo 5:19. Não há nenhuma concordância ou harmonia entre Cristo e o Maligno. “ Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” 2Co 6:15.

A Palavra de Deus deve voltar a ter a autoridade máxima que lhe é devida, para que as pessoas não tenham dúvidas como agir perante várias as situações da vida. É necessário que as pessoas tenham a plena certeza de que a única forma de conduta aceitável é aquela indicada pela Palavra de Deus e por isso negar veementemente a mentalidade do mundo.

A tomada de decisões com base na mentalidade do mundo conduz os cristãos ao afastamento de Deus e no caminho contrário ao reino celestial. Como o mundo é governado pelo maligno, logo a amizade ao mundo é inimizade contra Deus, como vemos no versículo seguinte: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tg 4:4.

Para vivermos de forma agradável a Deus temos de focar a nossa atenção nas coisas celestiais, na Palavra e não nas coisas cá da terra. “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;” Cl 3:1-2.

Da mesma forma, temos de fazer morrer a nossa natureza terrena, com as suas impurezas, paixões lascivas, desejos malignos, avareza e outras coisas. “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é a idolatria;” Cl 3:5. Isto para que não sejamos influenciados pelo mundo e para podermos dedicar-nos as boas obras ensinadas pelas Escrituras.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Soli Deo Glória

Em 1517 ocorreu a reforma protestante, onde um frade, de nome Martinho Lutero demonstrou 95 teses que contestavam a tradição católica da altura. Desta reforma, observou-se um retorno aos princípios cristãos da Igreja Primitiva e formam estabelecidos os princípios teológicos do protestantismo que podem ser resumidos em cinco “solas”.


Um dos “solas” fala da necessidade de os cristãos buscarem apenas a glória de Deus em vez de procurarem a glória pessoal ou de devotarem glória a outros. Hoje, passados 500 anos, há a necessidade de os homens buscarem apenas a glória de Deus. Esta necessidade verifica-se tanto nas igrejas protestantes como em todas as outras denominações cristãs.


Deus não divide a sua glória com ninguém, e espera que os cristãos vivam para Lhe dar glória, da mesma forma como Jesus viveu para dar gloria a Deus Pai, glorificando-O em todas as suas atitudes. Como glorificar podemos entender a pratica de atitudes que estejam de acordo com os ensinos de Deus, muitas vezes colocando em segundo lugar a própria opinião.

Jesus Cristo, apesar de ser Filho de Deus, veio a terra como homem, e por isso enfrentou dificuldades e temores próprios dos homens, que têm dificuldade em suportar sofrimentos. Jesus Cristo, enquanto esteve no jardim do Getsemani, pediu ao Pai que se possível desviasse dele cálice o de sofrimento que se aproximava. Mas Jesus referiu, que o principal era que se fizesse a vontade do Pai Celeste e não a sua.

Vemos isso no versículo a seguir: “Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.” Lc 22: 41-42. Os homens, muitas vezes preferem fazer a vontade da sua carne, e do mundo ao invés de fazer a vontade de Deus. Muitos cristãos inclusive, têm dificuldade de assumir com as suas atitudes que Jesus é o seu Senhor e que portanto é Jesus quem decide, e quem dirige as suas vidas.

Tem havido uma perda da centralidade de Jesus na vida dos cristão e tornou-se comum, para muitos pensamentos como: “o que eu quero”, “o que eu preciso”, “o que eu gosto”. Isto reflete-se inclusive nas orações dos cristãos, que veem a Deus como uma fonte de resposta para as suas necessidades ao invés de verem a Deus como o Senhor das suas vidas, que lhes diz “o que devem querer”, “o que devem gostar” e “o que devem fazer”.

As pessoas muitas vezes vivem para a sua própria glória e para buscar os aplausos dos homens. Devemos buscar o reconhecimento pelas nossas atitudes em Deus e não nos homens como nos alerta o apostolo Paulo no versículo seguinte: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Deus.” Gl 2:10. O Espírito Santo diz-nos que quando procuramos agradar aos homens em vez de Deus, estamos a deixar o nosso papel de servos.

Inclusive, muitos líderes e pregadores religiosos, correm atrás da fama, do reconhecimento e dos aplausos das pessoas. Isto porque esquecem-se que o único que deve ser glorificado é Deus. Ao mesmo tempo esquecem que quem nos deve dar o reconhecimento que precisamos é Deus. Devemos imitar o Senhor Jesus que fugia dos aplausos dos homens e buscava o reconhecimento de Deus Pai a ponto de Deus dar-lhe reconhecimento com sua própria voz perante os discípulos, como vemos a seguir: “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em que me comprazo; a ele ouvi” Mt 17:5.

Deus reconheceu e elogiou a Jesus publicamente porque Jesus honrava a Deus através da sua obediência. No versículo a seguir vemos as palavras de Jesus sobre a sua necessidade de obedecer a Deus Pai: “Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” Jo 4:34.

Devemos, da mesma forma que Jesus Cristo, colocar a vontade do pai Celeste em primeiro lugar, independentemente do que gostaríamos de fazer. Por outro lado devemos fugir da mentalidade do mundo que ensina que o sucesso alcança-se quando se consegue fama e aplausos da pessoas. Devemos buscar o reconhecimento de Deus, vivendo para ele e obedecendo-o.