sábado, 30 de janeiro de 2016

Chamados para ser santos

A Bíblia mostra que, quando Deus chama um homem, não o chama apenas para a salvação mas, também para a santidade. Por isso todos os cristãos, a cada dia, são chamados, por parte do Senhor Jesus para serem santos. O apóstolo Paulo afirma-o claramente no versículo seguinte: "A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para ser santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo". Rm 1:7. 
 
O nosso Senhor Jesus, é Deus e é totalmente Santo, pois nele não existe nenhum tipo de maldade ou impureza. O reino do nosso Senhor é um reino de Luz, onde a maldade, o pecado já não dominam. Por isso quando o cristão é chamado a salvação recebe também o convite para ser santo, de forma a relacionar-se de forma progressivamente mais íntima com o Senhor Jesus.  
 
O nosso Mestre apesar de amar o pecador não suporta o pecado e por isso quando O aceitamos como Senhor e salvador das nossas vida, já não podemos conduzir-nos pelas paixões que existiam antes da nossa conversão. Pelo contrário, devemos conduzir-nos pelos ensinamentos do nosso Mestre e seguir os seus passos, de forma a que, da mesma forma como Ele é santo, possamos também tornar-nos santos em todo os nossos procedimentos. 
 
É precisamente este o conselho do apóstolo Pedro na sua primeira carta como podemos ver a seguir: "Como filhos da obediência, não vos moldeis às paixões que nheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo." 1Pe 1:14-16. 
 
Por este mesmo motivo O Espírito Santo através da carta de Paulo aos romanos aconselha-nos a não deixarmos o pecado reinar no nosso corpo, de maneira tal que ainda obedeçamos as paixões da carne; muito menos devemos oferecer o nosso corpo como instrumento de iniquidade para servir ao reino das trevas (Rm 6:12-13). 
 
No mesmo texto O Espírito Santo avisa-nos de que aquele a quem obedecemos como servos, é esse de quem somos servos. Portanto ou fazemo-nos servos de Deus e obedecemos apenas a sua vontade, ou fazemo-nos servos do reino das trevas obedecendo as concupiscências da carne e andando em pecado. Vemos estas palavras do apóstolo Paulo no versículo seguinte: "Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?" Rm 6:16. 
 
Como servos de um dos reinos, das trevas ou de Deus, podemos ter um padrão característico de comportamentos internos e externos. Por isso, quando o homem deseja tornar-se progressivamente mais santo e aproximar-se também progressivamente de Jesus Cristo, deve praticar cada vez mais as obras do reino celestial e despojar-se progressivamente mais das coisas do reino das trevas. 
 
Para aproximar-nos cada vez mais do nosso Senhor Jesus, devemos portanto, fazer as obras que o Senhor nos recomendou, bem como tudo aquilo que envolve a nossa vida, com humildade, bondade, benignidade, misericórdia, paciência e sobretudo perdoando sempre as ofensas cometidas contra nós.  
 
Enquanto caminhamos nesta vida temos comunhão com o Senhor Jesus através do seu Santo Espírito, que habita em nós; e para agrada-Lo devemos evitar todas as obras das trevas, que entristecem o Espírito Santo e O afasta de nós. Por isso devemos evitar toda a amargura, e cólera, e ira, e blasfémias, bem como toda a malícia e obras feitas por maldade.  
 
O apóstolo Paulo diz-nos isto na sua carta aos efésios: "E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para a dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfémias, e bem assim toda malícia." Ef 4:30-31. Ao evitar-mos essas atitudes do reino das trevas também progredimos em santidade. 
 
Em resumo, em tudo o que fizermos, seja em pensamento ou em ações devemos fazê-lo de forma a glorificar a Deus, ou seja, segundo os princípios do reino celestial, que são as ordens dadas pelo Senhor Jesus Cristo. Foi este o importante conselho dado pelo apóstolo Paulo aos coríntios na sua primeira carta: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus." 1Co 10:31. 
 
 
 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Deus retribuirá segundo cada obra

O mundo que nos cerca muitas vezes nos transmite a ideia de que não há julgamento das obras dos homens; mas nós cristãos devemos a cada dia lembrar-nos de que Deus, o nosso Senhor Jesus Cristo, julgará sem aceção de pessoas, a cada homem segundo as suas obras. 
 
O nosso Mestre e Senhor, Jesus Cristo, ensinou-nos os seus caminhos e tudo aquilo que agrada a Deus. Por isso as nossas obras devem ter como objetivo agradar ao nosso Senhor, aquele que nos comprou com o seu sangue. 
 
No mundo, os cristãos têm aflições e por isso, é de grande importância a perseverança nas boas obras que o Senhor preparou para que andássemos nelas. A todos aqueles que, apesar das dificuldades, perseveraram em fazer o bem e para além disso procuram glória, honra e incorruptibilidade, o nosso Senhor Jesus dará a vida eterna.  
 
Podemos ver isso no versículo seguinte: "que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça." Rm 2:6-8 . 
 
Por seu lado, todos aqueles que fazem o mal, porque não se interessaram em conhecer a Jesus Cristo nem em obedecer as suas ordens, sofrerão tribulação e angústia. Podemos ver estas palavras na epístola do apóstolo Paulo aos romanos: Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego; " Rm 2: 9. 
 
Deus julgará a todos com os mesmos critérios porque Deus não faz aceção de pessoas como podemos ver a seguir: Porque para com Deus não há acepção de pessoas." Rm 2:11 Por isso não devemos dar ouvidos as divisões sociais que o mundo faz, porque todos seremos julgados da mesma forma. 
 
Devemos fortalecer-nos com a esperança de que todos aqueles que praticam o bem receberão glória, honra e paz. O nosso próprio Senhor Jesus virá na glória do Pai Celeste, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras. Vemos no evangelho segundo Mateus o nosso Senhor Jesus dando-nos esta promessa: "Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras." Mt 16:27. 
 
Quando o nosso Senhor vier, Ele tomará vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao  Evangelho (2Ts1:8). Os que não obedecem ao Evangelho, muitas vezes professam conhecer a Deus, mas o negam por suas  obras como nos diz o apóstolo Paulo na epístola a Tito: "No tocante a Deus professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra" Tt 1:16. 
 
Portanto, sendo nós cristãos, e se invocamos como Pai aquele que sem aceção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, devemos nos portar com temor ao longo de toda a nossa caminhada neste mundo (1Pe 1:17) . O nosso reino não é este mundo, mas sim o reino celestial; e como forasteiros que somos devemos respeitar o nosso Senhor a cada dia e obedecer aos seus mandamentos. 
 
 
 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Não vos enganeis

Por vezes, no dia a dia o homem é aliciado a enganar-se a si próprio e a pensar que se fizer algum mal não lhe acontecerá nada, porque vê ao seu redor pessoas cometendo pecados diversos sem serem punidas. O nosso Deus é onipresente; Ele vê todas as nossas atitudes e os nosso pensamentos. Deus tem olhos puros, não suporta ver a maldade e vai julgar todas as nossas atitudes. 
 
O apóstolo Paulo adverte-nos a não nos enganarmos a nós próprios, pois aquele que pratica o mal acaba por receber o mal. Tudo aquilo que o homem faz é uma semente e origina um fruto; se a semente for boa o fruto também será bom, a semente for má o fruto também será mau. 
 
Por isso, o apóstolo Paulo diz-nos na epístola aos gálatas que de Deus não se zomba, porque tudo aquilo que o homem semear isso também ceifará como podemos ver no versículo seguinte: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará." Gl 6:7. 
 
Na vida cristã temos dois tipos de terrenos onde podemos semear: um terreno é a carne e o outro é o Espírito. A carne é terreno caraterístico da nossa natureza decaída. É regida pelos pensamentos vãos do homem, com objetivo de satisfazer os seus prazeres de forma independente de Deus e das suas leis. 
 
A carne é inclina a atitudes como: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facões, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas (Gl 5:19-21). Quem está no terreno da carne não pode agradar a Deus, porque a carne é oposta ao Espírito e contrária a vontade de Deus. 
 
Por isso, se semearmos na nossa própria carne colheremos corrupção, mas se semearmos no Espírito colheremos vida eterna como nos diz o apóstolo Paulo no versículo seguinte: "Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna" Gl 6:8. 
 
O Espírito é o terreno onde devemos apostar as nossas semeaduras. Neste terreno semeia-se obras agradáveis a Deus, feitas com alegria, amor, benignidade, humildade, misericórdia, paciência e paz. O terreno do Espírito tem como objetivo obedecer os mandamentos de Deus, amando a Deus acima de todas coisas e ao próximo. 
 
Por isso tudo, não devemos enganar-nos a nós mesmos: todas as nossas atitudes más, são semeaduras na carne e nos farão ceifar corrupção. Não nos devemos inclinar para a carne e nem satisfazer as suas concupiscências porque, mesmo que não vejamos as consequências das nossas más atitudes em vida, um dia quando estivermos perante o nosso Senhor Jesus Cristo veremos as suas consequências. 
  

sábado, 23 de janeiro de 2016

Andar em amor

Os dois principais mandamentos do Senhor Jesus Cristo estão relacionados com o ato de amar: amar a Deus e amar ao próximo. O apóstolo Paulo refere  nas suas cartas, aos coríntios e aos romanos, a importância do cristão andar em amor. 
 
Andar em amor resume todos os ensinamentos de Jesus Cristo e a própria lei de Deus dada a Moisés. Ou seja, andar em amor implica obedecer os mandamentos de Deus e ao mesmo tempo as ordens do nosso Mestre, o Senhor Jesus. 
 
O apóstolo Paulo afirma na carta aos Romanos que: "O amor não pratica o mal contra o próximo de sorte que o cumprimento da lei é o amor." Rm 13:10. O amor que o nosso Senhor Jesus recomendou que tivéssemos pelo nosso próximo implica evitar algumas atitudes indicadas pelo apóstolo Paulo no capítulo treze da primeira carta aos coríntios. 
 
Neste capítulo o apóstolo Paulo ensina-nos que andar em amor é: não andar em ciúmes; não se ufanar; não se ensoberbecer; não se conduzir inconvenientemente; não procurar exclusivamente os seus interesses; não se exasperar; não se ressentir do mal; não se alegrar com a injustiça (1Co 13:4-6). 
 
O nosso Deus recomenda-nos através deste capítulo a não nos deixar-mos arder em ciúmes. Os ciúmes, ou inveja é diversas vezes condenado na Bíblia, porque é um sentimento que traz ira, ódio contra o próximo e por isso acaba por fazer mal a quem sente inveja e a quem é invejado. 
 
Nos dez mandamentos, Deus afirma expressamente que não demos invejar ou cobiçar nada do nosso próximo: nem o cônjuge, nem a casa, nem os animais, ou seja nada. Os ciúmes consistem numa forma de cobiça e trazem o mal a quem é vítima de inveja. Por isso se quisermos andar em amor e amar ao próximo não devemos arder em ciúmes. 
 
Deus deseja que andemos humildemente perante Ele e por isso para amarmos a Deus e ao próximo nãos devemos deixar-nos ufanar ou ensoberbecer. Andar em amor é andar de forma humilde, sujeitando-nos a Deus e não nos ensoberbecendo perante o próximo. 
 
Amar também é respeitar a Deus, temê-Lo e ao mesmo tempo respeitar ao próximo. Por isso não nos devemos conduzir de forma inconveniente, por temor a Deus e por respeito ao próximo. Não nos podemos esquecer que não podemos usar a liberdade que temos para dar ocasião a carne; nem que, apesar de tudo nos ser lícito, nem todas as coisas edificam a nossa vida cristã ou daqueles que estão a nossa volta (1Co 10:23). 
 
O apóstolo Paulo aconselha-nos a não procurar apenas os nosso interesses, mas sobretudo aquilo que é do interesse ou benefício dos outros. Sobre a sua própria vida o apóstolo Paulo afirma: "assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos." 1Co 10:33. 
 
Na convivência com o próximo é muito frequente que as atitudes dos outros não vão de encontro com as nossas expectativas; e por isso há uma tendência para o exaspero. O apóstolo Paulo afirma-nos que andar em amor implica não nos exasperarmos com o próximo, mas sim suporta-lo em amor. 
 
O nosso Senhor Jesus ensinou-nos que devíamos perdoar o nosso próximo como Ele mesmo nos perdoou a nós. Podemos ver isso no evangelho de Mateus: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas." Mt 6:14-15. Como podemos ver, andar em amor, implica também perdoar ao próximo e por isso, não se ressentir do mal. 
 
No mundo é comum a pratica de maldades, de vinganças contra o próximo e de outras situações como indiferença/desprezo perante a pessoas que o têm quem lhes estenda a mão e as ajude nas suas necessidade financeiras. O nosso Senhor ensinou-nos a praticar a justiça, a fazer o bem ao próximo, a ajudar aqueles que se encontram em dificuldades. 
 
Para caminharmos em amor, como deseja o nosso Senhor Jesus, não podemos nos alegrar ao ver situações de maldade contra o próximo, nem alegrar-nos ao ver a situações de pobreza do nosso próximo, mas sim alegrar-nos com os atos de nobres de pessoas que intervêm em favor do próximo ou que renegam a impiedade. 
 
Andar em amor é amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos. Andar em amor é ser paciente, benigno e misericordioso. É seguir os passos do nosso Mestre, e amar ao nosso próximo como Ele nos amou a nós.