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terça-feira, 20 de março de 2018

Jesus é o nosso Sumo Sacerdote

No Antigo Testamento vemos que Deus instituiu um intermediário para a sua relação com o povo de Israel. Este intermediário era o Sumo Sacerdote. Este homem era alguém que representava o povo perante Deus e que oferecia sacrifícios para a expiação dos pecados do povo. Para além disso o sumo sacerdote tinha como função ensinar ao povo a vontade de Deus e dirigir os assuntos do templo. O Sumo Sacerdote era por isso o líder religioso da nação.

Jesus Cristo, o Filho de Deus veio a terra e desempenhou todas as funções que cabiam ao Sumo Sacerdote. Enquanto esteve na terra ele ensinou as pessoas a vontade de Deus para que as pessoas pudessem ter uma vida agradável ao Pai Celeste. Um dos sermões mais conhecidos de Jesus foi aquele que ficou conhecido como o sermão da Montanha.

Neste sermão, Jesus pregou para os seus discípulos e para uma grande multidão e ensinou atitudes fundamentais para um cidadão do Reino de Deus. Neste sermão Jesus ensina-nos, entre outras coisas, que os mandamentos de Deus são mais do que atos exteriores e que Deus valoriza tanto o que vai no nosso coração como as nossas atitudes. Jesus ensina-nos um padrão de comportamento que começa no coração e termina nos nossos atos exteriores.

O exemplo disso, são algumas atitudes interiores como o odiar que são tão condenáveis como o matar. Vemos isso no versículo a seguir: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento de tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.” Mt 5:21-22.

Sabemos que o Sumo sacerdote oferecia sacrifícios para a expiação do pecado do povo. Mas Jesus como Sumo Sacerdote ofereceu-se a si mesmo como sacrifício pelos nossos pecados. Por ser Santo, Puro e por ser o Filho de Deus, Jesus padeceu em nosso lugar o preço dos nosso pecados. A morte de Jesus Cristo é único sacrifício que cobre as exigência de Deus para que fosse perdoados os pecados da humanidade.

Os versículos a seguir dizem-nos isso. “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, pelos seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu.” Hb 7:26-27

Depois da sua morte, Jesus Cristo ressuscitou e esteve com os seus discípulos e ascendeu aos céus aos perante os olhos dos seus seguidores. Agora Jesus Cristo está sentado a dextra de Deus e representa-nos perante Deus como nosso Advogado; Ele defende-nos das acusações do nosso inimigo e intercede em nosso favor. “este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável. Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” Hb7:24-25

O nosso Mestre é o nosso único Advogado perante o Pai Celeste. Isto porque Jesus Cristo compreende as nossas fraquezas humanas; Ele viveu na terra como homem e foi tentado em todas as coisas mas sem pecado. “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas; à nossa semelhança, mas sem pecado.” Hb 4:14-15.

Jesus Cristo, como Sumo Sacerdote é aquele que dirige os assuntos do templo da Igreja. Cada cristão é o templo do Espírito Santo (1Co 6:19) e Jesus dirige os assuntos relacionados com as nossas vidas, para que as nossas vidas sejam um louvor ao Deus Pai. Para além disso, Jesus Cristo também dirige a vida da própria Igreja. “E pôs todas as coisas debaixo dos seus pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu a igreja,” Ef 1:22. Jesus lidera a Igreja dirigindo as decisões dos líderes da igreja através do seu Santo Espírito.

Como vemos, Jesus Cristo é o nosso perfeito Sumo Sacerdote. Ele é aquele quem nos ensina a vontade do Pai, é também aquele que se deu em sacrifício pelos nossos pecados; Jesus Cristo é o nosso representante perante Deus. Ao mesmo tempo é o nosso único advogado perante o Pai Celeste. O nosso Mestre está mais interessado do que nós, na nossa caminhada rumo ao céu e tudo faz para nos ajudar.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Estar em fraqueza


O nosso Senhor Jesus morreu mesmo antes de o termos conhecido e aceite como nosso Senhor e Salvador. Antes de termos consciência do pecado e da condenação eterna que merecíamos o Senhor Jesus já tinha morrido por nós. Nessa altura ainda eramos fracos, pois estávamos sujeitos a todo o tipo de pecado e de toda a influência das trevas.


Antes de nós conhecermos o nosso Senhor Jesus, Ele já nos tinha conhecido e amado e já tinha se entregue por todos os nossos pecados. Por isso, temos a garantia de que depois de termos conhecido o Senhor Jesus e de termos aceite a sua salvação seremos salvos da ira de Deus, contra o pecado.


Isto, é o que nos diz o apóstolo Paulo na sua epístola aos romanos, como vemos a seguir: “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.(...) Mas Deus prova o seu próprio amor para connosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” Rm 5: 6,8.


Hoje, apesar de termos em nós o Espírito Santo, podemos estar em fraqueza, devido a alguma situação de pecado na nossa vida. No nosso dia a dia vemos o quanto é difícil fazermos certas coisas quando estamos com fraqueza devido a alguma situação banal como uma gripe, ou por outras situações mais graves.


Quando estamos com fraqueza não temos forças para fazer as coisas, e se a fazemos, fazemos com dificuldade. Na nossa vida espiritual também podemos estar em fraqueza, por causa de algum pecado que repetidamente cometemos, ou por causa de alguma situação que o Espírito Santo revelou a nossa vida que deveríamos concertar mas ainda não concertamos.


O apóstolo Pedro caiu em fraqueza e fez aquilo que nunca pensou que era capaz de fazer: negou o Senhor Jesus três vezes, horas depois de o Senhor ter sido preso e levado pelos principais sacerdotes para a casa de Caifás o sumo sacerdote. Depois de ter caído em pecado, Pedro ficou desanimado, sem convicção de que conseguiria fazer aquilo que se tinha comprometido fazer, que era capaz de seguir o Senhor Jesus até a morte.


O pecado tira a força do cristão, ou seja, tira a sua vitalidade, o ânimo para fazer certas coisas para Deus, como louvar a Deus, ler a Bíblia, estar com os irmãos na igreja. O pecado torna-nos vulneráveis aos ataques de Satanás e as tentações. Por isso devemos afastar-nos de pecado, e sobretudo vigiar em todas as circunstâncias, porque somos falhos, e a carne, que está em nós, é fraca como nos diz o nosso Mestre: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mt 26:41.


O Nosso Mestre, sabe das nossas fraquezas, e nos perdoa. O Senhor Jesus não julgou a Pedro por ele o ter negado depois de ressuscitar, mas perguntou a Pedro se ele O amava. Deus exige apenas o nosso amor por Ele. Pedro afirmou a Jesus que O amava e em resposta Jesus ordenou-lhe que pastoreasse as sua ovelhas, que pastoreasse aqueles que criam no Seu nome. Jo 21:15-17.


A Bíblia refere outro tipo de fraqueza, que não advém do pecado mas sim da impotência perante as situações difíceis, as vezes causadas por situações de doença, por dificuldades financeiras e outras situações. Essa fraqueza pelo contrário trás dependência da pessoa de Deus e abre espaço na nossa vida para que o Espírito Santo possa tomar dirigir-nos e fazer aquilo que nós não podemos fazer.


O apóstolo Paulo, relata-nos na sua epístola aos coríntios que passou por tantas dificuldades, e que quando estava fraco devido as situações que o debilitavam então, estava forte, porque o Espírito Santo operava por ele fazia o que ele não podia fazer; e fazia muito mais além do que podia imaginar. Deus em resposta a um pedido de Paulo por causa de um espinho que tinha na carne, afirmou-lhe que o Poder se aperfeiçoava na fraqueza.


Vemos isso a seguir: “Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque quando sou fraco, então, é que sou forte.” 2Co 12: 9-10.


Paulo sentiu o Poder de Deus a fortalece-lo, a capacita-lo a enfrentar todo o tipo de situações que o enfraqueciam, tanto fisicamente, como emocionalmente, por causa da angústia ou dor. Por isso disse na sua carta aos Filipenses que tudo podia Naquele que lhe fortalecia. Vemos isso no versículo a seguir: “Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de ter fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.” Fp 4:12-13.


A fraqueza causada pelo pecado afasta-nos de Deus e tornam-nos vulneráveis na guerra espiritual do dia a dia. A fraqueza causada pelas situações difíceis, tanto financeiras, como causada por problemas de saúde e outras situações, pelo contrário, aproximam-nos de Deus, tornam-nos mais dependentes de Deus e da Graça do seu Espírito Santo. Apenas precisamos de focar a nossa atenção em Jesus Cristo, pois Ele é o nosso Advogado, o nosso Sumo Sacerdote e aquele que nos capacita a segui-Lo com o seu Espírito Santo.

sábado, 14 de janeiro de 2017

A ascensão de Jesus


A ascensão de Jesus Cristo é um episódio maravilhoso, que muitas vezes esquecemos enquanto meditamos da vida do nosso Senhor Jesus. Depois da ressurreição de Jesus em certa altura, estando Jesus com os discípulos, o Mestre foi elevado aos céus perante o olhar de todos os discípulos. A ascensão aos céus foi a comprovação de que Jesus virá buscar a Igreja da mesma forma como foi elevado aos céus.


No livro de atos vemos a descrição da ascensão de Jesus Cristo, como vemos a seguir: “Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles e uma nuvem o encobriu dos seus olhos.”At 1:9. O nosso Mestre, tem todo o poder e controla todas as leis da física que conhecemos e por isso foi maravilhosamente elevado aos céus até ser encoberto por nuvens.


A ascensão é uma garantia de que da mesma forma como Senhor foi elevado aos céus também voltará na forma de homem para buscar a sua Igreja. Em Atos, vemos que, enquanto os apóstolos olhavam para Jesus que se elevava aos seus, foram avisados por anjos que Jesus voltaria, da mesma forma como O tinham visto a elevar-se aos céus.


Podemos ver as palavras dos anjos no versículo seguinte: “E, estando eles com os olhos fitos nos céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, porque estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céus virá do mesmo modo como o vistes subir.” At 1:10-11.


Por outro lado, a ascensão marco fim do ministério de Jesus na terra e o início do seu ministério como Sumo Sacerdote da Igreja. A missão de Jesus na terra foi totalmente cumprida e para além de ensinar a vontade do pai Celeste aos homens, o nosso Senhor Jesus entregou-se na cruz do Calvário para perdão dos nosso pecados; morreu e ressuscitou vencendo a morte e o inferno.


Nós antes estávamos condenados, mas agora, devido ao sacrifício de Jesus Cristo temos a salvação, e nos tornamos filhos de Deus. Contudo, como somos pecadores precisamos de um Advogado, que constantemente interceda por nós junto ao Pai Celeste; o nosso Senhor, o nosso fiel amigo tomou este papel junto do Pai Celeste.


Jesus Cristo, enquanto esteve na terra na forma de homem, sofreu as mesmas tentações que nós contudo, nunca pecou. Por isso, o Mestre pode compreender-nos e compadecer-se das nossas fraquezas, como nos diz o seguinte versículo da epístola aos hebreus: “Porque não temos sumo sacerdote que não se possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” Hb 4:15-16.


Assim, com a ascensão, Jesus Cristo foi ao céu, assentou-se a destra de Deus Pai e assumiu o papel de nosso advogado, vivendo sempre a interceder por nós. Vemos isso no seguinte versículo: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” Hb 7:25.


A ascensão, marcou a exaltação de Jesus pelo Pai Celeste, que lhe deu o nome sobre todo o nome, e acima de todo o principado e potestade, e poder e domínio; e colocou todas as coisas debaixo dos seus pés, tornando-O cabeça sobre todas as coisas, como nos diz o apóstolo Paulo na epístola aos efésios.


Podemos ver isso nos versículos a seguir: “ o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, “ Ef 1:20-22.


Jesus Cristo é o Deus Todo-Poderoso que da mesma forma como foi elevado aos céus voltará para buscar a Igreja. Devemos preparar-nos a cada dia para a vinda do Senhor Jesus, pois a hora e o dia ninguém sabe, senão o Pai Celeste. Devemos também confiar no poder do Senhor Jesus e no seu amor por nós, que faz com que interceda por nós, e pelas nossas fraquezas a cada dia.